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Trabalho Temporário Dispara em 2025: E-commerce e Logística Lideram Crescimento

O mercado de trabalho temporário no Brasil registrou um crescimento expressivo de 4,5% em 2025, superando a marca de 2,5 milhões de contratos. Este avanço foi significativamente impulsionado pela expansão do comércio eletrônico, especialmente nas áreas de logística e distribuição, refletindo as mudanças nos hábitos de consumo e a digitalização da economia.

E-commerce e Logística no Comando

A Associação Brasileira do Trabalho Temporário (ASSERTTEM) divulgou que o setor de comércio eletrônico, com foco em logística e distribuição, foi o grande responsável pelo aquecimento do mercado temporário. A digitalização e a mudança no comportamento do consumidor continuam a impulsionar a demanda por esses serviços, exigindo mão de obra flexível para atender às flutuações.

Outros Setores em Alta

Além do e-commerce, grandes redes de varejo mantiveram um ritmo consistente de contratações temporárias. A agroindústria e o setor de turismo também apresentaram um desempenho relevante, contribuindo para o resultado geral positivo do ano. A ASSERTTEM ressalta que o trabalho temporário se consolida como uma ferramenta estratégica para a gestão de mão de obra, permitindo às empresas maior flexibilidade diante de oscilações econômicas e sazonalidade.

Oportunidades de Efetivação

O último trimestre de 2025, de outubro a dezembro, registrou 522 mil contratos temporários, um aumento de 5,1% em comparação com o mesmo período de 2024. O presidente da ASSERTTEM, Alexandre Leite Lopes, destacou que, apesar do baixo nível de desemprego dificultar a contratação de mão de obra operacional, as agências especializadas auxiliam as empresas a encontrar os profissionais adequados. Ele enfatizou que o desempenho individual, o comprometimento e a vontade de aprender são fatores decisivos para a efetivação dos trabalhadores temporários ao término de seus contratos.

E-commerce na América Latina: Vendas Projetadas para Ultrapassar US$ 215 Bilhões com Crescente Demanda por Entrega Rápida

As vendas de comércio eletrônico na América Latina estão prestes a atingir a marca impressionante de US$ 215,31 bilhões, impulsionadas por consumidores que priorizam a confiabilidade na entrega e a transparência nos preços. O crescimento do setor na região é 1,5 vezes mais rápido que a média global, indicando um mercado em expansão acelerada.

O Cenário do E-commerce Latino-Americano

Um novo relatório da consultoria Endeavor e da gigante do e-commerce MercadoLibre revela que o comércio eletrônico na América Latina deve ultrapassar os US$ 215 bilhões ainda este ano. Este crescimento expressivo é significativamente mais rápido que a média mundial, destacando o potencial da região.

Concentração de Mercado e Preferências do Consumidor

As vendas online na América Latina estão concentradas em poucos mercados-chave. Estima-se que Argentina, Brasil e México juntos respondam por aproximadamente 85% de todas as vendas online regionais em 2025. O relatório também aponta que os consumidores latino-americanos são predominantemente “mobile-first”, com 84% das compras sendo efetuadas através de smartphones.

Lealdade Frágil e Fatores Decisivos de Compra

A lealdade dos clientes no e-commerce latino-americano é notavelmente frágil. Quase metade dos consumidores declarou que deixaria de comprar em uma plataforma após uma única experiência negativa. Os principais pontos de atrito incluem atrasos na entrega e problemas com devoluções. Em contrapartida, três quartos dos entrevistados consideram a clareza nos preços e nas políticas como fatores muito importantes, enquanto apenas um terço valoriza a personalização, sugerindo que as plataformas podem estar investindo excessivamente em algoritmos de recomendação em detrimento da execução básica de serviços.

O Futuro do E-commerce na Região

O relatório sugere que os marketplaces são apenas a “ponta do iceberg” para as empresas de e-commerce. Há uma tendência crescente de expansão para oportunidades em pagamentos, crédito e logística, indicando um ecossistema digital cada vez mais integrado e diversificado na América Latina.

NRF 2026: equilibrando a automação brutal com ter uma humanidade radical

*Por Elói Assis, diretor-executivo de produtos para Varejo da TOTVS

Ao final de cada edição da NRF, saímos com a cabeça borbulhando de ideias, mas também com uma visão mais clara sobre a jornada do varejo. Em 2026, após acompanhar as várias palestras, andar pelo pavilhão de exposições e muitas conversas paralelas, cheguei a uma visão que estou chamando do paradoxo do Varejo – como ser brutalmente automatizado e entregar uma experiência altamente humanizada.

Digo paradoxo porque estamos vendo nascer um novo e potente motor para o varejo, chamado inteligência artificial, mas que precisa rumar na direção apontada pela bússola do consumidor, que aponta para um varejo altamente humano e guiado por propósito. Mas não podemos esquecer que o terreno que teremos que percorrer é desafiador e incerto.

1. IA: de ferramenta mágica a coração do ecossistema

Se há alguns anos a inteligência artificial era tratada como um conceito quase mágico, a NRF 2026 mostrou sua “comoditização”. A IA deixou de ser o milagre para se tornar o motor, uma ferramenta prática e cada vez mais acessível que nos ajuda a executar velhas tarefas de formas completamente novas e eficientes.

O grande salto, porém, não está apenas na automação de processos, mas em como esse motor está impulsionando uma mudança estratégica fundamental: a transformação do varejo no centro de um ecossistema amplo e muito mais completo. Cases de gigantes como Fanatics, CVS e a nossa brasileira Magalu mostraram que o jogo não é mais apenas sobre vender um produto, mas sobre resolver múltiplos problemas do cliente a partir da confiança já estabelecida. O varejo se torna o ponto de partida para um universo de serviços financeiros, mídia, bem-estar e conteúdo, criando novas fontes de receita com margens mais altas e barreiras competitivas quase intransponíveis.

Nesse contexto, o “Comércio Agêntico”, com a ideia de que IAs farão as compras por nós, ainda me parece um futuro distante. O que vemos de concreto é a necessidade de preparar nossos negócios para o GEO (Generative Engine Optimization), ou seja, otimizar nossos cadastros e dados para que os produtos sejam “encontráveis” e “compráveis” por essas novas interfaces. A decisão final ainda é do consumidor, mas ele está, sem dúvida, mais empoderado por seus copilotos de IA.

Aqui, a questão é sobre como tirar o maior valor possível desse novo motor para buscar uma eficiência brutal em todos os aspectos – operacionais, comerciais e estratégicos.

2. Propósito: conquistando com autenticidade o consumidor Zalpha

Com um motor tão potente, a pergunta inevitável é: para onde estamos indo? O segundo dia da NRF respondeu com clareza: a direção é dada pelo propósito e pela humanidade. A eficiência da IA precisa ser equilibrada com a autenticidade da conexão humana.

Essa necessidade é ditada pela nova força dominante do consumo: os “Zalphas” (a união da Geração Z e Alpha). Nativos digitais, eles curiosamente anseiam por experiências reais e táteis. Uma pesquisa apresentada no evento foi categórica: 86% dos consumidores da Geração Z querem tocar nos produtos antes de comprar. Eles usam o digital para descobrir, mas valorizam a loja física como um hub de experiências e comunidade.

Ao mesmo tempo, sua relação com o conteúdo é absurdamente veloz. Em uma palestra sobre o TikTok Shop, um insight me marcou: você tem apenas três segundos para capturar a atenção desse consumidor. A jornada dele não é de busca, mas de descoberta, impulsionada pelo entretenimento (“retailtainment”) e pela confiança em criadores de conteúdo.

E o mais importante: esse consumidor não quer ser enganado pela IA. Ele exige transparência. Se a interação é com um bot, ele quer saber. A tecnologia é bem-vinda, mas a falta de autenticidade é desprezada. A confiança em uma pessoa ou em uma comunidade online supera, de longe, qualquer publicidade tradicional.

Nesse ponto, ganha o jogo o oposto da automação: quanto mais humana e genuína sua relação com seus clientes, maiores suas chances de fidelizá-lo.

3. O terreno desafiador e a necessidade de combustível

Entendido o motor e a bússola, precisamos encarar o terreno à frente, e ele é feito de dúvidas e incertezas. O cenário macroeconômico global traz imprevisibilidade, e o próprio consumidor, agora co-pilotado pela IA, torna os velhos mapas de comportamento cada vez mais obsoletos.

No entanto, tão delicado quanto o terreno externo é o perigo que mora dentro do nosso próprio “tanque de combustível”. Ao visitar o pavilhão de startups, vi uma avalanche de soluções prometendo usar IA para limpar e organizar os dados das empresas. À primeira vista, parece ótimo, mas a meu ver é o sintoma do grande paradoxo do varejo atual.

Há anos pregamos que “se entra lixo, sai lixo” (garbage in, garbage out). E com IA não é diferente, não se tem IA de qualidade sem dados de qualidade. Agora, o mercado oferece a própria IA como remédio para a má qualidade dos dados dos quais ela mesma precisa se alimentar para funcionar. É como usar um motor que falha para refinar o combustível adulterado que o está fazendo falhar. O risco de amplificar erros e tomar decisões piores, mas em uma velocidade assustadora, é grande.

A tarefa mais crítica para o varejista hoje não é sair em busca do algoritmo mais avançado. É voltar para casa e fazer uma auditoria rigorosa no seu tanque de combustível, garantindo a governança e a qualidade dos dados na origem, é fazer o básico bem feito.

O recado final da NRF 2026 é um chamado à ação. A revolução da IA no varejo começará não com a compra de uma nova tecnologia, mas com o compromisso inflexível de que esse novo potente motor será guiado por uma bússola de propósito e alimentado pelo combustível mais puro e confiável que existe: dados de qualidad

Amazon Anuncia Demissão de 16.000 Funcionários Globalmente em Reestruturação

A gigante do comércio eletrônico Amazon anunciou uma nova rodada de demissões, cortando cerca de 16.000 empregos corporativos em todo o mundo. Esta medida faz parte de uma reestruturação mais ampla da empresa, que visa otimizar suas operações após um período de contratações aceleradas durante a pandemia e integrar novas tecnologias como a inteligência artificial.

Reestruturação e IA

A Amazon está implementando uma reestruturação significativa, com o objetivo de “reduzir camadas, aumentar a propriedade e remover burocracia”, conforme declarado por Beth Galetti, vice-presidente sênior da empresa. Essa iniciativa visa tornar a organização mais ágil e eficiente. Paralelamente, a empresa está explorando o uso de inteligência artificial generativa para automatizar tarefas corporativas, o que pode levar a uma redução contínua na força de trabalho corporativa nos próximos anos, segundo o CEO Andy Jassy.

Contexto das Demissões

Esta nova onda de demissões segue um corte anterior em outubro, quando cerca de 14.000 funcionários foram dispensados. Juntas, essas ações representam um esforço para ajustar o quadro de funcionários após um crescimento expressivo durante a pandemia de COVID-19, quando a demanda por serviços de comércio eletrônico e nuvem disparou. A empresa enfatiza que os cortes não são motivados por dificuldades financeiras, já que a Amazon reportou lucros robustos em seu último trimestre.

Suporte aos Funcionários Afetados

Para os funcionários baseados nos EUA, a Amazon oferecerá 90 dias para que busquem novas oportunidades internas. Aqueles que não conseguirem uma nova posição ou optarem por não procurar serão elegíveis para pacotes de demissão, serviços de recolocação profissional e benefícios de seguro saúde. Os detalhes para funcionários fora dos EUA podem variar de acordo com as regulamentações locais.

Cenário Econômico Mais Amplo

As demissões na Amazon ocorrem em um contexto de desaceleração na contratação em muitas empresas de tecnologia e varejo. Gigantes como Meta e Microsoft também realizaram cortes em suas forças de trabalho. O mercado de trabalho nos EUA tem mostrado relutância em adicionar novos empregos, mesmo com o crescimento econômico, influenciado por incertezas econômicas e o avanço da IA.

Mudanças Estratégicas Adicionais

Além dos cortes de pessoal, a Amazon também anunciou o fechamento de todas as suas lojas físicas Amazon Go e Amazon Fresh, concentrando seus esforços em lojas Whole Foods Market e na entrega de supermercado online. Essa mudança estratégica visa otimizar o portfólio de varejo físico da empresa.

O que é uma adquirente e por que ela se tornou peça-chave no avanço das fintechs

O crescimento acelerado do mercado de fintechs colocou os meios de pagamento no centro da estratégia de negócios. Segundo a consultoria Allied Market Research, o setor global de fintechs deve crescer a uma taxa média anual de 23% até 2028, impulsionado principalmente por soluções de pagamento digital, Banking as a Service (BaaS) e marketplaces. Por esse motivo, a figura da adquirente também chamada de credenciadora passou a ter papel estrutural para empresas que operam com transações financeiras.

A adquirente é a empresa responsável por conectar o lojista, aplicativo ou plataforma ao sistema de cartões, viabilizando a autorização, o processamento e a liquidação das transações. É ela quem recebe a operação iniciada no ponto de venda físico ou digital, encaminha à bandeira do cartão e ao banco emissor e, após a aprovação, organiza o repasse dos valores ao recebedor.

“Sem a adquirente, o pagamento com cartão simplesmente não acontece. Ela é a espinha dorsal da transação”, afirma Segundo Rafael Franco, CEO da Alphacode, empresa especializada no desenvolvimento de plataformas financeiras digitais

Na prática, quando um usuário realiza uma compra em um aplicativo ou e-commerce, a transação percorre uma cadeia que envolve sistema de venda, adquirente, bandeira e banco emissor. Após a autorização, a credenciadora é responsável por organizar prazos de liquidação, taxas, parcelamentos e a chamada agenda de recebíveis, etapa que impacta diretamente o fluxo de caixa do negócio.

Esse papel ganhou ainda mais relevância à medida que as fintechs passaram a assumir funções tradicionalmente bancárias. Dados da Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs) indicam que mais de 60% das fintechs brasileiras já oferecem alternativas completas ao sistema financeiro tradicional, incluindo contas digitais, crédito e soluções de pagamento integradas.

A adquirência deixou de ser apenas um serviço operacional. “Ela interfere diretamente na capacidade de escalar, na taxa de conversão das transações, na margem financeira e no controle de risco”, explica Franco. Falhas de autorização ou instabilidade no processamento, por exemplo, resultam em abandono de compra quase imediato, especialmente em aplicativos móveis.

Outro ponto sensível está no impacto financeiro. Taxas de MDR, prazos de repasse e condições de antecipação de recebíveis podem alterar de forma significativa o resultado de fintechs que operam com alto volume transacional. Estudo da McKinsey mostra que consumidores que utilizam meios de pagamento digitais gastam, em média, 30% mais do que aqueles que usam dinheiro físico o que amplia a relevância de uma operação de adquirência eficiente.

Além disso, a gestão de risco se tornou central. Chargebacks, fraudes e disputas fazem parte do cotidiano das operações financeiras digitais. “A forma como a adquirência é estruturada influencia a previsibilidade de caixa e até a saúde financeira da empresa”, avalia o executivo.

A confusão entre adquirente, gateway e subadquirente ainda é comum no mercado. A adquirente é quem processa e liquida a transação. O gateway funciona como a camada tecnológica que conecta o checkout a diferentes provedores e pode oferecer roteamento e redundância. Já a subadquirente atua como intermediária, muito utilizada em marketplaces e plataformas com múltiplos recebedores, facilitando a entrada de lojistas no ecossistema.

A escolha entre esses modelos envolve trade-offs. “Cada decisão tem implicações claras em custo, controle, risco regulatório e capacidade de escalar”, afirma Franco. Por isso, a definição da adquirência passou a ser tratada como decisão estratégica, e não apenas técnica.

Ao avaliar uma adquirente, especialistas recomendam observar estabilidade da operação, qualidade das APIs, capacidade de suporte, prazos de liquidação e políticas de chargeback. Também é fundamental entender se a estrutura suporta modelos mais complexos, como split de pagamentos, recorrência e múltiplos recebedores, cada vez mais comuns no universo fintech.

“A adquirente é infraestrutura crítica. Em muitos casos, ela define se o produto vai crescer de forma previsível ou acumular problemas operacionais ao longo do caminho.  Em um ecossistema financeiro cada vez mais digital, a solidez dessa escolha se tornou um dos fatores que separam operações escaláveis de projetos que não passam do piloto.”, conclui Franco.

Observabilidade vira diferencial competitivo nas empresas brasileiras

A observabilidade, vista como um recurso técnico para monitorar sistemas de TI, vem ganhando protagonismo nas empresas brasileiras: o de ativo estratégico para a competitividade e a tomada de decisão de negócio. Em um cenário de operações digitais cada vez mais complexas, observar sistemas em tempo real passou a ser um fator determinante para eficiência, inovação e crescimento.

De acordo com a mais recente Pesquisa Anual de Observabilidade, 96% das organizações no Brasil já utilizam múltiplas tecnologias para garantir visibilidade de seus ambientes digitais, sendo que quase um quarto delas operam com seis ou mais ferramentas simultaneamente. O dado evidencia tanto a importância do tema quanto o desafio de consolidar informações para gerar valor real ao negócio.

Para Leonardo Santos, CTO da Delfia, curadoria de jornadas digitais, o diferencial competitivo não está apenas em monitorar sistemas, mas em transformar dados operacionais em inteligência estratégica.

“A verdadeira virada acontece quando a observabilidade passa a orientar decisões de negócio. Não se trata apenas de saber se o sistema está no ar, mas de entender como a tecnologia impacta a experiência do cliente, a receita e a eficiência financeira da operação”, afirma o executivo.

Da visibilidade à tomada de decisão

Com a digitalização acelerada das jornadas de ponta a ponta, empresas passaram a operar ambientes críticos em que segundos de indisponibilidade podem gerar perdas financeiras significativas. Nesse contexto, a observabilidade evolui para uma camada de gestão, que conecta dados técnicos a resultados de negócios e segurança, permitindo antecipar gargalos, proteger margens e sustentar operações de missão crítica, como sistemas de pagamento e plataformas de e-commerce.

A pesquisa também mostra que 93% das empresas brasileiras já utilizam SLOs (Service Level Objectives) em diferentes estágios, índice superior à média global de 73%. O uso desses indicadores reforça a conexão entre tecnologia e negócio, transformando métricas técnicas em instrumentos de governança e alinhamento estratégico.

Eficiência, governança e controle de custos

Outro impacto direto da observabilidade está na eficiência e na governança financeira. Com ambientes em nuvem cada vez mais dinâmicos, decisões mal dimensionadas podem elevar custos de forma quase imediata. Nesse cenário, a observabilidade se conecta a práticas como FinOps, permitindo maior transparência e controle sobre gastos com infraestrutura e serviços digitais.

No Brasil, a adoção de FinOps já alcança 85% das empresas, contra 55% no restante do mundo, segundo a mesma pesquisa. Organizações que adotaram modelos de observabilidade centralizada relatam economias entre 15% e 40% nos custos operacionais, resultado de maior previsibilidade e uso mais eficiente dos recursos.

“Observabilidade hoje é também uma ferramenta de governança. Ela permite que líderes técnicos e executivos falem a mesma língua, conectando desempenho, custo e valor entregue ao cliente”, destaca Leonardo Santos.

Muito além do monitoramento

Eventos de alto impacto, como a Black Friday, exemplificam esse novo papel estratégico. Durante picos de acesso, empresas passam a monitorar não apenas a saúde dos sistemas, mas também indicadores de conversão, aprovação de pagamentos, tempo de resposta e performance comercial em tempo real, tudo em um mesmo painel, orientando decisões instantâneas.

Para a Delfia, empresas que tratam a observabilidade apenas como um item técnico tendem a enfrentar dificuldades de escala e previsibilidade. Já aquelas que incorporam a prática desde o desenho das jornadas digitais conseguem ganhar agilidade, resiliência e vantagem competitiva em mercados cada vez mais disputados.

“Em um ambiente onde a concorrência está a poucos cliques de distância, observar bem significa tomar as melhores decisões. E decidir melhor é o que sustenta a competitividade no longo prazo”, conclui o CTO da Delfia.

Observabilidade vira diferencial competitivo nas empresas brasileiras

A observabilidade, vista como um recurso técnico para monitorar sistemas de TI, vem ganhando protagonismo nas empresas brasileiras: o de ativo estratégico para a competitividade e a tomada de decisão de negócio. Em um cenário de operações digitais cada vez mais complexas, observar sistemas em tempo real passou a ser um fator determinante para eficiência, inovação e crescimento.

De acordo com a mais recente Pesquisa Anual de Observabilidade, 96% das organizações no Brasil já utilizam múltiplas tecnologias para garantir visibilidade de seus ambientes digitais, sendo que quase um quarto delas operam com seis ou mais ferramentas simultaneamente. O dado evidencia tanto a importância do tema quanto o desafio de consolidar informações para gerar valor real ao negócio.

Para Leonardo Santos, CTO da Delfia, curadoria de jornadas digitais, o diferencial competitivo não está apenas em monitorar sistemas, mas em transformar dados operacionais em inteligência estratégica.

“A verdadeira virada acontece quando a observabilidade passa a orientar decisões de negócio. Não se trata apenas de saber se o sistema está no ar, mas de entender como a tecnologia impacta a experiência do cliente, a receita e a eficiência financeira da operação”, afirma o executivo.

Da visibilidade à tomada de decisão

Com a digitalização acelerada das jornadas de ponta a ponta, empresas passaram a operar ambientes críticos em que segundos de indisponibilidade podem gerar perdas financeiras significativas. Nesse contexto, a observabilidade evolui para uma camada de gestão, que conecta dados técnicos a resultados de negócios e segurança, permitindo antecipar gargalos, proteger margens e sustentar operações de missão crítica, como sistemas de pagamento e plataformas de e-commerce.

A pesquisa também mostra que 93% das empresas brasileiras já utilizam SLOs (Service Level Objectives) em diferentes estágios, índice superior à média global de 73%. O uso desses indicadores reforça a conexão entre tecnologia e negócio, transformando métricas técnicas em instrumentos de governança e alinhamento estratégico.

Eficiência, governança e controle de custos

Outro impacto direto da observabilidade está na eficiência e na governança financeira. Com ambientes em nuvem cada vez mais dinâmicos, decisões mal dimensionadas podem elevar custos de forma quase imediata. Nesse cenário, a observabilidade se conecta a práticas como FinOps, permitindo maior transparência e controle sobre gastos com infraestrutura e serviços digitais.

No Brasil, a adoção de FinOps já alcança 85% das empresas, contra 55% no restante do mundo, segundo a mesma pesquisa. Organizações que adotaram modelos de observabilidade centralizada relatam economias entre 15% e 40% nos custos operacionais, resultado de maior previsibilidade e uso mais eficiente dos recursos.

“Observabilidade hoje é também uma ferramenta de governança. Ela permite que líderes técnicos e executivos falem a mesma língua, conectando desempenho, custo e valor entregue ao cliente”, destaca Leonardo Santos.

Muito além do monitoramento

Eventos de alto impacto, como a Black Friday, exemplificam esse novo papel estratégico. Durante picos de acesso, empresas passam a monitorar não apenas a saúde dos sistemas, mas também indicadores de conversão, aprovação de pagamentos, tempo de resposta e performance comercial em tempo real, tudo em um mesmo painel, orientando decisões instantâneas.

Para a Delfia, empresas que tratam a observabilidade apenas como um item técnico tendem a enfrentar dificuldades de escala e previsibilidade. Já aquelas que incorporam a prática desde o desenho das jornadas digitais conseguem ganhar agilidade, resiliência e vantagem competitiva em mercados cada vez mais disputados.

“Em um ambiente onde a concorrência está a poucos cliques de distância, observar bem significa tomar as melhores decisões. E decidir melhor é o que sustenta a competitividade no longo prazo”, conclui o CTO da Delfia.

Programas de benefícios fortalecem resultados no e-commerce

O comportamento dos consumidores que aproveitam as vantagens dos programas de benefícios do e-commerce tem sido determinante para o crescimento contínuo da receita do setor. De acordo com o Estudo Setorial da Fidelimax, divulgado em dezembro de 2025, os varejistas que ainda não optaram por essa abordagem nas vendas online deixam de ter um potencial de incremento no faturamento de até 56%.

O impacto positivo é bilionário. Essas estratégias foram responsáveis por R$ 21,9 bilhões de faturamento em 2024 no Brasil, um aumento de 17,6% em relação ao ano anterior, conforme a Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Fidelização (ABEMF). Esse cenário é reforçado pela pesquisa Estratégias e Programas de Fidelidade na América Latina 2025, da EY. O estudo aponta que mais de 82% dos consumidores afirmam que essas abordagens influenciam diretamente no seu nível de gastos.

Segundo Eduardo Esparza, VP General Manager da Tenerity Ibéria e LATAM, companhia líder internacional de engajamento que aumenta o valor do relacionamento entre as empresas e seus clientes, os números demonstram que “os programas de benefícios influenciam positivamente na receita, no engajamento e no aumento do volume de vendas, especialmente em picos sazonais como a Black Friday e as festas de fim de ano”.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o comércio varejista nacional cresce em média 4,8% ao ano em volume de vendas, mas dados da Fidelimax apontam que as empresas que investem em programas de benefícios registram uma média de 38% de aumento de faturamento real, 693% a mais que a média nacional.

O executivo explica que o sucesso dessa abordagem depende de metas claras por parte dos varejistas. “A primeira delas é o aumento da recorrência, garantindo que o cliente volte a comprar com frequência previsível. Essa consistência é fundamental para sustentar um crescimento saudável e menos dependente de ações promocionais pontuais”.

Além disso, a expansão orgânica da base de consumidores também é favorecida. Programas bem comunicados tendem a atrair novos consumidores, ampliando o alcance da marca sem depender exclusivamente de investimentos publicitários.

Por fim, Eduardo aponta que a adoção de programas de benefícios reforça significativamente a percepção de marca. “Empresas que oferecem vantagens claras e consistentes são mais recomendadas, um fator essencial para a rentabilidade e competitividade no ambiente digital”, finaliza.

TikTok Shop Acelera no Brasil: Uma Nova Era para o E-commerce com Competição Intensa

O TikTok Shop desembarcou oficialmente no Brasil, prometendo revolucionar o cenário do comércio eletrônico. A plataforma de compras integrada ao aplicativo de vídeos já demonstra um crescimento expressivo, atraindo vendedores e consumidores com seu modelo inovador, mas enfrenta a forte concorrência de gigantes estabelecidos e novos entrantes.

Chegada Acelerada e Potencial Disruptivo

A expansão do TikTok Shop para o Brasil ocorreu mais rapidamente do que o previsto por analistas, sinalizando a urgência da empresa em conquistar o maior mercado de e-commerce da América Latina. O Brasil é o terceiro maior mercado global para o TikTok em número de usuários, o que confere à plataforma uma vantagem significativa.

  • Crescimento Rápido: Em apenas três meses após o lançamento em maio de 2025, o Volume Bruto de Mercadorias (GMV) mensal do TikTok Shop no Brasil saltou de US$ 1 milhão para US$ 25,7 milhões, chegando a US$ 46,1 milhões em agosto.
  • Potencial de Mercado: Estima-se que, se o TikTok Shop atingir uma participação de mercado comparável à dos EUA (cerca de 0,8% do e-commerce total), isso representaria um GMV de R$ 2 a R$ 3 bilhões, volume suficiente para impactar os players existentes.

Modelo de Negócios e Impacto nas Categorias

Diferente dos marketplaces tradicionais, o TikTok Shop baseia suas vendas em conteúdo, impulsionado por influenciadores e vídeos virais. Essa abordagem favorece marcas que se adaptam rapidamente ao formato de conteúdo curto e à criação de engajamento.

As categorias de beleza, moda e eletrônicos, onde o TikTok Shop já se destaca globalmente, são as primeiras a sentir o impacto no Brasil. Empresas como Natura, Renner e C&A estão bem posicionadas para capitalizar essa mudança, enquanto outras podem ter mais dificuldade em se adaptar ao modelo disruptivo.

Competição Intensa no Mercado Brasileiro

O TikTok Shop entra em um mercado já dinâmico e competitivo. O Mercado Livre, líder atual do e-commerce brasileiro, enfrenta um desafio único, pois muitos de seus vendedores de pequeno e médio porte podem ser atraídos pelo modelo do TikTok. A plataforma também compete com gigantes como Amazon, Shein e Temu, que já possuem bases de usuários leais e estratégias agressivas na região.

  • Concorrentes Diretos: Shein e Temu, apesar de enfrentarem desafios regulatórios em outros mercados, têm forte presença na América Latina e buscam expandir sua atuação.
  • Gigantes Locais: Mercado Livre e Shopee (que já é líder em volume de pedidos no Brasil) representam barreiras significativas para a entrada do TikTok Shop.

Estratégias e Desafios Futuros

A estratégia do TikTok Shop no Brasil pode espelhar a do México, com um período introdutório de taxas zero para vendedores, frete grátis e foco em verticais específicas. A possibilidade de vendedores se registrarem com ID pessoal, eliminando a necessidade de registro formal de empresa, reduz a barreira de entrada.

No entanto, o TikTok Shop também enfrenta escrutínio regulatório no Brasil, com debates sobre os efeitos de plataformas sociais em mulheres e crianças, e a responsabilidade de empresas de mídia social por conteúdo de usuários. A decisão sobre se o TikTok Shop investirá em infraestrutura logística própria, como fez no Reino Unido, ainda é incerta.

A integração de funções de BNPL (Buy Now, Pay Later) para o PIX em setembro promete impulsionar ainda mais o e-commerce, intensificando a competição para todos os players, incluindo o TikTok Shop.

Empresa brasileira estima prejuízo de 20 milhões com a falsificação de seus produtos; mercadorias são vendidas na Shoppe e Mercado Livre

Consumidores da Maxfem, empresa brasileira que atua no segmento de saúde íntima feminina e, que compraram produtos falsificados relatam que se sentiram mal

A Maxfem, empresa brasileira que atua no segmento de saúde íntima feminina e com sede no Rio de Janeiro, vem sendo alvo de falsificação. Os criminosos vendem os produtos da marca em marketplace da Shoppe, Mercado Livre, entre outros, há quase dois anos. No Google é possível achar vários anúncios. 

“A empresa foi criada em Janeiro de 2024, no dia 01 de Fevereiro do mesmo ano, relatamos a primeira denúncia ao Mercado Livre”, diz Thiago Braga, sócio da Maxfem. 

De acordo com Anderson Mesquita, CEO e sócio da empresa, devido ao sucesso de um produto, o Imunofem, alguns clientes entraram em contato questionando o preço muito abaixo, além de rótulos e embalagem diferentes. 

“Uma cliente entrou em contato reclamando de dores estomacais, e ao pedirmos um lote do produto. Ela mandou a foto do produto falsificado. E em 2025, começaram a falsificar também o nosso Sérum Clareador Íntimo da Maxfem, mais uma vez um produto nossa que viralizou teve esse impacto, devido ao produto ter alavancado junto ao lançamento do Tiktok Shop e chegar a ser o mais vendido da plataforma e líder de categoria por mais de 6 meses”, conta. 

Thiago diz que a Maxfem recebe diariamente reclamações de consumidores que entraram na Shopee ou Mercado Livre e compraram os produtos. “Elas vem com algum tipo de reclamação, seja de dores ou com algum mal-estar, da embalagem diferente, dos ativos diferentes no rótulo. É muito prejudicial à nossa marca”, conta. 

Há dois anos, a marca vem fazendo denúncias na própria plataforma. “Chegou ao ponto de precisarmos entrar judicialmente contra as plataformas para nos proteger, ingressamos com um processo judicial contra o Mercado Livre e a Shopee, mas não parou nessas plataformas, Magazine Luiza, Shein e outros também tiveram produtos da Maxfem falsificados”, destaca Anderon, que afirma que os produtos da Maxfem não são vendidos na Shoppe. 

Anderson relata prejuízo estimado de 20 milhões. Ele diz que o esquema é muito maior do que todos imaginam, e é feito por uma quadrilha qualificada, e funciona da seguinte forma: “Um “mentor” que recruta diversos laranjas que criam MEIs para realizar cadastro na plataforma, ele “ensina” essas pessoas a vender, porém o dinheiro cai para o “mentor” e dá uma pequena participação para os laranjas. Quando o pedido é feito na plataforma, uma base imprime o rótulo e cola em um pote que também falsificam de outras marcas, então o cliente que pode ter alergia a determinado ativo, não sabe nem o que está consumindo. Mas esse modelo se repete no Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e outros locais no mesmo modelo. Em determinado momento um dos laranjas nos procurou para relatar que havia rompido em uma briga com seu mentor e se queríamos que ele operasse no Mercado Livre pra nós, chegamos a ouvi-lo, exatamente para entender a operação, nunca o colocaríamos dentro da nossa empresa, e o mesmo chegou a relatar que em apenas 1 semana chegou a faturar R$ 500.000,00 somente vendendo Imunofem, em apenas 1 loja. Dito isso, e levando esse números em consideração, além do nosso crescimento no ano de 2025, acreditamos fielmente que nosso prejuízo é de mais de R$ 20.000.000,00”, conclui.