Início Site Página 59

Fim do hype: por que o varejo entrou na “era da execução”? 

Por anos, as conferências de varejo pareciam roteiros de ficção científica. Nesses encontros, falava-se de robôs, metaverso e até mesmo entregas por drones. Enquanto isso, a NRF 2026 consolidou uma virada de chave silenciosa, mas de alto impacto: o hype morreu. Como destacou David Lawrence na abertura do evento: “Se não deu certo, aprendemos. Mas, ficar parado não era uma opção”. 

Podemos afirmar que entramos oficialmente na era da execução. E, nesse novo cenário que se consolida, três pilares surgem como divisores de águas entre as empresas do setor que apenas sobrevivem e as que lideram. São eles: 

#1 A IA saiu da vitrine. Se em 2025 a Inteligência Artificial era uma promessa abstrata, em 2026 é algo puramente pragmático. O mercado não se interessa mais em saber o que a IA pode fazer, mas o que ela está entregando em casos reais de uso, como: otimização logística, redução drástica de rupturas de estoque e, principalmente, a IA Conversacional. Com o avanço do protocolo UCP (Universal Commerce Protocol), o consumidor está migrando sua preferência para assistentes inteligentes. Desta forma, se o dado do produto não for legível por uma máquina, a marca poderá deixar de existir para esse novo consumidor. 

#2 A Reforma Tributária como catalisadora de eficiência. No Brasil, podemos afirmar que o motor de inovação veio direto de Brasília. A transição para o novo modelo tributário se tornou o teste definitivo para o varejo. Aqueles que ainda operam com dados fragmentados ou sistemas legados, certamente, sofrerão com a complexidade fiscal. Nesse cenário, o software de gestão como, por exemplo, o ERP deixou de ser uma ferramenta de suporte para se tornar o “escudo” para garantir a margem de lucro. Afinal, organizar dados e garantir o compliance em tempo real não se restringe apenas à burocracia, mas trata-se de estratégia competitiva. 

#3 Consumo em “K” e a valorização humana. O cenário macroeconômico desenhou uma curva em “K”, na qual, de um lado, há o consumo impulsionado pela valorização de ativos e busca por experiências positivas; do outro, existe a constante luta pela eficiência no varejo. No meio desse fogo cruzado, nosso país tem uma “arma secreta”: o acolhimento. Desta forma, a grande lição para 2026 é que a tecnologia deve ser “invisível” para servir e empoderar o humano. Na prática, a IA deve dar munição para que o vendedor conheça o cliente tão bem quanto o algoritmo, mas com a personalização que só o atendimento presencial oferece. 

Em 2026, o varejo deve ser pautado em dados com propósito. Ou seja, não basta digitalizar as operações em nuvem; é necessário ser autônomo. Da mesma forma, não basta apenas ter IA; é preciso ter margem. Até porque, na prática, o sucesso pertence às empresas que já entenderam que a inovação tecnológica só tem sentido quando traduzida em eficiência operacional e conexão humana real. 

Como sinalizado por Lawrence, o hype acabou. Essa afirmação ganha ainda mais força ao olharmos a projeção do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV) de que, até março, o setor tenha uma alta de 6,3% nas vendas no país. Mesmo em meio às sazonalidades, é importante enfatizar que o setor não está buscando mais promessas, mas a execução. Quanto a isso, a pergunta que deve ser feita não é sobre qual tecnologia comprar, mas o quão rápido é possível executá-la para proteger o negócio. 

Tailan Oliveira é CRO da ALFA. 

80% das mensagens recebidas pelo WhatsApp são lidas em até 5 minutos

Praticamente todas as mensagens que as pessoas recebem por WhatsApp (mais precisamente, 98%) são abertas. Mais que isso: 80% são lidas nos primeiros cinco minutos depois do recebimento.

Os dados, do próprio aplicativo de mensagens instantâneas, fundamentaram a apresentação da Poli Digital, plataforma parceira do Grupo Meta, no WhatsApp Arena. O co-fundador e CPO da Poli Digital, Gabriel Henrique, palestrou ao lado do gerente de marketing da Vitrine Móveis, de Goiás, Júlio Cesar Alves.

Ambos falaram sobre o tema “Anúncios de clique para o WhatsApp + Conversions API: o poder dos anúncios e mensuração para os pequenos negócios”. 

Para o gerente da Vitrine Móveis, soluções que centralizam WhatsApp, Instagram e Messenger em uma única plataforma e conectam todos os atendentes em um só fluxo de atendimento, é estratégica para os negócios. Além de organizar todo o fluxo comunicacional com e na empresa, Alves cita a segurança na realização de vendas por esse meio de comunicação.

A Vitrine Móveis é cliente da Poli Digital, que também é de Goiás, há pelo menos seis anos, lembra o CPO da plataforma. “O ‘case’ é significativo para demonstrar, de forma prática, como a combinação de tecnologia, estratégia e dados pode transformar operações inteiras”, sublinha Henrique.

“O WhatsApp mantém uma das taxas de engajamento mais altas do mercado. Esse comportamento explica por que o canal se tornou tão estratégico para pequenas e médias empresas que precisam acelerar oportunidades de forma eficiente e previsível”, argumenta o executivo.

A integração de contatos no WhatsApp possibilita conectar campanhas, realizar atendimentos, acelerar funil para gerar conversas reais, reduzir atrito e aumentar a qualidade dos leads, sublinha Henrique. “Trata-se de transformar conversas com os clientes em oportunidades reais”.

Nesse contexto, a Conversions API tem papel central na performance dos anúncios de clique para o WhatsApp. A tecnologia permite que a Poli Digital envie eventos de conversão diretamente para as plataformas do Meta Ads, sinalizando quais interações resultam em leads mais qualificados e relevantes. Com esses dados, os algoritmos conseguem otimizar a entrega dos anúncios de forma mais precisa, priorizando perfis com maior propensão à conversão e contribuindo para melhores resultados em vendas, mensuração mais confiável e uso mais eficiente do investimento em mídia.

A Poli Digital é parceira oficial do Grupo Meta (WhatsApp, Instagram e Facebook) no Brasil. Com isso, a plataforma tem acesso às APIs Oficiais (Application Programming Interface, ou Interface de Programação de Aplicação) – conjunto de padrões de uma interface de um aplicativo. Isso possibilita a oferta de soluções mais apropriadas às demandas das empresas clientes, com segurança, estabilidade e total conformidade com as diretrizes oficiais do Grupo Meta.

“Para a Poli Digital, estar ao lado do Meta, inclusive nesse evento de relevância, representa não apenas reconhecimento, mas também a oportunidade de contribuir para a capacitação do mercado e demonstrar, de forma prática, como a combinação de tecnologia, estratégia e dados pode transformar operações inteiras”, considera o co-fundador.

Henrique sublinha que o encontro reuniu especialistas, líderes de negócios e profissionais de marketing de todo o país, consolidando-se como um dos principais fóruns para discutir tendências, oportunidades e boas práticas no ambiente digital.

PMEs assumem protagonismo e redefinem o e-commerce brasileiro em 2025, aponta Mapa da Logística

A ascensão das pequenas e médias empresas (PMEs) no e-commerce brasileiro vai além do volume. Em 2025, os pequenos negócios não apenas lideraram o crescimento do setor, como também passaram a operar com maior valor por pedido, novos formatos logísticos e maior capilaridade regional. É o que revela o novo levantamento do Mapa da Logística, realizado pela Loggi com dados de 2025, que ressalta uma mudança estrutural no comércio eletrônico do país.

PMEs consolidam protagonismo no e-commerce brasileiro

De acordo com o estudo, as PMEs registraram crescimento de 77% no e-commerce em 2025, o maior entre todos os perfis de vendedores, superando grandes marcas e marketplaces. O desempenho consolida o papel dos pequenos negócios como principais impulsionadores da expansão do setor para novos modelos de negócios, em um ano marcado pela descentralização do consumo em toda a malha logística nacional.

Além de crescerem mais, as PMEs passaram a operar com maior eficiência e complexidade. O valor médio por pedido chegou a R$ 215, um valor 20% acima das grandes marcas e 43% superior ao dos marketplaces, indicando uma combinação de maior ticket médio, opções de produtos mais diversificados e operações mais estruturadas. No campo logístico, embora a coleta ainda represente 67% das operações, o uso de pontos de recebimento (do conceito de Pick up and Drop off points — PUDOs) já responde por 33%, e a utilização foi sete vezes maior do que em 2024, sinalizando a adoção de modelos mais flexíveis e escaláveis.
 

Balanço do e-commerce em 2025

Esse movimento também se reflete na geografia do e-commerce brasileiro. Em 2025, estados fora do eixo tradicional registraram as maiores taxas de crescimento de envio, com destaque para Goiás (141%), Santa Catarina (140%) e Rio Grande do Sul (117%), reforçando o fortalecimento de novos polos logísticos. São Paulo e Minas Gerais seguem liderando em volume de envios e recebimentos, enquanto o Nordeste se destaca com Bahia e Ceará como hubs regionais relevantes.

A mudança no perfil de consumo também contribuiu para o avanço das PMEs. As categorias ligadas à saúde, casa e bem-estar concentraram as maiores altas no ano, com destaque para óticas (126%), farmácias (101%), móveis e decoração (83%), itens de livraria (71%) e eletrônicos e informática (56%). O crescimento desses segmentos amplia a complexidade das operações e exige soluções logísticas mais especializadas e eficientes.

Ao longo de 2025, mais de 47 milhões de quilômetros foram percorridos, refletindo o avanço da capilaridade logística no país. Os dados também apontam um ambiente cada vez mais competitivo, com 45% das entregas realizadas em até dois dias e 57% em até três dias, elevando o padrão de serviço esperado pelo consumidor final.

Regiões, categorias de destaque e principais datas do 4º trimestre de 2025 no e-commerce brasileiro

novo levantamento do Mapa da Logísticatambém contou com dados do quarto trimestre de 2025, evidenciando a maturidade do e-commerce brasileiro, impulsionada pela atuação integrada de PMEs, grandes marcas e marketplaces, além da ampliação da presença digital em diferentes regiões.

A região Centro-Oeste tem grande destaque sendo representada por Goiás, que lidera o ranking de maior crescimento por estado (98%), enquanto o eixo Sul-Sudeste se destaca por ter a maior quantidade de estados neste mesmo levantamento, reforçando a consolidação do comércio eletrônico nestas regiões.

A expansão da malha logística também se evidencia no Norte, com o Pará passando a integrar o grupo dos dez estados que mais recebem pacotes, sinalizando maior capilaridade operacional. No Nordeste, Bahia e Ceará se consolidam como polos relevantes de envio e recebimento. Já as PMEs têm maior presença de envios no Nordeste (4%) e no Sul (31%), acima das grandes marcas, que alcançaram 2% e 11%, respectivamente.

Além disso, as categorias com as maiores taxas de crescimento em todo o Brasil durante o período analisado foram a de móveis e decoração (66%), óticas (63%) e itens de livraria (60%).

Nas principais datas do varejo no quarto trimestre, o protagonismo das PMEs também foi destaque. Na semana do Natal, o volume chegou a 2,4 milhões de pacotes, e as PMEs registraram alta de 45% nos envios, reforçando a relevância de estratégias baseadas em proximidade com o consumidor, personalização e agilidade operacional. Já na semana da Black Friday, os envios cresceram 57% (considerando pequenos, médios e grandes negócios) em comparação às semanas sem datas relevantes do e-commerce ao longo do quarto trimestre.

Sobre o Mapa da Logística

O Mapa da Logística é um levantamento da Loggi lançado em 2025 que apresenta a cada trimestre os dados locais e nacionais de envios e entregas, destaca categorias de produtos em expansão, além de trazer insights e ser referência para empresas de todos os tamanhos, em especial pequenos e médios empreendedores que vendem online para se conectarem com novos mercados em expansão e ampliarem suas vendas. Os dados são coletados com base em envios realizados — entre pequenos, médios e grandes negócios, desde quem envia dezenas de pacotes até milhares diariamente — em todas as regiões do Brasil.

Nesta quarta edição, foi analisado o movimento logístico do Brasil em 2025 e no 4º trimestre deste ano, em mais de 5 mil municípios conectados nas cinco regiões do país, por uma base de 22 mil empresas de diferentes segmentos e regiões.

Para acessar o material completo, confira a página oficial da Loggi no link para baixar o PDF de cada trimestre.

PMEs Fluminenses Impulsionam Crescimento do E-commerce no Rio de Janeiro em 2025

O Rio de Janeiro se consolidou como um polo logístico crucial para o e-commerce brasileiro em 2025, com as Pequenas e Médias Empresas (PMEs) liderando o volume de envios de mercadorias. Um estudo recente revela que o estado superou grandes marcas na participação de remessas, destacando a força e a crescente profissionalização dos pequenos e médios negócios no cenário digital.

Desempenho das PMEs no E-commerce Carioca

O quarto trimestre de 2025 posicionou o Rio de Janeiro como o quarto maior estado em volume de envio de mercadorias por PMEs, representando 8% das remessas nacionais desse segmento. Este desempenho foi superior ao das grandes marcas, que concentraram 6% no mesmo período. O estudo da Loggi, divulgado em fevereiro de 2026, analisou dados de entregas do último trimestre de 2025 e apresentou um balanço anual inédito.

Rio de Janeiro como Hub Logístico

Considerando o volume total de envios no quarto trimestre de 2025, o Rio de Janeiro se destacou como o sexto estado com maior quantidade de pacotes enviados, reforçando sua importância estratégica na logística nacional. No recorte anual, o protagonismo das PMEs fluminenses foi ainda mais evidente, com o Rio sendo o terceiro estado com maior volume de envios realizados por pequenos e médios negócios ao longo de todo o ano.

A Força do Sudeste e a Inovação Logística

A região Sudeste consolidou-se como líder nacional em volume de envios feitos por PMEs, um reflexo da maturidade do e-commerce regional e da crescente profissionalização dos empreendedores. Em 2025, observou-se uma mudança estrutural nas operações das PMEs: o uso de Pontos de Recebimento (PUDOs) aumentou sete vezes em comparação com 2024, respondendo por 33% dos envios, enquanto a coleta tradicional ainda representa 67%.

Impacto das Datas Comemorativas e Preferências de Consumo

As datas comemorativas tiveram um impacto significativo no desempenho do e-commerce. Na semana do Natal, o volume total de envios cresceu 45% para PMEs, e na Black Friday, o aumento foi de 57% para todos os portes de negócio. No Sudeste, os produtos mais comercializados em 2025 foram cosméticos e perfumaria, seguidos por vestuário e moda, eletrônicos e informática.

Aumento da Exigência do Consumidor

O mercado de e-commerce brasileiro em 2025 mostrou-se cada vez mais competitivo, com mais de 47 milhões de quilômetros percorridos em operações de entrega. A exigência do consumidor também elevou o padrão de serviço, com 45% das entregas realizadas em até dois dias e 57% em até três dias.

Fontes

  • E-commerce no Rio cresce em 2025 e PMEs lideram envios de mercadorias, Diário do Rio.

Moda online avança 11,26% em 2025, mas gargalos tecnológicos freiam a lucratividade

Com 64% dos consumidores realizando compras em sites, marketplaces, aplicativos e redes sociais, a moda online lidera o e-commerce e mantém trajetória de expansão no Brasil. Apesar desse avanço, o setor ainda enfrenta gargalos relevantes no uso de tecnologia, o que limita sua capacidade de acompanhar o crescimento na mesma proporção. Em 2025, o mercado de moda online avançou 11,26%, mas a rentabilidade das empresas não evoluiu no mesmo ritmo.

Um diagnóstico desse cenário é apresentado por especialistas do setor no relatório Fashion Trends 2026, realizado pela Quality Digital, que aponta como a maturidade digital ainda revela limitações estruturais em importantes players da indústria. “Não há tanto problema na demanda, mas há uma crise de eficiência em tecnologia”, afirma Marcio Paith, Sales Engineering Manager da Quality Digital.

A análise da Quality Digital mostra que as marcas têm enfrentado taxas de devolução próximas de 25%, um dos maiores gargalos do segmento. “O setor segue crescendo, mas com a margem menor. O tráfego existe, mas não converte como poderia. O checkout funciona tecnicamente, mas o volume de devoluções corrói o resultado”, adverte Paith.

Parte destes problemas pode ser explicada pelo novo consumidor, para quem a moda é entretenimento, conteúdo e influência. Para este usuário, a descoberta de novidades está fortemente ligada às redes sociais, onde começa, e muitas vezes termina, o funil de vendas. “O cliente descobre primeiro nas redes e compra onde a experiência é mais fluida”, explica o executivo. A análise da Quality Digital mostra que 98% das empresas do setor têm presença no Instagram; 64% no WhatsApp e 39% no TikTok.

Este consumidor também está mais criterioso e menos paciente na hora da compra, justamente o momento em que surgem dúvidas e fricções. De acordo com a análise, a compra de “roupa online continua sendo uma decisão emocional, visual e subjetiva; mas agora acontece em um ambiente saturado de opções”.

Não dá para oferecer tudo para todo mundo

Roberto Ave Faria, VP comercial da Quality Digital, destaca que as marcas precisam lidar com seus gargalos tecnológicos e de eficiência, com a adoção de recursos que potencializem a hiperpersonalização. “Não dá para oferecer tudo para todo mundo”, reforça.

Faria enfatiza a importância da adoção de instrumentos como busca inteligente, filtros relevantes, categorias por ocasião, estilo ou intenção. “Essas ferramentas passaram a ser decisivas para reduzir fricção e organizar a escolha. Quando a descoberta falha, o consumidor se perde no excesso de opções. Quando funciona, surge fluidez”, afirma.

Moda sempre foi visual e, no comércio digital, essa característica assume uma função operacional. “Provadores virtuais, fichas de medidas detalhadas, informações claras sobre quem veste a peça e em qual tamanho, comparações visuais entre variações de cor e até recursos como favoritos e wishlist contribuem para decisões mais conscientes. Cada detalhe da página de um produto é um mecanismo de redução de erro”, defende.

O executivo explica que esses elementos podem, em alguns casos, prolongar a jornada. Por outro lado, eles tornam a escolha mais assertiva, e é isso que sustenta a margem no médio e longo prazo.

Faria afirma que, neste cenário de maturidade, pressão por eficiência e jornadas cada vez mais complexas, fica evidente a diferença entre crescer e sustentar o crescimento. “Integrar estratégia, dados, tecnologia e operação deixou de ser uma ambição e passou a ser uma necessidade para marcas que atuam em e-commerces de moda em escala”.

Marketplace como fonte de inteligência de mercado: quem domina os dados, domina o jogo

Por muito tempo, marketplaces foram vistos apenas como grandes vitrines digitais, ou seja, ambientes que conectam oferta e demanda, ampliam alcance e reduzem ruídos nas relações comerciais. É claro que esse papel continua relevante, mas já não é suficiente para explicar o verdadeiro valor dessas plataformas hoje. Na economia digital atual, que tanto sofre com impactos de inovações constantes, o diferencial competitivo de um marketplace não está apenas no volume de transações que ele processa, mas na inteligência que ele é capaz de extrair a partir dos dados que circulam em seu ecossistema.

Já faz alguns anos que estamos vivendo a era em que dados são o ativo mais estratégico de qualquer empresa e quando falamos de marketplaces, são poucos os modelos de negócio que concentram tantos dados  diversos e dinâmicos. Isso porque essas plataformas recolhem informações relevantes sobre comportamento de compra, variações de preço, elasticidade da demanda, ciclos de reposição, tendências regionais, sazonalidade, performance de fornecedores, jornada do cliente e gargalos logísticos.

É justamente por tudo isso que posso afirmar que o marketplace deixou de ser apenas um canal de vendas. Agora falar que ele se tornou um verdadeiro hub de inteligência de mercado não é nenhum exagero!

Diante disso, a diferença entre marketplaces que lideram seus setores e aqueles que apenas sobrevivem está na capacidade de transformar dados brutos em decisões estratégicas. Gestores dessas plataformas precisam entender que apenas coletar as informações já não é suficiente. O valor real surge quando esses dados são organizados, analisados e traduzidos em insights que possam ser colocados em prática.

Quando bem estruturada, a inteligência de mercado dos marketplaces permite antecipar movimentos do consumidor, identificar oportunidades antes da concorrência e apoiar decisões mais assertivas, seja para a própria plataforma ou seja para sellers, parceiros e marcas que operam dentro desse ecossistema.

É essa inteligência e leitura profunda do mercado que permite responder perguntas críticas, como: Quais categorias estão prestes a crescer e por quê?; Onde há ruptura entre oferta e demanda?; Quais preços são realmente competitivos em cada região ou canal?; Que mudanças de comportamento indicam uma tendência estrutural, e não apenas sazonal?.

Se você se acha capaz de responder questões como estas, com base em dados reais, atualizados e confiáveis, sairá na frente dos concorrentes. 

Outra dimensão pouco explorada, mas muito relevante, é o papel do marketplace como termômetro econômico. Por concentrar múltiplos vendedores, segmentos e perfis de clientes, a plataforma passa a refletir movimentos mais amplos do mercado, muitas vezes antes que eles apareçam em relatórios oficiais ou pesquisas tradicionais, ganhando tempo de ação para gestores.

É por isso que marketplaces mais maduros estão evoluindo de operadores transacionais para parceiros estratégicos, oferecendo inteligência de mercado como parte do valor entregue ao ecossistema. Outro ponto essencial desse segmento é que quanto maior o volume e a relevância das informações, maior também a obrigação de garantir governança, segurança e uso ético. Marketplaces que querem liderar o jogo da inteligência precisam investir em estruturas sólidas de governança de dados, compliance regulatório e transparência. 

Por fim, algo que acho muito interessante é uma discussão de entender que inteligência de mercado não deve ser um privilégio exclusivo das plataformas. Quando insights são compartilhados de forma estruturada com sellers e parceiros, todo o ecossistema se fortalece. Fornecedores passam a planejar melhor seus estoques, ajustar portfólios, definir preços mais competitivos e reduzir desperdícios. Por outro lado, as marcas conseguem lançar produtos com maior assertividade e o próprio marketplace se beneficia de uma operação mais eficiente, com menos rupturas e maior satisfação do cliente final. Esse modelo colaborativo transforma dados em um motor de crescimento coletivo.

Para 2026 não hesito em afirmar que, no fim das contas, a disputa entre marketplaces não será decidida apenas por quem tem mais sellers, mais produtos ou mais usuários. Ela será definida por quem entende melhor o mercado que ajuda a construir todos os dias.

*Mariana Mantovani é especialista em Marketplace e E-commerce, e fundadora da Boost Marketplace, empresa especializada em turbinar e impulsionar resultados de vendas nos maiores marketplaces do mercado. Com mais de 15 anos de experiência no ecossistema digital, Mariana sempre atuou em empresas de referência como Netshoes, Electrolux, Mercado Livre e RD Saúde, com foco em e-commerce, marketplaces, liderança de times de performance, e desenvolvimento de negócios.

Número de transações em programas de fidelidade sobe 13% e supera 13 milhões

A Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Fidelização (ABEMF) divulgou os números do mercado de fidelidade brasileiro referentes ao terceiro trimestre de 2025 (3T25), apontando evolução em diferentes indicadores. Segundo a entidade, os dados são uma clara demonstração de que os brasileiros estão usando mais e melhor os programas. A quantidade de transações realizadas pelos participantes no período cresceu 13,3%, alcançando os 13,6 milhões de operações, considerando atividades como acúmulo de pontos, resgates de produtos e serviços, entre outras movimentações nas contas.

Pontos expirados

Indicador essencial para mensurar o engajamento dos participantes com os programas, a taxa de breakage, que mede a quantidade de pontos/milhas expirados, alcançou o menor patamar no histórico da associação, chegando aos 11,6%. O valor caiu 0,8 pontos percentuais na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior.

Entre as razões apontadas para a queda histórica estão iniciativas adotadas pelas empresas de fidelização para incentivar a utilização dos programas pelos consumidores. A expansão da lista de parceiros, a ampliação das opções de acúmulo e resgate, assim como promoções e campanhas que ampliam a validade dos pontos são alguns dos exemplos.

Outros indicadores

No mesmo período, o faturamento das empresas de fidelização chegou a R$ 6,59 bilhões, um aumento de 18,3% se comparado ao mesmo período de 2024. Os pontos/milhas acumulados pelos participantes somaram 270,5 bilhões, valor que supera em 15,1% o registrado no terceiro trimestre do ano anterior. E os pontos/milhas resgatados, ou seja, aqueles efetivamente trocados por produtos e serviços cresceram ainda mais, 22,2% na comparação anual, um total de 247,7 bilhões no 3T25.

O destino desse saldo resgatado seguiu a tendência de trimestres anteriores, sendo, em sua maioria, utilizado para a emissão de passagens aéreas – 77% do total. Os demais 23% foram trocados em produtos e serviços não aéreos, que incluem modalidades como descontos e cashback.

Paulo Curro, diretor executivo da ABEMF, afirma que o segmento continua se desenvolvendo no país porque empresas e pessoas estão compreendendo e usufruindo, cada vez mais, do valor da fidelização. “São várias as frentes de expansão do mercado. Consumidores mais engajados, empresas que ampliam e diversificam suas estratégias de fidelidade, novos setores econômicos aderindo à fidelização. Além, é claro, do cenário macroeconômico, que por um lado incentiva consumidores a buscarem alternativas de economia, e por outro leva marcas a procurarem ferramentas que melhorem seus resultados frente à concorrência”, diz.

Amazon Brasil anuncia Fulfillment by Amazon (FBA) grátis em itens acima de R$ 100 para todos os vendedores no programa logístico

A Amazon Brasil anuncia tarifas promocionais no programa Fulfillment by Amazon (FBA), serviço que permite aos vendedores enviarem seus produtos para os Centros de Distribuição da Amazon, que gerencia todo o processo logístico, incluindo armazenagem, entrega e atendimento ao cliente pós-venda. A partir deste mês, produtos acima de R$ 100 estarão isentos das tarifas do serviço, enquanto produtos abaixo desse valor serão cobrados apenas R$ 5/unidade. Todos os vendedores participantes poderão contar com esse benefício durante o mês de fevereiro, além de usufruir de coleta e armazenagem gratuitas. A partir de março, o benefício será estendido até julho para vendedores que atingirem 3,5% de investimento em Amazon Ads sobre suas vendas – meta que deverá ser mantida mensalmente para continuar usufruindo das taxas reduzidas.

“Estamos muito felizes em estender a campanha que foi um sucesso em 2025, tornando o FBA ainda mais acessível para nossos vendedores parceiros”, conta Julia Salles, diretora do programa na Amazon Brasil. “Queremos que cada vez mais empreendedores possam aproveitar nossa infraestrutura logística completa, do armazenamento à entrega, com custos mais competitivos. Isso significa que esses empreendedores podem focar no que realmente importa – seus produtos e suas vendas – enquanto a Amazon cuida de todo o resto”, completa Julia.

Thiago Kitzinger, Head Comercial & Marketing da Dark Lab, destaca o impacto comercial da promoção. “Estamos muito satisfeitos com o programa de redução de tarifas do FBA. A iniciativa veio no momento crucial de crescimento do e-commerce para deixar a Amazon ainda mais competitiva em comparação a outras plataformas, trazendo oportunidades para uma precificação mais acessível aos consumidores. A redução de tarifas foi crucial para manter os preços competitivos e entrar em campanhas estratégicas a fim de aproveitar ao máximo as oportunidades comerciais para nossa marca”, conta Thiago.

Além das tarifas promocionais, a Amazon Brasil também anuncia a elegibilidade de Microempreendedores Individuais (MEI) ao programa FBA. A partir de agora, vendedores MEI que atuam nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Ceará, Distrito Federal e Pernambuco podem integrar o programa, enviando seus produtos diretamente para Centros de Distribuição da Amazon e contando com sua logística completa. Ainda, por meio do “Experimente o FBA”, vendedores que ainda não estão em no programa podem aderir e testar os serviços logísticos de forma gratuita, com isenção de taxas para todos os produtos por 30 dias.

Com esta atualização, a experiência dos vendedores MEI ficará mais simples, garantindo a todos os participantes os benefícios e a eficiência do programa. Isso inclui a possibilidade de configurar o Faturador, sistema automatizado de emissão de notas fiscais da Amazon, facilidade para listar produtos em FBA e criação de envios sem a necessidade de preenchimento de planilhas fiscais adicionais. Essas novidades também beneficiam consumidores de todo o país, que ganham acesso a uma variedade maior de produtos com a velocidade e confiabilidade da logística Amazon.

A elegibilidade de vendedores MEI ao FBA faz parte da estratégia de expansão contínua do programa no Brasil. No início de 2025, o FBA estava disponível em três estados brasileiros. Hoje, o programa alcança nove estados, triplicando sua cobertura geográfica no último ano. Em 2026, a Amazon continuará expandindo sua infraestrutura logística, com o lançamento de novas operações de FBA, que ampliarão a elegibilidade ao programa, aumentando ainda mais o alcance e a velocidade de entrega para clientes e vendedores.

Valdirene Miquelin, dona da loja Miquelin Beauty, que teve acesso antecipado ao sistema, avalia positivamente os resultados de participar do programa. “Nossa experiência em dezembro foi incrível e ver as vendas bombarem nos deu a certeza de que temos um grande mercado aqui. Antes, com outros parceiros logísticos, tivemos alguns contratempos que afetaram nosso ritmo, por isso, receber a oportunidade de testar o FBA como MEI foi uma excelente notícia! Estamos muito animados em estreitar essa parceria e ansiosos para ver o impacto positivo do selo Prime em nossos produtos”, conta Valdirene.

Um erro operacional quase derrubou as vendas de um e-commerce no TikTok Shop

A ascensão do TikTok Shop como canal de vendas no Brasil abriu uma nova frente de crescimento para pequenos e médios negócios digitais. Relatório da Accenture aponta que o social commerce deve crescer quase três vezes mais rápido do que o e-commerce tradicional até 2026, impulsionado por vídeos curtos, afiliados e compras por impulso. Mas, junto com a escala acelerada, surgem armadilhas operacionais pouco discutidas.

Foi esse o aprendizado vivido pela empresária Sabrina Nunes, fundadora da Francisca Joias, e especialista em vendas na internet. A marca chegou a registrar picos de até 700 pedidos em um único dia dentro do TikTok Shop, impulsionada por vídeos próprios e de afiliados que viralizaram na plataforma. Pouco tempo depois, as vendas despencaram.

“O erro não foi marketing, nem produto, nem falta de demanda. Foi estoque. Eu descuidei da profundidade e o algoritmo respondeu cortando a distribuição”, afirma Sabrina. Segundo ela, a queda não aconteceu de forma gradual. “De um dia para o outro, os pedidos simplesmente pararam de entrar”, diz.

O funcionamento do TikTok ajuda a explicar o fenômeno. Diferentemente de redes sociais mais tradicionais, a plataforma opera também como mecanismo de busca. Vídeos bem ranqueados continuam sendo exibidos por semanas ou meses, o que amplia o potencial de vendas. No TikTok Shop, esse efeito é reforçado pelo interesse direto da plataforma em escalar produtos com capacidade de entrega.

“Quando o sistema percebe que você não tem estoque suficiente para sustentar a demanda, ele entende que aquele produto não é escalável. E, se não é escalável, deixa de ser prioridade para o algoritmo”, afirma Sabrina. O resultado é menos alcance, menos visualizações e queda abrupta nas vendas.

Dados do próprio TikTok, divulgados em relatórios globais de commerce, indicam que sellers com maior taxa de disponibilidade de estoque e fulfillment consistente têm mais chances de receber incentivos da plataforma, como vouchers de mídia e maior exposição em vitrines internas. No Brasil, a empresa tem estimulado o envio de amostras para afiliados como forma de ampliar o volume de vídeos, prática que também exige previsibilidade operacional.

Segundo a empresária, o erro ficou mais evidente quando a marca passou a integrar o estoque via ERP, sistema que conecta loja on-line e TikTok Shop. “O ERP joga a informação em tempo real. Se não há profundidade, o sinal para o algoritmo é claro: essa marca não aguenta escalar”, diz.

O caso chama atenção porque contraria uma lógica comum entre pequenos lojistas, que apostam em grande variedade de produtos. Para Sabrina, no TikTok Shop vale o oposto. “Importa mais profundidade do que mix. Não adianta ter muitos itens se você não consegue sustentar aquele que está performando”, afirma. Ela recomenda começar com cerca de dez produtos, desde que exista reposição garantida com fornecedores.

O aprendizado ocorre em um momento de forte expansão do canal. Estudo da NielsenIQ mostra que vídeos com recomendação direta influenciam mais de 70% das decisões de compra em social commerce, percentual superior ao de anúncios tradicionais. “É a rua mais movimentada do mundo hoje. Mas, se você não estiver preparado internamente, a mesma velocidade que leva para cima derruba”, diz Sabrina.

Para 2026, a empresária avalia que o TikTok Shop tende a separar rapidamente operações estruturadas das improvisadas. “Não é uma lojinha. É uma máquina de escalar produto. E máquina exige processo, estoque e previsibilidade”, afirma. Segundo ela, quem entender isso cedo pode capturar uma vantagem difícil de recuperar depois. “Quem chega antes bebe água limpa. Foi assim com Instagram, influenciadoras e e-commerce. Agora está acontecendo de novo.”

Fintechs, chineses e delivery: ranking revela os aplicativos preferidos dos brasileiros em 2025

Um novo levantamento da RankMyApp, referência em inteligência mobile e performance digital, revelou o panorama dos aplicativos mais baixados no último ano pelos brasileiros em mais de dez categorias, entre elas Finanças, Compras, Gastronomia, Entretenimento e Educação. O estudo ‘’Top Apps Brasil 2025’’, que analisou dados da Google Play Store e Apple Store, mostra três tendências distintas: o domínio absoluto das fintechs no setor financeiro, a consolidação das plataformas asiáticas no e-commerce e a força dos aplicativos de delivery de comida no país.

Finanças: bancos digitais conquistam o topo

Na categoria Finanças, o Nubank lidera no Android (18.112 pts), enquanto o Mercado Pago ocupa o 1º lugar no iOS (17.748 pts). PicPay e Mercado Pago aparecem entre as primeiras posições no Android, e, no iOS, o top 5 é composto por Mercado Pago, Nubank, FGTS, Serasa e InfinitePay. O levantamento reforça o protagonismo de apps digitais no topo do ranking, com presença pontual de banco tradicional, como o Banco Itaú, que aparece em 4º no Android (16.460 pts) e em 7º no iOS (16.283 pts)

Finanças – Top 5

Android:

  1. Nubank — 18.112
  2. PicPay — 17.398
  3. Mercado Pago — 17.180
  4. Banco Itaú — 16.460
  5. Inter — 16.320

 iOS:

  1. Mercado Pago — 17.748
  2. Nubank — 16.942
  3. FGTS — 16.698
  4. Serasa — 16.563
  5. InfinitePay — 16.535

“As fintechs entenderam que o consumidor brasileiro busca praticidade, transparência e taxas competitivas. Elas construíram experiências digitais nativas, sem o peso de infraestruturas bancárias tradicionais, e isso se reflete na preferência do usuário”, analisa Leandro Scalise, CEO da RankMyApp.

Bancos tradicionais como Itaú, Inter, Caixa e Santander mantêm presença relevante, mas ocupam posições intermediárias no ranking, demonstrando que a transformação digital do setor financeiro brasileiro ainda tem um protagonismo forte das instituições nascidas digitais.

Compras: a “guerra oriental” redefine o e-commerce

A categoria Compras apresenta o cenário mais disruptivo do levantamento. Plataformas asiáticas como Temu, Shopee e Shein ocupam posições de destaque em ambas as lojas de aplicativos, sinalizando uma mudança profunda no comportamento de compra do brasileiro.

No Android, o Mercado Livre mantém a liderança com 17.720 pontos, mas é seguido de perto por Temu (17.706), Shopee (17.649) e Shein (16.877). No iOS, o cenário é ainda mais favorável às plataformas orientais: Mercado Livre lidera com 17.651, mas Temu aparece com 17.512, praticamente empatado, e Shopee vem logo atrás com 17.493.

“A aceleração das plataformas chinesas não é apenas uma questão de preço”, explica Scalise. “Essas empresas entenderam profundamente o comportamento do consumidor brasileiro. Elas usam dados em larga escala para segmentar audiências, testar mensagens em ciclos rápidos e ajustar ofertas em tempo real. Essa capacidade de leitura e resposta coloca Shopee, Shein e Temu em uma posição muito competitiva na disputa pela atenção e pela recorrência de compra.”

O estudo aponta que esse avanço está diretamente relacionado ao comportamento do consumidor, que tem buscado maior conveniência e custo-benefício. Há um aumento significativo da adesão a experiências gamificadas de compra, como cupons, recompensas e programas de fidelidade, que estimulam a recorrência. Além disso, o consumidor tem demonstrado maior tolerância a prazos de entrega mais longos quando os descontos aplicados são expressivos, um reflexo do aumento do custo de vida e da necessidade de compras mais racionais.

Marketplaces consolidados como Amazon, Magalu e OLX seguem entre os dez mais bem posicionados no Brasil, mas passam a enfrentar uma concorrência cada vez mais intensa no ambiente digital.

Gastronomia: iFood mantém liderança absoluta

Na categoria Gastronomia e Bebidas, o iFood reina absoluto em ambas as plataformas. No iOS, o aplicativo registra 18.120 em pontuação, seguido por McDonald’s (17.564) e Zé Delivery (17.395). Já no Android, a liderança se repete com iFood (18.129 pts), enquanto Zé Delivery aparece em segundo lugar (17.522) e McDonald’s em terceiro (17.375).

O que chama atenção é a forte presença de redes de fast-food com aplicativos próprios no top 10. Burger King (17.112 no iOS  e 17.247 no Android), Food To Save (16.362 no iOS e 16.413 no Android) e Habib’s (15.861 no iOS e 15.243 no Android) demonstram que grandes marcas têm investido em canais diretos de relacionamento com o consumidor, buscando reduzir dependência de agregadores e aumentar margens.

Gastronomia e Bebidas – Top 5

iOS:

  1. iFood – 18.120
  2. McDonald’s – 17.564
  3. Zé Delivery – 17.395
  4. Burger King – 17.112
  5. Food To Save – 16.362

Android:

  1. iFood – 18.129
  2. Zé Delivery – 17.522
  3. McDonald’s – 17.375
  4. Burger King – 17.247
  5. Food To Save – 16.413

Aplicativos de nicho, como o Food To Save, que conecta consumidores a estabelecimentos que vendem excedentes de alimentos com desconto, também aparecem no ranking, sinalizando uma crescente preocupação do brasileiro com sustentabilidade e economia.

O levantamento analisou 400 aplicativos em 8 categorias no Android e 700 aplicativos em 14 categorias no iOS.

Métricas de excelência para se manter no topo

O estudo Top Apps Brasil 2025 utilizou metodologia proprietária para analisar o desempenho dos aplicativos nas lojas digitais ao longo de 2025. O ranking considera um índice composto que reúne indicadores como visibilidade, engajamento, pontuação e posicionamento por categoria, com dados da Google Play Store e da Apple App Store no Brasil, além de ferramentas próprias e APIs oficiais. A empresa ressalta que os resultados refletem um retrato do mercado no período e podem variar conforme a dinâmica do setor.

Além do ranking, o levantamento aponta que os aplicativos líderes compartilham padrões de excelência. Segundo a RankMyApp, essas plataformas costumam registrar ratings próximos ou superiores a 4,5 estrelas, altos níveis de engajamento e recorrência, além de bases amplas de usuários. O investimento contínuo em otimização nas lojas de aplicativos (ASO) e em experiência do usuário aparece como fator decisivo para sustentar performance e retenção no ambiente digital.