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Natal reforça convergência “phygital” e consolida novo papel da mídia na jornada de compra

Em mais um ano de uma das épocas mais aguardadas do calendário, o Natal confirma a consolidação de uma jornada de consumo cada vez mais ‘figital’, em que estímulos digitais e experiência física se complementam na decisão de compra. A data, considerada a mais importante do varejo e que reúne diversas tendências de consumo, traz cada vez mais um consumidor informado e exigente, em busca de novas experiências. 

Para Caroline Ferrari, Diretora de Novos Negócios Corporativos da Octopus, agência de publicidade e propaganda, o Natal deste ano evidencia a maturidade da omnicanalidade no varejo brasileiro. O consumidor transita entre o clique e o físico sem perceber barreiras, encontrando no digital conveniência, comparação e influência, e no ponto de venda a confiança, o imediatismo e a experiência que a data proporciona. 

“A publicidade digital se tornou o gatilho da intenção. O cliente é impactado, navega, compara preços e só então conclui a compra, seja online ou presencialmente. O papel da comunicação é garantir que essa jornada seja contínua e sem atrito”, comenta. Segundo a profissional, a convergência entre esse estímulo digital e experiência física é o que deve impulsionar o desempenho do varejo neste fim de ano.

Essa navegação do consumidor entre o digital e o físico também foi apresentada recentemente na pesquisa Consumer Insights 2025, da UOL, e aponta que a internet segue como elemento central na formação de intenção, com 41% dos consumidores afirmando que anúncios em sites e portais influenciam diretamente o processo de escolha, enquanto 39% reconhecem que esses ambientes determinam quais marcas ou lojas entram na sua lista de possibilidades. Os dados reforçam o papel estratégico da publicidade digital como ponto de partida dessa jornada, que começa no impacto e na pesquisa online, mas se desenrola em múltiplos canais, marketplaces, e-commerces próprios, lojas físicas e, especialmente, shoppings centers.

“O grande desafio também está na atenção do consumidor, exigindo campanhas capazes de unir criatividade, dados e eficiência. O digital assume protagonismo na fase de descoberta, enquanto os shoppings e marketplaces se fortalecem como ambientes de conversão, cada um cumprindo um papel complementar no ecossistema de compra”, complementa Ferrari. 

Caroline destaca que as grandes tendências para o Natal deste ano e próximas datas importantes do calendário do varejo se resumem a uma omnicanalidade madura, uma mídia digital como base da descoberta, aumento da competição por atenção, shoppings e marketplaces que complementam jornadas e pressão por eficiência. 

“O Natal deste ano não é sobre onde o consumidor compra, mas sobre como ele se move entre os canais. As marcas que entenderem essa jornada fluida vão capturar participação de mercado e valor de marca ao mesmo tempo”, finaliza a especialista.

Transporte fluvial no Amazonas entra na era digital e já movimenta 15 mil pedidos por mês

A logística fluvial no Brasil acaba de ganhar um salto tecnológico com a entrada da Envoy no modal. A empresa, conhecida por soluções que otimizam operações de entrega para grandes marcas, passou a integrar embarcações ao seu ecossistema de gestão e rastreamento, conectando a origem ao porto, o porto às cidades e as cidades ao cliente final. A novidade está em operação no Amazonas, onde a tecnologia acompanha cerca de 15 mil pedidos por mês, movimentando 242 toneladas em outubro de 2025 e monitorando embarcações diariamente conforme a demanda dos clientes.

A ampliação para o modal aquaviário é parte da estratégia da empresa de aumentar a cobertura, eficiência e previsibilidade logística em regiões com acesso rodoviário limitado. Segundo Vinicius Pessin, fundador da Envoy, a decisão reflete tanto a vocação da região Norte quanto o papel crescente da Amazônia no consumo digital. Ele afirma que o transporte fluvial é visto pela companhia como fundamental para diversificar modais e reduzir custos, além de destravar operações em áreas historicamente pouco atendidas. “O Brasil possui uma das maiores redes hidrográficas do mundo e aproveitar esse potencial é essencial para ampliar a conectividade, aumentar a eficiência e tornar as entregas mais sustentáveis”, diz Pessin.

A plataforma, que já operava com carro, caminhão e moto, foi adaptada para permitir visibilidade completa da cadeia fluvial. Transportadoras e operadores logísticos passaram a acompanhar cada etapa dentro do mesmo ambiente, com rastreamento em tempo real e controle operacional padronizado. Para a Envoy, o avanço reforça o posicionamento da marca como referência em inovação logística. “A inovação é central para quem somos. Nosso papel é conectar modais, integrar dados e transformar a entrega em uma experiência mais inteligente e eficiente”, afirma o executivo.

O movimento ocorre em um ano de forte expansão da companhia. Em 2025, o modelo SaaS da Envoy cresceu 72%, impulsionado pela ampliação da base de clientes em 53%, novas integrações tecnológicas e a evolução do motor de inteligência artificial Sofia AI para planejamento dinâmico de rotas. A empresa mantém Net Promoter Score (NPS), indicador de satisfação e lealdade dos clientes, superior a 70 pontos e gera entre 15% e 20% de redução de custos logísticos aos clientes, segundo dados institucionais. O plano estratégico prevê umCompound Annual Growth Rate (CAGR), ou taxa de crescimento anual composta, acima de 30% pelos próximos cinco anos, o que deve multiplicar a operação em até cinco vezes até 2030.

A entrada no transporte fluvial consolida a aposta da Envoy em soluções que reflitam a diversidade e a complexidade da logística brasileira. No Norte, onde rios são estradas e portos são portas de entrada do consumo, a tecnologia busca reduzir gargalos históricos e elevar a previsibilidade das entregas. “Estamos conectando a logística real do país a um padrão tecnológico que entrega visibilidade e controle, independentemente do modal. Isso permite que o fluvial deixe de ser uma operação isolada e passe a fazer parte de um fluxo integrado, seguro e eficiente”, explica Pessin.

A partir desse movimento, a companhia pretende expandir a tecnologia para outros estados com forte vocação hidroviária, reforçando a tese de que a modernização do modal fluvial não depende apenas de infraestrutura física, mas também de integração, dados e inteligência operacional. Para a Envoy, a logística do futuro será multimodal, conectada e orientada por informação em tempo real, e o Norte do país, historicamente desassistido, pode se transformar em vitrine dessa transformação.

Compras online no Natal devem crescer ao menos 15% no Brasil, indica estudo

As vendas digitais para o Natal devem registrar um avanço expressivo neste ano, com previsão de alta mínima de 15% no número de pedidos e crescimento de 18% no GMV (volume total de vendas). As estimativas fazem parte de um levantamento da Admitad, empresa global de tecnologia e marketing de performance, em parceria com a Flowwow, marketplace global de entrega de flores e presentes que atua em mais de 40 países.

O cenário acompanha sinais de um fim de ano aquecido no varejo brasileiro, em que a maior parte dos consumidores planeja comprar presentes e pesquisar opções para a data — uma tendência que ganha força na interface entre canais digitais e físicos e que influencia todo o funil de compra, segundo consultorias como a Deloitte

O estudo analisou mais de 300 mil transações do e-commerce brasileiro na temporada de Natal em 2023 e 2024, além de padrões de navegação e comportamento de compra em dezembro. A projeção considera também indicadores históricos e tendências observadas no varejo digital.

Os dados do último Natal reforçam o cenário positivo. Em dezembro de 2024, o comércio eletrônico brasileiro cresceu 15% em número de pedidos e 17% em valor transacionado, apesar de uma leve queda quando comparado à média mensal daquele ano. O tíquete médio subiu de US$ 33 (cerca de R$ 179 no câmbio atual) para US$ 36 (R$ 195) e a participação das compras via smartphone avançou de 20% para 25%.

A força dos marketplaces permanece decisiva: mais de 72% das compras online no país, no ano passado, foram realizadas em plataformas desse tipo. As categorias mais procuradas foram moda (30%), eletrônicos (19%), casa e jardinagem (16,8%), brinquedos e hobbies (10,2%), beleza e saúde (7,3%) e esportes (4%).

“Acreditamos que as compras online terão um salto relevante neste fim de ano. Moda, artigos para casa, turismo e delivery devem puxar o crescimento, acompanhados de um bom desempenho no setor de eletrônicos”, afirma Anna Gidirim, CEO global da Admitad.

Esse movimento se confirma nos números da Flowwow. A previsão da empresa neste ano é de um crescimento de 50% no número de pedidos em relação ao período natalino de 2024, impulsionado por uma demanda por presentes personalizados, entregas facilitadas e o fato de o marketplace ter ampliado sua rede de parceiros e praças

Na Flowwow, as categorias de produtos mais demandadas são buquês de flores, cestas de café-da-manhã e kits com chocolates.

Perfil do consumidor

O comportamento do consumidor, por sua vez, tem mostrado um perfil cada vez mais estratégico. Em 2024, quase 17% utilizaram cupons ou códigos promocionais, mais de 20% optaram por itens com cashback, 22% foram influenciados por conteúdos e mídia online e 15% tomaram decisões após navegar em vitrines e coleções de lojas afiliadas. As redes sociais responderam por 7% das vendas, anúncios de busca por 6% e campanhas em aplicativos por 5%.

Esses movimentos se somam à forte intenção de compra registrada em estudos nacionais, que apontam que cerca de 76% dos brasileiros planejam presentear neste Natal, com uma média de vários presentes por pessoa e tendência a buscar experiências e itens com significado afetivo, de acordo com a CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e o SPC Brasil.

Para Mikhail Liu-i-Tian, CEO da Flowwow no Brasil, o contexto do Natal reforça tendências emocionais do consumidor. “O brasileiro equilibra praticidade com significado. Ele quer entregar um presente no mesmo dia, mas também procura algo que represente afeto. Essa combinação fortalece a busca por produtos personalizados, arranjos temáticos, kits e experiências que traduzam uma mensagem”, explica.

Segundo ele, esse movimento é ainda mais perceptível no setor de presentes. “Presentes com propósito ganham protagonismo no fim do ano. Notamos uma procura crescente por itens que despertem memória afetiva ou contem uma história. Essa sensibilidade faz da data uma das mais fortes para quem trabalha com curadoria e personalização.”

Com múltiplos picos de consumo, avanço do mobile e maior valorização de conveniência e significado, o Natal de 2025 deve consolidar uma nova dinâmica no varejo digital brasileiro, marcada por planejamento antecipado, uso intensivo de marketplaces e consumidores mais atentos às vantagens do ambiente online.

Nava e Twilio anunciam parceria estratégica no Brasil

A Nava, consultoria brasileira de tecnologia, e a Twilio, plataforma de engajamento do cliente que impulsiona experiências personalizadas em tempo real para empresas líderes do mundo todo, anunciam uma parceria estratégica. Seu intuito é fortalecer a presença da Twilio no mercado brasileiro ao posicionar a Nava como seu aliado estratégico local, capaz de acelerar a adoção, integração e expansão das soluções de Customer Engagement. Combinando a tecnologia global da Twilio à expertise da Nava em implementação, escalabilidade e orquestração de jornadas, a colaboração permitirá que empresas brasileiras convertam a complexidade de seus ecossistemas de comunicação em experiências unificadas, inteligentes e automatizadas.

“A Twilio integra APIs flexíveis e módulos escaláveis para voz, e-mail e mensagens (SMS, RCS, WhatsApp e chat), a fim de permitir a criação de jornadas omnicanal personalizadas. A Nava, por sua vez, atua como um pilar fundamental na tradução do potencial da plataforma em resultados concretos – garantindo desempenho e retorno sobre o investimento em projetos de alta complexidade”, explica André Scatolini, CEO da Nava.

Segundo o executivo, a Twilio oferece uma plataforma com um conjunto de produtos que possibilita um melhor engajamento do cliente para empresas em todos os canais. “Nossa parceria permite que empresas brasileiras se integrem facilmente e aproveitem as ferramentas necessárias para atingir seus objetivos de negócios”, enfatiza Scatolini. “Juntas, a Nava e a Twilio oferecerão às empresas uma maneira simples de construir soluções completas e funcionais, alinhadas às necessidades específicas do mercado”.

“À medida que aceleramos nosso crescimento em toda a região da América Latina, esta parceria nos permitirá atender melhor nossos clientes no mercado brasileiro”, afirma José Eduardo Ferreira, Vice-Presidente Regional de Vendas para a América Latina da Twilio. “A Nava traz o nível de excelência, suporte e confiabilidade necessários para que nossos clientes ofereçam experiências ainda mais hiperpersonalizadas e impulsionadas por dados e IA — liberando todo o valor de nossas soluções. Esta colaboração reforça nosso compromisso com foco no cliente e com a criação de interações digitais de impacto real nos negócios.”

Tendências para 2026: navegar no curto prazo será vital

O ano de 2026 será curto. Não no calendário, obviamente, mas na prática. Entre Copa do Mundo e eleições presidenciais, teremos menos horas disponíveis, mais distrações coletivas e um país atravessado por tensões macroeconômicas e políticas. E, se já não fosse o suficiente, um fator adicional acende um alerta silencioso nos bastidores da economia global: a formação de uma possível bolha em Inteligência Artificial.

Não é exagero falar em bolha. Hoje, grande parte da valorização das empresas de IA está dissociada da entrega real de valor. O sistema financeiro sempre se apoiou em algum tipo de lastro. Já foi ouro. Depois, garantias mais abstratas, mas ainda conectadas a fundamentos. No caso da IA, porém, vemos cifras exponenciais sendo movimentadas sem que exista, proporcionalmente, um valor tangível gerado na mesma escala. É como se estivéssemos inflando um balão com a expectativa de que ele se sustente pelo ar da narrativa e não pela estrutura.

Se essa bolha estourar, o impacto será inevitável. Não é uma discussão tecnológica; é macroeconômica. Aversão ao risco cresce. Os mercados oscilam. Os investimentos recuam. E organizações passam a operar sob o peso de um nervosismo difuso, aquele que ninguém verbaliza, mas todo mundo sente. Em um ambiente assim, previsões de longo prazo perdem nitidez. A estratégia se embaralha. A confiança se esgarça.

Agora coloque esse cenário dentro do Brasil de 2026. Além das tensões globais, teremos um ano eleitoral, sempre um período de forte insegurança econômica, e uma Copa do Mundo, que culturalmente afeta a produtividade por aqui. Isso significa que empresas terão menos tempo útil, menos estabilidade institucional e mais variáveis externas fora de controle. Em outras palavras: um ambiente perfeito para que qualquer plano rígido fracasse.

É justamente por isso que a gestão por OKRs passa a ser uma necessidade estratégica. Não porque “OKR está na moda”, mas porque 2026 é, por definição, um ano de curto prazo. A lógica tradicional de empilhar projeções longínquas, como se nada fosse mudar no meio do caminho, simplesmente não se sustenta quando o próprio ano nasce turbulento.

A gestão tradicional, com horizontes longos e metas estáticas, cria uma espécie de “neblina” estratégica. Quanto mais distante o objetivo, maior a distorção da visão. E, em um ano volátil, essa neblina vira cegueira. Já a gestão por OKRs opera de forma oposta: assume desde o início que mudanças vão acontecer. Em vez de tentar prever cada curva, cria musculatura para reagir rápido a elas.

Não se trata de planejar menos, mas de planejar melhor. 2026 pede foco em ciclos curtos, ajustes frequentes, priorização extrema e transparência radical. Pede coragem para abandonar planos que não fazem mais sentido e disciplina para construir um ritmo operacional capaz de absorver turbulências e não colapsar com elas.

Se a bolha de IA estourar, as empresas mais adaptáveis sobreviverão. Se não estourar, ainda assim, o curto prazo será determinante por causa das peculiaridades do calendário brasileiro. De um jeito ou de outro, navegar 2026 exigirá flexibilidade.

E é justamente essa combinação, clareza de foco, cadência de ciclos curtos e capacidade de correção rápida, que faz dos OKRs a ferramenta mais compatível com o mundo real que nos aguarda. Em um ano onde ninguém consegue prever nada com precisão, o que resta é construir capacidade de leitura e resposta.

2026 será um ano curto, incerto e intenso. Mas incerteza não é sinônimo de paralisia. Para quem souber operar com foco, cadência e adaptabilidade, esse também pode ser um ano de avanço. Não por causa da estabilidade (que não virá), mas por causa da capacidade de ajustar a rota rapidamente sempre que o cenário exigir. E ele vai exigir.

Kirvano lança pagamento com pix automático

A Kirvano, plataforma que transforma conhecimento em negócios digitais, referência para infoprodutores e criadores de conteúdo, adiciona o pix automático como funcionalidade adicional de pagamento recorrente. Com a nova modalidade, os clientes poderão fazer a compra de cursos, mentorias, participar de comunidades e acessar outros produtos digitais de forma imediata e sem custo adicional.

“O pix automático é uma oportunidade para que as empresas e infoprodutores alcancem novos clientes como aqueles que não acessavam assinaturas por falta de cartão de crédito. Além disso, permite ao empreendedor fazer melhor gestão do fluxo de caixa e reduzir o custo de transação. Já o consumidor tem maior controle financeiro, segurança na transação pois não há compartilhamento de dados e pode ser cancelado diretamente no app do banco”, explica Alexandre Brito, co-CEO e responsável pelo ecossistema de pagamentos da Kirvano. 

De acordo com a Abecs, Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), os pagamentos recorrentes com cartão cresceram 88,5% em apenas dois anos. O cartão de débito movimentou R$ 2.6 bilhões em valor transacionado por recorrência em 2024, com ticket médio de R$ 36,35. Já para a recorrência com o cartão de crédito, que movimentou R$ 100 bilhões no mesmo período, o ticket médio observado foi de R$ 84,77. A adição do Pix Automático deve aumentar o montante total de pagamentos recorrentes no mercado.

A Kirvano soma 2,4 milhões de clientes – entre infoprodutores, afiliados e co-afiliados – e 140 mil produtos como cursos, e-books, mentorias. Fundada em 2024 por Lorram Félix que segue como co-CEO e está à frente das estratégias de inovação e tecnologia. O propósito do negócio é transformar a vida de quem ensina e empreende na internet com o entendimento que, atrás de cada venda existe um sonho a ser realizado aliado a missão de facilitar esse caminho com tecnologia simples e eficiente. 

Nascida no digital, marca esportiva brasileira inaugura 1ª loja física e mira expansão por franquias

Marca brasileira de roupas e acessórios esportivos, a Five Athletic inaugurou sua primeira loja física na última segunda-feira (15), em Ribeirão Preto (SP). O espaço conceito marca um passo estratégico no plano de expansão da empresa, com foco no desenvolvimento de uma rede de franquias pelo Brasil, após pouco mais de um ano e meio de operação no mercado digital.

A abertura oficial reuniu atletas patrocinados pela marca, parceiros comerciais, imprensa e influenciadores, reforçando o posicionamento da Five Athletic como marca com forte presença no segmento esportivo, com distribuição nacional e internacional. Moderna e projetada para proporcionar uma experiência completa aos clientes, a loja foi aberta ao público nesta quarta-feira (17) e funcionará como unidade-piloto para a estruturação do modelo franqueável (leia mais abaixo).

A história da Five é tão ousada quanto seu crescimento. O empresário Leandro Palma, de Bauru (SP), lembra que tudo começou em 2023 de forma despretensiosa, ao lado do cunhado e sócio, Bruno Amaral. “Eu já jogava futevôlei há muito tempo e decidi fazer algumas camisetas para vender aos amigos. Começamos com a cara e a coragem e sequer imaginávamos que a ideia iria se tornar algo tão grandioso”, relembra.

A virada veio em uma conversa informal com Fernando Santarelli, de Ribeirão Preto, que se interessou pelo projeto e entrou como sócio-investidor. “Ele trouxe a profissionalização necessária para o negócio crescer”, ressalta Leandro. Foi então que, em maio de 2024, nasceu oficialmente a Five Athletic, focada, no início, em cinco modalidades: futevôlei, beach tennis, vôlei de praia, corrida e fitness (incluindo CrossFit e academia).

A aceitação imediata e a lacuna no mercado de roupas esportivas com tecido de alta tecnologia, especialmente no segmento masculino, impulsionaram a expansão. Para Fernando, a força da marca vai além das peças de vestuário. O serviço de personalização, que atende apaixonados por esportes dentro e fora do país, também se tornou um diferencial competitivo.

“Fazemos uniformes personalizados para eventos em todo o Brasil e para torneios nos Estados Unidos, Portugal e Chile. Produzimos, por exemplo, os uniformes da Liga Americana de Futevôlei e das etapas de 2024 e 2025 do Orlando Footvolley Cup, um evento enorme”, explica. Além disso, a Five Athletic patrocina mais de 20 atletas profissionais em modalidades como futevôlei, beach tennis, pickleball, vôlei, vôlei de praia e corrida.

Com forte presença digital desde sua fundação, a marca entende que a loja física representa um novo patamar. “É um sonho realizado e o marco do início de um projeto ainda maior. Estou muito feliz porque o Fernando acreditou nesse sonho comigo”, destaca Leandro.

Fernando reforça o sentimento. “É uma satisfação imensa concretizar algo que começou em uma conversa de café. Ver o tamanho que o projeto ganhou em tão pouco tempo mostra que estamos no caminho certo. O feedback dos clientes e parceiros sobre a qualidade do material, o trabalho desenvolvido com atletas e o fomento ao esporte é sempre positivo”.

O próximo passo – a expansão da marca por meio de franquias – já está sendo desenhado, com negociações avançadas para inaugurar a primeira unidade fora do Estado de São Paulo. “A loja conceito em Ribeirão nos permitirá dominar todos os processos de uma operação física para então replicar o modelo em outras cidades”, projeta Leandro.

Espresso, a nova coleção da marca

No evento de inauguração de sua primeira loja física, a Five Athletic lançou a coleção Espresso, pensada para quem transforma energia em movimento todos os dias. Inspiradas na intensidade do café, as 17 peças em tons de marrom e preto traduzem força, foco e a elegância natural do expresso.

Cada detalhe reforça a proposta da linha: acompanhar a rotina fitness real com conforto, performance e presença. Guiada pelo slogan “Energia que te movimenta”, a nova coleção celebra o impulso que leva a continuar: no treino, na vida, no ritmo que é só nosso. E também se conecta ao propósito maior da Five Athletic: “Move easy, live better”.

Serviço:
A loja conceito da Five Atlhetic fica na rua Maestro Joaquim Rangel, 771, Alto da Boa Vista, em Ribeirão Preto. O funcionamento para as vendas de Natal, a partir do dia 17, é das 9h às 19h.

1º Marketplace de Planos de Saúde atinge 78 operadoras e 1120 planos

O setor de saúde suplementar atravessa um dos ciclos mais desafiadores, marcado por um aumento contínuo dos custos médico-hospitalares e pela expansão acelerada da base de beneficiários. Nos últimos 12 meses, as despesas assistenciais subiram 9,6%, ritmo superior ao da inflação geral e suficiente para pressionar margens e reajustes em praticamente todos os segmentos do mercado. Paralelamente, o número de beneficiários chegou a 53,3 milhões, o maior volume em 7 anos, impulsionado especialmente pelo crescimento de 18% nos planos PME, que se tornaram a principal porta de entrada para famílias de renda intermediária. A digitalização avança com força, com 42% das novas contratações já realizadas por canais online, proporção que era de apenas 14% no período pré-pandemia. Esse movimento aumenta a transparência, reduz assimetrias de informação e intensifica uma competição que redefine preços, redes credenciadas e modelos de contratação em todo o país.

É nesse ambiente mais competitivo que a Click Planos se consolida como 1º marketplace de planos de saúde, que passa a reunir 78 operadoras, 1.120 planos ativos e uma rede de 1.335 hospitais credenciados. A plataforma, disponível em www.clickplanos.com.br, centraliza informações sobre preços, redes credenciadas e carências, permitindo que usuários comparem produtos em segundos. “Quando o consumidor consegue visualizar com clareza as diferenças entre redes e valores, a competição se torna mais objetiva e transparente”, afirma Gustavo Succi, CEO da Click Planos. Esse avanço também responde à demanda crescente de usuários que buscam previsibilidade e menor impacto dos reajustes anuais, intensificando a pressão por eficiência e ajustes internos nas operadoras.

A digitalização do setor se firmou como resposta direta ao aumento estrutural dos custos assistenciais, que vêm pressionando o ticket médio dos planos e estimulando famílias, profissionais autônomos e pequenas empresas a migrar para plataformas que permitam comparação imediata entre rede, preço e histórico de reajustes. Ao ampliar a cobertura nacional e regional, o marketplace contribui para reduzir a concentração de oferta e alterar a lógica tradicional de distribuição, em linha com tendências globais de healthtechs que organizam mercados historicamente marcados por assimetria de informação.

A expectativa, segundo o executivo, é de que o setor avance para um modelo em que tecnologia, dados e automação definam de forma cada vez mais precisa o valor real do plano e o comportamento de compra do consumidor. O aumento da oferta integrada deve continuar pressionando operadoras a melhorar eficiência, redes contratadas e condições comerciais, enquanto um número crescente de usuários passa a tomar decisões com base em critérios comparativos mais robustos. “O mercado vive um ponto de virada que aproxima saúde suplementar de modelos mais racionais e sustentáveis. Quanto maior a transparência, mais competitivo se torna o setor e mais acessível fica a escolha para o consumidor final. A tendência é de expansão contínua desse ecossistema nos próximos meses”, afirma Gustavo Succi, CEO da Click Planos. Com a entrada de novas parcerias, o marketplace se posiciona como um dos principais vetores da digitalização da saúde privada no Brasil e reforça a migração para um ambiente de contratação mais simples, comparável e com menos barreiras de acesso.

YouTube Shopping chega no Brasil: como creators, marcas e a própria plataforma se beneficiam do social commerce?

Com estratégias de social commerce ganhando protagonismo na creator economy, plataformas correm para expandir seus programas de afiliados e entrar no jogo dos marketplaces. Shopee, Amazon, TikTok e YouTube apresentam modelos distintos — com impactos para criadores que buscam novas fontes de receita, para marcas em busca de conversão e para seus próprios negócios.

Quatro meses após a chegada do TikTok Shop ao Brasil, no evento Made in YouTube 2025, o YouTube anunciou atualizações de IA para potencializar a criação na plataforma e a expansão do seu programa global de afiliados para o Brasil, incluindo as ferramentas de shopping. Agora, criadores podem marcar e disponibilizar produtos para compra em vídeos e shorts, eliminando atritos na jornada de compra via creators.

Com o anúncio, o YouTube Shopping iniciou oficialmente suas operações no Brasil, em parceria com Mercado Livre e Shopee. A chegada marca a expansão prática do programa de afiliados da plataforma no país, permitindo que criadores incluam links de produtos diretamente em vídeos, transmissões ao vivo, Shorts e postagens. Para participar, é necessário integrar o Programa de Parcerias do YouTube (YPP), ter pelo menos 10 mil inscritos e atender a alguns critérios de elegibilidade definidos pela plataforma.

YouTube Shopping chega com força ao Brasil

A iniciativa global já conta com mais de 500 mil criadores e um crescimento de cinco vezes em GMV (Gross Merchandise Volume) em relação ao ano anterior. O programa cria uma nova fonte de receita para criadores, além de anúncios e patrocínios, e impulsiona o formato shorts, transmissões ao vivo e colaborações. O conteúdo ganha mais relevância por estar atrelado à visibilidade de um produto, aumentando performance e engajamento.

Com essa estratégia, o YouTube também passa a monetizar diretamente as vendas – antes, quando um criador fazia publicidade, a plataforma não lucrava de forma direta. Agora, o rastreamento é facilitado e o negócio se torna uma vitrine de compras.

Para as marcas, a vantagem está em estruturar criadores como canal de vendas, com métricas, relatórios e possibilidade de alcance orgânico consistentes. A funcionalidade substitui o tradicional “link na bio/descrição” e o trackeamento via UTMs, encurtando a jornada de compra e atribuindo vendas com clareza.

Os desafios envolvem preparar catálogos compatíveis, definir regras de comissão e logística e abandonar a lógica de campanhas isoladas para mergulhar em um ecossistema onde entretenimento gera confiança, confiança gera conversão e conversão retroalimenta o algoritmo, com a credibilidade do influenciador como diferencial.

No live commerce, a plataforma traz o modo de prática, que permite testar equipamentos e comunicação antes de abrir a live ao público. Para criadores avançados, a novidade é a transmissão simultânea em horizontal e vertical, atendendo ao público tradicional e aos fãs de Shorts.

Qual a diferença de demais programas de afiliados e marketplaces?

O programa de afiliados da Shopee e do TikTok Shop prioriza social commerce e lives, onde a urgência impulsiona conversões. Marcas se beneficiam de volume imediato, mas podem diluir sua identidade em ambientes dominados por descontos. Criadores têm entrada fácil e ganho rápido, mas precisam de presença constante ao vivo ou produção em massa para manter o alcance.

O Amazon Associates segue o modelo clássico baseado em links, oferecendo grande distribuição, mas pouco controle criativo. Para criadores, há flexibilidade e catálogo amplo, mas com menor engajamento que formatos mais interativos.

O YouTube Shopping aposta na integração nativa, permitindo marcar produtos diretamente em vídeos, transmissões e Shorts. A plataforma tem a vantagem de contar com criadores consolidados e audiências acostumadas a buscar reviews e tutoriais antes da compra. As comissões são atribuídas às vendas, oferecendo ROI mais claro às marcas, mas ganhos menos previsíveis para criadores em um programa recente.

O catálogo do YouTube ainda é limitado, priorizando integrações premium. Marcas ganham destaque, mas têm menos opções que Shopee e TikTok, que focam em produtos baratos e de alta rotatividade. A Amazon segue imbatível em diversidade, mas a atenção é diluída entre milhares de concorrentes e as comissões são menores.

O que falta descobrir sobre o YouTube Shopping no Brasil?

Ainda não há data confirmada para o lançamento, nem detalhes sobre percentuais de comissão que criadores receberão ou quais varejistas estarão aptos para participar. Também não foram divulgados os critérios de elegibilidade para os canais — se haverá exigência de inscritos ou categorias específicas de conteúdo.

Na vertical de Creative Strategy da Thruster, trabalhamos há um ano com o YouTube Shopping. É possível vender produtos próprios ou de terceiros. Para vender produtos próprios, o canal deve estar no Programa de Parcerias do YouTube (YPP), ter o número mínimo de inscritos ou ser um Canal Oficial de Artista, não ter público definido como “conteúdo para crianças” e não possuir violações de políticas. Para vender produtos de terceiros, além de estar no YPP, o canal precisa ter mais de 10 mil inscritos, não pode ser de música, nem estar associado a gravadoras ou distribuidoras e não pode ter infrações ativas das Diretrizes da Comunidade.

*Danilo Nunes, professor, pesquisador da Creator Economy e CEO e Fundador da Nudgy – primeira agência brasileira especializada em construir e alimentar sistemas criativos com foco em performance – com atuação nacional e internacional. Além de ser o principal mentor brasileiro de Creative Strategy para profissionais de criação que querem internacionalizar suas carreiras.

Lope Digital Commerce estreia com investimento de R$ 15 milhões e inaugura fase de crescimento do Grupo TTX

Após protagonizar uma série de aquisições, criações de empresas e exits de destaque no e-commerce brasileiro ao longo da última década, o Grupo TTX, fundo fechado de investimento direto, inicia um novo capítulo de sua trajetória com o lançamento da Lope Digital Commerce. Criada pelos ex-sócios da Tatix, vendida em 2021, a nova empresa chega ao mercado com R$ 15 milhões investidos em tecnologia e estrutura operacional, apoiada na expertise acumulada pelos executivos ao longo de mais de uma década no setor.

A proposta é atender médias e grandes empresas, com GMV (volume bruto de mercadorias) acima de R$ 5 milhões por ano, que buscam uma gestão integrada e eficiente de toda a sua jornada digital, eliminando as lacunas que hoje encarecem e fragmentam o e-commerce.


“Depois de mais de dez anos construindo e vivendo o crescimento do e-commerce brasileiro, voltamos ao setor enxergando com clareza o que precisa mudar. O mercado evoluiu, mas a operação digital ficou para trás: ainda há processos desconectados, baixa eficiência e margens pressionadas. Voltamos porque sabemos onde estão esses gargalos e como corrigi-los com uma abordagem mais estratégica, integrada e tecnológica”, afirma Luis Fernando Miller, Sócio-CEO do Grupo.

Entre os clientes atendidos estão Viveo, Freixenet, Matcon.casa e Giga Barato. A empresa projeta encerrar o ano com dez clientes operacionais e para 2026, a expectativa é ultrapassar R$ 200 milhões em GMV.

O diferencial da Lope está no modelo sob medida. Nada de pacotes engessados: a empresa atua como parceira estratégica, desenhando e operando soluções personalizadas que integram tecnologia, canais de venda, logística, atendimento e inteligência de mercado de acordo com a realidade de cada empresa.

“Entramos na raiz do negócio de cada cliente. As dores deles são nossas dores efetivamente. Podemos atuar desde a consultoria, passando pela escolha e implementação da plataforma, até a gestão completa do ecossistema logístico, financeiro e jurídico. Somos modulares o suficiente para encaixar a nossa operação na do cliente”, explica Alexandre Mendes, Sócio-CMO do Grupo.

Para garantir eficiência e escalabilidade, a empresa combina tecnologias proprietárias e convencionais com uma estrutura logística integrada. Sua arquitetura conecta todas as etapas da jornada de compra — da estratégia ao pós-venda — com sistemas que automatizam rotinas críticas e integram dados fiscais, logísticos e financeiros.

“Isso nos permite eliminar gargalos operacionais e dar visibilidade total da performance de cada canal. O sistema foi desenhado para se adaptar a diferentes modelos de negócio e escalar conforme o crescimento do cliente”, detalha Paulo Lelis, Sócio-CIO do Grupo.

Na frente logística, a Lope Digital Commerce conta com a Drops — outra empresa do Grupo TTX —, rede com mais de 2.000 pontos de coleta e entrega em todo o país, que amplia a capilaridade e eficiência das operações. Essa infraestrutura permite oferecer soluções que conectam o físico e o digital, garantindo entregas mais rápidas e operações integradas.

A eficiência desses pilares se reflete na operação: o tempo médio de processamento interno de pedidos é de apenas algumas horas. Outro destaque é o tempo total de implantação dos projetos, considerado abaixo da média do mercado, resultado do nível de customização que os sistemas e processos da Lope permitem.