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Busca por conversas muda jornada do consumidor e pressiona GA4 a revelar tráfego gerado por IA

O comportamento do consumidor está passando pela maior transformação desde a popularização dos smartphones. Assistentes como ChatGPT, Perplexity e Gemini já participam ativamente de pesquisas, comparações e decisões de compra e, em muitos casos, se tornam o primeiro ponto de contato entre marca e usuário. Porém, quase nada disso aparece de forma clara nas métricas do Google Analytics 4. Para a TEC4U, agência especialista em performance digital, essa lacuna cria um desafio crítico para empresas que dependem de atribuição precisa para crescer.

A mudança de hábito do usuário é confirmada por projeções da Gartner, que indicam queda de até 25 por cento no uso de aplicativos até 2027 ao mesmo tempo em que assistentes de IA assumem protagonismo na jornada de descoberta. A busca deixa de ser uma página e passa a ser uma conversa, o que redefine o caminho até os sites e exige novas formas de leitura e categorização de tráfego. Hoje, acessos originados em interações com IA aparecem como referral e not set, mascarando o impacto real desse novo ecossistema.

Para a TEC4U, tratar esse volume como ruído estatístico gera uma visão distorcida do funil de aquisição. Ao não identificar a origem exata do usuário, empresas deixam de entender quais canais realmente geram receita e onde devem investir. A invisibilidade dos assistentes de IA no GA4 cria uma zona cinzenta que compromete análises de desempenho, previsões e estratégias de mídia.

Melissa Pio, CEO da TEC4U, afirma que a falta de visibilidade sobre o tráfego originado por IA pode se tornar uma das maiores dores do marketing moderno. “Estamos vivendo a maior mudança de comportamento do consumidor desde o mobile. Hoje, muita gente descobre produtos, serviços e comparativos dentro de conversas com IA. Se as empresas não conseguirem medir isso, estarão tomando decisões com dados incompletos”, explica Melissa.

A executiva defende que o primeiro passo é reconhecer assistentes de IA como um canal próprio no GA4 e não como uma anomalia ou desvio de classificação. Isso exige criar grupos personalizados de canais, definir regras específicas para identificar padrões de origem e estabelecer critérios para diferenciar acessos vindos de ChatGPT, Perplexity, Gemini e outros sistemas conversacionais. Segundo Melissa, a mudança é estrutural. “Sem um canal dedicado, o tráfego de IA se perde dentro de categorias genéricas e impede qualquer otimização”, afirma.

O cenário se torna ainda mais complexo porque muitos assistentes utilizam navegadores internos ou ambientes de renderização próprios, o que altera a forma como o hit chega ao GA4. Isso aumenta a incidência de registros imprecisos e exige análises complementares, como identificação de picos de tráfego incomuns, padrões de engajamento e comportamento pós-clique. A TEC4U já utiliza métodos combinando leitura técnica e comportamento do usuário para esclarecer essas origens.

Para Melissa, a urgência da pauta é evidente. “ChatGPT já é um canal. Perplexity já é um canal. Mas eles continuam invisíveis para grande parte das empresas. Quando conseguimos medir o impacto real, abrimos espaço para estratégias muito mais eficientes e alinhadas ao comportamento atual do consumidor”, diz a CEO.

A projeção para os próximos anos é que buscas conversacionais se tornem o principal ponto inicial da jornada digital, especialmente em segmentos como e-commerce, educação, serviços financeiros e B2B. A confiança do usuário em respostas de IA cresce rapidamente e, com ela, cresce também a necessidade de métricas capazes de acompanhar essa nova lógica de navegação.

Melissa reforça que a solução não é apenas técnica, mas cultural. “O marketing precisa entender que estamos entrando na era da descoberta assistida. O consumidor não está mais navegando. Ele está perguntando. E quem responde cada vez mais são os assistentes de IA. Se não acompanharmos essa mudança, vamos perder competitividade”, explica.

Para apoiar empresas nesse novo cenário, a TEC4U vem desenvolvendo metodologias, dashboards e rotinas de análises específicas para tráfego gerado por IA. Isso inclui modelagens próprias de clusterização, leitura de comportamento de sessão e validação cruzada entre diferentes assistentes. A agência afirma que medir corretamente essa origem será um dos maiores diferenciais competitivos de 2025 e 2026.

O avanço da IA conversacional como porta de entrada do consumidor é irreversível e cresce todos os meses. O desafio agora é garantir que os dados acompanhem essa mudança. “A questão não é se os assistentes de IA impactam o tráfego e as vendas. A questão é quando as empresas vão começar a medir esse impacto de forma correta”, conclui Melissa.

Tupperware estreia suas lojas oficiais em Marketplaces

A Tupperware Brasil dá mais um passo em sua estratégia de inovação e expansão da conexão com o consumidor. Após realizar a sua primeira Live Shop no Instagram, a marca anuncia o lançamento de suas lojas oficiais nos marketplaces Mercado Livre e Shopee, além da integração de seu catálogo com Amazon e Magalu.

A novidade amplia a presença digital da Tupperware, oferecendo ao público novas formas de acessar seus produtos icônicos com praticidade e credibilidade, em plataformas já consolidadas no varejo online.

O início da operação será gradual: o portfólio contou, inicialmente, com linhas de produtos licenciados e a famosa Big T. Em seguida, novas linhas de sucesso, como Tupper Caixas, utensílios e inovações recentes serão incorporadas, em um movimento estratégico de expansão contínua.

“A presença oficial nos marketplaces representa um marco na nossa jornada digital, ampliando o alcance da marca, fortalecendo a credibilidade institucional e oferecendo mais conveniência ao consumidor. É uma iniciativa complementar à nossa rede de consultores, que continua sendo o coração da Tupperware no Brasil”, afirma Patricia Braga, Diretora de Marketing – Latam da Tupperware.

O Brasil segue agora os passos de outros mercados da região, como o México, que desde 2024 está presente nos marketplaces Amazon e Mercado Livre. O objetivo é acelerar resultados e consolidar ainda mais o relacionamento da marca com os consumidores digitais.

Além de reforçar a presença institucional, a entrada nos marketplaces tem como objetivo conquistar novos públicos, despertar interesse pela marca e fortalecendo todo o ecossistema de vendas.

“Com essa movimentação, a Tupperware reafirma seu compromisso em oferecer soluções práticas, sustentáveis e alinhadas às novas tendências de consumo, tornando sua experiência de compra cada vez mais acessível, conectada e próxima do consumidor”, finaliza Patricia.

Marketing 2026: entre a inteligência artificial e o valor insubstituível do pensamento humano

O ano de 2026 deve marcar uma virada importante no mercado de marketing e comunicação. As transformações aceleradas pela inteligência artificial, pela mudança do comportamento do consumidor e pelo amadurecimento das plataformas digitais vão exigir que empresas adotem modelos mais inteligentes, ágeis e, sobretudo, mais humanos de se comunicar. A análise é do especialista em marketing e estratégias de negócios Frederico Burlamaqui, que ressalta: o futuro do setor não pertence aos entusiastas cegos da tecnologia, mas a quem souber equilibrar inovação com pensamento crítico.

Para Burlamaqui, a Inteligência Artificial deixa de ser apenas uma ferramenta operacional e passa a atuar diretamente no apoio às decisões estratégicas, especialmente no processamento de grandes volumes de dados, análises preditivas e leitura de cenários complexos. No entanto, ele faz uma ressalva importante: “Não somos contra a IA, mas somos absolutamente contra a substituição do capital intelectual humano. Estratégia não se automatiza. Ela se constrói”.

Segundo o especialista, há um entusiasmo excessivo do mercado em delegar à IA tarefas que exigem sensibilidade, repertório e visão de contexto. “Existe a ilusão de que a tecnologia resolve tudo. Em 2026, as marcas que se destacarão serão aquelas que usarem a IA com parcimônia, como ferramenta de apoio, e não como atalho criativo”, afirma.

Burlamaqui defende um marketing mais artesanal, no qual processos estratégicos, criação de conceitos, posicionamento de marca e produção de conteúdo permanecem essencialmente humanos. “Não utilizamos imagens geradas por IA, por exemplo. Preferimos contratar fotógrafos, equipes criativas e profissionais especializados. Redação, design e direção criativa precisam de gente, de olhar, de vivência. A IA entra onde ela realmente agrega: na análise de dados e na leitura de padrões”, explica.

Outra mudança relevante para 2026 é a personalização avançada, impulsionada pela tecnologia, mas guiada por inteligência humana. As plataformas passam a compreender contexto, preferências e momento de compra, permitindo abordagens mais precisas. Ainda assim, Burlamaqui ressalta que a personalização só funciona quando existe estratégia por trás. “O funil não desaparece, ele se adapta. Mas quem define o caminho ainda precisa ser gente”.

Com a explosão de conteúdos gerados automaticamente, ganha força o que o especialista chama de “conteúdo human-first”: narrativas reais, bastidores, vulnerabilidade e profundidade. “O consumidor percebe quando tudo é genérico. Em 2026, autenticidade deixa de ser discurso e volta a ser vantagem competitiva”, diz.

Entre outras tendências que devem ganhar força no próximo ano, Burlamaqui destaca:

  • Social Commerce 3.0 – integração entre conteúdo, venda e atendimento nas plataformas, com a IA apoiando processos, e não substituindo relações;
  • SEO multimodal – otimização para voz, vídeo e imagem, acompanhando a evolução dos buscadores;
  • Comunidades como ativo estratégico – redução da dependência de algoritmos e fortalecimento da confiança;
  • Marcas como hubs educacionais – conteúdo aprofundado, formação e autoridade intelectual;
  • Clean data – gestão ética e transparente de dados próprios diante do avanço das regulações;
  • Experiências híbridas em XR – uso consciente de ambientes imersivos para aproximar o consumidor da experiência real;
  • Marketing de impacto genuíno – propósito sustentado por ações consistentes, e não por narrativas automatizadas.

Para o especialista, 2026 será o ano em que o mercado precisará escolher entre atalhos tecnológicos e construção estratégica de longo prazo. “A IA é poderosa, mas não pensa, não sente e não cria cultura. O diferencial continuará sendo humano. Quem entender isso cresce. Quem delegar tudo às máquinas, perde identidade”, conclui.

Datas duplas transformam o calendário do varejo digital e impulsionam as vendas no Brasil

As chamadas datas duplas, como 10/10, 11/11 e 12/12, estão ganhando força no calendário promocional do comércio eletrônico brasileiro e passaram a ocupar um espaço estratégico nas operações de venda. 

Inspiradas no Singles Day, criado na China pela Alibaba no fim dos anos 2000, essas ações deixaram de ser iniciativas pontuais para integrar um ciclo contínuo de estímulo ao consumo. O formato contribui para organizar melhor os picos de demanda ao longo do ano e reduz a dependência de períodos tradicionais, ao mesmo tempo em que amplia a previsibilidade para o varejo. 

Dados divulgados pelo Hub de Integração Marketplaces Anymarket mostram que o 10/10 em 2025 registrou crescimento de 56% em relação ao ano anterior, valor que mostra o fortalecimento desse modelo para conversão e fidelização.

No setor de casa e decoração, o impacto na rotina é certeiro. “Para as empresas, as datas duplas representam uma oportunidade de planejar micro campanhas com foco em estoque, logística, segmentação de ofertas e experiência do cliente. Para o consumidor, elas significam acesso mais frequentes a descontos, melhores condições de pagamento e ofertas distribuídas ao longo do ano, então eu acho que todo mundo sai ganhando”, afirma Daniela Costa, CEO da Homedock, e-commerce de móveis e soluções para o lar.

Daniela reitera que esse movimento inaugura uma nova etapa no varejo digital brasileiro ao transformar o calendário promocional em um ciclo contínuo que exige planejamento, tecnologia e gestão eficiente. “As empresas que incorporam esse ritmo regular conseguem ampliar presença, suavizar sazonalidades e construir ciclos de venda mais previsíveis e sustentáveis, transformando datas numéricas em vetores de crescimento”, diz. 

A perspectiva também está presente na área de compras da Homedock. Raphael Capuzi, gerente de produto da empresa, reforça que as datas duplas funcionam como um laboratório para inovação e agilidade. “Esses eventos aceleram a percepção sobre comportamento de compra e geram insights importantes para ajustar portfólio, preço e sortimento. A movimentação mais intensa em períodos curtos ajuda a medir a aceitação dos produtos e a entender, em tempo real, o que o cliente busca quando encontra condições atrativas”, revela e acrescenta que trabalhar com picos bem distribuídos estimula decisões mais precisas e fortalece a estratégia comercial ao longo do ano.

6 formas de usar a inteligência artificial para conquistar clientes no Natal e impulsionar as vendas de fim de ano

Com a chegada do fim de ano, o varejo entra no momento mais competitivo do calendário: consumidores estão atentos, decisões são aceleradas e há um volume crescente de interações. Nesse cenário, a inteligência artificial deixa de ser tendência e se torna uma aliada poderosa para quem quer aumentar conversão, fidelizar clientes e criar experiências mais humanas, mesmo em grande escala.  

Como destaca a professora e especialista em CRM, Jholy Mello, a tecnologia potencializa dados, agiliza processos e revela necessidades que nem sempre o consumidor expressa — mas só gera impacto real quando está a serviço de relações mais profundas e autênticas. 

  1. Personalização em tempo real

A IA analisa histórico de compras, comportamento de navegação e preferências individuais para sugerir produtos, ofertas e conteúdos sob medida. Essa personalização deixa de ser um “mimo” e se torna um diferencial competitivo: quando o cliente sente que a marca realmente o conhece, sua taxa de conversão e engajamento aumenta significativamente. A tecnologia permite capturar microintenções — aquele detalhe que o cliente nem comentou, mas que muda sua decisão. 

  1. Automação inteligente do atendimento

Chatbots e assistentes virtuais não servem apenas para responder dúvidas: quando bem configurados, eles ajudam a resolver problemas, direcionar escolhas e reduzir atritos na jornada. A IA melhora o tempo de resposta, libera a equipe para funções estratégicas e garante atendimento consistente em todos os canais. E, quando há necessidade de contato humano, ela identifica o momento exato de escalar para um atendente. 

  1. Segmentação avançada que entende o não dito

A IA é capaz de revelar padrões invisíveis ao olho humano — perfis de consumo, desejos implícitos, gatilhos emocionais e intenções futuras. Para Jholy, esse é o verdadeiro poder do CRM aliado à tecnologia: sair do “quem é meu cliente” para “o que move meu cliente”. Assim, campanhas deixam de ser genéricas e se tornam conversas direcionadas, com mais precisão e menos desperdício de verba. 

  1. Previsão de compras e recomendações inteligentes

Modelos preditivos ajudam a antecipar necessidades antes mesmo que o consumidor manifeste uma demanda. Isso vale para reposição de produtos, sugestões complementares ou até detecção de queda de interesse. Essa proatividade cria experiências surpreendentes e aumenta a satisfação: a marca aparece no momento certo, com a solução certa. 

  1. Otimização contínua da jornada

A IA mapeia gargalos, identifica rupturas e aponta oportunidades de melhoria em toda a jornada do cliente — do clique ao checkout. Em vez de decisões baseadas em achismos, o varejista passa a trabalhar com evidências concretas. Pequenas melhorias no fluxo podem resultar em aumento expressivo de conversão, reduzindo abandonos e ampliando o valor percebido da marca. 

  1. Fortalecimento da fidelização

Programas de pontos, ofertas personalizadas, lembretes, recomendações e experiências exclusivas se tornam ainda mais poderosos com IA. A tecnologia ajuda a criar um relacionamento contínuo, que não depende apenas de datas sazonais. Quanto mais a marca demonstra que presta atenção no cliente, mais ele permanece — e recomenda. 

Pix internacional impulsiona e-commerce brasileiro e atrai fintechs estrangeiras

O avanço do Pix e o crescimento consistente do e-commerce brasileiro estão moldando um novo cenário para o varejo digital e ampliando o interesse de fintechs estrangeiras no mercado nacional. De acordo com o Banco Central do Brasil, foram registradas 72 bilhões de operações no primeiro semestre de 2025, um aumento de 15,2% em comparação ao ano anterior. No mesmo período, o volume financeiro atingiu R$ 59,7 trilhões, crescimento de 14,5% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior.

Paralelamente, o comércio eletrônico segue em expansão. Segundo a ABComm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico), o setor faturou R$ 204,3 bilhões em 2024, com 414,9 milhões de pedidos realizados em todo o país, reforçando a maturidade do varejo digital brasileiro e a demanda crescente porsoluções de pagamento mais ágeis, integradas e escaláveis.

Nesse contexto, o chamado Pix internacional ganha protagonismo. A possibilidade de utilizar o Pix em transações transfronteiriças, seja para compras de consumidores brasileiros em sites internacionais, seja para que empresas globais aceitem o método preferido do público nacional, vem atraindo a atenção de players estrangeiros que buscam ampliar seu acesso ao mercado brasileiro.

Para empresas que desejam operar no Brasil, integrar o Pix significa reduzir atritos, elevar conversão e atender ao comportamento de consumo já consolidado no país. Ao mesmo tempo, abre um novo horizonte para a internacionalização de compras e serviços, ampliando a competitividade das plataformas que se adaptam a essa realidade.
O Pix já faz parte do cotidiano dos consumidores brasileiros, e sua expansão para o ambiente internacional representa uma evolução natural do sistema. Quando empresas globais passam a aceitar o Pix, elas reduzem fricção, aumentam a conversão e se conectam de forma mais direta ao comportamento do consumidor local. Estamos entrando em uma fase em que o Pix não apenas impulsiona vendas dentro do Brasil, mas também fortalece o e-commerce transfronteiriço e aproxima o mercado nacional da economia digital global”, afirma Marlon Tseng, CEO da Pagsmile.

Com o país combinando escala, alta adesão ao Pix e um e-commerce em forte ritmo de expansão, o Brasil se consolida como um dos mercados mais estratégicos para empresas de tecnologia e pagamentos que desejam crescer na América Latina. Nesse contexto, o Pix internacional surge como um dos principais motores dessa próxima etapa.

E-commerce acelera integração de criptomoedas: solução chega para simplificar pagamentos digitais

O comércio eletrônico vive um novo ciclo de transformação com a adoção crescente de criptomoedas como forma de pagamento. De acordo com o Relatório de Adoção de Criptomoedas e Sentimento do Consumidor 2025, 27% dos vendedores online nos Estados Unidos e 42% na Índia já oferecem essa alternativa aos clientes, movimento que sinaliza uma tendência global também no Brasil.

Além de taxas de transação mais baixas — em média abaixo de 1%, contra 2% a 4% cobrados por cartões de crédito —, a tecnologia blockchain elimina o risco de chargeback fraudulento. “As transações em cripto são irreversíveis e seguras, oferecendo tranquilidade ao comerciante e ampliando seu alcance para consumidores de qualquer país, sem barreiras de câmbio ou restrições bancárias”, destaca Ricardo Dantas, CEO da Foxbit.

Para superar os desafios técnicos da implementação, a Foxbit lançou o Foxbit Pay, solução de pagamentos que permite a qualquer loja virtual aceitar Bitcoin e outras criptomoedas de forma simples e segura. Entre os diferenciais, estão:

  • Conversão automática para reais, reduzindo a exposição à volatilidade;
     
  • Checkout intuitivo em desktop e mobile, aumentando a taxa de conversão;
     
  • Integração facilitada com APIs e plugins para as principais plataformas de e-commerce;
  • Liquidação rápida em reais, direto na conta da empresa.
  • “O Foxbit Pay torna a integração tão simples quanto a de um gateway de cartão de crédito, eliminando barreiras técnicas e operacionais”, afirma Dantas.

A empresa acredita que a adoção antecipada será um diferencial competitivo. “Os empresários que iniciarem essa jornada agora estarão melhor posicionados para capturar oportunidades no ecossistema cripto. Começar com uma solução simples e expandir conforme a demanda cresce é a estratégia mais segura e eficaz”, conclui o CEO.

6 usos de IA para criar vitrines personalizadas e aumentar conversão nas vendas de final de ano

As vendas de fim de ano sempre foram um termômetro do varejo, mas nos últimos anos, esse período passou por uma transformação profunda impulsionada pela inteligência artificial. Em vez de vitrines estáticas e campanhas massificadas, o mercado entrou na era da hiperpersonalização, na qual cada consumidor recebe uma experiência única baseada em dados, contexto e comportamento em tempo real. Para varejistas que buscam conversão, diferenciação e eficiência, a IA deixou de ser tendência e se tornou o motor central das jornadas de compra.

Para Thiago Hortolan, CEO da Tech Rocket, spin-off de Revenue Tech da Sales Rocket, com soluções de IA para escalar toda a jornada de vendas, as vitrines personalizadas representam um avanço decisivo ao aproximar dados e experiência de consumo. “O uso estratégico da IA permite que as marcas criem pontos de contato mais inteligentes, relevantes e ajustados ao momento de cada usuário, potencializando tanto o engajamento quanto a conversão”, completa.

A seguir, o especialista destaca os seis pilares que sustentam essa nova fronteira da tecnologia aplicada à receita:

1. Vitrines dinâmicas em tempo real
A IA identifica padrões de navegação, tempo de permanência e sinais de intenção para reorganizar a vitrine instantaneamente. Em datas de alta demanda, essa adaptação contínua reduz fricção, mantém o consumidor engajado e aumenta a probabilidade de compra ao exibir produtos compatíveis com o momento da jornada.

2. Recomendações preditivas e contexto de consumo
Modelos preditivos combinam histórico de compra, buscas recentes, sazonalidade e tendências para exibir sugestões que façam sentido para cada perfil. Essa curadoria personalizada, naturalmente mais relevante, pode elevar em até 20% a taxa de cliques em produtos recomendados durante campanhas de fim de ano, quando a intenção de compra atinge o pico.

3. Criação automatizada de vitrines por perfil de consumidor
A IA categoriza o usuário em segundos (indeciso, comparador, explorador, comprador rápido), e adapta a vitrine com base nesse comportamento. Isso inclui destacar avaliações, organizar coleções temáticas, direcionar ofertas ou simplificar caminhos de compra. Cada perfil recebe um fluxo pensado para diminuir dúvidas e acelerar a conversão.

4. Personalização por canal, dispositivo e microclima de compra
A experiência é ajustada conforme o local de navegação: app, mobile, desktop ou marketplace. Ademais, a IA considera variáveis como horário, localização, demanda logística, clima e padrões culturais regionais. Assim, a vitrine deixa de ser apenas um espaço visual e se torna um ambiente estratégico, conectado ao contexto real do consumidor.

5. Testes automatizados e evolução contínua
A IA conduz centenas de micro testes simultâneos para identificar quais combinações visuais, produtos ou gatilhos funcionam para cada público. Enquanto equipes humanas levariam dias para analisar resultados, ela otimiza a vitrine em minutos, permitindo ajustes precisos durante toda a campanha de fim de ano.

6. Integração com modelos de propensão à compra e abandono
Ao detectar sinais de hesitação ou possível abandono, como navegação lenta, troca de abas ou rolagem irregular, a IA reorganiza a vitrine para reter o usuário com produtos mais atrativos, provas sociais ou benefícios adicionais. Da mesma forma, quando identifica forte intenção de compra, destaca elementos que aceleram a decisão, como urgência, estoque limitado ou ofertas personalizadas.

Nova tendência do varejo: online merge offline (OMO)

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o setor de varejo do Brasil registrou, em 2024, o maior crescimento das vendas em 12 anos, com aumento de 4,7%, sendo este o oitavo ano de expansão e no ritmo mais intenso desde 2012 (+8,4%).

Esses dados apenas corroboram o que já sabemos na prática: o varejo (digital ou físico) é uma das grandes forças motrizes da economia nacional.  O segmento foi (e continua sendo) altamente impactado pelas transformações digitais, demandando adaptações velozes e eficazes dos players no Brasil.

É nesse cenário que vemos surgir o conceito de OMO, ou online merge offline. Trata-se, em linhas gerais, da fusão entre o mundo online e físico para oferecer experiências de compra integradas e sem fricção para o cliente final.

Se antes apostávamos nossas fichas no omnichannel, onde o foco era estar presente em diferentes canais, agora a ideia é que não haja mais uma distância entre esses mundos. Ou seja, a loja física passa a ser tão digital quanto o e-commerce, e o ambiente online deixa de ser apenas uma plataforma de transação para se tornar também um espaço de experiência e jornada de vendas.

Assim como toda mudança, apostar no OMO exige mudanças e atenção a pontos importantes, como avaliar opções de tecnologias integradas (sistemas de gestão, CRM e logística conectados); desenvolver uma cultura centrada no cliente, colocando conveniência e experiência no centro das decisões; e, claro, promover treinamento constante das equipes, já que a jornada híbrida muda o papel do vendedor, que passa de operador de caixa para consultor de experiência.

Por fim, o consumidor híbrido não é uma tendência passageira e deve se intensificar nos próximos anos (e de forma cada vez mais veloz). Portanto, o online merge offline passa a ser um movimento estratégico que redefine o varejo. Onde estará posicionado seu negócio nesse cenário?

*Bruno Padredi: com mais de duas décadas de atuação no mercado de eventos corporativos, Bruno já promoveu mais de 600 eventos para CEOs e C-Levels das principais organizações brasileiras. Como fundador da B2B Match, está à frente da mais exclusiva e impactante plataforma de relacionamento e geração de oportunidades do ecossistema de negócios nacional, desenvolvendo eventos e experiências que já impactaram mais de dois mil tomadores de decisão. 

IA só converte quando parece “gente”, afirmam especialistas

No ambiente corporativo, existe uma linha tênue entre o uso da Inteligência Artificial (IA) e a satisfação dos clientes. Se, por um lado, a IA entrega resultados, não tira férias e consegue lidar com muitos atendimentos simultâneos, por outro, os consumidores ainda sentem falta do toque humano. O relatório Customer Service Trends 2025, publicado pelo portal The Future of Commerce, reforça esse cenário: 60% dos entrevistados afirmam que se sentem frustrados ao perceber que estão falando com uma IA; 58% dizem que trocariam de marca caso não exista uma forma simples de falar com um atendente humano.

“Frases como ‘desculpe pela espera’ ou ‘vou verificar isso para você’ fazem diferença”, comenta Jenifer Calvi, Head de Produto e Negócios da Irrah Tech. “Quanto mais humana a IA parecer, maiores são as chances de criar conexão, gerar confiança e, principalmente, converter”.

Segundo a especialista, a comunicação robotizada, quando o agente não demonstra tom humano e empático, é um dos principais erros cometidos pelas empresas. “Você não quer que o cliente sinta que está falando com uma máquina sem emoção. Respostas secas e excessivamente formais afastam pessoas”, acrescenta.

Outras falhas estruturais também comprometem resultados. A falta de propósito é uma delas. “Sem uma função clara, o agente vira uma caixa-preta. Cada objetivo exige regras, fluxos e conteúdos diferentes. Pense em métricas simples: taxa de resolução, tempo médio de atendimento, conversão de leads. Sem metas, você não sabe se o agente ajuda ou atrapalha”, afirma Jenifer.

O uso de dados ruins é outro ponto crítico. Além de gerar respostas insatisfatórias, a falta de preparo provoca contradições, comprometendo o atendimento, a conversão de leads e até tarefas simples.

“A falta de integração também é uma dor comum. Ter um agente simpático no site não basta. Se ele não sabe preços ou não consegue agendar no calendário, vira conversa vazia. Agentes isolados quebram fluxos”, explica. Jenifer exemplifica: “Imagine um cliente perguntando sobre um pedido e o bot respondendo com suposições. Isso gera retrabalho para o time e frustra o cliente”.

No ranking de erros, ela destaca ainda a ausência de monitoramento contínuo. Depois de publicado, o agente de IA precisa de manutenção diária. “É preciso acompanhar a performance desde o primeiro dia. Pequenas melhorias semanais geram grandes resultados no longo prazo”.

Soluções atualizadas e desenvolvidas especialmente para a criação de agentes conversacionais completos, como o GPT Maker, da IRRAH Tech, plataforma especializada na criação de agentes inteligentes customizados para negócios de todos os portes, surgem para preencher esses gaps. O produto vem se destacando por transformar IAs tradicionais em assistentes capazes de reproduzir linguagem natural, personalidade de marca e comportamentos mais próximos aos de um humano.

A ferramenta permite que empresas treinem seus próprios atendentes digitais, que aprendem com conteúdos internos, ajustam o tom de voz e até incorporam regionalismos. Presente em mais de 70 países, o GPT Maker foi criado para atender diversos setores, do varejo à saúde. “O chatbot funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana. Ele identifica o perfil do público em tempo real e ajusta automaticamente tom e estilo de linguagem, otimizando a interação, fortalecendo o relacionamento e aumentando a proximidade com o usuário”, destaca Jenifer.

A plataforma também facilita a ingestão de documentos e permite controlar quais dados são priorizados, evitando repetições de informações incorretas, tudo isso sem exigir código. Além disso, oferece integração com WhatsApp, Instagram e sites, além de integração via API. O GPT Maker conta ainda com painéis de análise, histórico de conversas e recursos para testes. “O futuro do atendimento não é substituir pessoas, mas potencializar interações”, conclui a especialista.