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Dia do Consumidor reforça disputa entre experiência rapidez e presença digital nas decisões de compra

O Dia do Consumidor, celebrado em 15 de março, ganhou força no calendário do varejo brasileiro e se consolidou como uma das principais datas promocionais do primeiro semestre. O movimento ocorre em um momento de mudança no comportamento de compra. Levantamento da PwC, na pesquisa Global Consumer Insights Pulse 2023, aponta que 32% dos consumidores deixam de comprar de uma marca após uma única experiência negativa.

Já o relatório State of the Connected Customer, da Salesforce, mostra que 88% consideram a experiência oferecida tão importante quanto o produto ou serviço. Para Rafael Somera, especialista em comportamento do consumidor e CEO da Solutudo, plataforma que conecta consumidores a negócios locais, a data evidencia que o processo de decisão deixou de ser guiado apenas por preço. “O consumidor compara mais, pesquisa mais e espera resposta rápida. A empresa que demora para atender ou não aparece nos canais de busca simplesmente sai da disputa”, afirma.

Nos últimos anos, a data passou a mobilizar diferentes setores da economia. No mercado de beleza, clínicas e salões ampliam pacotes promocionais e experiências personalizadas para atrair novos clientes. No setor de alimentação, restaurantes e redes de delivery apostam em combos e ofertas limitadas para estimular volume de pedidos. Já no segmento de tecnologia, varejistas e marketplaces utilizam a data para antecipar liquidações de eletrônicos e serviços digitais.

A transformação do comportamento do consumidor é um dos fatores que explicam essa movimentação. Pesquisas do Google indicam que 93% das pessoas pesquisam online antes de realizar uma compra e transitam, em média, por três a seis canais diferentes até tomar uma decisão. Buscadores, redes sociais, avaliações online e aplicativos de mensagem passaram a integrar a jornada de consumo. “O cliente não depende mais de um único canal para decidir. Ele descobre uma empresa em um lugar, verifica reputação em outro e entra em contato por um terceiro”, explica Somera.

Essa dinâmica também revela outro fenômeno que ganha força nas datas promocionais: a redução da fidelidade às marcas. Mais de dois terços dos consumidores afirmam que mudam de marca quando encontram melhor experiência ou atendimento. 

O preço continua sendo relevante, mas a forma como a empresa responde e se relaciona com o cliente passou a influenciar diretamente na decisão final. “O desconto chama atenção, mas é a experiência que sustenta a relação. Quando a interação é ruim ou demorada, o consumidor simplesmente migra para outra opção”, afirma.

A velocidade de atendimento, segundo especialistas, tornou-se um dos principais fatores de conversão nas vendas digitais e presenciais. “Os  consumidores consideram essencial receber retorno imediato quando fazem uma pergunta comercial, e uma parcela significativa espera resposta em até dez minutos”, alerta o especialista. 

Para pequenos negócios, essa mudança no comportamento também abre oportunidades de competir com grandes redes varejistas. Enquanto grandes empresas apostam em volume e escala de descontos, os negócios locais conseguem diferenciar a experiência por meio de proximidade, atendimento personalizado e rapidez na resposta. “Pequenas empresas têm uma vantagem importante que é a agilidade. Muitas vezes conseguem responder mais rápido e oferecer uma experiência mais humana do que grandes estruturas”, diz.

A presença digital consistente também se tornou decisiva nesse contexto. Estudo da BrightLocal mostra que 99% dos consumidores consultam avaliações online em algum momento da jornada de compra. Informações atualizadas, respostas a comentários e conteúdo recente funcionam como sinais de credibilidade para quem pesquisa serviços ou produtos.

O fundador da Solutudo afirma que a visibilidade nos canais de busca e contato é hoje um fator estratégico para a sobrevivência das empresas. “Se a empresa não aparece quando o consumidor pesquisa, ela deixa de ser considerada. A decisão acontece antes mesmo do primeiro contato”, afirma.

Nesse ambiente de concorrência ampliada, o Dia do Consumidor se consolida como um termômetro do varejo contemporâneo. A data não mede apenas o volume de vendas, mas revela como empresas estão estruturando presença digital, atendimento e experiência para acompanhar um consumidor mais conectado, mais exigente e cada vez menos fiel às marcas. “Hoje a disputa não é apenas por preço. É por atenção, confiança e rapidez”, conclui.

Programa de assinaturas da Giuliana Flores prevê crescimento de 40% em 2026

O modelo de assinaturas se consolidou como uma das principais apostas de crescimento da Giuliana Flores. O Clube da Giu, que leva arranjos e experiências florais recorrentes para a casa dos consumidores, projeta expansão de 40% em 2026, após acumular cerca de 3 mil assinantes desde o início das operações, em 2023. A iniciativa se firmou como pilar de relacionamento ao transformar a compra em um ritual e atrair principalmente mulheres millenials e da geração Z, com idades entre 28 e 45 anos, das classes média e média-alta, já habituadas ao e-commerce e a modelos de compra recorrentes. Trata-se de um público digital, orientado à conveniência, que valoriza praticidade sem abrir mão de experiência e significado, com interesse em bem-estar, decoração, rituais para o lar e presentes que reforcem vínculos afetivos. 

Os kits incluem espécies cuidadosamente escolhidas de acordo com o mood do mês, acompanhadas por um vaso exclusivo com o logo da marca (presente nas opções semanais, quinzenais e na primeira entrega), além de sachê perfumado, flowerfood que é um supernutriente que prolonga a vida das plantas e uma playlist especial no Spotify, criada para embalar o momento com trilhas sonoras selecionadas. Tudo isso vem em um embrulho caprichado, que traz também dicas, conteúdos exclusivos e informações sobre a inspiração daquele mês. As assinaturas podem ser feitas com frequência semanal, quinzenal ou mensal. 

Para fevereiro, o Clube da Giu aposta na temática “Carnaval de Todos os Cantos”, inspirada na diversidade cultural brasileira, com arranjos que exploram cores vibrantes, movimento e a energia festiva típica da data, reforçando a proposta de conexão emocional por meio das flores. Entre as novidades do programa estão a inclusão de orquídeas no portfólio e a modalidade Assinatura Presente, que permite programar buquês personalizados para datas especiais, como aniversários e celebrações de relacionamento, com entregas recorrentes planejadas. Mais informações sobre os planos e edições podem ser consultadas no site do Clube da Giu. 

Hoje, o Clube da Giu está presente na capital paulista e em diversas cidades da Grande São Paulo, do interior e do litoral, ampliando sua capilaridade no estado. O serviço atende atualmente os municípios de Barueri, Cajamar, Campinas, Carapicuíba, Cotia, Cubatão, Diadema, Embu das Artes, Guarujá, Guarulhos, Itapecerica da Serra, Itapevi, Jandira, Jundiaí, Mairinque, Mauá, Mogi das Cruzes, Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Praia Grande, Santos, Santana de Parnaíba, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, São José dos Campos, São Paulo, São Roque, São Vicente, Sorocaba, Taboão da Serra e Vargem Grande Paulista. 

“Criamos o clube de assinaturas para transformar a compra de flores em um ritual recorrente de afeto e conexão. Mais do que receber um arranjo, o assinante vivencia uma experiência completa, com temática, conteúdos exclusivos e benefícios que fortalecem o vínculo com a marca e ampliam a frequência de contato. Para 2026, a expectativa é manter um crescimento acelerado, com a expansão da base de assinantes, novas experiências, e parcerias estratégicas, consolidando o clube como um dos principais motores de fidelização da nossa empresa”, compartilha Clóvis Souza, CEO da Giuliana Flores.

Cuponomia reúne cupons e cashback de até 65% para o Dia do Consumidor

Com o Dia do Consumidor se aproximando, celebrado em 15 de março, empresas do varejo online intensificam as campanhas promocionais para atrair clientes. Entre as estratégias mais usadas estão os cupons de desconto e o cashback, modelo que devolve ao consumidor parte do valor gasto na compra.

Para a data, o Cuponomia reuniu em uma página especial ofertas de marcas parceiras que incluem cupons e percentuais de cashback em diferentes categorias do comércio eletrônico. Entre os destaques estão campanhas que chegam a até 65% de cashback em serviços de tecnologia e segurança digital.

O consumidor também encontra ofertas em grandes varejistas e marketplaces, com percentuais de cashback que chegam a até 12% em lojas como Casas Bahia e até 10% em plataformas como Magalu e em marcas de beleza como O Boticário. A página reúne ainda promoções em outros segmentos do e-commerce, como alimentos, farmácia e turismo, com marcas como Natura, Mundo Danone, Pilão, Drogaria São Paulo e a rede hoteleira Accor.

Para Ivan Zeredo, diretor de marketing do Cuponomia, a data vem ganhando espaço no calendário do varejo digital brasileiro e tem sido cada vez mais utilizada pelas marcas como oportunidade para impulsionar vendas. “O Dia do Consumidor tem se consolidado como um momento importante para o e-commerce. Muitas empresas aproveitam o período para lançar campanhas com cupons e cashback e estimular compras em um momento fora das grandes datas promocionais do calendário”, afirma Zeredo.

Segundo o executivo, a possibilidade de combinar diferentes benefícios também tem contribuído para o interesse dos consumidores nas campanhas. “Quando o consumidor consegue usar um cupom e ainda receber parte do valor da compra de volta por meio do cashback, o potencial de economia aumenta. Por isso, essas ofertas acabam atraindo quem já tem o hábito de pesquisar preços antes de finalizar uma compra”, reforça Ivan. Vale ressaltar que, para aproveitar os benefícios, o consumidor deve ficar atento ao prazo de validade dos cupons e das campanhas de cashback, além das regras específicas de cada oferta.

Hackers usam domínios de governos brasileiros para espalhar malware, aponta relatório

Novo relatório da empresa de cibersegurança ZenoX, do Grupo Dfense, identificou uma campanha de malware que utiliza domínios de governos brasileiros, legítimos e falsificados, para enganar usuários e roubar dados sensíveis. A investigação também aponta indícios de ligação com o grupo hacker Plump Spider, conhecido por operações de fraude digital direcionadas ao Brasil.

De acordo com o estudo, os operadores da campanha exploraram infraestruturas públicas confiáveis para hospedar ou redirecionar arquivos maliciosos. A estratégia aumenta as chances de sucesso dos ataques, já que domínios governamentais costumam ser considerados seguros por usuários e por diversas soluções de segurança digital. 

Entre os casos analisados, os pesquisadores identificaram o uso de um subdomínio legítimo do governo de Goiás para distribuir um executável malicioso chamado “Certificado_PCAP.exe”, baixado automaticamente quando a vítima acessa determinados links. Os criminosos também criaram páginas falsas que simulam serviços públicos, incluindo URLs que imitam sites oficiais do governo do Amapá, apesar de estarem hospedadas em servidores controlados pelos próprios atacantes.

Segundo Gabriel Paiva, CEO do Grupo Dfense, o cenário reflete uma evolução nas operações de fraude digital. “Estamos vendo campanhas cada vez mais estruturadas, que combinam engenharia social, infraestrutura distribuída e malware especializado para roubo de credenciais. O Brasil permanece como um dos principais alvos dessas operações.”

Como funciona o ataque

Conforme o relatório, o ataque opera por meio de uma cadeia de infecção em múltiplas etapas. O processo começa geralmente com links maliciosos enviados por e-mail ou inseridos em páginas comprometidas, que redirecionam o usuário para um endereço aparentemente confiável.

Ao acessar esse endereço, o sistema da vítima inicia automaticamente o download de um arquivo executável. O arquivo contém um infostealer desenvolvido em Delphi, linguagem frequentemente utilizada na criação de trojans voltados ao roubo de dados financeiros.

Depois de instalado, o malware coleta credenciais armazenadas em navegadores, captura cookies de sessão e tokens de autenticação e acessa arquivos do sistema. Essas informações são então enviadas para servidores controlados pelos criminosos.

Para evitar detecção, os dados roubados podem ser transmitidos por meio de serviços legítimos da internet, utilizados como infraestrutura de comando e controle (C2). Em alguns casos analisados, o envio ocorreu por meio da plataforma Webhook.site, normalmente usada para testes de aplicações web.

Malware se disfarça de software legítimo

Os especialistas também identificaram o uso de sideloading em aplicações baseadas em Electron, técnica que permite executar código malicioso dentro de programas aparentemente legítimos. Em um dos casos analisados, o malware foi incorporado a uma aplicação que se apresentava como BoostNote, um software real de anotações colaborativas.

Enquanto a interface visível funcionava normalmente, o código malicioso operava em segundo plano coletando informações do sistema. O malware também estabelece comunicação periódica com servidores controlados pelos atacantes, aproximadamente a cada 120 segundos,  para enviar dados roubados ou receber novas instruções.

Risco crescente exige defesa ativa

De acordo com o executivo, o aumento da sofisticação dessas campanhas exige que instituições públicas e privadas elevem seu nível de maturidade em segurança digital, especialmente diante de ataques que exploram infraestruturas consideradas confiáveis.

Entre as medidas recomendadas estão:

  • autenticação multifator resistente a phishing (FIDO2 ou WebAuthn);
  • soluções de detecção comportamental em endpoints (EDR);
  • políticas de segurança de conteúdo para impedir a execução de scripts maliciosos;
  • monitoramento contínuo de inteligência de ameaças.

Consumidores devem antecipar compras para o Dia do Consumidor e priorizar canais online, aponta pesquisa

Uma pesquisa conduzida pelo Méliuz, com 95% de confiabilidade e 5% de margem de erro, indica que o Dia do Consumidor, que acontece no próximo dia 15, segue ganhando relevância no calendário promocional brasileiro, com intenção de compra elevada e forte protagonismo do ambiente digital. Segundo o levantamento, 76,2% dos consumidores pretendem aproveitar as ofertas da data, enquanto outros 35% ainda estão em fase de decisão sobre realizar compras em março. O cenário amplia o potencial de influência das marcas no período, que para o varejo já se estende por vários dias e passou a ser conhecido como Semana do Consumidor.

A familiaridade com a data também avança: 63,8% afirmam já conhecer o Dia do Consumidor. Entre os que planejam comprar, 57,1% farão isso pela primeira vez, sinalizando renovação da base de participação e expansão do alcance do evento.

A jornada de compra tende a começar antes do dia 15. Mais da metade dos entrevistados (54,1%) considera iniciar as compras antes da Semana do Consumidor, enquanto 1 a cada 7 pessoas demonstra interesse em promoções após a data, reforçando que o período promocional já se estende para além de um único dia.

O digital se mantém como principal canal: 76,2% pretendem comprar online, seja de forma exclusiva ou combinada com lojas físicas. O preço promocional aparece como principal fator decisivo (37,8%), seguido por frete grátis (24%) e cashback (22%), evidenciando um consumidor mais atento à composição de valor da oferta. Em termos de gasto, 48% indicam intenção de desembolsar acima de R$300, demonstrando que a data movimenta compras planejadas, além das aquisições por oportunidade.

O interesse também se reflete no varejo alimentar e farmacêutico: 85,6% pretendem buscar promoções em supermercados e farmácias, e 82% afirmam que devem acompanhar ofertas vinculadas a benefícios, como o cashback em notas fiscais, ao longo da Semana do Consumidor.

Diante desse cenário, a expectativa é de que o período seja marcado não apenas por descontos diretos, mas também pela ampliação de incentivos financeiros adicionais. Durante todo o mês de março, o app do Méliuz vai concentrar ofertas em diferentes categorias, com até 26% de cashback durante a campanha, reforçando a busca do consumidor por economia real ao longo da jornada de compra.

Como o Méliuz funciona

Para ganhar cashback com o Méliuz, o consumidor precisa se cadastrar gratuitamente no site ou no aplicativo. Para fazer compras online, basta escolher a loja de sua preferência, clicar em ‘Ativar Cashback’ e fazer a compra normalmente no site da loja, na aba que será aberta automaticamente, escolhendo a forma de pagamento que preferir. Também é possível ganhar cashback nas compras feitas em lojas físicas, enviando notas fiscais no aplicativo do Méliuz

Após a confirmação da compra, o cashback é creditado no extrato do Méliuz e, ao completar R$ 20 de saldo disponível, o consumidor pode transferir na hora o valor para sua conta digital no Méliuz e usar o dinheiro como quiser – transferir via Pix, pagar boletos e muito mais.

Social selling: quando a venda tradicional encontra as redes sociais

Desde que a sociedade existe, vender nunca foi apenas transacionar, foi antes de tudo, conversar, onde o vendedor que batia de porta em porta, o balconista que conhecia o cliente pelo nome, o comerciante do bairro entendia a dor antes de oferecer o produto: todos eles vendiam porque criavam relações. A conversa sempre foi o caminho para explicar valor, mostrar benefícios e entender uma necessidade real.

O que mudou não foi o princípio da venda, mas o lugar onde ela acontece

Hoje, uma boa parte dessa conversa migrou para as redes sociais. É aí que entra o social selling, não como uma moda, mas como a evolução natural da forma como marcas e pessoas se relacionam.

Diferente do modelo tradicional de vendas, o social selling nasce dentro do atendimento, que acontece quando alguém entra em contato para elogiar um produto, tirar uma dúvida, reclamar, pedir uma atualização ou fazer uma sugestão. Em geral, esse canal dentro das redes sociais é visto apenas como um espaço de resolução de problemas, mas foi exatamente ao olhar com mais profundidade para essas conversas que ficou claro que ali existe uma oportunidade legítima de venda.

Imagine um consumidor que entra em contato dizendo que sua geladeira quebrou, que o modelo é antigo e que não encontra mais peças no mercado. Isso não é apenas um problema a ser encerrado com um protocolo, é uma chance concreta de oferecer uma solução melhor, talvez um cupom de desconto, um upgrade, um novo produto que resolva aquela dor. E muitas vezes, a venda se concretiza ali mesmo, dentro da conversa na rede social.

Esse entendimento muda completamente a dinâmica das equipes de atendimento, já que o profissional que antes tinha como único objetivo resolver demandas passa a ter um novo papel: o de vendedor consultivo. Alguém que escuta, interpreta o contexto, entende o momento do consumidor e a partir disso, oferece algo que faça sentido. Não é empurrar produto, é gerar valor no momento certo.

A conversão através da conversa é, para mim, uma das transformações mais interessantes desse modelo, especialmente porque ela acontece em um canal que historicamente sempre foi associado a problemas. Encontrar oportunidades de venda justamente ali exige maturidade, empatia e inteligência tanto humana quanto tecnológica.

Nesse cenário, a inteligência artificial tem um papel estratégico

O primeiro passo já está acontecendo, que é usar IA para analisar o que é dito nas redes sociais e identificar com mais precisão os casos com potencial de venda. Isso significa mapear padrões, intenções, sinais de compra e momentos de oportunidade. É a base para automatizar parte desse processo no futuro.

Hoje, a IA atua como um copiloto, apoiando o time humano, aponta oportunidades, ajuda a priorizar atendimentos e indica onde há maior probabilidade de conversão. Em um futuro próximo, esse copiloto será cada vez mais sofisticado, sugerindo inclusive qual produto faz mais sentido oferecer para cada pessoa, naquele contexto específico.

Se olharmos um pouco mais adiante, é inevitável imaginar agentes de venda baseados em IA atuando diretamente nesses canais, primeiro em colaboração com humanos, e depois conduzindo conversas e vendas de forma autônoma. Esse caminho segue uma lógica: a IA começa analítica, evolui para preditiva e em um terceiro estágio, se torna prescritiva, interagindo diretamente com o consumidor.

Isso não elimina o fator humano, pelo contrário, reforça a importância de desenhar experiências de venda mais inteligentes, éticas e centradas na necessidade real do cliente.

É importante esclarecer um ponto que costuma gerar confusão: Social selling não é social commerce

Social commerce é quando a rede social já nasce como um ambiente de venda direta, com vitrines, carrinhos e checkouts integrados. O social selling é outra coisa, é a venda que acontece dentro da conversa de atendimento, mediada por pessoas, contexto e relacionamento.

Ainda existe um espaço enorme para crescimento nesse mercado, já que muitas empresas continuam enxergando as redes sociais apenas como um SAC ampliado ou como um canal de marketing. Enquanto isso, deixam passar oportunidades valiosas de transformar interação em relacionamento e relacionamento em receita.

No fim das contas, o social selling não é sobre tecnologia, IA ou canais digitais, é sobre resgatar algo que sempre esteve no centro da venda: a conversa certa, no momento certo, com a solução certa. A diferença é que agora essa conversa acontece em escala e com muito mais inteligência envolvida.

Bruno Alves é executivo de tecnologia com 30 anos de experiência, atuando na Plusoft como vice-presidente desde 2020 e liderando iniciativas que conectam estratégia de clientes, dados, IA e experiência do consumidor. Tem histórico de direção executiva na iCustomer (Plusoft) e foco em evolução de CRM inteligente, automação de marketing e jornadas digitaisorientadas por dados.

Saúde, varejo e TI lideram a presença de CEO mulheres

O Great Place To Work®, principal referência mundial em cultura organizacional, lança o estudo “Mulheres na Liderança” que revela panorama sobre a presença feminina em diferentes setores econômicos. O setor de saúde lidera em participação feminina em posições de liderança no quadro geral com 63% e também apresenta o maior percentual de mulheres CEOs (19%). Na outra ponta, o agronegócio registrou, em 2025, a menor representatividade feminina no quadro geral (23%) e o menor percentual de mulheres CEOs (9%), no entanto, foi o setor que mais avançou na participação de mulheres em cargos de alta liderança, saindo de 14% em 2022 para 24% em 2025.

O setor de tecnologia da informação ocupa a segunda posição em mulheres como CEOs, passando de 7% em 2022 para 16% em 2025. No entanto, foi o segmento que registrou a maior queda na participação feminina no quadro geral, recuando de 43% em 2022 para 39% em 2025, apesar de leve recuperação em relação a 2024, quando o índice era de 38%.

indústria apresentou, em 2025, a menor participação de mulheres em cargos de alta liderança (21%), embora o número de mulheres na empresa, de forma geral, tenha aumentado de 27% em 2022 para 31%, em 2025. O varejo lidera o indicador, com 28% de mulheres na alta liderança. Já o ranking de instituições financeiras registrou a maior queda na presença feminina na alta liderança, passando de 48% em 2022 para 27% em 2025.

Em relação à média liderança, o setor de tecnologia registrou crescimento expressivo da participação feminina, passando de 13% em 2022 para 37% em 2025. Já o varejo instituições financeiras apresentaram as maiores quedas nesse nível hierárquico, com recuo de cinco pontos percentuais cada.

“A ascensão de mulheres à liderança está diretamente ligada à cultura organizacional. Empresas que promovem flexibilidade, ampliam licenças parentais e envolvem lideranças masculinas nas discussões de gênero criam um ambiente mais favorável para que elas avancem na carreira. Embora alguns setores apresentem crescimento na alta liderança, a baixa representatividade feminina no quadro geral ainda revela um desafio estrutural: é preciso ampliar o acesso e garantir a permanência desde a base para formar um pipeline consistente de lideranças”, destaca Daniela Diniz, diretora de comunicação e relações institucionais do GPTW.

As Melhores Empresas para Trabalhar costumam se destacar por práticas estruturadas voltadas à equidade e à ascensão de mulheres em cargos de liderança. “O que observamos é que, nas organizações mais maduras, a equidade deixou de ser apenas uma agenda reputacional e passou a integrar a estratégia do negócio”, completa a executiva.

Metodologia

O estudo Mulheres na Liderança foi feito a partir da análise dos dados demográficos dos rankings setoriais das melhores empresas para trabalhar entre 2022 e 2025.

Dia do consumidor: Como antecipar tendências e se destacar no mercado

Com a digitalização da sociedade, os consumidores que antes estavam limitados a comprar em ambientes físicos agora dispõem de ferramentas digitais que facilitam a procura por produtos e serviços. Essa mudança de comportamento possibilitou que as marcas alcançassem novos públicos e, consequentemente, precisassem ampliar a quantidade de soluções disponíveis para venda. Nesse contexto, a evolução tecnológica surge como resposta para viabilizar a hiperprodução. De acordo com a 4ª edição da pesquisa da Bain & Company sobre a adoção da IA generativa, as empresas que implementam essa tecnologia têm registrado  um aumento de 14% na produtividade e um crescimento de 9% nos resultados financeiros.

Diante desse cenário, vemos que o aumento da procura  levou a um mercado mais acirrado entre os concorrentes. Para Gustavo Caetano, CEO  e fundador da Sambatech, especialista em desenvolver soluções digitais inteligentes e eficazes com foco em Inteligência Artificial, para se destacar entre tantas empresas, a antecipação de tendências se torna peça-chave nesse processo. “Os agentes de IA são ferramentas capazes de coletar e analisar grandes volumes de dados, como o tipo de roupa mais procurado no momento ou as ofertas que fazem o consumidor ficar mais tempo dentro do site. Com esses insights, as marcas adaptam o espaço digital conforme as novas tendências antes mesmo do consumidor perceber a mudança do seu comportamento”, afirma o executivo.

Outra mudança impulsionada pela tecnologia é que a fronteira entre o físico e o digital se tornou cada vez mais tênue. No estudo E-commerce Trends 2026, realizado pela Octadesk em parceria com o Opinion Box, 86% dos respondentes afirmam já ter pesquisado em uma loja física e comprado online, enquanto 71% fizeram o caminho inverso.  “O consumidor já não separa mais o online do offline. Para ele, tudo faz parte de uma única jornada. Por isso, as estratégias precisam ser pensadas de forma realmente omnicanal e integrada”, afirma Amanda Sobrinho, Gerente Comercial da Unlimitail, joint venture entre o Grupo Carrefour e o Grupo Publicis, criada para atender ao crescente mercado de Retail Media na Europa e na América Latina.“Com Retail Media, conseguimos transformar dados em inteligência para conectar todos os pontos dessa jornada. Identificamos, por exemplo, quais produtos estão sendo mais pesquisados no ambiente digital e usamos essas informações para orientar ativações e posicionamento estratégico no ponto de venda. Quando dados, mídia e experiência de compra trabalham juntos, conseguimos antecipar a intenção do consumidor e influenciar a decisão de compra de forma muito mais eficiente”, complementa Amanda.

Com essa presença crescente no ambiente cibernético, se destacar é também antecipar os riscos. Segundo o Relatório de Ameaças de Dados da Thales de 2026, conduzido pela S&P Global 451 Research, apenas 34% das organizações sabem onde os seus dados estão armazenados. Para Paulo Lima, CEO da Skynova, empresa destaque em serviços de e-mail corporativo, cloud computing e segurança digital,  a nuvem deve ter a IA no centro do seu desenvolvimento para conseguir rastrear as transações e identificar anomalias em tempo real. “No Dia do Consumidor, o que diferencia as empresas não é só a experiência de compra, mas a confiança que elas transmitem. Com o volume de dados gerado nas interações digitais, a segurança deixou de ser um tema de TI e passou a ser um ativo de negócio. Usamos inteligência artificial para identificar padrões e antecipar riscos em tempo real, mas a grande virada está em transformar esses dados em decisões estratégicas e não apenas em alertas técnicos.” , afirma Lima. 

Para Aluísio Cirino, CEO da Alloyal, Loyalty Tech que entrega mais vendas, engajamento e retenção de usuários para empresas por meio de soluções personalizadas de fidelidade, antecipar tendências passa, necessariamente, por estruturar dados e relacionamento de forma estratégica. “No Dia do Consumidor, muitas marcas ainda concentram esforços apenas na conversão imediata. Mas o diferencial competitivo está em transformar picos sazonais em oportunidades de recorrência. Quando a empresa utiliza dados de comportamento para personalizar ofertas, criar jornadas inteligentes e ativar programas de fidelidade integrados aos canais digitais, ela deixa de reagir ao mercado e passa a construir previsibilidade de receita”, afirma o executivo.

Thiago Hortolan, CEO da Tech Rocket,  afirma que antecipar tendências passa por entender rapidamente como o comportamento do consumidor está mudando. “Hoje as empresas têm acesso a uma quantidade enorme de dados sobre preferências, frequência de compra e sensibilidade a preço. O desafio é transformar essas informações em ações práticas. Datas como o Dia do Consumidor são uma boa oportunidade para testar abordagens, observar padrões de compra e ajustar ofertas em tempo real. Quem consegue fazer essa leitura com agilidade entrega experiências mais relevantes e cria uma relação mais consistente com o cliente”.

Focando na construção de relacionamentos entre marcas e público, ouvir o cliente deixou de ser uma boa prática de atendimento para se tornar um insumo estratégico. Para Thiago Leon Marti, Head de Branding, Design e Comunicação da Printi, compreender as reais necessidades do público e converter críticas em aprendizado é um pilar da estratégia centrada no consumidor. “Durante nosso processo de rebranding, recebemos diversos comentários, inclusive críticas. Em vez de ignorar esse feedback, decidimos analisá-lo para entender os motivos. Esse diálogo nos permitiu ajustar rotas, aprimorar produtos e reforçar nossa proposta de valor. O resultado foi um impacto direto nos indicadores de crescimento. No fim, ouvir o consumidor não é apenas responder a mensagens, mas construir soluções que façam sentido para quem está do outro lado”, afirma o executivo.

No Dia do Consumidor, a segurança de dados é o que define a credibilidade de uma marca. Com a ANPD (Agência Nacional de Proteção de Dados)  intensificando a fiscalização do cumprimento da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) em 2026, empresas que não automatizam sua governança ficam expostas a riscos e multas. Para Ricardo Maravalhas, CEO da DPOnet, a privacidade é a base da confiança:“O consumidor atual não compra apenas preço, ele compra segurança. Estar em conformidade com a LGPD e as diretrizes da ANPD não é só evitar sanções, é construir uma reputação sólida. Quando a empresa blinda os dados e combate fraudes, ela ganha a lealdade que nenhuma promoção substitui”, afirma Maravalhas.

ESY lança SOC em parceria com a LevelBlue e eleva o padrão de cibersegurança no Brasil

A ESY anuncia o lançamento do seu novo Security Operations Center (SOC), desenvolvido em parceria com a LevelBlue, referência global em soluções avançadas de cibersegurança. O movimento marca um novo capítulo na estratégia da empresa, consolidando sua atuação como distribuidor de valor agregado e como MSSP (Managed Security Services Provider) de referência no país, agora com uma oferta ainda mais robusta, estratégica e orientada a resultados.

O SOC da ESY nasce com uma proposta clara de entregar proteção contínua, inteligência acionável e resposta rápida em um cenário de ameaças cada vez mais sofisticado. Com monitoramento 24×7, detecção e resposta a incidentes, análise avançada de ameaças e suporte especializado, a operação combina a inteligência global da LevelBlue com a expertise técnica local da ESY, garantindo máxima eficiência na prevenção, identificação e mitigação de riscos cibernéticos.

“A parceria com a LevelBlue representa um avanço estratégico para a ESY e para o mercado brasileiro. Nosso SOC nasce com o compromisso de elevar o nível de maturidade em cibersegurança das empresas, oferecendo monitoramento contínuo, resposta rápida a incidentes e acesso às tecnologias mais avançadas do mercado global”, afirma Iury Cardoso, Head of Cyber Products & Services da ESY.

“A LevelBlue mantém uma parceria estratégica com a ESY no Brasil, posicionando a empresa como seu distribuidor oficial e MSSP de referência no país. Por meio dessa colaboração, a ESY atua como o principal canal para a expansão das soluções de cibersegurança da LevelBlue no mercado brasileiro, combinando expertise técnica local, capacidade de distribuição e um forte ecossistema de parceiros”, afirma Francisco J. Avalos, Channel Sales Manager – LATAM da LevelBlue.

“Como parceiro de referência, a ESY oferece às organizações brasileiras acesso às soluções avançadas de segurança da LevelBlue por meio de serviços gerenciados, suporte especializado e integração com as necessidades específicas do mercado local. Essa aliança fortalece a presença da LevelBlue no Brasil e permite que empresas de diferentes setores elevem seu nível de maturidade em cibersegurança com tecnologias líderes e um parceiro confiável no país”, conclui o executivo.

“O lançamento do nosso SOC em parceria com a LevelBlue reforça nosso posicionamento como um provedor estratégico de serviços gerenciados de segurança. Estamos preparados para apoiar empresas de todos os portes na jornada de transformação digital com proteção contínua, inteligência de ameaças e governança alinhada às melhores práticas internacionais”, complementa Rogério Moraes, CEO da ESY.

Com o novo SOC, a ESY amplia significativamente seu portfólio e se posiciona como protagonista no ecossistema brasileiro de cibersegurança, oferecendo uma estrutura escalável, altamente especializada e preparada para proteger negócios em um ambiente digital cada vez mais crítico e desafiador.

Total Express e Melhor Envio firmam parceria estratégica para impulsionar a logística de pequenas e médias empresas

Total Express, referência em soluções logísticas há mais de 30 anos, e o Melhor Envio, plataforma líder em gestão de fretes, anunciam uma parceria estratégica voltada ao fortalecimento da logística de Pequenas e Médias Empresas (PMEs) no Brasil. A iniciativa entra em vigor em março e amplia o acesso a soluções logísticas integradas, eficientes e competitivas para empreendedores digitais em todo o país.

As pequenas e médias empresas já são protagonistas do comércio eletrônico brasileiro. Estudos recentes indicam que elas lideraram o crescimento do e-commerce em 2025, com avanço de 77%, e representam a maioria absoluta dos vendedores em marketplaces, onde chegam a responder por mais de 50% das vendas online, segundo relatórios da LWSA, Abiacom e dados divulgados por grandes marketplaces.

“Para a Total Express, estar conectada a todo o ecossistema de e-commerce é parte central da nossa estratégia. Hoje, já estamos integrados a mais de 40 plataformas, marketplaces e soluções do mercado, o que nos permite apoiar o crescimento dos lojistas com escala, capilaridade e qualidade de serviço. A parceria com o Melhor Envio reforça esse compromisso de ampliar acesso à logística de alto nível para as PMEs”, afirma Renata Cavalcanti, Head Comercial, da Total Express.

Com a integração, lojistas que utilizam o Melhor Envio passam a contar com a Total Express entre as opções de envio disponíveis na plataforma, podendo comparar prazos, preços e modalidades de entrega de forma centralizada. A parceria conecta os serviços logísticos da maior transportadora privada do e-commerce brasileiro a todos os sellers do Melhor Envio.

“Além de ampliar as opções de frete, essa integração permite ao empreendedor comparar condições e selecionar a alternativa mais adequada para cada pedido, sem necessidade de contrato individual. Essa parceria está alinhada à nossa estratégia de crescimento no segmento de PMEs e vamos avaliar resultados, oportunidades e novas evoluções de nossa plataforma”, afirma Bruno Sá, diretor de Operações do Melhor Envio.

O movimento acompanha a evolução do Melhor Envio, que registrou crescimento de 23%, 2025 comparado a 2024, na demanda por frete entre PMEs online que atuam por meio de plataformas de ecommerce como Bling, Tray e Bagy. As parcerias estratégicas na oferta de players logísticos para os seus clientes desempenharam importante papel nesse incremento. A plataforma intermedia a contratação do frete, reduzindo custos e ampliando a competitividade do empreendedor.

A operação contará com a presença nacional e praticidade dos pontos de coleta e retirada da Total Express, onde o seller fará o envio dos seus pedidos. “Toda a rede de mais de 1.500 pontos da Total Express estará disponível para lojistas e sellers localizados em todas as regiões do Brasil, conectando-os a entregas em 100% do território brasileiro com a qualidade da Total já reconhecida pelo e-commerce”, conclui Greisieli Uesugui, Gerente de Pontos da Total Express.