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Pagamento é novo fator decisivo para apostadores das Bets, diz pesquisa

A evolução da infraestrutura de pagamentos está se tornando um fator central para o desempenho de plataformas de iGaming em mercados regulados da América Latina. É o que indicam dados preliminares de uma nova pesquisa da OKTO, provedora global de serviços de pagamento, divulgados às vésperas da ICE Barcelona 2026, principal evento internacional da indústria.

O estudo mostra que o avanço das apostas online e de outros serviços digitais na região elevou significativamente as expectativas dos consumidores, especialmente em relação à velocidade das transações, à segurança e à experiência do usuário.

De acordo com a pesquisa, realizada com usuários de plataformas de iGaming, trading e outros serviços online, 41,2% dos entrevistados afirmam que seu comportamento digital é predominantemente espontâneo, sem planejamento prévio. Esse perfil tem impacto direto na tolerância a falhas operacionais: 29,4% dizem que abandonariam uma transação caso um depósito ou saque demorasse mais de 30 segundos para ser concluído, enquanto 17,6% esperam que o processo ocorra em menos de cinco segundos.

A forma de pagamento também se mostra determinante na escolha da plataforma. Para 58,8% dos respondentes, o método disponível é um fator crucial, e 17,6% afirmam que não concluiriam uma transação se sua opção preferida não estivesse disponível. Outros critérios citados incluem melhores odds (chances) e variedade de jogos (35,3%), confiança na marca em relação à conformidade regulatória e à transparência (23,5%) e qualidade da experiência do usuário (11,8%).

Em um ano de Copa do Mundo, quando cresce o engajamento com apostas esportivas e serviços digitais, a pesquisa indica que falhas nos pagamentos tendem a ter impacto direto na retenção de usuários. Entre os entrevistados, 17,6% afirmam que desistiriam completamente ou migrariam para outra plataforma diante de uma falha na transação, enquanto 35,5% dizem que deixariam de utilizar a plataforma de origem no futuro.

Para Edward Chandler, CEO Global da OKTO, os resultados indicam uma mudança estrutural no padrão de consumo digital. “A expectativa por pagamentos rápidos e confiáveis reflete um comportamento mais imediato, comum a diversos serviços online. Plataformas que não entregam esse nível de eficiência tendem a perder relevância.”

O levantamento também identificou padrões de comportamento específicos relacionados à Copa do Mundo. Entre os entrevistados que pretendem apostar em partidas do torneio, 35,3% afirmam que apostariam em sua seleção nacional independentemente das odds. Outros 23,5% dizem que analisariam estatísticas antes de decidir, enquanto 5,9% escolheriam um time de forma aleatória.

Os dados indicam ainda um perfil relevante de apostadores ocasionais. Embora 58,8% afirmem não ter planos prévios de apostar na competição, esse grupo admite que pode realizar apostas ao longo do torneio, caso se sinta motivado pelo contexto dos jogos.

Com a consolidação dos resultados em diferentes países, a OKTO aponta três características centrais do usuário latino-americano atual: engajamento espontâneo, baixa tolerância a erros e alta demanda por experiências personalizadas.

  • Engajamento espontâneo: os dados revelam que uma parcela significativa dos usuários realiza transações de forma espontânea, muitas vezes enquanto realiza múltiplas tarefas ou está em deslocamento. Esse comportamento está alinhado a pesquisas da EBANX, que apontam que métodos de pagamento instantâneos e mobile-first, como o Pix no Brasil, crescem 35% ao ano justamente por atenderem à demanda crescente por velocidade e conveniência.
  • Confiança frágil: Na América Latina, a confiança segue como um fator sensível na região, especialmente em transações financeiras. A pesquisa indica que uma única experiência negativa costuma ser suficiente para que o usuário migre definitivamente para outra plataforma. Esse ambiente de “alto atrito e baixa confiança” também foi identificado em estudos da MDPI, segundo os quais 52% das pessoas na região relatam ter pouca ou nenhuma confiança no sistema financeiro.
  • Lacuna de personalização: por fim, a OKTO observa que, embora os usuários busquem experiências personalizadas, muitos se sentem pouco atendidos. Um relatório global recente da Mastercard revelou que, enquanto 67% das empresas de e-commerce priorizam a personalização, apenas 35% possuem uma estratégia integrada. No Brasil, o portal Mundo do Marketing apontou que a personalização em aplicativos aumenta a intenção de compra de 59% dos consumidores.

“Isto demonstra a oportunidade que os comerciantes têm de aplicar as últimas tendências e conhecimentos ao nível da infraestrutura, transformando os pagamentos num motor controlável e previsível para o desempenho, em vez de uma fonte de atrito ou risco”, afirma Chandler.

Em 2026, a América Latina terá oito países classificados para a Copa do Mundo — Argentina, Brasil, Colômbia, Equador, México, Panamá, Paraguai e Uruguai. Além disso, o mercado brasileiro de apostas, recentemente regulamentado, deve concentrar cerca de 10% de todas as apostas realizadas durante o torneio, segundo estimativas do setor.

Nesse contexto, a OKTO avalia que o desempenho dos pagamentos será um fator decisivo para a competitividade das plataformas. “Transformar o pagamento em um elemento estratégico, e não apenas operacional, será essencial para quem busca crescer em um mercado cada vez mais complexo”, conclui o executivo.

Relatório de Ameaças da Gen do quarto trimestre revela golpes avançando em anúncios, feeds e vídeos

Gen (NASDAQ: GEN), especializada em promover a Liberdade Digital por meio de um portfólio de marcas confiáveis, incluindo Norton, Avast, LifeLock, MoneyLion, entre outras, divulga seu Relatório de Ameaças da Gen do quarto trimestre de 2025, que analisa as principais tendências observadas entre outubro e dezembro.

O relatório revela que, no final de 2025, o cibercrime passou a depender cada vez mais de ações digitais comuns, do que de explorações sofisticadas. Em navegadores, redes sociais, aplicativos de mensagens e ferramentas financeiras, os ataques mais prejudiciais tiveram sucesso quando as próprias pessoas concluíram a etapa final: clicar em um link, escanear um código QR, aprovar o pareamento de um dispositivo ou inserir um código de verificação.

“Ao longo de 2025, de forma cada vez mais intensa, os golpes deixaram de se apresentar como ameaças. Eles passaram a se misturar às rotinas digitais do dia a dia”, afirma Siggi Stefnisson, CTO de Segurança Cibernética da Gen. “Os atacantes passaram a se apoiar em plataformas familiares, interfaces confiáveis e na persuasão automatizada, escalando essas táticas em diferentes dispositivos e canais.”

Golpes e publicidade maliciosa dominam compras online e redes sociais

Os golpes passaram a aparecer onde as pessoas já passam grande parte do tempo online: em feeds de redes sociais e em vídeos. As lojas virtuais falsas dominaram o período das festas de fim de ano, com mais de 45 milhões de ataques de lojas online falsas bloqueados globalmente no quarto trimestre, representando mais da metade de todos os ataques desse tipo bloqueados em 2025 e um aumento de mais de 62% em relação ao mesmo período de 2024. Essas lojas virtuais falsas também responderam por 65%¹ de todas as ameaças bloqueadas nas redes sociais, com forte concentração no Facebook e no YouTube, plataformas onde se originou a maioria dos cliques de compras de risco. O phishing se espalhou de forma mais ampla entre as plataformas, liderado pelo Facebook (77%), seguido por YouTube (13%) e Reddit (4%). Para os consumidores, a entrega de golpes passou a ser cada vez mais difícil de distinguir desde anúncios, posts e vídeos comuns, até o momento em que eram solicitados dinheiro, credenciais ou acesso remoto.

A telemetria da Gen também mostrou que o malvertising — anúncios falsos — foi a principal ameaça cibernética para indivíduos em nível global em 2025, respondendo por 41% de todos os ataques e atuando como o primeiro clique que levou a muitos golpes nas redes sociais e na internet de forma geral. Esse dado está alinhado a reportagens recentes que citam documentos internos da Meta, os quais sugerem que anúncios de golpes e de produtos banidos podem representar cerca de 10% da receita anual de publicidade (aproximadamente US$ 16 bilhões).

No Brasil, essas tendências também se refletiram no cenário local. Durante o último trimestre de 2025, os golpes estiveram entre as principais ameaças detectadas no país. Em especial, os golpes financeiros cresceram 74%, os golpes envolvendo lojas online falsas aumentaram 40% e os golpes de relacionamento (dating scams) registraram alta de 34% no período. Durante o mesmo trimestre, os ataques do tipo “scam-yourself” também aumentaram 51%. Esse tipo de ataque se baseia em enganar os usuários para que eles próprios concedam permissões, façam o pareamento de dispositivos ou insiram códigos de verificação, permitindo que os golpes avancem sem a execução tradicional de malware.

Deepfakes perigosos

A Gen introduziu a detecção no próprio dispositivo (on-device) no Windows, com foco na interseção entre mídia manipulada e intenção de golpe. A telemetria inicial deste lançamento mostrou que o YouTube concentrou a maior parcela de vídeos de golpes com uso de IA bloqueados, seguido por Facebook e X, globalmente. A maior parte do conteúdo bloqueado estava relacionada a iscas financeiras, de investimentos e criptomoedas, e foi interceptada durante a reprodução — não no download.

Riscos de identidade e financeiros se ampliaram globalmente

O abuso de identidade continuou a se agravar além do uso indevido tradicional de crédito. Dados de telemetria da Gen mostram que o número de violações aumentou 176% trimestre a trimestre, com uma tendência significativa de crescimento ao longo de todo o ano. Os dados também indicam um aumento nos alertas relacionados a:

  • Novos registros relacionados a propriedades;
  • Atividades incomuns em contas bancárias do dia a dia;
  • Novas solicitações de empréstimos parcelados, leasing e crédito no varejo;
  • Anomalias em nível de transação em cartões de crédito e empréstimos.

Os crescentes índices de risco nessas categorias reforçam o que relatórios externos já indicam: a fraude de identidade está se tornando cada vez mais complexa e multifacetada, afetando simultaneamente registros de propriedades, depósitos, instrumentos de crédito e esquemas de engenharia social impulsionados por golpes.

As ameaças continuam a se espalhar entre diferentes plataformas

No quarto trimestre de 2025, a Gen observou globalmente que os golpes passaram a circular cada vez mais entre diferentes dispositivos, usando as próprias pessoas para transportar o ataque entre plataformas. Algumas campanhas começavam no desktop, com páginas falsas de tutoriais, e em seguida induziam as vítimas a escanear a tela com o celular, transferindo as próximas etapas para o ambiente móvel — onde permissões, sideloading ou verificações são mais facilmente concedidas. Outras operações seguiam o caminho inverso. Nos ataques de GhostPairing, identificados e nomeados pela primeira vez pelos Laboratórios de Ameaças da Gen, as vítimas digitavam um código numérico no WhatsApp pelo celular, vinculando inadvertidamente um navegador controlado pelo cibercriminoso como um dispositivo confiável e permitindo a rápida propagação do golpe por meio de seus contatos. Em conjunto, esses padrões demonstram como os golpes modernos ultrapassam as fronteiras entre dispositivos para escalar rapidamente e permanecer invisíveis.

À medida que 2025 chegou ao fim, os dados do quarto trimestre da Gen mostraram que a superfície de ataque se tornou contínua entre navegadores, aplicativos de mensagens, plataformas sociais e apps financeiros. Os incidentes mais prejudiciais começaram com ações pequenas e familiares, realizadas sob pressão de tempo ou falsa sensação de segurança.

Para ler o Relatório de Ameaças da Gen do quarto trimestre de 2025 na íntegra, visite: https://www.gendigital.com/blog/insights/reports/threat-report-q4-2025 

¹Dados de computadores pessoais

Uappi disponibiliza e-book com insights da Black Friday e estratégicas para 2026

A Uappi, empresa de tecnologia especializada em plataforma de e-commerce multimodelos, disponibiliza o e-book “Insights Pós-Black Friday 2025 & o que esperar para 2026”. O material, totalmente gratuito, está disponível na landing page e traz uma análise aprofundada sobre o maior evento de consumo do ano. O conteúdo traduz os resultados da Black Friday em inteligência prática para apoiar marcas, varejistas e indústrias no planejamento estratégico e na construção de operações digitais mais maduras e eficientes.

Com base em dados consolidados da Black Friday 2025, o estudo apresenta um panorama que desmonta percepções ultrapassadas e corrige distorções comuns do mercado, especialmente em um ano marcado por mudanças profundas no comportamento do consumidor. O e-commerce registrou faturamento recorde de R$ 10,19 bilhões, crescimento de 7,8% frente a 2024, além de 21,5 milhões de pedidos, alta de 16,5%. 

O consumidor, menos impulsivo e mais analítico, distribuiu suas compras ao longo de novembro, já que 83% das transações ocorreram antes do dia 28, e a quinta-feira (27/11) foi o pico absoluto, com avanço de 34,1% em faturamento. Mesmo com queda de demanda em alguns segmentos, o ticket médio no domingo da semana promocional subiu 18%, reforçando um perfil mais seletivo e intencional de compra.

A pesquisa também detalha movimentos relevantes por categoria. Eletrônicos e eletrodomésticos recuaram 3,4%, com baixas acentuadas em smartphones (-9,7%) e eletrodomésticos básicos (-9,5%), enquanto itens ligados à experiência e lazer doméstico ganharam protagonismo. O setor de games cresceu expressivos 49,7%, TVs avançaram 9,4% e produtos premium lideraram a expansão. “A Black Friday deste ano deixou um recado muito claro que o mercado amadureceu. Quem insistir em campanhas desconectadas, tecnologia fragmentada e tomada de decisão sem dados não conseguirá acompanhar o novo ritmo do consumidor”, afirma o CEO da Uappi, Edmilson Maleski.

As projeções apresentadas no estudo reforçam a importância da preparação antecipada. O e-commerce brasileiro deve ultrapassar R$ 235 bilhões em faturamento em 2026, impulsionado pela maturidade do omnichannel, pela consolidação do Black Month como modelo dominante e pela expansão acelerada do social commerce, com destaque para TikTok Shop, Instagram Shopping e transmissões ao vivo. 

Aplicações de inteligência artificial também entram no centro da disputa competitiva, especialmente na previsão de demanda, personalização e atendimento. Programas contínuos de fidelização tendem a substituir promoções isoladas, enquanto a experiência do consumidor se torna o principal diferencial competitivo.

Direcionado a heads de e-commerce, diretores de digital, gestores de marketing, times técnicos, profissionais de operações, consultorias e agências, o e-book está disponível gratuitamente por meio da landing page.

Após rodada Series B, NG.CASH contrata ex-diretor do Google, Brian Zaki, para liderar área de People

NG.CASH anuncia a chegada de Brian Zaki como novo Chief Human Resources Officer (CHRO). O executivo assume a liderança da área de pessoas em um momento-chave da companhia, que, após a captação de uma rodada Série B, se prepara para ampliar sua estrutura organizacional, com a meta de expandir o time de cerca de 80 para mais de 120 colaboradores ao longo de 2026.

Com mais de 25 anos de experiência em People, Cultura, Talent e Desenvolvimento Organizacional em empresas globais, Brian construiu sua trajetória em contextos de crescimento acelerado. Em sua passagem pelo Google, atuou como Diretor de People Operations e Recruiting, sendo responsável por cerca de 10% do volume global de contratações da companhia em um período em que o Google admitia aproximadamente 50 mil pessoas por ano — o equivalente à supervisão direta de cerca de 5 mil contratações anuais. Nesse contexto, liderou o desenho de motores de contratação, sistemas de calibração de liderança e processos organizacionais voltados à sustentação do crescimento em larga escala.

Para Brian, a atração pela NG.CASH está diretamente ligada à combinação entre velocidade de crescimento e clareza de propósito. “Desde as primeiras conversas com os fundadores, fiquei impressionado não apenas pela ambição, mas pelo caráter e pela qualidade da execução. Construir uma plataforma que já atende mais de 7 milhões de clientes, com essa velocidade, mostra que existe uma base sólida de valores, disciplina operacional e pessoas muito talentosas”, afirma.

Segundo o executivo, à medida que a empresa atinge um novo patamar de maturidade, a estratégia de pessoas passa a ter papel central na sustentação do crescimento. “Quando uma startup chega a esse nível de tração, a área de People deixa de ser suporte e passa a ser uma vantagem competitiva. Sistemas bem desenhados, processos claros e uma cultura forte são fundamentais para sustentar o crescimento no longo prazo. É nisso que pretendo concentrar minha atuação”, diz.

Zaki também destaca sua motivação pessoal para integrar uma empresa focada na geração Z. “Como pai de duas adolescentes, me anima fazer parte de uma companhia que realmente entende e prioriza as necessidades da próxima geração — um público historicamente mal atendido pelas instituições financeiras tradicionais. A NG.CASH está redefinindo como produtos financeiros podem ser construídos com e para esse público”, conclui.

A contratação de um CHRO com esse perfil está diretamente conectada ao novo estágio da empresa. Segundo Petrus Arruda, cofundador e COO da NG.CASH, a estruturação da função de People se tornou estratégica para o negócio. “À medida que a NG.CASH continua a escalar, fortalecer a liderança tornou-se uma prioridade central. Estamos crescendo cerca de 50% em headcount e, neste estágio, a área de Pessoas passa a ser essencial para sustentar o ritmo de expansão com qualidade. Escalar preservando o nível do talento e fortalecendo a organização exige estrutura, sistemas e uma visão de longo prazo. Ter liderado pessoalmente essa frente nos últimos meses me permitiu ser criterioso na escolha de alguém capaz de construir a base organizacional da próxima fase da empresa”, afirma.

A chegada de Brian Zaki faz parte de um plano mais amplo da NG.CASH, que inclui também a atração de lideranças de alto nível em crédito e tecnologia para acelerar a inovação e sustentar o crescimento de longo prazo da NG.CASH.

Rodada Série B

NG.CASH levantou US$ 26,5 milhões (cerca de R$ 150 milhões) em uma rodada ‘Série B’ realizada no segundo semestre de 2025. O capital será destinado à expansão de produtos de crédito voltados aos jovens que atingem a maioridade. A rodada foi liderada pela NEA, gestora americana de venture capital fundada em 1977, com investimentos em empresas como Robinhood, Coursera, Duolingo e Perplexity.

Nuvei aponta 15 tendências de Pagamento que vão redefinir como o comércio funciona em 2026

O setor de pagamentos deixou definitivamente de ser apenas uma infraestrutura operacional para se tornar um dos principais motores estratégicos do comércio global. Essa é a principal conclusão do panorama “15 tendências de Pagamento que vão redefinir como o comércio funciona em 2026, elaborado a partir da visão dos líderes globais da Nuvei. Segundo executivos da Nuvei, 2026 marca um claro ponto de inflexão para o setor. Avanços em inteligência artificial, a consolidação dos pagamentos em tempo real, a evolução regulatória e mudanças profundas no comportamento do consumidor estão levando as empresas a repensarem o papel dos pagamentos em suas estratégias tecnológicas, financeiras e de crescimento. O que antes era tratado como um tema tático passa a ser estrutural. “O debate deixou de ser sobre um meio de pagamento específico e passou a ser sobre como desenhar ambientes flexíveis, resilientes, inteligentes e com alto nível de controle financeiro”, avaliam.

A seguir, um compilado das 15 tendências que devem moldar o setor de pagamentos e o varejo global em 2026, com base na experiência prática dos líderes da Nuvei nas áreas de IA, produto, risco, tesouraria, parcerias, turismo, métodos de pagamento e estratégia global.

Tendência 1: Comércio mediado por agentes se torna realidade

Em 2026, o chamado agentic commerce deixa de ser apenas conceitual e passa a operar em ambientes reais. Agentes digitais começam a influenciar a descoberta de produtos, a comparação de ofertas e o início das transações, exigindo que empresas repensem estrutura de produtos, transparência de preços e jornadas de checkout para atender não apenas consumidores, mas também agentes que atuam em seu nome. “2026 é o ano em que o comércio mediado por agentes se torna real. Os agentes do consumidor vão avançar mais rápido do que o restante do ecossistema, e quem se adaptar cedo terá uma vantagem clara”, afirma Hilla Peled, SVP de IA e Ciência de Dados.

Tendência 2: O checkout se torna um sistema de receita

Cada decisão no checkout — etapas, autenticações ou opções de pagamento — tem impacto direto na conversão e no valor do cliente ao longo do tempo. Em 2026, o checkout deixa de ser uma página estática e passa a operar como um sistema vivo, que se adapta em tempo real ao comportamento do cliente, contexto do dispositivo, sinais de risco e desempenho dos meios de pagamento. “A performance do checkout se acumula rapidamente. Quem o trata como sistema, e não como tela, sai na frente”, diz Damien Cramer, SVP e Head Global de Travel.

Tendência 3: Checkout liderado por redes passa de experimento a expectativa

Experiências como Paze e Konek avançam gradualmente do status de novidade para padrão esperado. A familiaridade do consumidor com identidade, tokenização e autenticação habilitadas pelas redes cria um nível de confiança no momento do pagamento. “Pagamentos sem atrito continuam liderando a experiência do consumidor e impulsionando escala para os comerciantes”, afirma Steve Vincent, SVP e Head Comercial da Nuvei na América do Norte.

Tendência 4: Orquestração se torna exigência liderada pelos comerciantes

Para grandes varejistas, orquestração de pagamentos deixa de ser diferencial e se torna requisito mínimo. Roteamento multiadquirente, smart retries e otimização de aprovações passam a ser expectativas básicas. “Os comerciantes esperam que seus parceiros de pagamento melhorem ativamente os resultados. Apenas processar transações já não é suficiente”, destaca Raphael Tetro, SVP de Contas Estratégicas.

Tendência 5: Resiliência e visibilidade financeira ganham prioridade

No setor de viagens, estratégias de pagamento evoluem para garantir resiliência operacional e controle financeiro. Ambientes distribuídos aumentam a flexibilidade, mas fazem de reconciliação, transparência e visibilidade requisitos estratégicos. “Em escala, a performance do pagamento importa, mas visibilidade financeira e confiança importam tanto quanto”, afirma Jacqueline Ulrich, SVP e Head de Travel Payments na Europa.

Tendência 6: Pagamentos B2B entram em uma era de controle de custos

À medida que os pagamentos B2B se digitalizam, o custo assume papel central. Cartões trazem velocidade e automação, mas também custos mais altos. Em 2026, empresas combinam estrategicamente cartões e transferências bancárias integradas — como ACH e SEPA — buscando eficiência econômica e operacional. “Nos pagamentos B2B, 2026 é sobre ter as ferramentas certas para maximizar tanto os benefícios econômicos quanto operacionais dos pagamentos digitais. Dados mais ricos, cobranças em conformidade e transferências bancárias integradas oferecem às empresas alavancas reais para gerenciar custos sem sacrificar eficiência.”, afirma Murray Sharp, SVP Pagamentos B2B.

Tendência 7: Economia dos cartões devolve poder aos comerciantes

A expectativa de acordos regulatórios envolvendo Visa e Mastercard nos EUA, esperados para o fim de 2026, deve ampliar a flexibilidade dos comerciantes na gestão de custos de aceitação, com decisões em tempo real sobre aceitar, direcionar ou sobretaxar transações. “Isso é aceitação seletiva de cartões em escala. Os adquirentes que se prepararem cedo liderarão”, avalia Christine Scappa, General Manager da Nuvei na América do Norte.

Tendência 8: Open Banking e pagamentos em tempo real se tornam operacionais

Setores que exigem velocidade e irrevogabilidade, como games, passam a adotar de forma mais ampla transferências bancárias e Request to Pay, reduzindo custos, fraudes e melhorando fluxo de caixa. “Os pagamentos devem desaparecer no fundo da experiência de compra. Velocidade e certeza tornam isso possível”, afirma Warren Tristram, SVP, Head de iGaming.

Tendência 9: Neobancos expõem limitações do modelo tradicional de cartões

Os Neobancos estão aproveitando infraestruturas de pagamentos em tempo real e métodos alternativos para desafiar a economia tradicional dos cartões. Construídos sobre infraestrutura moderna e livres de sistemas legados, conseguem experimentar de forma mais agressiva como o dinheiro se move e como o valor é entregue aos consumidores. “Os neobancos estão provando que infraestruturas mais baratas, combinadas a marcas fortes, podem mudar o comportamento de pagamento”, Guillaume Conteville, CMO.

Tendência 10: Stablecoins redefinem estratégia de capital e inteligência de balanço patrimonial

Stablecoins deixam de ser apenas infraestrutura de pagamento e passam a integrar a estratégia de capital das empresas, permitindo gestão dinâmica de liquidez, liquidação mais rápida e previsibilidade financeira. “Stablecoins estão mudando como as empresas pensam sobre liquidez. Não são apenas uma forma mais rápida de movimentar dinheiro. São uma forma mais inteligente”Bryce Jurss, VP, Ativos Digitais.

Tendência 11: Métodos de pagamento locais continuam decisivos para crescimento global

Apesar da escala das plataformas globais, os pagamentos permanecem profundamente locais. Consumidores continuam confiando em métodos familiares, como transferências bancárias, carteiras digitais e esquemas regionais e essa confiança tem impacto direto na conversão e na percepção de credibilidade das marcas. Em 2026, o desafio para as empresas deixa de ser apenas adicionar métodos locais e passa a ser escolher os mais relevantes para cada mercado e jornada. Poucas opções limitam o alcance, opções demais geram fadiga, frustração e abandono no checkout. “Marcas globais vencem quando conseguem parecer locais no momento do pagamento”Adina Pop, SVP, Métodos de Pagamento Globais.

Tendência 12: Dados de pagamento evoluem para inteligência de negócios

Os dados de pagamento deixam de ser apenas registros históricos e passam a se consolidar como uma das fontes mais precisas de inteligência de negócios. Em 2026, informações transacionais em tempo quase real passam a orientar decisões estratégicas relacionadas a precificação, personalização, desempenho de autorizações, prevenção a fraudes e expansão geográfica. Empresas mais maduras estão migrando de análises retrospectivas para insights preditivos, usando dados de pagamento para entender onde há atrito, perda de margem ou oportunidades de crescimento. “Os dados de pagamento mostram como o comércio realmente funciona, não como imaginamos que funcione”, Advait Sinha, SVP, Gestão de Produtos.

Tendência 13: Novos métodos europeus enfrentam o teste da adoção real

Soluções como Wero e Revolut Pay ganham visibilidade, mas precisam provar impacto concreto em conversão, custo e experiência no checkout para escalar de forma sustentável.  “O cemitério de pagamentos está cheio de grandes nomes. A adoção sempre é o verdadeiro teste”,  Steffan Jones, SVP, Experiência do Cliente.

Tendência 14: Stablecoins se consolidam como camada operacional da tesouraria

Empresas globais passam a usar stablecoins para centralizar liquidez, movimentar recursos entre países e explorar novas formas de eficiência financeira, reduzindo dependência de estruturas bancárias tradicionais. “Stablecoins estão evoluindo para uma camada operacional do tesouro. Elas permitem que empresas globais centralizem a liquidez, movimentem fundos mais rapidamente através das fronteiras e desbloqueiam eficiência sem renunciar ao controle.”, Damon Burk, diretor Sênior, Ativos Digitais.

 Tendência 15: Compliance se transforma em vantagem competitiva

Em vez de freio ao crescimento, compliance passa a ser visto como diferencial operacional, permitindo expansão mais rápida, onboarding ágil e maior confiança regulatória. “Compliance funciona melhor quando está integrado à operação, e não como uma barreira no final do processo. Em 2026, essa integração se torna uma verdadeira vantagem competitiva”, afirma Noam Grinberg, diretor de Riscos.

Pagamentos como camada habilitadora do comércio moderno

A conclusão desse panorama é de que, em 2026, a grande transformação não está em um único meio de pagamento, mas na forma como empresas desenham estratégias que equilibram flexibilidade, resiliência, inteligência e controle. À medida que os ecossistemas se tornam mais complexos, o papel dos provedores de pagamento evolui para habilitar arquiteturas lideradas pelos comerciantes, integradas a ecossistemas mais amplos e orientadas à criação de valor de longo prazo.

No fim das contas, as melhores experiências de pagamento são aquelas que o consumidor quase não percebe, mas das quais os negócios dependem completamente.

Em um movimento que decreta o fim do e-commerce tradicional, Loja Integrada lança o primeiro copiloto de comércio digital do Brasil

Em um movimento que declara o fim do e-commerce tradicional e uma nova maneira de vender online, a Loja Integrada anunciou hoje, durante o evento “Na Komea 2026”, o lançamento oficial da Komeaprimeiro copiloto de e-commerce brasileiro e uma nova categoria de e-commerce guiado, agora disponível para todo o mercado. Testado por mais de 180 clientes desde junho de 2025, a Komea funciona como uma nova camada sobre a plataforma da empresa, utilizando dados e Agentes de IA para identificar oportunidades e executar tarefas de forma autônoma.

O lançamento  deixa claro ao mercado: qualquer um pode ser capaz de ganhar dinheiro vendendo online e consolida a Loja Integrada como uma das líderes em uso de IA no e-commerce. “Não se trata apenas de um novo produto, mas de uma nova lógica de venda online. A tecnologia deixa de ser passiva e passa a atuar como um guia inteligente, que identifica oportunidades, sugere caminhos e executa ações. É o fim do e-commerce tradicional e o nascimento do E-commerce Guiado. Com a Komea, o e-commerce deixa de ser vitrine e vira experiência de decisão”, afirma Lucas Bacic, CEO da Loja Integrada.

Com potencial de atender 100% da base ativa de clientes da plataforma, que já conta com 35 mil lojas entre atuais e novas, a Komea é uma tecnologia pensada para operar em escala, considerando que cerca de 20% de usuários novos devem testar ou utilizar a ferramenta.  Prioridade estratégica e como diferencial competitivo, a Loja Integrada sempre investiu em inovação e 40% de todo o investimento em Novos Projetos e funcionalidades da Plataforma Loja Integrada é dedicado à Komea.

A Loja Integrada concentra, em um único ambiente, todas as ferramentas essenciais para vender online — criação de loja, vendas em marketplaces, pagamentos, logística, emissão de NF e automações de marketing. A Komea atua como uma camada de inteligência sobre essa infraestrutura. A tecnologia adiciona uma camada de inteligência capaz de avaliar a qualidade do negócio, analisando engajamento de clientes, lucratividade dos produtos e eficiência dos canais de venda, para então sugerir ações e executá-las de forma automatizada, mediante um simples aceite do lojista.

O e-commerce guiado parte da ideia de que a plataforma deixa de ser apenas uma ferramenta e passa a atuar como um “copiloto” do lojista: analisa dados do negócio, identifica oportunidades, recomenda próximos passos e automatiza ações — sempre com o aceite do empreendedor, como um parceiro do dia a dia do negócio. Nesse contexto, a Komea utiliza agentes de IA para reduzir a complexidade e possibilitar que qualquer pessoa possa vender online, independente da sua maturidade digital. Os agentes aprendem, sugerem e evoluem junto com o negócio do empreendedor de forma proativa trazendo atividades diárias para alcançar e reter clientes, sugerindo promoções ou recuperando carrinho, além de auxiliar na gestão do dia-dia, automatizando tarefas, compartilhando momentos diferentes da operação, para o lojista agir no momento certo. 

A tecnologia também permite escalar, com consistência, uma experiência consultiva que antes dependia do atendimento humano: milhares de lojistas podem ser orientados simultaneamente, com personalização e padrão de qualidade. Além disso, as recomendações deixam de ser genéricas — o sistema cruza sinais de comportamento, desempenho da loja e momento do negócio para indicar ações que façam sentido e possam ser executadas na prática, fortalecendo resultados e a relação de confiança entre lojista e consumidor.

Um exemplo prático: o copiloto identifica um grupo de clientes recorrentes que deixou de comprar, sugere a criação de um cupom exclusivo e dispara automaticamente a campanha para esse público específico.

Uma nova geração de empreendedores brasileiros

Em apenas seis meses de operação , a Komea já apresenta resultados concretos. Jéssica , fundadora da Preciosa Criativa , papelaria de produtos personalizados e cliente da Loja Integrada há três anos, relata a mudança na rotina:

“Antes eu deixava de fazer campanhas porque não tinha tempo para criá-las. Agora, com a Komea, além de criar campanhas, elas são mais estratégicas, porque consigo entender melhor as oportunidades do meu negócio. Ganhei até mais tempo para pensar em ideias novas e ficar com minhas filhas.”

Os impactos também aparecem em números. A Frutifica, por exemplo, utilizou a Komea para antecipar sua Black Friday, criando campanhas altamente segmentadas com base em dados comportamentais.

“A Komea nos ajudou a entender as necessidades de diferentes grupos de clientes. Com campanhas específicas para cada um, conseguimos aumentar nosso ticket médio em 27% ”, afirma André Ara , fundador da Frutifica.

O fim do e-commerce tradicional

Fundada há 13 anos, a Loja Integrada nasceu com a missão de permitir que qualquer pessoa pudesse começar a vender online gratuitamente. Desde então, o mercado evoluiu — mas também se fragmentou. Hoje, para manter um e-commerce funcionando, é comum que o lojista precise integrar uma série de soluções: plataforma de e-commerce, ERP, CRM, integradores de marketplace, meios de pagamento, sistemas de frete, entre outras.

O impacto dessa fragmentação é direto na rotina do empreendedor. De acordo com dados da própria Loja Integrada, 55% do tempo do varejista digital é gasto em operações manuais, enquanto 63% sequer sabem se suas estratégias de mídia paga estão trazendo retorno real. Entre os empreendedores que tentam vender online, 37% afirmam que falharam por não saber divulgar seus produtos35% não conseguem identificar o melhor canal de vendas, seja loja própria ou marketplace, e 32% ficam sem recursos financeiros após os primeiros três meses, devido a custos com ferramentas, cursos e prestadores de serviço. Não por acaso, há tempos que cerca de 90% dos e-commerces falham em até 120 dias.

Foi a partir da exploração de tecnologias como LLMs (Large Language Models) e Agentes de Inteligência Artificial que a Loja Integrada identificou uma alternativa mais simples e eficiente para vender online: um sistema capaz de analisar dados, identificar oportunidades e agir de forma proativa.

“Apesar dos avanços tecnológicos dos últimos anos, vender online se tornou mais complexo do que nunca. O que antes era um jogo acessível para qualquer microempreendedor hoje exige operar diversas ferramentas, consumir uma infinidade de conteúdos e executar tudo manualmente, todos os dias. Diante desses desafios, A pergunta que nos guiou foi simples: e se todo empreendedor pudesse começar seu negócio ao lado de um especialista que o orienta para o sucesso?”, explica Lucas Bacic.

A sensação de sobrecarga é comum entre quem empreende no digital. Edilaine, vendedora de acessórios pelo Instagram, resume o sentimento: “O pior dia pra mim é quando olho o relógio, vejo que são 14h e percebo que não avancei em nada do que precisava. Só apaguei incêndios.”

Atenção ao movimento

Disponibilizada gratuitamente, a Komea reforça a visão da Loja Integrada de que qualquer pessoa deve ser capaz de ganhar dinheiro vendendo online. Mais do que lançar uma nova tecnologia, a empresa aposta em um movimento de transformação do mercado.

“Mais do que tecnologia, estamos criando um movimento. Um movimento onde a tecnologia deixa de ser apenas ferramenta e se torna guia — para transformar o talento do brasileiro em vendas”, afirma Lucas Bacic. “Uma nova geração de empreendedores está surgindo, com inteligência artificial operando ao seu lado. Hoje é o dia zero dessa transformação”, diz.

Com a iniciativa, a Loja Integrada se consolida como uma das líderes em uso de inteligência artificial no e-commerce brasileiro e desafia o modelo tradicional, propondo uma experiência mais simples, integrada e guiada de vender online.

Confira o vídeo no link https://drive.google.com/file/d/1cpoAwozko1iRpXiZxhaQR-JZFQbZT9Gz/view?t=4 

edrone ultrapassa US$ 12 milhões em ARR e anuncia expansão para o México em 2026

A edrone, plataforma de CRM e automação de marketing criada especificamente para pequenas e médias empresas de e-commerce, inicia 2026 com forte impulso e um plano claro de expansão global. A empresa ultrapassou a marca de US$ 12 milhões em Receita Recorrente Anual (ARR), registrando crescimento de 40% ano contra ano, enquanto atende mais de 2.500 clientes na Polônia e no Brasil, com equipes locais e presença direta nos mercados.

Em um momento em que muitas empresas SaaS enfrentam dificuldades para equilibrar crescimento e eficiência, a edrone alcançou a lucratividade enquanto continua a escalar , provando que o segmento de PMEs — frequentemente visto como frágil ou pouco escalável — pode gerar crescimento sustentável e previsível quando abordado com foco e disciplina.

Desde os seus primeiros dias, a edrone desafiou a sabedoria convencional do SaaS. Em vez de evitar pequenos e médios lojistas devido ao churn ou aos baixos valores de contrato, a empresa desenhou todo o seu modelo operacional em torno das necessidades e limitações reais desses negócios.

As vendas diretas para PMEs — muitas vezes consideradas difíceis de escalar — resultaram em um payback de CAC inferior a seis meses. Em vez de limitar o suporte ao cliente em um modelo puramente product-led, a edrone investiu fortemente em Suporte e Operações, que hoje representam quase 50% do total do time, priorizando confiança, capacitação e sucesso de longo prazo, em vez de simplesmente reduzir tickets.

O marketing da edrone também foge aos padrões da indústria. A empresa não se baseia em funis orientados por MQLs. Em vez disso, suas equipes se concentram na educação contínua dos clientes, guiando os lojistas ao longo da adoção, ativação e crescimento. Combinado a um modelo de precificação baseado em uso (pay-as-you-go), a edrone garante que os clientes só paguem mais quando percebem valor mensurável.

De acordo com Michał Blak , CEO e cofundador da edrone, esse alinhamento é intencional. “Quando os clientes pagam mais ao longo do tempo, não é por causa de contratos — é porque estão vendo ROI real. A expansão é a prova mais clara de impacto.”

A filosofia de produto da edrone reflete sua abordagem comercial. Em vez de perseguir métricas de vaidade como DAU ou engajamento superficial, as equipes medem uso de funcionalidades, tempo até o ROI e impacto em receita. A empresa adota a experimentação em larga escala, aprendendo rapidamente tanto com sucessos quanto com falhas.

Mesmo iniciativas de produto que não têm sucesso são tratadas como oportunidades valiosas de aprendizado. “Toda funcionalidade merece um encerramento adequado”, afirma Blak. “O silêncio mata o aprendizado. O feedback rápido é o que nos mantém avançando.” Esse foco disciplinado permitiu à edrone escalar de forma eficiente, mantendo alta satisfação dos clientes e aumentando o ticket médio mês após mês.

Preparando o terreno para a expansão no México

Com uma base sólida na Europa e no Brasil, a edrone agora se prepara para sua próxima fase de crescimento internacional. Em 2026, a empresa expandirá suas operações para o México, com um investimento de US$ 2,5 milhões ao longo dos próximos dois anos, mirando um dos mercados de e-commerce que mais crescem no mundo, com crescimento de 20% em 2024 e seis anos consecutivos de expansão em dois dígitos.

Para liderar esse movimento estratégico, a edrone nomeou Cristiano Mendes como Chief Commercial Officer (CCO) para a América Latina. Mendes traz mais de uma década de experiência ajudando empresas de tecnologia a entrar e escalar com sucesso na América Latina, com passagens por Google, Shopify e GoDaddy, além de experiência como fundador e advisor de startups.

Para Mendes, a edrone representa uma continuação natural de sua missão profissional: capacitar pequenas e médias empresas da América Latina a crescer por meio de tecnologia acessível e de alto impacto. Tendo crescido cercado por pequenos empreendedores no Brasil, ele vê de perto como a edrone endereça um dos principais desafios da região — maximizar o valor de cada real investido em marketing em um cenário de aumento do Custo de Aquisição de Clientes (CAC).

“Em mercados como o México, muitas PMEs ainda enfrentam dificuldades para capturar e reter dados de clientes, com a maioria dos visitantes das lojas virtuais saindo de forma anônima sem converter. A plataforma da edrone permite que os lojistas engajem, retenham e monetizem esses visitantes por meio de campanhas automatizadas e impulsionadas por IA — uma tecnologia que antes era exclusiva de grandes empresas e que agora está disponível para PMEs a um preço acessível”, completa o CCO.

O ecossistema de e-commerce em rápida expansão no México representa uma oportunidade significativa para automação de marketing e engajamento de clientes. Apesar do forte crescimento do mercado, a maioria das PMEs ainda não adotou ferramentas que ajudem a construir bases de clientes, executar campanhas automatizadas ou otimizar o marketing ao longo do ciclo de vida.

automação com um clique da edrone, combinada com IA embarcada, elimina as barreiras técnicas e operacionais que normalmente impedem pequenos negócios de adotarem soluções avançadas de marketing. Como resultado, os lojistas conseguem lançar campanhas eficazes sem conhecimento técnico e começar a gerar resultados mensuráveis rapidamente.

Seis tendências de inovação para 2026

Inovar nunca foi apenas sobre tecnologia, mas sobre aliar uma visão de futuro, capacidade de adaptação e estratégia para se antecipar e sobressair. O mercado vive cenários de grandes mudanças e transformações que exigem das empresas não apenas investir nessas inovações, mas, acima de tudo, saber quais integrar, com eficácia, à realidade do negócio, ganhando ainda mais escalabilidade, maturidade e vantagem competitiva. 

Em 2026, o cenário global continuará desafiador: custos pressionados, consumidores mais conscientes, mercados mais voláteis e uma concorrência cada vez mais digital. E é justamente nesse cenário que as tendências inovadoras se tornam peças estratégicas – não apenas de sobrevivência, mas para construir uma base de crescimento mais sólida em 2027. 

Pensando nisso, veja seis dessas tendências que mais se destacarão este ano: 

#1 Inverno e bolha de IA: o termo do AI Winter, surgido na década de 80, descreve períodos em que o entusiasmo pela inteligência artificial teria uma grande queda, normalmente visto após um ciclo de altas expectativas – algo que poderemos notar em 2026. Isso porque, segundo um estudo recente da Gartner, apenas 6% dos CFOs notaram um aumento no lucro ou receita com essa tecnologia. A IA não está gerando o retorno que tanto se esperava, o que pode levar ao fechamento de portas de muitas empresas e a um efeito cascata grave em termos econômicos para todo o mercado. 

#2 Mudanças geopolíticas: a corrida pela supremacia em IA está reconfigurando o mercado global, cujos acordos e mudanças vêm fazendo emergir novas potências referências nessa tecnologia como, por exemplo, a China, que já está ganhando forte visibilidade em suas inovações de computação quântica, 6G, e demais serviços estruturados com essa ferramenta. Qualquer alteração nessa competição impacta, diretamente, a logística e o fornecimento de soluções tecnológicas ao mundo. 

#3 Computação quântica: muitos projetos nesse sentido já estão sendo desenvolvidos na China, e devem ganhar força este ano na prestação de serviços pautados com essa tecnologia. Ela permitirá uma maior velocidade em simulações computacionais, agilizando as tomadas de decisões e desenvolvimento de ações que, antes, poderiam levar meses ou anos. Segundo estimativas de um levantamento do InvestingPro, este mercado deve atingir uma receita de US$ 2 bilhões em 2026, uma área extremamente rica a ser explorada. 

#4 Dados, confiança e governança: cada vez mais, por conta não apenas da IA, mas também do IB e das intensas transformações tecnológicas, é essencial ter confiança nos dados que são analisados como base para as tomadas de decisões. Afinal, sem informações reais e confiáveis, os riscos de estratégias sem retorno são altos. É aqui que a governança se faz presente, crucial para garantir essa segurança, ainda mais quando apoiada por metodologias internacionais que reforcem medidas nesse sentido, como a ISO 27001 – mitigando riscos de fraudes e vazamentos que prejudiquem as operações. 

#5 Transformação do trabalho: a tecnologia nunca substituirá o trabalho humano. Contudo, é fato que, conforme tivermos cada vez mais avanços digitais, todo o mercado se transformará, criando posições e vagas imersas nesse universo – ao mesmo tempo em que outras podem deixar de existir com o tempo. Essas mudanças exigem que as empresas invistam na capacitação de seus times, fornecendo o conhecimento necessário para que usufruam dos recursos e benefícios que essas soluções podem oferecer. 

#6 Economia prateada: muitas dificuldades têm sido relatadas nos ambientes profissionais em lidar com as gerações mais novas, pouco pacientes ao mundo corporativo. Isso vem fazendo com que muitos gestores estejam contratando talentos mais seniores, dando espaço para que reingressem no mercado e tragam toda a sua bagagem e experiência aos tempos modernos – o que, certamente, também favorece muito a pluralidade de visões e pensamentos a fim de transformar ideias em geração de valor. 

O ano de 2026 será marcado por grandes dificuldades e inflexões, ainda mais diante de eventos globais como a Copa do Mundo, conflitos geopolíticos e as eleições nacionais. Ao mesmo tempo, pode ser um período de importantes transformações ao mercado, que exigirá o mesmo movimento de adaptação por parte das empresas. Afinal, só aquelas que souberem como se adaptar, com estratégia, neste intenso dinamismo, conseguirão colher frutos maduros em 2027. 

Alexandre Pierro é mestre em gestão e engenharia da inovação, engenheiro mecânico, bacharel em física e especialista de gestão da PALAS, consultoria pioneira na implementação da ISO de inovação na América Latina. 

Inteligência artificial deixa de promessa e vira critério competitivo no varejo em novo momento do mercado

O avanço da inteligência artificial aplicada ao consumo começa a sair do campo experimental e passa a ocupar um espaço mais estrutural nas estratégias do varejo. Em um cenário de margens pressionadas, concorrência acirrada e consumidores cada vez mais sensíveis à experiência digital, soluções de personalização baseadas em dados deixam de ser diferencial e passam a funcionar como requisito mínimo de competitividade.

Para André Cariús, fundador da Coder Ivy, a lógica da IA no varejo se aproxima cada vez mais de experiências altamente personalizadas já comuns em outros setores. “Imagine ser sempre atendida pelo melhor garçom de um restaurante, que sabe o prato que você gosta, o ponto da sua carne e a sua bebida favorita. Ou entrar em uma loja de roupas e ver apenas produtos do seu tamanho, com as cores e estampas que combinam com você. Até mesmo aquele item que você nem sabia que iria gostar aparece, quase de forma mágica”, exemplifica.

Esse tipo de experiência, segundo ele, já começa a se consolidar principalmente nos e-commerces de mercados mais maduros. A inteligência artificial vem impactando de forma radical a jornada de consumo nos Estados Unidos, na Europa e na Ásia, movimento que foi tema recorrente nas discussões da NRF 2026, realizada em Nova Iorque.

É nesse contexto que startups focadas em IA comportamental passam a atrair não apenas a atenção do mercado, mas também capital mais paciente e seletivo. Um exemplo é a Coder Ivy, empresa brasileira que desenvolve soluções de inteligência artificial voltadas à personalização de jornadas de compra e à aceleração de resultados no comércio digital.

A empresa integra há dois anos o portfólio de investidas da Acrux Capital, gestora de venture capital com mais de duas décadas de atuação em ativos ilíquidos e investimentos em empresas em diferentes estágios de maturidade. “Naquele momento, o uso de IA já adicionava atratividade à tese, mas o racional central continuava sendo o time e o que ele já havia construído”, diz Victor Taveira, CEO da gestora.

Taveira complementa que o aporte na Coder Ivy reflete menos uma aposta em tendências e mais uma leitura sobre execução. “O principal fator foi o histórico dos fundadores. Já havíamos trabalhado com parte desse time em uma investida anterior, que teve uma saída bem-sucedida”, afirma. Segundo ele, a decisão esteve ancorada na combinação entre experiência comprovada, alinhamento de valores e capacidade de entrega ao longo do tempo.

Fundada por André Cariús, primeiro CTO da VTEX, empresa brasileira hoje listada na bolsa de Nova York, a Coder Ivy atua no modelo B2B e atende mais de 30 grandes marcas, como Trousseau, Garage, Aviator, Taco, BlueMan, Dermage e Donna Carioca. A proposta é gerar impacto mensurável em indicadores como conversão, ticket médio e vendas online. Para o investidor, a clareza dessa proposta foi decisiva. “É uma tecnologia que aumenta vendas de forma objetiva. Além disso, o modelo de remuneração captura um percentual do valor incremental gerado para o cliente, o que cria um alinhamento direto entre resultado e receita”, afirma Victor.

Cariús explica que esse nível de personalização só é possível a partir da leitura contínua do comportamento do consumidor. Cada interação gera dados que alimentam o motor de IA comportamental da empresa, capaz de identificar padrões de navegação, horários de compra, preferências de marcas, categorias e até respostas a estímulos visuais. “Cada clique, o local de acesso, se a cliente compra mais de manhã ou à tarde, em dias úteis ou finais de semana, quanto tempo ela olha um produto, se responde melhor a sites com cores claras ou escuras. Tudo isso é processado pelo nosso motor de Behavioral AI”, detalha.

O resultado, segundo a empresa, é uma experiência mais personalizada para o consumidor e ganhos relevantes para o varejista. Clientes relatam aumento médio de 20% na conversão e crescimento do ticket médio que pode variar de 30% a até 87%, dependendo do caso. A tecnologia chamou atenção também no Startup Hub da NRF deste ano, onde mais de 200 visitantes se cadastraram para testar a solução em apenas três dias, levando a própria organização do evento a procurar a startup brasileira para comentar o desempenho do estande.

Na avaliação da Acrux Capital, o mercado brasileiro de IA aplicada ao consumo ainda está em estágio inicial, especialmente no que diz respeito à adoção em escala e à integração consistente entre dados e operação. Por ter sido uma das precursoras nesse campo, a Coder Ivy tende a manter uma posição competitiva relevante no médio prazo, sustentada pelo aprendizado acumulado e pela evolução contínua da tecnologia.

“A personalização deixou de ser um nice to have e passou a ser um must have”, resume Taveira. “Quando poucos tinham acesso à tecnologia, ela era uma vantagem competitiva. Hoje, quem não acompanha perde eficiência e participação de mercado.”

O momento também marca uma mudança na relação entre investidores e startups de tecnologia. À medida que empresas deixam a fase de validação e entram em ciclos de crescimento e consolidação, o papel do capital vai além do aporte financeiro. No caso da investida, a Acrux Capital atua de forma ativa em decisões estratégicas, apoio comercial, estruturação societária e governança, além da participação no conselho ao lado de outros investidores.

A maturidade da empresa começa a se refletir também fora do país. A Coder Ivy participou este ano da NRF, maior feira de varejo do mundo, nos Estados Unidos, movimento que sinaliza o interesse crescente do mercado internacional por soluções desenvolvidas no Brasil. Embora o foco atual siga sendo o mercado doméstico, já existem demandas vindas de empresas estrangeiras.

Segundo Cariús, essa expansão já estava no radar desde a concepção dos produtos. “Pela experiência do time, nossas soluções já nasceram multi-idioma e multi-moeda. A participação na NRF foi o primeiro passo concreto em direção ao mercado internacional”, afirma.

Para a Acrux Capital, casos como esse ajudam a ilustrar um novo momento do ecossistema. “Cada fase da startup exige um tipo diferente de capital e de investidor. Quando o foco passa a ser crescimento, entram temas como governança, métricas, eficiência operacional e, muitas vezes, consolidação”, diz Taveira. “É aí que o investidor deixa de ser apenas financiador e passa a atuar como parceiro estratégico.”

Na visão dos executivos da Coder Ivy, soluções de IA comportamental representam um caminho sem volta. Cariús avalia que esse tipo de tecnologia já faz parte da vida cotidiana das pessoas, presente em plataformas como Netflix, Spotify e Amazon, e agora começa a se tornar acessível também aos varejistas. “É uma alternativa para quem não quer ficar refém dos marketplaces, que investem milhões de dólares por ano nessas ferramentas, mas não compartilham os dados dos clientes com os próprios lojistas”, afirma.

Varejo sofreu uma tentativa de fraude a cada 2 minutos em 2025, com alta de 4,1%, aponta Serasa Experian

Em um momento em que o varejo global acelera a aplicação de inteligência artificial para redesenhar sua arquitetura operacional — movimento amplamente discutido na NRF 2026 — os riscos de fraude também escalam em volume e sofisticação. De acordo com o Indicador de Tentativas de Fraude da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil, o setor de varejo registrou 195.217 tentativas de fraude entre janeiro e setembro de 2025, alta de 4,1% em relação ao mesmo período de 2024.

A leitura do indicador reflete uma mudança estrutural no setor: a IA deixa de atuar apenas como camada de experiência e passa a operar decisões cada vez mais autônomas ao longo da jornada de compra. Esse novo modelo amplia eficiência e reduz fricção, mas também cria um perímetro de risco mais complexo, no qual processos automatizados, jornadas mais fluidas e decisões em tempo real exigem uma infraestrutura robusta de confiança e identidade. Para o Diretor de Autenticação e Prevenção à Fraude da Serasa Experian, Rodrigo Sanchez, à medida que agentes de IA ganham autonomia e escala no varejo, a identidade se consolida como um ativo estratégico para sustentar a inovação com segurança.

“Quando a inteligência artificial passa a operar decisões de forma cada vez mais autônoma, a confiança deixa de ser um diferencial competitivo e se torna infraestrutura. Por isso, investir em soluções de autenticação e prevenção à fraude, que asseguram que o consumidor é, de fato, ele mesmo, é fundamental não só para proteger a operação, mas também para reduzir perdas e retrabalho, preservando a experiência de quem compra. No fim, quando a identidade é tratada com rigor e inteligência, o varejo ganha eficiência: a IA opera com dados mais íntegros, o negócio sustenta a inovação e o consumidor avança com mais segurança”, afirma Sanchez.

Além do volume já contabilizado até setembro, a Serasa Experian estima que 2025 tenha encerrado superando 250 mil tentativas de fraude no varejo. No recorte analisado, a frequência média foi de uma tentativa a cada dois minutos, reforçando que, à medida que o varejo reduz fricção para vender mais, fraudadores tentam reduzir fricção para atacar mais.

Checkout mais simples com autenticação pode destravar receita sem abrir mão de segurança

Um achado recente ajuda a dimensionar o desafio de equilibrar conversão e proteção: estudo da Serasa Experian aponta que o varejo digital brasileiro pode recuperar até R$ 4,6 bilhões por ano ao reduzir etapas repetitivas e adotar autenticação e checkout simplificados, apoiados em uma base confiável para garantir a identidade do consumidor. Segundo a datatech, o uso de uma identidade digital reutilizável e previamente verificada, como no caso do Serasa Pass, pode contribuir para uma jornada mais eficiente e segura.

O Serasa Pass é um ecossistema de verificação que reúne, de forma protegida, informações de autenticação e pagamento validadas previamente. A análise indica que esse modelo pode aumentar em 20% as chances de o consumidor não abandonar a compra e reduzir em cerca de 86% o tempo de onboarding/checkout.