Início Site Página 4

Amazon ultrapassa R$ 75 bilhões em investimentos no Brasil após aporte de mais de R$ 19 bilhões no último ano 

Completando 15 anos desde sua chegada ao Brasil, a Amazon registrou um investimento recorde de mais de R$ 19 bilhões em infraestrutura, tecnologia e em pessoas em todas as regiões do país em 2025 — o equivalente a mais de R$ 52 milhões por dia ao longo do ano. Esse montante supera em quase 5 vezes a média anual de investimentos desde 2011, evidenciando a aceleração da atuação e o desenvolvimento das suas diversas operações no Brasil, considerado uma das prioridades nos planos de expansão global. 

Desde sua chegada ao país com a AWS em 2011, a Amazon tem demonstrado compromisso crescente com o desenvolvimento do Brasil. Com mais de R$ 75 bilhões investidos em logística, entretenimento, desenvolvimento local de tecnologia, serviços de nuvem, geração e qualificação profissional, a Amazon também fomenta o empreendedorismo e iniciativas voltadas às comunidades locais. Desse investimento, mais de R$ 65 bilhões contribuíram para o PIB nacional, segundo a consultoria Keystone.

Este crescimento tem um impacto direto na geração de oportunidades de trabalho. A Amazon gera mais de 55 mil empregos diretos e indiretos por meio de suas atividades de negócios no Brasil — mais que triplicando desde 2024 e representando um crescimento de mais de 50% em relação ao ano passado. 

Ao celebrar 15 anos de dedicação ao Brasil e um investimento acumulado de R$ 75 bilhões, reafirmamos não apenas nosso compromisso de longo prazo com o país, mas também a recepção positiva dos consumidores e o crescimento exponencial dos nossos negócios ao longo dos anos”, afirma Juliana Sztrajtman, presidente da Amazon Brasil. “O que mais me anima é que, nesse período, a cada ano geramos mais empregos, impulsionamos o empreendedorismo e promovemos inovação em todos os estados brasileiros, ao mesmo tempo em que elevamos a experiência de entregas de milhões de consumidores, oferecendo a opção de entrega mais rápida entre os e-commerces do Brasil. Cada investimento é pensado para fortalecer a economia e transformar a vida das comunidades brasileiras, onde quer que estejam.” 

Hoje, existem mais de 300 centros logísticos operados com tecnologia Amazon no Brasil, distribuídos por todos os 26 estados e o Distrito Federal — mais de 100 dos quais foram inaugurados somente em 2025. Nesse mesmo ano, a empresa gerou uma contribuição de mais de R$ 16 bilhões para o PIB do Brasil, segundo a Keystone.

Em 2026, esse ritmo se intensificou, com uma média de três novos centros inaugurados por semana. Essa evolução já se reflete em benefícios diretos para os consumidores. A Amazon encerrou 2025 com as velocidades de entrega mais rápidas de sua história no Brasil: mais de 50 milhões de itens foram entregues aos membros Prime no mesmo dia ou no dia seguinte. A rede logística da Amazon conecta consumidores de todas as regiões — das favelas de São Paulo e Rio de Janeiro às comunidades ribeirinhas da Amazônia — democratizando o acesso ao e-commerce em todo o território nacional. 

A presença da Amazon no Brasil vai além de uma única vertical de negócios, integrando-se à vida diária dos consumidores brasileiros. Seja pela conveniência do varejo com Amazon Prime — que integra compras, economia e entretenimento em uma única assinatura com Prime Video, Amazon Music Prime, Audible e Amazon Luna —, pela infraestrutura da AWS, pelos dispositivos Echo e Kindle, ou pelas soluções de Amazon Ads, que impulsionam o crescimento de negócios de todos os portes, a Amazon se posiciona como uma das empresas mais integradas do país. Essa abordagem combina a credibilidade global de uma marca inovadora com um profundo enraizamento local, construído ao longo de 15 anos de investimento e impacto direto nas comunidades e na economia brasileira. 

A lição mais importante desses 15 anos é que, quando você remove barreiras tecnológicas e oferece as ferramentas certas, a criatividade e a capacidade de inovação brasileiras não ficam atrás de nenhum mercado do mundo“, destaca Cleber Morais, diretor-geral da Amazon Web Services (AWS) no Brasil. Nesse período, a AWS deixou de ser apenas a provedora pioneira de infraestrutura de nuvem para se tornar a mais completa parceira estratégica na transformação digital no Brasil. Nosso papel é continuar ampliando esse acesso — com nuvem, com IA e com constante investimento em capacitação profissional.”

Dia dos Namorados: 6 estratégias para impulsionar as vendas e apoiar empresas na data

Segundo projeções da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP), o Dia dos Namorados, em 2026, deve trazer um crescimento de 4,8% nas vendas, com destaque para vestuário e acessórios. Em 2025, a data movimentou R$ 8 bilhões, alta de 15,1% em relação ao ano anterior, de acordo com dados da Neotrust Confi em parceria com o E-Commerce Brasil.

Pensando nisso, empresas investem em soluções e estratégias que impulsionam o comércio e apoiam outras organizações a vender mais e de forma mais estratégica na data. Seguem abaixo:

  • Integração logística através da tecnologia:

Apoiando empresas de variados setores, desde varejo e indústria até bens de consumo e e-commerce, a tese da nstech, maior empresa de software para supply chain da América Latina, está fundamentada na integração de todo o ecossistema logístico. Pensando nisso, a empresa criou a Transportation Network System (TNS), uma categoria de rede logística integrada que conecta, de forma fluida e inteligente, empresas e diferentes elos da cadeia por meio de uma única plataforma para resolver dores como redução de custo e ganho de eficiência, adequação ao compliance e aumento de nível de serviço nas operações logísticas de embarcadores e transportadores de diferentes setores.

  • Relacionamento e fidelização para além da sazonalidade

Para um dos principais polos de comércio popular do país, o Circuito de Compras, transformar vendas sazonais em relacionamento de longo prazo se tornou uma estratégia essencial para aumentar a recorrência. A aposta está na construção de conexões contínuas com os consumidores desde o primeiro contato, utilizando atendimento, pós-venda e comunicação direta como ferramentas para fortalecer a fidelização e estimular novas compras ao longo do ano. A data é usada como ponto de partida para geração de base de clientes. O foco está em captar esse consumidor no atendimento, no pagamento ou no pós-venda e garantir que esse contato não se perca. A partir disso, o trabalho é manter essa relação ativa com frequência, criando novos motivos para o retorno, seja por meio de ofertas, condições diferenciadas ou comunicação direta.

  • Inteligência de dados para impulsionar decisões estratégicas

Com consumidores cada vez mais exigentes e um mercado em constante transformação, empresas têm investido no uso estratégico de dados para impulsionar resultados no varejo. A análise de informações em tempo real permite identificar padrões de comportamento, antecipar tendências de consumo e direcionar decisões com mais precisão, desde ações promocionais até estratégias de posicionamento e precificação. Nesse cenário, o PiniOn, empresa de pesquisa de mercado especializada em dados competitivos e comportamentais, atua na otimização de resultados em todas as etapas da jornada de compra por meio da inteligência de dados. A proposta é transformar grandes volumes de informação em direcionamentos claros e acionáveis, permitindo decisões mais rápidas, redução de riscos e maior eficiência estratégica no varejo.

  • IA e automação para aumentar conversões em datas sazonais

De olho no aumento da demanda durante o Dia dos Namorados, a Loopia aposta em inteligência artificial e automação para apoiar empresas na escalabilidade do atendimento e no aumento das vendas. Por meio de agentes de IA integrados ao WhatsApp, e-commerce e marketplaces, a empresa ajuda marcas a oferecerem respostas rápidas, personalização na comunicação e suporte contínuo ao consumidor durante toda a jornada de compra. A estratégia busca otimizar a experiência do cliente em períodos de grande movimentação no varejo, contribuindo para maior conversão, agilidade operacional e fortalecimento do relacionamento com o público.

  • Inteligência de dados para reduzir falsos positivos e garantir conversões

Com a proximidade do Dia dos Namorados e o aumento das compras online, a datatech Quod oferece soluções para resolver um dos principais gargalos desse canal e que causa o abandono das compras: o falso positivo, quando os sistemas de segurança bloqueiam, por engano, clientes legítimos. A diferença da empresa não está apenas no volume de informações, mas na inteligência analítica aplicada sobre os dados para extrair sinais comportamentais em tempo real. Essa capacidade preditiva permite bloquear o falso positivo em milissegundos durante os picos transacionais da data, eliminando o atrito no pagamento e garantindo aprovações ágeis que blindam o faturamento do varejo sem abrir mão do controle de riscos.

  • Histórico de consumo ajuda no planejamento

Olhar para o que já aconteceu é um bom ponto de partida para planejar a data. O Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) registrou que, no Dia dos Namorados de 2025, as vendas no varejo cresceram 4,9% ante 2024, com o e-commerce à frente do varejo presencial. Chama atenção o contraste entre setores: Supermercados e Hipermercados lideraram, com alta de 8,4%, enquanto Bares e Restaurantes recuaram 1,4%, sinal de que muitos casais trocaram o jantar fora pela comemoração em casa. “No varejo, decidir no escuro custa caro”, afirma Carlos Alves, vice-presidente de Tecnologia e Negócios da Cielo. “Quanto mais o lojista entende em quais categorias e regiões a demanda se concentrou no ano anterior, mais acerta na hora de comprar, montar o mix e atender.” Acompanhar os próprios dados é o que permite ao comércio decidir com mais previsibilidade e menos risco.

Com Copa do Mundo, vendas de moda crescem 35% e eletrônicos avançam 25% no canal de afiliados

A Copa do Mundo de 2026 já começou a movimentar o consumo no Brasil e deve aquecer o varejo nos próximos meses. Uma pesquisa da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e do SPC Brasil, em parceria com a Offerwise, aponta que cerca de 99,2 milhões de consumidores pretendem comprar produtos ou serviços relacionados ao torneio. Segundo o levantamento, 60% dos brasileiros devem gastar durante a competição, principalmente com bebidas não alcoólicas (68%), petiscos (62%), carnes para churrasco (60%) e cerveja (59%). Camisas da seleção brasileira e itens ligados à torcida também aparecem entre os produtos mais procurados.

Esse movimento já começa a refletir no ambiente digital. Dados exclusivos da Awin mostram que categorias diretamente ligadas ao evento, como moda esportiva, fashion temático e eletrônicos, vêm acelerando acima da média do varejo dentro do canal de afiliados. As vendas de moda e sportswear cresceram 35% em relação ao ano passado, enquanto telas e eletrônicos avançaram cerca de 25% em 2026, movimento impulsionado principalmente por creators, cashback e campanhas promocionais ligadas ao torneio.

Segundo a Awin, o marketing de afiliados tem papel importante nesse aquecimento do consumo ao conectar promoções, creators e conteúdo relevante ao momento cultural da Copa. O canal potencializa a descoberta de produtos, aumenta o alcance de campanhas promocionais e ajuda consumidores a encontrarem ofertas de maneira mais econômica e personalizada. “O consumidor está mais atento a preço, benefício e oportunidade. E a Copa cria um ambiente emocional muito forte para acelerar essas decisões de compra, principalmente em categorias relacionadas a entretenimento, moda e experiência”, afirma Rodrigo Genoveze, diretor regional da Awin para a América Latina.

Moda entra no clima da Copa e vendas disparam

O maior destaque aparece no setor de moda e sportswear. Segundo a Awin, o segmento já registra crescimento de 35% no volume de vendas em comparação com o ano anterior, impulsionado tanto por marcas esportivas quanto por varejistas de fashion que passaram a explorar coleções temáticas ligadas ao Brasil e às cores da bandeira.

A movimentação chama atenção porque supera em muito a expectativa de crescimento natural do setor para 2026, estimada em cerca de 5%. Na prática, o canal de afiliados conseguiu acelerar esse avanço em até sete vezes por meio de estratégias de conteúdo, creators e cashback. “O diferencial está na comunicação contextualizada. Não é apenas vender um produto verde e amarelo, mas conectar o consumidor ao momento cultural e emocional da Copa. Quando creators, afiliados e publishers conseguem transformar isso em conteúdo relevante, o impacto em conversão cresce muito”, explica Genoveze.
 

Segundo a Awin, creators de conteúdo e parceiros de cashback têm sido fundamentais nesse movimento, especialmente em plataformas como TikTok, Instagram e canais especializados em promoções e “achadinhos”. O formato aproxima a experiência da recomendação pessoal e aumenta a percepção de oportunidade para o consumidor.

Afiliados ganham espaço durante grandes eventos

O avanço das vendas durante a Copa reforça uma transformação mais ampla no comportamento de consumo digital. Cada vez mais, consumidores chegam aos produtos por meio de recomendações, reviews, creators e conteúdos de descoberta, e não apenas por anúncios tradicionais. Nesse cenário, o marketing de afiliados ganha relevância por conectar marcas a publishers, influenciadores e plataformas de conteúdo que atuam diretamente na jornada de decisão de compra.

Além do alcance, o modelo também chama atenção pela lógica de performance: marcas remuneram parceiros apenas quando uma ação concreta acontece, como uma venda ou conversão. “O canal de afiliados consegue unir contexto, recomendação e performance ao mesmo tempo. Em eventos como a Copa, isso faz muita diferença porque o consumidor está mais engajado, buscando ofertas e disposto a interagir com conteúdos relacionados ao tema”, afirma Genoveze.

Startup brasileira transforma vídeos em canais diretos de venda e redefine a forma de comprar e vender via e-commerce

Em um cenário em que a atenção do consumidor dura poucos segundos, depender de cliques e redirecionamentos para páginas externas pode ser o maior gargalo de um e-commerce. Foi pensando em eliminar essa fricção que nasceu a LIS Play. Lançada em 2024, a startup brasileira utiliza tecnologia 100% nacional desenvolvida por seu time técnico. Neste meio tempo, já está entre as 1000 startups mais inovadoras do Brasil. Sua atuação se dá de forma disruptiva, ao transformar vídeos em plataformas interativas de venda, permitindo que compras sejam realizadas à medida em que os produtos aparecem, sem que o consumidor seja direcionado para sites ou plataformas externas.

Além disso, a LIS evoluiu seu modelo e hoje também opera como um marketplace de video commerce, integrando não apenas a experiência de compra, mas toda a infraestrutura de transação. A empresa oferece soluções completas que incluem meios de pagamento e logística própria, com operação de full fulfillment e entregas rápidas, consolidando um ecossistema end-to-end para marcas e consumidores.

“O resultado disso é uma jornada mais fluida, com impacto positivo nas taxas de conversão. A lógica do e-commerce tradicional, que utiliza vídeos como ferramenta de apoio, ainda é baseada em interrupção. Isso significa que o consumidor precisa deixar de assistir para acessar o link da plataforma de venda, seja ela qual for. No caso da LIS, nós invertemos isso: a compra acontece dentro da experiência, tornando-a completa. Assim, aproveitamos o impulso do momento”, explica Ana Medici, CEO e fundadora da LIS Play.

Ela ainda complementa: “O consumidor não quer mais apenas comprar, mas sim entender, interagir e decidir com agilidade. Nesse contexto, o vídeo deixa de ser apenas uma ferramenta de comunicação e passa a ser um canal direto de conversão. A jornada, antes fragmentada, se torna contínua. Para as empresas, isso significa mais eficiência e melhores resultados. Para o consumidor, uma experiência mais intuitiva e sem interrupções. A decisão de compra hoje acontece no momento da conexão. Quando você quebra esse fluxo, perde a venda. Nosso papel é garantir que isso não aconteça mais”.

Democratização da ferramenta: do conteúdo à conversão, sem fricção

Segundo Ana, a LIS nasceu pensando nos negócios de pequeno e médio porte que dispõem de pouca verba para publicidade e que apostam nas redes sociais como principal ferramenta de marketing. No entanto, a empresa vem ganhando escala também entre grandes marcas — especialmente com a evolução para um modelo mais completo de infraestrutura de vendas.

“Temos pacotes de diferentes valores e a ferramenta é simples e intuitiva. Os clientes fazem login na nossa plataforma, sobem os vídeos, cadastram os produtos e geram um link que pode ser distribuído nas redes sociais ou por WhatsApp, por exemplo. Além disso, com nosso modelo de marketplace, conseguimos oferecer uma solução completa, com checkout, meios de pagamento e logística integrados, incluindo nossa operação de full fulfillment. Com isso, os vídeos se transformam em infraestruturas completas de vendas, conectando conteúdo, dados e transação em um único fluxo”, explica.

Outro ponto importante é que, além da interatividade, as soluções da LIS entregam inteligência em tempo real sobre o comportamento do consumidor, permitindo que as empresas entendam como, quando e por que seus clientes decidem comprar. Esse modelo responde diretamente a desafios históricos do varejo digital, como abandono de carrinho, baixa conversão e falta de visibilidade sobre a jornada do usuário.

A partir de 2026, a empresa inicia uma nova fase estratégica com foco em um modelo AI First, utilizando inteligência artificial para aprofundar a leitura do comportamento audiovisual, personalizar experiências e otimizar decisões de compra em tempo real. Mesmo recente, a startup já apresenta sinais consistentes de crescimento. Desde o lançamento, 35 clientes já utilizaram a plataforma, e a expectativa é escalar rapidamente nos próximos anos.

Mecalux auxilia a Gerresheimer na otimização da logística de dispositivos médicos nos EUA com dois armazéns automatizados

Entregar dispositivos médicos às unidades de saúde em tempo hábil é essencial para a saúde e o bem-estar dos pacientes. Recentemente, Mecalux apoiou Gerresheimer, fornecedor inovador de sistemas e soluções e parceira global para as indústrias farmacêuticas, biotecnológicas e cosméticas para otimizar a logística de seus dispositivos médicos nos Estados Unidos. Como parte da expansão da capacidade de produção e logística de sua fábrica em Peachtree City, Geórgia, Gerresheimer contratou da Mecalux dois armazéns automáticos para paletes. Esse investimento duplo responde ao forte aumento da demanda por dispositivos médicos e reforça sua estratégia de crescimento baseada em automação.

“A expansão de nossa unidade em Peachtree City representa um passo crucial para fortalecer nossa presença nos Estados Unidos e nos aproximar ainda mais de nossos clientes da área da saúde”, explica Tobias Gebhard, responsável global de Automação de fabricas Inteligentes para sistemas médicos de Gerresheimer. O projeto inclui a criação de mais de 400 novos empregos, a adição de salas limpas de última geração, o comissionamento de linhas de produção altamente automatizadas e a modernização de toda a nossa logística interna.

Após anos operando com processos manuais, a Gerresheimer optou pela automação de seus fluxos de materiais para obter precisão, segurança e eficiência, fatores críticos na indústria médica. “Em um ambiente onde cada componente deve ser manuseado com o máximo cuidado, a automação traz uma nova dimensão de controle e confiabilidade”, afirma Gebhard.

O Sistema de Gerenciamento de Armazém Easy WMS da Mecalux monitoriza a movimentação de mais de 30 referências de dispositivos médicos desde as linhas de produção. O sistema atribui uma localização a cada produto com base em seu nível de demanda e envia instruções específicas para os transelevadores para sua movimentação. Isso garante a disponibilidade imediata de todos os dispositivos quando necessário e mantém um controle abrangente e em tempo real de cada unidade armazenada.

Este projeto, fruto de estreita colaboração e trabalho conjunto entre a Gerresheimer e a Mecalux, estabelece as bases para uma logística mais inovadora e eficiente, pronta para impulsionar o crescimento sustentável da empresa no exigente setor médico.

Casa Ronald McDonald Brasil renova aliança com a Shopee para fortalecer o McDia Feliz 2026

A Casa Ronald McDonald Brasil contará novamente com a parceria da Shopee para ampliar o alcance do McDia Feliz 2026, uma das maiores campanhas de mobilização social do país. Pela segunda vez consecutiva, a plataforma será parceira na campanha e disponibilizará a venda de tíquetes digitais do Big Mac em seu aplicativo com possibilidade de resgate de cupons com até 30% de desconto, subsidiado pela empresa, estratégia que busca incentivar ainda mais a adesão dos consumidores e fortalecer a arrecadação da campanha no ambiente digital.

Para Bianca Provedel, CEO da Casa Ronald McDonald Brasil, a parceria conecta a causa a novos públicos e impulsiona a arrecadação que financia projetos de acolhimento, diagnóstico precoce, estrutura hospitalar e apoio às famílias em diferentes regiões do país.

“O McDia Feliz sempre foi um movimento de mobilização nacional, mas hoje as formas de engajar as pessoas mudaram. Ampliar essa parceria com a Shopee significa levar a campanha para um ambiente cada vez mais presente na rotina dos brasileiros e tornar a solidariedade mais acessível, prática e conectada ao dia a dia das pessoas”.

A mecânica funciona de forma simples: o consumidor precisa resgatar o cupom de desconto na aba “Cupons” no aplicativo da Shopee e em seguida acessar “Ingressos e Gift Cards”, seleciona o tíquete do McDia Feliz no carrinho, aplica o cupom resgatado e garante até 30% de desconto na compra, limitado a R$ 30 por CPF. Mesmo com o benefício ao consumidor, a Casa Ronald McDonald Brasil recebe o valor integral do tíquete, já que o desconto é custeado pela Shopee em formato de parceria.

“Estamos muito felizes em participar mais uma vez de uma das maiores iniciativas sociais do país. Na Shopee, acreditamos que a tecnologia tem o poder de tornar a solidariedade mais simples, acessível e presente no dia a dia. Nosso objetivo é ampliar o alcance dessa corrente do bem, permitindo que cada vez mais pessoas possam contribuir de forma prática. Parcerias como essa reforçam nosso propósito de ir além da experiência de compra, gerando impacto positivo e contribuindo para transformar a sociedade.”, comenta Luciana Ferraz, gerente de responsabilidade corporativa.

Os tíquetes digitais poderão ser trocados por um Big Mac no dia oficial da campanha, em 22 de agosto, em restaurantes McDonald’s participantes de todo o país.

Mais do que uma ação promocional, a parceria reforça o avanço da digitalização das campanhas sociais e o potencial da tecnologia para ampliar impacto. Em um cenário em que o terceiro setor disputa atenção em múltiplas plataformas, a presença em um dos maiores aplicativos de e-commerce do país representa uma nova frente de mobilização para a causa.

Impacto de norte a sul

Neste ano, o McDia Feliz beneficiará 69 projetos de 46 instituições em 18 estados e no Distrito Federal, alcançando 38 cidades e todas as cinco regiões do Brasil. Os recursos arrecadados apoiam iniciativas ligadas ao acolhimento de famílias durante o tratamento, melhoria da infraestrutura hospitalar, qualificação do atendimento e fortalecimento da jornada de cuidado de crianças e adolescentes em tratamento de saúde.

A Casa Ronald McDonald Brasil vive atualmente um dos momentos de maior expansão de sua trajetória. Ao longo de 27 anos, a organização já investiu mais de R$ 445 milhões em saúde infantojuvenil, impactou diretamente mais de 3,3 milhões de crianças e adolescentes e apoiou mais de 2 mil projetos em 111 instituições brasileiras. Nesse período, também treinou mais de 50 mil profissionais e estudantes da saúde em diagnóstico precoce.

Com o mote “Quando a solidariedade entra em campo, a esperança ganha força. E com o Big Mac, a gente vira o jogo”, a campanha busca levar aos quatro cantos do Brasil o acesso ao cuidado e transformar a jornada de milhares de famílias.

WhatsApp deixa de ser canal de apoio e passa a operar como infraestrutura estratégica no B2B

O WhatsApp deixou de ser apenas uma ferramenta de comunicação e passou a ocupar um papel estratégico dentro das operações B2B. Cada vez mais empresas utilizam jornadas conversacionais integradas para acelerar negociações, centralizar relacionamento, reduzir fricções operacionais e oferecer experiências mais ágeis e contextualizadas ao longo de toda a jornada do cliente.

O movimento acompanha uma transformação mais ampla no comportamento do mercado corporativo. Em um cenário cada vez mais orientado por velocidade, personalização e continuidade de experiência, empresas passaram a revisar processos tradicionalmente fragmentados entre e-mail, CRM, atendimento, suporte e equipes comerciais.

Segundo levantamento da Salesforce, 81% dos clientes esperam interações mais rápidas à medida que a tecnologia avança, enquanto 73% afirmam que a experiência oferecida pelas empresas é tão importante quanto os produtos e serviços comercializados. Já dados da HubSpot mostram que consumidores e clientes priorizam canais com respostas rápidas, comunicação simplificada e interações mais fluidas.

Nesse contexto, o atendimento conversacional ganhou protagonismo por permitir comunicação em tempo real, continuidade de contexto e integração entre diferentes etapas da jornada em um único ambiente. O WhatsApp passou a ser utilizado não apenas para atendimento, mas também para qualificação de leads, acompanhamento comercial, atualização de pedidos, suporte técnico, retenção e relacionamento contínuo entre empresas e clientes.

Para a Hi Platform, empresa especializada em operações conversacionais, experiência do cliente e inteligência aplicada ao relacionamento, essa transformação representa uma mudança estrutural na forma como as empresas se conectam com seus públicos.

“As empresas perceberam que experiência deixou de ser apenas diferencial competitivo e passou a impactar diretamente crescimento, retenção e eficiência operacional. O problema é que muitas operações ainda funcionam em canais desconectados, sem continuidade e sem contexto. O atendimento conversacional resolve isso porque integra relacionamento, dados e ação em tempo real”, afirma Marcelo Pugliesi, CEO da Hi Platform.

Além da comunicação direta, o avanço da inteligência artificial e da automação vem ampliando o papel das plataformas conversacionais dentro das empresas. Hoje, organizações já utilizam IA para qualificar oportunidades, apoiar equipes comerciais, resumir históricos de atendimento, recomendar próximas ações, automatizar processos e acelerar operações de suporte sem perder personalização.

A integração entre IA, canais e dados também vem impulsionando uma nova geração de operações omnichannel, capazes de conectar atendimento, vendas e relacionamento em jornadas contínuas e centralizadas.

Segundo a Meta, o WhatsApp possui mais de 3 bilhões de usuários no mundo, consolidando-se como um dos principais canais digitais de comunicação global. No Brasil, o aplicativo faz parte da rotina da maior parte da população conectada, ampliando seu impacto também nas relações corporativas.

Para a Hi Platform, a tendência é que empresas invistam cada vez mais em operações conversacionais inteligentes capazes de unificar experiência, eficiência e crescimento em um único ecossistema.

“O futuro do relacionamento entre empresas será cada vez menos baseado em canais isolados e mais em jornadas contínuas, inteligentes e contextuais. As organizações que conseguirem integrar comunicação, dados e inteligência artificial em tempo real terão vantagem competitiva em vendas, retenção e experiência”, completa Pugliesi.

Dopamina e consumo consciente no varejo

O varejo digital vive um grande paradoxo. De um lado, as marcas têm ferramentas incríveis para entender o consumidor. Do outro, o cliente nunca esteve tão cansado. A grande virada de chave para as marcas hoje não é falar mais alto, e sim ter uma comunicaçãomais assertiva e personalizada. É aqui que o loyalty (fidelização) se distancia da velha política do “desconto pelo desconto” e assume seu verdadeiro papel: criar conexão real e valor para o consumidor e também para as marcas.

A neurociência explica que a dopamina é a química da antecipação, aquilo que nos move em direção a uma recompensa. No varejo, as mecânicas de jogos — como missões, níveis e conquistas — são ótimas para criar recorrência, desde que usadas com respeito.. Propor”missões” simples (como completar o cadastro, interagir com uma dica de uso ou participar de uma ação socioambiental) transforma a compra em uma experiência de progresso.

Subir de nível em um programa de fidelidade deve gerar reconhecimento e orgulho, e não uma nova enxurrada de ofertas invasivas. É o fim da compra puramente transacional e o início de uma relação de parceria. E o maior inimigo da fidelização é a falta de contexto.Disparar comunicações em massa, sem segmentação, é o caminho mais rápido para o cliente silenciar a sua marca.

Imagine o exemplo: um consumidor é palmeirense roxo. Ele acompanha o time, compra os produtos oficiais e tem orgulho dessa identidade. Se ele recebe uma notificação de uma loja de esportes oferecendo desconto na camisa do São Paulo, o estrago está feito. Oalgoritmo falhou, a personalização foi zero e a marca “queimou o filme”.

Esse tipo de erro mostra que a empresa não faz ideia de quem é o cliente. Para não deixar o consumidor esfriar, a assertividade precisa ser cirúrgica. Se você não tem dados suficientes para personalizar com precisão, é melhor silenciar do que errar o alvo.O dado serve para limpar o ruído, não para criar mais spam.

Outro grande erro do varejo é achar que todo cliente só se move por preço. O desconto linear é uma ferramenta que corrói a margem do lojista e atrai o cliente digamos mais econômico, que vai embora pelo próximo centavo a menos na concorrência. 

Quando olhamos para consumidores com maior poder aquisitivo, a lógica muda. Esse público não quer 20% de desconto; ele quer exclusividade e reconhecimento. Para eles, o programa de fidelidade precisa oferecer o que o dinheiro não compra facilmente, como porexemplo, acesso antecipado a lançamentos e coleções limitadas; canal de atendimento ultra personalizado (como um concierge), além de experiências mais completas e únicas.

O verdadeiro alinhamento entre marca e consumidor acontece quando a empresa entende o estilo de vida do cliente e se integra a ele de forma natural. O equilíbrio entre a dopamina (o estímulo) e o consumo consciente se resume a uma palavra: respeito. A tecnologiae os dados não devem ser usados como armadilhas para prender a atenção à força, mas como pontes para uma conversa inteligente e oportuna.

Quando uma marca gera valor real antes mesmo de pedir o cartão de crédito, ela deixa de ser um gasto na fatura e passa a ser uma escolha consciente. O futuro do varejo não pertence às marcas que notificam mais, mas àquelas que conhecem melhor os seus clientese sabem a hora exata de aparecer.

NielsenIQ: 89,7% dos brasileiros devem realizar compras online no segundo trimestre de 2026

Levantamento produzido pela NielsenIQ mostra que 89,7% dos brasileiros pretendem fazer compras online no segundo trimestre de 2026. A parcela de brasileiros que compram por meios digitais se destaca à medida que avançam as dificuldades financeiras, com aumento de 7,8 p.p. na fatia de famílias que alegam estar em pior situação financeira em comparação com o 1º trimestre do ano.

Hoje, 33,9% dos lares entrevistados apontam piora na condição financeira, segundo o estudo. Outros 37,7%, contudo, dizem ter observado alguma melhora. De acordo com a NielsenIQ, a piora na percepção financeira pressiona a intenção de compra. “Entre os que não pretendem consumir, a maior parte se encontra em situação financeira pior do que no ano anterior. Apesar disso, a compra por meios online já é extremamente consolidada no Brasil, o que justifica a alta intenção de compra”, explicou Andrea Stoll, líder para e-commerce da NielsenIQ.

O pessimismo em relação à economia também é maior entre as pessoas que estão em situação financeira pior do que a anterior. Questionados sobre acreditar que a situação financeira estará melhor a partir de julho de 2026, 35,6% desse grupo disseram que a situação financeira tende a piorar. Na amostra total, contudo, 46,4% acreditam que estarão em situação melhor a partir do meio do ano.

Cestas

A cesta Cosméticos & Perfumaria teve o maior destaque no trimestre. De acordo com a pesquisa da NielsenIQ, 74,7% pretendem comprar algum item da cesta nos próximos meses. No mesmo período do ano passado, a porcentagem era de 53,7%.

Logo em seguida, vem a cesta de Saúde, com 68,7% de intenção de compra, também com alta expressiva em relação ao segundo trimestre de 2025 (48,5%). Em terceiro lugar aparece Casa e Decoração, com 68,3%, frente a 45,2% no ano passado.

Entre os consumidores que declararam comprar por ocasiões especiais (10,6%), 25,8% estavam inclinados a buscar por produtos da cesta de Cosméticos & Perfumaria para presentear as mães na data. Datas especiais também impactaram Eletrodomésticos (15,7%), Alimentos (13,9%), Bebidas não alcoólicas (12,5%), Moda e Acessórios (12,2%) e outras.

O Dia das Mães foi um importante impulsionador para Cosméticos & Perfumaria, influenciando 25,8% a buscarem produtos da cesta para presentear as mães na data. O impacto também foi relevante em cestas como Eletrodomésticos (15,7%), Alimentos (13,9%), Bebidas não alcoólicas (12,5%), Moda e Acessórios (12,2%) e outras.

Categorias

A principal categoria da cesta de Alimentos e Bebidas em intenção de compras online continua sendo a de Bebidas Alcoólicas. Em comparação com o segundo trimestre de 2025, a categoria passou de 41% para 43,2% em 2026. Na sequência, aparecem as bebidas não alcoólicas, que registraram crescimento ainda maior na intenção de compra: o índice, que era de 29,7% em 2025, saltou para 38,9% neste ano.

Dentre os produtos, vinhos e cerveja são os mais procurados neste trimestre, sendo a intenção de compra para 63,3% para vinhos e 62,4% para cervejas, no segundo trimestre de 2026.

Em Casa e Decoração, o principal avanço foi observado em itens de Cama, Mesa e Banho, com alta de 16,4 p.p. na comparação entre o segundo trimestre de 2026 e o mesmo período do ano anterior. Ainda assim, a maior intenção de compra dentro da cesta segue com Utilidades Domésticas, que alcançou 60,0% no segundo trimestre de 2026.

Na cesta de Cosméticos e Perfumaria, os produtos ligados ao cuidado com o cabelo são o principal destaque. No segundo trimestre de 2025, a intenção de compra desses itens era de 42,9%, chegando agora a 60% em 2026.

Já na cesta de Eletrodomésticos, ar-condicionado e aspiradores de pó são os produtos mais buscados do trimestre. Na comparação com o mesmo período do ano passado, ar-condicionado cresceu 6,7 p.p., enquanto aspiradores de pó avançaram 10,4 p.p.

Perfil

Dos respondentes que pretendem realizar compras online nos próximos meses, 60,5% são homens e 39,4%, mulheres. A maior parte (58,1%) está concentrada na região Sudeste. A faixa etária com mais compradores é a de 35 a 64 anos, que representa 65,7% dos respondentes. Por fim, 32,8% possuem renda familiar de 4 a 10 salários mínimos. Ao todo, a pesquisa contou com 1.550 entrevistados de todo o país.

A era do B2A já começou e as empresas ainda estão falando com o público errado

Durante anos, o marketing B2B operou sob uma lógica relativamente previsível: marcas falando com pessoas, disputando atenção, construindo autoridade e, no melhor dos cenários, gerando demanda. Mas essa dinâmica acaba de mudar e de forma silenciosa.

A ascensão dos agentes de inteligência artificial inaugurou uma nova camada nas relações de mercado: a era do B2A, ou Business to Agent. Não se trata apenas de automação ou ganho de eficiência operacional. Estamos falando de sistemas que passam a intermediar decisões, filtrar informações, recomendar fornecedores e, em muitos casos, decidir antes mesmo que um humano entre em cena.

Isso muda tudo.

Se antes o desafio era ser relevante para quem decide, agora é preciso ser compreendido, interpretado e priorizado por quem recomenda: os algoritmos. E isso exige uma revisão profunda das estratégias de marketing e vendas, especialmente no universo B2B, onde o ciclo de decisão é mais complexo.

Hoje, agentes de IA já participam ativamente da jornada de compra. Eles resumem pesquisas, comparam soluções, analisam reputação digital e indicam caminhos com base em critérios objetivos. Nesse cenário, não basta mais ter um bom discurso. É preciso ter uma presença digital estruturada, consistente e, acima de tudo, legível para máquinas.

Isso começa por algo básico, mas negligenciado por muitas empresas: organização de dados. Sites confusos, conteúdos genéricos, informações desatualizadas, além da falta de clareza, dificultam não só a experiência humana, mas também a interpretação por sistemas de IA. Se o algoritmo não entende o que você faz ou não encontra evidências confiáveis, você simplesmente deixa de existir na nova lógica de recomendação.

Outro ponto crítico é a autoridade digital. Durante muito tempo, a autoridade foi associada à percepção humana: branding, reputação, presença em eventos. Agora, ela passa também por sinais objetivos: consistência de conteúdo, menções qualificadas, avaliações, tempo de resposta e coerência de informações em diferentes canais. Agentes de IA não “acreditam” em marcas, eles validam dados e apresentam fatos.

Isso impacta diretamente a geração de demanda. O funil tradicional, baseado em atração, nutrição e conversão, começa a ser redesenhado. Parte desse processo passa a ser mediado por sistemas que chegam ao lead já com uma pré-análise feita. Isso encurta ciclos, aumenta a exigência sobre a clareza da oferta e reduz o espaço para abordagens superficiais e exige transformar o relacionamento comercial.

Esse movimento já começa a se refletir no mercado de trabalho. Análises recentes da Organização Internacional do Trabalho (OIT) indicam que a inteligência artificial não necessariamente substitui funções, mas reconfigura tarefas dentro das ocupações, ampliando o nível de exposição à tecnologia em diferentes setores. O impacto, portanto, não está apenas na eliminação de postos, mas na transformação do trabalho como um todo, exigindo novas competências e acelerando a necessidade de adaptação por parte de empresas e profissionais.

No Brasil, essa transformação tende a ser ainda mais desafiadora. Embora o país apareça entre os líderes globais em automação e adoção de IA, muitas empresas ainda convivem com sistemas legados, processos fragmentados e baixa maturidade digital. Na prática, isso revela um paradoxo: o Brasil avança rápido na adoção de IA, mas ainda lento na capacidade de transformar tecnologia em valor de negócio. Esse descompasso tende a se tornar um dos principais fatores de diferenciação competitiva nos próximos anos.

O resultado pode ser uma nova divisão de mercado. De um lado, empresas e profissionais que enxergam a inteligência artificial como estratégia de negócio e investem em governança, integração, capacitação e geração de valor. Do outro, organizações que seguem tratando IA apenas como ferramenta pontual, sem revisar processos, cultura ou modelo operacional.

Alguns setores B2B tendem a sair na frente nessa corrida. Tecnologia, serviços financeiros, saúde e indústrias com alto nível de digitalização já possuem uma base mais estruturada para incorporar agentes de IA em suas operações. Mas a oportunidade não está restrita a esses segmentos, ela está disponível para qualquer empresa disposta a reorganizar sua forma de comunicar, vender e se posicionar.

A grande mudança, no fim das contas, é de perspectiva.

Não estamos mais apenas competindo por atenção. Estamos competindo por interpretação.

E, na era do B2A, vence quem consegue ser compreendido primeiro pelas máquinas, depois pelas pessoas.

*Victor Paiva é fundador da HIP, agência especializada em storytelling e marketing B2B com atuação internacional, e organizador do TEDxFortaleza.