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5 formas do seu marketplace se destacar de vez no mercado

O mercado de marketplaces tem sofrido profundas transformações em todo o mundo e, agora, entrou definitivamente em uma nova fase. Se antes o crescimento acelerado era suficiente para ganhar relevância, hoje ele já não garante sobrevivência. Por isso, em 2026, o ecossistema de marketplaces exige três ações fundamentais: gestão madura, experiência impecável e decisões orientadas por dados.

Para se destacar de vez em ambientes cada vez mais sem barreiras e altamente competitivos, não basta ser mais um intermediário digital, é preciso entregar valor real para vendedores, consumidores e parceiros, focando principalmente na experiência e jornada dessas pessoas. 

Para ajudar gestores de e-commerces nessa nova era, vou listar algumas das principais exigências que já estão moldando o mercado e o que as marcas precisam colocar em prática agora:

1. Pare de escalar sem governança: como comentei, crescer rápido deixou de ser sinônimo de crescer bem. É por isso que já vemos marketplaces sentindo o impacto de não terem estruturado regras claras de onboarding, compliance, qualidade de sellers e gestão de dados, gerando queda de confiança, problemas regulatórios e experiência inconsistente;

2. Experiência do usuário é responsabilidade do marketplace: O consumidor não diferencia quem vende e quem intermedia. Se algo dá errado, a responsabilidade recai sobre a marca do marketplace e não sobre o seller. Portanto, monitore jornada, SLA, reputação dos vendedores e resoluções de conflitos como parte central da estratégia, não como suporte operacional;

3. Dados como ativo estratégico (e não apenas operacional): Marketplaces geram um volume enorme de dados, mas poucos sabem transformá-los em inteligência de negócio. Em 2026, quem não usar dados para antecipar tendências, ajustar oferta e orientar sellers ficará para trás;

4. Relacionamento com sellers vai além de comissão: O seller deixou de ser apenas “mais um cadastro”. Ele espera orientação, previsibilidade, tecnologia e parceria real. Portanto, ofereça conteúdos, insights, treinamentos e ferramentas que ajudem o seller a crescer junto com a plataforma. Dessa forma, todos ganham;

5. Tecnologia invisível, mas decisiva: IA, automação, antifraude e sistemas inteligentes já são obrigatórios há alguns anos, mas o diferencial está em usá-los sem fricção para o usuário. Vale destacar que a tecnologia deve resolver problemas silenciosamente, não criar novas camadas de complexidade e atrito na jornada do cliente;

Por fim, o cenário atual não favorece quem tenta “copiar modelos de sucesso” sem adaptação. Marketplaces que se destacam de vez são aqueles que entendem seu papel como orquestradores de ecossistemas, equilibrando tecnologia, governança, experiência e relacionamento.

Em 2026, o mercado não premiará quem apenas conecta oferta e demanda, mas aqueles que são capazes de estabelecer confiança, eficiência e valor sustentável para todos os stakeholders da cadeia.

Mark Zuckerberg Prevê Domínio de Agentes de IA no E-commerce até 2026

Mark Zuckerberg, CEO da Meta, revelou planos ambiciosos para o futuro das compras online, prevendo que agentes de inteligência artificial (IA) dominarão o e-commerce até 2026. A Meta está reestruturando suas fundações de IA para lançar modelos autônomos que atuarão em nome dos usuários, prometendo uma revolução na experiência de compra digital.

A Nova Era dos Agentes de IA no E-commerce

Zuckerberg anunciou que a Meta reconstruiu suas bases de IA e está pronta para lançar modelos capazes de agir com autonomia em nome dos usuários. A visão é que, em vez de navegar manualmente por catálogos, os consumidores utilizarão “ferramentas de compras agênticas”. Esses sistemas aproveitarão o vasto histórico de dados pessoais da Meta para identificar as necessidades exatas dos usuários, oferecendo uma experiência de compra altamente personalizada e eficiente.

Vantagem Competitiva e Cenário de IA

A estratégia da Meta a coloca em concorrência direta com gigantes como Google e OpenAI, que também desenvolvem plataformas similares. No entanto, Zuckerberg acredita que o “contexto pessoal” único do Facebook e Instagram conferirá aos seus assistentes de IA uma vantagem inigualável. A recente aquisição da Manus, desenvolvedora de agentes de propósito geral, reforça a seriedade desse movimento. A tecnologia deve ser integrada aos produtos da Meta nos próximos meses.

Investimento Massivo em Infraestrutura e Hardware

Para suportar essa nova fase, a Meta planeja um investimento significativo em infraestrutura de IA, com despesas de capital (Capex) previstas entre US$ 115 bilhões e US$ 135 bilhões para 2026. Esse montante, que representa um salto considerável em relação aos anos anteriores, é necessário para treinar e operar modelos de IA cada vez mais complexos. Além disso, os óculos inteligentes Ray-Ban Meta, que tiveram suas vendas triplicadas, são vistos como uma interface principal para interagir com esses agentes de IA no futuro, potencialmente substituindo a necessidade de usar smartphones para tarefas e compras.

O Futuro da Assistência Digital

O ano de 2026 promete ser decisivo para o ecossistema de tecnologia, com a NVIDIA fornecendo a base de processamento e empresas como o Google acelerando seus protocolos de comércio universal. A promessa de Zuckerberg é entregar uma IA que não apenas recomenda conteúdo, mas que compreende profundamente o usuário e age em seu benefício, redefinindo a assistência pessoal digital.

Fontes

SMS seguirá como base de confiança, mas experiência conversacional integrada por RCS, WhatsApp e IA será padrão até 2026, aponta Sinch

O SMS continuará sendo um dos pilares mais importantes para alcance, confiança e comunicação imediata entre marcas e consumidores, de acordo com a Sinch — referência mundial em comunicação conversacional na nuvem. No entanto, as jornadas conversacionais vivem uma transição acelerada: até 2026, mensagens ricas via RCS, WhatsApp e plataformas com IA devem complementar e ampliar o papel do SMS, permitindo experiências integradas onde o cliente poderá pesquisar, comprar, solicitar suporte e concluir transações em uma única conversa.

“A Sinch viabiliza mais de 900 bilhões de interações por ano para 190 mil empresas, alcançando praticamente todos os celulares do planeta”, afirmou Mario Marchetti, diretor-geral da Sinch para a América Latina. “Essa escala nos dá uma visão única sobre para onde o mundo está caminhando. Nossas previsões não são teóricas — elas se baseiam em dados reais e bilhões de conversas que mostram como a IA, a mensageria e a confiança estão transformando a comunicação.”

Segundo a pesquisa The state of RCS in customer communications da Sinch, 40% dos líderes empresariais destacam o RCS como o canal com maior potencial para elevar o engajamento do cliente, impulsionado sobretudo pela capacidade de incorporar botões de ação, imagens, formulários e carrosséis de produtos diretamente na mensagem. Em projetos recentes, marcas que adotaram o RCS registraram aumento de até 60% no ROI e até três vezes mais tráfego para sites oficiais quando comparado ao SMS tradicional.

“A evolução do SMS não significa substituição, e sim expansão”, destaca o executivo. “O consumidor continuará confiando no SMS para validação, segurança e mensagens urgentes — mas quer a conveniência de explorar, decidir e resolver tudo no mesmo canal, com a fluidez de uma conversa.”

O SMS continuará sendo essencial para alcance e verificação, mas canais ricos como RCS e WhatsApp transformarão interações únicas em experiências bidirecionais. Marcas que integrarem esses canais em jornadas únicas baseadas em IA liderarão o mercado.

Jornadas conectadas serão diferencial competitivo

O estudo mostra ainda que consumidores estão exigindo continuidade entre canais: 85% iniciam conversas em um dispositivo e finalizam em outro, demandando transições fluidas entre voz, chat, e-mail e aplicativos de mensagens — sem perder contexto. Para 46% dos executivos, a principal prioridade estratégica é integrar tecnologias e dados para garantir essa experiência contínua.

Empresas que mantêm canais isolados tendem a perder clientes no meio da jornada para concorrentes que oferecem soluções omnichannel consolidadas.

Estratégias regionais serão chave para marcas globais

O cenário também mostra divergências regionais importantes. Enquanto o WhatsApp domina mercados como Brasil e Índia, segundo estudo The most popular messaging apps in the world by country da Sinch, 90% do tráfego, — com 30% dos consumidores preferindo o canal para receber promoções — mercados como os Estados Unidos avançam no RCS como principal modelo de mensageria avançada. Já superapps como o WeChat, que registra mais de 1 bilhão de transações comerciais diárias na China, continuam a ditar o padrão de integração extremo entre serviços, pagamentos e relacionamento.

“A jornada conversacional não tem mais um formato único”, afirma Marchetti. “O futuro será multicanal, multimercado e orquestrado por IA. As empresas que entenderem o comportamento local e conectarem tecnologias de maneira inteligente serão as vencedoras.”

Carnaval: acessórios e adereços aquecem vendas no e-commerce

O Carnaval, com data oficial em 10 de fevereiro, já movimenta o comércio eletrônico brasileiro, com a busca de acessórios e adereços, segundo diagnóstico das plataformas de e-commerce, Bling e Tray, da LWSA. De acordo com as empresas, o período é propício para as PMEs online aproveitarem o bom ânimo, apostando em ofertas e kits atrativos para estimular as vendas. 

No  período, consumidores procuram itens diversos como glitter, óculos temáticos, entre outros itens para compor ou customizar as fantasias. Acessórios para eletrônicos como capa e cordão para celular, carregadores portáteis ou de segurança como pochetes também estão na preferência dos consumidores. 

Levantamento interno das empresas mostra que as vendas desses itens cresceram 11%, no ano passado, comparado ao anterior, em volume de transações registradas nas plataformas de e-commerce da LWSA. “Tradicionalmente, no início do ano temos um declínio natural das vendas, após a maratona do fim de ano. O Carnaval e depois o Dia do Consumidor em março marcam a escalada das vendas no comércio eletrônico”, afirma Marcelo Navarini, diretor do Bling, que oferece soluções digitais para quem vende online como gestão, vendas, integração com marketplaces, entre outros. 

Thiago Mazeto, diretor da Tray, recomenda ao  empreendedor precisa preparar estratégias de vendas e marketing para atrair os consumidores, como  descontos e cashback , combinados à combos e kits de produtos. “Na venda online, por meio de plataformas de e-commerce, o lojista consegue oferecer recomendações de produtos, montar kits com combinações de produtos que aumentam o valor médio gasto pelo cliente e para melhores resultados do negócio”, afirma. A empresa conta com soluções para quem quer criar e escalar suas lojas virtuais, oferecendo recursos avançados de personalização, integração com diversos canais de venda e ferramentas para potencializar a performance do lojista.Logística e prazos: atenção redobrada no Carnaval

Os cuidados com o frete, um dos principais motivos de compra no e-commerce, precisam estar no centro da atenção dos lojistas.  Bruno Sá,diretor do Melhor Envio, plataforma de fretes, o empreendedor deve planejar a oferta de frete e avaliar possíveis impactos dos eventos na entrega de produtos de vídeo durante a interdição do trânsito em determinadas localidades. 

“É essencial revisar a promessa de entrega no checkout, antecipar a expedição se possível e comunicar com clareza eventuais ajustes de prazo, reduzindo reclamações e aumentando a confiança do cliente”, explica. Plataformas como o Melhor Envio intermediam a contratação do frete, reduzindo custos e ampliando a competitividade do empreendedor.

Confira algumas dicas do que vender no Carnaval 

  • Fantasias e roupas temáticas: abadás, peças coloridas e itens para customizar o visual
  • Acessórios de cabeça e adereços: tiaras, headbands, coroas, chapéus e bandanas
  • Óculos e acessórios divertidos: óculos temáticos, colares, pulseiras e itens neon
  • Brilhos e maquiagem: glitter, iluminadores e maquiagem colorida para compor fantasias
  • Acessórios para celular: capinhas com cordão de segurança e alças para proteção do aparelho
  • Utilidades para a folia: carregadores portáteis e acessórios práticos para longos períodos fora de casa
  • Bolsas compactas e pochetes: pochetes & shoulder bags que facilitam mobilidade e reduzem riscos de perda

Volta às aulas deve movimentar R$ 53 bilhões e impulsiona ações no varejo de papelaria

O período de volta às aulas segue impulsionando o varejo de papelaria em todo o país, com ações promocionais que buscam atrair consumidores e movimentar o setor. Um estudo da Associação Brasileira da Indústria de Artigos de Escritório e Escolar (ABFIA) estima que os gastos com material escolar devem ultrapassar R$ 53 bilhões em 2026, com crescimento entre 3% e 6% em relação ao ano anterior. 

A paranaense BRW Suprimentos realiza uma campanha nacional que distribui R$ 50 mil em prêmios para consumidores que adquirirem produtos da marca. A cada R$ 50 em compras de produtos BRW em um único cupom fiscal, o consumidor pode ganhar um número da sorte ao se cadastrar no site oficial da promoção: www.voltaasaulasbrw.com.br. Os dois primeiros sorteios já foram realizados, e o próximo acontece no dia 19 de fevereiro.

Ao todo, a campanha contempla 15 prêmios, entre eles Nintendo Switch, Smart TV 50”, bicicleta, iPhone 16 e PlayStation 5, além de caixas de som JBL, smartwatch Xiaomi e um pacote de viagem ao Beto Carrero World para o ganhador e sua família.

“A volta às aulas é um período estratégico para o setor, e nosso objetivo é transformar o momento de compra em uma experiência positiva e recompensadora, celebrando o início de um novo ciclo escolar com criatividade e boas surpresas”, afirma Franciele Bayer, gerente de Marketing e Comunicação da BRW Suprimentos.

Lançamentos em 2025 

Além dos 256 lançamentos em 2025, incluindo novos brinquedos da marca Dipedu, a empresa ampliou sua atuação com o lançamento do Clube BRW, programa de fidelidade voltado a parceiros comerciais. Atualmente, a BRW conta com mais de 2 mil itens em portfólio, distribuídos em cerca de 20 mil pontos de venda, em cinco países da América do Sul. 

A promoção Volta às Aulas BRW é válida até 15 de fevereiro de 2026. O regulamento completo e outras informações estão disponíveis em www.voltaasaulasbrw.com.br

Maior rede de varejo da região Sul projeta receita de R$265 milhões para 2026

Em um cenário de consumo cada vez mais orientado à racionalização de gastos e à busca por eficiência no orçamento familiar, o varejo de preços acessíveis assume papel estratégico na decisão de compra. Uma pesquisa recente da Harris Poll, empresa americana de análise de dados de mercado, aponta que 43% dos consumidores planejam migrar para produtos de menor preço e 26% pretendem trocar de varejista em busca de economia, movimento que reforça a relevância de modelos enxutos, com variedade e alta rotatividade de mercadorias.

É nesse contexto que a Prioridade 10, maior rede de varejo da região Sul do Brasil, projeta alcançar receita de R$ 265 milhões em 2026. A franquia, reconhecida pelo preço limite de até R$ 30,00 em itens que vão de vestuário a utilidades domésticas e decoração, trabalha com a expectativa ultrapassar a marca de 110 lojas em operação ainda neste ano, sustentando uma expansão acima da média do varejo nacional.

Atualmente, com 100 unidades ativas, a rede tem direcionado sua estratégia tanto para a abertura de novas lojas quanto para o fortalecimento dos franqueados já existentes. O modelo se reflete na alta taxa de recorrência de investidores, uma vez que dados internos indicam que 90% dos franqueados operam mais de uma unidade, com casos de empreendedores que concentram cinco, seis e até oito lojas, ampliando sua participação ano após ano.

O desempenho da rede também se sustenta em um mix de produtos alinhado às demandas do mercado. Em 2025, a categoria de confecção e vestuário liderou as vendas, com 36,87% de participação, seguida por utilidades domésticas, que responderam por 28,74%, enquanto brinquedos e itens de decoração representaram mais de 9% do faturamento.

Segundo o CEO e fundador da Prioridade 10, Rogério Zorzetto, o posicionamento da marca vai além da política de preços. “A Prioridade 10 entende o cotidiano do consumidor e entrega produtos que realmente fazem diferença na rotina das pessoas, combinando acessibilidade com qualidade”, afirma.

A presença da franqueadora em cidades de pequeno e médio porte tem sido um dos vetores centrais de crescimento. A estratégia de interiorização leva o conceito de varejo organizado e de fácil acesso a regiões historicamente menos atendidas por grandes redes, ampliando capilaridade e fortalecendo a marca em mercados com alta demanda reprimida e menor competição direta.

Trajetória de sucesso

Fundada por Rogério Zorzetto e sua esposa, Angélica Leising, a Prioridade 10 nasceu da união entre a experiência prática do casal e uma visão clara de mercado. Ex-militar do Exército Brasileiro, Rogério deixou a carreira e acumulou recursos trabalhando em três empregos diferentes até reunir R$ 25 mil, valor complementado por um empréstimo de R$ 20 mil concedido por seu pai. Sem fornecedores, rede de contatos ou estrutura administrativa consolidada, o casal iniciou a operação em uma loja de apenas 60 metros quadrados, enfrentando limitações que exigiram criatividade, disciplina e aprendizado constante.

“Superar e manter o foco sempre foi essencial. Corrigir erros rapidamente e seguir em frente faz parte do processo de quem empreende”, destaca Rogério. Com o amadurecimento do modelo, a rede alcançou indicadores financeiros consistentes. Lojas com 400 metros quadrados registram faturamento médio anual superior a R$ 2,3 milhões, com lucros mensais entre R$ 35 mil e R$ 40 mil e margens que variam de 18% a 22%. Unidades de 600 metros quadrados superam R$ 2,8 milhões em receita anual, com lucros mensais entre R$ 42,1 mil e R$ 51,4 mil, evidenciando a escalabilidade e a atratividade econômica do formato.

Para 2026, a Prioridade 10 mantém foco em crescimento sustentável, fortalecimento da base de franqueados e ampliação da presença nacional, sustentada por um modelo de preço fixo que dialoga diretamente com as atuais dinâmicas de consumo. “Nossa estratégia está ancorada em eficiência operacional, leitura constante do mercado e proximidade com o consumidor. Esse conjunto sustenta a expansão da rede mesmo em cenários econômicos mais restritivos”, conclui o CEO.

Cuponomia lança assinatura ‘Prime’ com cashback extra e garantia de retorno financeiro

O Cuponomia, uma das principais plataformas de códigos promocionais e recompensas do país, anunciou o lançamento do Cuponomia Prime, seu novo programa de fidelidade por assinatura. A iniciativa marca uma mudança estratégica na empresa, buscando incentivar a recorrência de uso através de benefícios exclusivos e uma política de “risco zero” para o assinante.

Com um custo anual de R$ 99, o serviço oferece aos membros um bônus de 10% extra sobre o cashback padrão oferecido pelas lojas parceiras, além de acesso a ofertas exclusivas. O grande diferencial do modelo, no entanto, é a garantia de reembolso: se ao final do período de um ano o usuário não tiver acumulado em cashback um valor superior ao custo da assinatura, o Cuponomia devolve a diferença.

A aposta em um modelo de assinatura ocorre em um momento de forte consolidação do mecanismo de “dinheiro de volta” no varejo brasileiro. Segundo um relatório recente da consultoria Research and Markets, o setor de programas de cashback no Brasil deve registrar um crescimento anual composto (CAGR) de 15,4% entre 2024 e 2029.

As projeções indicam que o volume total de recompensas no país saltará de US$ 5,05 bilhões (2023) para impressionantes US$ 12,19 bilhões em 2029.

Para Ivan Zeredo, diretor de marketing do Cuponomia, o lançamento reflete uma mudança no comportamento do consumidor, que deixou de ver o desconto apenas como uma oportunidade pontual.

“O consumidor está mais atento à forma como gasta e espera benefícios que façam diferença no orçamento”, afirma Ivan Zeredo, diretor de marketing do Cuponomia. “Nesse cenário, o cashback passa a ser percebido como um recurso recorrente, e não apenas pontual”, reforça o executivo.

O executivo destaca que o objetivo do Prime é organizar essa lógica, oferecendo previsibilidade e regras claras. A plataforma, que já conta com mais de 2.000 lojas parceiras — incluindo gigantes como AliExpress, Netshoes, Renner, Booking, Carrefour e Natura —, continuará oferecendo cupons e cashback gratuitos para a base geral de usuários, mantendo o Prime como um acelerador de ganhos para os compradores mais frequentes.

Câmara Avança Contra Golpes Online: Novas Regras para E-commerce

A Câmara dos Deputados deu um passo importante no combate às fraudes no comércio eletrônico ao aprovar um substitutivo ao Projeto de Lei 3451/25. A nova proposta visa impor normas de segurança mais rigorosas para plataformas de compras online, com o objetivo de proteger os consumidores contra golpes e páginas falsas.

Principais Medidas e Objetivos

O projeto, relatado pelo deputado Ossesio Silva (Republicanos-PE), detalha as responsabilidades das empresas digitais, focando em transparência e na prevenção de crimes cibernéticos. O principal objetivo é reduzir a vulnerabilidade dos consumidores no ambiente digital, com o Poder Público atuando para diminuir as ocorrências de fraudes.

  • Identificação Clara das Empresas: Obrigatoriedade de exibição visível do nome empresarial, CNPJ, endereço físico e canais de contato.
  • Políticas de Segurança e Transparência: Plataformas deverão implementar políticas de segurança da informação e apresentar os direitos do consumidor, como termos contratuais e prazos de devolução, de forma clara antes da finalização da compra.
  • Responsabilidade das Plataformas: A responsabilidade das plataformas por danos será aplicada em casos de omissão após notificação de autoridades ou quando houver controle direto sobre pagamentos e entregas.

Modificações e Exceções

O substitutivo trouxe alterações significativas em relação ao projeto original. Foram removidas obrigações que recaíam sobre bancos e a criação de um sistema nacional de verificação de lojas virtuais. Redes sociais que atuam apenas como exibidoras de anúncios não serão enquadradas como e-commerce, mas deverão cooperar com as autoridades.

As obrigações impostas pelo projeto são proporcionais ao porte da empresa, buscando preservar a saúde dos pequenos negócios. As sanções para empresas infratoras incluirão punições previstas no Código de Defesa do Consumidor, além de sanções civis e penais.

Próximos Passos

O projeto agora seguirá para análise nas comissões de Defesa do Consumidor, Finanças e Tributação, e Constituição e Justiça. Caso aprovado nessas instâncias em caráter conclusivo, o texto poderá seguir para votação no Senado.

Fontes

Amazon Descontinua Sistema de Pagamento por Palma da Mão Amazon One

A Amazon anunciou o fim do seu sistema de pagamento biométrico por palma da mão, o Amazon One, em estabelecimentos comerciais. A decisão, que entra em vigor em 3 de junho de 2026, reflete a baixa adoção pelos clientes e acompanha a estratégia da empresa de se afastar do varejo físico.

Fim de uma Era no Varejo Físico

A gigante do comércio eletrônico Amazon confirmou que encerrará seu sistema de pagamento e controle de acesso por reconhecimento de palma, o Amazon One, em estabelecimentos comerciais. A partir de 3 de junho de 2026, os usuários não poderão mais utilizar a tecnologia para pagamentos ou acesso. Algumas localidades podem desativar o serviço antes desta data.

Motivos e Dados

Em comunicado, a Amazon declarou que a descontinuação se deve à “baixa adoção pelos clientes”. A empresa assegurou que todos os dados coletados dos usuários do Amazon One serão “excluídos de forma segura após o fim do serviço”.

Continuidade em Setores Específicos

Apesar do encerramento no varejo, o Amazon One continuará em operação em locais de saúde para o check-in de pacientes, conforme anunciado pela empresa. A tecnologia foi introduzida em instalações de saúde no ano passado.

Contexto Estratégico

O fim do Amazon One para o varejo ocorre em paralelo com a decisão da Amazon de fechar todas as suas 72 lojas Amazon Go e Amazon Fresh nos Estados Unidos. A empresa pretende concentrar seus esforços nas lojas Whole Foods Market e na entrega de supermercado, indicando uma reorientação em sua estratégia de varejo físico.

Histórico e Controvérsias

Lançado em 2020, o Amazon One visava oferecer pagamentos sem contato e controle de acesso. Inicialmente implementado em algumas lojas Amazon Go em Seattle, o sistema enfrentou ceticismo de legisladores americanos e preocupações com privacidade ao longo de sua existência. Em 2023, a Amazon foi alvo de um processo judicial, juntamente com a Starbucks, por suposto uso indevido de identificadores biométricos de clientes, embora o caso tenha sido posteriormente arquivado.

Expansão e Inovações

Mesmo com as controvérsias, o Amazon One expandiu-se para mais de 500 unidades da Whole Foods em 2023 e firmou parcerias com outros varejistas, locais de eventos esportivos e aeroportos. A Amazon também explorou funcionalidades como verificação de idade e mercados corporativos com o One Enterprise. Em 2024, a empresa lançou um aplicativo móvel para facilitar o cadastro no serviço.

Fontes

Cinco formas pelas quais o novo funil do consumidor digital muda a decisão de compra

Levantamentos recentes do Google indicam que mais de 90% dos consumidores pesquisam online antes de concluir uma compra e transitam por múltiplos pontos de contato até tomar uma decisão. Estudos da BrightLocal mostram que cerca de 99% dos usuários consultam avaliações digitais em algum momento da jornada. 

Os dados ajudam a explicar por que o funil clássico de decisão, baseado em etapas lineares e previsíveis, perdeu espaço para um modelo marcado por ciclos contínuos de descoberta, avaliação e escolha.

Rafael Somera, CEO da Solutudo e especialista em comportamento do consumidor e presença digital de negócios locais, afirma que a decisão de compra ocorre antes do primeiro contato direto com a empresa. “O consumidor descobre uma marca em um canal, mas vai a outros para validar se ela é confiável, se está ativa e se outras pessoas falam bem dela. Quando essa checagem não acontece, a escolha simplesmente não se consolida”, afirma.

A etapa da descoberta deixou de depender exclusivamente de publicidade ou presença física. Buscadores, redes sociais, mapas, marketplaces e plataformas de conteúdo passaram a funcionar como portas de entrada simultâneas. Pesquisas do Google apontam que o consumidor alterna, em média, entre três e seis canais durante o processo de decisão, o que reduz a eficácia de estratégias concentradas em apenas um ponto de visibilidade.

Na fase de avaliação, o comportamento se torna mais criterioso. Informações básicas atualizadas, fotos recentes, respostas a comentários e coerência entre canais influenciam diretamente a permanência da empresa no radar do consumidor. Dados do Google Business Profile indicam que páginas completas podem gerar até três vezes mais interações do que perfis incompletos. “Não basta ser encontrado. A empresa precisa sustentar a presença quando o consumidor volta para conferir”, observa Somera.

A escolha, por sua vez, deixou de ser o encerramento do processo. Avaliações, comentários e recomendações alimentam novas jornadas e ampliam o peso da reputação digital. Segundo a BrightLocal, a confiança em avaliações online se aproxima, em muitos casos, da indicação pessoal, tornando a experiência pós-compra parte ativa do ciclo de decisão.

Para as empresas, o principal benefício desse novo modelo está na capacidade de capturar demanda ao longo de toda a jornada, e não apenas no momento final. O primeiro passo é compreender onde o consumidor pesquisa, compara e valida informações, garantindo consistência mínima nesses ambientes. “Presença digital hoje não é estar em todos os lugares, mas estar nos pontos certos, com dados confiáveis e atualizados”, afirma o executivo.

Na contratação de empresas especializadas, o cuidado é priorizar soluções integradas, capazes de unificar visibilidade, reputação e conteúdo. Estratégias fragmentadas tendem a gerar ruído, elevar custos e reduzir a eficiência. “Promessas de resultado rápido sem manutenção não se sustentam. O consumidor retorna para checar e a empresa precisa estar preparada para esse retorno contínuo”, diz.

Em um ambiente de concorrência elevada e atenção dispersa, compreender esse novo ciclo deixou de ser apenas uma vantagem competitiva. Para empresas de diferentes portes, tornou-se um fator diretamente ligado à decisão de compra, à recorrência e à permanência no mercado.

A partir desse novo comportamento, algumas diretrizes práticas ajudam as empresas a estruturar presença, avaliação e escolha ao longo da jornada digital do consumidor.

Rafael citou cinco pontos práticos para empresas operarem o novo funil de decisão digital

  1. Mapear onde o consumidor descobre a empresaIdentificar em quais canais o público inicia a busca, como buscadores, redes sociais, mapas ou marketplaces, é essencial para entrar no radar inicial da decisão.
  2. Garantir consistência das informações em todos os canaisDados divergentes de endereço, horário, serviços ou contato geram desconfiança na fase de avaliação e enfraquecem a decisão de escolha.
  3. Tratar avaliações como parte da estratégia de vendasAvaliações deixaram de ser consequência da compra e passaram a influenciar diretamente novas decisões, exigindo acompanhamento e respostas constantes.
  4. Priorizar presença contínua em vez de ações pontuaisInvestimentos isolados tendem a perder efeito rapidamente, enquanto a decisão do consumidor envolve retornos sucessivos para checagem.
  5. Buscar soluções integradas para gerir a jornada digitalNa contratação de empresas especializadas, a capacidade de integrar visibilidade, reputação e dados em um único fluxo reduz custos e aumenta eficiência.

Ao transformar a decisão de compra em um ciclo contínuo, o consumidor digital elevou o nível de exigência sobre presença, consistência e reputação das empresas. 

Nesse modelo, ser encontrado não basta, é preciso sustentar a confiança ao longo da jornada. “O consumidor observa, compara, volta e só então escolhe. Quem entende esse ritmo passa a influenciar a decisão desde o primeiro contato”, conclui.