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O fim do anúncio como você conhece: sua empresa sobreviverá à era da Intenção?

Se você ocupa uma cadeira de Conselho ou C-level em uma empresa com faturamento superior a R$ 100 milhões, sabe que a eficiência operacional já não é o único termômetro de sucesso. O que talvez você ainda não tenha colocado na pauta das reuniões é que a forma como sua empresa gera novos negócios está prestes a sofrer uma ruptura definitiva.

Como vice-presidente da associação de conselheiros TrendsInnovation e sócio da Elementar Comunicação, tenho provocado uma reflexão: o modelo de publicidade que sustentou o crescimento das últimas décadas está morrendo. E, com ele, a forma como remuneramos o alcance das marcas.

O exemplo da viagem: quando o consumidor deixa de ver anúncios

Para entender o que está acontecendo, basta olhar para o seu próprio comportamento. Imagine que você deseja planejar uma viagem de férias. No modelo atual, você faz buscas no Google, abre dezenas de abas, é impactado por anúncios de hotéis e companhias aéreas e, eventualmente, toma uma decisão. Existe um “pedágio” publicitário em cada clique.

Agora, projete-se para 2027. Você apenas dirá ao seu agente de inteligência artificial: “Planeje minha viagem para o sul da França em maio, com foco em vinícolas e hotéis boutique”. Esse assistente digital não vai navegar por sites nem clicar em banners. Ele vai processar dados, comparar reputações e apresentar três opções prontas para o pagamento.

Pergunto a você: onde foi parar o investimento em anúncios que sua empresa fez se o “decisor” agora é um algoritmo que ignora banners?

A crise de remuneração da publicidade

Essa mudança cria um impasse para o Conselho: como medir e remunerar o esforço de marketing? O modelo de “custo por clique” ou “impressões” perde o sentido quando a jornada de compra é intermediada por agentes sintéticos. A publicidade tradicional torna-se invisível e, consequentemente, impossível de ser justificada financeiramente nos moldes atuais.

Estamos saindo da “Economia da Atenção”, onde ganha quem grita mais alto ou paga mais pelo anúncio, para a “Economia da Intenção”. Nela, o que importa é quem resolve melhor o problema do cliente. Se a sua marca não for “legível” e confiável para os assistentes de IA, ela simplesmente deixará de existir nas recomendações de compra.

O modelo centauro: eficiência e critério em um só lugar

Se a publicidade tradicional está em xeque, a forma como suas equipes trabalham também precisa mudar. É aqui que entra o que chamamos de Modelo Centauro. Não se trata de substituir o talento humano pela inteligência artificial, mas de criar uma simbiose: a força de processamento e escala da IA unida ao julgamento crítico, à ética e à sensibilidade humana.

Uma organização que olha para o futuro sabe que o tempo dos seus talentos é valioso demais para ser gasto em tarefas que uma máquina executa em segundos. No Modelo Centauro, a IA assume o trabalho braçal da comunicação, ou seja, ela faz a análise de dados brutos e a personalização em massa, enquanto as pessoas assumem o papel de curadoras e estrategistas. Você já se perguntou se sua equipe está perdendo tempo “fazendo o que a máquina já faz”, em vez de pensar no próximo movimento do mercado?

O papel do conselho: da operação para a autoridade

Se os anúncios perdem força, o que sobra? A resposta é a autoridade e a curadoria da informação.

Acredito que os Conselhos precisam liderar a transição para uma comunicação que não seja apenas “barulho”, mas um fundamento de integridade. Isso envolve adotar tecnologias de verificação (como o C2PA) para garantir que sua comunicação não seja confundida com conteúdos sintéticos ou falsos. Em um mundo onde tudo pode ser simulado, a verdade comprovada é o que sustenta a longevidade de um faturamento de nove ou dez dígitos.

O que fazer agora?

A provocação que deixo é direta: seu time de marketing ainda está tentando ganhar a atenção do cliente através de interrupções ou está preparando sua infraestrutura de dados para ser a escolha óbvia de um agente de IA?

Não estamos falando de um futuro distante, mas de uma janela que se fecha entre 2026 e 2030. A governança moderna exige que a comunicação estratégica deixe de ser vista como um gasto variável e passe a ser entendida como uma das bases necessárias para a sua permanência no mercado.

Para compreender as nuances técnicas e sociológicas dessa transição, convido você a ler o estudo completo: “A Terceira Grande Ruptura: Relatório Estratégico sobre o Futuro da Comunicação, Cognição e Mercados (2026-2030)”, produzido pela Elementar.

O futuro não vai esperar pelo próximo ciclo de orçamento. Como sua empresa vai se posicionar nesse novo cenário?

Leandro Herculano é conselheiro, estrategista comercial e sócio-diretor da Elementar Comunicação, uma assessoria que transforma executivos em influenciadores corporativos.

Da produção ao e-commerce: como a fabricação própria se torna diferencial competitivo nos marketplaces

O comércio eletrônico brasileiro segue em ritmo acelerado de crescimento. Segundo dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), o e-commerce nacional superou R$ 200 bilhões em faturamento em 2025, com projeções de crescimento de dois dígitos para 2026, impulsionado principalmente pelos marketplaces, que concentram grande parte do tráfego e das vendas online no país e já respondem por mais de um terço de todo o faturamento do setor, criando oportunidades, mas também intensificando a concorrência entre os vendedores, já que milhares de produtos semelhantes disputam visibilidade e preço dentro da plataforma.

Para a administradora, gestora e sócia da Uled Luminosos, Carla Hladczuk, controlar a fabricação própria é fundamental para empresas que desejam crescer de forma sustentável dentro dos marketplaces. “Quando a empresa domina o processo produtivo, ela deixa de competir apenas por preço e passa a competir por valor. O produto deixa de ser genérico e passa a carregar identidade, história, exclusividade, qualidade e propósito”, afirma.

Além disso, a autonomia na produção permite ajustes rápidos no portfólio, lançamentos mais ágeis e mais controle sobre custos e qualidade. Hladczuk ainda afirma que produtos exclusivos têm maior taxa de conversão e menor sensibilidade a descontos agressivos, além de favorecerem a construção de reputação e recorrência de compra.

Apesar dos benefícios, a produção própria exige gestão eficiente, integração entre fábrica, estoque e canais digitais, além de atenção às exigências regulatórias e logísticas. Ainda assim, Carla Hladczuk ressalta que o esforço compensa. “É um investimento que traz retorno no médio e longo prazo. A empresa ganha previsibilidade e constrói um ativo que vai além do faturamento mensal: a sua marca.”

À medida que o e-commerce brasileiro se torna mais competitivo, a fabricação própria se torna uma estratégia acessível e decisiva para pequenas e médias empresas. “A produção própria não é apenas sobre fabricar, é sobre controlar o futuro do negócio. Quem domina o produto, domina a estratégia”, conclui a administradora.

Doutor em Administração ensina como usar IA para impulsionar as vendas no digital

Em um cenário em que empreendedores se veem diante de uma avalanche de ferramentas, promessas e estratégias digitais mirabolantes, Internet que Vende surge como um guia prático para transformar a presença online em uma máquina de vendas previsível e lucrativa. Escrito por Felipe Pereira, mestre e doutor em Administração e referência nacional em aceleração de negócios, o livro, publicado pela DVS Editora, apresenta uma metodologia testada, validada e aplicada em milhares de empresas no Brasil e no exterior.

O método “Internet que Vende” organiza o caos do ambiente digital em quatro processos centrais: atração de visitantes, captura de leads, conversão em vendas e encantamento (fidelização). A proposta é conduzir o cliente desde o primeiro contato com a marca até o estágio mais valioso da jornada, quando ele se torna um divulgador espontâneo. Segundo o autor, para construir um alicerce estratégico sólido é necessário entender o público-alvo, analisar a concorrência e realizar um diagnóstico realista do negócio. Somente após essas etapas é que deve aplicar táticas como tráfego pago, SEO, conteúdo, funis de conversão, CRM, nutrição de leads e pós-venda estruturado.

O lançamento ainda destaca o papel da Inteligência Artificial como um acelerador em todas as etapas do marketing digital. O leitor aprende a usar IA não apenas para criar conteúdo, mas principalmente analisar dados, automatizar processos e potencializar resultados, sempre com uma abordagem prática, ética e orientada por desempenho. O livro inclui ainda um Kit de Aceleração Digital, acessado por QR Code, com prompts prontos, ferramentas recomendadas e materiais de aplicação imediata.

Durante os capítulos, Pereira mostra como diagnosticar gargalos, medir o que realmente importa e interpretar métricas para orientar cada ação no digital a fim de evitar desperdício de recursos e estabelecer uma operação de marketing mais estratégica, previsível e eficiente. Ao unir método, tecnologia e gestão, a obra reforça que atrair clientes pela internet não é uma aposta, mas um processo dominável por qualquer empreendedor comprometido com a evolução do próprio negócio.

Com linguagem acessível e foco em clareza, Internet que Vende oferece um modelo completo para quem deseja escalar vendas no digital com estratégia, mensuração e consistência, seja empreendedor, profissional de marketing ou líder que busca transformar a internet em um canal de receita sustentável e inteligente. Além de organizar processos e apresentar ferramentas, a novidade reforça a importância de decisões guiadas por dados e da construção de rotinas que sustentem resultados no longo prazo, mostrando que performance digital não depende de fórmulas mágicas, mas de método, disciplina e análise contínua.

Ficha técnica

Título: Internet que Vende: Guia prático para acelerar seu negócio, faturamento e lucro com Inteligência Artificial e Marketing Digital
Autoria: Felipe Pereira
Editora: DVS Editora
ISBN: 978-6556951690
Páginas: 272
Preço: R$ 89,00
Onde encontrar: Amazon

Como aumentar as vendas no começo do ano?

Janeiro costuma ser visto como um mês de retração econômica: contas acumuladas, faturas altas e consumidores mais cautelosos em gastar. Diante desse cenário, muitas empresas pisam no freio e reduzem esforços comerciais. Mas, e se o início do ano não fosse um problema, e sim uma oportunidade de ativar os consumidores e manter um bom resultado de vendas? 

Depois de tantos gastos no período comemorativo de final de ano, o caixa do cliente entra em modo sobrevivência temporário, focando nas despesas obrigatórias que costumam arcar após o Ano Novo, como os impostos e investimentos em educação. Todas as contas chegam juntas, comprimindo o orçamento disponível para compras impulsivas. 

Uma pesquisa divulgada pelo IBGE comprova isso. Segundo seus dados divulgados, em janeiro de 2025, as vendas varejistas registraram uma queda de 0,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. Pode parecer pouco, mas, para um setor tão promissor e movimentado como este, ter uma retração de vendas evidencia o momento delicado do brasileiro em acabar gastando com o que não for necessário. 

Do lado das empresas, o reflexo desse comportamento costuma ser previsível: redução de campanhas, adiamento de investimentos e comunicação genérica. Quando oferta e estímulo caem ao mesmo tempo, a sensação de “mercado parado” se instala. Mas, é justamente aqui está o ponto chave: o dinheiro não some, ele só muda de destino. 

Quando o consumidor está pressionado financeiramente, ele não para de comprar — ele passa a comprar melhor. Isso exige das marcas uma comunicação mais empática, útil e conectada ao momento real do cliente. Marcas que ignoram este contexto falam com um consumidor que não existe, enquanto aquelas que reconhecem esse cenário e ajustam a proposta de valor ganham atenção, confiança e conversão. Tudo é questão de estratégia. 

O começo do ano exige que as empresas invistam em campanhas personalizadas com o timing adequado, focando que cada decisão de compra precisa fazer sentido. Personalizar não significa chamar pelo nome, mas entender questões como: o que esse cliente já adquiriu, seus gostos, e o que tende a resolver seu problema agora. Junto a isso, entra o timing, respeitando o momento financeiro do consumidor. Ofertas mal posicionadas soam insensíveis, enquanto as bem contextualizadas transmitem maior inteligência e vendem. 

Existem algumas estratégias que funcionam especialmente bem quando o orçamento está pressionado: reengajamento com foco em valor, não em desconto (eficiência, economia de tempo ou redução de custo futuro são mais persuasivos do que descontos rasos); up-sell e cross-sell orientados à utilidade (destacando produtos e serviços complementares que aumentem o aproveitamento do que o cliente já tem); e condições comerciais flexíveis (como parcelamento, planos escalonados e ofertas progressivas, diluindo o impacto financeiro sem corroer margem). 

Manter uma comunicação ativa com quem já confia na marca é outro ponto indispensável, já que clientes ativos e inativos recentes têm menor barreira de compra. Em tempos de orçamento apertado, confiança vira ativo financeiro. Quanto aos canais mais indicados para construir esse relacionamento, dê preferência por meios mais diretos e contextuais. 

Alguns que acabam ganhando maior protagonismo nesse sentido incluem o WhatsApp, proporcionando conversas rápidas, próximas e resolutivas; o RCS, ideal para explicar valor, planos e diferenciais de forma visual; SMS, sendo mais eficiente para chamadas claras à ação; e o e-mail segmentado, ótimo para conteúdos educativos, comparativos e ofertas mais elaboradas. Independentemente de qual for utilizado, lembre-se que a relevância da mensagem é o que realmente fará a diferença na conversão. 

Empresas orientadas por dados entendem que janeiro não precisa ser um mês de empurrar produtos, e sim de resolver problemas reais de seu público-alvo. Uma boa estratégia construída nesse sentido permite um faturamento contínuo, mesmo em períodos tradicionalmente vistos como desafiadores. 

Ter um faturamento sem pausa não é otimismo, é inteligência aplicada ao contexto real do consumidor. No final, as organizações que souberem como ajustar seu discurso, canais e ofertas, continuarão vendendo – enquanto as que sumirem do radar, perderão relevância. As que aguardarem março para iniciar seus planejamentos de vendas, começarão o ano atrás de seus concorrentes. 

Feedback na gestão: 45% dos profissionais veem a avaliação anual como oportunidade de crescimento

feedback contínuo tem ganhado espaço no debate sobre gestão e performance organizacional, especialmente no início do ano, período marcado pela definição de metas, prioridades e expectativas. Ainda assim, em muitas empresas, as conversas estruturadas sobre desempenho seguem restritas aos ciclos formais do Recursos Humanos (RH). Segundo pesquisa da Robert Half, 45% dos profissionais enxergam a avaliação anual como uma oportunidade real de crescimento, enquanto 26% afirmam não receber nenhum tipo de retorno estruturado e outros 19% avaliam que os modelos adotados poderiam ser melhor organizados, cenário que favorece o acúmulo de ruídos, desalinhamentos e frustrações ao longo do ano.

A ausência recorrente dessa prática impacta diretamente fatores como clareza, reconhecimento e alinhamento, apontados de forma recorrente como causas de desengajamento nas equipes. Um estudo da Gallup mostra que colaboradores que recebem feedback regular têm 3,6 vezes mais chances de estar engajados em seu trabalho, reforçando a relação direta entre conversas contínuas, desempenho e comprometimento. Em contrapartida, ambientes em que a avaliação de desempenho é tardia ou inexistente tendem a concentrar conflitos, perder produtividade e apresentar maior intenção de desligamento.

Para Pablo FunchalCEO da Fluxus, empresa especializada em educação corporativa e desenvolvimento de lideranças, feedback é uma das ferramentas mais subestimadas da gestão. “Quando a devolutiva fica restrita ao fim do ciclo, ele deixa de cumprir seu papel estratégico. Em vez de orientar decisões e ajustar comportamentos ao longo do caminho, passa a surpreender, muitas vezes de forma negativa. O resultado são relações fragilizadas, perda de confiança entre líderes e equipes e um acúmulo de ruídos que reduz drasticamente a capacidade de correção de rota durante o ano”, afirma.

Além de impactar os resultados, o especialista aponta que a forma como as devolutivas são conduzidas influencia diretamente a saúde emocional e a segurança psicológica no trabalho. “Abordagens genéricas ou fora de contexto tendem a gerar defensividade e desgaste nas relações, em vez de promover desenvolvimento. Por isso, uma comunicação eficaz exige intenção, clareza e responsabilidade, e deve ser incorporada como prática contínua de gestão”, destaca Pablo.

Nesse sentido, o início do ano se mostra um momento estratégico para revisar a forma como o feedback é praticado nas organizações. De acordo com Pablo Funchal, transformá-lo em um processo contínuo é decisivo para sustentar resultados ao longo do ciclo. “Empresas que incorporam o diálogo estruturado à rotina, e não como exceção, criam ambientes mais claros, maduros e colaborativos. Quando o diálogo é constante, as pessoas sabem onde estão, o que se espera delas e como podem evoluir. Esse é um fator decisivo para construir relações de confiança e uma cultura de aprendizado”, conclui.

TI sem silos: integração entre ITSM, ERP e CRM define novo padrão de eficiência

É fácil identificar onde começa um chamado de suporte. Difícil é mapear onde ele deveria terminar. Entre o clique do usuário e a resolução final, a maior parte das empresas opera em um labirinto de sistemas fragmentados, processos redundantes e silos de informação. A integração entre ITSM, ERP e CRM – prometida há anos, mas nunca plenamente realizada – deixou de ser uma questão técnica para se tornar o novo teste de maturidade da governança de TI.

Sem integração total, TI, operações e atendimento ao cliente muitas vezes operam em “ilhas” de dados. As informações deixam de fluir entre as áreas, forçando a digitação manual de dados em múltiplos sistemas e a conciliação tardia de relatórios. Esse retrabalho sobrecarrega as equipes e aumenta a probabilidade de equívocos.

Duplicidades e inconsistências se acumulam, abrindo caminho para falhas operacionais que poderiam ser evitadas. Na prática, um analista de suporte pode se ver obrigado a consultar múltiplos sistemas – ou mesmo planilhas paralelas – para reunir informações dispersas, tornando o atendimento mais lento e propenso a enganos. Não à toa, 81% dos profissionais em empresas supostamente integradas admitem recorrer a ferramentas não oficiais para gerenciar dados de clientes.

A falta de sincronia também compromete os SLAs. Quando ferramentas de monitoramento, service desk e plataformas de negócio não estão integradas, falhas podem não gerar alertas ou tickets automáticos, exigindo intervenção manual e atrasando a resposta. De acordo com uma pesquisa da Broadcom, 98% das equipes de TI dizem que violações de SLA frequentemente decorrem de problemas de automação – principalmente por haver sistemas demais trabalhando desconectados. Cada gap de integração vira um ponto cego que atrasa a resolução de incidentes e mina a confiança na TI.

Benefícios técnicos e estratégicos da integração

Integrar ITSM (gestão de serviços de TI) com sistemas de ERP e CRM traz ganhos táticos imediatos e vantagens de longo prazo. No plano técnico, a integração via APIs possibilita a troca estruturada de dados entre aplicações, eliminando a repetição de lançamentos e garantindo consistência de informações.

Já os webhooks permitem disparos em tempo real: quando um evento ocorre em um sistema, ele aciona automaticamente a atualização de outro. Por exemplo, um pedido de cliente registrado no CRM de vendas pode gerar instantaneamente uma ordem de produção no ERP e um ticket de suporte no ITSM, conectando o fluxo do front-office ao back-office sem atrasos.

A integração também envolve a camada de identidades corporativas. Ao conectar o service desk ao Active Directory ou a plataformas de gerenciamento de identidade (IAM), a TI centraliza o controle de acessos. Isso cria um ponto único de coordenação para autenticação e permissões de usuários.

Na prática, quando o departamento de RH contrata um novo colaborador, o próprio ITSM pode abrir solicitações automáticas para criação de contas, provisionamento de equipamento e liberação de acessos. Por outro lado, ao dar baixa em um funcionário desligado, o sistema de IAM revoga suas credenciais e já notifica a central de serviços para recolher dispositivos e licenças atribuídas.

Essa orquestração reduz atrasos de onboarding e offboarding, evita permissões esquecidas e reforça a segurança corporativa. (Um relatório da Gartner sugere que integrações robustas de IAM podem reduzir em 50% as violações relacionadas à identidade.

Em termos estratégicos, quebrar os silos de tecnologia significa conquistar uma visão unificada do negócio. Com dados consolidados de suporte, vendas, operações e finanças, os gestores conseguem tomar decisões mais rápidas e embasadas. Processos integrados de ponta a ponta permitem que um incidente de TI seja correlacionado a pedidos de clientes ou a inventários de estoque, por exemplo, antecipando impactos e agilizando planos de ação.

Além disso, automações viabilizadas pela integração aumentam a produtividade: tarefas repetitivas e propensas a erro são executadas por sistemas, liberando a equipe para focar em iniciativas de maior valor. O resultado é uma TI mais ágil, transparente e alinhada à estratégia do negócio.

Em paralelo, cresce a demanda por observabilidade full-stack – a capacidade de enxergar, em um único painel, todos os componentes e eventos do ambiente de TI. Quando cada ferramenta opera de forma estanque, surgem silos de dados, falta de inventário unificado e problemas de escalabilidade.

Já com as plataformas integradas, é possível monitorar infraestrutura, aplicações e processos de negócio de maneira holística. As equipes de TI passam a identificar gargalos de desempenho e falhas em tempo real, acelerando a resolução de problemas e reduzindo o tempo de indisponibilidade. Por exemplo, um erro em um sistema de vendas que impacta clientes pode ser correlacionado instantaneamente a um alerta em um servidor ou banco de dados, permitindo a correção proativa antes que vire uma crise.

Do ponto de vista estratégico, avançar rumo à TI integrada significa migrar de um modelo reativo para outro proativo e preditivo. Com processos automatizados de ponta a ponta e visibilidade abrangente, a TI antecipa problemas em vez de apenas apagar incêndios, e consegue entregar valor de forma consistente às demais áreas. Em última análise, o próximo passo da governança de TI é abraçar essa integração full-stack como pilar estratégico – uma evolução desafiadora que exige também mudança cultural, mas que prepara a organização para um futuro de maior agilidade, transparência e vantagem competitiva.

Por Edsel Simas, CTO da Setrion e da Milldesk Help Desk Software.

Pagamento é novo fator decisivo para apostadores das Bets, diz pesquisa

A evolução da infraestrutura de pagamentos está se tornando um fator central para o desempenho de plataformas de iGaming em mercados regulados da América Latina. É o que indicam dados preliminares de uma nova pesquisa da OKTO, provedora global de serviços de pagamento, divulgados às vésperas da ICE Barcelona 2026, principal evento internacional da indústria.

O estudo mostra que o avanço das apostas online e de outros serviços digitais na região elevou significativamente as expectativas dos consumidores, especialmente em relação à velocidade das transações, à segurança e à experiência do usuário.

De acordo com a pesquisa, realizada com usuários de plataformas de iGaming, trading e outros serviços online, 41,2% dos entrevistados afirmam que seu comportamento digital é predominantemente espontâneo, sem planejamento prévio. Esse perfil tem impacto direto na tolerância a falhas operacionais: 29,4% dizem que abandonariam uma transação caso um depósito ou saque demorasse mais de 30 segundos para ser concluído, enquanto 17,6% esperam que o processo ocorra em menos de cinco segundos.

A forma de pagamento também se mostra determinante na escolha da plataforma. Para 58,8% dos respondentes, o método disponível é um fator crucial, e 17,6% afirmam que não concluiriam uma transação se sua opção preferida não estivesse disponível. Outros critérios citados incluem melhores odds (chances) e variedade de jogos (35,3%), confiança na marca em relação à conformidade regulatória e à transparência (23,5%) e qualidade da experiência do usuário (11,8%).

Em um ano de Copa do Mundo, quando cresce o engajamento com apostas esportivas e serviços digitais, a pesquisa indica que falhas nos pagamentos tendem a ter impacto direto na retenção de usuários. Entre os entrevistados, 17,6% afirmam que desistiriam completamente ou migrariam para outra plataforma diante de uma falha na transação, enquanto 35,5% dizem que deixariam de utilizar a plataforma de origem no futuro.

Para Edward Chandler, CEO Global da OKTO, os resultados indicam uma mudança estrutural no padrão de consumo digital. “A expectativa por pagamentos rápidos e confiáveis reflete um comportamento mais imediato, comum a diversos serviços online. Plataformas que não entregam esse nível de eficiência tendem a perder relevância.”

O levantamento também identificou padrões de comportamento específicos relacionados à Copa do Mundo. Entre os entrevistados que pretendem apostar em partidas do torneio, 35,3% afirmam que apostariam em sua seleção nacional independentemente das odds. Outros 23,5% dizem que analisariam estatísticas antes de decidir, enquanto 5,9% escolheriam um time de forma aleatória.

Os dados indicam ainda um perfil relevante de apostadores ocasionais. Embora 58,8% afirmem não ter planos prévios de apostar na competição, esse grupo admite que pode realizar apostas ao longo do torneio, caso se sinta motivado pelo contexto dos jogos.

Com a consolidação dos resultados em diferentes países, a OKTO aponta três características centrais do usuário latino-americano atual: engajamento espontâneo, baixa tolerância a erros e alta demanda por experiências personalizadas.

  • Engajamento espontâneo: os dados revelam que uma parcela significativa dos usuários realiza transações de forma espontânea, muitas vezes enquanto realiza múltiplas tarefas ou está em deslocamento. Esse comportamento está alinhado a pesquisas da EBANX, que apontam que métodos de pagamento instantâneos e mobile-first, como o Pix no Brasil, crescem 35% ao ano justamente por atenderem à demanda crescente por velocidade e conveniência.
  • Confiança frágil: Na América Latina, a confiança segue como um fator sensível na região, especialmente em transações financeiras. A pesquisa indica que uma única experiência negativa costuma ser suficiente para que o usuário migre definitivamente para outra plataforma. Esse ambiente de “alto atrito e baixa confiança” também foi identificado em estudos da MDPI, segundo os quais 52% das pessoas na região relatam ter pouca ou nenhuma confiança no sistema financeiro.
  • Lacuna de personalização: por fim, a OKTO observa que, embora os usuários busquem experiências personalizadas, muitos se sentem pouco atendidos. Um relatório global recente da Mastercard revelou que, enquanto 67% das empresas de e-commerce priorizam a personalização, apenas 35% possuem uma estratégia integrada. No Brasil, o portal Mundo do Marketing apontou que a personalização em aplicativos aumenta a intenção de compra de 59% dos consumidores.

“Isto demonstra a oportunidade que os comerciantes têm de aplicar as últimas tendências e conhecimentos ao nível da infraestrutura, transformando os pagamentos num motor controlável e previsível para o desempenho, em vez de uma fonte de atrito ou risco”, afirma Chandler.

Em 2026, a América Latina terá oito países classificados para a Copa do Mundo — Argentina, Brasil, Colômbia, Equador, México, Panamá, Paraguai e Uruguai. Além disso, o mercado brasileiro de apostas, recentemente regulamentado, deve concentrar cerca de 10% de todas as apostas realizadas durante o torneio, segundo estimativas do setor.

Nesse contexto, a OKTO avalia que o desempenho dos pagamentos será um fator decisivo para a competitividade das plataformas. “Transformar o pagamento em um elemento estratégico, e não apenas operacional, será essencial para quem busca crescer em um mercado cada vez mais complexo”, conclui o executivo.

Brasil entra no radar global da IA e acelera chegada de empresas internacionais

O Brasil entrou de vez no radar global da inteligência artificial corporativa. O mercado nacional movimentou US$ 475,1 milhões em 2024 e deve crescer mais de 33% ao ano até 2030, quando alcançará US$ 2,5 bilhões, segundo a Grand View Research. A combinação entre demanda acelerada, mão de obra qualificada e pressão competitiva tem posicionado o país como um dos ambientes mais disputados do mundo para soluções empresariais de IA, atraindo uma nova leva de empresas estrangeiras.

Entre as empresas que desembarcaram no país está a StackAI, startup norte-americana especializada em automação corporativa com inteligência artificial. A companhia oferece uma plataforma no-code para criação de agentes de IA com segurança, governança e integração nativa aos sistemas das empresas, tecnologia que já conquistou clientes como IBM, HP, MIT, Red Bull, Morgan e Circle Medica. No Brasil, a companhia planeja investir mais de R$ 1 milhão para acelerar sua presença e ampliar o uso de agentes corporativos em larga escala, com a meta de atender cerca de 25% das grandes empresas até 2026, consolidando o país como sua principal base internacional.

A chegada da StackAI acompanha um movimento mais amplo de startups norte-americanas que passaram a tratar o Brasil como prioridade estratégica, ao lado de mercados como Índia e Sudeste Asiático. Para Felipe Giannetti, executivo que lidera a operação da empresa no país, essa mudança marca um ponto de virada. “Muitas vezes o Brasil acaba ficando em segundo plano por causa da dimensão do mercado americano. Mas as empresas dos Estados Unidos têm percebido que existe um grande gap tecnológico por aqui e, consequentemente, uma concorrência muito menor. A economia brasileira, em tamanho, é comparável à do Texas. Quando se juntam esses dois fatores, a oportunidade se torna evidente”, afirma Giannetti.

Esse movimento também estimulou a chegada de outras empresas norte-americanas ao país, entre elas a Firecrawl, plataforma open source que transforma páginas desestruturadas da internet em dados legíveis por sistemas de inteligência artificial. Cofundada pelo brasileiro Nicolas Silberstein Câmara, CTO da empresa, a ferramenta ganhou tração rápida e hoje é utilizada por mais de 8 mil companhias ao redor do mundo, 95% delas conquistadas organicamente, entre as quais estão Shopify, PwC, Nvidia e OpenAI. No Brasil, já soma mais de mil clientes, impulsionada pela demanda crescente por soluções capazes de acelerar a coleta e a análise de informações digitais em escala.

O avanço dessas empresas ocorre em paralelo ao interesse crescente de multinacionais que buscam implementar agentes autônomos de IA, automação de processos e plataformas de integração.

Outro destaque é a Vetto AI, que opera em uma camada diferente do ecossistema. A empresa conecta pesquisadores e especialistas da América Latina a projetos globais de pós-treinamento e avaliação de modelos avançados. O crescimento do setor e a escassez global de profissionais qualificados posicionaram o Brasil como um dos principais fornecedores de mão de obra especializada para melhorar desempenho, segurança e qualidade de modelos de IA.

A plataforma funciona como ponte entre grandes empresas e uma comunidade científica local altamente qualificada. Pesquisadores atuam em projetos de alto impacto com remunerações que variam de R$150 a R$600 por hora, dependendo da senioridade e da complexidade do trabalho. Esse formato colocou o país dentro da cadeia global de validação e aprimoramento de sistemas de IA, função antes concentrada nos Estados Unidos, Canadá e Europa. Fundada por brasileiros, a Vetto AI tem sede em São Francisco (EUA) e escritório em São Paulo (SP).

Segundo Ricardo Scarpari, cofundador da Vetto AI, o momento é histórico: “O mundo finalmente percebeu que o Brasil tem profundidade técnica para atuar no coração dos modelos de IA. O que estamos vendo é uma convergência rara entre demanda global e capacidade científica local. Isso coloca profissionais brasileiros no centro da construção dos sistemas que vão definir a próxima década da tecnologia”

DNA brasileiro

Além disso, o Venturus, centro de tecnologia e inovação com 30 anos de experiência, também se destaca no mercado de IA corporativa. Reconhecido como parceiro estratégico de mais de 150 empresas nacionais e globais, a instituição oferece soluções de inteligência artificial focadas nas necessidades de cada segmento. 

O centro tecnológico se destaca no desenvolvimento de soluções de IA para o mercado corporativo, com foco em saúde e bem-estar animal. Suas soluções incluem IA para prevenção e proteção da saúde de aves, além de auxiliar na criação de vacinas, evitando prejuízos financeiros aos produtores. A instituição também criou um framework inovador que combina IA com práticas de desenvolvimento ágil, reduzindo o tempo de criação de testes unitários e oferecendo cobertura inicial de até 50% do código, o que diminui custos, aumenta a confiabilidade dos projetos e acelera a inovação.

“A tecnologia sempre foi, é e continuará sendo um elemento essencial para o desenvolvimento humano e para a competitividade das empresas”, comenta João Sato, CEO do Venturus. Segundo o executivo, o Brasil vive um momento único: “O crescente interesse de empresas internacionais pela inteligência artificial no Brasil é um reflexo da maturidade, do dinamismo do nosso mercado e do sistema presente aqui. Esse cenário nos reafirma como um polo de tecnologia emergente, preparado para moldar o futuro digital com inteligência e visão estratégica.”

Além da expansão empresarial, o ambiente regulatório contribui para a movimentação. O Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, lançado em 2025, prevê até R$ 23 bilhões em investimentos focados em acelerar aplicações práticas, especialmente no setor corporativo. O pacote reforça o país como destino estratégico para empresas que buscam crescer em mercados com grande capacidade de adoção.

A combinação de mercado aquecido, mão de obra especializada e pressão competitiva coloca o Brasil em posição singular na corrida global da IA. O país se transforma, ao mesmo tempo, em destino para multinacionais, laboratório de implementação e fornecedor de talentos para o desenvolvimento dos modelos mais avançados do mundo.

NRF 2026: equilibrando a automação brutal com ter uma humanidade radical

*Por Elói Assis, diretor-executivo de produtos para Varejo da TOTVS

Ao final de cada edição da NRF, saímos com a cabeça borbulhando de ideias, mas também com uma visão mais clara sobre a jornada do varejo. Em 2026, após acompanhar as várias palestras, andar pelo pavilhão de exposições e muitas conversas paralelas, cheguei a uma visão que estou chamando do paradoxo do Varejo – como ser brutalmente automatizado e entregar uma experiência altamente humanizada.

Digo paradoxo porque estamos vendo nascer um novo e potente motor para o varejo, chamado inteligência artificial, mas que precisa rumar na direção apontada pela bússola do consumidor, que aponta para um varejo altamente humano e guiado por propósito. Mas não podemos esquecer que o terreno que teremos que percorrer é desafiador e incerto.

1. IA: de ferramenta mágica a coração do ecossistema

Se há alguns anos a inteligência artificial era tratada como um conceito quase mágico, a NRF 2026 mostrou sua “comoditização”. A IA deixou de ser o milagre para se tornar o motor, uma ferramenta prática e cada vez mais acessível que nos ajuda a executar velhas tarefas de formas completamente novas e eficientes.

O grande salto, porém, não está apenas na automação de processos, mas em como esse motor está impulsionando uma mudança estratégica fundamental: a transformação do varejo no centro de um ecossistema amplo e muito mais completo. Cases de gigantes como Fanatics, CVS e a nossa brasileira Magalu mostraram que o jogo não é mais apenas sobre vender um produto, mas sobre resolver múltiplos problemas do cliente a partir da confiança já estabelecida. O varejo se torna o ponto de partida para um universo de serviços financeiros, mídia, bem-estar e conteúdo, criando novas fontes de receita com margens mais altas e barreiras competitivas quase intransponíveis.

Nesse contexto, o “Comércio Agêntico”, com a ideia de que IAs farão as compras por nós, ainda me parece um futuro distante. O que vemos de concreto é a necessidade de preparar nossos negócios para o GEO (Generative Engine Optimization), ou seja, otimizar nossos cadastros e dados para que os produtos sejam “encontráveis” e “compráveis” por essas novas interfaces. A decisão final ainda é do consumidor, mas ele está, sem dúvida, mais empoderado por seus copilotos de IA.

Aqui, a questão é sobre como tirar o maior valor possível desse novo motor para buscar uma eficiência brutal em todos os aspectos – operacionais, comerciais e estratégicos.

2. Propósito: conquistando com autenticidade o consumidor Zalpha

Com um motor tão potente, a pergunta inevitável é: para onde estamos indo? O segundo dia da NRF respondeu com clareza: a direção é dada pelo propósito e pela humanidade. A eficiência da IA precisa ser equilibrada com a autenticidade da conexão humana.

Essa necessidade é ditada pela nova força dominante do consumo: os “Zalphas” (a união da Geração Z e Alpha). Nativos digitais, eles curiosamente anseiam por experiências reais e táteis. Uma pesquisa apresentada no evento foi categórica: 86% dos consumidores da Geração Z querem tocar nos produtos antes de comprar. Eles usam o digital para descobrir, mas valorizam a loja física como um hub de experiências e comunidade.

Ao mesmo tempo, sua relação com o conteúdo é absurdamente veloz. Em uma palestra sobre o TikTok Shop, um insight me marcou: você tem apenas três segundos para capturar a atenção desse consumidor. A jornada dele não é de busca, mas de descoberta, impulsionada pelo entretenimento (“retailtainment”) e pela confiança em criadores de conteúdo.

E o mais importante: esse consumidor não quer ser enganado pela IA. Ele exige transparência. Se a interação é com um bot, ele quer saber. A tecnologia é bem-vinda, mas a falta de autenticidade é desprezada. A confiança em uma pessoa ou em uma comunidade online supera, de longe, qualquer publicidade tradicional.

Nesse ponto, ganha o jogo o oposto da automação: quanto mais humana e genuína sua relação com seus clientes, maiores suas chances de fidelizá-lo.

3. O terreno desafiador e a necessidade de combustível

Entendido o motor e a bússola, precisamos encarar o terreno à frente, e ele é feito de dúvidas e incertezas. O cenário macroeconômico global traz imprevisibilidade, e o próprio consumidor, agora co-pilotado pela IA, torna os velhos mapas de comportamento cada vez mais obsoletos.

No entanto, tão delicado quanto o terreno externo é o perigo que mora dentro do nosso próprio “tanque de combustível”. Ao visitar o pavilhão de startups, vi uma avalanche de soluções prometendo usar IA para limpar e organizar os dados das empresas. À primeira vista, parece ótimo, mas a meu ver é o sintoma do grande paradoxo do varejo atual.

Há anos pregamos que “se entra lixo, sai lixo” (garbage in, garbage out). E com IA não é diferente, não se tem IA de qualidade sem dados de qualidade. Agora, o mercado oferece a própria IA como remédio para a má qualidade dos dados dos quais ela mesma precisa se alimentar para funcionar. É como usar um motor que falha para refinar o combustível adulterado que o está fazendo falhar. O risco de amplificar erros e tomar decisões piores, mas em uma velocidade assustadora, é grande.

A tarefa mais crítica para o varejista hoje não é sair em busca do algoritmo mais avançado. É voltar para casa e fazer uma auditoria rigorosa no seu tanque de combustível, garantindo a governança e a qualidade dos dados na origem, é fazer o básico bem feito.

O recado final da NRF 2026 é um chamado à ação. A revolução da IA no varejo começará não com a compra de uma nova tecnologia, mas com o compromisso inflexível de que esse novo potente motor será guiado por uma bússola de propósito e alimentado pelo combustível mais puro e confiável que existe: dados de qualidade.

Gouvêa Experience traz insights da NRF 2026 para o Brasil em evento exclusivo em São Paulo

Após marcar presença na NRF Retail’s Big Show 2026, considerado o maior e mais relevante evento de varejo do mundo, a Gouvêa Experience promove, no próximo dia 27 de janeiro, o Retail Trends Pós-NRF 2026. O evento, que acontecerá no Teatro Claro MAIS, em São Paulo, promete apresentar ao mercado nacional um panorama completo das inovações e estratégias discutidas em Nova York.

Voltado para líderes, executivos e profissionais do setor, o encontro ocorrerá das 8h às 18h e abre o calendário anual da Gouvêa Experience. A proposta central é ir além de um simples relatório de tendências: o objetivo é traduzir os insights globais em estratégias acionáveis e aplicáveis aos negócios no Brasil, fortalecendo a competitividade das marcas nacionais.

Inteligência Tropicalizada

A curadoria do conteúdo é assinada pela Delegação Gouvêa, que acompanhou in loco os principais debates, exposições e realizou visitas técnicas a varejistas nos Estados Unidos. O evento é considerado o “Pós-NRF” mais completo do país, reunindo em um único dia conteúdo estratégico, networking qualificado e análises adaptadas à realidade local.

Entre os temas que dominarão a pauta estão a tecnologia aplicada à experiência do cliente (CX), a onicanalidade, a inovação em serviços e o surgimento de novos modelos de loja. Um destaque especial será dado ao uso estratégico da Inteligência Artificial (IA) e seu impacto direto na transformação das operações e nos modelos de negócio.

Diversos palestrantes subirão ao palco para estimular reflexões sobre digitalização e o futuro do consumo. Ao conectar a visão global às demandas e desafios específicos do Brasil, o Retail Trends Pós-NRF 2026 busca antecipar cenários e inspirar decisões estratégicas cruciais para o ano que se inicia.

Retail Trends Pós-NRF 2026

HorárioDelaPalestrante(s)
08:00Credenciamento 
08:50  AberturaMarcos Gouvêa de Souza – Diretor Geral Gouvêa EcosystemAna Paula Rocha – Diretora Executiva Gouvêa Experience
09:05O Cenário Econômico do Brasil e do Mundo para 2026Palestrante a divulgar
09:30Serviços transformando o varejo e a economia globalGuilherme Loureiro – Regional CEO Walmart Canada, Chile, Mexico and Central America
09:55NRF Visão Gouvêa – O Futuro Agora: Comprar não é mais como era antigamenteLuiz Alberto Marinho – Sócio-Diretor Gouvêa Malls
10:30Momento Networking (Pausa para Café) 
11:10NRF Visão Gouvêa – NRF 2026: O ano em que o varejo deixou de usar IA — e passou a ser comandado por elaMarcelo Antoniazzi – CEO | Gouvêa Consulting
11:40NRF Visão Gouvêa – A Era da Integralidade: Soluções Tecnológicas, Inovação e Estratégia de NegócioRoberto Wajnsztok – Sócio-Diretor Gouvêa Consulting
12:00Tecnologia, Inovação & IA: Um tour pelos destaques da Expo NRF 2026Regiane Romano – Diretora | VIP-Systems
12:35Almoço 
14:00  NRF Visão Gouvêa – O Papel da Loja na Experiência e Encantamento do ConsumidorLyana Bittencourt – CEO Bittencourt Inteligência em Redes de Negócios
15:00NRF Visão Gouvêa – Engajamento Natural na Era da Inteligência ArtificialJanice Mendes – Sócia-Diretora | Gouvêa Malls
15:20NRF Visão Gouvêa – Reinvenção de Modelos de Negócios e Plataformas de ServiçosEduardo Yamashita – COO | Gouvêa Ecosystem
15:55  Painel – Principais aprendizados da NRF NY para os negóciosMarcos Gouvêa de Souza e convidados
16:40Palestra de Encerramento – O profissional do futuro: Como se preparar para o mercado de trabalho na era da IAMichelle Schneider – Sócia da Signal & Cipher, professora convidada da SingularityU
17:10EncerramentoMarcos Gouvêa de Souza e Ana Paula Rocha

Retail Trends Pós-NRF 2026

Data: 27 de janeiro de 2026

Horário: das 8h às 18h

Local: Teatro Claro MAIS SP – Rua Olimpíadas, 360, Vila Olímpia – São Paulo (SP)

Inscrições: https://www.sympla.com.br/evento/retail-trends-2026-pos-nrf-gouvea/3148475rviço