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Franquia acessível de tecnologia impulsionam novos empreendedores no mercado digital

O setor de Tecnologia da Informação (TI) no Brasil vive um momento de forte crescimento, impulsionado pela demanda por softwares, nuvem, automação e novos serviços digitais. De acordo com os dados recentes da Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES) em parceria com a consultoria Internacional Data Corporation (IDC), os investimentos em TI no país atingiram US$ 58,6 bilhões em 2024, números que colocam o Brasil entre os dez maiores mercados globais do setor. 

Nesse cenário favorável, franquias de tecnologias são afetadas positivamente. No mundo do franchising, o segmento de “Comunicação, Informática e Eletrônicos”, incluindo redes de tecnologia e softwares, também seguem em grande crescimento. No ano de 2024, de acordo com a Associação Brasileira de Franchising (ABF), esse segmento registrou um crescimento de aproximadamente 10% em relação ao ano anterior. 

Com isso, o crescimento de demandas por soluções de TI e a expansão do franchising, surgem grandes oportunidades de investimento para quem deseja abrir seu próprio negócio sem precisar de um capital muito grande e estrutura complexa.

Franquia de tecnologia para quem começa pequeno e pensa grande 

A Gigatron atua no desenvolvimento e oferta de softwares de gestão empresarial, ERP, sistemas de varejo, PDV, automação comercial e soluções voltadas a micro e pequenas empresas. Há mais de duas décadas no mercado, a marca construiu sua trajetória com adaptações às necessidades do mercado. 

O diferencial da rede está em oferecer modelos de negócio com investimento acessível e uma operação enxuta, incluindo a possibilidade de atuação em home office, formato ideal para quem não possui grande capital ou não deseja atuar com loja física. 

“Criamos ferramentas ágeis que democratizam o acesso a softwares de gestão e permitimos que o franqueado atue de forma independente, até no home office, com alta lucratividade e suporte completo”, afirma Victor Ruiz, CEO da franquia. 

O modelo “Software Premium” é estruturado com esse propósito, oferecer ao franqueado um portfólio robusto de soluções de gestão, com suporte completo da franqueadora, sem exigir que o investidor monte uma infraestrutura do zero. 

Essa facilidade operacional e automação faz com que a Gigatron seja uma opção atraente para quem nunca empreendeu, mas deseja iniciar em um setor em constante crescimento. 

Franquias de tecnologia são uma alternativa mais segura e acessível ao investidor 

O segmento de tecnologias tem se mostrado uma opção segura e acessível para quem deseja empreender, especialmente em um cenário em que abrir um negócio do zero exige altos investimentos, longo tempo de desenvolvimento e conhecimento técnico especializado. Diferente da criação de uma empresa própria de softwares, que demanda etapas que demoram muito tempo, o modelo de franquia oferece um caminho mais curto e já validado. 

Na Gigatron, o empreendedor recebe o negócio pronto, com soluções já estabelecidas, em uma marca reconhecida e processos estruturados, o que reduz os riscos da operação. 

Além disso, a estrutura enxuta torna o modelo ainda mais atrativo. A possibilidade de atuar em home office, com uma operação flexível e sem necessidade de grandes equipes, permite que o franqueado inicie as atividades com baixo custo fixo. 

Essa agilidade operacional cria um ambiente mais acessível para quem está começando, especialmente para investidores que procuram segurança em vez de arriscar em negócios complexos ou desconhecidos. 

Franquias de tecnologia representam uma alternativa de entrada inteligente no universo do franchising. Com suporte especializado, processos estabelecidos, portfólio de produtos já testados e um mercado em expansão, marcas como a Gigatron facilitam o acesso ao empreendedorismo em TI, permitindo que novos investidores iniciem com segurança, escalabilidade e perspectiva de crescimento. 

Nova era do empreendedorismo: a democratização da tecnologia 

Ao investir em uma franquia de tecnologia, o empreendedor não adquire apenas um negócio, ele se posiciona em um mercado estratégico, com demanda crescente e alta relevância para empresas de todos os tamanhos. A Gigatron, com seu modelo adaptado às diferentes realidades de seus possíveis franqueados, representa essa ligação entre o microempreendedor e o universo do TI.

“Entendemos que muitos têm vontade de empreender, mas não possuem um grande capital para desenvolver um software do zero. Com a Gigatron, oferecemos estrutura, suporte, tecnologia, uma marca consolidada e negócio rentável”, finaliza o CEO. 

Para quem busca empreender com controle, escalabilidade e inserção no mercado de tecnologia, uma franquia como a Gigatron representa atualmente, uma oportunidade de entrar no mundo tech sem os riscos tradicionais de um negócio estruturado sem suporte ou modelo prévio.

Programa de aceleração de negócios inovadores de SP abre inscrições

O que têm em comum um delivery de produtos religiosos, um site que usa IA e geolocalização para conectar profissionais especializados e plataformas que promovem somente o trabalho de pessoas negras e imigrantes? Estes são alguns exemplos de negócios bem-sucedidos acelerados pelo VAI TEC – Programa para a Valorização de Iniciativas Tecnológicas -, que abre as inscrições para sua 11ª edição no dia 23 de janeiro. 

A aceleração dos até 25 selecionados desta edição inicia em junho e tem duração de 6 meses. Nesse período, cada negócio receberá um total de R$ 52 mil e suporte técnico para impulsionar o negócio. 

“Em 10 anos do programa, 320 empreendimentos foram acelerados provando o valor de uma política pública que reforça o ecossistema de empreendedorismo, tecnologia e inovação da cidade de São Paulo”, informa Renan Vieira, presidente da ADE SAMPA (Agência São Paulo de Desenvolvimento), que executa a iniciativa da Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho. 

“Com o VAI TEC, a Prefeitura de São Paulo reforça seu compromisso com a inovação como ferramenta de inclusão, desenvolvimento econômico e geração de oportunidades em toda a cidade, especialmente nas periferias. Ao apoiar negócios de base tecnológica com recursos financeiros, capacitação e acompanhamento técnico, o programa fortalece o ecossistema empreendedor paulistano e impulsiona soluções criativas que respondem a desafios reais da população, gerando emprego, renda e impacto social positivo”, afirma Rodrigo Goulart, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho.

Nas 10 edições do programa, a Zona Sul representa 29,4% dos negócios acelerados, seguida da Zona Leste com 24,5%, e Zona Norte com 22,1%. A Zona Oeste representa 13,6% e Centro 10,1%. Entre os negócios acelerados, estão o Happ Fé, que trabalha no nicho de artigos religiosos afro-brasileiros, atuando com delivery. Os fundadores do Happ Fé participaram da edição de 2025 do VAI TEC ao lado do Mais Afro, uma plataforma que mapeia e divulga profissionais e negócios liderados somente por pessoas negras. Já a Vem Bumbar promove a inserção de imigrantes no mercado de trabalho. O programa ajudou também a profissionalização da Cuid, site que usa um sistema de geolocalização para identificar cuidadores de idosos mais próximos das famílias que buscam serviços especializados.

Para participar do VAI TEC em 2026 os empreendedores precisam ter negócios inovadores, formalizados ou não, que utilizem tecnologia como parte essencial do modelo de negócio e tenham potencial de desenvolvimento local e geração de emprego e renda. O Programa abrange toda a cidade de São Paulo, especialmente as periferias, e podem se habilitar negócios que proponham soluções de IA em Saúde, Urbanismo, Mobilidade e Educação; Sistemas ou Softwares de Gestão; Desenvolvimento de Aplicativos e/ou Plataformas Inovadoras; Cibersegurança e Privacidade de Dados; Realidade Aumentada e Realidade Virtual para Experiências Imersivas; Blockchain e Tecnologias Distribuídas. 

O empreendimento selecionado deverá, obrigatoriamente, ser composto por dois integrantes maiores de 18 anos no ato da inscrição e residentes em São Paulo, que deverão participar de, no mínimo, 85% das atividades, realizadas em horário comercial. Nesta edição, empreendimentos de setores de audiovisual, games e economia verde serão encaminhados para participar de programas específicos de aceleração da ADE SAMPA para estas áreas.

SERVIÇO: Inscrições 11ª edição do Programa VAI TEC

Período: de 23/01 a 23/02/2026

Site:  https://adesampa.com.br/vaitec/ 

Informações: vaitec@adesampa.com.br 

Realização: Prefeitura de São Paulo (Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho)

Operação: ADE SAMPA (Agência São Paulo de Desenvolvimento)

Fórmula E e Google Cloud anunciam Parceria Principal plurianual 

Fórmula E e Google Cloud anunciaram hoje o acordo de parceria plurianual, com o Google Cloud sendo nomeado Parceiro Principal de Inteligência Artificial do Campeonato Mundial ABB FIA de Fórmula E.  

No centro da parceria está a missão de demonstrar o potencial da Inteligência Artificial (IA) para gerar um impacto positivo em todas as operações comerciais da Fórmula E — do desenvolvimento e realização de corridas até a experiência de fãs. 

Este acordo plurianual se baseia na parceria oficial formalizada pela primeira vez em janeiro de 2025. A significativa elevação do Google Cloud a Parceiro Principal envolve a adoção pela Fórmula E de ainda mais tecnologias para seus negócios, como a integração de modelos Gemini em todo seu ecossistema para acelerar o desempenho, proporcionar operações mais rápidas e eficientes e mostrar inovação em ambiente global. 

Parceria construída sobre sólida base tecnológica 
Esta etapa da parceria segue uma base de colaboração, que inclui o pioneirismo da Fórmula E ao estabelecer o recorde de velocidade em pista coberta, bem como o pioneirismo do projeto “Mountain Recharge”.  

Durante este projeto, a Fórmula E utilizou os modelos AI Studio e Gemini, do Google, para mapear a rota ideal e ainda identificar zonas ideais para frenagem, para que o carro-conceito GENBETA pudesse gerar energia suficiente através da frenagem regenerativa, ao descer o monte Col, na Europa. Com esses cálculos, o carro obteve autonomia para completar uma volta completa no Circuito de Mônaco. 

A colaboração mais recente também ajudará a mudar a experiência dos fãs em todo o mundo. A Fórmula E já integrou um novo “Agente de Estratégia” nas transmissões ao vivo, fornecendo informações personalizadas, previsões e explicações à medida que as corridas se desenrolam. Milhões de espectadores já se beneficiaram do acesso a uma compreensão mais profunda da dinâmica da corrida, da estratégia e do desempenho dos pilotos. 

Facilitando a transformação e a sustentabilidade dos negócios 
Para além das pistas, a parceria vai aprimorar as operações do Campeonato Mundial: a Fórmula E usará o Google Workspace com Gemini para permitir maior agilidade e eficiência em toda a sua organização. Enquanto isso, a modelagem avançada de IA, no back office da Fórmula E, e a criação de 

“gêmeos digitais” de corridas e eventos, permitindo que a Fórmula E simule e otimize a construção de locais virtualmente, têm o potencial de proporcionar reduções adicionais da pegada de carbono da competição. 

Isso minimiza a necessidade de reconhecimento do local, bem como o transporte de equipamentos pesados, proporcionando uma operação otimizada do campeonato, mantendo o desempenho máximo. 

Jeff Dodds, CEO da Fórmula E, afirmou:  
“Nossa parceria ampliada com o Google Cloud é uma verdadeira virada de jogo para a Fórmula E e para o automobilismo como um todo. Já estamos ultrapassando os limites da tecnologia no esporte, e essa parceria principal confirma nossa visão.  

“A integração dos recursos de IA do Google Cloud abrirá uma nova dimensão de otimização de desempenho em tempo real, bem como de tomada de decisões estratégicas, tanto para o campeonato quanto para nossa audiência da transmissão global.  

“Essa colaboração redefinirá a forma como os fãs vivenciam nossas corridas e estabelecerá uma nova referência para a integração da tecnologia no esporte em todo o mundo”. 

Tara Brady, Presidente para EMEA do Google Cloud, acrescentou:  
“A Fórmula E é um centro de inovação, onde milissegundos podem definir o sucesso. Esta parceria ampliada é uma prova do poder da IA e da análise de dados do Google Cloud, e mostra como nossa tecnologia pode oferecer vantagem competitiva nos mais exigentes cenários”.  

Fórmula E retorna com o E-Prix de Miami 
Após São Paulo e Cidade do México, o Campeonato Mundial ABB FIA de Fórmula E prossegue com a terceira etapa, o E-Prix de Miami, no final de semana de 30 e 31 de janeiro de 2026, no Autódromo Internacional de Miami, localizado no Hard Rock Stadium. 

IA, mensageria inteligente e segurança redefinem a experiência do cliente no Brasil, aponta Sinch

A Sinch, líder global em mensageria e comunicações digitais, avalia que a inteligência artificial está acelerando uma mudança profunda na forma como empresas brasileiras se relacionam com seus clientes. A combinação entre IA, mensageria digital e segurança da informação vem estabelecendo um novo padrão de experiência do cliente, baseado em personalização em escala, eficiência operacional e confianç

Pesquisas recentes indicam uma evolução relevante na percepção dos consumidores em relação ao atendimento e à comunicação das marcas, com maior sensação de reconhecimento individual e interações mais contextualizadas. Esse movimento reflete o avanço do uso da inteligência artificial na experiência do cliente, especialmente em canais digitais e conversacionais.

Ao mesmo tempo, o avanço da IA intensifica as discussões sobre confiança e uso responsável de dados. Consumidores demonstram crescente cautela em relação às próprias informações pessoais e esperam que empresas que utilizam tecnologias como IA generativa e agentes inteligentes atuem com responsabilidade, ética e transparência ao longo de toda a jornada.

A transparência sobre o uso de agentes de IA torna-se um fator central da experiência do cliente. Segundo o Salesforce, 72% dos consumidores consideram importante saber se estão interagindo com um agente de inteligência artificial, especialmente à medida que essas soluções passam a assumir um papel mais ativo no atendimento e na comunicação com as marcas.

A aceitação dos agentes de IA varia conforme o tipo de interação. Ainda de acordo com o Salesforce, 46% dos compradores empresariais afirmam que trabalhariam com um agente de IA para obter atendimento mais rápido, enquanto 38% dos clientes se sentem confortáveis com a criação de conteúdo personalizado por agentes inteligentes. Por outro lado, apenas 17% se mostram confortáveis com agentes de IA tomando decisões financeiras em seu nome, indicando limites claros para a atuação da tecnologia na experiência do cliente.

Para Mario Marchetti, diretor-geral da Sinch na América Latina, o desafio das empresas não está apenas na adoção da tecnologia, mas na forma como ela é aplicada ao relacionamento com o cliente

“A inteligência artificial permite escalar a personalização e tornar a comunicação muito mais relevante, mas ela só gera valor real quando vem acompanhada de transparência, segurança e respeito ao consumidor. À medida que os agentes de IA passam a interagir diretamente com as pessoas, construir confiança se torna tão importante quanto a tecnologia em si”, afirma.

Nesse cenário, a Sinch observa que canais conversacionais como SMS, WhatsApp, RCS e notificações automatizadas se consolidam como pontos estratégicos de contato entre marcas e consumidores, especialmente quando integrados a soluções de IA capazes de interpretar contexto e intenção em tempo real, com governança e segurança.

Para a Sinch, o futuro da experiência do cliente será cada vez mais conversacional, personalizada e orientada por confiança, com a mensageria inteligente atuando como elo central entre tecnologia, dados e relacionamento humano.

Omnichannel em 2026: como atrair e fidelizar o consumidor?

Durante anos, o discurso foi claro: quanto mais presença, melhor. Estar no Instagram, WhatsApp, e-commerce, app e no físico era sinônimo de modernidade. Em 2026, contudo, esse discurso pode não fazer mais sentido e inclusive, ser bem perigoso para os negócios que queiram se destacar. Uma boa estratégia omnichannel deixou de ser sobre presença em massa, e passou a ser sobre relevância nos meios estratégicos para cada público-alvo. 

Vivemos em um ambiente tecnológico pujante, acelerado e extremamente volátil. A cada ano, surgem novas ferramentas, formatos de interação e possibilidades de comunicação entre empresas e consumidores – o que faz com que muitos negócios acreditem que o sucesso está diretamente relacionado a estar presente em todos os canais disponíveis. O que não é verdade. 

O mercado passou a assumir que as empresas modernas e digitais precisam estar disponíveis para seus clientes em todos os canais, e essa narrativa criou uma pressão interna nas empresas para se adequar a essa visão e nunca ter sua comunicação rotulada como “desatualizada”. Essa visão, além de equivocada, empurra empresas para decisões que geram perigos graves, como investimentos desnecessários em tecnologias que seus clientes não utilizam; e implementações apressadas sem integração com a jornada do consumidor. 

Quais as consequências disso tudo? Experiências desconectadas, onde canais até existem, mas não conversam entre si; levando a clientes esquecidos quanto à sua real necessidade, quando a estrutura operacional não acompanha a promessa de atendimento. No fim, o excesso de canais se transforma em custo, ruído e má experiência.   

A nova era em que vivemos pede escolhas mais maduras. Ao invés de responder às pressões do mercado, as empresas devem priorizar as necessidades reais dos seus consumidores. A melhor estratégia nesse sentido é aquela que atende o cliente com eficiência e fluidez, mantém o custo operacional baixo, entende o papel e as particularidades de cada canal, e conecta jornadas de forma contínua e resolutiva. 

A omnicanalidade não diz respeito a amplitude, mas sim à estratégia, coerência e integração. Aquelas que realmente entenderem essa relação tendem a colher frutos bem maduros. Segundo um relatório do Capital One Shopping, consumidores omnichannel proporcionam um retorno sobre o investimento 30% maior ao longo da vida útil do produto, em comparação com aqueles que utilizam apenas um canal de compra. 

Dentre as frentes que tendem a ganhar força este ano, capazes de abrir grandes possibilidades para empresas que querem evoluir sua comunicação, o RCS é uma grande oportunidade – ainda mais, com sua chegada oficial ao IOS, ampliando sua capilaridade global. O canal vem se consolidando como uma alternativa robusta para experiências conversacionais enriquecidas, com recursos ideais para aquisição, orientação, envio de conteúdos multimídia, até mesmo transações rápidas e seguras. 

Com a autenticação de chamadas por meio do Stir/Shaken, a qual permite que o dispositivo do consumidor exiba a marca da empresa emissora da ligação, o canal volta a ganhar credibilidade, tirando-o da categoria de chamadas suspeitas para contatos mais rápidos, diretos e extremamente resolutivos. Uma oportunidade poderosa para reabilitar o uso da voz com segurança e confiança.   

E, mantendo seu ritmo de soluções tecnológicas inovadoras, está o WhatsApp, que continua sendo o mais utilizado pelos brasileiros. Hoje, além das interações tradicionais com mensagens, botões e fluxos automatizados, traz um avanço relevante: a possibilidade de realizar chamadas de voz dentro da própria jornada de atendimento – o que permite que um atendente eleve a conversa quando necessário; que o cliente receba suporte em tempo real, sem sair do canal; e que o atendimento ganhe velocidade e resolutividade em momentos críticos. 

Empresas que querem liderar — não apenas acompanhar — a transformação da comunicação em 2026, devem entender que o cliente não quer mais uma marca “em todos os lugares”, mas que resolva seu problema sem atrito, repetição ou frustração. As que insistirem na antiga narrativa de excessiva presença nos meios disponíveis, permanecerão em um paradoxo letal à sobrevivência de qualquer negócio: nunca estivemos tão disponíveis — e nunca foi tão difícil entregar uma boa experiência. 

Carlos Feist é Diretor de Inovação da Pontaltech. 

Empresa brasileira fatura R$ 15 milhões em 48 horas ao lançar produto premium criado com IA e no-code

Uma das maiores plataformas educacionais do Brasil faturou R$ 15 milhões em apenas 48 horas após lançar um produto premium desenvolvido com inteligência artificial e ferramentas no-code. A iniciativa foi da Qconcursos, empresa com 15 anos de atuação, cerca de 300 colaboradores e mais de meio milhão de estudantes ativos, que concebeu e colocou no ar o novo plano Elite em apenas duas semanas, utilizando IA generativa, a ferramenta Lovable, integração com Supabase e a abordagem conhecida como “vibe coding”.

O case, analisado pela Comunidade Sem Codar, maior escola de No Code e IA da América Latina, fundada por Renato Asse. A experiência chamou atenção do mercado por demonstrar que uma empresa consolidada, com operação complexa e base ampla de usuários, conseguiu lançar seu produto mais premium em tempo recorde sem mobilizar grandes squads de tecnologia. A repercussão foi orgânica, viralizou nas redes sociais e chegou a ser compartilhada pelo fundador do próprio Lovable.

Segundo Renato Asse, o projeto só foi possível porque uniu ferramentas acessíveis a um profundo conhecimento de negócio e de produto. “Não foi uma aposta inconsequente nem um experimento superficial. A Qconcursos condensou mais de uma década de aprendizado sobre comportamento do estudante em um ciclo curto de desenvolvimento, usando IA para acelerar decisões que já estavam maduras”, analisa.

Diferentemente de iniciativas simples, o plano Elite exigiu uma estrutura robusta, com transmissões ao vivo, interação em tempo real entre alunos e professores, exercícios avançados, simulados com rankings dinâmicos, planejamento de estudos personalizado e integração total com a plataforma existente. O desenvolvimento técnico ficou concentrado em uma única pessoa, com liderança direta do CEO do GrupoQ, Caio Moretti, enquanto áreas como marketing, design e experiência do usuário participaram com feedback rápido e contínuo.

Para Asse, o episódio reforça uma mudança estrutural no papel da tecnologia dentro das empresas. “Ferramentas de vibe coding não substituem conhecimento técnico nem experiência. Elas ampliam a capacidade de execução de quem já entende o problema, o público e o valor a ser entregue. Em certos contextos, velocidade de entrega se torna mais estratégica do que arquiteturas excessivamente complexas”, afirma.

O impacto foi além do faturamento inicial. Após o lançamento, a própria organização passou a questionar seus modelos tradicionais de squads, roadmaps longos e estruturas fixas de desenvolvimento. A experiência mostrou que times temporários, focados em resolver problemas estratégicos específicos, podem gerar mais valor do que processos extensos e fragmentados.

Asse conclui: “O caso da Qconcursos evidencia que inteligência artificial aplicada de forma prática pode transformar não só produtos, mas também cultura, processos e tomada de decisão”. Segundo ele, empresas que conseguirem equilibrar risco calculado, domínio das ferramentas e clareza estratégica tendem a ganhar vantagem competitiva real nos próximos anos.

A bolha da inteligência artificial e a repetição de um velho erro do mercado

Toda grande transformação tecnológica carrega um paradoxo, onde ao mesmo tempo em que é inevitável, também é superestimada no curto prazo. A inteligência artificial parece ter chegado exatamente a esse ponto, e não porque seja frágil ou passageira, mas porque foi elevada cedo demais à condição de destino incontornável.

A pergunta, portanto, não é se a IA é relevante, isso já está resolvido. A pergunta mais honesta é se o mercado está conseguindo separar infraestrutura de euforia, valor real de narrativa, e resultado concreto de promessas bem embaladas.

A história oferece um paralelo para esse cenário, onde no final do século XIX, as ferrovias simbolizavam o futuro e investir em trilhos significava apostar no progresso. O problema é que em determinado momento, deixou de importar onde os trilhos levavam, bastava que existissem. Linhas foram construídas sem demanda, empresas surgiram sem modelo de negócio sustentável e métricas equivocadas passaram a definir sucesso, como quilômetros instalados e não passageiros transportados.

Hoje, o discurso é outro, mas o padrão se repete com modelos maiores, mais parâmetros e mais tokens processados. Métricas técnicas sofisticadas, porém, muitas vezes desconectadas do impacto operacional. Assim como no passado se media o progresso pela extensão da malha ferroviária, agora mede-se inovação pela escala do modelo, não pelo resultado entregue.

Apenas em 2024, investimentos globais em startups de IA alcançaram cerca de US$ 110 bilhões, conforme uma análise da Dealroom, plataforma de dados e inteligência. Esses investimentos foram concentrados majoritariamente em iniciativas ainda precárias, com ciclos de retorno pouco claros. Ao mesmo tempo, vimos que uma parcela das empresas que iniciaram projetos de IA em larga escala não conseguiu avançar do piloto para a produção de forma consistente. Esse gargalo raramente é tecnológico, é econômico, organizacional e operacional.

Esse descompasso não invalida a tecnologia, ao contrário, assim como a bolha das ferrovias estourou, investidores perderam dinheiro, empresas desapareceram e, ainda assim, os trilhos permaneceram e se tornaram infraestrutura crítica para o crescimento industrial das décadas seguintes. O mesmo tende a acontecer com a inteligência artificial.

O risco maior não está na eventual correção de mercado, mas no psicológico que acompanha o auge de qualquer bolha, que é o medo de ficar para trás. Quando o discurso se torna “se você não adotar agora, ficará irrelevante”, a racionalidade cede espaço à pressa e decisões estratégicas passam a ser tomadas com base em ansiedade, não em análise.

Nesse ponto, algumas perguntas deveriam anteceder qualquer grande iniciativa em IA, como: existe demanda real para essa aplicação ou estamos forçando um problema para justificar a solução? O retorno sobre investimento é mensurável ou apenas projetado em apresentações? O custo computacional, energético e operacional conversa com o benefício esperado? Há governança suficiente para lidar com riscos, como erro sistêmico, alucinação de modelos e impactos regulatórios? Ignorar essas questões é colocar trilhos onde não há rota.

É nesse ambiente de pressão que se forma a diferença entre quem usa IA como adereço estratégico e quem a incorpora como vantagem estrutural. As organizações que atravessam bolhas com maturidade são aquelas que tratam a tecnologia como meio, não como fim, conectando IA a processos claros, indicadores objetivos e decisões de negócio concretas. Entendendo que automação inteligente não é sobre substituir tudo, mas sobre orquestrar melhor o que já existe.

A inteligência artificial vai, sim, redefinir operações, produtividade e modelos de decisão, mas não da forma mágica que muitas narrativas sugerem. Assim como os trilhos que realmente prosperaram foram aqueles conectados a cidades, indústrias e pessoas, a IA que sobreviverá será a que estiver conectada a problemas reais, métricas claras e resultados sustentáveis.

Com oportunidades de estágio a cargos de liderança, 99 abre 140 vagas de emprego

O mercado de trabalho brasileiro segue em recuperação. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o país encerrou o trimestre encerrado em novembro com uma taxa de desemprego de 5,2% — o menor patamar desde o início da série histórica, em 2012. Ao todo, são mais de 102 milhões de pessoas empregadas no Brasil. 

O crescimento das empresas de tecnologia tem desempenhado papel importante nesse avanço, contribuindo para a criação de novas oportunidades. Inserida nesse contexto, a 99 anuncia a abertura de 140 vagas de trabalho em diferentes áreas da companhia. As posições variam de estágio a cargos de liderança e estão distribuídas entre os segmentos de mobilidade, serviços financeiros (por meio da conta digital 99Pay) e delivery, com 99Food. 

As vagas contemplam setores como Finanças, Logística, Vendas, Customer Experience, entre outros. A maioria das oportunidades está concentrada na cidade de São Paulo (SP), mas também há posições abertas em Campinas (SP), Rio de Janeiro (RJ) e São Luís (MA).  

Os interessados podem se candidatar por meio do link, na página de carreiras da 99. 

Confira abaixo algumas das vagas: 

  • Analista Sênior de Marketing – Vaga Afirmativa para Diversidade  
  • Estágio em Operações – Exclusivo para mulheres 
  • Coordenador de CX & Relationship 
  • Especialista em CRM 
  • Gerente de vendas B2B 
  • Especialista de Antifraude & KYC 

A abertura de vagas reforça o compromisso da 99 com a construção de um ambiente profissional colaborativo, inclusivo e multicultural. A empresa valoriza a coragem, a agilidade e o trabalho em equipe como pilares para enfrentar desafios complexos e gerar impacto positivo.

61% dos profissionais de marketing planejam aumentar seus investimentos em influenciadores até o final de 2026

O marketing de influência deve seguir em trajetória de crescimento nos próximos anos. Segundo a pesquisa Media Reactions, da Kantar, 61% dos profissionais de marketing planejam aumentar seus investimentos em criadores de conteúdo em 2026, mesmo diante de desafios persistentes na mensuração de resultados. O dado reflete a consolidação do marketing de criadores como um pilar estratégico das marcas — e não mais apenas uma tática complementar.

O estudo também aponta uma mudança relevante na forma como o desempenho dessas campanhas será avaliado. Métricas como curtidas, visualizações e engajamento perdem protagonismo, dando lugar a indicadores mais ligados a retorno sobre investimento (ROI) e construção de marca. A pressão por provar impacto real cresce à medida que os orçamentos destinados a influenciadores aumentam.

Para Fabio Gonçalves, diretor de talentos brasileiros e norte-americanos da Viral Nation e especialista no mercado de marketing de influência há mais de dez anos, o movimento é consequência direta da maturidade do setor: “As marcas já entenderam que creator marketing não é mais uma aposta experimental. Ele entrega alcance, relevância cultural e conversão. O que muda agora é o nível de cobrança por resultado. Com mais dinheiro sendo investido, cresce também a exigência por métricas mais sólidas, ligadas a brand lift, consideração e ROI — e não apenas likes e views”.

Outro ponto destacado pela Kantar é a importância crescente de ideias integradas e consistentes entre diferentes canais. De acordo com a empresa, campanhas com conceitos coerentes e integradas entre diferentes canais são 2,5 vezes mais importantes para o sucesso hoje do que eram há uma década. Ainda assim, apenas 27% do conteúdo de creators está fortemente conectado à marca, o que revela um desalinhamento entre estratégia e execução.

“Existe um paradoxo interessante: as marcas querem escalar creator marketing, mas ainda tratam muitos projetos como ações isoladas. O futuro passa por plataformas criativas de longo prazo, temas recorrentes e narrativas contínuas. Isso fortalece a marca e dá mais liberdade criativa para o influenciador trabalhar com consistência”, pondera Gonçalves.

O estudo também ressalta que criadores não são atores, mas sim produtores de conteúdo com linguagem própria, ritmo próprio e códigos culturais específicos. Nesse contexto, o desafio das marcas será aprender a ceder controle e co-criar, estabelecendo diretrizes claras sem engessar a criatividade.

“Se você dirige demais, mata a espontaneidade. Se orienta de menos, corre o risco de a marca desaparecer da história. O equilíbrio está em definir diretrizes claras, métricas de sucesso bem estabelecidas e deixar o creator fazer o que sabe fazer de melhor”, diz o executivo.

Para as agências, esse novo cenário exige uma mudança estrutural na forma de planejar e executar campanhas: “Na Viral Nation, por exemplo, estamos nos preparando para um mercado em que o creator marketing será ainda mais estratégico e orientado à performance de marca. Nosso papel como agência é estruturar essas parcerias de longo prazo, profissionalizar a criação de conteúdo e garantir que marcas e criadores caminhem juntos em plataformas criativas consistentes. Essa é a próxima fase do setor: menos ações pontuais e mais ecossistemas de conteúdo”.

Acesse a pesquisa completa aqui: https://www.kantar.com/campaigns/marketing-trends.

IA deixa de ser diferencial e passa a ser obrigação no varejo brasileiro

A edição 2026 da NRF Retail’s Big Show marcou uma virada definitiva no varejo global. A inteligência artificial deixou de ser uma promessa e passou a integrar, de forma estrutural, a operação e a jornada de compra. Esse foi o principal diagnóstico apresentado no Workshop Pós NRF 2026, promovido pela TEC4U, que reuniu especialistas em tecnologia, dados e e-commerce para discutir os impactos práticos dessas transformações no varejo brasileiro.

Ao longo do encontro, ficou claro que a IA, isoladamente, já não representa vantagem competitiva. O diferencial está na capacidade das empresas de integrar canais, estruturar dados e executar com consistência antes de escalar automações mais avançadas.

“Existe uma expectativa inflada de que a inteligência artificial resolva problemas estruturais sozinha. O que vimos na NRF é o oposto. A IA potencializa o que já está organizado. Sem integração, cultura e execução, ela apenas acelera ineficiências”, afirma Rodrigo Soares, sócio da TEC4U.

Experiência, comunidade e o novo papel da loja física

Um dos temas centrais do workshop foi a transformação da loja física em um espaço de experiência, conexão e pertencimento. Exemplos globais apresentados mostraram como marcas têm investido em ambientes imersivos para fortalecer relacionamento, lealdade e construção de comunidade, indo além da lógica transacional.

Segundo Rodrigo Soares, o desafio não está em criar experiências inspiradoras, mas em sustentá-las na operação do dia a dia. “Tecnologia, atendimento e cultura precisam funcionar de forma integrada. Caso contrário, a experiência não se mantém no tempo”, destaca.

Agentic commerce e a redução da fricção na jornada de compra

Outro ponto de destaque foi o avanço do agentic commerce, modelo no qual assistentes inteligentes passam a intermediar descobertas, recomendações e compras. Na abertura desse bloco, Konrad Doern, fundador do Compra Rápida, explicou que o lançamento do Universal Commerce Protocol (UCP) pelo Google sinaliza uma tentativa de criar uma linguagem universal para transações mediadas por IA.

“A lógica dos agentes é reduzir etapas da jornada tradicional. Quanto menos interfaces, menor a fricção e maior a conversão”, afirmou Doern.

Dados apresentados no evento indicam que o comportamento de busca já está mudando. Hoje, cerca de 58% dos consumidores utilizam ferramentas de IA para pesquisar produtos, ainda que a conclusão da compra, na maioria dos casos, aconteça fora desses ambientes. A expectativa é de aceleração desse movimento nos próximos anos.

O workshop também trouxe dados sobre a sobrecarga cognitiva do consumidor. Pesquisas indicam que 78% das pessoas se sentem sobrecarregadas diante do excesso de escolhas, o que impacta diretamente a decisão de compra. Nesse cenário, simplificar fluxos, reduzir opções desnecessárias e orientar o consumidor passa a ser estratégico.

Conversação no lugar do desconto

Na sequência, André Nunes, Head of BU – AI Products do Compra Rápida, apresentou aplicações práticas de IA focadas em conversão. Segundo ele, entre 70% e 80% dos carrinhos abertos no Brasil não são finalizados, e o principal motivo não é preço, mas dúvida.

“O mercado respondeu o abandono de carrinho com cupom por muito tempo. Isso corrói margem e enfraquece a marca. Em muitos casos, o consumidor só precisa de orientação”, explicou.

Testes apresentados no workshop mostram que interações conversacionais inteligentes, capazes de identificar objeções e responder em tempo real, chegam a dobrar a taxa de recuperação de carrinho, além de aumentar o ticket médio, sem recorrer a descontos.

“O papel da IA aqui é conversar, entender a dúvida e resolver. Quando isso acontece, a venda flui”, afirmou Nunes.

Dados, eficiência e execução no centro da estratégia

O evento reforçou ainda que os usos mais maduros da IA hoje estão na operação, como análise de gargalos, otimização de investimentos, leitura de padrões em criativos e identificação de falhas em pagamento ou estoque. Segundo dados apresentados, menos de 1% das empresas estão realmente preparadas para usar IA de forma consistente, mesmo entre negócios digitais.

“O varejo entrou em uma nova fase. A tecnologia já está disponível. O que diferencia quem avança de quem fica para trás é a capacidade de estruturar dados e executar bem”, conclui Rodrigo Soares, sócio da TEC4U.