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Cinco erros jurídicos que podem custar caro a uma startup no início da operação

O número de startups em operação no Brasil segue em expansão. De acordo com a Associação Brasileira de Startups (Abstartups), o país já conta com mais de 14 mil negócios ativos, e o ecossistema segue atraindo milhares de investidores e movimentando bilhões de reais anualmente, segundo dados de mercado. Mas, apesar do crescimento, muitos empreendedores ainda negligenciam um aspecto crucial: a segurança jurídica da operação.

Segundo Matheus Martins, advogado e fundador da Barcelos Martins Advogados, boutique especializada em assessoria jurídica para startups, erros básicos cometidos na fase inicial podem gerar prejuízos expressivos, e até inviabilizar rodadas de investimento. “Os fundadores costumam estar tão focados em produto e captação que deixam de lado a parte jurídica, que é o alicerce de qualquer negócio. Sem uma estrutura sólida, a startup corre risco de travar justamente quando começa a crescer”, explica o advogado, especialista em Venture Capital e Direito Empresarial.

Abaixo você confere cinco erros jurídicos que startups cometem e como evitá-los:

1. Falta de contrato entre sócios

A ausência de um acordo societário é um dos principais erros de startups em estágio inicial. Esse documento define papéis, responsabilidades e direitos, evitando disputas futuras. “É comum ver sócios rompendo parceria sem definição clara sobre quem fica com o produto, a marca ou os clientes. O contrato é o que separa uma sociedade profissional de uma amizade informal”, destaca Martins.

2. Não formalizar a relação com colaboradores e prestadores

Startups costumam contratar freelancers, desenvolvedores e prestadores sem instrumentos jurídicos adequados. Isso pode gerar ações trabalhistas e questionamentos sobre propriedade intelectual. O ideal é formalizar tudo por meio de contratos de prestação de serviços e cláusulas de cessão de direitos autorais e de código.

3. Ignorar a proteção da marca e da propriedade intelectual

Registrar a marca no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) é essencial. Sem esse passo, outra empresa pode utilizar o mesmo nome e até impedir o uso futuro. De acordo com estudos de mercado, o número de startups com a marca registrada ainda é baixo no país, um risco alto para quem busca investimento.

4. Negligenciar compliance e privacidade de dados

Com a LGPD em vigor desde 2020, empresas que coletam e armazenam dados pessoais devem seguir protocolos rígidos. A fiscalização da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) tem se intensificado, com a instauração de diversos processos sancionadores. Startups que tratam dados sem política de privacidade podem sofrer sanções e perder credibilidade com investidores.

5. Falta de preparo para rodadas de investimento

A ausência de governança, cláusulas de vesting e estrutura societária clara pode afastar investidores. “Fundos de venture capital fazem due diligence minuciosa. Se a empresa não estiver juridicamente organizada, a rodada cai antes mesmo de começar”, alerta Martins.

Para o advogado, o amadurecimento jurídico é parte essencial da profissionalização das startups brasileiras. “Os founders precisam entender que jurídico não é custo, é investimento. Um contrato bem redigido pode economizar meses de litígio e milhares de reais em honorários no futuro”, conclui o especialista.

Google leva ‘agentic commerce’ à NRF 2026 e aponta nova era do varejo digital com lançamento do Universal Commerce Protocol

A NRF 2026 trouxe à tona uma revolução no varejo digital, com o Google se posicionando na vanguarda dessa transformação. A introdução do Universal Commerce Protocol e o uso de IA para facilitar compras de maneira ainda mais fluida e personalizada mostram como a tecnologia está moldando o futuro do varejo.

Para Rodrigo Abreu (Kalu), CEO da UP2Tech, os anúncios do Google na feira marcam uma redefinição da experiência de compra no varejo digital. “A introdução de padrões abertos para comércio impulsionado por IA vai além de uma simples evolução tecnológica. Estamos entrando em uma nova era, onde agentes de IA não apenas recomendam produtos, mas podem concluir uma compra inteira dentro de uma conversa inteligente com o consumidor”, comenta. “Isso elimina barreiras no e‑commerce, como formulários e checkouts, e coloca grandes plataformas tecnológicas no centro da experiência, com grande influência sobre quem vê o produto e como ele é apresentado”.

Já para Konrad Doern, CFO da Compra Rápida, “Ficou claro para os varejistas na NRF que a IA já faz parte da jornada de pesquisa de compra da maioria dos consumidores, o que torna cada vez mais relevante estar bem posicionado nesses novos ambientes de descoberta. Ao mesmo tempo, os dados mostram que ainda menos de 1% dos usuários confiam hoje em agentes para realizar a compra por eles, indicando que a adoção do agentic commerce ainda está em estágio inicial. O Universal Commerce Protocol anunciado pelo Google surge justamente como um catalisador dessa transição, e o principal desafio para os varejistas será estar preparado, em termos de dados, tecnologia e experiência, para quando essa confiança começar a escalar”. Afirma o executivo. 

Rodrigo Murta, CEO da Looqbox, analisa o movimento do Google e sinaliza que a Inteligência Artificial  entra em uma fase mais operacional do varejo. “Estamos falando de uma tecnologia que deixa de operar nos bastidores e passa a conduzir a jornada de compra. Isso encurta caminhos, reduz fricções e muda a expectativa do consumidor. Para as empresas, o desafio não é apenas tecnológico, mas estrutural: organizar dados e processos para que essa automação gere eficiência real e impacto no negócio”.

5 dicas jurídicas para sua empresa em 2026

O cenário empresarial tem se tornado cada vez mais regulado e fiscalizado, o que transforma a gestão jurídica em uma questão estratégica para as empresas. A adoção de boas práticas jurídicas contribui para a redução de riscos, fortalece as relações institucionais e governamentais e promove um ambiente de negócios mais seguro e sustentável.

Para o advogado especialista em compliance e data privacy, Fernando Manfrini, “a gestão jurídica é um dos pilares essenciais para empresas que buscam crescer de forma segura em 2026. Manter atenção constante aos riscos e à conformidade legal garante mais segurança nas negociações e fortalece as relações entre empresas”. Segundo o especialista, um planejamento jurídico realizado no início do ano contribui diretamente para uma estratégia empresarial mais sólida, confiável e eficiente.

  1. Atenção ao complianceA empresa que aplica o compliance previne irregularidades, fraudes e fortalece a organização no mercado e para os investidores. Manter políticas internas, códigos de conduta e boas práticas de governança, garante que a sua empresa atue de forma ética e com a legislação.
  2. Cuidado com as leis trabalhistasAs leis trabalhistas atingem muitas empresas, por isso se manter atento reduz os riscos de ações judiciais e problemas com a fiscalização. Apesar disso, acompanhar as mudanças na legislação e manter a adequação de contratos, jornadas e benefícios à legislação contribuem para uma gestão transparente e longe de conflitos.
  3. Tributação em diaFicar sujeitos a multas sempre traz prejuízos, portanto é necessário manter uma gestão tributária eficiente e uma organização fiscal. “Cumprir as obrigações tributárias evitam multas, juros e problemas com a fiscalização, além de contribuírem para um melhor planejamento financeiro”, comenta o advogado.
  4. Proteção de dados e LGPDColocar em risco informações e a reputação da sua empresa não garante uma reputação adequada. Assim, a adoção de processos alinhados à Lei Geral de Proteção de Dados é indispensável para proteger informações sensíveis de clientes, parceiros e colaboradores. A LGPD reduz riscos de sanções, protege a reputação da sua empresa e demonstra não apenas um compromisso com a privacidade, mas também os dados.  
  5. Contratos bem estruturadosContratos mal elaborados geram uma fragilidade e deixam sua empresa vulnerável em negócios podendo se transformar em um conflito comercial. “Dessa forma, revisar e formalizar contratos com clareza e segurança jurídica garante não apenas relações comerciais mais estáveis, mas também prevenir conflitos em negócios futuros”, finaliza Fernando Manfrin, advogado especialista em compliance e data privacy.

Autenticação do comprador: garantindo segurança nas vendas digitais 

O avanço acelerado do comércio eletrônico trouxe oportunidades enormes para o varejo, mas também ampliou a complexidade de um desafio que atinge todos os lojistas digitais: garantir que o comprador é realmente o titular do cartão utilizado.   

Em um ambiente em que cada transação pode virar um risco financeiro, a autenticação da legitimidade do cliente se tornou um dos pilares estratégicos para qualquer operação digital. Isso porque, quando uma compra é feita com cartão de crédito, existe sempre a dúvida sobre quem está digitando os dados. Se a pessoa não for o real portador do cartão, pode contestar a transação, junto ao banco emissor e gerar um prejuízo direto para o lojista. O varejo, que muitas vezes opera com margens estreitas, não pode se dar ao luxo de arcar com esse tipo de perda.  

Tradicionalmente, as lojas recorreram às soluções de antifraude, que avaliam múltiplos sinais durante o checkout. Essas ferramentas analisam CPF, dados do cartão, e-mail, endereço, histórico de comportamento, uso do device e centenas de variáveis que, combinadas, geram um score de risco.   

Se o sistema enxerga inconsistências, a transação é recusada. No entanto, esse processo não é perfeito. Clientes legítimos também são barrados, principalmente quando algo foge do padrão, como acontece quando o banco emite um cartão novo, ou quando o comprador troca de celular ou endereço. Para o e-commerce, a perda silenciosa de receita causada por falsos negativos vem acompanhada de um impacto direto na experiência do cliente: quando um comprador legítimo tem sua compra recusada, a marca também perde credibilidade.   

É aí que tecnologias de autenticação começam a ganhar protagonismo. O protocolo 3D Secure (3DS), por exemplo, permite que o próprio banco emissor valide o comprador. O cliente é direcionado ao app do banco, recebe um push ou SMS e confirma a transação. Essa etapa adicional cria uma prova inequívoca de que é o titular quem está realizando a compra, protegendo a loja de futuros chargebacks.   

No entanto, mesmo com as evoluções para a versão 2.0, cada banco implementa o “desafio” de uma forma, o que afeta diretamente a experiência. Alguns fluxos são mais rápidos e intuitivos, levando poucos segundos para autenticar o usuário. Outros ainda são confusos e pouco adaptados ao mobile, o que pode gerar fricção e abandono de carrinho.   

A boa notícia é que a versão 2.0, permite uma autenticação silenciosa, sem fricção com o consumidor. Nesse modelo, a loja envia mais dados ao banco, que pode aprovar automaticamente parte das compras sem interrupção e solicitação do desafio, preservando a experiência e, ao mesmo tempo, aumentando a segurança.  

A grande vantagem dessa autenticação, é o chamado liability shift. Quando a transação é autenticada pelo banco, a responsabilidade por um eventual chargeback por fraude deixa de ser do lojista e passa a ser do banco emissor. Isso diminui o risco operacional e melhora a previsibilidade financeira, dois elementos essenciais para negócios em crescimento.  

Outra tendência que vem se consolidando no mercado é o uso de biometria facial como camada complementar de validação da identidade. Soluções como o IDPay, da Unico, aproveitam o banco de dados criado durante aberturas de contas em bancos digitais e grandes varejistas para criar uma rede de identidade digital.  

Quando o cliente inicia uma compra, utilizando esse recurso, o sistema pode confirmar se o rosto capturado pelo celular corresponde ao CPF utilizado para a compra e se este mesmo rosto é o titular do cartão utilizado na transação.   

Esse processo acontece em segundos e costuma ser mais amigável do que os fluxos de desafio de autenticação por 3DS de alguns emissores, especialmente em bancos que ainda não têm sistemas bem adaptados ao ambiente mobile. Além de aumentar a precisão da validação, essa abordagem permite que o lojista aprove transações que o antifraude tradicional rejeitaria. E, em casos de contestação futura, a biometria fornece uma evidência poderosa de que foi o próprio titular quem concluiu a compra.  

Para empresas que desejam escalar com segurança, o caminho mais eficaz é combinar e orquestrar diferentes ferramentas, antifraude, 3DS e validação por biometria. Na Tuna, temos casos em que a implementação de novas ferramentas aumentou a aprovação em mais de 20% ao reduzir rejeições indevidas.  

Esse ecossistema integrado reduz riscos, aumenta as taxas de aprovação e protege a experiência do cliente. Em um mercado competitivo e de margens apertadas, a autenticidade do comprador deixa de ser apenas uma medida de segurança: ela se torna uma estratégia essencial para impulsionar a conversão, garantir sustentabilidade operacional e construir confiança em cada etapa da jornada digital. 

Getnet lança programa “Getnet Connects” para acelerar inovação e internacionalização de parceiros

A Getnet, fintech de pagamentos do Grupo Santander, anunciou o lançamento do Getnet Connects, seu novo programa global de parcerias. A iniciativa chega ao mercado em janeiro de 2026 com o objetivo de reestruturar o ecossistema da empresa, oferecendo um modelo mais colaborativo e focado no crescimento conjunto com ISVs (desenvolvedores de software independentes) e aliados comerciais.

O programa foi desenhado para ir além da simples relação comercial, atuando como uma alavanca de crescimento para os parceiros. Entre os principais diferenciais está o suporte à internacionalização: o Getnet Connects utilizará a presença global da fintech para facilitar a entrada de parceiros locais em outros mercados da América Latina, simplificando a expansão regional.

Os Quatro Pilares do Programa

A estratégia do Getnet Connects sustenta-se em frentes que combinam desenvolvimento técnico e oportunidades de receita:

  1. Capacitação e IA: O programa oferece treinamentos sobre o portfólio e estratégias de vendas, com destaque para conteúdos práticos sobre o uso de Inteligência Artificial aplicada aos negócios, visando aumentar a eficiência operacional dos parceiros.
  2. Marketing e Incentivos: Ações direcionadas para ativar a base de clientes e incentivar a migração para a adquirência da Getnet, com programas de recompensa e visibilidade para revendedores com alto desempenho.
  3. Cocriação de Soluções: Foco no desenvolvimento conjunto de tecnologias e integrações personalizadas, permitindo que parceiros ofereçam diferenciais competitivos exclusivos aos seus clientes finais.
  4. Relacionamento: Acesso a uma agenda de eventos com tomadores de decisão e espaços de networking qualificado para gerar novos negócios.

Visão Executiva

Para a liderança da empresa, o movimento reflete a necessidade de um ecossistema mais integrado diante de um mercado de pagamentos cada vez mais complexo.

“O Getnet Connects nasce com a missão de abrir novas oportunidades para todo o nosso ecossistema. Queremos impulsionar negócios e promover crescimento conjunto. Ao estreitar essa relação, abrimos espaço para mais inovação, colaboração e resultados melhores”, afirma Caio Costa, Vice-Presidente de Partners Brasil da Getnet.

O executivo reforça que o foco é entregar soluções que resolvam “dores reais” dos clientes e gerem tração comercial. Com a nova estrutura, a Getnet busca consolidar sua posição não apenas como provedora de meios de pagamento, mas como uma parceira estratégica de tecnologia e expansão de negócios.

Retail Media e IA transformam o varejo em 2026: Brasil já movimenta US$ 1 bi em anúncios

O varejo digital inicia 2026 sob uma nova dinâmica estratégica. Após um ano pressionado por margens estreitas e custos de aquisição de clientes cada vez mais altos, o setor aposta na consolidação de duas frentes tecnológicas para retomar a rentabilidade: o Retail Media (mídia de varejo) e a Inteligência Artificial (IA).

A integração dessas ferramentas marca uma mudança estrutural no e-commerce, que deixa de ser apenas um canal de vendas para atuar como um ecossistema de dados e mídia, focado em eficiência operacional e precisão na conversão.

A ascensão do Varejo como Mídia

O Retail Media — estratégia em que varejistas vendem espaços publicitários em seus próprios canais usando dados de seus clientes — mantém um ritmo de crescimento acelerado. Segundo projeções da eMarketer, o segmento movimentou cerca de US$ 2,6 bilhões na América Latina em 2025. O Brasil lidera esse cenário, respondendo por 40% do total, o equivalente a US$ 1,06 bilhão.

Para Alexandre Mendes, sócio-CMO da Lope Digital Commerce, esses números inauguram uma nova etapa para o mercado.

“O varejo, antes visto somente como um canal de vendas, atua agora como um veículo de mídia robusto, monetizando inventário e dados. Quando essas informações são integradas às campanhas, a comunicação ganha precisão e o retorno aumenta”, analisa Mendes.

O modelo permite que marcas utilizem o histórico de compras e o comportamento de navegação dos consumidores para criar ofertas mais assertivas, reduzindo a fricção na jornada de compra.

IA: O motor da produtividade

Enquanto o Retail Media alavanca a receita, a Inteligência Artificial atua na redução de custos e na eficiência. Um estudo da consultoria Strand Partners, encomendado pela AWS, revela que 40% das empresas brasileiras já utilizam IA. O impacto nos resultados é expressivo:

  • 96% registraram ganhos de produtividade;
  • 95% reportaram aumento de receita.

A tecnologia tem sido aplicada principalmente na gestão de estoque, previsões de demanda e atendimento. “A IA se tornou uma ferramenta estruturante, que ajusta níveis de inventário e conecta toda a operação às expectativas do consumidor. Esse alinhamento é decisivo para gerar fidelização”, explica Mendes.

Perspectivas para 2026

A tendência para este ano é o amadurecimento dessas estratégias. Com consumidores menos tolerantes a falhas, a sincronização entre disponibilidade de produto (gerida por IA) e campanhas personalizadas (via Retail Media) será o diferencial competitivo.

O mercado projeta que varejistas capazes de consolidar o uso de dados proprietários não apenas protegerão suas margens, mas redefinirão a experiência de compra em um ambiente cada vez mais orientado por resultados concretos.

E-commerce brasileiro fatura R$ 10,8 bilhões no fim de ano, impulsionado por volume de pedidos e calor

O comércio eletrônico brasileiro encerrou 2025 confirmando sua força como motor do varejo, mas sob uma nova dinâmica de consumo. Entre 19 e 31 de dezembro, o setor faturou R$ 10,8 bilhões, registrando um crescimento de 18,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. O levantamento é da Confi Neotrust, que monitora cerca de 7 mil lojas virtuais no país.

Apesar do salto no faturamento, os números expõem um cenário de cautela econômica. O crescimento foi sustentado pelo aumento no volume de pedidos, enquanto o valor médio das compras (tíquete médio) recuou 3,1%, fechando em R$ 290,30. O dado sugere que, pressionado pelos juros elevados, o brasileiro optou por itens de menor valor ou aproveitou promoções agressivas para fechar o ano.

Natal de descontos e contraste com o varejo físico

A estratégia de busca por preço ficou evidente na semana do Natal (19 a 25 de dezembro). Neste intervalo, o faturamento subiu 14,2% (R$ 5,9 bilhões), mas o tíquete médio teve uma queda acentuada de 7,9%.

Esse desempenho digital contrasta com a timidez do varejo físico. Dados da Getnet mostram que as vendas presenciais cresceram apenas 1,7% em dezembro na comparação anual e chegaram a cair 1,3% em relação a novembro, evidenciando a desaceleração da atividade econômica no segundo semestre.

Efeito Verão: A explosão das vendas pós-Natal

O período pós-Natal (26 a 31 de dezembro) trouxe uma recuperação nos preços e uma mudança no mix de produtos, impulsionada por fatores climáticos. As vendas online somaram R$ 4,8 bilhões — uma alta expressiva de 24,8% sobre 2024.

Com a chegada do verão e das altas temperaturas, a categoria de aparelhos de ar-condicionado disparou 284%, movimentando R$ 433 milhões. Refrigeradores também tiveram alta relevante de 38,5%. Diferente da semana anterior, o tíquete médio neste período subiu 3,4% (R$ 305), puxado por esses bens duráveis de maior valor agregado.

A nova racionalidade do consumo

Para especialistas, os resultados consolidam o canal digital, mas alertam para o fim das compras por impulso. Hygor Roque, Head of Revenue da Divibank, avalia que o consumidor atual é mais racional e sensível a preços.

“O crescimento do e-commerce não significa, necessariamente, maior disposição para gastar. O aumento do volume com tíquete pressionado mostra que a decisão de compra está cada vez mais condicionada a promoções e conveniência”, afirma Roque.

O executivo destaca que estratégias baseadas apenas em descontos tendem a perder fôlego. Para o próximo ciclo, o diferencial do varejo deverá focar em logística eficiente e uso inteligente de dados para fidelizar um cliente cada vez mais seletivo.

Tecnologia ajuda varejistas a driblarem escassez de mão de obra

A escassez de mão de obra qualificada se tornou um dos maiores desafios das redes varejistas brasileiras. De acordo com análises compartilhadas pela Sesami, empresa que é referência em soluções efetivas e inovadoras para segurança, produtividade e gestão nos segmentos de varejo, bancos e numerário, a partir dos relatos de seus clientes, seis em cada dez empresas do setor enfrentam dificuldade para contratar profissionais, desde operadores de caixa e repositores até açougueiros e equipes de prevenção de perdas.

Diante desse cenário, a tecnologia vem assumindo um papel fundamental para manter a operação funcionando com eficiência. Uma das soluções que mais têm ganhado espaço é o Fiscal Remoto da Sesami, modelo em que parte da fiscalização de caixa e de processos é realizada à distância, com uso de câmeras, inteligência analítica e monitoramento especializado.

Alguns dos clientes que investiram no Fiscal Remoto, além dos benefícios da solução, como agilidade no atendimento ao cliente e diminuição de filas, também o fizeram, porque não conseguiram repor suas equipes no ritmo necessário para manter a operação saudável. “O varejista está investindo no Fiscal Remoto porque não tem mão de obra disponível. Não se trata de tendência — é necessidade imediata”, afirma Hailton Santos, diretor Comercial da Sesami.

A Sesami reforça que a adoção do Fiscal Remoto não elimina empregos; ela preserva funções essenciais da loja e redistribui esforços humanos de forma estratégica. “O objetivo não é substituir pessoas, mas realocar talentos, ganhar eficiência e manter o varejo funcionando mesmo em um cenário de escassez nacional”, afirma Santos.

Escassez atinge toda operação – A dificuldade de contratação vai desde funções básicas até posições mais gerenciais. Segundo Santos, mesmo postos operacionais simples se tornaram difíceis de preencher. “Hoje, um candidato que vai para uma posição de liderança em prevenção de perdas, por exemplo, geralmente precisa ter bagagem ou cursos de aperfeiçoamento. E mesmo funções básicas, como fiscal de caixa, têm sido complicadas de ocupar”, explica.

A situação é agravada por questões sociais. Muitos profissionais têm optado por bicos informais, outros recebem auxílios do governo e há a recusa crescente por cargas horárias tradicionais, como a escala 6×1. “Quando o varejista fala de uma escala de 6×1, grande parte dos candidatos simplesmente não fica. Muitos dizem abertamente: Faço meus bicos, recebo benefício, não tenho pressão de horário e ganho mais”, relata o executivo.

Tecnologia libera equipes e reduz custos – Com mão de obra escassa em toda a cadeia, o Fiscal Remoto surge como uma alternativa estratégica para manter o atendimento sem comprometer a segurança e a prevenção de perdas, como argumenta Hailton Santos.

Entre as vantagens já observadas por clientes da Sesami estão a realocação de até 50% da equipe de fiscais de caixa para setores estratégicos da loja e flexibilização operacional, permitindo que as equipes internas foquem no atendimento ao cliente e na experiência de compra. “Há varejistas que tinham dez fiscais de caixa e hoje operam com três — sem perder controle e, em muitos casos, ganhando eficiência. O Fiscal Remoto permite que o profissional seja realocado para onde faz mais diferença”, comenta Santos.

Eficiência como prioridade do setor – A Sesami, lembra Santos, participa ativamente das discussões de produtividade no varejo por meio do Comitê de Eficiência Operacional da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Segundo o executivo, há uma preocupação crescente com o impacto da redução de equipes na qualidade da operação — e é exatamente nesse ponto que a tecnologia tem cumprido papel de sustentação.

“Vivemos um movimento em que o varejo precisa fazer mais com menos. Por isso, temos discutido a importância de que incentivos governamentais sejam direcionados a quem realmente precisa. Enquanto isso, as redes buscam alternativas para não travar a operação, e a tecnologia tem sido a principal alavanca”, diz o diretor.

Kamay Code 2026 escolhe o Rio de Janeiro para conectar startups às principais tendências de inovação em sua segunda edição no Brasil

O Kamay Code 2026, evento de inovação feito pela Kamay Ventures, anuncia sua segunda edição no Brasil e confirma o Rio de Janeiro como sede do encontro. O evento acontece no dia 18 de março, no Museu do Amanhã, e chega com a expectativa de conectar startups e empresas, fortalecendo conexões estratégicas entre empreendedores, grandes corporações, investidores e líderes do ecossistema de inovação da América Latina.

Após uma primeira edição de sucesso realizada no Cubo Itaú, em São Paulo, em 2023, o Kamay Code retorna ao país com uma proposta ainda mais conectada às demandas locais e regionais. Criado para ser uma ponte entre o talento empreendedor e os grandes desafios corporativos, o evento percorre cidades como Buenos Aires, Cidade do México e Bogotá, consolidando-se como um espaço de encontro entre quem desenvolve tecnologia e quem busca inovação aplicada, com impacto real nos negócios e na sociedade.

“O Brasil tem um papel central na estratégia da Kamay e no futuro da inovação na América Latina. Trazer o Kamay Code para o Rio de Janeiro, em um espaço simbólico como o Museu do Amanhã, reforça nossa visão de futuro e nosso compromisso em gerar impacto concreto a partir da colaboração entre startups e grandes empresas”, afirma Gabriela Ruggeri, Managing Partner da Overboost e Kamay Ventures. “Nossa expectativa é atrair soluções ousadas, com capacidade de escala e que estejam prontas para cocriar com corporações líderes em seus setores”, completa.

Startups têm espaço para apresentar soluções e acelerar parcerias estratégicas

Além da programação de conteúdo, o Kamay Code 2026 abre oficialmente as inscrições para startups interessadas em apresentar suas soluções no palco principal do evento e se conectar diretamente com grandes empresas líderes de mercado. As candidaturas podem ser feitas até 15 de fevereiro, por meio do site do Kamay Code, e são voltadas a startups que buscam validar tecnologias, acelerar parcerias comerciais e gerar negócios em colaboração com corporações de alcance regional e global. 

Nem todas as startups inscritas apresentarão no palco principal, os nomes inscritos passarão por um processo de seleção e curadoria. As startups selecionadas terão acesso a mentores de classe mundial e a executivos de grandes empresas apoiadoras da Kamay Ventures, criando um ambiente propício para trocas estratégicas e desenvolvimento de oportunidades reais. As finalistas avançam para uma etapa ainda mais prática: no dia seguinte ao evento, 19 de março, participarão de um processo estruturado de desenvolvimento de Provas de Conceito (PoC), cocriadas em conjunto com os parceiros corporativos do fundo.

“Mais do que visibilidade, o Kamay Code oferece às startups a chance de conversar diretamente com grandes empresas, entender suas dores reais e construir soluções com potencial de escala”, afirma Gabriela Ruggeri. “Para muitas delas, essa é a porta de entrada para testar suas tecnologias em ambientes complexos, gerar negócios e acelerar seu crescimento com impacto regional”, completa.

Programação que conecta conteúdo, negócios e impacto

A agenda do Kamay Code 2026 foi desenhada para mostrar como a inovação tecnológica está impulsionando mudanças estruturais e novas oportunidades na América Latina. Ao longo do dia, o público acompanha painéis que discutem temas como agtech e foodtech na era do clima, mostrando como ciência, biotecnologia e soluções baseadas na natureza podem regenerar solos, reduzir insumos e criar alimentos mais saudáveis e sustentáveis. Outro destaque é o debate sobre fintechs B2B na América Latina, com foco em crédito, pagamentos, embedded finance e infraestrutura digital como motores de crescimento para micro, pequenas e médias empresas.

A programação avança ainda sobre economia circular, propondo uma nova lógica de negócios que vai além da reciclagem e redesenha sistemas, materiais e cadeias de valor para gerar competitividade e impacto ambiental mensurável. A trilha de logística inteligente e supply chain em tempo real explora como tecnologias como IA, IoT e automação estão redefinindo eficiência, rastreabilidade e redução de emissões em operações complexas. O olhar internacional também está presente, com discussões sobre os desafios e aprendizados da expansão de startups pela América Latina, trazendo relatos diretos de fundadores e investidores que já passaram por esse processo.

Complementando os painéis, workshops imersivos aprofundam temas ligados às novas gerações, mídia, entretenimento e gaming, analisando como marcas e empresas podem construir conexões autênticas em um cenário em que a atenção se tornou um ativo estratégico. “O Kamay Code não é apenas um evento de conteúdo. É um espaço onde conversas se transformam em projetos, e ideias ganham tração junto a parceiros estratégicos. Queremos que startups saiam daqui com oportunidades reais de negócios e aprendizado aplicado”, finaliza Gabriela Ruggeri.

Serviço:
O quê: Kamay Code Rio 2026
Quando: 18 de março de 2026
Onde: Museu do Amanhã, Rio de Janeiro – RJ
Inscrições: Startups e empresas podem se candidatar por meio do site oficial do evento

Imprensa: contato assessoria de imprensa – kamaycode@nr7.ag

Magis5 se torna um dos primeiros parceiros de integração oficiais no suporte ao programa de vendedores locais da Temu no Brasil

A Temu, marketplace global, lançou seu programa de vendedores locais no Brasil e a Magis5, hub de integração e automação para e-commerce, é uma das parceiras no suporte às operações dos vendedores.

A parceria pretende garantir que os sellers brasileiros possam gerenciar suas vendas na nova plataforma com mais automação e controle.

A chegada da Temu movimenta o cenário do e-commerce nacional. Como um dos primeiros hubs a oferecer suporte completo de integração, a Magis5 será peça fundamental na estrutura tecnológica que vai sustentar essa nova demanda.

Gestão centralizada e eficiente para sellers

A integração da Magis5 permitirá que os sellers publiquem, sincronizem produtos, gerenciem pedidos e controlem estoque de forma centralizada, automatizando operações e garantindo segurança e eficiência.

“A Temu traz um modelo de marketplace global consolidado, que conecta milhões de compradores e vendedores. Nossa missão é ser a ponte que permite aos sellers maximizar seu alcance, organizar a gestão e crescer as vendas com segurança”, explica Dias.

Com o lançamento do programa no Brasil, cresce a demanda por soluções tecnológicas robustas que garantam integração e controle entre diferentes canais de venda. A Magis5 surge como parceira estratégica nesse processo, facilitando a entrada e expansão de sellers brasileiros dentro da nova plataforma.

“Estamos muito felizes em ser um dos ERPs parceiros oficiais da Temu no Brasil. É uma oportunidade única de fortalecer o e-commerce nacional e abrir novas frentes de crescimento para os nossos clientes”, destaca Dias.