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“Pequenos prazeres” viram refúgio para 70% dos consumidores em 2026, aponta relatório global

O comportamento do consumidor em 2026 está sendo definido por um paradoxo: a necessidade de economizar convive com a busca intencional por gratificação emocional. Segundo o relatório anual “What matters to today’s consumer 2026”, divulgado pelo Instituto de Pesquisa da Capgemini, sete em cada dez consumidores admitem gastar com “pequenos prazeres” ou indulgências como forma de aliviar o estresse financeiro e a perda de poder de compra.

O levantamento, que ouviu 12 mil pessoas em 12 países, aponta que a equidade se tornou o pilar central da fidelidade. O cliente de hoje é criterioso: economiza no básico, mas investe onde percebe valor emocional ou prático.

A revolta contra a “Reduflação”

A transparência tornou-se inegociável. O estudo mostra uma intolerância crescente com práticas de mercado consideradas desleais, especialmente a “reduflação” (quando o tamanho ou qualidade da embalagem diminui, mas o preço se mantém).

Os dados são claros:

  • 71% dos consumidores trocariam de marca se percebessem uma redução de tamanho ou qualidade sem aviso claro;
  • 74% mudariam de fornecedor caso encontrassem um preço normal mais baixo na concorrência;
  • A maioria dos entrevistados afirma preferir um aumento de preço explícito e honesto a uma redução discreta na quantidade do produto.

Apesar da busca por economia — com metade dos consumidores comprando quantidades menores ou optando por alternativas baratas —, a confiança na marca tradicional prevalece em setores críticos. Para 77% dos entrevistados, itens como eletrônicos e produtos para bebês não são substituídos por marcas próprias, independentemente da renda.

IA: De ferramenta a “Consultora de Confiança”

A Inteligência Artificial deixou de ser apenas um facilitador técnico para assumir o papel de consultora de compras. Em 2025, um em cada quatro consumidores já utilizava ferramentas de IA Generativa para decisões de consumo, e outros 31% planejam adotar a tecnologia.

No entanto, essa adesão vem com exigências. A privacidade continua sendo uma barreira: 71% se preocupam com o uso de seus dados pessoais pela IA, e dois terços exigem que as marcas sinalizem claramente quando uma ação publicitária foi gerada por inteligência artificial.

“Hoje, o valor vai além do preço e da qualidade; ele se constrói com equidade, transparência e conexão emocional. Os consumidores querem uma IA invisível que os capacite a tomar decisões informadas e que combine, de forma harmoniosa, conveniência e conexão emocional”, analisa Dreen Yang, Líder Global de Produtos de Consumo e Varejo da Capgemini.

O futuro é híbrido

O relatório conclui que a eficiência tecnológica não substitui o fator humano. Embora 65% afirmem que a tecnologia reduziu o estresse das compras, mais de 70% ainda valorizam a assistência humana em situações complexas, como resolução de problemas ou planejamento de refeições. As marcas vencedoras em 2026 serão aquelas que souberem integrar a hiperpersonalização da IA com o suporte humano no momento certo.

AliExpress lança curadoria de acessórios de alta performance e tecnologia para motociclistas

O AliExpress, braço de e-commerce internacional do grupo Alibaba, anunciou nesta quinta-feira (08) uma nova curadoria de produtos voltada especificamente para o público motociclista. A seleção foge do básico e aposta em itens que integram tecnologia (gadgets) e materiais de alta performance para aumentar o bem-estar e a segurança, tanto no deslocamento urbano quanto em viagens de longa distância.

A iniciativa visa atender a uma demanda crescente por equipamentos que ofereçam não apenas proteção física, mas também conectividade e registro de trajetos.

Proteção Inteligente

Entre os destaques da categoria de vestuário, a plataforma enfatiza a segurança versátil. A lista inclui capacetes modulares de rosto inteiro, equipados com viseira dupla e tecnologia antiembaçante, projetados para manter a visibilidade clara mesmo sob condições climáticas adversas.

Para o conforto térmico, a aposta são as jaquetas híbridas de primavera, confeccionadas em denim (jeans) e malha respirável. As peças foram desenvolvidas para oferecer ventilação durante a pilotagem, mas mantendo a resistência à abrasão e impacto em caso de quedas.

O “Motociclista Conectado”

A curadoria chama atenção principalmente pelos gadgets que transformam a experiência de pilotagem. O foco está na integração de mídia e segurança:

  • Registro em 4K: Mini câmeras portáteis com resolução Ultra HD e conexão Wi-Fi ganham destaque para quem produz conteúdo (vlogs) ou deseja registrar viagens e ocorrências no trânsito.
  • Capacete Smart (DVR K10): Um sistema de fones de ouvido para capacete que vai além do áudio. O dispositivo conta com câmera integrada (1080p HD e lente grande angular), Rádio FM e Bluetooth, permitindo comunicação, entretenimento e gravação de segurança simultaneamente.
  • Visibilidade Ativa: Mochilas equipadas com display de LED personalizável, que funcionam não apenas para transporte de carga, mas como um elemento extra de sinalização visual para os outros motoristas, aumentando a segurança noturna.

A seleção já está disponível na plataforma, mirando tanto os entusiastas de mototurismo quanto os profissionais que passam o dia sobre duas rodas.

O B2B voltou a crescer e a chave para grandes negócios é o relacionamento, não o desconto

Meu primeiro grande cliente no B2B não entrou para a minha carteira por causa de uma planilha de preços. Ele veio depois de muitas visitas em dias que cansaço e a sensação de que eu podia ouvir mais um não. Bati na porta dele várias vezes, liguei quando teria sido mais fácil desistir, voltei para ouvir em vez de empurrar produto e insisti em construir confiança antes de falar em volume. Foi ali que aprendi que desconto pode até abrir conversa, mas é o relacionamento que fecha venda e sustenta faturamento.

Comecei a atender pessoa jurídica em 2006 lidando com contas menores, resolvendo demandas do dia a dia e aprendendo que vender é estar presente. Fui entendendo na prática que carteira não se herda, se conquista. Em grandes instituições bancárias, cheguei a gerenciar uma das maiores carteiras da plataforma. Tinha meta de ativos, processo seletivo, teste de perfil e pressão de resultado. E ainda assim, o que me manteve entre as melhores notas do banco não foi uma grande técnica de argumentação. Foi escuta.

Quando entrei para a representação comercial, achei que precisava começar tudo de novo e precisei. Saí do universo bancário e fui para a panificação e depois confeitaria. Sempre do zero, sem carteira, apenas com minha experiência e a certeza de que conseguiria. Liguei, bati de porta em porta, fotografei fachada para ligar depois, usei o Google como radar e entendi que a abordagem correta não era falar de preço. Era perguntar como estava a operação e o que eu poderia ajustar junto com o cliente. O resultado veio quando deixei de ser vendedora e virei ponte.

Nos últimos dois anos nessa nova carteira, fechei meses com mais de 600 mil reais em vendas e abri contas estratégicas com grandes marcas do mercado. Um dos meus clientes faturou 740 milhões de reais em 2024, segundo números divulgados pelo próprio grupo e projeta crescimento de dois dígitos para 2025. Quando um cliente desse porte aceita pagar mais caro por um insumo porque confia no produto e no atendimento, há uma mensagem clara para o mercado: fidelização vale mais que margem individual.

Esse movimento não é isolado. Uma pesquisa global da McKinsey mostrou que 71% dos consumidores esperam interações customizadas das empresas e 76% se frustram quando isso não acontece. No Brasil, 68% dizem que experiências personalizadas influenciam significativamente suas decisões de compra, segundo o estudo CX Trends 2025, da Octadesk com a Opinion Box.

Embora os levantamentos sejam mais focados no varejo, o recado chega forte no B2B: relacionamento e personalização passaram a ser parte central da estratégia comercial, não um “extra” simpático. Relatórios recentes sobre marketing B2B no país apontam a experiência do cliente e a qualidade das relações como desafios prioritários para aquisição e retenção de contas.

No campo eu vejo isso todos os dias. Cliente que pede desconto hoje pode precisar de apoio amanhã. E quando a urgência aparece, ele não procura quem ofereceu o menor valor, procura quem construiu confiança. Em muitos casos aceitei reduzir margem no curto prazo porque enxerguei lealdade no médio. Foi assim que uma rede que comprava mil reais comigo por mês passou a comprar mais de cem mil. Só porque decidiu apostar em quem estava perto.

O mercado B2B continua majoritariamente masculino. Entrei nesse ambiente com duas filhas pequenas, rotina de rua e nenhuma rede de proteção pronta. O que me guiou foi a crença de que relacionamento é ativo. Hoje tenho mais de cento e vinte empresas ativas na carteira e sigo prospectando porque é assim que o setor se move. Estudos recentes sobre marketing B2B no Brasil mostram exatamente essa direção: conteúdo, confiança e presença constante como base da jornada, com tecnologia ajudando, mas sem substituir o olho no olho.

Essa lógica eu aprendi em casa, antes de aprender no banco. Minha mãe também foi gerente. Saía cedo, chegava tarde, estudava à noite, e construiu tudo o que tínhamos na base do trabalho e da confiança. Ela me mostrou, na prática, que relacionamento não é discurso de livro de vendas. É compromisso diário com quem está do outro lado da mesa. Foi assim que entendi que o cliente confia primeiro na pessoa. Depois no produto. Quando existe confiança, o preço deixa de ser barreira. Vira apenas um item na negociação de uma relação de longo prazo.

A retomada das vendas B2B já começou. E ela não está nos catálogos de desconto. Está no retorno da visita marcada, no pedido de opinião, na indicação de um cliente para outro e na capacidade de ouvir antes de ofertar. Se o relacionamento é firme, a venda cresce. Se a venda cresce, a marca permanece. Foi assim que fiz do B2B não apenas um mercado. Fiz dele uma jornada possível.

*Fernanda de Freitas é especialista em gestão comercial, vendas e experiência do consumidor no mercado B2B. Atua junto a importantes redes varejistas, conectando indústria ao ponto de venda com foco em expansão. Representando marcas do setor alimentício, construiu carteiras do zero, alcançou volumes mensais acima de seis dígitos e manteve inadimplência mínima, desempenho que a levou a conquistar clientes estratégicos como redes Sodiê Doces, Dona Deola e Hipermercado Andorinha. Sua trajetória combina resiliência, método e leitura apurada de mercado, sustentando resultados expressivos em um segmento competitivo e majoritariamente masculino. Tornou-se referência pela performance e pela capacidade de fortalecer relações comerciais, representando uma nova geração de profissionais que transformam adversidades em estratégia e entregam valor real para clientes e parceiros.

Varejo recua 1% em 2025, aponta ICVA

Apesar da alta nominal de 4,1% no faturamento ao longo de 2025, o varejo brasileiro encerrou o ano com retração de 1,0% em termos reais, descontada a inflação. Os dados são do Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA), que aponta o segundo ano consecutivo de queda real no setor. Em 2024, a retração havia sido de 0,8%.

O resultado reflete um ano marcado por consumo mais cauteloso, pressionado pelo impacto acumulado da inflação — especialmente no primeiro semestre — e por um consumidor cada vez mais racional e seletivo nas decisões de compra. Mesmo com a desaceleração dos preços ao longo da segunda etapa do ano, o alívio não foi suficiente para reverter o desempenho real negativo do varejo no acumulado do ano.

IMPACTO NOS SETORES

No ano passado, os principais macrossetores apresentaram desempenho negativo em termos reais. O setor de Serviços recuou 1,9% em 2025, com destaque negativo para Alimentação – Bares e Restaurantes. Por outro lado, Turismo e Transporte se destacaram positivamente ao longo do ano, impulsionados pelo aumento do fluxo de turistas estrangeiros, pela abertura de novas rotas internacionais e pela realização de grandes eventos no país.

O macrossetor de Bens Não Duráveis apresentou leve retração de 0,2% no ano. O desempenho foi sustentado principalmente por Drogarias e Farmácias, enquanto segmentos como Livrarias e Papelarias registraram as maiores quedas. Já Bens Duráveis e Semiduráveis tiveram recuo mais intenso, de 2,6%, apesar do desempenho positivo do setor de Móveis, Eletro e Departamentos, que ajudou a atenuar a queda do grupo. Por outro lado, o segmento de Óticas e joalherias teve recuo mais intenso para o macrossetor.

Ao longo de 2025, o e-commerce se consolidou como um dos principais pilares de sustentação do varejo. O canal digital apresentou desempenho superior ao das vendas presenciais, beneficiado pela busca por conveniência, maior comparação de preços e pela reação de categorias mais sensíveis à taxa de juros.

“Apesar de um cenário desafiador no resultado real de dezembro, vimos sinais importantes: o e-commerce manteve ritmo acelerado e ajudou a sustentar o varejo, enquanto categorias sensíveis à taxa de juros mostraram maior dinamismo. No acumulado do ano, mesmo com inflação mais baixa no segundo semestre, o impacto do primeiro semestre limitou o ganho real, mas setores como turismo e transporte se destacaram, refletindo oportunidades para 2026”, afirma Carlos Alves, vice-presidente de Negócios da Cielo.

DADOS DO 4º TRIMESTRE

No quarto trimestre de 2025, o varejo manteve a trajetória de enfraquecimento em termos reais. O ICVA apontou queda de 1,8% no período, descontada a inflação. O macrossetor de Serviços recuou 3,9%, enquanto Bens Duráveis e Semiduráveis apresentaram retração de 4,2%. Já Bens Não Duráveis mostraram maior resiliência, com leve crescimento real de 0,2% no trimestre.

O resultado trimestral reforça o cenário de consumo ainda pressionado, mesmo em um período tradicionalmente mais aquecido para o varejo, como o fim de ano.

RESULTADOS DE DEZEMBRO

Em dezembro, o varejo apresentou retração real de 1,9%. O desempenho do mês foi influenciado por fatores pontuais, como o efeito calendário — com uma quarta-feira no lugar de um domingo em relação ao ano anterior — e pelo avanço do e-commerce, que registrou crescimento nominal de 6,0% em dezembro. O varejo físico, por sua vez, ficou praticamente estável, com alta nominal de apenas 0,1%.

Entre os macrossetores, Serviços apresentou queda real de 5,2% no mês, com destaque negativo para Alimentação – Bares e Restaurantes. Bens Não Duráveis cresceram 0,4%, impulsionados por Supermercados e Hipermercados, enquanto Bens Duráveis e Semiduráveis recuaram 4,5%, apesar do desempenho positivo do setor de Móveis, Eletro e Departamentos.

SOBRE O ICVA

O Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) acompanha mensalmente a evolução do Varejo brasileiro, de acordo com as vendas realizadas em 18 setores mapeados pela Cielo, desde pequenos lojistas a grandes varejistas. O peso de cada setor no resultado geral do indicador é definido pelo seu desempenho no mês.

O ICVA foi desenvolvido pela área de Business Analytics da Cielo com o objetivo de oferecer, mensalmente, uma fotografia do comércio varejista do país a partir de informações reais.

COMO É CALCULADO

A unidade de Business Analytics da Cielo desenvolveu modelos matemáticos e estatísticos aplicados à base da companhia com o objetivo de isolar os efeitos do mercado de credenciamento — como variação de market share, substituição de cheque e dinheiro no consumo, bem como o surgimento do Pix. Dessa forma, o indicador não reflete somente a atividade do comércio pelo movimento com cartões, mas, sim, a real dinâmica de consumo no ponto de venda.

Esse índice não é, de forma alguma, prévia de resultados da Cielo, que são impactados por uma série de outras alavancas, tanto de receitas quanto de custos e despesas.

ENTENDA O ÍNDICE

ICVA Nominal – Indica o crescimento da receita nominal de vendas no Varejo Ampliado do período, comparado ao mesmo período do ano anterior. Reflete o que o varejista de fato observa nas suas vendas.

ICVA Deflacionado – ICVA Nominal descontado da inflação. Para isso, é utilizado um deflator calculado a partir do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), apurado pelo IBGE, ajustado ao mix e aos pesos dos setores contidos no ICVA. Reflete o crescimento real do Varejo, sem a contribuição do aumento de preços.

ICVA Nominal/Deflacionado com ajuste de calendário – ICVA sem os efeitos de calendário que impactam determinado mês/período, quando comparado com o mesmo mês/período do ano anterior. Reflete como está o ritmo do crescimento, permitindo observar acelerações e desacelerações do índice.

ICVA E-commerce – Indicador do crescimento da receita nominal no canal de vendas online do Varejo, no período em comparação com o período equivalente do ano anterior.

Top 5 tendências que irão moldar a indústria e o varejo em 2026

O ano de 2025 foi marcado pelo boom de tecnologias avançadas guiadas por Inteligência Artificial (IA). A indústria, de modo geral, especificamente o setor varejista, observou e acompanhou as mudanças do consumidor, como, por exemplo, sua forma de se relacionar, consumir e comprar. A fronteira entre o espaço físico e o cenário online foi superada e a experimentação das novas ferramentas inteligentes convenceu grande parte das empresas, mas a maioria segue presa em pilotos isolados, com retorno limitado. Essa é a grande virada de 2026: escalar tecnologia com coerência, administração e lucro, transformando as tendências de mercado em uma necessidade estratégica. 

 
É justamente essa transição da fase de testes para a implantação em escala que traduz o principal desafio enfrentado pelas organizações do mundo inteiro. Embora o valor da IA já seja capturado, a percepção do impacto ainda está em construção. Segundo a pesquisa global “The State of AI 2025”, conduzida pela McKinsey, apenas 39% das empresas atribuem qualquer nível de impacto do lucro à IA. Para Danilo Rocha, Diretor de Vendas Brasil da Yalo, especialista em integração de IA em canais conversacionais e agentes inteligentes focados na indústria, com dados abundantes e maturidade das ferramentas, em 2026 o mercado será moldado por tendências que ganharam ainda mais força, já que, ainda de acordo com o relatório, 80% dos entrevistados afirmam definir a eficiência como um objetivo de suas iniciativas de IA, além de estabelecerem o crescimento e a inovação como medidores adicionais do impacto. 

Novo comportamento do consumidor supera “Crise da Confiança” 

De acordo com o relatório “NIQ’s 2026 Consumer Outlook”, da NielsenIQ, a cautela e a percepção de valor moldaram profundamente o comportamento do consumidor que enfrentou transformações significativas ao longo dos anos. O estudo afirma que 95% dos consumidores definem a confiança como elemento fundamental para escolher uma marca. “Apesar da crescente cautela do consumidor, as marcas podem conquistar a lealdade construindo confiança e oferecendo valor além do preço”, disse Marta Cyhan-Bowles, diretora de comunicações e chefe de marketing global COE da NIQ. 

De fato, o que antes podia se resumir em “comprar por impulso”, agora é repensado e avaliado sobre a intenção real por trás de uma compra. Outro levantamento da Euromonitor International revelou que a confiança se tornou ativo estratégico, uma vez que 57% dos consumidores avaliados pesquisaram exaustivamente sobre produtos e serviços antes de realizar uma compra em 2024. O foco foi do preço, único e exclusivamente avaliado, para a confiabilidade, alinhando conveniência, experiência e coerência como os próprios valores dos consumidores. 

Agentes inteligentes de IA 

Os agentes inteligentes de IA continuarão sendo a principal força motriz para 2026, evoluindo da função de possibilitar ganhos operacionais através da análise de dados e de gestão da logística, para impulsionar a expansão de forma controlada, estabelecendo novos padrões de governança e maximizando o retorno sobre o investimento (ROI). No levantamento da McKinsey, 62% dos entrevistados disseram que suas organizações estão pelo menos experimentando agentes de IA e 88% relataram uso regular de IA em pelo menos uma função de negócios.  

O Gartner prevê que, até 2026, 40% das aplicações empresariais contarão com agentes de IA dedicados a tarefas específicas, contra menos de 5% em 2025, ou seja, eles serão elementos fundamentais para escalar a conversação e o atendimento, permitindo interações valiosas e personalizadas com milhões de clientes de forma simultânea e imediata. A grande oportunidade que a tendência traz é de que os assistentes virtuais não respondem apenas às perguntas que recebem, mas antecipam necessidades, sugerem produtos adequados e executam transações completas em nome do consumidor. Danilo alerta que “o desafio é garantir que essa comunicação seja fluida e o mais natural possível”. 

Relacionamento inteligente e ascensão conversacional 

O executivo da Yalo adianta que, em 2026, saber apenas o nome do cliente não será mais o suficiente para um atendimento de valor. “A indústria e o varejo precisarão entender o contexto real do consumidor, antecipando o desejo, oferecendo o produto ideal, no momento perfeito”. Sendo assim, uma das principais tendências de uso será a personalização estratégica, focada em compreender o comportamento do consumidor e do parceiro de negócio em tempo real para fornecer soluções sob medida, tanto na jornada quanto na otimização da cadeia de suprimentos. “O objetivo é ir além da simples automação, buscando construir um relacionamento inteligente e sólido por meio de conversas com histórico e antecipação das necessidades, visto que a inércia ou a irrelevância serão penalizadas com a perda de atenção”, finaliza.  

Conversação por voz e o fim das interfaces tradicionais  

De acordo com o relatório “How the World Does Digital” (2024) da PYMNTS Intelligence, que examinou os comportamentos digitais de mais de 67.000 consumidores em 11 países (representando cerca de 50% do PIB global), a interação por voz já é um meio de compra estabelecido. A pesquisa revela que 17,9% da população em geral utiliza a tecnologia de voz para realizar compras pelo menos uma vez por semana. A tendência é liderada pela Gen Z, já que 30,4% dos jovens fazem compras por voz semanalmente, utilizando assistentes virtuais e dispositivos digitais, indicando a consolidação da conversação por voz como um canal crucial de vendas.  

“A conversação por voz avança como um meio de compra e suporte crucial, uma vez que o uso da voz para pesquisa, compra e serviço ao cliente elimina a necessidade de digitar ou navegar por menus complexos, acelerando o ciclo de compra e melhorando a satisfação. Isso reforça a importância de canais diretos e integrados, além de inclusivos, que funcionem como uma única vitrine, facilitando a fluidez da jornada”, explica Danilo. 

Crescimento das vendas por canais integrados e populares 

O avanço do chat commerce, impulsionado pela IA, redefiniu o relacionamento B2B, conectando grandes marcas a milhões de pequenos e médios varejistas via canais amplamente utilizados como o WhatsApp. Ao automatizar toda a jornada de compra – do pedido à personalização de ofertas e gestão de relacionamento – a Inteligência Artificial garante que o pequeno empreendedor possa, por exemplo, repor seu estoque de forma rápida e intuitiva, 24 horas por dia durante os setes dias da semana.  

O Gartner projeta que, até o ano que vem, quatro em cada dez interações digitais ocorrerão por voz ou linguagem natural, tornando a comunicação com máquinas mais fluida que a navegação por menus ou cliques. Essa tendência se reflete em canais como o WhatsApp, que cresce em países emergentes e redefine o relacionamento entre grandes marcas e microvarejistas. Para Danilo, esse é o próximo campo de disputa do varejo: “O cliente não quer apenas ser atendido rapidamente. Ele deseja ser compreendido. A personalização só tem potencial de conversão quando reflete contexto e timing.” 

“A visão do impacto da IA dentro das organizações precisa ir além para que o desafio da implantação seja vencido com estratégia e inteligência. Mais do que tratar a tecnologia como motor de transformação, redesenhando fluxos de trabalho e acelerando a inovação, é urgente superar as velhas propagandas de interrupção. Estará na frente o negócio que se adaptar ao novo comportamento do consumidor, ofertando um produto ou serviço que nem ele mesmo sabia que precisava tanto naquele exato momento”, finaliza Danilo Rocha, Diretor de Vendas Brasil da Yalo, plataforma inteligente de vendas impulsionada por agentes. 

Descomoditização via Serviço

Descomoditização via Serviço (ou Service-Led Differentiation) é uma estratégia de negócios que consiste em agregar camadas de serviços digitais, consultivos ou de conveniência a um produto físico, tornando-o único e insubstituível.

O objetivo é evitar que o produto seja visto como uma commodity (um item padronizado cuja única diferença é o preço), transformando a venda de um objeto isolado na entrega de uma “solução completa” ou experiência contínua.

O Problema que Resolve

Em mercados saturados, produtos físicos tendem a se tornar idênticos tecnicamente (um tênis é apenas borracha e tecido; uma TV é apenas uma tela). Isso gera uma guerra de preços, corroendo as margens de lucro. Ao embutir um serviço exclusivo, a empresa cria uma barreira de saída para o cliente e justifica um preço premium.

Como Funciona: Do “Ter” para o “Usar”

A lógica inverte o foco do hardware para o software/serviço. O produto físico torna-se apenas o “ponto de entrada” para um ecossistema.

  • Exemplo Clássico: Um tênis de corrida comum compete por preço na prateleira.
  • Exemplo Descomoditizado: Um tênis de corrida que possui um chip ou QR Code que conecta a um app exclusivo. Esse app monitora a quilometragem do tênis, oferece planos de treino personalizados e avisa a hora exata de comprar um par novo para evitar lesões.

Neste cenário, o cliente não compra apenas um calçado; ele compra “performance e prevenção de lesões”. Se ele trocar de marca, perde o histórico de dados e o serviço de coaching.

Benefícios Estratégicos

  1. Lock-in (Retenção): O serviço cria um custo de mudança. O cliente pensa duas vezes antes de sair do ecossistema porque perderá o valor agregado (histórico de dados, acesso a conteúdos).
  2. Dados (First-Party Data): O produto conectado via serviço gera dados constantes sobre o uso real, permitindo à empresa melhorar o produto e oferecer ofertas personalizadas.
  3. Receita Recorrente: Muitas vezes, o serviço atrelado pode evoluir para uma assinatura (modelo de subscrição), gerando fluxo de caixa previsível.

Exemplos de Mercado

  • Fitness (Under Armour / Nike): Tênis e roupas que se conectam a apps de saúde para monitorar sono e recuperação.
  • Automotivo (Tesla / Volvo): O carro é vendido com serviços de atualização de software “over-the-air” (como um celular) e apps que permitem controlar a temperatura ou a carga remotamente.
  • Eletrodomésticos (Batedeiras Inteligentes): Máquinas de cozinha que vêm com telas e acesso a serviços de streaming de aulas de culinária guiadas passo a passo.
  • B2B (John Deere): Tratores que não apenas aram a terra, mas coletam dados do solo e oferecem serviço de análise agronômica para otimizar a colheita.

Marketplace de Planos de Saúde avança para IPO e mira valuation de R$ 1 bilhão até 2030

O número de brasileiros com planos de saúde chegou a 52,8 milhões em 2025. No mesmo período, o setor movimentou R$ 190 bilhões apenas no 1º semestre, consolidando o Brasil como o maior mercado de saúde privada da América Latina. Mesmo diante de juros altos, a demanda por planos se manteve em expansão, reforçando o peso do setor na economia de serviços. O resultado é um ambiente maduro, onde empresas de tecnologia e gestão ganham espaço para estruturar modelos escaláveis, financeiramente consistentes e alinhados às exigências regulatórias. Nesse contexto, a Click Planos projeta atingir valuation de R$ 600 milhões até 2030 e avalia abrir IPO. O movimento reflete uma nova etapa de profissionalização e governança, com tecnologia e transparência no centro das decisões de investimento e expansão do setor.

 A perspectiva é sustentada pelo avanço da digitalização e pelo amadurecimento do consumidor, que busca clareza, autonomia e previsibilidade nos custos com saúde. O modelo conecta diretamente operadoras e usuários, permitindo comparar coberturas, valores e redes credenciadas em tempo real, sem intermediários presenciais. Essa estrutura reduz custos operacionais e amplia o acesso, atendendo a uma demanda reprimida por conveniência. Para Gustavo Succi, CEO da Click Planos, o movimento reflete uma transformação que vai além da tecnologia. “A saúde privada no Brasil sempre foi robusta, mas ainda operava com mecanismos analógicos. O uso de tecnologia e dados permite prever riscos, reduzir ineficiências e aumentar a transparência. Isso cria as condições para um setor mais competitivo e sustentável”, afirma.

A intermediação tradicional, baseada em múltiplas etapas e pouca integração de dados, tem dado lugar a soluções digitais que permitem decisões mais racionais e rápidas. Para Succi, o mercado caminha para uma nova fase. “O consumidor quer autonomia, e o setor precisa de previsibilidade. Quando as duas pontas se encontram, o sistema ganha eficiência. É isso que a digitalização proporciona: equilíbrio entre custo, regulação e acesso”, explica. A transformação digital vem sendo acompanhada de práticas de governança mais rigorosas e de maior profissionalização na gestão. Nesse contexto, o IPO projetado até 2030 não é apenas um marco financeiro para a Click Planos, mas um sinal de amadurecimento de um setor que passa a operar sob lógicas semelhantes às do sistema financeiro e do mercado educacional. “Hoje há espaço para modelos sustentáveis, com tecnologia validada e estrutura regulatória consistente. A abertura de capital é consequência de um setor que está pronto para competir com transparência e escala”, afirma o Succi.

A trajetória da Click Planos resume a transição que deve marcar o próximo ciclo da saúde privada no Brasil, baseada em dados, eficiência e governança. A digitalização deixou de ser tendência e passou a integrar a infraestrutura central do sistema, conectando operadoras, consumidores e prestadores de forma integrada. O desafio, agora, é transformar essa modernização em benefícios reais: reduzir custos operacionais, ampliar o alcance e tornar o acesso mais previsível para famílias e empresas. O uso de tecnologia permite maior transparência nas contratações e controle mais rigoroso sobre custos, o que fortalece a sustentabilidade do setor. Esse avanço também ajuda operadoras a planejar com precisão, reduzindo riscos e otimizando recursos. A digitalização, quando aliada à governança e à regulação estável, cria um ciclo virtuoso de eficiência e competitividade. Esse modelo pode servir de base para uma saúde suplementar mais equilibrada, em que inovação e responsabilidade financeira andam lado a lado, garantindo crescimento sustentável para o sistema.

O Instagram de 2026: Automação total de anúncios e a busca pela “des-robotização” do conteúdo

O ano de 2026 promete ser um divisor de águas para o Instagram. Segundo uma análise inédita da mLabs, plataforma de gestão de mídias sociais, a rede viverá uma dualidade estratégica: enquanto a Inteligência Artificial (IA) assumirá o controle total dos bastidores (anúncios e dados), o público exigirá o retorno da humanidade e da imperfeição na frente das telas.

O relatório lista oito tendências que devem redefinir vendas e influência, destacando que o sucesso dependerá da capacidade dos gestores de conciliar a eficiência robótica com a conexão emocional.

O fim do gestor de tráfego “apertador de botão”

A mudança mais drástica ocorrerá na publicidade. A Meta planeja automatizar completamente a criação e veiculação de anúncios até o final de 2026. O objetivo é democratizar o acesso para pequenas empresas, tirando o peso operacional da configuração de campanhas.

“Nesse novo contexto, o profissional de marketing deixa de ser executor e passa a atuar como supervisor estratégico. Seu valor estará em fornecer briefings claros, garantir coerência de marca e ajustar a criatividade gerada pela IA”, explica Rafael Kiso, CMO e fundador da mLabs.

Para alimentar essa máquina autônoma, o First-Party Data (dados coletados diretamente pela empresa com consentimento) torna-se a moeda mais valiosa do mercado, substituindo os extintos cookies de terceiros e permitindo a hiperpersonalização em conformidade com a LGPD.

“Unshittification”: A volta do conteúdo real

Como resposta à saturação de imagens e textos gerados por IA, surge a tendência de “Unshittification” (ou “despiorização”, em tradução livre). O termo define a demanda por conteúdos “lo-fi” (baixa fidelidade), histórias reais e imperfeitas.

O algoritmo passará a valorizar a autenticidade como diferencial competitivo. Na prática, o Instagram começará a penalizar conteúdos republicados (reposts) e memes genéricos, privilegiando produções originais. Marcas que não criarem a própria narrativa perderão alcance drasticamente.

Novos formatos: Carrossel gigante e Reels de retenção

A disputa pela atenção altera também a estrutura dos posts:

  • Carrossel Expandido: Com limite de até 20 mídias, o formato vira uma ferramenta de storytelling profundo e vitrine de produtos, competindo diretamente com o TikTok.
  • Reels Longo-Curto: Vídeos de até 90 segundos focados em micro-storytelling e retenção continuam sendo a prioridade do algoritmo.

    “Essa funcionalidade oferece a oportunidade de criar uma sinergia de conteúdo: um Reels viral pode servir como a ‘isca’, direcionando o público para um carrossel no feed que aprofunda o tema e, por fim, a uma venda”, detalha o executivo.

SEO Social e o novo Marketing de Influência

Outra mudança estrutural é a consolidação do Instagram como motor de busca. A viralização aleatória perde força para o SEO Social: ser encontrado por quem procura o assunto torna-se mais valioso do que atingir massas desinteressadas. Otimizar bio, legendas e hashtags com palavras-chave será obrigatório.

No campo da influência, o mercado migra para o Marketing de Influência 2.0. O foco sai dos mega-influenciadores e recai sobre micro e nano-creators, vistos como mais confiáveis. O modelo de remuneração também evolui, integrando esses criadores a programas de afiliados rastreáveis, unindo branding e performance.

Por fim, o relatório destaca que, apesar do fim do Live Shopping, o comércio social cresce através de anúncios “shoppable” e checkout direto na plataforma, eliminando atritos na jornada de compra.

Drogal registra alta de 65% nas entregas entre lojas e reduz tempo de espera para 30 minutos com nova tecnologia

A Drogal, uma das principais redes de drogarias do interior de São Paulo, anunciou um crescimento de 65% no volume de entregas entre lojas após a reestruturação de seu sistema logístico. A mudança, realizada em parceria com a plataforma de eficiência LET’S, permitiu à empresa solucionar um dos maiores desafios do varejo omnichannel: a agilidade na entrega sem aumento de custos.

Com cerca de 400 unidades e 25% de suas vendas originadas em canais digitais, a rede enfrentava dificuldades com processos manuais que, segundo dados de mercado, podem custar aos varejistas uma média de duas horas de trabalho perdidas por dia. Problemas como endereços incompletos, trocas de produtos e falhas de comunicação geravam atrasos que impactavam diretamente a satisfação do cliente.

Salto de eficiência: de 3 horas para 30 minutos

A implementação da tecnologia permitiu à Drogal reduzir drasticamente o tempo de entrega em diversas praças. O que antes levava de 2 a 3 horas, agora é concluído em menos de 30 minutos.

Carol Fernandes, Gerente Digital da Drogal, destaca que a tecnologia foi decisiva para a competitividade da marca:

“Com o sistema, observamos a redução nos custos, maior agilidade nas entregas e aumento de produtividade. Reduzimos nosso tempo de entrega mínimo de 2 a 3 horas para menos de 30 minutos em diversas praças e expandimos a quantidade de localidades atendidas sem aumentar os custos. Isso nos trouxe mais satisfação dos clientes e melhores condições de competir com outras redes”, afirma a executiva.

O desafio da “Última Milha”

A parceria também serviu como laboratório de inovação para a própria provedora da solução. Segundo André, executivo da LET’S, as demandas específicas de uma rede farmacêutica — que exige rapidez e segurança no transporte de produtos sensíveis — ajudaram a refinar o produto.

“A Drogal trouxe um conjunto de desafios que foram importantes para o nosso desenvolvimento. Conseguimos estruturar melhor nossa área de operações, validar cenários e testar hipóteses com mais rapidez. Criamos soluções exclusivas que nos permitiram chegar mais longe com novas parcerias”, explica André.

O caso ilustra uma tendência do setor farmacêutico, onde a capilaridade das lojas físicas é utilizada como “mini centros de distribuição” (ship-from-store) para atender o consumidor digital com a velocidade que o e-commerce tradicional muitas vezes não consegue oferecer.

Havan lidera ranking de engajamento no Instagram entre varejistas brasileiros em 2025

A rede de departamentos Havan conquistou a primeira posição em volume de engajamento no Instagram entre as marcas do varejo nacional no consolidado de 2025. O dado faz parte de um estudo realizado pela Zeeng BR, plataforma de big data e analytics voltada para o mercado de marketing, que monitorou o desempenho e as interações das principais empresas do setor ao longo do ano.

Segundo a análise, a liderança da varejista é resultado de uma estratégia de comunicação que prioriza a proximidade com o público, utilizando uma linguagem coloquial e conteúdos que incentivam a participação ativa dos usuários, fugindo do padrão estritamente corporativo.

O fator “Gente como a Gente”

Para Luciano Hang, fundador da rede, a métrica reflete uma escolha deliberada de gestão de marca: adaptar a comunicação ao tom de voz do cliente.

“A Havan faz questão de conversar com as pessoas, de ouvir, responder, brincar, motivar e também assumir posições. A gente fala a mesma linguagem do nosso público e está presente em todos os canais, porque é assim que se cria conexão de verdade”, afirma o empresário.

A presença digital da marca é sustentada por números robustos. O perfil oficial da Havan no Instagram ultrapassa a barreira dos 10 milhões de seguidores. Além disso, a figura do próprio fundador atua como um catalisador de alcance: Hang acumula cerca de 8 milhões de seguidores em seu perfil pessoal no Instagram e é o empresário brasileiro mais seguido no LinkedIn, com mais de 1 milhão de conexões.

Cultura e Liberdade Criativa

O estudo indica que o sucesso no engajamento não se deve apenas ao investimento em mídia, mas à autenticidade do conteúdo. A equipe de marketing da empresa possui liberdade para criar peças que misturam humor e rotina, alinhadas à cultura organizacional construída ao longo de 40 anos e presente nas mais de 180 lojas físicas da rede.

“Quando alguém comenta, compartilha ou se identifica com um conteúdo, é porque se sente parte da marca. Esse sempre foi o nosso objetivo: aproximar, incluir, fazer com que as pessoas sintam que a Havan também é delas”, conclui Hang.