O varejo entrou de vez na era da Inteligência Artificial, mas ainda não construiu a base necessária para sustentar essa transformação. A combinação entre novos modelos generativos, automações avançadas e o surgimento dos chamados “superagentes” acelerou a corrida por eficiência e personalização. No entanto, esse avanço vem acontecendo em um ritmo muito maior do que a capacidade das empresas de organizarem governança, segurança e arquitetura. É esse descompasso que preocupa Marcos Oliveira Pinto, Gerente Global de Engenharia de Software da Jitterbit, que acompanha diretamente operações de e-commerce de grandes varejistas no Brasil e na América Latina.
Para ele, o setor vive um momento de entusiasmo, mas não de maturidade. “Estamos vendo muitas empresas tentando sair na frente, mas deixando para trás peças essenciais”, afirma. Embora as companhias com estruturas enterprise estejam um pouco mais preparadas, a maior parte do varejo ainda opera na lógica do “fazer primeiro, organizar depois”. Esse caminho, segundo Marcos, tem prazo curto para cobrar seu preço. “Eu diria que algo entre 12 e 18 meses. Acredito que, com certeza, em 12 meses já vamos começar a enfrentar um problema com a gestão e com a segurança disso”, exclama.
E o alerta de Marcos não é abstrato. Com a facilidade de criação de agentes de IA dentro das áreas de negócio, e não apenas na TI, as empresas começam a acumular automações sem rastreabilidade, sem documentação e sem controle. Times diferentes criam agentes desconectados entre si, sem padrões e sem supervisão técnica. Em pouco tempo, ninguém sabe quantos agentes existem, que dados eles acessam, como interagem entre si ou que riscos representam. A situação lembra o período de explosão das integrações improvisadas no início do iPaaS, quando ambientes desordenados se tornaram caros e difíceis de sustentar. Agora, esse cenário se repete em escala muito maior, potencializado pela autonomia trazida pela IA.
A velocidade da evolução tecnológica também agrava o problema e isso significa que empresas podem estar operando agentes com implementações e técnicas ultrapassadas sem sequer perceber. Além disso, cresce a ameaça dos ataques conhecidos como prompt injection, em que criminosos enviam prompts maliciosos com a intenção de causar comportamentos não intencionais e forçar ações indesejadas dentro de operações críticas do varejo.
Apesar dos riscos, o potencial da IA para transformar operações varejistas é enorme. Marcos cita, por exemplo, situações em que um e-commerce enfrenta instabilidades no checkout. Em vez de perder vendas, um superagente pode analisar o histórico do cliente, autorizar a continuidade da compra e processar os dados posteriormente, evitando rupturas e prejuízos de reputação. Em outro cenário, um agente pode absorver pedidos enquanto o sistema interno estiver fora do ar, garantindo continuidade da operação e evitando que falhas momentâneas se transformem em queda de receita.
Há também aplicações consolidadas em pricing dinâmico e monitoramento de concorrência, em que agentes analisam o mercado em tempo real e sugerem ajustes que mantêm as marcas competitivas. E, no atendimento ao consumidor, agentes especializados em análise de sentimento já permitem identificar humor, frustração e expectativas dos clientes, abrindo caminho para ações preventivas na experiência do cliente.
Para evitar riscos e operar com segurança e eficiência garantida, Marcos conta que a Jitterbit vem apostando em arquiteturas de superagentes capazes de orquestrar diferentes agentes especialistas — de estoque, logística, financeiro, marketing ou SAC — dentro de um único ambiente inteligente e seguro. A resposta chega ao usuário final de forma integrada, sem que ele perceba qual agente está operando. Segundo Marcos, nenhuma outra empresa entrega essa abordagem no mercado atualmente, o que acelera a adoção de casos de uso complexos e reduz dependências técnicas. Ao que se refere à atualização constante da tecnologia, a empresa global, que também opera no Brasil, conta com um grupo de engenheiros focados em IA, que está constantemente testando as ferramentas e novas soluções.
Mesmo assim, ele reforça que tecnologia não substitui maturidade. Parte do atraso estratégico do varejo está na dificuldade de definir claramente qual problema quer resolver. Por isso, cresce a adoção de projetos de quick wins, que resolvem dores específicas, entregam valor rápido e ajudam empresas a ganhar clareza sobre onde escalar a IA para casos de uso mais complexos. Ao mesmo tempo, surge a necessidade de novas funções no mercado, como o “validador de IA”, um profissional responsável por revisar decisões críticas dos agentes, evitar alucinações e garantir que os sistemas atuem dentro das políticas da empresa.
A adoção acelerada de IA não é uma escolha opcional, mas sim uma urgência competitiva, como alerta o especialista. Porém, a falta de governança e de planejamento pode transformar essa corrida em um passivo operacional significativo. O setor tem, nas palavras de Marcos, até 18 meses para estruturar sua base, antes que a sobrecarga de agentes descontrolados, tecnologias desatualizadas e riscos de segurança se tornem problemas visíveis e caros. A maturidade, portanto, não é apenas o próximo passo, mas a condição fundamental para que a IA entregue o valor que promete.
A CrowdCare, uma plataforma de financiamento coletivo para despesas médicas, acaba de anunciar o início de suas operações no Brasil. A escolha pelo mercado brasileiro para ampliar os negócios da empresa foi baseada no complexo cenário do acesso aos serviços de saúde no país. A empresa, com sede em Deerfield Beach, na Flórida, opera nos Estados Unidos desde maio de 2025.
O modelo de negócios da CrowdCare é atuar como um crowdfunding tradicional, mas com foco exclusivo no financiamento de despesas médicas em geral, incluindo consultas, exames, cirurgias e demais procedimentos hospitalares e clínicos. Por meio de mensalidades fixas, que começam em R$ 250, os membros da plataforma passam a contar com o fundo para financiar suas despesas médicas, como pacientes particulares.
Nas prática, o foco da CrowdCare é criar uma comunidade de brasileiros unidos em prol de ajudar uns aos outros a financiar suas despesas médicas.
“Embora o Brasil possua um sistema de saúde pública, de caráter universal e financiado por recursos estatais, há importantes entraves que limitam o atendimento à população, como longas filas de esperas, desigualdade de acesso entre regiões, falta de profissionais e limitações para quem depende exclusivamente do SUS”, comenta Lee Cerasani, Fundador e CEO da CrowdCare Américas.
O executivo lembra ainda que a saúde suplementar (planos de saúde) atende apenas 25% da população brasileira, sendo a maioria dos beneficiários aqueles que trabalham no regime CLT.
“Outro entrave é que os planos individuais, especialmente para trabalhadores do mercado informal, têm preços proibitivos e estão cada vez mais escassos”, acrescenta.
“Para além dos valores, os planos de saúde negam procedimentos, descredenciam constantemente médicos, laboratórios e hospitais, além de possuírem burocracias intermináveis para autorizar exames e cirurgias. Ultimamente, outro problema sério é a rescisão unilateral, deixando os usuários sem o plano de forma repentina”, aponta Cerasani.
Diante desse complexo cenário, a CrowdCare pretende aumentar o acesso da população aos serviços de saúde, de uma forma inovadora e visionária.
Sem rede credenciada, sem burocracias e com valores acessíveis
“Há vários diferenciais importantes em nosso modelo de negócio. Para além dos valores acessíveis das mensalidades, o membro pode escolher livremente seus médicos, laboratórios e hospitais, passando nesses serviços, como um paciente particular. Portanto, não existe rede credenciada, nem burocracias, como nos planos de saúde tradicionais”, aponta Cerasani.
Entretanto, para manter a saúde do fundo e garantir que todos os membros tenham suas despesas médicas financiadas, existe o compromisso de membro, no valor fixo, de R$ 250 para todos os serviços médicos, exceto para partos, cujo valor é mais alto. Portanto, não importa o valor da despesa médica, a coparticipação do membro sempre será a mesma.
“Na prática, toda vez que o membro passa numa consulta, faz um exame ou uma cirurgia, ele participa dos custos por meio desse valor fixo. O restante é financiado pela CrowdCare. A principal vantagem desse modelo de coparticipação é que mesmo que o membro tenha uma alta despesa médica, ele sabe que seu compromisso de membro sempre será nesse valor fixo”, conta o executivo.
CrowdCare é um financiamento coletivo para despesas médicas
“Gostaríamos de reforçar que a CrowdCare não é um plano de saúde. Os nossos membros são considerados pacientes particulares. A nossa plataforma elimina as barreiras dos planos de saúde, oferecendo uma maneira transparente, flexível e acessível de obter atendimento médico”, conta Karina Brito, CEO da CrowdCare no Brasil.
Atualmente, a empresa aceita pessoas de 0 a 64 anos. Além dos planos individuais, a plataforma oferece também o plano familiar, para até 4 pessoas. Os valores das mensalidades são:
Associação individual para pessoas de 0 a 54 anos – R$ 250
Associação individual para pessoas de 54 a 64 – R$ 410
Associação familiar para até 4 membros – R$ 550
“Adicionalmente ao financiamento de consultas, exames e cirurgias, a CrowdCare também oferece orientação e consultoria para os membros, especialmente para negociar descontos em procedimentos com valores mais altos, como cirurgias e exames mais complexos. Os membros também podem solicitar financiamento para medicamentos, bem como têm acesso a teleconsultas e psicoterapia online, entre outros serviços de saúde”, diz Karina.
Ao contrário dos planos de saúde, a CrowdCare financia todas as despesas médicas que fazem parte dos serviços elegíveis, conforme descrito no contrato. Quanto aos reajustes das mensalidades e do compromisso de membro, a CrowdCare pretende aplicar os índices normalmente usados no Brasil, como o IPCA ou outros.
“A saúde é o bem mais precioso do ser humano e os entraves para os cuidados médicos no Brasil têm efeitos importantes, como incapacidade para o trabalho, sobrecarga dos custos de afastamento pelo INSS, atrasos no diagnóstico de doenças que ameaçam a vida, perda da produtividade no trabalho, problemas financeiros e prejuízos na qualidade de vida. Portanto, esperamos trazer à população brasileira uma alternativa inovadora para ter acesso aos serviços de saúde, baseada no poder da comunidade e no uso consciente do financiamento coletivo”, finaliza Cerasani.
A Solo Iron, unidade de cibersegurança da Solo Network, anunciou uma parceria estratégica com a Akamai para oferecer ao mercado brasileiro uma operação completa de proteção de aplicações web e APIs, combinando tecnologia líder global com serviços gerenciados de segurança, monitoramento contínuo e resposta estruturada a incidentes.
A parceria tem como objetivo combinar a especialização da Solo Iron em operações gerenciadas de segurança com a tecnologia da Akamai para entregar ao mercado uma solução completa de proteção de aplicações web e APIs, orientada a risco e sustentada por processos estruturados. A proposta vai além da adoção de ferramentas, integrando monitoramento contínuo, análise especializada e resposta a incidentes em um modelo operacional único.
Com a Akamai, a Solo Iron incorpora ao seu portfólio tecnologias de proteção de aplicações e APIs que atuam diretamente na mitigação de ataques automatizados, exploração de vulnerabilidades, abusos de lógica e tentativas de negação de serviço. Esses recursos passam a ser operados e contextualizados pelo time da Solo Iron, dentro de uma metodologia baseada em frameworks reconhecidos como OWASP, NIST, CIS, MITRE e NIST SP 800-61.
Para a Akamai, o cenário regional exige uma abordagem mais profunda e integrada. “A região vive um aumento consistente na sofisticação dos ataques direcionados a aplicações web e APIs. Observamos um volume crescente de tentativas de exploração de lógica de negócio, manipulação de parâmetros e uso de bots para mapear endpoints e testar credenciais. O ciclo acelerado de desenvolvimento amplia a superfície disponível para ataques, tornando a visibilidade e a resposta fatores determinantes”, afirma Ana Cerqueira, Director Channel Sales and Programs LATAM da Akamai.
Segundo Felipe Guimarães, CISO da Solo Iron, a parceria com a Akamai deixa clara a intenção da empresa de entregar não somente tecnologia, mas uma operação viva, contínua e orientada ao negócio. “A Akamai se torna um aliado estratégico da Solo Iron. É um fabricante com produtos estáveis e confiáveis, líder de mercado em proteção de aplicações web e APIs. Para nós, é o parceiro ideal para compor a nossa estratégia de segurança Iron, que é levar uma operação completa como solução para nossos clientes.”
A integração técnica permitirá que alertas e eventos bloqueados pela Akamai sejam correlacionados com o SOC da Solo Iron, elevando a capacidade analítica. “Ao integrar a Akamai à nossa operação, conseguimos enriquecer os processos de detecção e inteligência dos eventos que a ferramenta está prevenindo e conectar isso a processos estruturados de resposta a incidentes, baseados no NIST SP 800-61. Isso se traduz em uma atuação rápida, tempestiva e acionável frente aos ataques”, afirma Guimarães.
O varejo brasileiro vive uma nova etapa da transformação omnichannel. Em 2026, a integração entre loja física, e-commerce e marketplaces deixa de ser um diferencial competitivo e passa a ser uma exigência do consumidor, cada vez mais conectado, imediatista e exigente. Nesse cenário, automação de processos e uso de dados em tempo real se tornam fundamentais para garantir uma experiência fluida e consistente em todos os pontos de contato.
O comportamento do consumidor mudou. Hoje, o cliente pesquisa online, compra pelo aplicativo, retira na loja física e espera atendimento personalizado, tudo sem fricções. Para atender a essa jornada híbrida, as empresas precisam de sistemas integrados, visibilidade total do estoque, logística sincronizada e capacidade de tomada de decisão rápida, baseada em dados.
Segundo especialistas do setor, o omnichannel em 2026 deixa de ser apenas uma estratégia comercial e passa a ser uma arquitetura tecnológica. “Não se trata mais de estar presente em vários canais, mas de fazer com que todos eles conversem entre si em tempo real”, explica Abner Reis, Head de Produtos da Globalsys, empresa brasileira especializada em soluções de tecnologia para o varejo.
Automação e dados no centro da operação
A nova fase do varejo omnichannel é impulsionada principalmente pela automação e pelo uso inteligente de dados. Ferramentas de integração de sistemas permitem que informações de vendas, estoque, logística e comportamento do consumidor sejam atualizadas instantaneamente, reduzindo rupturas, atrasos e falhas de comunicação entre canais.
“Quando o varejista trabalha com dados em tempo real, ele consegue antecipar demandas, personalizar ofertas, otimizar estoques e melhorar significativamente a experiência do cliente. Isso impacta diretamente a satisfação do consumidor e os resultados do negócio”, afirma o executivo.
O que muda no omnichannel em 2026
Entre as principais mudanças do varejo omnichannel para 2026 estão:
Maior integração entre sistemas legados, plataformas digitais e marketplaces
Uso intensivo de dados para decisões comerciais e operacionais
Experiência do cliente mais personalizada e consistente em todos os canais
Adoção crescente de outsourcing de TI para garantir escalabilidade e inovação contínua
Com ampla experiência em integração de sistemas e automação, a Globalsys atua como parceira estratégica de empresas do varejo que buscam evoluir sua operação omnichannel. A companhia apoia os negócios na construção de ambientes tecnológicos mais integrados, seguros e preparados para acompanhar as mudanças no comportamento do consumidor. “O consumidor já é omnichannel. Cabe às empresas acompanharem esse movimento com tecnologia, processos eficientes e visão estratégica”, conclui Abner.
Tradicionalmente mais fraco, o mês de janeiro exige criatividade para lojistas aquecerem as vendas no e-commmerce. E as promoções têm aquecido o setor, no início deste ano, os vendedores de lojas online, plataformas digitais e marjetplaces atraírem consumidores.
“As ações dos lojistas podem incluir descontos, kits de produtos, cashbacks e parcerias com empresas de serviços para descontos em estacionamentos, bares e restaurantes”, afirma Thiago Mazeto, diretor da Tray, plataforma de e-commerce da LWSA.
No backoffice, soluções de e-commerce e de gestão (ERP) apoiam a operação das PMEs online ao integrar rotinas como catálogo, pedidos e estoque a marketplaces e plataformas digitais. Em 2025, Tray e Bling anunciaram integrações com Temu e TikTok Shop, ampliando a conexão desses canais às operações de lojistas que usam as soluções.
Planejamento, margem e pagamento
Além de aquecer as vendas, as PMEs também precisam planejar o ano, definindo estratégia de vendas, que inclui provisionar demanda, estoque e precificação para não comprometer margem e, ao mesmo tempo, garantir um checkout preparado para diferentes preferências de pagamento. “O empreendedor deve avaliar o que funcionou, identificar pontos de melhoria e já projetar suas estratégias para 2026. Planejamento e gestão precisam anteceder esse momento e seguir como prioridade após o encerramento do ano”, afirma Marcelo Navarini, diretor do Bling.
O lojista também precisa reduzir barreiras e ampliar conversão com a oferta de múltiplas formas de pagamento. “Em pesquisa recente, o Pix chegou a 38% da preferência (com avanço relevante vs. 2024), mas o cartão de crédito ainda é a forma de pagamento mais utilizada. Contudo, a oferta de múltiplos meios de pagamento atende diferentes perfis de consumo e reduz barreiras no fechamento da compra”, destaca Monisi Costa, diretora executiva de Banking e Payment da Vindi, hub de pagamentos da LWSA, que integra diversos métodos de pagamento e adquirentes em uma única interface para otimizar a gestão financeira de negócios.
A Carteira de Identidade Nacional (CIN) transforma a forma de provar quem somos. Ela unifica o número com o CPF e oferece versão física e versão digital com igual validade.
Esse novo documento promete reduzir fraudes e tornar processos mais rápidos. Menos papéis, menos cartões e menos formulários na rotina de quem usa serviços públicos e privados.
Com o CPF como número único, a validação de dados fica mais direta. Sistemas distintos terão menos divergências e as conferências podem ser eletrônicas, seguras e mais ágeis.
Nos próximos tópicos você vai aprender o que muda para o registro atual, como pedir a emissão em cada estado, e como baixar e usar a versão no celular.
Segurança é pilar central: o texto mostrará recomendações de privacidade e formas de prevenir golpes ao compartilhar documentos digitais, sempre com base em orientações oficiais e explicações de especialistas.
Principais conclusões
A CIN reúne CPF e registro em um único documento com versão física e digital.
Redução de fraudes e menos cadastros repetidos no dia a dia.
Validação mais simples entre sistemas graças ao número único.
Menos formulários e menos itens para portar em serviços presenciais.
O artigo ensinará emissão, uso no celular e cuidados de segurança.
O que é a Carteira de Identidade Nacional (CIN) e por que ela é a nova identidade nacional do Brasil
A Carteira de Identidade Nacional (CIN) reúne, em um único padrão, dados que antes eram fragmentados por estados.
Essa nova carteira identidade usa o CPF como número principal de identificação em todo o país. Com isso, o documento passa a ser tratado como identidade nacional, com validade física e digital.
De registro estadual a número único
No modelo antigo, cada unidade federativa emitia seu próprio documento. Isso permitia que uma pessoa tivesse até 27 registros distintos, incluindo o Distrito Federal.
Riscos da fragmentação
Ter múltiplos documentos ampliava fraudes e duplicidade cadastral. Autoridades e empresas encontravam dificuldade para validar identidades de forma confiável.
O que muda no dia a dia
A carteira identidade agora integra dados e permite checagem nacional em tempo real entre órgãos emissores. A versão digital, disponível no Gov.br, tem a mesma validade da impressa.
O governo federal coordena a padronização, mas a transição ocorrerá ao longo de vários anos. Durante esse período, cidadãos conviverão com documentos antigos e novos; por isso, é importante conhecer prazos e regras.
Muito além do RG: entenda como a Identidade Digital vai substituir senhas e cartões
Com a CIN, vários números e registros podem ficar vinculados a um único documento base. Isso inclui Título de Eleitor, CNH, CTPS, certificado militar, NIS/PIS/PASEP e Cartão do SUS, quando houver comprovação de custódia.
Na prática, a centralização reúne dados e informações úteis sem exigir que o usuário carregue múltiplos documentos. O resultado é menos carteiras e menos retrabalho em atendimentos presenciais.
Checagem eletrônica: identificação mais rápida
A verificação por QR Code e consultas eletrônicas reduz digitação manual e erros de cadastro. Em bancos, postos de saúde e órgãos públicos, o processo fica mais ágil e seguro.
Conexão com Gov.br e ampliação de serviços
A versão digital no Gov.br melhora o nível da conta e libera mais acesso a serviços online. Assim, o cidadão usa menos filas e completa tarefas sem repetir formulários.
Importante: a eficácia depende de integração gradual dos sistemas e de bons hábitos do usuário, como proteger credenciais e conferir orientações oficiais.
Segurança, privacidade e confiabilidade da CIN
A confiança no documento depende tanto da tecnologia quanto do uso responsável pelos usuários. A CIN combina recursos técnicos e regras legais para reduzir fraudes e vazamentos.
QR Code para checagem rápida
O QR Code permite verificar autenticidade e consultar se a carteira consta como furtada ou extraviada. A leitura no site oficial mostra situação e evita aceitar documento inválido.
Biometria e prevenção de fraudes
A coleta dos dez dedos e do rosto dificulta duplicidade de registros. Biometria reduz fraudes de identificação em comparação com modelos anteriores.
LGPD e responsabilidade no tratamento
LGPD impõe obrigação ao governo e a organizações sobre proteção de dados. Pessoas devem checar quem solicita o número e a imagem antes de enviar.
Boas práticas ao compartilhar
Use marca d’água com finalidade clara.
Envie apenas frente e campos essenciais.
Prefira canais oficiais e verifique o site antes de clicar.
“Segurança forte não elimina risco; tecnologia e comportamento caminham juntos.”
Proteção do CPF e ações em caso de uso indevido
A Receita Federal oferece ferramenta de proteção do CPF. Em suspeita de uso indevido, registre BO e solicite bloqueios conforme orientação oficial.
Validade, obrigatoriedade e prazos: o que acontece com o RG antigo
Entender prazos e validade evita surpresas na hora de abrir conta ou viajar. A emissão da nova carteira não é obrigatória de imediato, mas há calendário que altera a aceitação dos documentos atuais.
O antigo documento segue válido, mas perde aceitação em 2032
O registro antigo continua legalmente válido por enquanto. No entanto, a tendência é que sua aceitação cesse em 2032.
Praticamente: serviços e empresas vão gradualmente pedir a via nova até que o documento antigo deixe de ser aceito.
Prazo de validade por faixa etária
A nova carteira tem prazo de validade para manter dados atualizados. As faixas são:
0 a 12 anos incompletos: validade de 5 anos;
12 a 60 anos incompletos: validade de 10 anos;
acima de 60 anos: validade indeterminada.
O motivo é simples: mudanças na fisionomia exigem atualizações periódicas.
CNH e passaporte: documentos com foto na transição
Durante a transição, CNH e passaporte seguem válidos como identificação com foto. Você pode usar a via mais aceita conforme a situação.
Viagens: a nova carteira tem MRZ e facilita aceitação em países com acordo, como no Mercosul. Fora desses acordos, o passaporte continua obrigatório.
“Validade e prazo impactam matrícula, contratos e abertura de contas; planeje a troca para evitar atrasos.”
Como emitir a nova carteira de identidade (CIN) no seu estado
Antes de agendar, confirme qual órgão emite o novo modelo em sua unidade federativa e reúna os documentos exigidos.
Onde solicitar
Procure o instituto de identificação do seu estado ou centrais como Poupatempo em São Paulo. No Distrito Federal há postos próprios vinculados ao governo local.
Documentos necessários
Leve certidão nascimento casamento original, CPF regularizado e comprovante de residência. Verifique no site do órgão se há exigência de cópias autenticadas.
Passo a passo do agendamento
Acesse o site do governo local ou do órgão emissor e busque “Carteira de Identidade Nacional”.
Escolha posto, data e hora e confirme a lista de documentos.
Compareça no dia com originais e protocolo do agendamento.
Atendimento e biometria
No atendimento presencial há conferência documental, coleta de biometria e fotografia. Isso é obrigatório no novo modelo para aumentar segurança e reduzir fraudes.
Custos e prazos
A primeira via é gratuita. A segunda via pode ter taxa e varia por estado (ex.: PR ~ R$ 49,31). Guarde o protocolo e acompanhe o status pelo site do governo.
“Confirme regras locais e regularize o CPF antes de ir ao posto para evitar perda de tempo”
Como baixar e usar a CIN digital no celular e no app Gov.br
Depois de receber a via física, você pode liberar a versão digital no Gov.br em poucos minutos. A cópia eletrônica tem a mesma validade legal e evita dúvidas sobre baixar antes da emissão.
Disponibilidade e validação por QR Code
Após emissão, a versão fica disponível no perfil do Gov.br. A validação pode ser feita pelo QR Code, que confirma autenticidade em atendimentos presenciais.
Passos para adicionar na carteira do Gov.br
Abra o app Gov.br e acesse “Carteira de documentos”.
Toque em “+” e selecione “Carteira de identidade”.
Siga o passo a passo para vincular o número e confirmar dados.
Benefícios e cuidados
O novo digital facilita o acesso a serviços e pode elevar o nível da sua conta Gov.br, liberando mais funcionalidades.
Proteja o celular: bloqueio de tela, evite compartilhar capturas e use apenas canais oficiais para login.
Recurso
Disponível
Validação
Impacto
Versão no Gov.br
Sim, após emissão
QR Code
Menos deslocamento
Elevação de conta
Sim
Confirmação biométrica
Mais serviços
Uso cotidiano
Apresentação por celular
Consulta eletrônica
Menos papel
“A versão digital tem validade igual à via impressa e reduz o risco de aceitar documento adulterado.”
Integração é progressiva; alguns órgãos já aceitam o novo digital, outros pedem checagens adicionais. Mantenha alternativas físicas até a adoção completa pelos serviços e cidadãos.
Conclusão
A consolidação do CPF como base reduz erros e acelera checagens em filas e sistemas. Esse novo documento cria um novo modelo de identificação mais simples para pessoas e organizações.
A carteira une versão física e versão digital e traz QR Code, biometria e MRZ para viagens em países com acordo. A segurança melhora, mas o uso responsável — enviar apenas o necessário e com marca d’água — continua essencial.
Lembre-se dos prazos: o registro antigo tem aceitação limitada até 2032, e a validade do novo varia por idade. Procure o órgão do seu estado para emissão e habilite a carteira no Gov.br para ampliar acesso.
No futuro próximo, esta carteira será a base para mais serviços; acompanhe orientações do governo federal e locais para usar o documento com segurança.
FAQ
O que é a Carteira de Identidade Nacional (CIN)?
A Carteira de Identidade Nacional (CIN) é o novo documento federal que unifica informações antes dispersas em RGs estaduais. Usa o CPF como número único de identificação e está disponível em versão física e digital. A ideia é facilitar identificação, reduzir fraudes e integrar serviços públicos e privados.
Por que o Brasil precisava de uma identidade nacional?
Antes da CIN, uma pessoa podia ter até 27 registros diferentes, um por estado, o que aumentava erros e fraudes. A CIN padroniza o número e os dados, melhora a checagem eletrônica e torna mais simples o acesso a serviços como saúde, previdência e atendimento bancário.
A versão física da CIN continua sendo aceita?
Sim. A CIN terá versão física com layout moderno e versão digital para celular. O documento físico seguirá sendo útil para situações presenciais, enquanto a versão digital agiliza conferências via QR Code e integrações com sistemas eletrônicos.
O que pode ser centralizado na CIN?
A CIN pode reunir dados básicos como nome, filiação, data de nascimento, foto e CPF. Também permite integrar informações úteis para serviços públicos, como situação cadastral e vínculo com contas Gov.br, sempre respeitando regras de privacidade e segurança.
Como a CIN melhora o acesso ao Gov.br?
Com a CIN ligada à conta Gov.br, o usuário tem autenticação mais forte, o que eleva o nível da conta e libera serviços que exigem confirmação de identidade, como emissão de documentos, benefícios e procedimentos online que antes demandavam presença física.
A CIN é segura contra fraudes?
Sim. Ela usa biometria (impressões digitais e reconhecimento facial) e QR Code verificável para confirmar autenticidade. Esses recursos reduzem falsificações e ajudam órgãos e empresas a checar rapidamente se o documento é legítimo.
Como funciona o QR Code da CIN?
O QR Code presente no documento (físico ou digital) permite consultar a autenticidade e status do documento em sistemas oficiais. Ao escanear, o verificador obtém informações básicas e se o documento foi extraviado ou cancelado, sem expor dados sensíveis.
Quais cuidados devo ter ao compartilhar minha identidade digital?
Compartilhe apenas quando necessário e com plataformas confiáveis. Use marca d’água ou funções de compartilhamento temporário quando disponíveis. Nunca envie fotos do documento por canais não oficiais e desconfie de pedidos por mensagem, e-mail ou redes sociais.
Como a CIN respeita a LGPD?
O uso da CIN segue a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). O governo e órgãos emissores devem justificar tratamento, limitar acesso e garantir segurança. Cidadãos têm direitos como acesso, correção e revogação de consentimento para usos específicos.
O CPF fica mais exposto com a CIN?
A CIN usa o CPF como número único, mas sistemas oficiais precisam proteger esse dado. Medidas como criptografia, controle de acesso e logs visam reduzir uso indevido. Em caso de suspeita, a Receita Federal e serviços de proteção ao consumidor orientam os próximos passos.
O antigo RG deixa de valer agora?
Não imediatamente. O antigo RG segue válido por enquanto, mas a aceitação vai diminuir até 2032, quando perderá validade universal. Recomenda-se providenciar a CIN para evitar problemas futuros em serviços que já exigem o documento nacional.
Qual a validade da nova carteira por faixa etária?
A validade varia conforme a idade do titular, seguindo regras estabelecidas pelo governo. Em geral, prazos maiores são concedidos a adultos e menores têm prazos reduzidos para atualização de foto e dados. Consulte o órgão emissor do seu estado para prazos detalhados.
E a CNH e o passaporte, como ficam?
CNH e passaporte continuam válidos como documentos de identificação com foto. A CIN complementa o sistema de identificação nacional e não substitui a funcionalidade específica desses documentos, como habilitação para dirigir ou viagem internacional.
Onde e como solicitar a CIN no meu estado?
A emissão ocorre em institutos de identificação, postos do Poupatempo e órgãos estaduais autorizados. O agendamento costuma ser feito pelo site do órgão local. Leve certidão de nascimento ou casamento, CPF regular e comprovante de residência, conforme orientação do estado.
O que é exigido na hora da emissão?
No atendimento presencial serão coletados dados, foto e biometria (impressões digitais e, quando exigido, foto facial). Esses elementos servem para vincular o documento ao titular e prevenir fraudes.
A primeira via é gratuita e a segunda via tem custo?
A primeira via costuma ser gratuita em muitos estados. A segunda via pode ter taxa e regras diferentes conforme cada unidade federativa. Verifique no site do órgão emissor do seu estado sobre isenções e valores.
Quando a versão digital estará disponível e como validar?
A versão digital já está sendo liberada gradualmente. Ao baixar no app Gov.br, o documento traz QR Code para validação imediata. A disponibilidade pode variar por estado e por fase de implantação.
Como adicionar a CIN ao app Gov.br?
No app Gov.br há opção para incluir documentos na “carteira de documentos”. Após autenticar a conta e seguir o passo a passo, a CIN fica disponível digitalmente para apresentação com QR Code e integração a serviços que exigem prova de identidade.
A CIN pode aumentar o nível da conta Gov.br?
Sim. Ao vincular a CIN e concluir validações biométricas, a conta Gov.br pode alcançar níveis mais altos de segurança, liberando serviços que requerem identificação robusta, como acessos a benefícios e procedimentos administrativos.
O que fazer em caso de uso indevido do meu CPF ou da CIN?
Registre ocorrências em órgãos competentes: Delegacia de Polícia, Receita Federal e, se necessário, plataformas de proteção ao consumidor. Solicite bloqueio do documento digital quando aplicável e acompanhe orientações do órgão emissor para regularizar dados.
Como a CIN impacta serviços bancários e privados?
Bancos e empresas podem usar a CIN para acelerar processos de abertura de conta e validação de identidade eletrônica. A padronização reduz tempo e documentos exigidos, desde que o compartilhamento ocorra com consentimento e segurança.
Posso pedir segunda via por perda ou furto?
Sim. Em caso de perda ou furto, procure o órgão emissor para registrar ocorrência e solicitar segunda via. O QR Code e sistemas oficiais permitem verificar se o documento foi cancelado, minimizando riscos de uso indevido.
A Diebold Nixdorf, líder global em transformar o modo como as pessoas fazem compras e transações bancárias, apresentará durante a NRF Retail’s Big Show 2026 um portfólio completo de soluções e serviços que combina Inteligência Artificial (IA), automação e analytics para apoiar varejistas na transformação de suas operações. A companhia mostrará tecnologias inovadoras aplicadas a cenários reais do varejo, comprovando como é possível ampliar a eficiência operacional e oferecer uma experiência de compras mais fluida, conveniente e inteligente aos consumidores, com resultados mensuráveis. O evento acontece de 11 a 13 de janeiro, no Jacob K. Javits Convention Center, em Nova York (Estados Unidos).
“Vamos mostrar como uma loja verdadeiramente inteligente atua em situações reais no dia a dia do varejo. Ao combinar IA, visão computacional e dados em tempo real com equipamentos de ponta, criamos um ambiente capaz de entender o que acontece na loja e responder de forma proativa, para que varejistas possam operar com mais produtividade e oferecer uma experiência de compra mais personalizada e ágil aos consumidores”, afirma Elias Rogério da Silva, Vice-Presidente da Diebold Nixdorf para a América Latina.
O estande da empresa (#3522) trará o conceito “Do Insight ao Impacto — explore soluções inteligentes de varejo que funcionam” e oferecerá aos visitantes uma jornada imersiva que reflete a construção da inteligência no setor. A experiência começa na Insight Zone, que apresenta dados reais de lojas em funcionamento e projetos-piloto ao redor do mundo. Também será possível conhecer em profundidade como o time de Storevolution Advisory Services da Diebold Nixdorf transforma dados em insights práticos para enfrentar os desafios reais do varejo. A partir de uma compreensão aprofundada das operações, a equipe adota uma abordagem consultiva e tecnológica para recomendar a configuração ideal da loja, definindo o equilíbrio adequado entre caixas tradicionais com atendimento humano, caixas de autoatendimento e os pontos mais indicados para a aplicação de IA Visual, além de propor um modelo de força de trabalho alinhado às necessidades do negócio. O objetivo é garantir a aceitação e a adoção do processo pelo consumidor, além de otimizar o fluxo operacional com o menor custo total de propriedade e de operação.
Já a Impact Zone reunirá histórias de sucesso de clientes, demonstrando como insights podem ser convertidos em ações e em resultados mensuráveis, incluindo retorno sobre investimento (ROI). Nesse ambiente, o intuito é compartilhar aprendizados e boas práticas que possam ser replicados em iniciativas de transformação do varejo.
Outro destaque será a Retail Store, onde os participantes poderão acompanhar as soluções da Diebold Nixdorf operando ao vivo. Nesse ambiente, visitantes terão a oportunidade de conferir fluxos avançados de IA Visual, que permitem diversas iniciativas como o escaneamento de cestas de produtos com reconhecimento simultâneo de múltiplos itens, a verificação automática de idade em compras de itens restritos, o reconhecimento de produtos sem código de barras, além de monitoramento de segurança com IA capaz de identificar riscos antes que se tornem incidentes.
A partir dessas experiências, será possível explorar os diferentes cenários enfrentados pelos varejistas hoje, como os tipos de perdas no momento da finalização das compras, seus impactos nas operações e as estratégias para mitigá-las. A abordagem também se aprofunda nas melhores práticas que indicam quando a aplicação de Inteligência Artificial é mais adequada, além dos principais pontos que os varejistas devem considerar ao iniciar projetos com IA, entre outros temas relevantes.
Essas demonstrações evidenciarão como a adoção de hardware – como terminais de self-checkout e pontos de venda (PoS) avançados – aliada a softwares inovadores, como a Vynamic Retail Platform, uma plataforma nativa em Nuvem que conecta de forma escalável e eficiente as jornadas do consumidor, as lojas e as operações administrativas, e o DN AllConnect Services, voltado ao gerenciamento de processos críticos, contribui para a criação de ambientes de loja inteligentes, resilientes e preparados para atender às demandas atuais e futuras do varejo.
Diebold Nixdorf na NRF Retail’s Big Show
Data: 11 a 13 de janeiro
Local: Jacob K. Javits Convention Center, em Nova York (Estados Unidos)
Estande: #3522 (próximo à West Entrance da área de exposição)
O número de queixas de consumidores sobre compras realizadas pela internet no Brasil continua em alta, segundo dados divulgados pelos órgãos de defesa do consumidor. Só no período da Black Friday de 2025, o Procon-SP contabilizou 3.064 interações com consumidores, das quais 2.979 reclamações formalizadas. Isso significa um aumento de quase 40% em relação ao ano anterior.
Entre os principais problemas relatados estão: não entrega ou entrega com atraso (31,62%), pedidos cancelados pelo fornecedor (15,51%) e produto com defeito ou diferente do anunciado (11,75%). Especialistas observam que o crescimento das queixas acompanha o aumento contínuo das compras online no país e o surgimento de frustrações relacionadas à experiência do usuário. Um estudo recente da E-Commerce Brasil mostrou que 77% dos brasileiros abandonam compras online devido à insatisfação com o site ou aplicativo, e muitos consumidores também relatam preocupações com métodos de pagamento e segurança digital.
O advogado Giordano Malucelli, especialista em direito do consumidor, destaca que a legislação brasileira prevê mecanismos de proteção ao comprador online. “O Código de Defesa do Consumidor estabelece que a oferta vincula o fornecedor; se o prazo de entrega não for cumprido ou a compra for cancelada unilateralmente e sem justa causa pelo fornecedor, o consumidor pode exigir o cumprimento da oferta, aceitar produto equivalente ou rescindir o contrato com a restituição integral do valor pago, além de eventuais perdas e danos”, afirma.
Malucelli lembra que nas compras eletrônicas o consumidor também tem o direito de arrependimento, aplicável às contratações realizadas fora do estabelecimento comercial, incluindo o comércio eletrônico, com possibilidade de desistir da compra em até sete dias a contar da assinatura ou do recebimento do produto ou serviço, o que ocorrer por último, com devolução integral dos valores pagos, sem necessidade de justificativa. “Registrar reclamações nos canais oficiais e conservar comprovantes e mensagens é essencial para fortalecer qualquer demanda administrativa ou judicial”, acrescenta o advogado.
Segurança nas compras
Além do amparo legal, a adoção de medidas preventivas pode reduzir riscos nas compras digitais. Segundo Arthur Braga, diretor de Marketing da Octoshop Brasil, marketplace especializado em tecnologia, a atenção deve começar antes da finalização da compra. Verificar a reputação do site e do vendedor, optar por meios de pagamento com proteção contra fraudes e evitar concluir compras em redes públicas de internet estão entre as principais recomendações.
“Comprar online é uma facilidade cada vez mais presente na rotina do consumidor, mas exige cuidado. Informação, segurança e atenção ao ambiente digital são tão importantes quanto conhecer os direitos garantidos por lei”, conclui o especialista.
Em 2011, Reginaldo e Luan Stocco ouviram uma negativa que poderia ter sepultado a ideia de empreender em tecnologia: investidores alegavam que não havia métricas consolidadas para sustentar o negócio. O que parecia um fim acabou se transformando no ponto de partida de uma das trajetórias mais consistentes do ecossistema de software no Brasil.
Em 2025, ao completar 14 anos de operação, a vhsys celebra marcos relevantes: 1 milhão de cadastros na plataforma e quase 100 bilhões de notas fiscais emitidas ao longo de sua história. Nesse período, os clientes movimentaram mais de R$ 90 bilhões por meio do sistema. Mais do que uma ferramenta de emissão de notas, a empresa se consolidou como referência nacional ao oferecer soluções de gestão para micro e pequenas empresas, incluindo controle financeiro, fluxo de caixa, estoque e uma loja própria de aplicativos.
“Desde o começo, acreditamos que os pequenos empreendedores precisavam de soluções simples e acessíveis. Mesmo sem investimento, continuamos desenvolvendo tecnologia e provando, na prática, que nosso modelo tinha espaço para crescer. Chegar até aqui mostra que essa escolha foi acertada”, afirma Reginaldo Stocco, CEO da vhsys.
A trajetória incluiu decisões estratégicas importantes: em 2016, a empresa recusou uma proposta de aquisição por confiar no próprio potencial de crescimento. No ano seguinte, recebeu um aporte-anjo de R$ 1 milhão, que ajudou a acelerar a operação sem comprometer a sustentabilidade do negócio.
Os números mais recentes reforçam a relevância da vhsys no dia a dia de milhares de pequenos negócios brasileiros. Ao longo de 2025, foram emitidas 7.882.284 notas fiscais por meio da plataforma. No mesmo período, empresas que utilizam o sistema movimentaram R$ 22 bilhões em vendas registradas, evidenciando o papel do ERP no controle financeiro e na organização do fluxo de caixa.
A plataforma também suportou operações em larga escala: mais de 24 milhões de produtos foram vendidos por empresas usuárias do vhsys em 2025. Além disso, o sistema registrou R$ 35,5 bilhões em compras gerenciadas, desde mercadorias até insumos, consolidando-se como uma ferramenta central para planejamento, controle de estoque e eficiência operacional.
“Nosso compromisso é seguir simplificando a vida de quem empreende. O futuro passa por ampliar a presença em setores estratégicos e fortalecer cada vez mais nossa missão: oferecer tecnologia que coloca o pequeno empresário no centro da transformação digital”, conclui o CEO.
A etapa final de entrega – o “last mile” – tornou-se o elo mais estratégico e sensível na logística moderna. À medida que o comércio eletrônico continua a crescer rapidamente e a expectativa por entrega no mesmo dia ou no dia seguinte se intensifica, o desempenho da última milha agora determina a diferença entre excelência operacional e declínio competitivo.
De acordo com a GlobeNewswire, o mercado global de entrega de última milha deve atingir US$ 170,6 bilhões até 2025, crescendo a uma taxa média anual de 12,8% até 2034. No Brasil, o desafio é particularmente acentuado. Transportadoras, marketplaces e provedores de logística estão sob pressão crescente para reinventar os modelos de negócios tradicionais à medida que o consumo online se acelera. A última milha, embora seja apenas uma parte da cadeia de suprimentos, é também a mais cara e a mais visível, moldando diretamente a experiência do cliente.
Pesquisas publicadas no International Journal of Scientific Research and Applications mostram que 41% a 53% dos custos logísticos estão concentrados nesta etapa final. Problemas simples – como endereços incorretos ou tentativas de entrega falhas – podem rapidamente multiplicar os custos, criar ineficiências e prejudicar a reputação da marca.
Mas o custo é apenas parte da história. Os consumidores de hoje esperam velocidade, transparência e controle. Eles querem rastreamento em tempo real, janelas de entrega precisas e comunicação proativa. As empresas que não oferecem essas capacidades correm o risco de perder clientes para concorrentes com operações mais inteligentes e conectadas. O last mile não é mais apenas um ponto de verificação de entrega – é a linha de frente da percepção da marca.
Construir uma operação de last mile eficaz requer alinhar pessoas, tecnologia e estratégia. Sistemas inteligentes devem ser combinados com programas piloto locais, refinamento contínuo de algoritmos e investimento em treinamento da força de trabalho. A integração é fundamental: unificar dados de estoque e demanda, adotar modelos de entrega modulares e usar insights impulsionados por IA para prever e otimizar cenários de entrega. O impacto ambiental também deve se tornar uma métrica de desempenho operacional, não apenas uma caixa de conformidade.
O last mile não é o fim da logística – é o começo de uma nova relação com o cliente. Entregar com precisão, responsabilidade e inteligência define a próxima geração de líderes logísticos. Aqueles que entendem essa mudança já estão pavimentando o caminho para as cadeias de suprimentos da próxima década.
* Tiago Dantas, Sales Manager na Infios da América Latina.
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