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Especialista em cibersegurança revela sete ajustes essenciais para reduzir riscos digitais antes de 2026

Entrar em 2026 com contas desnecessárias ativas, autenticação parcial e backups não testados pode custar milhões. Segundo o Cost of a Data Breach 2024, da IBM, o custo médio global de uma violação atingiu US$ 4,88 milhões, enquanto no Brasil o impacto médio por incidente chegou a R$ 7,19 milhões em 2025, alta de 6,5% em relação a 2024. Diante desse cenário, a consultoria em segurança da informação LC SEC separou sete ajustes práticos que empresas de todos os portes podem aplicar ainda em dezembro ou no início do ano para reduzir riscos digitais e proteger informações sensíveis:

1. Mutirão de credenciais e acessos

O primeiro passo é listar todas as contas vinculadas ao domínio da empresa, incluindo colaboradores, estagiários, temporários, terceiros, contas de serviço e integrações, e desativar imediatamente as que não são mais necessárias. O foco é eliminar contas órfãs, acessos temporários que se tornaram permanentes e usuários genéricos desconhecidos. “Com isso, a empresa reduz significativamente a superfície de ataque, fechando portas que muitas vezes permanecem abertas por anos”, explica Luiz Claudio, CEO da LC SEC.

2. Ajustar privilégios ao mínimo necessário

Após identificar quem realmente precisa ter acesso, o próximo passo é revisar e reduzir privilégios excessivos. Isso inclui perfis de administrador, chaves de nuvem e contas de serviço com “poderes ilimitados”. Para Luiz, a regra é simples: “Cada acesso deve ser proporcional à função, evitando que um erro ou invasão de um usuário comprometido se transforme em um risco corporativo de grande impacto”.

3. Priorizar MFA onde dói mais

Mesmo com avanços em grandes empresas, quase dois terços das pequenas e médias ainda não utilizam autenticação multifator (MFA) nem planejam adotá-la. A LC SEC recomenda torná-la obrigatória nos sistemas mais críticos, como e-mails corporativos, VPNs, ERPs, CRMs e consoles de nuvem, começando por diretoria, finanças e equipes de TI. “Essa medida reduz drasticamente a probabilidade de invasões por credenciais roubadas”, pontua o especialista.

4. Checar vazamento de senhas antes do réveillon

Com bilhões de senhas circulando em bases criminosas, verificar se credenciais corporativas já foram expostas é essencial. Ferramentas especializadas permitem identificar e forçar a troca de senhas comprometidas, bloquear reuso e reforçar MFA, diminuindo o risco de ataques direcionados por phishing ou infostealers.

5. Dar um choque de realidade nos logs

Ter sistemas de monitoramento não adianta se os eventos críticos não são registrados. A LC SEC orienta validar se logins, falhas de login, criação e exclusão de usuários, alterações de privilégios e acessos fora do padrão estão sendo devidamente monitorados. Melhores logs ajudam a reduzir o tempo de detecção e resposta, o que pode significar uma economia de milhões em caso de violação, segundo o IBM Cost of a Data Breach.

6. Colocar backups à prova

Ransomwares frequentemente miram repositórios de backup: 96% dos ataques têm esse objetivo, e 76% conseguem comprometer cópias, segundo o Veeam Ransomware Trends Report 2024. Por isso, é essencial testar restaurações, manter cópias imutáveis ou offline e controlar rigorosamente quem pode alterar ou apagar os backups. “Essas medidas aumentam a resiliência e reduzem perdas de dados críticas”, diz o executivo.

7. Amarrar tudo com comunicação clara para o time

Por fim, consolidar essas ações com comunicação interna é crucial. Campanhas como a “semana do reset de acessos” explicam ao time por que senhas foram trocadas, MFA ampliado e logs revisados. Essa abordagem humanizada reduz resistência, fortalece a cultura de segurança e garante que cada colaborador compreenda seu papel na proteção da empresa.

Segundo Luiz Claudio, “a intensificação da campanha marca a virada entre ‘fazer o curso’ e adotar segurança como comportamento cotidiano. Ainda existe a percepção de que awareness é um checklist, mas isso não funciona mais. Nosso objetivo é apoiar as empresas nessa mudança cultural”. Com essas sete medidas, empresas de diferentes portes podem reduzir significativamente sua exposição a ataques digitais, transformando a virada de 2025 para 2026 em um marco de maturidade em segurança da informação.

O que o consumidor brasileiro vai exigir das marcas em 2026

A experiência do cliente deixou de ser discurso publicitário para se tornar estratégia de sobrevivência. Consumidores brasileiros estão cada vez mais digitais, imediatistas e intolerantes a falhas. Por conta disso, as empresas que investem em Customer Experience (CX) não estão apenas encantando clientes: estão gerando receita, aumentando margem e reputação. Segundo pesquisas recentes sobre o comportamento do consumidor, 83% dos brasileiros abandonam uma marca após uma única experiência ruim. E isso muda tudo: o foco não é mais apenas vender, mas garantir jornadas sem atrito, atendimento resolutivo e relacionamentos sustentáveis.

Esse novo comportamento do consumidor não é construído sobre achismos: ele se revela em dados, pressiona estruturas e exige respostas rápidas, empáticas e consistentes das marcas. A seguir, as dez tendências mais relevantes que devem orientar as estratégias de experiência do cliente em 2026 no Brasil – não como projeções distantes, mas como movimentos já em curso no mercado. São práticas que combinam tecnologia, inteligência de dados e cultura organizacional para lidar com um consumidor que não perdoa fricção, premia conveniência e só permanece fiel quando se sente, de fato, compreendido.

Personalização sob demanda, em escala e com contexto

Sete em cada dez consumidores esperam interações adaptadas ao seu histórico, perfil e comportamento atual. E não se trata apenas de chamar o cliente pelo nome ou oferecer produtos com base em compras anteriores: o que se espera agora é relevância em tempo real, com capacidade de entender preferências momentâneas, mudanças de hábito e contexto da jornada.

Mas há um limite tênue: apenas 29% dos brasileiros se dizem plenamente satisfeitos com o nível de personalização que recebem, e um terço se sente desconfortável em fornecer dados pessoais sem ter retorno claro em troca. Isso obriga as marcas a reequilibrar a equação: coletar menos, contextualizar melhor e entregar valor real. A personalização em 2026 não será mais diferencial, será o ponto de partida.

Automação com IA, mas sem apagar o humano

A inteligência artificial está definitivamente no centro da operação de atendimento das empresas brasileiras, mas o consumidor não abre mão do fator humano. Neste ano, a maioria dos brasileiros já teve contato com chatbots ou assistentes virtuais, e boa parte deles vê com bons olhos a conveniência do autoatendimento.

Uma pesquisa da ServiceNow mostrou que 77% dos consumidores desejam que as marcas ofereçam opções de autoatendimento, e 72% esperam que os bots sejam eficazes, rápidos e resolutivos. Mas a prática ainda está aquém da promessa: apenas 20% relatam experiências positivas com bots, e mais da metade dos consumidores diz que os assistentes virtuais funcionam apenas “às vezes”.

O resultado? Cresce a frustração e, com ela, a exigência de interações mais naturais, empáticas e transparentes. Para 2026, o desafio das marcas será abandonar fluxos genéricos e apostar em IA treinada em linguagem humanizada, com respostas ajustadas ao tom e à urgência da demanda. E, acima de tudo, garantir acesso fluido a um atendente humano sempre que necessário – algo que a maior parte dos brasileiros considera essencial para confiar no atendimento automatizado. A IA já entrou na conversa, mas quem decide se continua nela é o cliente.

Omnicanalidade com fluidez de verdade

A presença multicanal já não impressiona ninguém. O que conta agora é a capacidade de integrar os pontos de contato em tempo real, sem ruído, perda de histórico ou mudanças de tom. Neste ano, 77% dos brasileiros alternaram entre canais físicos e digitais em suas compras. A experiência híbrida consolidou-se: o consumidor pesquisa no Instagram, compra no app, retira na loja e reclama pelo WhatsApp – e espera que a empresa acompanhe esse movimento com naturalidade.

No entanto, falhas de continuidade ainda são comuns. Estudos apontam que cerca de 80% dos consumidores esperam uma experiência fluida entre canais, mas poucos sentem que isso já acontece. Para 2026, não se trata mais de adicionar novos canais, mas de garantir que cada um funcione como extensão do outro, com contexto compartilhado e linguagem consistente.

Velocidade e resolução como critério de lealdade

No Brasil, o tempo de resposta virou parâmetro direto de qualidade, e o consumidor não tolera esperar. Neste ano, mais da metade dos clientes esperam ser atendidos em até cinco minutos, e a expectativa de solução imediata em canais digitais é alta, especialmente em chat e WhatsApp.

Não é apenas sobre agilidade na resposta, mas sobre eficiência na resolução. Um estudo da Opinion Box mostrou que clientes são 2,4 vezes mais propensos a manter o vínculo com marcas que resolvem seus problemas com rapidez. Já o oposto é igualmente verdadeiro: demora, repetição de informações e encaminhamentos sem fim alimentam o abandono.

Empresas que se destacam em CX hoje estruturam fluxos inteligentes de triagem, bots de atendimento com roteamento eficiente e equipes de backoffice alinhadas ao tempo real do cliente. Para 2026, a expectativa não é só de agilidade: é de assertividade. O consumidor quer resolver na hora, no canal que escolheu, e com o mínimo de atrito possível.

Empatia e humanização como diferencial competitivo

Mesmo com tanta automação, o que realmente fideliza o consumidor brasileiro continua sendo o tratamento humano – no tom, na escuta e na capacidade de lidar com situações que exigem sensibilidade. Ao menos 65% dos clientes ainda preferem interações com atendentes humanos, principalmente em casos complexos, delicados ou que envolvem frustração. A comunicação excessivamente mecânica, mesmo quando eficiente, gera distanciamento.

Por isso, empresas têm investido na formação de equipes com foco em empatia, autonomia e linguagem próxima. Isso se aplica também à IA: 81% dos consumidores brasileiros valorizam bots que usam linguagem simpática e acessível, indicando que não basta a IA funcionar, ela precisa soar humana. Para o futuro, a expectativa é clara: resolver rápido, sim, mas sem parecer que quem está do outro lado é um script.

Excelência digital e autoatendimento inteligente

Estar no digital não basta: o que diferencia é a qualidade da experiência oferecida. Com o mobile dominando o tráfego e o consumidor cada vez mais autônomo, simplicidade, clareza e velocidade viraram pré-requisitos. Uma pesquisa da Locaweb mostrou que 40% dos brasileiros abandonam compras por falta de informação, e 34% desistem diante de cadastros longos ou sites pouco intuitivos.

Ao mesmo tempo, 69% preferem resolver questões simples por conta própria, desde que tenham ferramentas eficazes para isso, como FAQs interativas, tutoriais, e chatbots que realmente funcionam. A tendência para o próximo ano é clara: tirar o atrito da frente do cliente. Usabilidade, velocidade de carregamento, fluxos inteligentes e segurança nas transações deixarão de ser atributos técnicos para se tornar critérios centrais de percepção da marca.

Métricas de experiência e ROI no centro da estratégia

Em 2026, Customer Experience não será mais um esforço invisível: será pauta de diretoria, com metas claras e indicadores que conectam experiência à performance. O tempo do “intuitivo” passou: empresas que lideram em CX no Brasil já associam NPS, CSAT, churn e tempo de resposta a indicadores de retenção, ticket médio e receita recorrente.

Cada ajuste na jornada – de um botão no app a um novo protocolo de atendimento – é acompanhado de indicadores de adoção e impacto. Em 2026, experiência será tão mensurável quanto margem e crescimento. E mais do que encantamento, o que se espera é consistência que gere resultado.

As tendências que se desenham para 2026 não são apenas apostas de mercado:  são respostas concretas às exigências de um consumidor brasileiro mais informado, impaciente e consciente do próprio valor. O que define a experiência não é mais o encantamento pontual, mas a entrega consistente, relevante e confiável em cada ponto da jornada. Marcas que compreenderem isso e tratarem CX como infraestrutura estratégica, unindo dados, empatia, eficiência e propósito  não vão apenas se diferenciar: vão sobreviver num mercado em que lealdade se conquista um clique por vez.

Por Fabiano Amorim, Gestor da Unidade de Negócios de Customer Experience da Selbetti

Relatório da HP revela que 57% dos malwares em 2025 são voltados ao roubo de dados de acesso

A HP Inc. (NYSE: HPQ) divulgou hoje seu mais recente Threat Insights Report, que revela como os cibercriminosos estão aprimorando suas campanhas com animações profissionais (simulações visuais enganosas, como barras de carregamento falsas e telas de senha) e malwares disponíveis por assinatura. Os pesquisadores da HP alertam que essas campanhas misturam visuais convincentes, o uso de plataformas populares como o Discord e kits de malware frequentemente atualizados para escapar da detecção, tanto por usuários quanto por ferramentas de segurança.

O relatório analisa ataques cibernéticos reais e ajuda as organizações a acompanhar as técnicas mais recentes usadas pelos criminosos para evitar detecção e comprometer PCs em um cenário de ameaças em constante evolução. Com base em milhões de endpoints com HP Wolf Security*, campanhas notáveis identificadas pela equipe de pesquisa de ameaças da HP incluem:

  • Golpes com aparência oficial usam arquivos maliciosos ocultos: Criminosos se passando pela Procuradoria da Colômbia enviaram e-mails com falsas notificações legais. O link levava a um site que imitava um órgão oficial, com uma animação que rolava automaticamente e exibia uma suposta “senha de uso único”, levando a vítima a abrir um arquivo compactado com senha.
    • Ao ser aberto, o arquivo extraía uma pasta com um programa modificado e oculto, que instalava o malware PureRAT em segundo plano. O ataque dava aos criminosos controle total sobre o dispositivo. Em média, apenas 4% das amostras semelhantes foram detectadas por ferramentas antivírus.
  • PDF falso da Adobe leva à instalação de acesso remoto: Um arquivo PDF com a identidade visual da Adobe redirecionava o usuário para um site que simulava uma atualização do leitor de PDF. A página exibia uma barra de instalação animada, convencendo a vítima a instalar um programa modificado do ScreenConnect — uma ferramenta legítima de acesso remoto.
    Assim que instalado, o programa se conectava a servidores controlados pelos atacantes, permitindo o acesso completo ao dispositivo comprometido.
  • Criminosos hospedam malware no Discord para burlar segurança: Agentes de ameaça usaram o Discord para armazenar os arquivos maliciosos, evitando criar sua própria infraestrutura e aproveitando a boa reputação da plataforma.
  • Antes da instalação, o malware desativava uma proteção importante do Windows 11 chamada “Integridade de Memória”. Em seguida, era executado o Phantom Stealer, um programa vendido por assinatura em fóruns clandestinos, com recursos prontos para roubo de credenciais, senhas e dados financeiros. Ele é atualizado frequentemente para escapar das ferramentas de segurança.

“Os atacantes estão apostando em animações visuais convincentes e malwares prontos para enganar usuários e escapar da detecção com facilidade”, afirma Patrick Schläpfer, Principal Threat Researcher da HP Security Lab. “Essas ferramentas são vendidas como serviço e evoluem tão rápido quanto softwares legítimos, o que torna os ataques ainda mais difíceis de prever.”

Além dos ataques convencionais, os criminosos também estão usando cookies de sessão — arquivos que mostram que um usuário já está logado — para invadir sistemas sem precisar da senha ou da autenticação em duas etapas (MFA). O relatório destaca que 57% das famílias de malware mais ativas no 3º trimestre de 2025 são do tipo infostealer, projetadas para roubar dados sensíveis, inclusive esses cookies.

O HP Wolf Security isola ameaças em contêineres seguros dentro do próprio computador, permitindo que ataques sejam analisados mesmo quando escapam das ferramentas tradicionais de segurança. Até hoje, usuários da solução já clicaram em mais de 55 bilhões de anexos, páginas e arquivos, sem nenhum caso de violação relatado.

“Criminosos estão abusando de plataformas confiáveis, imitando marcas conhecidas e usando truques visuais como animações. Mesmo ferramentas avançadas de detecção podem falhar em identificar algumas ameaças”, afirma Dr. Ian Pratt, Head Global de Segurança para Sistemas Pessoais da HP Inc. “Ao isolar interações de alto risco — como abrir arquivos ou sites não confiáveis — criamos uma camada de proteção que evita danos, sem impactar a experiência do usuário.”

Dados adicionais do relatório (julho a setembro de 2025):

  • 11% dos e-mails maliciosos detectados pelo HP Sure Click passaram por pelo menos um filtro de e-mail sem serem bloqueados.
  • 45% dos ataques foram distribuídos por arquivos compactados (.zip, .tar, .z), com aumento de 5 pontos em relação ao 2º trimestre.
  • 11% das ameaças bloqueadas no período foram arquivos PDF, um aumento de 3 pontos em relação ao trimestre anterior.

“Com criminosos abusando de plataformas conhecidas, imitando marcas confiáveis e usando truques visuais como animações, mesmo ferramentas avançadas podem falhar em detectar algumas ameaças”, afirma Dr. Ian Pratt, Head Global de Segurança para Sistemas Pessoais da HP Inc. “Isolar interações de alto risco — como abrir arquivos ou sites não confiáveis — cria uma camada de proteção que evita danos, sem comprometer a experiência do usuário.”

Acesse o relatório completo

Threat Insights Report está disponível no blog da HP Threat Research.

Sobre os dados

As informações foram coletadas com consentimento de clientes do HP Wolf Security, no período de julho a setembro de 2025, com investigações conduzidas pela equipe de pesquisa de ameaças da HP.

Fim de ano pressiona logística no Brasil: congestionamento em hubs e gargalos fiscais ameaçam eficiência da cadeia

À medida que o fim de ano se aproxima, o setor de logística brasileiro entra em um período de tensão máxima. Dados do mercado apontam que a movimentação de cargas em centros de distribuição pode aumentar em até 35% entre 15 de dezembro e 5 de janeiro, segundo associações representativas dos operadores logísticos, elevando o risco de congestionamentos nos principais hubs do país.

Esse crescimento de volume ocorre justamente em um momento em que a pressão por entregas rápidas e conformidade fiscal também aumenta, resultando em retenções que, em alguns casos, chegam a 72 horas nas regiões metropolitanas do Sudeste, segundo relatos de transportadoras que atuam nesses corredores de alta demanda.

A situação reflete um desafio mais amplo enfrentado pela logística nacional: enquanto o varejo digital e o comércio eletrônico impulsionam a necessidade de velocidade, a infraestrutura e os sistemas fiscais tradicionais ainda não estão totalmente preparados para responder a demandas tão intensas. Analistas apontam que esse descompasso pode gerar impactos econômicos significativos para toda a cadeia produtiva.

Gargalos fiscais travam operações

Um dos sinais de alerta emergentes está na própria emissão dos documentos fiscais que acompanham cada carga. Para o setor, a lentidão ou erro na emissão de notas e declarações não é apenas um transtorno burocrático, pode ser um verdadeiro bloqueador operacional.

“Quando os hubs operam no limite, qualquer falha fiscal vira um gargalo imediato. A doca não gira, o caminhão não sai e toda a cadeia sente o impacto”, afirma Ewerton Caburon, CEO da Emiteaí, empresa especializada em automação fiscal para logística.

A Emiteaí, com sede em Blumenau, já processou mais de 480 milhões de documentos fiscais eletrônicos no país, tornando-se referência em tecnologia para emissão, integração e rastreamento de informações que sustentam operações logísticas. Segundo Caburon, a velocidade de emissão, quando bem integrada a sistemas de gestão e transporte, pode ser determinante para reduzir filas e acelerar saídas. “Emitir corretamente e em até 1 minuto não é só eficiência: é uma medida de sobrevivência para manter a operação fluindo no pico de fim de ano”, diz o especialista.

Custos operacionais sob pressão

Os institutos que acompanham a atividade logística observam ainda o impacto financeiro desses congestionamentos. Estimativas apontam uma alta de cerca de 12% nos custos operacionais durante o período de maior movimento, pressionando margens tanto de transportadoras quanto de varejistas e operadores de centros de distribuição.

O aumento de custos é causado por uma série de efeitos combinados: espera prolongada de veículos, necessidade de reentregas, utilização mais intensa de mão de obra e equipamentos, além de penalidades por atrasos ou falhas de conformidade.

Ao mesmo tempo, o setor logístico como um todo mantém um ritmo de expansão significativo, impulsionado pelo crescimento do e-commerce e pela digitalização de processos. Projeções setoriais estimam que o mercado brasileiro de logística deve crescer mais de 20% nos próximos anos, impulsionado por inovação tecnológica e automação, apesar dos desafios de infraestrutura e mão de obra já existentes.

A fronteira entre entrega e documento

Ewerton explica que a logística de alta performance exige mais do que apenas capacidade de transporte: precisa de inteligência integrada entre emissão fiscal, rastreamento de mercadorias e operações de armazenamento. Um relatório recente da Associação Brasileira de Logística indica que, até o final do ano, uma grande maioria das empresas logísticas deve implementar sistemas integrados de gestão para reduzir perdas e otimizar processos, um movimento visto como essencial diante dos desafios de final de ano.

Para Caburon, esse é um aspecto cada vez mais claro: “A logística de ponta a ponta não existe sem um fluxo de documentos que seja tão rápido quanto a própria entrega. Quando os dois não estão alinhados, o resultado é literalmente uma fila de caminhões parados — e isso custa caro para todo o setor.”

Tendências para o e-commerce em 2026: atendimento instantâneo, reputação e conversão como pilares centrais

O e-commerce entra em 2026 sob uma nova lógica de competitividade. Se, nos últimos anos, preço e sortimento lideravam as decisões de compra, agora são atendimento instantâneo, reputação da marca e capacidade de conversão em tempo real que determinam quem cresce e quem perde espaço no varejo digital. Em um ambiente cada vez mais fragmentado entre marketplaces, WhatsApp, redes sociais e lojas virtuais, a experiência conversacional passa a ocupar o centro da estratégia.

De acordo com Tiago Vailati, CEO da Loopia, plataforma de Chat Commerce com Inteligência Artificial, o atendimento passa a ser visto como parte estratégica do funil de vendas, e a lógica é simples: quem responde primeiro, vende. “O cliente escolhe o melhor canal para comprar, aquele que é mais conveniente, que proporciona a melhor experiência, combinando preço, entrega e comodidade. E, nesse cenário, velocidade, contexto e relacionamento são decisivos”, afirma o executivo.

A partir da análise do comportamento de consumo, da operação de centenas de e-commerces e da evolução do uso de IA no varejo digital, Tiago mapeou quatro tendências que devem moldar o e-commerce em 2026. Confira.

1. Atendimento instantâneo deixa de ser diferencial e vira requisito básico

Em 2026, a espera será sinônimo de abandono. O consumidor multicanal — que transita entre WhatsApp, marketplaces e redes sociais — espera respostas em segundos, não em minutos. As operações que não funcionam de forma contínua, 24 horas por dia, tendem a perder vendas, muitas das vezes, sem nem perceber.

2. Chat Commerce se consolida como principal motor de conversão

A jornada de compra deixa de ser linear e passa a ser conversacional. Em vez de navegar sozinho pelo site, o consumidor compra conversando — seja com vendedores humanos, seja com agentes de IA treinados para vender, tirar dúvidas e orientar decisões.

Esse movimento transforma o atendimento em um canal ativo de vendas, capaz de impactar diretamente indicadores como taxa de conversão, ticket médio e recompra. As operações que tratam o chat apenas como SAC tendem a ficar para trás.

3. Reputação passa a ser construída em tempo real

Avaliações, mensagens privadas, comentários em redes sociais e conversas em marketplaces passam a pesar tanto quanto anúncios e campanhas institucionais. Cada interação vira um ponto de contato que constrói — ou destrói — a reputação da marca.

4. Inteligência Artificial evolui de automação para inteligência de vendas

Em 2026, a IA deixa de atuar apenas como suporte operacional e passa a ser inteligência aplicada à conversão. Agentes inteligentes assumem funções como priorização de atendimentos, identificação de intenção de compra, recomendação de produtos, recuperação de carrinho abandonado e pós-venda. A diferença estará menos na presença da IA e mais na forma como ela é treinada e integrada à jornada completa. Operações que usam IA apenas de forma reativa tendem a perder eficiência frente a modelos mais inteligentes e proativos.

Para a Loopia, o e-commerce de 2026 será definido menos por tecnologia isolada e mais pela capacidade de transformar conversas em vendas, com inteligência, velocidade e contexto. “O atendimento deixa de ser custo e passa a ser ativo estratégico. Quem entende isso agora, chega mais preparado em 2026”, conclui Tiago Vailati.

O Natal moderno evolui e se reinventa com a ascensão das redes sociais

Nos últimos anos, o Natal deixou de ser apenas um período de celebrações familiares para se transformar também em um grande palco digital. As redes sociais, especialmente Instagram, TikTok e Pinterest, redefiniram o que significa “glamour natalino”, moldando desejos, estéticas e expectativas. O resultado desse movimento é um “novo glamour”, mais visual e frequentemente distante da simplicidade afetiva que tradicionalmente marcava essa época do ano.

Antes da influência massiva do universo digital, a decoração de Natal era um ritual íntimo, pensado para dentro de casa e para quem vivia aquele ambiente. Hoje, ela se tornou também uma vitrine. Árvores impecáveis, mesas coordenadas com precisão, lares convertidos em cenários cinematográficos e composições planejadas para gerar impacto compõem um imaginário que se dissemina em alta velocidade. Nasce, assim, uma estética que não busca apenas decorar, mas inspirar, e que dialoga diretamente com tendências globais e padrões visuais altamente refinados.

Esse fenômeno impulsionou a profissionalização da decoração natalina. Decoradores, designers, artistas e empresas especializadas passaram a ocupar um espaço crescente, atendendo desde famílias que desejam reproduzir um ambiente sofisticado até marcas que enxergam no Natal uma oportunidade de reforçar posicionamento e branding. A busca por ambientes esteticamente pensados não se explicaria apenas por vaidade, pois trata-se de uma demanda que combina conforto, identidade e impacto visual em um contexto em que tudo pode se tornar conteúdo.

Com isso, o glamour também se reinventa. Ele deixa de representar ostentação e passa a refletir curadoria: escolhas de materiais, combinações de cores, composição de luz, equilíbrio entre tradição e modernidade. O que antes era uma decoração de ocasião se torna uma narrativa visual capaz de expressar estilo de vida, emoções e referências culturais. Esse deslocamento transforma o Natal em uma experiência planejada, fotografável e replicável.

A mudança, porém, reacende um debate central, já que o Natal, sempre foi marcado pela memória, pelo afeto e pela presença, e não pela performance. Quando a estética se sobrepõe completamente ao significado, corre-se o risco de esvaziar o sentido da data, substituindo emoção por espetáculo. Por outro lado, quando o visual se conecta a propósito, identidade e história familiar, ele não perde sua essência; apenas ganha novas formas de expressão, inclusive no ambiente digital.

Do ponto de vista econômico, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) projeta que o varejo deve movimentar R$ 72,71 bilhões no Natal de 2025, crescimento de 2,1% em relação ao ano anterior. Caso o número se confirme, será o melhor desempenho desde 2014. O “novo glamour”, portanto, não apenas influencia comportamentos e desejos, mas impulsiona setores inteiros, da decoração ao consumo. Ainda assim, apesar da força das redes, o significado do Natal continua sendo construído individualmente, dentro de cada casa.

No fim, talvez o equilíbrio esteja em aproveitar a inspiração oferecida pelas redes sem perder de vista que o Natal é, essencialmente, humano. Não é sobre likes, mas sobre pertencimento; não é sobre comparação, mas sobre criar memórias que permanecem quando a árvore é desmontada e o feed volta ao normal. O “novo glamour”, quando compreendido dessa forma, não é um desvio, mas apenas uma camada contemporânea em uma celebração que continua sendo, em sua essência, afetiva.

*Vivian Bianchi é diretora criativa e fundadora da Tree Story, empresa especializada em projetos personalizados de decoração natalina, com foco em ambientações exclusivas para residências, marcas e ambientes corporativos. É formada em Design de Interiores pela EBAC, com especializações em produção e cenografia pelo IED São Paulo e IED Barcelona

O ano em que a logística virou protagonista: cinco lições de 2025 para empresas e consumidores

Em 2025, a logística deixou de ser uma operação de bastidores e se tornou protagonista nas estratégias de negócio. A explosão do e-commerce, a exigência crescente por transparência e a necessidade de eficiência mudaram radicalmente a forma como empresas planejam seus fluxos e como consumidores avaliam sua experiência de compra. Um levantamento recente mostrou que, no Brasil, um pedido sai para entrega a cada sete segundos, e mais da metade deles chega ao cliente em até três dias, um ritmo que redefine expectativas e pressiona toda a cadeia.

Mas afinal, quais foram as principais lições que 2025 deixa para o setor? 

1. A experiência logística virou parte do produto
O consumidor não avalia mais apenas o que compra, mas como recebe. Em um cenário em que prazos ficam cada vez mais curtos e o volume de pedidos cresce sem pausa, a jornada logística se tornou decisiva na percepção sobre uma marca. A rastreabilidade precisa, a comunicação proativa e a previsibilidade de entrega deixaram de ser diferenciais e passaram a ser pré-requisitos. Empresas que investiram em visibilidade integral da operação viram queda nas reclamações, aumento de confiança e fidelização mais forte, prova de que logística, hoje, é parte inseparável do produto.

2. Sustentabilidade deixou de ser discurso e virou critério competitivo
Com um mercado logístico que deve crescer mais de 20% até 2029 impulsionado pelo e-commerce, a pressão por eficiência ambiental se intensificou. Rotas otimizadas, redução de deslocamentos, embalagens mais inteligentes e visão integrada da cadeia passaram a impactar diretamente custos, desempenho e reputação. Em 2025, ficou evidente que operações sustentáveis são também operações mais eficientes e que empresas que não incorporarem métricas ambientais ao planejamento logístico correrão atrás do prejuízo nos próximos anos.

3. Automação e IA inauguraram um novo padrão operacional
O setor entrou em uma fase em que inteligência importa mais do que volume. Com previsões indicando que o mercado global de logística deve ultrapassar US$ 7,5 trilhões até 2029, a adoção de IA, roteirização inteligente e processos automatizados deixaram de ser tendência e se tornaram realidade diária. Em 2025, as empresas mais competitivas foram justamente aquelas que anteciparam demanda, integraram sistemas e eliminaram gargalos com base em dados. A automação finalmente deixou de ser promessa para se tornar o coração das decisões operacionais.

4. A Black Friday deixou de ser exceção e virou rotina
O comportamento de consumo criou um novo normal em que a lógica de picos já não é sazonal, mas constante. O que antes era um evento anual virou um laboratório contínuo de eficiência. Em 2025, as empresas precisaram operar o ano inteiro com a mesma precisão e agilidade exigidas na maior data do varejo. Organizações que desenvolveram stress tests, ajustaram estoques e estruturaram centros de distribuição mais responsivos conseguiram transformar altos volumes em vantagem competitiva — enquanto outras enfrentaram rupturas e atrasos. A grande lição é que lidar com picos deixou de ser preparação e passou a ser estratégia.

5. Colaboração virou o novo motor da eficiência logística
Nenhum elo cresce sozinho. A complexidade do setor tornou impossível operar com silos, e 2025 provou isso de maneira definitiva. A integração entre varejistas, transportadoras, operadores logísticos e marketplaces se tornou essencial para reduzir falhas, ganhar velocidade e otimizar custos. Compartilhar dados e construir visões únicas da operação trouxe ganhos tangíveis para toda a cadeia e principalmente para o consumidor final, que recebeu entregas mais rápidas, mais previsíveis e com menos atrito. A logística do futuro é interdependente, e quem entender isso terá vantagem estrutural.

Em síntese, 2025 mostrou que a logística não é mais um custo a ser enxugado, mas um ativo estratégico. O ano reforça uma agenda clara: investir em visibilidade, automação, sustentabilidade e colaboração. Se 2025 foi o ano em que a logística assumiu o protagonismo, 2026 será o ano de consolidar essa nova lógica, em que eficiência, tecnologia e experiência do cliente caminham juntas para moldar o futuro do setor.

*Por Adriano Guardiano, Diretor de Marketing e Vendas da Mobiis.

Pesquisa com 4.300 C-Levels revela demanda crescente por inovação mais rápida, maior ROI e resiliência empresarial reforçada

Rimini Street (Nasdaq: RMNI), provedora global de suporte, produtos e serviços de software empresarial de ponta a ponta, líder em soluções de inovação de ERP com Agentes de IA e em suporte independente para softwares Oracle, SAP e VMware, anunciou os resultados de pesquisa global “Imperativos do C-suite: Acelerando a Inovação em um Cenário em Transformação”. O estudo foi conduzido em parceria com a Censuswide, entrevistando quase 4.300 CFOs, CIOs, CEOs e CISOs em todo o mundo, analisando as pressões que influenciam decisões tecnológicas no nível executivo e as prioridades que moldam suas estratégias de investimento.

A análise do relatório mostra que os executivos estão recalibrando suas estratégias em torno de IA, automação e resiliência à medida que conselhos pressionam por inovação mais rápida e resultados de negócios mais claros. Embora muitas organizações continuem administrando orçamentos reduzidos e maiores preocupações com cibersegurança, líderes também apontam para um crescente déficit de talentos e crescente frustração com roadmaps de ERP ditados por fabricantes, que podem desacelerar esforços de transformação. Na realidade, 97% dos C-suites observam que, embora seus sistemas de ERP atuais atendam às necessidades do negócio em grande parte, 23% do tempo da força de trabalho é gasto na manutenção desses sistemas.

Alguns dos principais insights do estudo são:

  • 44% dos executivos identificam IA e automação como as principais capacidades necessárias para apoiar iniciativas de TI de curto e longo prazo.
  • C-suites colaboram mais frequentemente com CIOs (31%) e CEOs (27%) em iniciativas de TI, destacando a necessidade de envolvimento mais precoce do CFO à medida que crescem as expectativas de ROI.
  • 36% dos líderes C-level afirmam que lacunas de competências limitam a capacidade de buscar oportunidades de crescimento, e 23% apontam que atrasos em projetos se tornaram uma preocupação devido à falta de talentos.
  • 69% dos líderes antecipam mudanças significativas no horizonte para seus investimentos em ERP.

Highlight 1: C-suites estão alinhando a estratégia de longo prazo em torno de IA e automação

Automação e IA representam a prioridade mais importante para os próximos cinco anos, com 46% dos CIOs e 43% dos CEOs considerando essas capacidades como o principal imperativo. Embora a cibersegurança, compliance e otimização de custos ainda dominem as iniciativas de curto prazo, líderes relatam foco crescente em construir uma base confiável para operações inteligentes, sustentadas por planejamento reforçado de continuidade de negócios e ampliação do desenvolvimento de competências. Mais de um terço (35%) dos entrevistados afirma que pretende transformar suas organizações em empresas orientadas por dados nesse período. C-suites podem se beneficiar ao gastar menos em upgrades caros de ERPs ainda valiosos e investir mais em inovação significativa, como automação e IA.

Highlight 2: Expectativas de ROI estão aumentando à medida que executivos exigem resultados mensuráveis

Os C-level estão analisando de forma mais rigorosa os resultados dos investimentos, com CIOs, CEOs e CFOs identificando a concretização de benefícios como principal métrica de ROI. Os líderes esperam aproximadamente 27% de retorno nos primeiros dois anos, aumentando para 37% dentro de cinco anos e quase metade (48%) do ROI esperado após seis anos. CISOs demonstram expectativas semelhantes, mas com ênfase um pouco maior em benefício financeiro direto. Essas conclusões refletem a crescente pressão para priorizar iniciativas tecnológicas que gerem impacto duradouro mantendo previsibilidade de custos. Embora suas visões sobre o futuro do ERP variem, quase 70% dos líderes C-level não veem o ERP tradicional no horizonte; 33% acreditam que o Agentic ERP, autônomo e orientado por IA na tomada de decisão, é o futuro.

“À medida que pressões econômicas e operacionais se intensificam, os executivos estão adotando uma abordagem muito mais disciplinada para investimentos em tecnologia. O levantamento mostra claramente que as organizações querem resultados mensuráveis, ciclos de retorno mais rápidos e muito mais flexibilidade na alocação de seus orçamentos”, afirmou Michael Perica, CFO da Rimini Street. “Um roadmap de software corporativo orientado pelo negócio, e não pelo fabricante, coloca os líderes no controle de onde e quando investir. Isso permite redirecionar recursos de atividades caras e de baixo ROI para iniciativas como os Agentes de IA, que melhorarão a eficiência, fortalecerão a resiliência e apoiarão o crescimento e a inovação de longo prazo.”

Highlight 3: Escassez de talentos e demandas de suporte estão desacelerando a inovação

Quase unanimemente, 98% dos executivos entrevistados relatam que a escassez de talentos em TI impacta sua capacidade de concretizar sua visão tecnológica, e 68% afirmam que o impacto é significativo. Embora 97% digam que seus sistemas de ERP atuais atendem amplamente às necessidades de negócio, o suporte limitado dos fornecedores força equipes internas a dedicar mais tempo à manutenção, atrasando iniciativas estratégicas. Como resultado, 99% dos entrevistados estão terceirizando serviços essenciais de TI, especialmente em cibersegurança, infraestrutura e suporte, para complementar sua capacidade interna e reduzir riscos operacionais. A otimização é outro caminho pelo qual as organizações podem extrair maior valor de seus investimentos em software corporativo e remover obstáculos que atrasam projetos e desaceleram a inovação.

Highlight 4: C-suites estão priorizando resiliência frente ao aumento do risco e às restrições impostas por fabricantes

Todos os entrevistados (100%) indicaram que redução de risco empresarial é prioridade máxima este ano, ressaltando preocupação contínua com ameaças de cibersegurança, interrupções na cadeia de suprimentos e volatilidade econômica. Para aumentar agilidade e resiliência operacional, líderes estão investindo em planejamento de continuidade de negócios (45%), na busca de fornecedores alternativos (45%) e no reforço da força de trabalho (44%). O lock-in de fornecedores permanece uma fonte constante de frustração para 35% dos C-suites, que citam upgrades forçados, flexibilidade limitada e altos custos como barreiras para alcançar objetivos de tecnologia de longo prazo.

“O modelo tradicional de ERP está sendo reimaginado à medida que novas tecnologias, como os Agentes de IA, redefinem expectativas de velocidade, flexibilidade e inteligência”, afirmou Joe Locandro, CIO global da Rimini Street. “Os executivos querem a liberdade de modernizar e inovar em seus próprios termos, sem ficarem presos a ciclos de upgrade ditados por fabricantes que consomem orçamento sem entregar valor proporcional. Ao estabilizar e maximizar a base de ERP já existente, as organizações podem redirecionar tempo e recursos para iniciativas estratégicas orientadas por IA que geram resultados mais relevantes.”

A pesquisa completa está disponível em: C-suite Imperatives: Accelerating Innovation in a Shifting Landscape.

Tendências para 2026: 5 movimentos que vão redefinir o futuro dos home services nos EUA

O mercado americano de home services — que movimenta mais de US$ 657 bilhões por ano — inicia em 2026 a mais profunda ruptura desde a criação dos grandes marketplaces de serviços. Pela primeira vez, instalações, reparos e manutenções passam a seguir padrões de velocidade, precisão e confiabilidade semelhantes aos de setores como e-commerce e mobilidade.

Para identificar os movimentos que realmente devem moldar o comportamento de moradores e prestadores nos próximos meses, a Houser, startup americana com sede na Flórida, analisou tendências tecnológicas, padrões de uso, sazonalidade local e gargalos estruturais do segmento. O resultado aponta cinco transformações centrais que devem remodelar profundamente o mercado.

Segundo o fundador e CEO, Felipe Rossi, “o setor sempre foi lento, manual e imprevisível. Agora, IA, automação e plataformas digitais estão empurrando o mercado para um modelo muito mais ágil, transparente e orientado por dados.”

  1. A ascensão do “Instant Everything”: orçamentos em segundos deixam de ser inovação e tornam-se expectativa

Comportamentos moldados por Amazon e aplicativos sob demanda transformaram a percepção de tempo do consumidor. Em 2026, homeowners passam a esperar respostas muito mais rápidas e objetivas, inclusive em serviços residenciais. A Houser já utiliza tecnologia de IA permitindo que os orçamentos sejam consistentes.

Segundo Rossi: “Velocidade está se tornando um elemento central da experiência. Quanto mais ágil e transparente o processo, maior a confiança e a satisfação do usuário.”

  1. IA deixa de ser suporte e vira o cérebro operacional do setor

A inteligência artificial passa a atuar em toda a jornada, trazendo mais precisão e eficiência ao mercado:

  • triagem do tipo de serviço;
  • análise de complexidade;
  • diagnóstico a partir de fotos ou vídeos;
  • estimativas geradas com agilidade;
  • recomendação do profissional ideal;
  • redução de visitas presenciais desnecessárias.

Com a chegada do Helper, assistente inteligente que orienta homeowners e prestadores durante cada etapa, a experiência se torna mais guiada, intuitiva e previsível.

  1. A era do “Licensed, Verified & Guaranteed”: confiança vira o ativo nº 1

Com o aumento de retrabalho e riscos associados a contratações informais, confiança passa a ser prioridade absoluta. Em 2026, moradores valorizam cada vez mais profissionais licenciados, verificados, avaliados e com histórico transparente de performance.

A Houser contribui para elevar esse padrão oferecendo camadas adicionais de confiabilidade, por exemplo, por meio do score inteligente, que analisa comportamento, desempenho, avaliações e tempo de resposta; PayKeeper, uma solução que traz maior previsibilidade ao fluxo financeiro do prestador; e, por fim, ranking dinâmico que destaca profissionais com histórico sólido.

Rossi reforça: “O consumidor precisa ter clareza sobre quem está entrando em sua casa, e o histórico desse profissional é fundamental para uma experiência segura.”

  1. A jornada 100% digital finalmente substitui o modelo tradicional

Processos que antes dependiam de ligações telefônicas, visitas presenciais e orçamentos demorados dão lugar a jornadas totalmente digitais e integradas.

Em 2026, homeowners esperam:

  • estimativas rápidas,
  • agendamento instantâneo,
  • acompanhamento do trabalho em tempo real,
  • pagamento seguro dentro da plataforma,
  • recibos e confirmações digitais.

Com o Helper, a Houser oferece uma experiência guiada, reduzindo etapas, dúvidas e fricções.

  1. Emergências on demand se tornam uma categoria própria — e a mais acelerada

Problemas que exigem resposta rápida, como falhas em ar-condicionado, aquecimento, elétrica, encanamento e vazamentos no telhado impulsionam o surgimento de uma categoria específica: emergências on demand.

Fenômenos climáticos mais intensos e picos de demanda na Flórida tornam essa vertical uma das mais relevantes do setor.

Esse novo modelo combina: IA para triagem imediata, geolocalização, base verificada de profissionais e disponibilidade em tempo real. Trata-se de uma frente com enorme potencial de expansão em 2026.

O que tudo isso significa para 2026

A convergência entre IA, automação e plataformas digitais inteligentes inaugura uma nova era de eficiência, velocidade e confiança nos serviços residenciais. Pela primeira vez, homeowners começam a experimentar níveis de previsibilidade semelhantes aos de setores mais maduros digitalmente.

Rossi conclui: “Estamos vendo um setor historicamente pouco digitalizado avançar rapidamente para modelos mais eficientes e previsíveis. É o início de um novo padrão mais ágil, seguro e orientado por dados.”

Agentes de IA estão em alta no Brasil

A Inteligência Artificial (IA) deixou de ser apenas uma solução complementar para se tornar um dos pilares estratégicos mais determinantes da economia global. Em poucos anos, ela evoluiu de ferramentas pontuais para sistemas autônomos capazes de tomar decisões, executar processos complexos e interagir com clientes e colaboradores em tempo real. Com isso, a pergunta fundamental mudou: não se discute mais se as empresas devem adotar IA, mas como e em qual ritmo elas conseguem fazer isso de forma estruturada, segura e sustentável.

Essa nova fase é marcada por uma diferença crescente de desempenho entre organizações. Enquanto algumas conseguem transformar IA em resultados concretos, outras enfrentam limitações técnicas e operacionais, impedindo avanços significativos. Nesse cenário, surge um conceito central: maturidade. Essa questão define quais organizações conseguirão capturar valor de longo prazo e quais ficarão presas a ciclos de experimentação pouco produtivos.

Empresas com maturidade tecnológica se destacam

A comparação entre empresas maduras e demais organizações mostra um contraste claro em três frentes: estratégia, infraestrutura e execução. Os negócios de referência adotam uma visão de longo prazo, com metas claras e governança estruturada. Além disso, investem em redes e ambientes de dados preparados para o futuro, evitando gargalos.

De acordo com levantamento da Cisco, enquanto 98% das empresas maduras já projetam suas redes para um ambiente mais complexo e orientado por IA, apenas 46% das demais fazem o mesmo. Essa diferença reflete uma postura de antecipação, característica central das organizações líderes.

Agentes autônomos aceleram essa divisão

“A chegada dos agentes de IA autônomos amplia essa distância. Eles são sistemas capazes de executar processos inteiros sem intervenção humana constante”, destaca a . Diretora de Negócios e Parcerias da Total IP+IA, Ariane Abreu. Mais de 80% das empresas no mundo já priorizam iniciativas com agentes e, dois terços delas, tiveram resultados positivos.

Contudo, somente as empresas mais maduras conseguem escalar esses agentes com segurança, governança e desempenho adequado. Esse movimento consolida a vantagem competitiva dos líderes e expõe a vulnerabilidade das organizações com limitações estruturais.

A “dívida de infraestrutura de IA”: o novo gargalo global

Um dos pontos mais importantes do estudo é a identificação de um obstáculo emergente: a dívida de infraestrutura de IA. Esse passivo se forma quando a empresa adota soluções de sem preparar adequadamente:

  • Ambientes de dados
  • Capacidade de GPU
  • Governança
  • Redes escaláveis
  • Estrutura de segurança apropriada

Os números reforçam a urgência: 54% das empresas não têm redes prontas para escalar a IA, 64% têm dificuldade em centralizar dados e 26% sofrem com capacidade limitada de GPU. No Brasil, 41% das organizações ainda estão nos primeiros estágios de preparação.

As empresas mais maduras compartilham características recorrentes:

Estratégia clara: 99% possuem um roteiro formal de IA e 91% têm um plano de gestão da mudança.

Infraestrutura escalável: 71% afirmam ter redes totalmente flexíveis e 77% vão ampliar data centers.

Execução consistente: 62% já têm processos bem definidos para escalar casos de uso.

Mensuração contínua: 95% monitoram impacto e 71% esperam novas fontes de receita.

Segurança avançada: 87% têm alta conscientização sobre ameaças e 75% protegem agentes autônomos.

Esses elementos constroem uma base sólida para alcançar resultados expressivos em múltiplas frentes: 90% dessas empresas registram ganhos simultâneos em lucratividade, produtividade e inovação.

“Adotar tecnologia não basta. O futuro será definido pela capacidade de escala, governança, segurança e planejamento integrado. Organizações com esses pilares já colhem benefícios significativos e estabelecem padrões no mercado”, explica Ariane.