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Otimização de espaço domina tendência em armazenagem para 2026

Com o mercado de galpões logísticos brasileiro batendo recordes de ocupação em 2025 e a vacância caindo para patamares históricos de 7,3%, o setor entra em 2026 com perspectivas de equilíbrio entre oferta e demanda. Relatórios de consultorias como JLL e Cushman & Wakefield apontam para manutenção de baixa vacância, elevação gradual dos preços de locação e otimização de espaço, impulsionados pelo e-commerce e crescimento nas cadeias de suprimentos.

Projeções indicam entrega de novos estoques moderados, com foco em galpões modernos integrados a robótica e sistemas inteligentes, reduzindo custos operacionais e aumentando a capacidade sem expansão física.

A empresa Delta Industrial, referência paranaense em soluções metálicas para armazenagem como porta-pallets cantilever, flow racks e divisórias, vê nessa tendência uma oportunidade para todo o mercado:

“O boom do setor exige estruturas que suportem automação e sistemas FIFO/FEFO, permitindo ganhos de até 30% na capacidade de estoque. Soluções personalizadas são ideais para centros de distribuição que buscam eficiência em um mercado com oferta restrita”, afirma Jocelito Ribeiro, Diretor da empresa.

Analistas preveem que 2026 consolide a logística como vantagem competitiva, com fundos imobiliários de galpões liderando retornos no mercado. Segundo dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), 88% dos brasileiros on-line compram pela internet ao menos uma vez ao mês e 59% pretendem aumentar a frequência de compras nos próximos 12 meses aumentando o desafio dos layouts de distribuição:

“A tendência é que o mercado de compras online continue pressionando os armazéns e é preciso que os gestores mantenham sua linha de distribuição atualizadas com porta-pallets e flow racks de última geração e personalizados” finaliza Ribeiro.

Brasil sanciona Lei nº 15.325/2026 e oficializa a profissão de influenciador digital; entenda o impacto no mercado

O ano de 2026 marca um ponto de inflexão na economia digital brasileira com a sanção da Lei nº 15.325/2026, que reconhece e regulamenta oficialmente a profissão de influenciador digital. A nova legislação retira a criação de conteúdo da informalidade e estabelece diretrizes para um setor que se tornou a principal aspiração profissional da juventude no país.

Segundo pesquisa da INFLR, 75% dos jovens brasileiros sonham em atuar como criadores de conteúdo. A nova lei chega para estruturar esse desejo coletivo, transformando o que antes era visto como um “caminho improvisado entre posts virais” em uma atividade multimídia regida por responsabilidade jurídica e critérios comerciais claros.

O Fim do Amadorismo

Para Camila Renaux, especialista em marketing digital, a nova legislação provoca uma mudança cultural que transcende o texto jurídico. A era do influenciador amador, que operava sem estratégia ou preocupação com o impacto social, está chegando ao fim.

“A grande virada não está apenas no texto da lei, mas na mudança de mentalidade. A partir de agora, não dá mais para tratar o marketing de influência como algo acessório. Ele passa a exigir planejamento, profissionalismo e responsabilidade real sobre o que é comunicado”, analisa Renaux.

Mudanças nas Relações Comerciais

O impacto imediato será sentido nos departamentos de marketing e agências de publicidade. A previsão é de um mercado mais seletivo:

  • Contratos Rígidos: Acordos verbais ou informais darão lugar a contratos detalhados.
  • Transparência Obrigatória: A sinalização de conteúdo patrocinado deixa de ser uma “boa prática” para se tornar exigência legal básica.
  • Filtro de Qualidade: Marcas tendem a priorizar criadores com reputação sólida e dados estruturados, em detrimento de perfis que possuem apenas números de alcance (métricas de vaidade) mas carecem de profissionalismo.

A especialista alerta que a influência sustentada apenas na informalidade perderá espaço. “Sobrevive quem entende impacto, reputação e responsabilidade”, pontua Renaux.

Impacto Social e o Futuro da Profissão

A regulamentação também desempenha um papel pedagógico. Ao impor limites éticos e profissionais, a lei busca proteger o imaginário de crianças e adolescentes, evitando que a carreira seja construída sobre a precarização ou a ilusão de dinheiro fácil.

O novo cenário não visa limitar a criatividade, mas redefinir as expectativas. O foco do mercado migra do volume de publicações para a consistência e a coerência da mensagem. “O setor entra em uma fase em que visibilidade sozinha já não basta. Influenciar, agora, é — ainda mais — assumir consequências pelo que é produzido e compartilhado”, conclui a especialista.

Previsões cripto para 2026: validação de uma tecnologia revolucionária

Nos últimos anos, líderes de todo o setor cripto estabeleceram as bases técnicas e regulatórias necessárias para a adoção de longo prazo. Em 2026, esse investimento tende a dar retorno, à medida que uma infraestrutura confiável para ativos digitais e a ampliação de casos de uso impulsionam a demanda institucional, levando mais bancos, empresas e provedores a avançarem de projetos-piloto para operações em escala plena.

Essa transição deve se manifestar em quatro áreas-chave: stablecoins, ativos onchain, custódia cripto e automação por meio de inteligência artificial (IA). Cada uma delas contribuirá para uma integração mais profunda da tecnologia blockchain e dos ativos digitais ao sistema financeiro global.

A seguir, apresento os principais pontos de inflexão que, na minha avaliação, vão impulsionar a adoção institucional em 2026, com implicações de longo prazo para a Internet de Valor – uma rede global na qual o dinheiro se move tão rápido e facilmente quanto a informação na internet atual.

Stablecoins: o padrão para liquidação global

Nos próximos cinco anos, as stablecoins devem se integrar plenamente aos sistemas globais de pagamentos — não como uma infraestrutura alternativa, mas como a base fundamental. Essa mudança já está ocorrendo na prática, com gigantes como Visa e Stripe incorporando essas trilhas diretamente aos fluxos tradicionais.

Nos Estados Unidos, a aprovação do Genius Act inaugurou oficialmente a era do dólar digital. Stablecoins altamente compatíveis com a regulação e emitidas nos EUA — incluindo o Ripple USD (RLUSD) — devem se tornar o padrão-ouro para pagamentos globais programáveis, 24 horas por dia, sete dias por semana, além de servir como uma fonte crítica de colateral nos mercados financeiros modernos. Com a recente aprovação condicional do Office of the Comptroller of the Currency (OCC) para a criação do Ripple National Trust Bank, não estamos apenas seguindo as regras, mas estabelecendo um precedente para a conformidade institucional.

Até 2027, é razoável esperar que instituições financeiras passem a explorar o potencial das stablecoins reguladas para a mobilidade de colateral em tempo integral em casos de uso nos mercados de capitais. Embora existam aplicações voltadas ao varejo, o verdadeiro motor de crescimento está no B2B. Estudos mostram que, no ano passado, os pagamentos B2B se tornaram o maior caso de uso real das stablecoins, alcançando um volume anualizado de US$ 76 bilhões. Isso representa um salto expressivo em relação ao início de 2023, quando as transferências mensais B2B com stablecoins não ultrapassavam US$ 100 milhões.

A oportunidade vai muito além de uma liquidação mais rápida. As empresas mantêm volumes sem precedentes de capital de giro imobilizado — mais de US$ 700 bilhões parados apenas nos balanços das companhias do S&P 1500, além de mais de € 1,3 trilhão na Europa. As stablecoins abrem caminho para liquidez em tempo real, redução de custos de carregamento e ganhos relevantes de eficiência no fluxo de caixa. Esse conjunto de fatores explica por que as empresas devem liderar a próxima onda de adoção cripto.

A exposição institucional a cripto se torna mainstream

Os criptoativos evoluíram de instrumentos especulativos para uma camada operacional das finanças modernas. Até o fim de 2026, os balanços corporativos devem concentrar mais de US$ 1 trilhão em ativos digitais, e cerca de metade das empresas da Fortune 500 terá formalizado estratégias em ativos digitais — não apenas exposição a cripto, mas participação ativa em ativos tokenizados, tesourarias digitais, stablecoins, títulos do Tesouro onchain e instrumentos financeiros programáveis.

Os dados já apontam nessa direção. Uma pesquisa da Coinbase realizada em 2025 mostrou que 60% das empresas da Fortune 500 estão trabalhando ativamente em iniciativas de blockchain. Mais de 200 companhias abertas já mantêm bitcoin como parte de sua estratégia de tesouraria. E as empresas focadas em tesouraria de ativos digitais cresceram de apenas quatro, em 2020, para mais de 200 atualmente, com quase 100 criadas somente em 2025.

Paralelamente, o mercado de ETFs está se expandindo rapidamente. Mais de 40 ETFs de cripto foram lançados em 2025, mas, juntos, ainda representam apenas 1% a 2% do mercado total de ETFs nos EUA. Essa diferença evidencia o amplo espaço para o crescimento da participação institucional.

À medida que a exposição a cripto se normaliza, os mercados de capitais tendem a acompanhar. Em 2026, a Mobilidade de Garantia deve se consolidar como um dos principais casos de uso institucionais, com bancos custodiantes e câmaras de compensação adotando a tokenização para modernizar a liquidação. A expectativa é que entre 5% e 10% da liquidação nos mercados de capitais migre para o ambiente onchain, impulsionada pelo avanço regulatório e pela adoção de stablecoins por instituições sistemicamente relevantes.

A grande consolidação da custódia
A atividade de fusões e aquisições no segmento cripto sinaliza maturidade, e não apenas crescimento. Em 2025, o volume alcançou US$ 8,6 bilhões, impulsionado principalmente pela participação institucional. A custódia de ativos digitais deve liderar a próxima fase dessa consolidação, à medida que bancos, prestadores de serviços e empresas cripto enxergam a custódia como um catalisador de suas estratégias em blockchain.

Um padrão claro já começa a se delinear. A custódia está se tornando cada vez mais comoditizada, o que pressiona provedores independentes a diversificar suas ofertas ou se integrar a plataformas maiores, estimulando uma maior integração vertical. Ao mesmo tempo, exigências regulatórias estão levando bancos a adotarem estratégias com múltiplos custodiantes para mitigação de riscos. Como resultado, é provável que mais da metade dos 50 maiores bancos do mundo formalize ao menos uma nova relação de custódia em 2026.

Além disso, a atividade de fusões e aquisições no setor vai além de operações entre empresas nativas de cripto. No último ano, o setor avançou de forma relevante sobre as finanças tradicionais e fintechs, como na compra da NinjaTrader pela Kraken e nas aquisições da GTreasury e da Hidden Road feitas pela Ripple.

Atrair o próximo bilhão de usuários — especialmente institucionais — exige tornar o uso de cripto radicalmente mais simples, mais seguro e profundamente integrado aos fluxos financeiros existentes.

A convergência entre blockchain e inteligência artificial

As transformações mais profundas nas finanças raramente ocorrem de forma isolada. Em 2026, blockchain e inteligência artificial devem convergir de maneira crescente, automatizando operações financeiras de formas até então impossíveis.

Stablecoins e contratos inteligentes permitirão que tesourarias gerenciem liquidez, executem chamadas de margem e otimizem retornos em acordos de recompra onchain, tudo em tempo real e sem intervenção manual. Gestores de ativos utilizarão modelos de IA combinados com infraestrutura blockchain para rebalancear dinamicamente exposições a ativos tokenizados e protocolos de rendimento em stablecoins, aproveitando plenamente a natureza ininterrupta dos mercados onchain.

A privacidade será um elemento central dessa expansão. Provas de conhecimento zero permitirão que sistemas de IA avaliem risco de crédito ou perfis de risco sem expor dados sensíveis, reduzindo fricções em operações de crédito e ampliando a adoção de ativos digitais em mercados regulados.

A interseção dessas duas tecnologias revolucionárias trará ganhos expressivos de eficiência e colocará nas mãos das equipes ferramentas que operam na velocidade da internet.

Um ano decisivo para o cripto institucional

O setor amadureceu. E, desta vez, o impulso vem de líderes financeiros focados em construir para o longo prazo.

As stablecoins vão sustentar a liquidação global. Ativos tokenizados passarão a integrar balanços institucionais. A custódia será o pilar da confiança. E o blockchain — cada vez mais combinado à inteligência artificial — automatizará operações que hoje ainda limitam os mercados.

Em última instância, 2026 deverá ser lembrado como o ano em que os criptoativos se tornaram parte fundamental da infraestrutura financeira global.

Empresas que engajam seus clientes podem ter 66% de aumento nas vendas, confira

Oferecer uma experiência positiva para quem consome a sua marca é o primeiro passo para uma jornada do cliente positiva e com maiores chances de fidelização. A conta é simples: quanto mais uma pessoa gosta do atendimento pré e pós-venda, mais propensa ela está a negociar novamente com a empresa.

Uma pesquisa da Gallup apresentou dados interessantes que comprovam essa afirmação. Segundo o levantamento, o engajamento do cliente:

  • aumenta as vendas em 66%;
  • eleva a lealdade para com a marca em 25%;
  • aumenta o lucro líquido em mais de 10%;
  • melhora a confiança do consumidor em 20 pontos.

Ou seja: investir na construção de uma jornada do cliente positiva não é apenas recomendado, mas fundamental para a construção de estratégias mais assertivas e lucrativas para as companhias. A questão é que, para muitas empresas, os motivos e formas de fazê-lo ainda são pouco compreendidos.

Mas essa incerteza acaba hoje! Continue a leitura e veja o papel da jornada do cliente e do engajamento positivo para suas vendas!

Por que o engajamento do cliente se tornou um motor de receita?

O engajamento deixou de ser apenas uma métrica de interação e passou a alterar a lógica de geração de valor das empresas ao deslocar o foco de transações pontuais para relacionamentos contínuos, orientados por dados e experiências. Na prática, essa ação impacta diretamente os principais vetores financeiros do negócio e, por esses motivos, é tão importante.

Em termos práticos, o engajamento:

  • aumenta o lifetime value (valor de tempo de vida, LTV);
  • reduz o custo de aquisição de clientes (CAC);
  • permite personalização mais detalhada;
  • expande a receita via cross-sell e upsell;
  • diferencia a empresa com base em experiências;
  • fornece feedback contínuo para otimização de receita.

Em síntese, o engajamento não é mais apenas uma métrica de marketing, mas sim um ativo estratégico de crescimento. É um link entre dados, experiências e relacionamentos para gerar mais receita, com mais eficiência e sustentabilidade no longo prazo.

Como os dados da Gallup se conectam ao contexto atual das empresas?

A pesquisa demonstra e comprova a conexão entre o engajamento do cliente e os resultados percebidos por empresas globalmente. Segundo a Gallup, clientes engajados representam uma evolução de desempenho em várias métricas financeiras, como crescimento de vendas, lealdade e aumento do lucro líquido.

Por exemplo, o levantamento demonstra que 23% dos consumidores envolvidos com a empresa têm mais participação na carteira de compras, rentabilidade e crescimento do relacionamento do que usuários médios ou inativos. O estudo também traz que apenas 1 entre 4 trabalhadores dos Estados Unidos acredita que sua empresa entrega o que prometeu no início da jornada do cliente.

Em outras palavras, as informações da Gallup se conectam ao contexto atual das empresas ao demonstrar que:

  • engajamento do cliente é um indicador confiável do desenvolvimento financeiro sustentável;
  • a maioria das empresas continua longe de entregar uma experiência consistente;
  • a transformação cultural, que empodera trabalhadores e alinha estratégias a dados de clientes, é essencial para competir hoje;
  • a “centralização do cliente” exige interação entre informações, tecnologia, cultura e execução operacional.

Quais comportamentos diferenciam empresas engajadoras das demais?

Os comportamentos mais competitivos são:

  • tomada de decisão orientada por dados comportamentais;
  • foco em relacionamento contínuo com o cliente;
  • personalização relevante e contextualizada;
  • alinhamento em torno do cliente;
  • empoderamento do time;
  • consistência na entrega de promessas;
  • escuta ativa e feedback contínuo;
  • métricas que vão além da conversão.

Detalhamos cada comportamento a seguir.

Tomada de decisão orientada por dados comportamentais

Enquanto empresas comuns reagem a métricas atrasadas, companhias engajadas antecipam necessidades, o que inclui entender hábitos de uso, preferências, frequência de interação e sinais de intenção ao longo da jornada.

Foco em relacionamento contínuo

O cliente não “recomeça do zero” a cada encontro com a marca. Empresas engajadoras mantêm histórico, contexto e aprendizados acumulados, garantindo experiências coerentes ao longo do tempo. Esse cuidado fortalece a confiança e reduz fricções em cada novo ponto de contato.

Personalização relevante e contextualizada

Personalizar não é apenas usar o nome do cliente, mas entregar mensagens e ofertas alinhadas ao momento, ao canal e à necessidade real. Quando bem aplicada, a personalização gera valor percebido e proximidade, evitando a sensação de invasão ou excesso de comunicação.

Alinhamento em torno do cliente

O consumidor é responsabilidade da empresa inteira, e não apenas de um setor. Ou seja, empresas engajadoras alinham marketing, vendas, produto, atendimento e tecnologia em torno de um objetivo comum: resolver problemas reais do cliente e entregar valor de forma consistente em toda a jornada.

Empoderamento do time

Os empregados não apenas “seguem um script”. Eles têm autonomia, acesso à informação e clareza sobre o contexto do cliente, o que permite resolver demandas com mais agilidade e empatia.

Consistência na entrega de promessas

A experiência confirma a promessa, não a contradiz. Isto é, empresas engajadoras garantem que o discurso da marca esteja alinhado à prática, desde campanhas até o pós-venda, evitando frustrações e fortalecendo a credibilidade.

Escuta ativa e feedback contínuo

Ouvir o cliente vai além de coletar dados. Envolve analisar feedbacks, identificar padrões e transformar aprendizados em ações concretas. Marcas orientadas ao cliente usam o retorno do público como insumo para evoluir produtos, processos e comunicações.

Métricas que vão além da conversão

A mensuração do sucesso é pela qualidade, não só pelo volume de transações. Aqui, acompanhar indicadores como retenção, recorrência, satisfação, engajamento e valor ao longo do tempo são ações essenciais para priorizar relações duradouras em vez de resultados imediatos.

Em resumo, o principal diferencial das empresas que investem na jornada do cliente é a redução de discursos e adoção de comportamentos organizacionais consistentes, manifestos na estratégia, na operação e na cultura. Essas ações criam experiências superiores para o consumidor e sustentam resultados positivos no longo prazo com menos esforço.

Como a personalização e as jornadas integradas influenciam vendas e fidelização?

Tanto a personalização quanto a jornada do cliente integrada atuam sobre os principais determinantes de decisão: relevância, confiança, conveniência e continuidade da experiência. Quando bem executadas, ambas transformam interações isoladas em relacionamentos rentáveis e duradouros.

Do ponto de vista das vendas, a personalização age diretamente sobre a relevância da oferta. Quando uma empresa utiliza dados comportamentais para compreender interesses, momento de compra e necessidades específicas, a comunicação deixa de ser genérica e passa a ser contextual. Essa mudança diminui o esforço cognitivo do cliente, encurta o ciclo de decisão e, consequentemente, facilita a conversão em venda.

As jornadas do cliente integradas potencializam o efeito ao garantir continuidade entre os pontos de contato. Marketing, vendas e atendimento, por exemplo, deixam de operar de forma isolada e compartilham informações, histórico e contexto. Dessa forma, cada interação dá sequência à anterior, em vez de reiniciar a relação e frustrar o consumidor com repetições desnecessárias.

Quando unidas, a personalização e a jornada integrada criam um sistema de aprendizado contínuo. Cada interação gera dados que permitem ajustes rápidos na comunicação e na oferta. Essa união torna a estratégia mais eficiente e previsível e o resultado é um aumento consistente no lifetime value, maior recorrência de receita e fidelização.

Quais evidências mostram que investir em engajamento é mais eficiente do que focar apenas em aquisição?

O próprio estudo da Gallup já comprova como o investimento em jornada do cliente é crucial para a eficácia, não apenas da lucratividade, mas também da própria aquisição. Outra pesquisa, da Adobe, Publicis Sapient & Incisiv, lança luz sobre a estagnação no crescimento de empresas que não investem em construir jornadas de engajamento positivo.

E, a bem da verdade, coloque-se no lugar do consumidor: você se sente mais confortável ao negociar com empresas que prezam pela sua necessidade e entendem sua dor, ou com negócios que apenas empurram a você produtos ou serviços sem relevância para o seu interesse?

A forma de comprar está diferente e, consequentemente, a sua abordagem também precisa mudar e evoluir conforme as demandas dos clientes. Quanto antes você adaptar a sua realidade às novas exigências do mercado (e dos consumidores), mais cedo perceberá os frutos de estratégias bem construídas, eficazes e, principalmente, lucrativas.

Retail Media na era do comércio agêntico: da automação à conexão humana (NRF 2026)

A NRF26 deixou uma mensagem clara: Retail Media entra, definitivamente, em sua fase de maturidade estratégica. Não se trata apenas de inventário, métricas de conversão ou eficiência tática. O centro da discussão migrou para ações orientadas por dados, mas acompanhadas por experiências mais humanas e um novo equilíbrio entre tecnologia e sensorialidade.

Nessa nova Era, os agentes de IA passam a atuar de forma autônoma em nome do consumidor, sugerindo produtos, comparando preços, validando estoque em tempo real, aplicando descontos e, em muitos casos, concluindo a compra sem fricção humana direta. Retail Media faz parte disso. A IA pode organizar dados, cruzar comportamentos e gerar audiências, desenvolver precificações dinâmicas, automatizar o mix de ativos, alocar formatos e prever resultados.

Varejistas e marcas terão de convencer não apenas pessoas, mas sistemas inteligentes, gerando conteúdo claro, estruturado, confiável e verificável. Falando de uma perspectiva humana, precisamos nos reposicionar para termos uma interpretação ainda mais estratégica e trabalhar em parceria com os agentes de IA, além de sermos mais velozes nas tomadas de decisão. 

No entanto, essa eficiência tecnológica extrema gera espaço para experiências físicas, sensoriais e inesperadas. Quanto mais automatizada é a nossa vida, mais sentimos falta do que é real, tátil e humano. Sentir o aroma de um novo amaciante, degustar um vinho diferente, avaliar a textura de uma malha, ouvir um som agradável ou mesmo ver um produto regular exposto de uma forma completamente inovadora, tornam a jornada mais agradável e dinâmica. A loja física se transforma no elemento mais estratégico do Retail Media e passa a ser um palco de descobertas. Se a IA cuida da transação, o espaço físico passa a cuidar da emoção. O novo varejo deixa de vender apenas produtos, para vender atenção, estímulo e influência. 

Em um mundo mediado por agentes, a influência não acontece apenas no clique, mas na construção prévia de repertório, preferência e confiança. A loja torna-se um meio de comunicação poderoso, capaz de alimentar tanto a memória do consumidor, quanto as dos próprios sistemas inteligentes que fazem a leitura do comportamento e das escolhas reais.

O grande desafio estratégico, portanto, não é escolher entre a tecnologia ou o toque humano, mas orquestrar ambos. Bem-sucedidos serão os que utilizarem a precisão dos algoritmos para eliminar a fricção operacional, enquanto reservam o espaço físico e a criatividade para gerar conexões que os dados, sozinhos, não conseguem replicar. Enquanto a automação acelera, a experiência diferencia.

*Fátima Leal é Diretora de Agências e Parcerias da Unlimitail, joint venture entre o Grupo Carrefour e o Grupo Publicis criada para acelerar o desenvolvimento do Retail Media no Brasil e na América Latina

Google lança novo protocolo e intensifica disputa com OpenAI pelo domínio do ‘Comércio Agêntico’

A edição de 2026 da NRF (National Retail Federation), o maior evento de varejo do mundo, foi palco de um anúncio que promete redefinir a infraestrutura do comércio digital global. O Google, em parceria com a Shopify, lançou oficialmente o Universal Commerce Protocol (UCP), inaugurando uma nova fase na batalha pelo controle do “comércio agêntico” — modelo em que algoritmos de Inteligência Artificial tomam decisões de compra em nome dos consumidores.

A movimentação é uma resposta direta ao Agentic Commerce Protocol, apresentado meses antes por um consórcio formado pela OpenAI, Stripe e Shopify. O cenário desenha uma disputa acirrada entre gigantes da tecnologia para dominar não apenas a busca, mas todo o fluxo transacional, da descoberta ao pagamento.

A Batalha pelo Checkout

Segundo análise de Gilsinei Hansen, Vice-Presidente de Negócios da Zenvia, e Leticia D’Angelo, Diretora de Clientes Enterprise da Zenvia, o objetivo do Google com o UCP é estender seu domínio atual. Com a implementação do AI Mode nas buscas, a empresa já lidera a etapa de descoberta. O novo protocolo visa padronizar a integração entre buscas, assistentes virtuais e pagamentos, criando um “chat commerce” fluido onde a transação ocorre dentro da interação com a IA.

Em contrapartida, a estratégia da OpenAI foca na integração direta com marketplaces e sistemas de checkout. A grande incógnita do mercado permanece sobre como players como Amazon, Mercado Livre, Meta e TikTok reagirão: se adotarão protocolos de terceiros ou fragmentarão o mercado com padrões proprietários.

Impacto no Varejo e Fragmentação Inevitável

Especialistas apontam que a promessa de um “padrão aberto” raramente garante neutralidade. O cenário provável para desenvolvedores e empresas de software é pragmático e oneroso: a obrigatoriedade de integração com múltiplos protocolos para garantir relevância.

Para o varejo, a mudança é estrutural. Executivos de grandes empresas brasileiras presentes na NRF, como Magalu e iFood, reforçaram que a tecnologia deve servir à experiência do cliente, mas alertam para uma nova realidade de visibilidade.

“Não se trata mais apenas de posicionamento em vitrines ou SEO tradicional, mas de presença nas bases de dados que alimentam decisões automatizadas. Se o algoritmo não ‘lê’ a marca, ela desaparece,” alertam os executivos da Zenvia.

Isso altera a lógica de fidelidade. Marcas menores com dados bem estruturados podem ganhar vantagem competitiva sobre gigantes que não se adaptarem aos novos protocolos de leitura algorítmica.

O Fator Humano

Apesar do avanço da automação, o evento destacou a importância da conexão humana. Ryan Reynolds, fundador da agência Maximus, pontuou em sua palestra que “conexão supera o orçamento”. A visão predominante é que a IA deve potencializar a escuta ativa e a personalização, evitando uma automação genérica que afaste o consumidor.

O Futuro do Setor

A disputa entre Google e OpenAI moldará a próxima década do e-commerce. Para o mercado brasileiro, reconhecido por sua agilidade na adoção de tendências, o desafio será triplo: dominar as implicações técnicas dos novos protocolos, estruturar dados para serem lidos por agentes de IA e, crucialmente, manter o foco na construção de confiança e propósito de marca.

VTEX acelera transformação digital da Aço Cearense e faz e-commerce B2B crescer mais de 300% em apenas um mês

A digitalização do B2B vem ganhando força no setor industrial brasileiro, impulsionada por plataformas robustas como a VTEX, multinacional brasileira líder em soluções de comércio digital. Com a implementação do modelo de venda assistida da VTEX, a Aço Cearense, uma das maiores indústrias de aço do Brasil criada em 1984, registrou um crescimento de 304,5% na receita do e-commerce em apenas 20 dias, evidenciando o impacto direto da tecnologia da multinacional brasileira no desempenho comercial de grandes indústrias. A VTEX viabilizou a integração entre canais digitais e força de vendas, apoiando uma operação B2B mais eficiente, escalável e alinhada às demandas de diferentes perfis de clientes no mercado de construção civil.

A iniciativa conectou diretamente os consultores de vendas, especialistas que orientam as lojas virtuais a crescerem, analisando desafios e implementando estratégias para otimizar as vendas no e-commerce, focando em soluções personalizadas e dados para resultados reais transformando o canal digital em uma extensão do relacionamento comercial. Como resultado, a empresa alcançou um aumento de 101,7% no número de novos clientes, além de um crescimento de 188,5% no volume de pedidos e a movimentação de 219 toneladas de produtos via canal digital. 

“O futuro do B2B não é escolher entre digital ou relacionamento, mas unir os dois. Quando o e-commerce passa a trabalhar a favor do vendedor, o processo de compra se torna mais eficiente. Esse modelo permite que as empresas cresçam no digital sem perder o atendimento consultivo, que é essencial para operações complexas como as da indústria”, diz Massimo Enea, Sales Director da VTEX. 

Sabendo disso, a Aço Cearense já contava com uma operação de e-commerce, mas o canal funcionava de forma paralela aos demais pontos de contato com o cliente. O desafio era integrar físico e digital em uma única jornada fluida, sem gerar atritos com o time comercial, que inicialmente, via o e-commerce como uma possível ameaça à carteira de clientes.  

O ponto de virada foi a criação do projeto de Venda Assistida, desenvolvido com o apoio da VTEX. Com links personalizados, os vendedores passaram a fazer pedidos para os clientes diretamente pelo e-commerce, mantendo a comissão e o controle das vendas. Isso tornou o processo mais simples e rápido, aumentou a produtividade do time comercial e melhorou a experiência dos clientes no ambiente B2B. 

“A Venda Assistida transformou o e-commerce em uma extensão da nossa força comercial. Unimos tecnologia e relacionamento para escalar vendas, ganhar eficiência e fortalecer o papel do vendedor no B2B, além de promover um melhor atendimento aos nossos clientes”, diz Ricardo Dias, Diretor de Comercial e Marketing da Aço Cearense.

A flexibilidade da plataforma VTEX permitiu adaptações ao modelo de negócio da Aço Cearense e contou com a participação ativa do time comercial no desenvolvimento da solução. Os resultados foram imediatos: em menos de um mês, mais de 400 pedidos foram realizados por meio da venda assistida, 51% dos clientes voltaram a comprar pelo canal digital, o ticket médio cresceu 46,6% e cerca de 150 clientes migraram para o e-commerce. Atualmente, 60% da equipe comercial já utiliza a plataforma, e vendedores que antes resistiam à tecnologia passaram a liderar treinamentos internos. 

“O futuro não é sem vendedor. É com um vendedor mais valioso, que usa a tecnologia para vender mais, melhor e com mais eficiência. O digital não substitui o consultor: ele potencializa seu impacto.” afirma Massimo Enea. 

O projeto reforça como a tecnologia da VTEX pode integrar pessoas, processos e canais em uma única operação, transformando o e-commerce em um motor de crescimento para negócios B2B e potencializando resultados de forma rápida e consistente.

Mercado de People Analytics alcança US$ 9,5 bilhões até 2030 e amplia papel do RH nas decisões

O mercado global de analytics aplicados a Recursos Humanos deve quase dobrar até 2030, alcançando US$ 9,5 bilhões, segundo projeção da Mordor Intelligence, evidenciando a consolidação da área de Recursos Humanos (RH) como estratégica nas empresas. Para a EMRH Consultoria, especializada em estratégia de pessoas e desenvolvimento organizacional, o avanço do People Analytics, da tecnologia e do uso intensivo de dados marca a transição definitiva do RH de um papel administrativo para uma atuação direta nas decisões relacionadas a desempenho, retenção de talentos e cultura organizacional.

Segundo Elenise Martins, fundadora da EMRH Consultoria, empresa especializada no desenvolvimento de pessoas, essa mudança reflete uma pressão crescente para que o RH responda a desafios estruturais do negócio com maior profundidade analítica. “A alta rotatividade, a dificuldade de engajamento e a perda de talentos estratégicos expõem os limites de decisões baseadas apenas em percepção. O uso de dados permite identificar padrões, antecipar riscos e transformar problemas recorrentes em insumos para decisões mais consistentes”, analisa.

O crescimento da rotatividade no mercado brasileiro reforça a urgência por abordagens mais estratégicas de gestão de pessoas. De acordo com dados da consultoria Robert Half, 56% dos profissionais com carteira assinada trocaram de emprego nos últimos 12 meses, um salto expressivo em relação ao cenário de cinco anos atrás e hoje um dos principais desafios apontados por especialistas em RH.

Diante desse cenário, as empresas têm recorrido cada vez mais à análise de dados para entender os fatores por trás do turnover e agir de forma preventiva. Segundo a Deloitte, 71% das organizações que adotam People Analytics consideram essas ferramentas fundamentais para decisões estratégicas de RH, indicando que a leitura estruturada de dados sobre desligamentos, engajamento e performance se tornou essencial para identificar padrões, antecipar riscos e orientar políticas de retenção.

Com a ampliação do uso de People Analytics, cresce também a responsabilização das lideranças. Indicadores de rotatividade, desempenho e engajamento deixam de ser exclusivos do RH e passam a integrar de forma mais sistemática a avaliação de gestores e equipes. Para Elenise Martins, esse movimento altera a lógica de gestão nas empresas. “Quando os dados evidenciam onde estão as saídas, as quedas de performance e os desafios de engajamento, a liderança deixa de atuar apenas de forma reativa. A análise estruturada de dados de pessoas expõe a responsabilidade gerencial sobre talentos e qualifica o debate com a alta gestão”, afirma.

Esse reposicionamento também redefine o papel do RH, que deixa de ser apenas um produtor de informações para se tornar um agente de decisão. “O RH relevante é aquele que consegue transformar informação em decisão e decisão em impacto real no negócio. Isso exige leitura crítica de dados, capacidade de interpretação e conexão direta com a estratégia da empresa. Em um mercado de trabalho cada vez mais instável, crescer de forma sustentável passa, necessariamente, por decisões mais qualificadas sobre pessoas”, conclui.

IA, influenciadores e até desconhecidos: quem realmente decide compras agora?

O modelo tradicional do funil de vendas B2B, estruturado em etapas lineares de atração, qualificação, negociação e fechamento, já não descreve a realidade das decisões de compra corporativas. Ele vem sendo substituído por uma lógica mais difusa e interconectada, em que diferentes atores participam simultaneamente da construção da escolha. É o avanço das chamadas buying networks: redes amplas de stakeholders internos e externos que influenciam diretamente as decisões, muitas vezes com participação de agentes de IA, influenciadores de mercado e múltiplas fontes de pesquisa.

Relatório recente da Forrester, intitulado Buying Networks: Your Buyers’ New Reality, mostra que a jornada B2B deixou de ser conduzida por um comitê limitado e passou a envolver um ecossistema mais complexo. Consultores, analistas, pares da indústria, influenciadores, equipes técnicas, jovens profissionais das gerações millennial e Gen Z e até agentes de Inteligência Artificial entram no processo como formadores de opinião. “Isso exige que as empresas abandonem a ideia de um decisor ideal e passem a ajustar suas mensagens para uma rede inteira, com conteúdos que reduzam incertezas, gerem confiança e deixem claros os riscos e benefícios para todos os envolvidos”, explica Fernanda Nascimento, especialista em marketing e vendas B2B e CEO da Stratlab.

Segundo ela, o fenômeno redesenha as regras do jogo comercial. “Hoje, quem decide não é mais uma pessoa, e sim uma rede. Não basta empurrar leads por um funil linear. As empresas precisam orquestrar conversas, construir autoridade e oferecer clareza em diferentes níveis de conhecimento e expectativas”, afirma. Para isso, destaca, o vendedor deixa de atuar como gatekeeper e passa a assumir papéis de consultor e facilitador.

Fernanda reforça que a adaptação não é opcional. “Com compradores cada vez mais autônomos, informados e expostos a múltiplas vozes de influência, insistir em táticas tradicionais, tais como formulários engessados, SDRs focados apenas em volume e disparos massivos de e-mails, por exemplo, tende a se tornar irrelevante ou até prejudicial”, diz.

Para a executiva, as buying networks representam uma mudança estrutural no ambiente de negócios. Não se trata de uma tendência pontual de marketing ou tecnologia, mas de uma alteração profunda na forma como empresas constroem reputação, se relacionam e competem. Nesse novo cenário, ela recomenda que executivos e lideranças B2B:

  • Reconheçam que já não controlam o processo de compra: fazem parte de uma rede com múltiplas vozes e interesses, exigindo ajustes na governança comercial e de marketing;
  • Produzam conteúdo claro, acessível e relevante antes mesmo do primeiro contato humano. Transparência e contexto se tornaram ativos essenciais;
  • Invistam em autoridade e reputação por meio de presença editorial, thought leadership, relações com influenciadores, mídia e comunidades de mercado;
  • Reestruturem marketing e vendas para entregar valor contínuo em toda a jornada, com agilidade, empatia e foco em resolver dores reais;
  • Encarem a automação e a IA como suportes estratégicos, e não substitutos da inteligência humana.

“Para empresas brasileiras, especialmente as que atuam com tecnologia, consultoria, serviços e B2B, adotar essa nova lógica pode significar ganho real de competitividade. Ignorar essa transformação pode levar à invisibilidade, queda de conversão, frustração de clientes e perda de relevância”, conclui Fernanda.

Solo Iron fecha parceria com Akamai para fortalecer proteção de aplicações web e APIs no Brasil

A Solo Iron, unidade de cibersegurança da Solo Network, anunciou uma parceria estratégica com a Akamai para oferecer ao mercado brasileiro uma operação completa de proteção de aplicações web e APIs, combinando tecnologia líder global com serviços gerenciados de segurança, monitoramento contínuo e resposta estruturada a incidentes.

A parceria tem como objetivo combinar a especialização da Solo Iron em operações gerenciadas de segurança com a tecnologia da Akamai para entregar ao mercado uma solução completa de proteção de aplicações web e APIs, orientada a risco e sustentada por processos estruturados. A proposta vai além da adoção de ferramentas, integrando monitoramento contínuo, análise especializada e resposta a incidentes em um modelo operacional único.

Com a Akamai, a Solo Iron incorpora ao seu portfólio tecnologias de proteção de aplicações e APIs que atuam diretamente na mitigação de ataques automatizados, exploração de vulnerabilidades, abusos de lógica e tentativas de negação de serviço. Esses recursos passam a ser operados e contextualizados pelo time da Solo Iron, dentro de uma metodologia baseada em frameworks reconhecidos como OWASP, NIST, CIS, MITRE e NIST SP 800-61.

Para a Akamai, o cenário regional exige uma abordagem mais profunda e integrada. “A região vive um aumento consistente na sofisticação dos ataques direcionados a aplicações web e APIs. Observamos um volume crescente de tentativas de exploração de lógica de negócio, manipulação de parâmetros e uso de bots para mapear endpoints e testar credenciais. O ciclo acelerado de desenvolvimento amplia a superfície disponível para ataques, tornando a visibilidade e a resposta fatores determinantes”, afirma Ana Cerqueira, Director Channel Sales and Programs LATAM da Akamai.

Segundo Felipe Guimarães, CISO da Solo Iron, a parceria com a Akamai deixa clara a intenção da empresa de entregar não somente tecnologia, mas uma operação viva, contínua e orientada ao negócio. “A Akamai se torna um aliado estratégico da Solo Iron. É um fabricante com produtos estáveis e confiáveis, líder de mercado em proteção de aplicações web e APIs. Para nós, é o parceiro ideal para compor a nossa estratégia de segurança Iron, que é levar uma operação completa como solução para nossos clientes.”

A integração técnica permitirá que alertas e eventos bloqueados pela Akamai sejam correlacionados com o SOC da Solo Iron, elevando a capacidade analítica. “Ao integrar a Akamai à nossa operação, conseguimos enriquecer os processos de detecção e inteligência dos eventos que a ferramenta está prevenindo e conectar isso a processos estruturados de resposta a incidentes, baseados no NIST SP 800-61. Isso se traduz em uma atuação rápida, tempestiva e acionável frente aos ataques”, afirma Guimarães.