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32ª edição Fórum ILOS acontece em agosto (2026)

O principal encontro de líderes de logística e supply chain do Brasil, o Fórum ILOS acontecerá nos dias 19 e 20 de agosto de 2026, em São Paulo. Organizado pelo Instituto de Logística e Supply Chain, o Fórum ILOS trará em sua 32ª edição mais de 50 horas de conteúdo com visão de futuro, em um ambiente projetado para gerar debates profundos e negócios relevantes aos participantes.

“O Fórum ILOS reúne os principais executivos de logística e supply chain das maiores empresas do Brasil. Os encontros são de alto nível, com discussões com profundidade, visão estratégica e aplicabilidade real”, destaca a chairwoman do evento e sócia-executiva do ILOS, Maria Fernanda Hijjar.

Em 2025, o Fórum ILOS recebeu em torno de 500 empresas, distribuídas entre indústrias, prestadores de serviços logísticos, empresas de tecnologia da informação, consultorias, varejistas e outros segmentos da economia. Dentre os participantes estavam, por exemplo, líderes da Amazon, Mercado Livre, Coca-Cola, Natura, Samsung, Hinode, Bayer, General Mills, Reckit, Pepsico, Ultragaz e Leroy Merlin.

Para a edição de 2026, o Fórum ILOS contará com mais de 100 palestrantes nacionais e internacionais. Na pauta estarão os principais temas que vêm movimentando o setor, a serem abordados em apresentações simultâneas nos cinco palcos do evento ao longo dos dois dias. Abaixo alguns assuntos a serem abordados:

1. Panorama do transporte rodoviário de cargas – Piso mínimo de frete, segurança no transporte, disponibilidade de motoristas de caminhão;

2. Custos logísticos

3. A multimodalidade como alavanca de eficiência;

4. Operações logísticas transformadoras;

5. Logística internacional;

6. Tecnologia e automação na logística;

7. A descarbonização da cadeia de suprimento;

8. Os impactos da reforma tributária no real state brasileiro

SERVIÇO:

Fórum ILOS 2026 & Expo.Logística
19 e 20 de agosto de 2026
Golden Hall do Sheraton WTC, São Paulo – SP

Saiba mais em: www.forumilos.com.br
(21) 3445-3000 | (11) 3847-1909
Ou no e-mail foruns@ilos.com.br

Nuvei aponta 15 tendências de Pagamento que vão redefinir como o comércio funciona em 2026

O setor de pagamentos deixou definitivamente de ser apenas uma infraestrutura operacional para se tornar um dos principais motores estratégicos do comércio global. Essa é a principal conclusão do panorama “15 tendências de Pagamento que vão redefinir como o comércio funciona em 2026, elaborado a partir da visão dos líderes globais da Nuvei. Segundo executivos da Nuvei, 2026 marca um claro ponto de inflexão para o setor. Avanços em inteligência artificial, a consolidação dos pagamentos em tempo real, a evolução regulatória e mudanças profundas no comportamento do consumidor estão levando as empresas a repensarem o papel dos pagamentos em suas estratégias tecnológicas, financeiras e de crescimento. O que antes era tratado como um tema tático passa a ser estrutural. “O debate deixou de ser sobre um meio de pagamento específico e passou a ser sobre como desenhar ambientes flexíveis, resilientes, inteligentes e com alto nível de controle financeiro”, avaliam.

A seguir, um compilado das 15 tendências que devem moldar o setor de pagamentos e o varejo global em 2026, com base na experiência prática dos líderes da Nuvei nas áreas de IA, produto, risco, tesouraria, parcerias, turismo, métodos de pagamento e estratégia global.

Tendência 1: Comércio mediado por agentes se torna realidade

Em 2026, o chamado agentic commerce deixa de ser apenas conceitual e passa a operar em ambientes reais. Agentes digitais começam a influenciar a descoberta de produtos, a comparação de ofertas e o início das transações, exigindo que empresas repensem estrutura de produtos, transparência de preços e jornadas de checkout para atender não apenas consumidores, mas também agentes que atuam em seu nome. “2026 é o ano em que o comércio mediado por agentes se torna real. Os agentes do consumidor vão avançar mais rápido do que o restante do ecossistema, e quem se adaptar cedo terá uma vantagem clara”, afirma Hilla Peled, SVP de IA e Ciência de Dados

Tendência 2: O checkout se torna um sistema de receita

Cada decisão no checkout — etapas, autenticações ou opções de pagamento — tem impacto direto na conversão e no valor do cliente ao longo do tempo. Em 2026, o checkout deixa de ser uma página estática e passa a operar como um sistema vivo, que se adapta em tempo real ao comportamento do cliente, contexto do dispositivo, sinais de risco e desempenho dos meios de pagamento. “A performance do checkout se acumula rapidamente. Quem o trata como sistema, e não como tela, sai na frente”, diz Damien Cramer, SVP e Head Global de Travel

Tendência 3: Checkout liderado por redes passa de experimento a expectativa

Experiências como Paze e Konek avançam gradualmente do status de novidade para padrão esperado. A familiaridade do consumidor com identidade, tokenização e autenticação habilitadas pelas redes cria um nível de confiança no momento do pagamento. “Pagamentos sem atrito continuam liderando a experiência do consumidor e impulsionando escala para os comerciantes”, afirma Steve Vincent, SVP e Head Comercial da Nuvei na América do Norte.

Tendência 4: Orquestração se torna exigência liderada pelos comerciantes

Para grandes varejistas, orquestração de pagamentos deixa de ser diferencial e se torna requisito mínimo. Roteamento multiadquirente, smart retries e otimização de aprovações passam a ser expectativas básicas. “Os comerciantes esperam que seus parceiros de pagamento melhorem ativamente os resultados. Apenas processar transações já não é suficiente”, destaca Raphael Tetro, SVP de Contas Estratégicas.

Tendência 5: Resiliência e visibilidade financeira ganham prioridade

No setor de viagens, estratégias de pagamento evoluem para garantir resiliência operacional e controle financeiro. Ambientes distribuídos aumentam a flexibilidade, mas fazem de reconciliação, transparência e visibilidade requisitos estratégicos. “Em escala, a performance do pagamento importa, mas visibilidade financeira e confiança importam tanto quanto”, afirma Jacqueline Ulrich, SVP e Head de Travel Payments na Europa.

Tendência 6: Pagamentos B2B entram em uma era de controle de custos

À medida que os pagamentos B2B se digitalizam, o custo assume papel central. Cartões trazem velocidade e automação, mas também custos mais altos. Em 2026, empresas combinam estrategicamente cartões e transferências bancárias integradas — como ACH e SEPA — buscando eficiência econômica e operacional. “Nos pagamentos B2B, 2026 é sobre ter as ferramentas certas para maximizar tanto os benefícios econômicos quanto operacionais dos pagamentos digitais. Dados mais ricos, cobranças em conformidade e transferências bancárias integradas oferecem às empresas alavancas reais para gerenciar custos sem sacrificar eficiência.”, afirma Murray Sharp, SVP Pagamentos B2B.

Tendência 7: Economia dos cartões devolve poder aos comerciantes

A expectativa de acordos regulatórios envolvendo Visa e Mastercard nos EUA, esperados para o fim de 2026, deve ampliar a flexibilidade dos comerciantes na gestão de custos de aceitação, com decisões em tempo real sobre aceitar, direcionar ou sobretaxar transações. “Isso é aceitação seletiva de cartões em escala. Os adquirentes que se prepararem cedo liderarão”, avalia Christine Scappa, General Manager da Nuvei na América do Norte.

Tendência 8: Open Banking e pagamentos em tempo real se tornam operacionais

Setores que exigem velocidade e irrevogabilidade, como games, passam a adotar de forma mais ampla transferências bancárias e Request to Pay, reduzindo custos, fraudes e melhorando fluxo de caixa. “Os pagamentos devem desaparecer no fundo da experiência de compra. Velocidade e certeza tornam isso possível”, afirma Warren Tristram, SVP, Head de iGaming.

Tendência 9: Neobancos expõem limitações do modelo tradicional de cartões

Os Neobancos estão aproveitando infraestruturas de pagamentos em tempo real e métodos alternativos para desafiar a economia tradicional dos cartões. Construídos sobre infraestrutura moderna e livres de sistemas legados, conseguem experimentar de forma mais agressiva como o dinheiro se move e como o valor é entregue aos consumidores. “Os neobancos estão provando que infraestruturas mais baratas, combinadas a marcas fortes, podem mudar o comportamento de pagamento”, Guillaume Conteville, CMO.

Tendência 10: Stablecoins redefinem estratégia de capital e inteligência de balanço patrimonial

Stablecoins deixam de ser apenas infraestrutura de pagamento e passam a integrar a estratégia de capital das empresas, permitindo gestão dinâmica de liquidez, liquidação mais rápida e previsibilidade financeira. “Stablecoins estão mudando como as empresas pensam sobre liquidez. Não são apenas uma forma mais rápida de movimentar dinheiro. São uma forma mais inteligente”Bryce Jurss, VP, Ativos Digitais.

Tendência 11: Métodos de pagamento locais continuam decisivos para crescimento global

Apesar da escala das plataformas globais, os pagamentos permanecem profundamente locais. Consumidores continuam confiando em métodos familiares, como transferências bancárias, carteiras digitais e esquemas regionais e essa confiança tem impacto direto na conversão e na percepção de credibilidade das marcas. Em 2026, o desafio para as empresas deixa de ser apenas adicionar métodos locais e passa a ser escolher os mais relevantes para cada mercado e jornada. Poucas opções limitam o alcance, opções demais geram fadiga, frustração e abandono no checkout. “Marcas globais vencem quando conseguem parecer locais no momento do pagamento”Adina Pop, SVP, Métodos de Pagamento Globais.

Tendência 12: Dados de pagamento evoluem para inteligência de negócios

Os dados de pagamento deixam de ser apenas registros históricos e passam a se consolidar como uma das fontes mais precisas de inteligência de negócios. Em 2026, informações transacionais em tempo quase real passam a orientar decisões estratégicas relacionadas a precificação, personalização, desempenho de autorizações, prevenção a fraudes e expansão geográfica. Empresas mais maduras estão migrando de análises retrospectivas para insights preditivos, usando dados de pagamento para entender onde há atrito, perda de margem ou oportunidades de crescimento. “Os dados de pagamento mostram como o comércio realmente funciona, não como imaginamos que funcione”, Advait Sinha, SVP, Gestão de Produtos.

Tendência 13: Novos métodos europeus enfrentam o teste da adoção real

Soluções como Wero e Revolut Pay ganham visibilidade, mas precisam provar impacto concreto em conversão, custo e experiência no checkout para escalar de forma sustentável. “O cemitério de pagamentos está cheio de grandes nomes. A adoção sempre é o verdadeiro teste”, Steffan Jones, SVP, Experiência do Cliente.

Tendência 14: Stablecoins se consolidam como camada operacional da tesouraria

Empresas globais passam a usar stablecoins para centralizar liquidez, movimentar recursos entre países e explorar novas formas de eficiência financeira, reduzindo dependência de estruturas bancárias tradicionais. “Stablecoins estão evoluindo para uma camada operacional do tesouro. Elas permitem que empresas globais centralizem a liquidez, movimentem fundos mais rapidamente através das fronteiras e desbloqueiam eficiência sem renunciar ao controle.”, Damon Burk, diretor Sênior, Ativos Digitais.

Tendência 15: Compliance se transforma em vantagem competitiva

Em vez de freio ao crescimento, compliance passa a ser visto como diferencial operacional, permitindo expansão mais rápida, onboarding ágil e maior confiança regulatória. “Compliance funciona melhor quando está integrado à operação, e não como uma barreira no final do processo. Em 2026, essa integração se torna uma verdadeira vantagem competitiva”, afirma Noam Grinberg, diretor de Riscos.

Pagamentos como camada habilitadora do comércio moderno

A conclusão desse panorama é de que, em 2026, a grande transformação não está em um único meio de pagamento, mas na forma como empresas desenham estratégias que equilibram flexibilidade, resiliência, inteligência e controle. À medida que os ecossistemas se tornam mais complexos, o papel dos provedores de pagamento evolui para habilitar arquiteturas lideradas pelos comerciantes, integradas a ecossistemas mais amplos e orientadas à criação de valor de longo prazo.

No fim das contas, as melhores experiências de pagamento são aquelas que o consumidor quase não percebe, mas das quais os negócios dependem completamente. Acompanhe aqui o Panorama com as Tendências para Pagamentoshttps://www.nuvei.com/br/postagens/15-payment-trends-that-will-redefine-how-commerce-works-in-2026

Delivery inteligente para 2026: 80% dos consumidores esperam opções de entrega no mesmo dia

Com o avanço da tecnologia e a consolidação do e-commerce, o delivery se tornou a maneira mais utilizada para a realização de uma compra. Apenas alguns cliques são necessários para que o seu pedido chegue diretamente na sua casa.

No delivery, independente de onde você esteja, é possível garantir um produto de maneira rápida e fácil. Em 2026, a tendência é o crescimento contínuo dessa funcionalidade, visto que já é consolidada em praticamente todas as lojas e franquias, desde as menores até as redes mais famosas.

De acordo com o levantamento da Capital One Shopping, divulgado pela Smartroutes, aproximadamente 80% dos consumidores esperam opções de entrega no mesmo dia, pressionando redes varejistas e plataformas de delivery a terem soluções mais avançadas para atender aos prazos sem comprometer a qualidade e os custos.
 

Para acompanhar a alta volumetria das demandas, o delivery precisa se tornar mais inteligente. Hoje, a gestão manual é praticamente inviável pelo aumento dos pedidos e a expansão da logística no Brasil. Em 2026, a projeção é de que soluções baseadas em dados e automação ganhem mais espaço para garantir a satisfação na entrega”, diz André Mortari, CEO da LET’s, empresa especializada em entregas orquestradas.

Plataformas de gestão logística integradas despontam como tendência, como no caso do Max SalesCloud, que é solução SaaS, centralizando vendas, pedidos, entregadores e informações operacionais em um único ambiente digital. O sistema é o controle da operação logística. Também deve-se considerar a inteligência artificial como um dos principais diferenciais, à medida que essa tecnologia evolui, a expectativa é que as operações logísticas avancem no mesmo ritmo.

Outro ponto que precisa ser fundamentado para o novo ano, é a gestão orientada por dados, porque relatórios e dashboards permitem que os seus gestores acompanhem os indicadores como tempo médio de entrega, taxa de sucesso e desempenho por região, além das ferramentas como mapas de calor e geolocalização ajudarem a identificar erros logísticos rapidamente. Com maior controle, os ajustes são feitos à tempo de se transformarem em reclamações.

A expectativa para os próximos meses é que o delivery avance como resposta à demanda. “O varejista precisa ir além e investir em um sistema capaz de orquestrar a operação logística. Plataformas que assumem o “trabalho bruto” da operação ajudam a atender às expectativas de um consumidor exigente, e a satisfação do cliente é essencial para o sucesso do seu negócio”, finaliza André.

Por onde começar a implementar IA nas empresas?

Com o uso de tecnologias digitais cada vez mais disseminado, a adoção de Inteligência Artificial (IA) pela empresas passa de tendência a necessidade estratégica. De acordo com Mauricio Frizzarin, fundador e CEO da QYON Tecnologia – empresa norte-americana especializada no desenvolvimento de softwares de gestão com Inteligência Artificial – destaca que pequenas, médias e grandes empresas têm, agora, a oportunidade de transformar seus processos internos, com ganhos concretos em eficiência, redução de custos e qualidade na tomada de decisões.

Dados recentes mostram que a adoção de IA nas empresas brasileiras cresceu de forma significativa — principalmente no setor industrial, mas com impactos que se estendem à contabilidade, finanças e gestão corporativa. Conforme levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre 2022 e 2024, o uso de IA pelas indústrias teve um crescimento de 163%, passando de 16,9% para 41,9% no período. Além disso, entre as companhias que declararam adotar tecnologias avançadas, a IA já aparece como uma das mais relevantes, embora outras, como computação em nuvem e Internet das Coisas, mantenham amplo uso.

Segundo estudo de 2025, realizado pela KPMG Brasil, 86% das empresas nacionais afirmam utilizar IA de algum modo em seus processos corporativos. Contudo, o mesmo estudo revela que a confiança nas decisões tomadas por IA ainda é um desafio: apenas 55% dos respondentes declaram se sentir confortáveis com a tomada de decisão baseada em IA. Outro levantamento recente aponta que apenas 17% das empresas brasileiras consideram seus dados internos totalmente acessíveis e adequados para uso em IA, evidenciando que a governança de dados e qualidade da informação continuam sendo barreiras concretas à adoção mais madura da tecnologia.

No cenário global, pesquisas como a de 2025 da consultoria McKinsey & Company indicam que muitas empresas já utilizam IA em múltiplas funções – desde marketing e vendas, finanças corporativas até P&D – embora poucas tenham escalado esses projetos de forma ampla. Entre as organizações que relatam impacto, 39% dizem que a IA já contribui para o lucro antes de juros e impostos (EBIT), ainda que muitas vezes de forma modesta. Por outro lado, uma parcela significativa aponta melhoria em inovação, satisfação do cliente e diferenciação competitiva.

Diante desse cenário, Frizzarin elenca seis passos essenciais para empreendedores e empresários que desejam adotar IA de forma estratégica — com base em evidências e melhores práticas:

-Mapear processos internos e identificar gargalos claros: antes de qualquer investimento, é essencial diagnosticar quais áreas consomem mais tempo e recursos – contabilidade, controle financeiro, atendimento, gestão administrativa, estoque, etc. A IA deve ser aplicada onde há oportunidade de impacto real e mensurável.

-Assegurar dados de qualidade e governança da informação: a adoção de IA depende de dados acessíveis, organizados e confiáveis e, de acordo com estudos, apenas 17% das empresas têm dados plenamente utilizáveis para IA. Isso demonstra que muitos empreendimentos ainda precisam estruturar sua base de dados antes de avançar.

-Definir objetivos claros e métricas de sucesso: como estabelecer metas como aumento de eficiência, redução de retrabalho, automatização de tarefas contábeis/financeiras, melhoria de previsibilidade de caixa, relatórios mais precisos, ou suporte à tomada de decisão. Com objetivos claros, torna-se possível avaliar o retorno sobre o investimento em IA.

-Selecionar ferramentas apropriadas e compatíveis com o porte da empresa: há soluções de IA acessíveis e modulares para automação contábil, análise financeira, forecasting, chatbots para atendimento e sistemas de apoio à decisão. Para pequenas e médias empresas, o ideal é começar com ferramentas de menor complexidade e custo, mas com possibilidade de escalabilidade conforme a empresa cresce.

-Capacitar equipes e fomentar uma cultura de inovação orientada a dados: o treinamento e a adaptação das pessoas são aspectos tão importantes quanto a tecnologia. Segundo pesquisas recentes, muitas empresas no Brasil já investem em capacitação em IA, especialmente as de médio e grande porte. Garantir que colaboradores entendam os benefícios, saibam usar as ferramentas corretamente e interpretem os dados gerados é fundamental para sucesso da implementação.

-Monitorar resultados, ajustar e evoluir continuamente: a adoção de IA não é um evento único, mas um processo contínuo. É necessário acompanhar métricas, mensurar ganhos (eficiência, economia, agilidade, precisão), e ir refinando o uso da tecnologia — além de escalar sua aplicação para novas áreas da empresa conforme a maturidade do negócio.

“Vale a pena investir em IA em diversas funções, que vão do marketing à gestão administrativa, finanças e contabilidade, dada a versatilidade da tecnologia, que é viável inclusive para empresas menores, que podem começar com aplicações mais simples e alcançar ganhos relevantes. Assim, torna-se possível preparar a companhia para saltos de eficiência e competitividade ao longo do tempo. Em um momento de transformação digital acelerada, empresas que adotam IA obtêm vantagens na automação, na precisão de processos e na tomada de decisão, fatores decisivos para competitividade e sustentabilidade no longo prazo”, finaliza Mauricio Frizzarin, CEO da QYON Tecnologia.

SuperFrete anuncia parceria com a Loja Integrada e amplia soluções logísticas para o e-commerce

SuperFrete, plataforma que conecta empreendedores às melhores opções de frete, anuncia uma nova parceria estratégica com a Loja Integrada, uma das principais plataformas de e-commerce do país. A integração é apresentada oficialmente durante o NA KOMEA, evento promovido pela Loja Integrada que reúne cerca de mil lojistas e empreendedores digitais, e marca um novo passo na ampliação das soluções logísticas disponíveis para quem vende online.

Com a nova integração, lojistas que utilizam a Loja Integrada passam a contar com mais facilidade na gestão de fretes, acesso a diferentes opções de envio e um fluxo logístico mais simplificado. A iniciativa fortalece o ecossistema de e-commerce ao conectar tecnologia, inovação e logística em uma única jornada, reduzindo etapas operacionais e facilitando o dia a dia dos empreendedores.

A parceria reforça o posicionamento da SuperFrete, ampliando o acesso a soluções logísticas de forma prática e integrada às principais plataformas de venda online. “Nosso objetivo é estar cada vez mais presente na rotina do lojista, simplificando processos que antes eram complexos e dando mais acesso e previsibilidade para quem vende online. A parceria com a Loja Integrada reforça nosso compromisso em criar soluções cada vez mais integradas e centradas no lojista.”, afirma Livia Rigueiral, CPO da SuperFrete.

Durante o NA KOMEA, a startup marca presença com um estande pensado para mostrar, na prática, como a logística pode se tornar um diferencial competitivo para pequenos e médios negócios digitais.

Entre as novidades está uma máquina de autoatendimento para postagens. A solução, que está em fase de testes em locais de fácil acesso e grande fluxo comercial, tem como objetivo reduzir filas e funciona como um ponto de apoio logístico para os lojistas. A iniciativa integra o movimento da empresa de buscar alternativas complementares para ampliar e facilitar o acesso aos serviços de envio, oferecendo mais praticidade aos clientes e contribuindo para a eficiência da coleta.

O fim do anúncio como você conhece: sua empresa sobreviverá à era da Intenção?

Se você ocupa uma cadeira de Conselho ou C-level em uma empresa com faturamento superior a R$ 100 milhões, sabe que a eficiência operacional já não é o único termômetro de sucesso. O que talvez você ainda não tenha colocado na pauta das reuniões é que a forma como sua empresa gera novos negócios está prestes a sofrer uma ruptura definitiva.

Como vice-presidente da associação de conselheiros TrendsInnovation e sócio da Elementar Comunicação, tenho provocado uma reflexão: o modelo de publicidade que sustentou o crescimento das últimas décadas está morrendo. E, com ele, a forma como remuneramos o alcance das marcas.

O exemplo da viagem: quando o consumidor deixa de ver anúncios

Para entender o que está acontecendo, basta olhar para o seu próprio comportamento. Imagine que você deseja planejar uma viagem de férias. No modelo atual, você faz buscas no Google, abre dezenas de abas, é impactado por anúncios de hotéis e companhias aéreas e, eventualmente, toma uma decisão. Existe um “pedágio” publicitário em cada clique.

Agora, projete-se para 2027. Você apenas dirá ao seu agente de inteligência artificial: “Planeje minha viagem para o sul da França em maio, com foco em vinícolas e hotéis boutique”. Esse assistente digital não vai navegar por sites nem clicar em banners. Ele vai processar dados, comparar reputações e apresentar três opções prontas para o pagamento.

Pergunto a você: onde foi parar o investimento em anúncios que sua empresa fez se o “decisor” agora é um algoritmo que ignora banners?

A crise de remuneração da publicidade

Essa mudança cria um impasse para o Conselho: como medir e remunerar o esforço de marketing? O modelo de “custo por clique” ou “impressões” perde o sentido quando a jornada de compra é intermediada por agentes sintéticos. A publicidade tradicional torna-se invisível e, consequentemente, impossível de ser justificada financeiramente nos moldes atuais.

Estamos saindo da “Economia da Atenção”, onde ganha quem grita mais alto ou paga mais pelo anúncio, para a “Economia da Intenção”. Nela, o que importa é quem resolve melhor o problema do cliente. Se a sua marca não for “legível” e confiável para os assistentes de IA, ela simplesmente deixará de existir nas recomendações de compra.

O modelo centauro: eficiência e critério em um só lugar

Se a publicidade tradicional está em xeque, a forma como suas equipes trabalham também precisa mudar. É aqui que entra o que chamamos de Modelo Centauro. Não se trata de substituir o talento humano pela inteligência artificial, mas de criar uma simbiose: a força de processamento e escala da IA unida ao julgamento crítico, à ética e à sensibilidade humana.

Uma organização que olha para o futuro sabe que o tempo dos seus talentos é valioso demais para ser gasto em tarefas que uma máquina executa em segundos. No Modelo Centauro, a IA assume o trabalho braçal da comunicação, ou seja, ela faz a análise de dados brutos e a personalização em massa, enquanto as pessoas assumem o papel de curadoras e estrategistas. Você já se perguntou se sua equipe está perdendo tempo “fazendo o que a máquina já faz”, em vez de pensar no próximo movimento do mercado?

O papel do conselho: da operação para a autoridade

Se os anúncios perdem força, o que sobra? A resposta é a autoridade e a curadoria da informação.

Acredito que os Conselhos precisam liderar a transição para uma comunicação que não seja apenas “barulho”, mas um fundamento de integridade. Isso envolve adotar tecnologias de verificação (como o C2PA) para garantir que sua comunicação não seja confundida com conteúdos sintéticos ou falsos. Em um mundo onde tudo pode ser simulado, a verdade comprovada é o que sustenta a longevidade de um faturamento de nove ou dez dígitos.

O que fazer agora?

A provocação que deixo é direta: seu time de marketing ainda está tentando ganhar a atenção do cliente através de interrupções ou está preparando sua infraestrutura de dados para ser a escolha óbvia de um agente de IA?

Não estamos falando de um futuro distante, mas de uma janela que se fecha entre 2026 e 2030. A governança moderna exige que a comunicação estratégica deixe de ser vista como um gasto variável e passe a ser entendida como uma das bases necessárias para a sua permanência no mercado.

Para compreender as nuances técnicas e sociológicas dessa transição, convido você a ler o estudo completo: “A Terceira Grande Ruptura: Relatório Estratégico sobre o Futuro da Comunicação, Cognição e Mercados (2026-2030)”, produzido pela Elementar.

O futuro não vai esperar pelo próximo ciclo de orçamento. Como sua empresa vai se posicionar nesse novo cenário?

Leandro Herculano é conselheiro, estrategista comercial e sócio-diretor da Elementar Comunicação, uma assessoria que transforma executivos em influenciadores corporativos.

Da produção ao e-commerce: como a fabricação própria se torna diferencial competitivo nos marketplaces

O comércio eletrônico brasileiro segue em ritmo acelerado de crescimento. Segundo dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), o e-commerce nacional superou R$ 200 bilhões em faturamento em 2025, com projeções de crescimento de dois dígitos para 2026, impulsionado principalmente pelos marketplaces, que concentram grande parte do tráfego e das vendas online no país e já respondem por mais de um terço de todo o faturamento do setor, criando oportunidades, mas também intensificando a concorrência entre os vendedores, já que milhares de produtos semelhantes disputam visibilidade e preço dentro da plataforma.

Para a administradora, gestora e sócia da Uled Luminosos, Carla Hladczuk, controlar a fabricação própria é fundamental para empresas que desejam crescer de forma sustentável dentro dos marketplaces. “Quando a empresa domina o processo produtivo, ela deixa de competir apenas por preço e passa a competir por valor. O produto deixa de ser genérico e passa a carregar identidade, história, exclusividade, qualidade e propósito”, afirma.

Além disso, a autonomia na produção permite ajustes rápidos no portfólio, lançamentos mais ágeis e mais controle sobre custos e qualidade. Hladczuk ainda afirma que produtos exclusivos têm maior taxa de conversão e menor sensibilidade a descontos agressivos, além de favorecerem a construção de reputação e recorrência de compra.

Apesar dos benefícios, a produção própria exige gestão eficiente, integração entre fábrica, estoque e canais digitais, além de atenção às exigências regulatórias e logísticas. Ainda assim, Carla Hladczuk ressalta que o esforço compensa. “É um investimento que traz retorno no médio e longo prazo. A empresa ganha previsibilidade e constrói um ativo que vai além do faturamento mensal: a sua marca.”

À medida que o e-commerce brasileiro se torna mais competitivo, a fabricação própria se torna uma estratégia acessível e decisiva para pequenas e médias empresas. “A produção própria não é apenas sobre fabricar, é sobre controlar o futuro do negócio. Quem domina o produto, domina a estratégia”, conclui a administradora.

Doutor em Administração ensina como usar IA para impulsionar as vendas no digital

Em um cenário em que empreendedores se veem diante de uma avalanche de ferramentas, promessas e estratégias digitais mirabolantes, Internet que Vende surge como um guia prático para transformar a presença online em uma máquina de vendas previsível e lucrativa. Escrito por Felipe Pereira, mestre e doutor em Administração e referência nacional em aceleração de negócios, o livro, publicado pela DVS Editora, apresenta uma metodologia testada, validada e aplicada em milhares de empresas no Brasil e no exterior.

O método “Internet que Vende” organiza o caos do ambiente digital em quatro processos centrais: atração de visitantes, captura de leads, conversão em vendas e encantamento (fidelização). A proposta é conduzir o cliente desde o primeiro contato com a marca até o estágio mais valioso da jornada, quando ele se torna um divulgador espontâneo. Segundo o autor, para construir um alicerce estratégico sólido é necessário entender o público-alvo, analisar a concorrência e realizar um diagnóstico realista do negócio. Somente após essas etapas é que deve aplicar táticas como tráfego pago, SEO, conteúdo, funis de conversão, CRM, nutrição de leads e pós-venda estruturado.

O lançamento ainda destaca o papel da Inteligência Artificial como um acelerador em todas as etapas do marketing digital. O leitor aprende a usar IA não apenas para criar conteúdo, mas principalmente analisar dados, automatizar processos e potencializar resultados, sempre com uma abordagem prática, ética e orientada por desempenho. O livro inclui ainda um Kit de Aceleração Digital, acessado por QR Code, com prompts prontos, ferramentas recomendadas e materiais de aplicação imediata.

Durante os capítulos, Pereira mostra como diagnosticar gargalos, medir o que realmente importa e interpretar métricas para orientar cada ação no digital a fim de evitar desperdício de recursos e estabelecer uma operação de marketing mais estratégica, previsível e eficiente. Ao unir método, tecnologia e gestão, a obra reforça que atrair clientes pela internet não é uma aposta, mas um processo dominável por qualquer empreendedor comprometido com a evolução do próprio negócio.

Com linguagem acessível e foco em clareza, Internet que Vende oferece um modelo completo para quem deseja escalar vendas no digital com estratégia, mensuração e consistência, seja empreendedor, profissional de marketing ou líder que busca transformar a internet em um canal de receita sustentável e inteligente. Além de organizar processos e apresentar ferramentas, a novidade reforça a importância de decisões guiadas por dados e da construção de rotinas que sustentem resultados no longo prazo, mostrando que performance digital não depende de fórmulas mágicas, mas de método, disciplina e análise contínua.

Ficha técnica

Título: Internet que Vende: Guia prático para acelerar seu negócio, faturamento e lucro com Inteligência Artificial e Marketing Digital
Autoria: Felipe Pereira
Editora: DVS Editora
ISBN: 978-6556951690
Páginas: 272
Preço: R$ 89,00
Onde encontrar: Amazon

Como aumentar as vendas no começo do ano?

Janeiro costuma ser visto como um mês de retração econômica: contas acumuladas, faturas altas e consumidores mais cautelosos em gastar. Diante desse cenário, muitas empresas pisam no freio e reduzem esforços comerciais. Mas, e se o início do ano não fosse um problema, e sim uma oportunidade de ativar os consumidores e manter um bom resultado de vendas? 

Depois de tantos gastos no período comemorativo de final de ano, o caixa do cliente entra em modo sobrevivência temporário, focando nas despesas obrigatórias que costumam arcar após o Ano Novo, como os impostos e investimentos em educação. Todas as contas chegam juntas, comprimindo o orçamento disponível para compras impulsivas. 

Uma pesquisa divulgada pelo IBGE comprova isso. Segundo seus dados divulgados, em janeiro de 2025, as vendas varejistas registraram uma queda de 0,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. Pode parecer pouco, mas, para um setor tão promissor e movimentado como este, ter uma retração de vendas evidencia o momento delicado do brasileiro em acabar gastando com o que não for necessário. 

Do lado das empresas, o reflexo desse comportamento costuma ser previsível: redução de campanhas, adiamento de investimentos e comunicação genérica. Quando oferta e estímulo caem ao mesmo tempo, a sensação de “mercado parado” se instala. Mas, é justamente aqui está o ponto chave: o dinheiro não some, ele só muda de destino. 

Quando o consumidor está pressionado financeiramente, ele não para de comprar — ele passa a comprar melhor. Isso exige das marcas uma comunicação mais empática, útil e conectada ao momento real do cliente. Marcas que ignoram este contexto falam com um consumidor que não existe, enquanto aquelas que reconhecem esse cenário e ajustam a proposta de valor ganham atenção, confiança e conversão. Tudo é questão de estratégia. 

O começo do ano exige que as empresas invistam em campanhas personalizadas com o timing adequado, focando que cada decisão de compra precisa fazer sentido. Personalizar não significa chamar pelo nome, mas entender questões como: o que esse cliente já adquiriu, seus gostos, e o que tende a resolver seu problema agora. Junto a isso, entra o timing, respeitando o momento financeiro do consumidor. Ofertas mal posicionadas soam insensíveis, enquanto as bem contextualizadas transmitem maior inteligência e vendem. 

Existem algumas estratégias que funcionam especialmente bem quando o orçamento está pressionado: reengajamento com foco em valor, não em desconto (eficiência, economia de tempo ou redução de custo futuro são mais persuasivos do que descontos rasos); up-sell e cross-sell orientados à utilidade (destacando produtos e serviços complementares que aumentem o aproveitamento do que o cliente já tem); e condições comerciais flexíveis (como parcelamento, planos escalonados e ofertas progressivas, diluindo o impacto financeiro sem corroer margem). 

Manter uma comunicação ativa com quem já confia na marca é outro ponto indispensável, já que clientes ativos e inativos recentes têm menor barreira de compra. Em tempos de orçamento apertado, confiança vira ativo financeiro. Quanto aos canais mais indicados para construir esse relacionamento, dê preferência por meios mais diretos e contextuais. 

Alguns que acabam ganhando maior protagonismo nesse sentido incluem o WhatsApp, proporcionando conversas rápidas, próximas e resolutivas; o RCS, ideal para explicar valor, planos e diferenciais de forma visual; SMS, sendo mais eficiente para chamadas claras à ação; e o e-mail segmentado, ótimo para conteúdos educativos, comparativos e ofertas mais elaboradas. Independentemente de qual for utilizado, lembre-se que a relevância da mensagem é o que realmente fará a diferença na conversão. 

Empresas orientadas por dados entendem que janeiro não precisa ser um mês de empurrar produtos, e sim de resolver problemas reais de seu público-alvo. Uma boa estratégia construída nesse sentido permite um faturamento contínuo, mesmo em períodos tradicionalmente vistos como desafiadores. 

Ter um faturamento sem pausa não é otimismo, é inteligência aplicada ao contexto real do consumidor. No final, as organizações que souberem como ajustar seu discurso, canais e ofertas, continuarão vendendo – enquanto as que sumirem do radar, perderão relevância. As que aguardarem março para iniciar seus planejamentos de vendas, começarão o ano atrás de seus concorrentes. 

Feedback na gestão: 45% dos profissionais veem a avaliação anual como oportunidade de crescimento

feedback contínuo tem ganhado espaço no debate sobre gestão e performance organizacional, especialmente no início do ano, período marcado pela definição de metas, prioridades e expectativas. Ainda assim, em muitas empresas, as conversas estruturadas sobre desempenho seguem restritas aos ciclos formais do Recursos Humanos (RH). Segundo pesquisa da Robert Half, 45% dos profissionais enxergam a avaliação anual como uma oportunidade real de crescimento, enquanto 26% afirmam não receber nenhum tipo de retorno estruturado e outros 19% avaliam que os modelos adotados poderiam ser melhor organizados, cenário que favorece o acúmulo de ruídos, desalinhamentos e frustrações ao longo do ano.

A ausência recorrente dessa prática impacta diretamente fatores como clareza, reconhecimento e alinhamento, apontados de forma recorrente como causas de desengajamento nas equipes. Um estudo da Gallup mostra que colaboradores que recebem feedback regular têm 3,6 vezes mais chances de estar engajados em seu trabalho, reforçando a relação direta entre conversas contínuas, desempenho e comprometimento. Em contrapartida, ambientes em que a avaliação de desempenho é tardia ou inexistente tendem a concentrar conflitos, perder produtividade e apresentar maior intenção de desligamento.

Para Pablo FunchalCEO da Fluxus, empresa especializada em educação corporativa e desenvolvimento de lideranças, feedback é uma das ferramentas mais subestimadas da gestão. “Quando a devolutiva fica restrita ao fim do ciclo, ele deixa de cumprir seu papel estratégico. Em vez de orientar decisões e ajustar comportamentos ao longo do caminho, passa a surpreender, muitas vezes de forma negativa. O resultado são relações fragilizadas, perda de confiança entre líderes e equipes e um acúmulo de ruídos que reduz drasticamente a capacidade de correção de rota durante o ano”, afirma.

Além de impactar os resultados, o especialista aponta que a forma como as devolutivas são conduzidas influencia diretamente a saúde emocional e a segurança psicológica no trabalho. “Abordagens genéricas ou fora de contexto tendem a gerar defensividade e desgaste nas relações, em vez de promover desenvolvimento. Por isso, uma comunicação eficaz exige intenção, clareza e responsabilidade, e deve ser incorporada como prática contínua de gestão”, destaca Pablo.

Nesse sentido, o início do ano se mostra um momento estratégico para revisar a forma como o feedback é praticado nas organizações. De acordo com Pablo Funchal, transformá-lo em um processo contínuo é decisivo para sustentar resultados ao longo do ciclo. “Empresas que incorporam o diálogo estruturado à rotina, e não como exceção, criam ambientes mais claros, maduros e colaborativos. Quando o diálogo é constante, as pessoas sabem onde estão, o que se espera delas e como podem evoluir. Esse é um fator decisivo para construir relações de confiança e uma cultura de aprendizado”, conclui.