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Shopee e Meta Unem Forças para Impulsionar o Comércio Social na Ásia e no Brasil

A Shopee, gigante do comércio eletrônico, anunciou uma parceria estratégica com a Meta para aprimorar a experiência de compra social e o marketing de afiliados em mercados-chave. Esta colaboração visa integrar de forma mais fluida as plataformas da Meta, como o Facebook, com o ecossistema de vendas da Shopee, facilitando a descoberta e a compra de produtos para consumidores e abrindo novas avenidas de monetização para criadores de conteúdo e pequenas empresas.

Principais Destaques

  • Integração de ferramentas para facilitar a descoberta e compra de produtos via Facebook.
  • Simplificação do marketing de afiliados com um painel dedicado e incentivos para criadores.
  • Aprimoramento do Facebook Live com anúncios colaborativos para uma experiência de compra mais imersiva.
  • Expansão da iniciativa para mercados na Ásia e no Brasil.

Novas Ferramentas para Criadores e Pequenas Empresas

A parceria introduz um conjunto de ferramentas inovadoras projetadas para capacitar criadores de conteúdo e pequenas empresas. Uma das principais novidades é o “Facebook Affiliate Partnerships”, um painel centralizado onde os criadores podem vincular suas contas do Facebook às suas contas de afiliado da Shopee. Isso permite que eles curiem produtos relevantes e os marquem diretamente em suas postagens e Reels no Facebook.

Os consumidores podem então clicar nessas marcações e concluir suas compras diretamente na plataforma Shopee, sem sair do ambiente do Facebook. A Shopee é a primeira parceira a integrar este programa, com o objetivo de empoderar criadores a monetizar seu conteúdo de forma mais eficaz, engajar suas audiências e conectar marcas e vendedores a novos clientes.

Além disso, os criadores que participam do Programa de Afiliados Shopee podem se beneficiar de uma série de incentivos, incluindo comissões mais altas, amostras gratuitas de produtos, vouchers exclusivos para assinantes e patrocínios de produtos. A Shopee também oferece programas de capacitação, como bootcamps e eventos, para ajudar os afiliados a aprimorar suas habilidades na criação de conteúdo envolvente e a aumentar sua receita.

Aprimoramento do Facebook Live com Anúncios Colaborativos

A colaboração também visa otimizar a experiência de compra durante transmissões ao vivo no Facebook. Através dos “Anúncios Colaborativos” (Collaborative Ads), marcas e vendedores poderão destacar produtos de seus catálogos Shopee diretamente em suas transmissões ao vivo. Os espectadores terão a opção de clicar nos produtos apresentados durante o live e serem direcionados para a Shopee para finalizar a compra, desfrutando de um processo de checkout simplificado.

Esta funcionalidade está atualmente em fase beta em mercados selecionados como Tailândia, Indonésia, Vietnã e Filipinas, com planos de expansão para outras regiões em breve. A Shopee é o primeiro marketplace a se integrar a este recurso beta.

Alcance Geográfico e Impacto no Mercado

As novas ferramentas e funcionalidades já estão disponíveis para usuários em Singapura, Malásia, Tailândia, Taiwan, Indonésia, Vietnã, Filipinas e Brasil. Esta expansão estratégica visa capitalizar o crescente comportamento do consumidor que integra experiências sociais com compras online.

Damian Kim, Diretor de Monetização da Meta para APAC, destacou que a Meta está evoluindo para atender às mudanças nos hábitos dos consumidores, criando oportunidades para que as pessoas descubram e ajam sobre seus interesses dentro de suas experiências sociais. A parceria com a Shopee valida o foco compartilhado em descoberta e conexão significativas.

A iniciativa se baseia no forte desempenho da Shopee em 2024, quando seus afiliados geraram mais de 100 milhões de conteúdos em Shopee Live e Shopee Vídeo, um aumento de três vezes em relação ao ano anterior, demonstrando o compromisso da plataforma com a economia criativa.

Figma lança integração com Claude para transformar conversas em diagramas interativos no FigJam

Figma anuncia uma inovação que promete acelerar e aprimorar a colaboração visual de equipes criativas e de produto: a integração do Claude, da Anthropic, com o FigJam. A partir de agora, usuários podem criar diagramas FigJam editáveis diretamente a partir de conversas com o Claude, transformando ideias escritas — seja em prompts de texto, PDFs, imagens ou capturas de tela — em artefatos visuais prontos para colaboração e refinamento coletivo.

A novidade permite que designers, gerentes de produto e desenvolvedores convertam rapidamente insights e brainstorms em diagramas como fluxos de usuário, planos de projeto e mapas de dependências. Essa funcionalidade reduz a necessidade de alternar entre ferramentas, elimina tarefas de copiar e colar e facilita a tradução de pensamentos abstratos em visualizações práticas e colaborativas.

De fluxos de experiência do usuário a diagramas de arquitetura de sistema, o Claude agora pode gerar automaticamente as primeiras versões desses gráficos com base em documentação existente, acelerando alinhamentos e ajudando as equipes a detectar pontos críticos mais cedo no processo. Esses diagramas podem ser expandidos, discutidos e refinados em tempo real dentro do ambiente do FigJam, promovendo um espaço compartilhado onde ideias se tornam ação.

Além disso, a integração conta com ferramentas que facilitam o design de aplicativos MCC (Model Context Protocol) para o Claude, promovendo o desenvolvimento de experiências ainda mais avançadas com inteligência artificial dentro do fluxo de trabalho Figma-Cláude.

Obrigação de cumprir ofertas no comércio eletrônico não é absoluta

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que a obrigação de cumprir ofertas no comércio eletrônico, prevista no Código de Defesa do Consumidor, não é absoluta. A 4ª Turma do STJ estabeleceu que fornecedores podem se eximir do cumprimento de uma oferta se houver motivo justificado, como erros grosseiros de preço ou indícios de fraude, flexibilizando a aplicação do artigo 30 do CDC.

Contexto da Decisão

A decisão do STJ surgiu a partir de um recurso de uma grande rede varejista, que havia sido condenada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) por descumprir ofertas anunciadas em seu site. As práticas apontadas pelo MP-SP incluíam o aumento de preços no carrinho virtual e o cancelamento de pedidos sob alegações de falta de estoque ou problemas cadastrais.

As instâncias inferiores haviam determinado que a loja cumprisse todas as ofertas e mantivesse o estoque anunciado, com uma multa de R$ 100 mil por cada oferta irregular. A empresa, em sua defesa no STJ, argumentou que a ordem era genérica e desconsiderava exceções legítimas, como erros sistêmicos de preço (produtos anunciados a valores irrisórios) e fraudes nas compras.

Flexibilização da Obrigação

A ministra Isabel Gallotti, relatora do recurso no STJ, acolheu os argumentos da varejista. Ela ressaltou que, embora o artigo 30 do CDC estabeleça a obrigatoriedade das ofertas, a jurisprudência da corte admite a flexibilização em situações específicas. Como exemplo, citou um julgamento anterior onde a obrigação de vinculação de oferta foi afastada devido a um erro sistêmico grosseiro no carregamento de preços.

A relatora determinou que as obrigações de cumprir ofertas não se aplicam a eventuais descumprimentos por motivo justificado, a ser analisado caso a caso, com base na boa-fé objetiva. Além disso, reduziu o valor da multa para R$ 10 mil por cada oferta irregular.

A decisão ressalta que a empresa permanece obrigada a manter o preço promocional e o estoque até o fechamento da compra eletrônica, não podendo alterar preços no carrinho ou cancelar compras aperfeiçoadas sem motivo devidamente justificado e comunicado claramente ao consumidor.

Fontes

  • Dever de cumprir oferta no e-commerce não é absoluto, define STJ – Consultor Jurídico.

PagBank lança primeira maquininha com IA e comando de voz do Brasil

O PagBank anunciou o lançamento da Minizinha Voz, um dispositivo que promete inaugurar o uso de inteligência artificial (IA) no setor de meios de pagamento brasileiro. A novidade se destaca por ser operada integralmente por comandos de voz, funcionando como uma assistente virtual para o vendedor.

Diferente dos terminais tradicionais retangulares, o novo modelo possui design redondo, compacto e leve, pensado para ser utilizado com um cordão no pescoço. O objetivo é oferecer mobilidade total, permitindo que o empreendedor mantenha as mãos livres para manusear produtos enquanto realiza a cobrança.

Como funciona

A Minizinha Voz opera conectada ao smartphone do vendedor através do aplicativo PagVendas. Ao utilizar o comando de ativação “Olá, PagBank” ou acionar o botão lateral, a IA entra em ação.

Além de processar pagamentos via NFC (aproximação) e Tap On (pagamento direto no celular), a assistente executa tarefas de gestão, como:

  • Realizar cálculos matemáticos;
  • Consultar histórico de vendas;
  • Monitorar estoques;
  • Fornecer dados estratégicos do negócio em tempo real.

Um diferencial técnico é que o funcionamento da maquininha não exige que o celular do vendedor tenha tecnologia NFC, democratizando o acesso para quem possui smartphones mais simples.

Foco na produtividade e inclusão

Segundo Carlos Mauad, CEO do PagBank, o lançamento responde à necessidade de agilidade no varejo. “Ao trazer a inteligência artificial para o ponto de venda, damos um salto importante na simplificação da jornada de pagamento. É inovação aplicada ao que importa: produtividade, fluidez e experiência do cliente”, afirma o executivo.

O recurso de voz também traz um ganho significativo em acessibilidade e segurança. O terminal reproduz o valor da transação em áudio, o que facilita o uso por pessoas com deficiência visual e previne golpes ou erros de digitação na hora da cobrança. O comprovante pode ser enviado digitalmente via SMS ou e-mail.

Preço e Disponibilidade

O PagBank adotou uma estratégia de preço agressiva para a entrada do produto no mercado. A Minizinha Voz será comercializada por R$ 11,50, sem cobrança de aluguel.

O lançamento ocorrerá em duas fases:

  1. Fevereiro: Disponível para um grupo selecionado de clientes.
  2. Abril: Lançamento oficial para todo o mercado.

A iniciativa reforça o portfólio do banco digital, que busca consolidar sua presença tanto nos meios de pagamento físicos quanto na gestão financeira completa de seus clientes.

Amazon encerra operações de lojas de mercado de marca própria

A gigante do comércio eletrônico Amazon anunciou uma mudança estratégica significativa, encerrando suas operações de lojas de mercado de marca própria, incluindo Amazon Fresh e Amazon Go. A empresa priorizará a expansão de seus serviços de entrega ultrarrápida, prometendo entregas em até 30 minutos, e também está implementando cortes em sua força de trabalho corporativa.

Reestruturação do Varejo Físico

A Amazon está abandonando suas lojas de mercado de marca própria, Amazon Fresh e Amazon Go, citando a dificuldade em criar uma experiência de cliente distinta com um modelo econômico escalável. A empresa planeja converter um número não especificado dessas lojas para o formato Whole Foods Market, que adquiriu em 2017. Apesar desse recuo no varejo físico de supermercado, a Amazon pretende abrir mais de 100 novas lojas Whole Foods nos próximos anos, incluindo o formato de loja menor, Whole Foods Market Daily Shop. A tecnologia “Just Walk Out” das lojas Amazon Go será licenciada para mais de 360 locais de terceiros em cinco países.

Aposta na Entrega Ultrarrápida

Em vez de depender de lojas físicas de marca própria, a Amazon está dobrando a aposta na entrega de supermercado ultrarrápida. A empresa lançou um serviço de entrega no mesmo dia que cresceu rapidamente para mais de 5.000 locais e está testando um programa piloto de entrega em 30 minutos em Seattle e Filadélfia. Essa estratégia visa capitalizar o crescimento do segmento de itens essenciais do dia a dia, que está crescendo quase duas vezes mais rápido que o restante do negócio. Mesmo sem suas lojas de marca própria, a Amazon já é uma das maiores varejistas de supermercado do país, com vendas anuais superiores a US$ 100 bilhões.

Cortes Corporativos e Reestruturação Interna

Paralelamente à reestruturação de suas operações de varejo físico, a Amazon está passando por uma onda de cortes em sua força de trabalho corporativa. Espera-se que milhares de empregos sejam eliminados, seguindo um corte anterior de 14.000 cargos em outubro. Esses cortes, que afetam departamentos como Amazon Web Services, varejo e recursos humanos, são atribuídos por alguns a uma reestruturação mais ampla e à crescente automação impulsionada pela inteligência artificial. No entanto, o CEO Andy Jassy indicou que a redução de pessoal também está ligada a uma simplificação da estrutura burocrática interna da empresa.

Petz recupera milhões em vendas e eleva aprovação de pagamentos com tecnologia de tokenização

A Petz, uma das maiores redes de pet shops do Brasil, anunciou um salto significativo na eficiência de seu canal digital após implementar uma nova estratégia de meios de pagamento. Ao adotar a solução de tokenização da Mastercard, viabilizada pela orquestradora de pagamentos Yuno, a varejista conseguiu aumentar sua taxa de aprovação de vendas em mais de 5 pontos percentuais (p.p.) em comparação às operações tradicionais.

O movimento resultou na recuperação de milhões de reais em receita que, anteriormente, eram perdidos devido a falhas no checkout, como recusas por suspeita de fraude ou problemas com cartões expirados e bloqueados.

O Desafio do “Churn Involuntário”

O cenário do e-commerce brasileiro segue aquecido. Projeções da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) indicam um faturamento próximo a R$ 235 bilhões em 2025, com o uso de cartões movimentando R$ 2,2 trilhões apenas no primeiro semestre, segundo a Abecs.

No entanto, com o alto volume de transações, cresce também o desafio do “churn involuntário” — quando um cliente deseja comprar, mas é barrado por questões técnicas do pagamento.

“Para nós, a experiência do cliente é um valor fundamental e cada interação precisa ser simples, rápida e segura. O checkout é um momento crítico, e qualquer falha pode levar à desistência da compra e à frustração do consumidor”, explica André Casini, Gerente de Planejamento Financeiro e Tesouraria da Petz.

Como a tecnologia funciona

Para mitigar essas perdas, a Petz utilizou a tokenização. Essa tecnologia substitui os dados sensíveis do cartão do cliente por um código único (token). Além de aumentar a segurança contra fraudes, a solução permite a atualização automática das credenciais. Ou seja, se o cartão do cliente expirar ou for reemitido pelo banco, o token é atualizado automaticamente no sistema da loja, garantindo que a compra recorrente ou a nova transação não seja recusada.

A implementação foi realizada através da Yuno, plataforma global de orquestração de pagamentos. Segundo Walter Campos, General Manager da Yuno para a América Latina, a integração focou em transformar o checkout em vantagem competitiva: “A ativação da solução de tokenização da Mastercard é um exemplo claro de como a tecnologia pode gerar eficiência e resultados de negócio de forma imediata”.

Visão de Futuro

Os resultados da Petz reforçam uma tendência de mercado. A Mastercard vê a tecnologia como pilar central para o futuro do varejo, com a meta global de tokenizar 100% das transações até 2030.

“A tokenização traz mais segurança, confiança e eficiência, eliminando barreiras que muitas vezes impedem a finalização da compra”, destaca Leonardo Linares, vice-presidente sênior de Soluções para os Clientes da Mastercard Brasil.

Com a nova estrutura, a Petz não apenas estancou a perda de receita, mas consolidou sua operação digital em um mercado onde a competição por eficiência e experiência do usuário se torna cada vez mais acirrada.

Max Titanium avança no digital com loja oficial no Magalu

A Max Titanium, referência nacional em suplementação esportiva e nutrição de alta performance, dá mais um passo relevante em sua estratégia digital com a inauguração de sua loja oficial no marketplace do Magalu. A iniciativa marca a entrada estruturada da marca em um dos maiores ecossistemas de e-commerce do país, ampliando alcance, eficiência logística, proximidade com o consumidor e garantindo segurança.

O movimento da marca acompanha o avanço consistente do comércio eletrônico no Brasil, que, segundo projeções da ABComm, deve ultrapassar R$258 bilhões em faturamento em 2026, um crescimento de 10% em relação a 2025, no qual a categoria de Saúde e Bem-estar incrementaram a parcela de R$10,7 milhões desse resultado. Esse cenário consolida o e-commerce como um canal estratégico para marcas que buscam escala, recorrência e maior capilaridade nacional. A ampliação do acesso às soluções de pagamento digitais também corrobora para o movimento da marca.

A escolha pelo Magalu reforça a visão da Max Titanium de atuar em plataformas que vão além da transação. O ecossistema Magalu se destaca por integrar marketplace, logística, tecnologia, segurança e relacionamento com o consumidor, conectando centenas de milhares de sellers a milhões de brasileiros em todo o país. Para a marca, essa estrutura permite ampliar visibilidade e eficiência operacional, mantendo controle de marca e padrões elevados de experiência.

“Estar no Magalu é um passo estratégico dentro da nossa jornada digital. Mais do que ampliar canais, buscamos estar onde o consumidor está, com uma operação oficial que preserve a força da marca, a qualidade dos produtos e a segurança da experiência de compra”, afirma Eduardo Jardinovsky, Gerente de Marketing da Max Titanium.

“Nossa estratégia é oferecer ao consumidor do nosso marketplace um grande sortimento de produtos, prezando sempre a qualidade e a chegada da Max Titanium tangibiliza exatamente isso”, afirma Ricardo Garrido, diretor-executivo de marketplace do Magalu. “São mais produtos à disposição do consumidor, com procedência garantida, aliado à experiência de compra reconhecida pelos nossos clientes.”

A iniciativa também reflete o crescimento do consumo online de suplementos no Brasil, impulsionado pela busca por performance, qualidade de vida e praticidade, consolidando o canal digital como um dos principais vetores de crescimento da categoria. Dados de consumo do IMARC Group mostram que o mercado brasileiro de suplementos alimentares atingiu 3,9 bilhões de dólares em 2025. Para o futuro, o instituto prevê que o mercado alcance 9,5 bilhões até 2034.

Temu e Shein Redefinem o E-commerce Turco Após Mudanças Regulatórias

O cenário do comércio eletrônico na Turquia está passando por uma transformação significativa com a retirada parcial das gigantes chinesas Temu e Shein, impulsionada por novas medidas fiscais e regulatórias. Essa mudança promete reequilibrar a competição e direcionar um volume de negócios estimado em US$ 1,5 bilhão para marketplaces domésticos, embora haja preocupações sobre potenciais efeitos inflacionários.

O Impacto da Retirada

As plataformas chinesas Temu e Shein, conhecidas por suas estratégias de preços agressivos e rápido crescimento, reduziram drasticamente suas operações transfronteiriças na Turquia. A Shein suspendeu temporariamente suas vendas no país, enquanto a Temu encerrou as entregas internacionais, focando agora apenas em produtos de fornecedores locais. Essa decisão é vista como um “reequilíbrio da concorrência” por alguns, mas outros alertam para o fim da era das compras de baixo custo para muitos consumidores, especialmente os mais jovens e com orçamento limitado.

Seyhun Özkara, membro do conselho de comércio eletrônico da União das Câmaras e Bolsas de Mercadorias da Turquia (TOBB), destacou as consequências mistas. “Importadores de produtos de baixo custo agora venderão através de plataformas domésticas. No entanto, alguns aumentos de preços são prováveis, pois o desaparecimento da concorrência direta de preços cria espaço para margens mais altas, o que pode ter efeitos inflacionários”, explicou.

Mudanças Regulatórias Detalhadas

As novas regulamentações que levaram a essa mudança começaram a ser implementadas em 21 de agosto de 2024, com a redução da isenção de impostos para compras individuais do exterior de 150 euros para 30 euros. Em 27 de dezembro de 2024, os custos de envio foram incluídos nesse limite de 30 euros. Finalmente, em 7 de janeiro de 2026, um decreto publicado no Diário Oficial aboliu completamente as isenções de compras duty-free, com efeito a partir de 6 de fevereiro de 2026.

A decisão da Temu de limitar suas vendas a produtos de armazéns locais ocorre em meio a um escrutínio crescente sobre as operações de comércio eletrônico transfronteiriço na Turquia. Em 21 de janeiro, a Autoridade de Concorrência turca realizou uma inspeção em seu escritório na Turquia. A autoridade afirmou que a ação fazia parte de uma revisão preliminar de rotina e não constituía o lançamento de uma investigação formal. Houve relatos conflitantes sobre a apreensão de equipamentos digitais durante a inspeção, com a Autoridade de Concorrência negando a confiscação, enquanto um porta-voz da Temu informou que laptops e computadores foram levados.

Projeções de Mercado

De acordo com Özkara, o volume de transações da Temu na Turquia atingiu 43 bilhões de liras turcas em 2024 e aumentou 40% para 60 bilhões de liras em 2025. Com as novas restrições, espera-se que cerca de US$ 1,5 bilhão em vendas sejam transferidos para empresas que importam e vendem através de plataformas locais, enquanto a demanda por alternativas domésticas também pode aumentar. Observadores da indústria sugerem que a combinação de custos de importação mais altos e fiscalização mais rigorosa pode levar outras plataformas estrangeiras a reconsiderar seus envios diretos ao consumidor para a Turquia.

Fontes

  • Temu, Shein retreat alters Turkish e-commerce market – Hürriyet Daily News.
  • Chinese e-commerce platform Temu halts overseas orders for Turkey – Turkish Minute.

IA e automação impulsionam empresas no digital: o que isso significa para marcas no Brasil?

No horizonte de 2025, o mercado mundial de marketing vive uma reviravolta. Segundo projeções atualizadas da WPP Media, os gastos globais em publicidade devem crescer 8,8% neste ano, alcançando cerca de US$ 1,14 trilhão, número revisado para cima após um período de incertezas macroeconômicas e graças em grande parte ao impulso dado por ferramentas de inteligência artificial e pela aceleração da mídia digital. Paralelamente, o relatório da agência global Dentsu indica crescimento de 7,9% nos investimentos em publicidade digital em 2025, com esse mercado devendo representar cerca de 68,4% do total mundial. 

Nesse contexto, surge uma oportunidade clara para empresas que dominam automação, CRM e mensagens: ao combinar dados, tecnologia e IA, essas organizações podem disputar não apenas volume de verba publicitária, mas eficiência e escala com muito mais assertividade.

Quem enxerga essa tendência de perto é Luiz Santos, fundador da Unnichat, plataforma de CRM e automações via API oficial do WhatsApp. Com vasta experiência em marketing digital, lançamentos e automação de conversas, ele observa como a automação inteligente pode tornar investimentos de marketing mais eficientes e competitivos. Para Luiz, “às vezes o sucesso não está no quanto você gasta em mídia, mas em como você conversa com quem importa, com dados, contexto e personalização, com economia e escala”.

A ascensão dos gastos com publicidade digital global reflete uma transformação estrutural: o marketing está migrando de modelos de massa e interrupção para modelos orientados por dados e contexto. Plataformas digitais, redes sociais, buscadores, apps de mensagem, concentram o tráfego e exibem performance cada vez maior. Com isso, a automação e a IA tornam-se aliadas essenciais para interpretar dados, segmentar públicos, converter leads e gerar relacionamento contínuo.

A IA não se limita à veiculação de anúncios: ela permite automações sofisticadas, personalização em escala, unificação de dados próprios (first‑party data) e mensuração precisa de resultados. Conforme um relatório da consultoria local citado pela PwC, empresas que incorporam IA de modo estratégico podem obter ganhos de produtividade entre 20% e 30%, além de acelerar o tempo de entrada no mercado e aumentar a receita. 

Para marcas no Brasil, muitas vezes com orçamentos menores que grandes corporações, essa combinação de automação + dados + IA representa uma chance de competir em pé de igualdade, com estruturas mais enxutas e maior agilidade.

Com o boom do marketing digital, o desafio deixou de ser apenas “fazer barulho” e passou a ser “ser relevante”. Nesse contexto, o CRM 3.0, isto é, a gestão de clientes apoiada em dados próprios, automação e IA, emerge como diferencial competitivo. Ele permite acompanhar toda a jornada do cliente: da origem do lead, passando por interações, até conversão e pós-venda, com comunicação personalizada e orquestrada.

Automatizações via canais de mensagem e integração com CRM trazem vantagens como: conversas 1:1 em escala, segmentação precisa, persistência do relacionamento, agilidade na resposta, nutrição e reativação de leads, tudo com dados que pertencem à marca. Como observa o especialista em marketing digital: “Com automação bem estruturada, você transforma o lead em relacionamento, e não em estatística. Isso muda a lógica da conversão.”

Além disso, em um mercado onde a concorrência por atenção cresce, a capacidade de acelerar processos e personalizar comunicação pode ser o divisor de águas entre ser só mais um e se destacar.

Para empresas brasileiras, algumas recomendações são cruciais:

  • Investir em tecnologia e automação, preferencialmente com soluções que lidam diretamente com dados próprios e API oficial.
  • Mapear a jornada do cliente, segmentar públicos e construir fluxos personalizados em CRM + automação.
  • Usar a IA como aliada, mas sempre com governança clara, dados limpos, consentimento e transparência.
  • Mensurar resultados com métricas além de cliques, considerar conversão, retenção, engajamento e valor por cliente.
  • Combinar mídias pagas, automação e relacionamento contínuo para maximizar eficiência com menor custo.

Para Luiz Santos, essa é a grande virada: “Hoje, a disputa não é por quem compra mais mídia, mas por quem converte melhor com menos ruído. A automação bem aplicada dá essa vantagem competitiva a quem se prepara,” conclui.

Duo&Co Investe na Wave Commerce para Turbinar E-commerce e Marketplaces

O Grupo Duo&Co anunciou a aquisição de 20% da Wave Commerce, uma movimentação estratégica que visa fortalecer sua atuação nos setores de e-commerce, marketplace e publicidade digital para lojas virtuais. A parceria projeta um crescimento significativo para ambas as empresas, com a Wave visando R$ 15 milhões em faturamento em dois anos e a Duo&Co com a meta de R$ 100 milhões em 2026.

Fortalecendo o Ecossistema Digital

A união das duas companhias responde a uma demanda crescente do mercado por soluções integradas. Marcas digitais buscam cada vez mais modelos de negócios completos, com uma visão unificada de crescimento e capacidade de execução, em vez de abordagens fragmentadas com múltiplos fornecedores. Para os clientes, isso se traduz em acesso a um ecossistema qualificado de verticais, com equipes especializadas e uma entrega preparada para escalar de forma consistente.

Visão Estratégica e Integração de Serviços

João Brognoli, CEO e fundador da Duo&Co, destacou que a entrada da Wave aprimora a capacidade de execução do grupo em áreas cruciais para marcas digitais. “A Wave soma profundidade e velocidade na nossa vertical de e-commerce, marketplace e apps. Quando você conecta especialistas, método e estrutura, o cliente ganha clareza de rota e performance com consistência. Este movimento nos aproxima da nossa visão de uma entrega realmente completa.”

A integração amplia o portfólio de serviços combinados, que agora inclui desenvolvimento de e-commerce e aplicativos, CRM, mídias sociais, SEO, branding, performance, operação em marketplace, ASO, design e CRO. As equipes já colaboram em mais de seis clientes, o que deve acelerar a criação de ofertas integradas e novas oportunidades de crescimento.

Impacto e Alcance da Wave Commerce

Jonathan Cardoso, que continua liderando a Wave Commerce, vê a aquisição como um passo fundamental para expandir o alcance e a consistência da entrega. “A Wave sempre teve um compromisso muito claro com resultado, mas sem abrir mão de credibilidade e responsabilidade. Com a Duo&Co, ganhamos ainda mais força para conectar competências, acelerar projetos e oferecer uma solução mais completa para marcas que querem crescer com maturidade em e-commerce, marketplace e apps.”

Fundada em 2017, a Wave atende médias e grandes empresas em 10 países, com clientes como Amazon, Claro, Fini, Arezzo&Co, Friopeças, Termolar e Grêmio. A empresa possui reconhecimentos como GPTW e premiações no universo de e-commerce e performance, além de parcerias com plataformas como VTEX, Shopify e Nuvemshop.

Perspectivas do Mercado

O e-commerce brasileiro continua em expansão, com projeções da ABComm indicando um faturamento de R$ 234,9 bilhões para o final de 2025. Esse cenário reforça a importância de modelos operacionais integrados e a busca por soluções que ofereçam uma visão completa do negócio digital.

A Latitud Partners atuou como assessor financeiro exclusivo nesta transação.

Fontes

  • Grupo Duo&Co adquire participação na Wave para ampliar atuação em e-commerce, marketplace e apps, TI INSIDE Online.