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Humanização dos pets impulsiona alta de até 300% no varejo digital e força reposicionamento do mercado

A mudança de status dos animais de estimação, que deixaram de ser vistos como “acompanhantes” para serem tratados como membros da família, está provocando uma revolução no varejo. Essa “humanização” dos pets tem redesenhado o mercado global e brasileiro, servindo como motor para uma explosão no comércio eletrônico do setor.

Dados recentes divulgados por grandes plataformas de e-commerce ilustram essa transformação: as vendas de produtos para animais registraram um crescimento de até 300%. O aumento é impulsionado por uma busca expressiva por itens inovadores, como acessórios tecnológicos, brinquedos avançados e soluções focadas no bem-estar animal. Esse movimento acompanha a consolidação do mercado brasileiro, que movimentou aproximadamente R$ 75,4 bilhões em 2024, firmando o país como uma das potências mundiais no segmento.

Para Hugo Galvão de França Filho, diretor da Enjoy Pets, os números são o reflexo direto de um novo perfil de consumidor. “O tutor não compra apenas um produto: ele busca experiências que reflitam cuidado, praticidade e conexão com seu pet”, analisa.

O novo comportamento de compra

Segundo o especialista, a jornada de compra tornou-se fundamentalmente omnicanal. O processo agora envolve pesquisas online aprofundadas, comparação de preços e compras por impulso motivadas pela conveniência digital. Galvão ressalta que esse comportamento está fomentando o desenvolvimento de categorias “premium” e personalizadas, aproximando o setor pet dos hábitos de consumo tradicionalmente observados no mercado de bens para humanos.

Diante desse cenário, varejistas têm sido obrigados a investir pesado em duas frentes: tecnologia para garantir experiências digitais fluidas e marketing emocional. A estratégia visa criar narrativas que ressoem com o forte vínculo afetivo entre os tutores e seus animais.

“A conectividade emocional entre tutores e pets exige que as marcas não vendam apenas produtos”, afirma Galvão. “Quem entende que o tutor busca conveniência, qualidade e conexão emocional consegue se posicionar melhor no ambiente digital e, consequentemente, construir relacionamentos de longo prazo com esse consumidor”, conclui.

Kirvano lança pagamento com pix automático

A Kirvano, plataforma que transforma conhecimento em negócios digitais, referência para infoprodutores e criadores de conteúdo, adiciona o pix automático como funcionalidade adicional de pagamento recorrente. Com a nova modalidade, os clientes poderão fazer a compra de cursos, mentorias, participar de comunidades e acessar outros produtos digitais de forma imediata e sem custo adicional.

“O pix automático é uma oportunidade para que as empresas e infoprodutores alcancem novos clientes, como aqueles que não acessavam assinaturas por falta de cartão de crédito. Além disso, permite ao empreendedor fazer melhor gestão do fluxo de caixa e reduzir o custo de transação. Já o consumidor tem maior controle financeiro, segurança na transação, pois não há compartilhamento de dados, e pode ser cancelado diretamente no aplicativo do banco”, explica Alexandre Brito, co-CEO e responsável pelo ecossistema de pagamentos da Kirvano.

De acordo com a Abecs, Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), os pagamentos recorrentes com cartão cresceram 88,5% em apenas dois anos. O cartão de débito movimentou R$ 2,6 bilhões em valor transacionado por recorrência em 2024, com ticket médio de R$ 36,35. Já para a recorrência com o cartão de crédito, que movimentou R$ 100 bilhões no mesmo período, o ticket médio observado foi de R$ 84,77. A adição do Pix Automático deve aumentar o montante total de pagamentos recorrentes no mercado.

A Kirvano soma 2,4 milhões de clientes – entre infoprodutores, afiliados e co-afiliados – e 140 mil produtos como cursos, e-books, mentorias. Fundada em 2024 por Lorram Félix, que segue como co-CEO e está à frente das estratégias de inovação e tecnologia. O propósito do negócio é transformar a vida de quem ensina e empreende na internet com o entendimento de que, atrás de cada venda, existe um sonho a ser realizado, aliado à missão de facilitar esse caminho com tecnologia simples e eficiente. 

Da mídia à conversão: como 2026 vai mudar o varejo

O varejo digital chega a 2026 após um ano marcado por margens pressionadas e custos de aquisição mais altos. Nesse cenário, o Retail Media ampliou as possibilidades de monetização, enquanto a Inteligência Artificial ganhou força como ferramenta central da produtividade. A combinação dessas tecnologias vem reforçando a sustentabilidade financeira do e-commerce e elevando a precisão na tomada de decisão, com impacto direto na conversão.

A adoção do Retail Media mantém ritmo acelerado. Na América Latina, projeções da eMarketer indicam que o segmento tenha movimentado US$ 2,6 bilhões em 2025, com o Brasil representando 40% desse total, o equivalente a US$ 1,06 bilhão. O avanço reflete a estratégia de varejistas que utilizam dados proprietários e audiências qualificadas para ampliar receitas, aumentar a relevância das campanhas e influenciar decisões ao longo da jornada de compra.

Para Alexandre Mendes, sócio-CMO da Lope Digital Commerce, o movimento deu início a uma nova etapa no setor. “O varejo, antes visto somente como um canal de vendas, atua agora como um veículo de mídia robusto, monetizando inventário e dados. Quando essas informações são integradas às campanhas, a comunicação ganha precisão e o retorno aumenta”, afirma.

O modelo também aproxima marcas e consumidores nos momentos mais determinantes da jornada. O uso combinado de comportamento de navegação, histórico de compras e disponibilidade de estoque permite ações mais assertivas, reduz fricções e fortalece a influência do varejo na decisão final.

Paralelamente, a Inteligência Artificial progride com impacto direto nas operações. Um estudo da consultoria Strand Partners, encomendado pela AWS, aponta que 40% das empresas brasileiras já utilizam IA e, dessas, 96% registraram ganhos de produtividade, enquanto 95% reportaram aumento de receita. A tecnologia já orienta a gestão de estoque, as previsões de demanda e o atendimento, reduzindo rupturas e ampliando a eficiência operacional.

“A IA se tornou uma ferramenta estruturante, que ajusta níveis de inventário, melhora previsões sazonais e conecta toda a operação às expectativas do consumidor. Esse alinhamento é decisivo para gerar fidelização”, explica Mendes.

Com consumidores menos tolerantes a falhas, a integração entre Retail Media e IA vem moldando diretamente o desempenho do e-commerce. As ferramentas permitem redesenhar calendários promocionais com base em dados reais, sincronizando disponibilidade, campanhas e comunicação para encurtar o caminho até a conversão e melhorar a experiência.

A expectativa para 2026 é de amadurecimento do setor, sustentado por dados proprietários, eficiência operacional e monetização de audiência. Varejistas que consolidarem estratégias tecnológicas robustas devem conquistar vantagem competitiva em um ambiente cada vez mais pressionado por resultados e orientado à conversão.

Início de ano se torna janela decisiva para investimentos em Logística 4.0 e eficiência operacional

Com o início de um novo ciclo de negócios, empresas de diversos setores estão voltando suas atenções para a modernização de suas cadeias de suprimentos. O começo do ano consolidou-se como o momento mais estratégico para aportes na chamada Logística 4.0, movimento que integra tecnologias digitais avançadas para criar operações mais resilientes e eficientes.

O cenário é impulsionado por dados recentes da indústria em 2025, que apontam um salto de qualidade nas ferramentas disponíveis: a adoção de analytics baseados em Inteligência Artificial para previsão de demanda já alcança níveis de até 95% de precisão. Simultaneamente, a implementação de sistemas autônomos tem demonstrado capacidade de reduzir custos com transporte e mão de obra na casa dos dois dígitos percentuais.

Para Rodolfo Cassorillo, especialista em TI aplicada à logística, o timing não é coincidência. Segundo ele, o período alinha-se ao ciclo de planejamento e revisão orçamentária das corporações, momento em que recursos são destravados especificamente para projetos de inovação.

“Neste momento, iniciativas de digitalização e modernização ganham mais tração, visto que equipes internas e fornecedores estão mais disponíveis para implementar e integrar novas tecnologias”, destaca Cassorillo.

Desafios e Ganhos Estratégicos

Apesar do otimismo, a transição para a Logística 4.0 não é isenta de barreiras. A notícia de que a tecnologia está madura contrasta com desafios estruturais das empresas, como a escassez de mão de obra qualificada para lidar com novas ferramentas e a necessidade de uma governança de dados robusta.

No entanto, o especialista reforça que o sincronismo entre estratégia de negócio e tecnologia é vital. O objetivo vai além da simples implementação de ferramentas digitais; busca-se a integração total da cadeia, redução de perdas, otimização de estoque e, consequentemente, uma melhor experiência para o cliente final.

“No contexto competitivo atual, esses ganhos se traduzem em vantagens duradouras, e quanto mais cedo forem implementados, maior será o retorno sobre o investimento”, conclui Cassorillo.

CEO da geração Z: por que as empresas estão apostando nos mais jovens em cargos de liderança?

A presença de líderes da Geração Z no topo das organizações, começa a ganhar força em empresas brasileiras e globais. Um estudo de 2024 da Udemy, realizado com mais de 6.500 respondentes de diferentes gerações, aponta que 65% dos jovens da Gen Z estão fortemente motivados por desenvolvimento profissional e crescimento de carreira, derrubando a ideia de que essa geração seria “desinteressada” ou avessa a responsabilidades. Pelo contrário: eles querem aprender, crescer, liderar, e as empresas começaram a perceber isso.

Esse movimento se reflete em casos como o do Miguel Henrique Souza, 26, como novo da CEO e sócio da Vaapty, líder do franchising no setor de intermediação de venda de veículos, que recentemente anunciou sua chegada na companhia. Mestre em Ciência da Computação e com experiência em fintechs, bancos e empresas de infraestrutura, Miguel assumiu  a missão de acelerar o avanço tecnológico e consolidar a governança da marca, que se tornou referência nacional em apenas cinco anos de operação.

“A Vaapty cresceu em velocidade recorde e chegou a um ponto em que precisava se reestruturar para continuar crescendo com sustentabilidade. Essa nova fase traz um aporte forte em tecnologia e uma operação mais organizada, com acompanhamento próximo dos franqueados e mais previsibilidade de receita”, afirma o novo CEO.

A reestruturação em andamento envolve mudanças profundas na alta gestão, incluindo substituição de diretores e a reformulação de áreas estratégicas como Recursos Humanos, Jurídico e Financeiro. O objetivo é criar uma estrutura mais moderna e preparada para escalar, com plano de carreira, certificações de qualidade e um ambiente de trabalho voltado à alta performance, inovação e cultura de dados — áreas em que jovens líderes costumam se destacar.

Ao mesmo tempo, a chegada de profissionais da Geração Z ao comando de empresas responde a uma demanda de mercado por líderes que entendam de tecnologia, crescimento acelerado e novos modelos de consumo. Para muitos negócios, especialmente os que operam em ritmo de expansão, colocar um CEO mais jovem no centro da estratégia significa atenção total à inovação e mais proximidade com tendências emergentes.

“A Vaapty buscava alguém que unisse domínio tecnológico, gestão, velocidade de execução e visão de futuro. É isso que trago para esta nova fase. Mesmo sendo jovem, acredito que posso acrescentar muito ao momento de transformação da companhia através da minha experiência na área e expertise”, disse Miguel.

Varejo: Direito ao Reparo (Right to Repair)

O que é

O Direito ao Reparo é um conjunto de legislações e normas globais que obrigam fabricantes e varejistas de eletrônicos (e outros bens duráveis) a projetar produtos que possam ser consertados e, crucialmente, a disponibilizar peças de reposição, ferramentas especializadas e manuais de instrução acessíveis para consumidores finais e oficinas independentes.

No contexto do e-commerce, essa lei transforma a loja online de apenas um “ponto de venda de produtos acabados” em um hub de manutenção, onde a venda do dispositivo principal (ex: um smartphone) deve coexistir com a oferta fácil de seus componentes vitais (ex: baterias, telas, circuitos).

O Contexto: O Fim da “Caixa Preta”

Historicamente, muitos fabricantes dificultavam o reparo (usando parafusos proprietários, colas industriais ou bloqueios de software) para incentivar a compra de um novo aparelho, prática conhecida como obsolescência programada.

O movimento Right to Repair, consolidado na União Europeia e em diversos estados dos EUA (e avançando no Brasil), inverte essa lógica. Ele estabelece que o consumidor é o verdadeiro dono do produto e, portanto, deve ter a autonomia para prolongar sua vida útil.

Impacto Prático no E-commerce

Para as lojas virtuais, o Direito ao Reparo exige uma reestruturação de catálogo e UX (Experiência do Usuário):

  1. Explosão de SKUs (Stock Keeping Units):O e-commerce não vende apenas 1 modelo de aspirador de pó; agora ele precisa cadastrar e estocar 20 peças de reposição para aquele modelo (filtros, mangueiras, motores). Isso exige uma gestão de estoque de “cauda longa” muito mais complexa.
  2. O “Índice de Reparabilidade” na Vitrine:Semelhante aos selos de eficiência energética (Procel), as páginas de produto passam a exibir uma Nota de Reparabilidade (de 0 a 10). O algoritmo de busca e os filtros do site devem permitir que o consumidor ordene produtos pelos “Mais Fáceis de Consertar”.
  3. Disponibilidade de Manuais e Esquemas:A legislação exige que a informação técnica seja democrática. O e-commerce deve hospedar PDFs de manuais de serviço, vídeos tutoriais e esquemas de montagem na própria página do produto, não escondidos em áreas restritas do site do fabricante.
  4. Kits de Reparo no Checkout (Cross-selling):Uma nova estratégia de venda cruzada surge: ao comprar um notebook, o site sugere: “Gostaria de adicionar o kit de chaves e a bateria extra para este modelo por +R$ 150?”.

Benefícios Estratégicos

Embora pareça um ônus logístico, o Direito ao Reparo abre novas frentes de receita:

  • Fidelização e Confiança: Marcas que facilitam o reparo são percebidas como mais honestas e sustentáveis, aumentando o Lifetime Value (LTV) do cliente.
  • Tráfego SEO: A busca por “como consertar tela do celular X” ou “bateria para notebook Y” gera um volume massivo de tráfego orgânico qualificado que o e-commerce pode capturar.
  • Redução de Devoluções (RMA): Se um cliente consegue consertar um pequeno defeito com uma peça de R$ 20, ele evita devolver o produto inteiro de R$ 2.000, economizando custos enormes de logística reversa para a loja.

Desafios e Riscos

  • Segurança e Responsabilidade: O e-commerce deve garantir que os manuais contenham avisos de segurança claros. Se um cliente se ferir tentando consertar um micro-ondas com uma peça vendida pelo site, pode haver implicações legais dependendo da jurisdição.
  • Gestão de Inventário de Peças: Manter peças de modelos antigos (obrigatório por lei por até 10 anos em alguns casos) ocupa espaço e capital de giro. A solução muitas vezes é a impressão 3D de peças on-demand ou parcerias diretas com fabricantes (Dropshipping de peças).

Resumo para o Gestor

Em 2026, o Direito ao Reparo não é mais um “diferencial ativista”, mas um requisito de conformidade (compliance). Lojas que ignoram a venda de peças e a transparência técnica correm riscos de multas e perda de relevância para um consumidor que valoriza a longevidade e a sustentabilidade de seus bens.

Próximo passo para você:

Para fechar este ciclo de conteúdos sobre tendências, você gostaria que eu criasse um Quadro Comparativo (Tabela) resumindo as diferenças entre o E-commerce Tradicional (2020-2024) e o E-commerce Agêntico/Sustentável (2026) baseando-se nos 3 artigos que escrevemos hoje?

Re-commerce Automatizado

Definição

Re-commerce Automatizado é o processo industrial que aplica robótica, visão computacional e Inteligência Artificial (IA) para operacionalizar a revenda de produtos usados em larga escala. Diferente do modelo tradicional de “brechó” ou revenda manual, essa tecnologia permite processar milhares de itens por dia, automatizando etapas críticas como triagem, avaliação estética (grading), higienização e digitalização para venda online.

O Problema que Resolve

No mercado de segunda mão, cada produto é único (um “snowflake” na logística). Um iPhone usado pode estar perfeito, enquanto outro idêntico possui a tela riscada. Processar essa variabilidade manualmente é lento, caro e sujeito a erros humanos. O Re-commerce Automatizado padroniza esse fluxo, viabilizando a economia circular para grandes varejistas.

Como Funciona: As 3 Etapas Principais

O fluxo automatizado geralmente ocorre em esteiras inteligentes equipadas com sensores e braços robóticos:

1. Avaliação e Classificação (Grading via IA)

Sistemas de visão computacional escaneiam o produto em busca de defeitos físicos (arranhões, amassados, descoloração). A IA cruza esses dados com um banco de imagens para atribuir uma nota de qualidade (ex: “Como Novo”, “Bom”, “Aceitável”). Em eletrônicos, robôs também testam portas de entrada, botões e saúde da bateria via software.

2. Higienização Robótica

Com base no tipo de material, o sistema decide o método de limpeza.

  • Eletrônicos: Uso de ferramentas de precisão para limpar conectores e aplicação de luz UV-C para esterilização.
  • Têxteis/Tênis: Túneis de vapor, escovação automatizada e tratamentos de ozônio para remover odores e manchas sem intervenção humana.

3. Fotografia e Catalogação (Digitization)

O item limpo entra em uma cabine fotográfica automatizada (photo booth 360º). O sistema captura imagens de múltiplos ângulos, remove o fundo automaticamente, ajusta a iluminação e cria o anúncio na plataforma de e-commerce, precificando o item com base na sua classificação (grade) e na demanda de mercado.

Principais Benefícios

  • Escalabilidade: Capacidade de processar estoques massivos de logística reversa que, de outra forma, seriam descartados ou liquidados por peso.
  • Padronização e Confiança: A avaliação por IA elimina a subjetividade humana. O consumidor sabe exatamente o que esperar de um “Grade B”, aumentando a confiança na compra.
  • Margem de Lucro: Ao reduzir o custo de mão de obra (OpEx) na triagem, a revenda de itens de baixo valor torna-se financeiramente viável.

Aplicações de Mercado

  • Eletrônicos (Refurbished): Smartphones, laptops e tablets.
  • Moda (Resale): Tênis (sneakers), bolsas de luxo e vestuário.
  • Mídia: Livros, jogos e discos.

Termos Relacionados

  • Economia Circular
  • Logística Reversa
  • Computer Vision (Visão Computacional)
  • Upcycling

Gostaria que eu fizesse algo mais?

Posso criar um exemplo prático (um mini case fictício) de como uma loja de eletrônicos aumentou o lucro usando essa tecnologia, para ilustrar o verbete.

Com 80% das mensagens lidas em até 5 minutos após recebimento, WhatsApp é estratégico no contato empresa-cliente, mostra plataforma

Praticamente todas as mensagens que as pessoas recebem por WhatsApp (mais precisamente, 98%) são abertas. Mais que isso: 80% são lidas nos primeiros cinco minutos depois do recebimento. Os dados, do próprio aplicativo de mensagens instantâneas, fundamentam as estratégias da Poli Digital, plataforma parceira do Grupo Meta e um dos ‘cases’ de sucesso apresentados recentemente no WhatsApp Arena.

O evento ocorreu com transmissão online para previamente inscritos. O co-fundador e CPO da Poli Digital, Gabriel Henrique, palestrou ao lado de um executivo de empresa cliente da plataforma, a Vitrine Móveis, de Goiás. O gerente de marketing e vendas da empresa, Júlio Cesar Alves, foi o representante.

Ambos falaram sobre o tema “Anúncios de clique para o WhatsApp + Conversions API: o poder dos anúncios e mensuração para os pequenos negócios”. A segurança no uso dessa tecnologia e os resultados que ela proporciona foram destacados pelos dois executivos.

Para o gerente da Vitrine Móveis, a solução da Poli Digital, que centraliza WhatsApp, Instagram e Messenger em uma única plataforma e conecta todos os atendentes em um só fluxo de atendimento, é estratégica para o negócio. Além de organizar todo o fluxo comunicacional com e na empresa, Alves cita a segurança na realização de vendas por esse meio de comunicação.

A Vitrine Móveis é cliente da Poli Digital, que também é de Goiás, há pelo menos seis anos, lembra o CPO da plataforma. “O ‘case’ é significativo para demonstrar, de forma prática, como a combinação de tecnologia, estratégia e dados pode transformar operações inteiras”, sublinha Henrique.

“O WhatsApp mantém uma das taxas de engajamento mais altas do mercado. Esse comportamento explica por que o canal se tornou tão estratégico para pequenas e médias empresas que precisam acelerar oportunidades de forma eficiente e previsível”, argumenta o executivo.

A integração de contatos no WhatsApp possibilita conectar campanhas, realizar atendimentos, acelerar funil para gerar conversas reais, reduzir atrito e aumentar a qualidade dos leads, sublinha Henrique. “Trata-se de transformar conversas com os clientes em oportunidades reais”.

Nesse contexto, a Conversions API tem papel central na performance dos anúncios de clique para o WhatsApp. A tecnologia permite que a Poli Digital envie eventos de conversão diretamente para as plataformas do Meta Ads, sinalizando quais interações resultam em leads mais qualificados e relevantes. Com esses dados, os algoritmos conseguem otimizar a entrega dos anúncios de forma mais precisa, priorizando perfis com maior propensão à conversão e contribuindo para melhores resultados em vendas, mensuração mais confiável e uso mais eficiente do investimento em mídia.

A Poli Digital é parceira oficial do Grupo Meta (WhatsApp, Instagram e Facebook) no Brasil. Com isso, a plataforma tem acesso às APIs Oficiais (Application Programming Interface, ou Interface de Programação de Aplicação) – conjunto de padrões de uma interface de um aplicativo. Isso possibilita a oferta de soluções mais apropriadas às demandas das empresas clientes, com segurança, estabilidade e total conformidade com as diretrizes oficiais do Grupo Meta.

“Para a Poli Digital, estar ao lado do Meta, inclusive nesse evento de relevância, representa não apenas reconhecimento, mas também a oportunidade de contribuir para a capacitação do mercado e demonstrar, de forma prática, como a combinação de tecnologia, estratégia e dados pode transformar operações inteiras”, considera o co-fundador.

Henrique sublinha que o encontro reuniu especialistas, líderes de negócios e profissionais de marketing de todo o país, consolidando-se como um dos principais fóruns para discutir tendências, oportunidades e boas práticas no ambiente digital.

Golpes no TikTok Shop expõem riscos do e-commerce em redes sociais

O crescimento do comércio dentro das redes sociais abriu novas oportunidades para consumidores e influenciadores, mas também criou um terreno fértil para golpes cada vez mais sofisticados. Desde maio, com o lançamento do TikTok Shop no Brasil, anúncios falsos, links disfarçados e páginas clonadas passaram a se tornar ameaças recorrentes para quem compra ou vende produtos pela plataforma. O problema, no entanto, não se restringe à empresa chinesa: Facebook, Instagram e, mais recentemente, o YouTube, com o Programa de Afiliados do YouTube Shopping, ampliaram suas funcionalidades de e-commerce, expondo milhões de usuários a potenciais fraudes.

A convergência entre entretenimento e comércio digital, conhecida como social commerce, atrai consumidores pelo imediatismo e pela praticidade — produtos indicados por influenciadores podem ser comprados sem que o usuário precise sair do aplicativo. Essa facilidade, porém, também é explorada por criminosos, que criam anúncios falsos de itens em alta, explorando a urgência e o medo de ficar de fora (FOMO). O objetivo é redirecionar usuários a sites fraudulentos que imitam a interface do TikTok Shop. Nessas páginas, avaliações e perfis falsos reforçam a aparência de legitimidade, enquanto dados pessoais e informações financeiras são capturados de forma indevida.

O risco se concentra especialmente na etapa de pagamento, quando links patrocinados podem conduzir consumidores a plataformas falsas. As fraudes variam desde produtos que nunca são entregues até o roubo de dados sensíveis, tornando o ambiente digital mais complexo e exigindo cautela redobrada. O cenário evidencia como a expansão do social commerce, embora impulsione a economia digital, também amplia vulnerabilidades do consumidor e reforça a necessidade de educação tecnológica.

Hygor RoqueHead of Revenue da Divibank, destaca que a prevenção começa com atenção a sinais aparentemente simples. “É fundamental verificar o selo de autenticidade do vendedor, checar o histórico e o tempo de atividade da loja, confirmar informações de contato e desconfiar de preços muito abaixo do mercado. Além disso, influenciadores e criadores de conteúdo têm um papel estratégico, pois podem denunciar o uso indevido de sua imagem ou de marcas, ajudando a reduzir a circulação de fraudes”, afirma.

O cenário também revela uma nova fronteira da governança digital. À medida que redes sociais ampliam suas funções comerciais, cresce a responsabilidade compartilhada entre plataformas, criadores de conteúdo e consumidores. Para o usuário final, navegar com segurança exige não apenas atenção aos sinais de alerta, mas a compreensão de que o ambiente de compra online — mesmo dentro de aplicativos populares — não está imune a práticas criminosas.

O fenômeno reforça uma tendência mais ampla: enquanto o social commerce promete transformar a experiência de consumo, ele também demanda novos protocolos de segurança, fiscalização e educação digital para que a conveniência não se converta em vulnerabilidade.

Projeto de regulação da Inteligência Artificial deve prejudicar PMEs e startups, segundo ABIACOM

A Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce (ABIACOM) enviou ao Congresso Nacional uma carta aberta em que manifesta profunda preocupação com o impacto do Projeto de Lei nº 2338/2023, texto que deve ir à votação em breve e estabelece regras para o uso de sistemas de inteligência artificial no país.

Representando o setor produtivo, que impulsiona a economia digital e o varejo brasileiro, a entidade reconhece a importância de um marco regulatório moderno e que assegure direitos fundamentais. No entanto, aponta que a atual redação do PL cria barreiras severas à operação das empresas, especialmente Pequenas e Médias Empresas (PMEs), podendo desestimular a inovação e reduzir a geração de empregos formais.

No documento enviado aos parlamentares, a ABIACOM alerta que os artigos 35 e 36, ao instituírem responsabilidade objetiva e solidária entre desenvolvedores e operadores de IA, colocam pequenos empresários em risco jurídico elevado. “Na prática, um pequeno varejista que apenas utiliza uma ferramenta de IA contratada pode ser responsabilizado integralmente por falhas tecnológicas que fogem ao seu controle. Esse risco jurídico inviabiliza o uso pelas PMEs e freia contratações”, afirma Fernando Mansano, presidente da ABIACOM.

A carta também critica as exigências de transparência previstas no texto. Para a entidade, é tecnicamente impossível exigir que empresas usuárias de IA ofereçam explicações detalhadas sobre sistemas aos quais não têm acesso interno. “O projeto ignora a realidade da cadeia de inovação global. A maioria das empresas usa IA via API, sem domínio técnico sobre sua arquitetura. Exigir transparência absoluta de quem apenas ‘aluga’ a tecnologia cria insegurança e desestimula o uso da IA no país”, destaca Mansano.

Outro ponto de preocupação está nos custos de conformidade previstos pela proposta, considerados proibitivos para startups e PMEs. Auditorias independentes, avaliações de risco e testes de confiabilidade seriam inviáveis para a maior parte das empresas brasileiras. “Sem tratamento diferenciado para startups e PMEs, o Brasil acabará criando uma reserva de mercado involuntária para grandes corporações internacionais. O empreendedor nacional ficará para trás”, afirma a entidade.

Diante desse cenário, a ABIACOM pede que o Congresso revise os trechos considerados críticos antes da votação. “Defendemos uma regulação que puna o mau uso, não a ferramenta ou o empreendedor. O Brasil precisa de um ambiente que estimule a tecnologia como motor de produtividade e emprego, e não de um sistema burocrático que penaliza quem quer inovar”, conclui.

A associação reforça que está à disposição para contribuir tecnicamente com o aprimoramento do projeto e para colaborar na construção de uma regulação equilibrada, capaz de proteger o cidadão sem comprometer o desenvolvimento da economia digital no país.