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Millennials dominam a compras de flores no Brasil, segundo Giuliana Flores

Os millennials assumiram de vez o protagonismo no mercado de flores no Brasil. Segundo levantamento da Giuliana Flores, os clientes entre 25 e 34 anos responderam por mais de 30% dos pedidos, totalizando R$ 1,9 milhão, entre janeiro e novembro de 2025. Digitalizados e exigentes, eles concentram suas compras no site, especialmente em datas como Dia das Mães e Dia dos Namorados, e demonstram preferência por arranjos premium, kits românticos e combos que incluem vinho, espumante e chocolates.

Os grupos de 25–34 e 35–44 anos são os que mais utilizam o aplicativo, reforçando o papel da conveniência na jornada digital. Jovens de 18–24 anos ainda são fortemente influenciados pelas redes sociais, que funcionam como vitrine e canal direto para compra rápida. Já o público 45+ prefere realizar pedidos pelo WhatsApp, valorizando o atendimento assistido e a segurança de confirmar detalhes com um consultor.

Os dados revelam ainda que há um claro contraste entre gerações nas formas de consumo. Os mais novos, de 18 a 24 anos, compram por impulso, influenciados por tendências das redes sociais e por campanhas sazonais, optando por produtos “instagramáveis”. Já o público acima de 50 anos, planeja as compras com antecedência, busca segurança e qualidade e privilegia arranjos clássicos, plantas e orquídeas. Essa diferença de comportamento também se reflete no tempo de decisão: enquanto jovens finalizam o pedido em poucos minutos, consumidores mais velhos tendem a analisar detalhes de entrega, ocasião e durabilidade.

Quando falamos do ticket médio há também uma diferença acentuada. Enquanto o grupo de 18 a 24 anos registra os menores valores, de R$ 120 a R$ 150, as faixas acima dos 35 anos elevam consideravelmente o gasto por compra, chegando a R$ 330 nas idades acima de 45, especialmente em datas comemorativas.

As ocasiões também variam conforme a faixa etária. Enquanto os mais jovens priorizam datas românticas, aniversários e presentes surpresa, os consumidores de 25 a 34 anos lideram no Dia dos Namorados e Dia das Mães, dois dos maiores picos anuais da categoria. Já a faixa entre 35 e 44 anos impulsiona aniversários e datas românticas, enquanto o público 55+ concentra pedidos em celebrações religiosas, eventos familiares e datas tradicionais.

De olho nesse comportamento multifacetado, a marca prepara uma expansão baseada na segmentação geracional. A empresa estuda lançar três frentes: uma linha jovem, com produtos instagramáveis, embalagens coloridas e kits com chocolates; uma linha premium, voltada para consumidores entre 35 e 55 anos, com arranjos sofisticados e combos gourmet; e uma linha atemporal, direcionada ao público 55+, com orquídeas, plantas e presentes afetivos. Segundo a companhia, novas curadorias sazonais também devem reforçar momentos estratégicos do calendário.

O que você precisa saber sobre o futuro dos pagamentos no Brasil?

1. PIX domina o mercado 

O sistema de pagamento instantâneo brasileiro tornou-se o método preferido da população. Segundo o levantamento da MindMiners, cerca de 73% dos brasileiros afirmam que o PIX é o meio de pagamento mais utilizado no dia a dia. Já o estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) revela que 63% dos brasileiros utilizaram o PIX ao menos uma vez por mês.

No primeiro trimestre de 2025, o sistema já havia registrado 250,5 milhões de transações em um único dia (6 de abril), movimentando R$ 124,4 bilhões – números que seriam superados meses depois, em setembro, com o novo recorde de 290 milhões de transações diárias.

2. Brasil entre os top 5 globais em adoção das criptomoedas 

Conforme dados do último relatório da Chainalysis, uma empresa de análise de blockchain, o Brasil é a maior economia em cripto na América Latina, tendo registrado volumes de transações de cripto de US$ 318,8 bilhões de julho de 2024 a junho de 2025. O número, que implica um crescimento anual de mais de 100%, destaca a crescente relevância das criptomoedas e suas possibilidades para a economia brasileira e seus cidadãos.

Em 2024, o país transacionou mais de US$ 318,8 bilhões em criptomoedas, com clientes institucionais respondendo por 70% do volume negociado na maior exchange brasileira. Dados do Banco Central revelam que, entre janeiro e setembro de 2024, as importações de criptoativos aumentaram 60,7%, impulsionadas principalmente pelo uso de stablecoins, que representam 70% das transações.

3. Open Finance se torna a próxima fronteira da inclusão financeira

Implementado pelo Banco Central em 2021, o Open Finance deve se consolidar até 2026 como o eixo central da inovação financeira no Brasil. O sistema já ultrapassou 62 milhões de consentimentos ativos, segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), um crescimento de 44% em um ano, embora 55% dos brasileiros ainda desconheçam seus benefícios.

Mais do que uma evolução do PIX, o Open Finance permite acesso a crédito mais barato e personalizado, comparação de produtos em tempo real, migração rápida entre instituições e maior segurança no compartilhamento de dados. A próxima fase prevê integração com seguros, previdência e investimentos, ampliando a inclusão e a personalização dos serviços financeiros.

4. O projeto Nexus prevê integração global dos pagamentos instantâneos

Bank of International Settlements (BIS) está desenvolvendo o Sistemaa plataforma Nexus, que deve integrar sistemas de pagamento instantâneo de 60 países, incluindo o PIX brasileiro. O projeto está em fase de testes na Malásia, Cingapura e Zona do Euro. 

5. O Brasil já é líder mundial no uso de carteiras digitais

De acordo com o Global Payments Report 2025 da Worldpay, 84% dos brasileiros já usam carteiras digitais como PicPay, Mercado Pago, Apple Pay e Google Pay, uma das maiores taxas do mundo. Em alguns segmentos de e-commerce, as carteiras já superam o cartão de crédito como forma de pagamento preferida.

 6. Pagamentos digitais devem representar 80% do e-commerce até 2030

Segundo o Global Payments Report 2025 da Worldpay, os pagamentos digitais devem representar mais de 80% do valor gasto no e-commerce brasileiro até 2030. As carteiras digitais, já utilizadas por 84% dos brasileiros, devem ultrapassar US$ 28 trilhões globalmente até o fim da década.

7.  Banco Central segue investindo em segurança para prevenir fraudes

Apesar da ampla adoção, o PIX ainda passa por ajustes em relação à  segurança. Dados do Banco Central via Lei de Acesso à Informação revelam que as perdas com fraudes cresceram 70% em 2024, alcançando R$ 4,9 bilhões.

Para combater o problema, o BC implementou o Mecanismo Especial de Devolução (MED) e bancos intensificam investimentos em inteligência artificial e monitoramento em tempo real.

Brasil caminha para liderança em economia digital e descentralizada

Os números apresentados não deixam dúvidas: o Brasil está na vanguarda da revolução dos pagamentos digitais e seguirá assim no próximo ano. A combinação entre um sistema público de pagamentos instantâneos altamente eficiente (PIX) e a crescente adoção de tecnologias descentralizadas (criptomoedas) cria um ecossistema único no mundo, capaz de atender desde o pequeno comerciante até grandes corporações multinacionais.

O movimento de internacionalização do PIX e a participação brasileira no Sistema Nexus indicam que o país não apenas acompanha tendências globais, mas as lidera. Com 63% da população já utilizando pagamentos instantâneos regularmente e significativa parcela dos brasileiros detendo criptoativos, o mercado nacional se consolida como laboratório de inovação para o sistema financeiro global.

“Empresas e empreendedores precisam enxergar a digitalização dos pagamentos como parte central de sua estratégia. A combinação de diferentes métodos — do PIX às criptomoedas, incluindo carteiras digitais e soluções internacionais — será determinante para a competitividade. Esse movimento já está em andamento, com o Brasil ocupando posição de liderança na revolução dos pagamentos digitais”, destaca o CRO da Azify.

Os desafios de segurança, como as fraudes que resultaram em perdas de R$ 4,9 bilhões em 2024, demonstram que o avanço tecnológico deve vir acompanhado de investimentos robustos em proteção e educação digital. O Banco Central tem atuado proativamente com mecanismos de devolução e regulamentações mais rígidas, mas a responsabilidade é compartilhada entre instituições financeiras, empresas e usuários.

“Com a chegada de novas modalidades do PIX, a expansão do Open Finance e a consolidação das criptomoedas como classe de ativos legítima, o Brasil entra em uma nova década de transformação no sistema financeiro. O desafio agora é entender a velocidade dessa mudança e como empresas e consumidores vão se adaptar a um cenário cada vez mais digital e descentralizado, um movimento no qual o país já exerce papel de liderança global”, finaliza o especialista da Azify.

7 passos para começar a vender pelo TikTok Shop em 2026

Projeções do eMarketer indicam que o TikTok Shop deve ultrapassar US$ 150 bilhões em volume bruto de vendas em 2026, consolidando-se como um dos motores mais relevantes do comércio digital no mundo. O crescimento ocorre ao mesmo tempo em que o social commerce ganha espaço no Brasil, impulsionado pelo aumento do consumo de vídeos curtos e pela preferência por jornadas de compra integradas. 

A análise é de Sabrina Nunes, CEO e fundadora da Francisca Jóias, reconhecida como a maior loja online de semijoias do Brasil e referência nacional em estratégias de vendas digitais. Com 14 anos de experiência no e-commerce, ela acompanha de perto a mudança de comportamento do consumidor e a adoção acelerada da plataforma por pequenos negócios.

Dados do Data.AI mostram que o tempo gasto pelos brasileiros no TikTok cresceu mais de 70% nos últimos três anos, tendência que reforça o potencial do formato para quem precisa ampliar alcance com baixo custo. 

Cerca de 29% das compras por impulso ocorrem dentro de plataformas de conteúdo, cenário em que a integração entre conteúdo e transação reduz as etapas entre descoberta e compra. No país, 72% dos pequenos negócios utilizam redes sociais como principal vitrine comercial, segundo o Sebrae, o que acelera a migração para canais de conversão imediata.

Para a empresária,  o TikTok Shop democratiza o acesso ao comércio digital, mas exige rotina. Ela afirma que a previsibilidade das vendas depende diretamente da consistência operacional. “Quando a empreendedora tem calendário, catálogo organizado e consistência nas lives, a venda deixa de ser eventual. A plataforma privilegia quem aparece de forma constante, não quem publica uma vez ou outra”, explica. 

Segundo a especialista, o ciclo de crescimento está ligado à combinação entre conteúdo diário, lives recorrentes e uma operação simples e funcional, capaz de evitar atrasos e cancelamentos.

Ela também alerta que a entrada no TikTok Shop precisa ser planejada. Vídeos curtos, lives semanais e catálogo enxuto funcionam melhor quando inseridos em uma rotina organizada. A especialista observa que muitas empreendedoras começam produzindo conteúdo sem definir processos, o que dificulta a conversão. “A disciplina vira um ativo. A rotina de produção e organização interna reduz erros e melhora a reputação da loja. Isso impacta diretamente o alcance”, afirma.

A seguir, Sabrina separou um guia com orientações práticas reunindo os principais pontos destacados por Sabrina para quem deseja iniciar no TikTok Shop em 2026.

7 passos para começar a vender pelo TikTok Shop

  1. Estruture o catálogo digital com clareza e padrãoOrganize produtos com fotos consistentes, descrições objetivas e estoque atualizado. A plataforma prioriza lojas com informações completas e reduz a incidência de cancelamentos quando o catálogo é preciso. Não precisa de muitas variações de produto, e sim poucos produtos com mais profundidade de estoque.
  2. Configure corretamente a loja antes de publicarRealize cadastro fiscal e revise regras de logística e comissão. Erros na configuração inicial são uma das principais causas de atraso no início das vendas.
  3. Produza vídeos curtos diariamenteConteúdos de 5 a 15 segundos com demonstração prática tendem a ter melhor desempenho. A repetição ajuda o algoritmo a identificar o público ideal e aumenta as chances de viralização.
  4. Estabeleça um calendário fixo de livesLives recorrentes ampliam alcance, fortalecem a presença no “Para Você” e criam hábito no público. A constância vale mais do que transmissões longas e esporádicas.
  5. Use afiliados para expandir suas primeiras vendasCriadores afiliados permitem escalar sem investimento inicial em anúncios. Para iniciantes, é uma forma eficiente de testar produtos e ampliar a visibilidade.
  6. Monitore métricas e ajuste rapidamenteAcompanhe a taxa de conversão, retenção dos vídeos e produtos com maior clique. Esses dados orientam ajustes semanais e ajudam a identificar oportunidades de aumento de vendas.
  7. Organize operação, estoque e envio de forma simplesSeparar área de embalagem, padronizar etiquetas e garantir prazos contribui para reputação positiva na plataforma. O TikTok Shop prioriza lojas com bom histórico logístico.

Sabrina reforça que o TikTok Shop é uma oportunidade especialmente relevante para mulheres empreendedoras e pequenos negócios que buscam previsibilidade, mesmo começando com poucos recursos. “Venda não é uma ação isolada. É consequência da rotina. Quando a empreendedora entende isso, o TikTok deixa de ser aposta e se torna uma estratégia concreta”, afirma.

iFood fecha 2025 com R$ 744 milhões investidos em incentivos financeiros, pontos de apoio e bem-estar dos entregadores

O iFood encerra 2025 com mais de R$744 milhões de reais destinados a iniciativas para apoiar o dia a dia dos entregadores que atuam com a plataforma. Os recursos foram direcionados para incentivos financeiros, expansão de pontos de apoio e de Hubs, além de iniciativas de cuidado e valorização. O valor é um aporte extra em relação ao repasse padrão feito pelas entregas, e reforça o compromisso da empresa em investir no Brasil com cada vez melhores condições de trabalho, suporte operacional e oportunidades de desenvolvimento para quem atua na plataforma.

No pilar de incentivos financeiros, o iFood anunciou o Super Entregadores – primeiro programa de recompensas para a categoria no Brasil. Presente em mais de 30 cidades, o Super Entregadores distribuiu, apenas em dezembro, mais de R$17 milhões em bônus para mais de 10 mil participantes, com valores entre R$900 e R$3 mil para cada, pagos diretamente no repasse. Ao longo do ano, o iFood também investiu em promoções e incentivos que garantiram ganhos adicionais aos entregadores em todos os meses.

Em suporte operacional, o iFood ampliou a rede de Pontos de Apoio e alcançou 31 unidades instaladas, com presença em todas as regiões do país. Criados pelo iFood e acessíveis a profissionais de diferentes plataformas, os Pontos de Apoio oferecem área para refeição e descanso, recarga de celulares, banheiros, água potável e estacionamento para motos e bicicletas.  Em 2025, a média mensal foi de 33 mil entregadores atendidos pelos espaços e, para 2026, a expectativa é de aumentar ainda mais o alcance através da expansão do número de PDAs e de ativações de engajamento nos locais. A plataforma também ampliou a criação de hubs, espaços que agilizam a retirada de pedidos em shoppings.

O montante de R$744 milhões também inclui a ampliação de iniciativas de bem-estar, com ações voltadas à saúde, cultura e educação. Entre elas estão a garantia de cobertura de seguro contra acidentes, além de campanhas de entrega de itens essenciais à rotina, como bags, camisas UV e capas de chuva, reforçando a segurança e o conforto térmico em diferentes condições climáticas. Apenas entre novembro e dezembro, mais de 16 mil itens estão sendo distribuídos em diferentes regiões do país. A empresa promoveu ainda ações de cultura e lazer, como ingressos para shows, festivais e cinemas, além de campanhas de saúde exclusivas para este público.

O iFood também investiu na ampliação de projetos de educação ao longo do ano, pilar fundamental de desenvolvimento dos entregadores. Por meio do programa Meu Diploma do Ensino Médio, mais de 11 mil pessoas já concluíram a formação básica. Além disso, os trabalhadores têm acesso a bolsas de estudo para cursos técnicos e de ensino superior, bem como a iniciativas de capacitação contínua, como a plataforma Decola e o projeto Anjos de Capacete, voltado à formação em primeiros socorros.

500 mil entregadores e recorde na operação

O ano também foi marcado por resultados inéditos. O iFood alcançou o marco de 500 mil entregadores ativos em novembro, além de registrar 3,8 milhões de pedidos em um único dia na Black Friday, maior volume de sua história.

Para reconhecer o trabalho da categoria, a empresa fortaleceu iniciativas que ampliam ganhos, como a campanha Entrega Premiada, que contemplou mais de 100 entregadores em novembro com motos, televisores e celulares. A plataforma lança ainda, pelo segundo ano consecutivo, a Retrospectiva de Entregadores, já disponível no app, reunindo dados individuais sobre número de entregas, avaliações, gorjetas e outros indicadores.

Além dos investimentos em ações de valorização, o ganho médio por hora trabalhada no iFood foi de R$ 31, considerando dados do mês de novembro. O valor representa um aumento de 9% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

O que marcou 2025 para quem entrega

Para além dos investimentos, ao longo de 2025, o iFood avançou no seu plano de valorização dos entregadores parceiros da plataforma. Entre os principais marcos estão:

  • Abril – Reajuste no valor das taxas mínimas de até 15,4%, padronização nacional do raio de atuação de entregas de bicicleta para 4 km; ampliação do seguro pessoal para até R$120 mil reais em casos graves.
  • Junho – Isenção de taxas para antecipação de repasses; nova funcionalidade de rotas com o rota destino;
  • Julho – Lançamento do Super Entregador, o primeiro programa de recompensas do setor com ganhos adicionais e diversas vantagens.
  • Setembro – Lançamento do iFood Chip; abertura de sete novos Pontos de Apoio; atualizações no programa Segunda Chance; parceria com a Mottu com renda extra e acesso facilitado a motos econômicas.
  • Novembro – Expansão do iFood Pedal, que em parceria com a Tembici poderá chegar a até 45 mil e-bikes nos próximos anos. Esse é o maior projeto de descarbonização do delivery com bicicletas elétricas da América Latina. O projeto possibilita acesso ao veículo e, consequentemente, aumento de ganhos para quem trabalha com entregas. O iFood também anunciou o lançamento do iFood Chip para todo o Brasil.
  • Dezembro – Chegada ao marco de 31 Pontos de Apoio; liberação de R$17 milhões em bônus pelo Super Entregadores com mais de 10 mil entregadores beneficiados e ampliação nacional da funcionalidade Rota Destino.
     

“Como uma empresa brasileira, que atua há 14 anos no Brasil, temos um olhar profundo para as necessidades dos trabalhadores e transformamos essas demandas em soluções reais. Esse compromisso faz parte da nossa cultura e da forma como cuidamos do ecossistema”, afirma Johnny Borges, diretor de Impacto Social do iFood. “Encerrar o ano com tantos avanços nos enche de orgulho e reforça nossa missão de seguir criando mais qualidade de vida, mais ganhos e melhores condições de trabalho para quem escolhe o iFood todos os dias”, complementa Luana Ozemela, CSO e Vice-Presidente de Impacto Social do iFood.

Seu cliente é um só. Seu varejo também deveria ser.

Um cliente fiel, que há anos compra no ecommerce da marca, entra em uma loja física. O vendedor o recebe com simpatia, mas sem acesso ao seu histórico. Sem contexto, oferece produtos que pouco têm relação com seu perfil. O cliente se frustra, sai sem comprar e a venda se perde. O problema não é o cliente, é o sistema.

Enquanto o consumidor já vive de forma integrada, o varejo ainda se comporta como se atendesse pessoas diferentes: uma no site, outra no app, outra na loja física. Por trás do discurso moderno, a realidade ainda é fragmentada e essa desconexão custa caro e se traduz em margens comprimidas, experiências inconsistentes e oportunidades de venda desperdiçadas. 

Segundo a ABComm, o ecommerce brasileiro faturou R$204,3 bilhões em 2024 e deve chegar a R$234,9 bilhões em 2025. A expansão é inegável, mesmo com os canais ainda desconectados. Imagine o potencial de crescimento se todos esses pontos de contato realmente conversassem entre si. A integração total entre físico e digital não seria apenas uma tendência: seria uma revolução de margem, eficiência e receita.

Quando o sistema não conecta todos os pontos da jornada, o impacto no resultado é imediato. Num modelo fragmentado, o cliente pesquisa no site, encontra um preço, mas vê outro na loja. O produto que parecia disponível está esgotado, e o vendedor não sabe que ele já tentou comprar pelo app. A experiência quebra e a venda, quase sempre, se perde. Agora imagine esse cenário em uma operação realmente integrada: o cliente é reconhecido em qualquer canal, o preço é consistente, o estoque se atualiza em tempo real e o atendimento já começa com o histórico completo à disposição. O que antes era fricção vira fluidez. O que antes gerava desistência vira conversão. 

Estudos da McKinsey e da Deloitte mostram que empresas que oferecem experiências verdadeiramente integradas conseguem aumentar em cerca de 20% a retenção de clientes e em até 30% a rentabilidade, em comparação às que ainda operam de forma fragmentada. Em um contexto de margens cada vez mais estreitas, essa diferença pode representar milhões de reais em EBITDA de um exercício.

O problema é que boa parte do mercado construiu o que chamo de “omnicanalidade de fachada”. Varejistas investem em múltiplos canais, mas esquecem de conectá-los. Sistemas legados, bases de dados descentralizadas e equipes que ainda trabalham de forma isolada impedem que as marcas enxerguem o cliente como um só. O resultado é uma sensação de modernidade sem entrega real de valor.

A virada acontece quando o negócio passa a operar com um único cérebro, capaz de reunir, interpretar e agir sobre dados em tempo real, sustentado por uma única fonte da verdade (“single source of truth“). É essa base unificada, estrategicamente alocada na arquitetura para alimentar rápido qualquer canal de venda, que permite decisões rápidas, personalizadas e consistentes, em vez de percepções fragmentadas.

E é a partir desses dados — centralizados, seguros e organizados — que a Inteligência Artificial vai se alavancar para redefinir as experiências de compra e interação com as marcas. 

Uma análise conduzida pela VTEX em sua base de clientes na América Latina mostrou, na prática, o impacto da Inteligência Artificial sobre performance e eficiência no varejo. Em varejistas de eletrônicos, por exemplo, sistemas de busca por contexto com IA — isto é, mecanismos que entendem o significado e a intenção por trás da pergunta para entregar resultados mais relevantes, mesmo quando ele não usa o nome exato do produto — elevaram as taxas de conversão em até 17% e reduziram em mais de 50% as buscas sem resultado. 

No setor de moda e esportes, assistentes automatizados resolveram 87% dos atendimentos sem intervenção humana, diminuindo em 20% o custo operacional e, em alguns casos, alcançando até 94% de satisfação do cliente. E entre marcas de beleza e bem-estar, recomendações inteligentes de produtos — sistemas que analisam o comportamento, preferências e histórico de compra do cliente para sugerir exatamente o que faz sentido para ele naquele momento — aumentaram em 6% a receita e em quase 10% o número de itens comprados por cliente. 

Além disso, soluções de Ads baseadas em IA têm se tornado uma nova frente de geração de receita para o varejo: elas entregam anúncios mais precisos, convertem melhor na ponta e ainda devolvem dados valiosos para a indústria, fortalecendo todo o ecossistema. Esses são números que mostram como a IA deixou de ser um investimento em inovação para se tornar uma alavanca direta de crescimento, margem e eficiência para o varejo.

Mas essa transformação não acontece apenas pela adoção de novas ferramentas, ela exige uma mudança de mentalidade. Ser verdadeiramente omnichannel não é estar em todos os lugares, é ser o mesmo em todos eles. É integrar dados, equipes e processos em torno de uma visão única, que permita decisões ágeis e personalizadas em tempo real.

Personalização gera conexão e conexão gera conversão. Até aqui, personalização e escala eram estratégias antagônicas. Com dados centralizados, no lugar certo e capaz de gerar informação em tempo real, e com o apoio da AI, a personalização se torna escalável dentro do varejo. Chegou ao fim a era do trade-off entre atender bem, entender cada cliente como único e ser eficiente. 

O varejo do futuro não será definido pelos canais que ocupa, mas pelo valor e pela consistência que entrega em todos eles. O cliente é um só. O seu varejo também precisa ser.

O pós-Black Friday marca o início de um novo ciclo para o e-commerce

Por Jasper Perru , head de Groth & Performance do ecossistema ANYTOOLS

A Black Friday deixou de ser uma corrida de 24 horas para se tornar um ciclo estratégico de pelo menos 60 dias. O varejo online brasileiro vive hoje um modelo em que outubro aquece, novembro se converte e dezembro se consolida, e quem continua planejando como se tudo se resumisse a um único pico está ficando para trás. 

Uma análise do ANYMARKET sobre o mercado de marketplace confirma que, embora o crescimento da Black Friday permaneça relevante, sua dinâmica mudou de forma estrutural. Considerando as vendas de outubro e novembro, o GMV avançou 39,5% e o volume de pedidos cresceu 26,07% na comparação anual. A sexta-feira de Black Friday registrou alta de 44,93% em GMV em 2025, enquanto o período até a Cyber Monday acumulou crescimento de 43,97%. 

No entanto, esses resultados vieram acompanhados de uma perda de concentração das vendas ao longo do mês. A participação da Black Friday e da Cyber Monday no total de vendas de novembro recuou de 24,7% em 2024 para 23,7% em 2025, evidenciando uma redistribuição da demanda para outros momentos do calendário. O 11/11 surge como um dos principais vetores dessa diluição, ao apresentar crescimento expressivo de 155,9% em 2025 frente à mesma data do ano anterior, consolidando-se como um novo pico relevante dentro do mês.

Esse crescimento não nasce do acaso: é resultado direto de um consumidor mais criterioso e consciente, de marketplaces mais competitivos e de sellers mais maduros, capazes de alinhar estoque, dados e operação para aproveitar uma janela comercial que, hoje, dura quase um trimestre. Em debates internos, com parceiros que trabalham ativamente no setor, não falamos mais em uma data isolada, mas em um trimestre estratégico. Isso exige integração real entre canais, ERP, logística e atendimento, com qualquer ruptura ou atraso tem impacto direto em reputação e visibilidade.

Os dados internos reforçam a tese: nesta última Black Friday, o ANYTOOLS participou de 10% de todo o e-commerce brasileiro. Um movimento desse porte só acontece quando sellers operam com qualidade, profundidade de estoque e inteligência comercial. A gestão preditiva e a preparação começam meses antes, com ajustes de infraestrutura, novos backlogs de funcionalidades, alinhamento entre atendimento e estratégia e aproximação direta com marketplaces. O resultado é uma operação capaz de sustentar picos sem incidentes e transformar dados em vantagem competitiva.

Outro fator determinante é o comportamento do consumidor. A venda diluída ao longo do mês e a disputa por atenção, impulsionada por afiliados, lives, cupons e ofertas relâmpago, tornam o cenário ainda mais competitivo. Os marketplaces, com tráfego massivo e disposição para investir, ampliaram seu protagonismo. Sellers preparados souberam usar isso a seu favor: garantiram visibilidade, aumentaram o catálogo, negociaram ações agressivas e aproveitaram campanhas patrocinadas pelos próprios marketplaces. E a tendência deve seguir em dezembro, já que as plataformas querem fidelizar a fatia de mercado conquistada em novembro.

Em paralelo, a automação desponta como o maior divisor de águas. A sincronização de estoque, a criação de kits inteligentes, a aplicação de regras comerciais específicas por canal e o controle rigoroso de pedidos evitam erros caros, não apenas em dinheiro, mas em reputação. O desconto puro virou armadilha. Sem estratégia, o seller vende, mas lucra menos.

O pós-venda também ganhou protagonismo. Com o aumento de compras impulsivas, cresce o volume de dúvidas, cancelamentos e devoluções. Identificar padrões por canal, produto ou transportadora permite respostas mais rápidas e eficientes. A IA acelera diagnósticos e libera equipes para resolver casos complexos. Ignorar o pós-venda significa perder margem, reputação e exposição futura.

Outro ponto crítico é a conciliação financeira. Em semanas repletas de regras especiais de comissão, rebates e cupons, qualquer divergência corrói a margem. Sellers que não conciliam por SKU, canal e período correm o risco de pagar comissões acima do acordado e comprometer o resultado da campanha.

No saldo final, a Black Friday deste ano pode ser destacada na maturidade dos sellers e na força de ecossistemas. As visitas realizadas a grandes operações durante a semana reforçaram parcerias, garantiram confiança e mostraram o impacto real das soluções do grupo na vida dos profissionais por trás de operações gigantes.

A visão que se impõe para 2025 é clara: o e-commerce entrou em uma era mais competitiva, orientada a dados, centrada em automação e baseada em previsibilidade. O desafio do seller deixa de ser “vender muito em novembro” e passa a ser “performar bem durante todo o trimestre estratégico”. O pós-Black Friday, e não a data em si, é o verdadeiro diferencial. Quem domina esse ciclo vende mais e vende melhor.

Varejo 2026 será guiado por dados, confiança e execução, diz especialista

Atualmente, o varejo passa por transformações que vão muito além das novas tecnologias ou expansão de canais. Segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o setor projeta um crescimento de 3,66% em 2026, superando o valor de 1,81% estimado para 2025. Para a mentora Surama Jurdi, CEO e fundadora da Surama Jurdi Academy, ecossistema global de educação empresarial, o mercado no próximo ano será moldado por uma mudança estrutural de mentalidade, com modelos de negócio orientados à redução de atrito, à criação de ecossistemas e à geração de valor além do produto. “O setor não será definido por quem vende mais barato, mas por aquele que opera com excelência, aprende rapidamente e constrói relações de confiança duradouras com os clientes”, comenta. 

Surama, especialista em varejo, liderança e educação empresarial, com mais de 20 anos de experiência, apresenta as principais tendências para o varejo em 2026. Confira:

1 – Função estratégica da loja física

A loja física não desapareceu, ela passa a funcionar como um hub estratégico de serviços, experiências, logística e relacionamentos, com atendimento especializado e experiências imersivas aos clientes. “O produto, por si só, perde o protagonismo nesses espaços. O verdadeiro valor está na capacidade da marca de simplificar a jornada do cliente e entregar soluções completas, com fluidez e consistência. Além disso, o varejo estará mais orientado por dados e comportamento real. Em um cenário global mais cauteloso, confiança, previsibilidade e eficiência voltam a ser ativos estratégicos”, comenta a mentora. 

2 – Globalização com padronização e adaptação local

A expansão internacional entrou em uma nova fase, onde escalar não significa replicar modelos de forma automática. As empresas bem-sucedidas operam com um núcleo global, mas a execução é local. “Tecnologia, dados, cadeia de suprimentos, padrões de serviço e posicionamento de marca precisam ser escaláveis. Enquanto a variedade de produtos, comunicação, preço, meios de pagamento, logística e experiência devem respeitar a cultura e o comportamento de cada mercado. O erro mais comum das empresas é tentar exportar o modelo inteiro, porém o correto é levar apenas a tese de valor e ajustar a execução. Globalizar exige leitura cultural, inteligência emocional de mercado e capacidade de adaptação rápida, sem perder identidade”, orienta Surama. 

3 – Inovação constante e prática

A inovação deixa definitivamente de ser um projeto pontual e passa a ser uma competência na operação. As organizações líderes são aquelas que criam rotinas estruturadas de teste, aprendizado e escala, orientadas por dados e governança clara. “Sem essa disciplina, iniciativas acabam se perdendo em pilotos desconectados da realidade do negócio. O diferencial passa a estar menos no discurso e mais na aplicação consistente de métodos e na execução eficaz”, diz a CEO. 

4 – Inteligência artificial na operação

A inteligência artificial deve integrar a base operacional do varejo moderno, aumentando a qualidade das decisões, eficiência e liberando as equipes para atividades de maior valor estratégico. “Quando aplicada de forma integrada, a IA melhora previsões de demanda, reduz rupturas, otimiza preços, qualifica o atendimento ao cliente e fortalece a personalização. No entanto, sem processos claros, cultura orientada a dados e liderança preparada, o impacto se torna limitado”, diz a mentora. 

5 – Novo comportamento do consumidor

As pessoas tomam decisões com base em dois critérios principais: confiança e tempo, valorizando marcas que oferecem curadoria, clareza e simplicidade, assim reduzindo o excesso de escolhas ao longo da jornada. “A expectativa é que a marca conheça o cliente, antecipe necessidades e entregue soluções relevantes. O preço continua sendo importante, mas a percepção de justiça, conveniência operacional, entrega confiável, facilidade de devolução e qualidade do atendimento humano ganham peso crescente nas decisões de compra. Além disso, prova social, comunidades, influenciadores e experiências reais impactam mais do que campanhas tradicionais. Sustentabilidade e propósito são significativos, desde que fundamentados por práticas concretas e coerentes”, afirma Surama. 

A especialista ressalta que o avanço do varejo exige uma evolução equivalente na formação de líderes, a educação empresarial precisa ir além da teoria e estar conectada à prática. “O líder de 2026 precisa dominar três pilares: visão global, capacidade de execução local e desenvolvimento humano. Sem uma liderança qualificada, cultura forte e clareza estratégica, nenhuma transformação se sustenta. Não é apenas acumular conhecimento, mas aplicar aprendizados em decisão, ação e resultado sustentável”, conclui. 

PMEs lideram investimentos em tecnologia, e 70% já utilizam ferramentas digitais

A digitalização avança entre as pequenas e médias empresas (PMEs), com 70% delas já adotando alguma tecnologia digital, de acordo com o Sebrae. No entanto, o panorama atual ainda revela desafios: apenas 4,5% dessas organizações alcançaram o nível mais alto de maturidade digital, o que mostra que a integração das ferramentas ainda é limitada.

É o que aponta um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). Em contrapartida, as PMEs têm se destacado nos investimentos para mudar esse cenário e são responsáveis por 82% das empresas que mais apostam em avanços tecnológicos no país, segundo a Cortex.

Com o mercado cada vez mais digital, o futuro também mostra a importância da conectividade, que tem papel essencial no uso de tecnologias, sobretudo para empresas de menor porte que buscam competir com líderes de mercado.

Avanços tecnológicos moldam o futuro das PMEs

Atualmente, cerca de 60% das PMEs brasileiras já atuam de alguma forma no ambiente digital, seja por meio de redes sociais, sites ou plataformas estruturadas de e-commerce.

Para essas empresas, investir de forma contínua em tecnologia é fundamental para manter a competitividade. Entre os avanços mais relevantes estão:

  • Inteligência Artificial (IA): 47% das PMEs brasileiras já utilizam ou planejam utilizar IA, segundo a Serasa. A tecnologia amplia a produtividade, automatiza tarefas e apoia decisões estratégicas baseadas em dados.
  • Computação em nuvem: reduz custos e permite acesso remoto a sistemas com segurança e escalabilidade, tornando o negócio mais ágil e preparado para o modelo híbrido.
  • Automação: otimiza processos repetitivos, libera tempo e aumenta a precisão das operações. Ferramentas automatizadas de marketing, finanças e atendimento ajudam pequenas empresas a competir em igualdade com grandes players.
  • Cibersegurança: 90% das violações de dados têm origem em erro humano. Investir em treinamento, autenticação e ferramentas de proteção é essencial para preservar informações e a reputação da empresa.

Outro ponto essencial é a conectividade. Afinal, ter uma internet de qualidade está diretamente relacionado ao bom desempenho das operações digitais.

No Brasil, uma pesquisa da IDC mostra que 49% das empresas já adotam o 5G, a geração mais moderna de tecnologia móvel disponível atualmente.

Conectividade e 5G são pilares da nova era digital

A conectividade 5G se tornou um fator chave para a digitalização, principalmente entre as PMEs. Com maior velocidade e baixa latência, essa tecnologia amplia o potencial de operação digital, reduz falhas e otimiza a experiência do usuário.

Na prática, o resultado é mais produtividade e eficiência para negócios que dependem de sistemas em nuvem, plataformas de atendimento e comunicação em tempo real. Segundo a Anatel, o 5G já cobre cerca de 64% do território nacional.

Especialistas em conectividade da Claro Empresas consideram, por exemplo, que essa tecnologia é decisiva para impulsionar a capacidade das PMEs. A empresa de telecomunicações está entre as que fornecem a tecnologia para as organizações.

Apesar dos avanços, ainda há desafios a superar. A cobertura desigual, o custo de equipamentos e outros fatores limitam a expansão em regiões menos desenvolvidas, dificultando o acesso de pequenos empreendedores.

Com o amadurecimento da conectividade, o 5G tende a redefinir a forma como as PMEs operam e se relacionam com o mercado. Ao oferecer mais velocidade e segurança, a nova rede acelera a transformação digital em um cenário cada vez mais competitivo.

Expectativas para os próximos anos

Mesmo com obstáculos na implementação nacional, o 5G deve continuar avançando e tornando o caminho da transformação digital mais acessível às PMEs. Entre os principais benefícios dessa tecnologia estão:

  • Produtividade: o 5G elimina lentidão e assegura o uso fluido de aplicativos, videoconferências e ferramentas em nuvem, mesmo com múltiplos usuários conectados.
  • Mobilidade segura: equipes acessam dados e sistemas com rapidez fora do escritório, mantendo o trabalho remoto eficiente e protegido.
  • Conectividade eficiente: permite integrar diversos dispositivos, como smartphones, tablets, computadores e soluções de IoT, com estabilidade e alto desempenho.
  • Segurança e governança: amplia o controle sobre dados e acessos, oferecendo mais proteção e gestão inteligente das informações corporativas.
  • Proteção em nuvem: transferências rápidas e backups automáticos garantem conformidade com a LGPD e segurança nas operações.

No cenário atual, tecnologias como 5G e inteligência artificial se tornaram essenciais para a sobrevivência das PMEs. A transformação digital exige eficiência e decisões baseadas em dados, e quem não acompanha perde competitividade.

Essas inovações ajudam a reduzir custos e tornar as operações mais rentáveis. Para evoluir, as PMEs precisam avaliar seu nível de maturidade digital, investir em infraestrutura e capacitação.

Nesse contexto, a parceria com provedores de internet é decisiva, oferecendo estabilidade e resiliência para o crescimento sustentável.

Rappi e PicPay se unem e promovem primeira experiência de delivery dentro de uma fintech

Em dezembro, usuários da Picpay vão passar a ter acesso a uma nova sessão, onde poderão realizar pedidos para entregas de refeições ou de itens em até 10 minutos. Isso será possível pois a plataforma de pagamentos e serviços digitais firmou uma parceria com o Rappi, superapp líder na América Latina, que disponibiliza no destino toda a sua expertise de operação com rapidez, comodidade e tecnologia.

A nova seção “Picpay Delivery” funcionará como um espelho, permitindo que se efetuem pedidos sem a necessidade de ser usuário de ambos os aplicativos. Ou seja, por meio da integração, toda a jornada de compra — da escolha do item ao pagamento e acompanhamento do pedido Rappi — acontece integralmente dentro do PicPay.

Inicialmente estarão disponibilizados na plataforma 100% dos itens disponíveis no Rappi Turbo, que faz entregas ultrarrápidas em até 10 minutos, para todas as cidades em que o serviço atua. Além de uma seleção especial do nosso portfólio de Restaurantes para São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Recife (PE).

“Essa parceria representa um passo significativo para o Rappi no Brasil pois combinamos nossa tecnologia e operação de última milha a 64 milhões de usuários do PicPay, para oferecer uma experiência unificada, simples e poderosa. É uma iniciativa que reforça nosso compromisso com inovação, conveniência e acesso a serviços essenciais, assim como contribui para a expansão geográfica da plataforma junto à PicPay”, afirma Felipe Criniti, CEO do Rappi no Brasil.

A novidade é considerada um movimento disruptivo no setor de delivery e serviços digitais, ao unir a expertise do Rappi em operações de alta eficiência ao alcance massivo do PicPay, criando um ecossistema de consumo ainda mais completo e conveniente.

Do lado do PicPay, a integração reforça a estratégia de ampliar a oferta de serviços dentro do aplicativo, transformando-o em um hub multifuncional que acompanha o usuário em todas as suas necessidades diárias.

“A parceria com o Rappi, inaugura um modelo inédito no mercado para trazer ainda mais conveniência ao usuário do nosso app”, afirma Alexandre Moshe, VP executivo de Audiências e Ecossistema do PicPay. “Esse passo, somado ao lançamento dos hubs de Viagens e Experiências e ao marketplace de ponta a ponta no app, reforça que o cliente pode comprar tudo que precisa sem sair do PicPay”, conclui.

A chegada do PicPay Delivery amplia as opções para os consumidores e aumenta a competitividade no setor. “A parceria com o Rappi nos dá escala operacional e fortalece nossa capacidade de criar acordos relevantes com restaurantes e marcas amadas pelos brasileiros, com estratégias agressivas de ofertas pagando com PicPay. Assim, conseguimos transferir parte do valor que hoje fica nas plataformas diretamente para os consumidores, aumentando o benefício do nosso ecossistema”, afirma Lucas Gonzalez, executivo que lidera a operação.

A nova funcionalidade será disponibilizada gradualmente para toda a base de usuários do PicPay, oferecendo uma experiência de pedidos e entregas eficiente, moderna e totalmente integrada ao ecossistema robusto do Rappi.

Empresa de cibersegurança lista 5 dicas para proteger o varejo digital de fraudes e ataques

Tradicionalmente, o fim do ano concentra o maior volume de vendas do varejo brasileiro, impulsionado por diferentes datas sazonais e pelo aumento natural do consumo. Em 2024, as últimas sete semanas do ano registraram um crescimento de 12,2% no consumo na comparação com o mesmo intervalo do ano anterior. Além de aquecer o mercado, esse período se tornou um termômetro estratégico que ajuda empresas a identificarem acertos e oportunidades de melhoria nas operações, inclusive na segurança.

Com o ritmo dos negócios avançando, cresce também a preocupação com golpes envolvendo fraudes digitais e tentativas de invasão. Ataques de phishing, clonagem de sites e roubo de dados de pagamento têm se tornado cada vez mais sofisticados, explorando falhas de segurança e picos de acesso nas plataformas de e-commerce. 

Para Gabriel Paiva, CEO da Dfense, empresa de cibersegurança do Grupo FCamara, multinacional brasileira de tecnologia e inovação, o cenário atual exige vigilância constante. “Os criminosos digitais evoluíram. Hoje, eles usam inteligência artificial (IA), engenharia social e automação para identificar brechas específicas em cada operação. Diante desse contexto, o varejo precisa de uma defesa igualmente inteligente e adaptativa.”

Com base nas principais ameaças observadas ao longo do ano, a Dfense reuniu cinco medidas indispensáveis para proteger o e-commerce e proporcionar uma época de compras segura tanto para as empresas quanto para os consumidores:

  1. Fortalecer o check-out e tokenizar os pagamentos: o momento da transação é o ponto mais visado por fraudadores. Golpes como o “Pix falso” e fraudes com cartão seguem entre as principais ameaças. O reforço do check-out e a tokenização dos pagamentos – que substitui dados sensíveis por códigos criptografados – diminuem consideravelmente o risco. “Garantir segurança nesse processo é o primeiro passo para conquistar o ativo mais valioso: a confiança do consumidor”, afirma Paiva.
  2. Utilizar a IA na detecção em tempo real: sistemas de IA preditiva possibilitam identificar e bloquear comportamentos suspeitos em milissegundos analisando padrões de navegação, dispositivos e histórico de compra. A tecnologia atua como um radar invisível, barrando fraudes antes que causem danos – diferencial essencial em ocasiões de alto tráfego.
  3. Blindar canais de mensageria e governança digital: aplicativos como WhatsApp e Telegram se converteram em porta de entrada para ataques direcionados. Golpes que começam em conversas com clientes podem rapidamente comprometer sistemas internos. A adoção de soluções de Mobile Device Management (MDM) contribui para isolar dados corporativos e controlar acessos, prevenindo contaminações cruzadas. “O malware via WhatsApp mostra o quanto a fronteira entre o pessoal e o corporativo está cada vez mais tênue. É preciso permitir agilidade sem abrir mão da segurança”, diz Paiva. 
  4. Automatizar respostas e simular incidentes: o tempo de reação ao ataque cibernético é decisivo. Plataformas de orquestração e resposta a incidentes (SOAR) reduzem o impacto com fluxos automatizados, testes de simulação e alertas integrados. Empresas preparadas conseguem conter o dano em minutos e evitar prejuízos maiores.
  5. Adotar o conceito de Security by Design: segurança não é um adendo, mas um pilar de design. Incorporar práticas de Security by Design desde o desenvolvimento de novas plataformas e integrações é o que diferencia empresas resilientes das vulneráveis. “Não se trata de reagir, e sim de construir com segurança desde o início. Essa mentalidade precisa estar no DNA do varejista durante todo o ano”, explica Paiva. 

Mais do que um custo, a cibersegurança se consolida como um investimento estratégico. No fim do ano, quando picos de acesso e transações testam o limite dos sistemas, as empresas com infraestrutura segura são as que transformam tráfego em faturamento real e sustentável. Em um panorama de ameaças cada vez mais sofisticadas, a confiança digital passa a ser o novo diferencial competitivo do varejo.