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Neogrid aprimora solução OSA e eleva gestão de disponibilidade de produtos para varejo e indústria

A Neogrid, ecossistema de tecnologia e inteligência de dados que desenvolve soluções para a gestão da cadeia de consumo, anuncia a integração da funcionalidade On Shelf Availability (OSA), uma das soluções mais avançadas do mercado para gestão de rupturas no varejo e indústria, às plataformas NeoRetail e NeoRetail Ops. A ferramenta transforma dados de vendas e estoque em ações diárias que reduzem rupturas, impulsionam vendas e fortalecem a fidelização do shopper.

O OSA atua como um KPI de disponibilidade de produto em gôndola, permitindo identificar falhas de abastecimento, estoques virtuais e oportunidades de melhoria no fluxo entre centro de distribuição, loja e ponto de venda (PDV). Com base em modelos probabilísticos proprietários que utilizam até dois anos de histórico de vendas, a ferramenta calcula a expectativa de vendas por item, loja e dia, levando em conta variações sazonais e comportamentais.

“O OSA é mais do que um indicador de ruptura – trata-se de uma inteligência operacional que conecta indústria e varejo para atuar de forma preditiva”, explica Leandro Murta, diretor de Inteligência Colaborativa da Neogrid. “A solução transforma dados em decisões práticas, ajudando a reduzir perdas, otimizar estoques e aprimorar a experiência do consumidor. Agora integrada às demais plataformas do nosso ecossistema no NeoRetail, ela se torna ainda mais completa.”

Metodologia Neogrid: precisão e ação em tempo real

A metodologia proprietária da Neogrid aplicada ao OSA parte de duas perguntas essenciais: “quanto deveria ter sido a venda desse produto, nessa loja, nesse dia?” e “como os problemas de OSA impactam as vendas?”. A partir dessas respostas, o sistema combina inteligência estatística e visão operacional para tornar dados em ações concretas.

O processo começa pelo cálculo da expectativa de venda, feito com base em análises probabilísticas que consideram até dois anos de histórico e as variações recentes de demanda. Em seguida, ocorre a classificação dos produtos, que ranqueia os itens de 1 a 15 de acordo com sua importância e desempenho esperado. Essa hierarquização propicia que a solução concentre esforços nos produtos mais relevantes para o negócio.

Com a base comparativa estabelecida, o OSA passa à identificação automática de problemas, destacando os itens cuja performance ficou abaixo da expectativa e apontando suas causas de origem. Por fim, efetua a mensuração de perdas, estimando o potencial de venda não realizado. Essa visão integrada e detalhada garante um diagnóstico preciso da operação capaz de distinguir cenários como estoque zerado sem pedido ao centro de distribuição, ruptura por falha de abastecimento, estoque positivo com baixa performance ou estoque virtual.

NeoRetail e NeoRetail Ops intensificam a colaboração entre indústria e varejo

O NeoRetail e o NeoRetail Ops são módulos complementares que integram visões estratégicas e operacionais da execução no ponto de venda com o NeoRetail, que mostra dashboards com KPIs, evolução de OSA e perdas, rankings de desempenho, mapa de causas e comparativos de mercado.

O NeoRetail Ops, por sua vez, apresenta diagnósticos diários por loja e item, direcionamento de ações corretivas e acompanhamento de execuções de loja com foco em reposição e giro de estoque.

A combinação das duas plataformas possibilita uma colaboração em tempo real entre varejistas e indústrias, consolidando a tomada de decisão baseada em dados e promovendo eficiência em toda a cadeia de consumo.

7 em cada 10 brasileiros se informam pelas redes sociais, mas apenas 17% acreditam no que consomem, mostra pesquisa da PYXYS

Uma pesquisa inédita realizada em todo o Brasil pela PYXYS, mediatech que conecta informação, dados e tecnologia para fortalecer o ecossistema de mídia para publishers, em parceria com a Opinion Box, aponta que mais de 70% dos brasileiros se informam por meio de de redes sociais. O levantamento sinaliza também que o consumo de notícias no Brasil é intenso, 9 em cada 10 se informam diariamente. 

Para Andrés Bruzzone, CEO da PYXYS, o uso severo das redes sociais reflete exatamente no acesso a notícias com maior frequência atualmente. No entanto, apesar de liderarem a busca por notícias, o estudo aponta que apenas 17% da população confiam nestas plataformas e o hábito de acessar diretamente sites tradicionais permanece forte.

Os veículos de mídia tradicionais lideram a confiança. Quase 90% da população acredita no que consome em portais, jornais e emissoras de TV e rádio. “A gente percebe que, quando o portal é confiável, o leitor volta. É simples assim. Um conteúdo bem feito, claro e correto faz a pessoa querer se informar de novo, e isso mantém a audiência”, afirma Andrés Bruzzone.

Influência do canal na decisão de compras

Com uma credibilidade mais alta, os portais de notícias têm impacto direto no consumo: 85,6% dos brasileiros afirmam que já foram influenciados por conteúdos editoriais ao decidir o que comprar. Além disso, para 74% dos entrevistados, a confiança no portal é um fator importante antes de clicar em um anúncio e 64% afirmam que interagem mais vezes com uma propaganda quando consideram o tema da matéria e do anúncio compatíveis

Para Andrés, um ambiente confiável aumenta resultados e a reputação do portal está diretamente ligada à chance de conversão em vendas.

“Ao construir conteúdo em parceria com marcas, unindo informação, dados e contexto, criamos experiências que efetivamente ajudam na jornada de compra. É assim que se transforma a audiência em resultado para portais e parceiros.” aponta Bruzzone.

A pesquisa revela também uma diferença geracional na influência dos portais de notícias sobre compras online. Enquanto 32,58% dos jovens de 16 a 24 anos afirmam que o conteúdo já os levou a realizar uma compra, apenas 16,67% das pessoas com 50 anos ou mais reconhecem terem sido influenciadas.

Preferências de consumo de notícias e formatos

Mesmo diante da preferência por portais de notícias, 1 a cada 5 pessoas afirma que não costuma ler as matérias até o fim. Diante disso, mais de 40% dos brasileiros indicaram uma preferência por textos mais curtos e resumos. “O usuário quer algo ágil e direto. Por isso é importante investir em vários formatos e sair do tradicional, oferecendo conteúdo também nas redes sociais, criando sua própria newsletter e também podcastsdestaca Bruzzone.

Para Andrés, a preferência pelo audiovisual na internet também é grande e já compete diretamente com a TV tradicional. A cada 10 pessoas, 4 não se informam mais por televisão, e quase 60% da população prefere podcasts ou vídeos online. 

A rede social mais popular para se informar é o Instagram, utilizado por mais de 83% dos brasileiros. Em seguida, vem o YouTube, com 71%, reforçando a preferência por ambientes visuais. O TikTok cresce de forma acelerada e já é usado por quase metade do país como fonte de atualização diária.

Bruzzone acredita que o cenário reforça a importância de investir em material informativo de qualidade e aproveitar a força das redes sociais de forma estratégica. “Quando o conteúdo é bem produzido, contextualizado e distribuído nos canais certos, ele informa, engaja e fortalece a credibilidade do portal. Assim os jornais conseguem conectar jornalismo, dados e tecnologia para garantir tanto a rentabilidade com o conteúdo e parceiros como também que as pessoas tenham acesso a informações confiáveis”, finaliza o CEO da PYXYS.

Moda à frente do varejo: o que muda no novo ciclo do setor em 2026

O varejo de moda chega a 2026 com uma característica rara em tempos de instabilidade: consistência. Enquanto o comércio nacional alternou meses de retração e crescimento tímido, o setor de moda manteve um desempenho sólido, acumulando alta de 5,5% em volume e 8,6% em receita no primeiro semestre de 2025, segundo o IBGE. O resultado foi mais que o dobro do crescimento do varejo total no mesmo período, um sinal de que a moda conseguiu se adaptar mais rápido às mudanças do consumo.

Esse movimento não é isolado. O mercado tem mostrado uma nova maturidade, com marcas mais estruturadas, estratégias omnichannel bem estabelecidas e uso crescente de dados na definição de sortimento e precificação. A digitalização do ponto de venda e o avanço do e-commerce, que já representa 78% da evolução de vendas de vestuário entre 2020 e 2024 segundo o IEMI, transformaram definitivamente a relação entre loja física e canal online. A loja continua essencial, mas seu papel agora é focado na experiência, outro ponto fundamental na jornada de consumo.

Somado a isso, a desaceleração do crédito e os juros elevados devem continuar impactando o comportamento de compra em 2026. O consumidor está mais racional, compara preços, prioriza qualidade e responde melhor a marcas que entregam propósito e consistência. Isso exige do varejo um olhar cirúrgico sobre mix de produtos, política de preços e eficiência operacional. A boa notícia é que, mesmo com um consumo mais seletivo, a moda ainda se mantém como um dos setores mais resilientes, e a experiência de compra seguirá como diferencial competitivo.

O desafio passa a ser rentabilidade. O aumento de custos logísticos e operacionais pressiona margens, e a resposta virá de modelos de negócio mais enxutos, coleções com giro controlado e integração genuína entre canais. O foco em dados e previsibilidade será determinante. Quem dominar o estoque, a precificação e o tempo certo de lançamento, verá sua marca crescer de forma sustentável.

Outro ponto que deve ganhar força em 2026 é o fortalecimento de novos canais de venda. O formato de franquias, marketplaces e espaços compartilhados continua crescendo, abrindo oportunidades para marcas regionais expandirem presença física com custos menores. O modelo híbrido, que combina loja de rua (ainda dominante, com 66% dos PDVs, segundo o IEMI) e presença digital, deve seguir como o mais eficiente pela proximidade com o cliente e conveniência.

Sustentabilidade e inovação seguem como pilares de longo prazo. A preocupação com rastreabilidade, matérias-primas responsáveis e ciclos produtivos mais curtos já está deixando de ser discurso e se tornando prática de mercado e, em 2026, o diferencial competitivo estará na capacidade de inovar de forma responsável, seja por meio de tecnologia, novos materiais ou processos logísticos mais inteligentes.

Com tudo isso em mente, é fácil pensar que o varejo de moda a prosperar será aquele que souber unir dados, propósito e eficiência, com agilidade para responder ao consumidor e consistência para sustentar o negócio no médio prazo.

O setor já provou que tem força para crescer acima da média da economia. Agora, o desafio é transformar esse crescimento em solidez, construindo um varejo mais inteligente, digital e conectado com o novo consumidor.

*Allan Soares é CEO e fundador da AKR Brands, holding de moda masculina que reúne as marcas King&Joe, King&Joe Play e K&J Black, com atuação nacional e foco em inovação, gestão e expansão de marcas no varejo.

Nova tecnologia de checkout recupera até 64% de carrinhos abandonados no e-commerce

Varejistas brasileiros registram aumento de até 64% na recuperação de carrinhos abandonados após adotar o Checkout 3.1 da Yever, empresa especializada em soluções de checkout inteligente para e-commerces brasileiros, segundo levantamentos internos da empresa. A tecnologia também tem permitido reduzir em até 27,5% o CAC (Custo de Aquisição de Cliente) e em até 25% o CPA (Custo por Ação). Os números, observados principalmente nos setores de moda e cosméticos, colocam a tecnologia como alternativa imediata para operações pressionadas pelo encarecimento da mídia digital e pela necessidade de decisões mais rápidas e precisas no e-commerce.

Com a disputa por atenção cada vez mais cara, impulsionada pelo aumento de 12,88% no CPC do Google Ads em 2025, segundo levantamento da LocaliQ, e pelo reajuste de 12,15% anunciado pela Meta para 2026, a precisão dos dados tornou-se determinante para a eficiência das campanhas. Nesse ambiente de custos crescentes e queda de previsibilidade, varejistas têm buscado tecnologias que ofereçam mensuração mais confiável e reduzam a dependência da mídia paga. É nesse contexto que o Checkout 3.1 da Yever, integrado e aprovado por Google Ads e Meta Ads, ganhou força ao permitir que lojistas recuperem visibilidade sobre conversões e operem com maior controle sobre o funil de compra.

A tecnologia combina a fluidez do modelo one page com a dinâmica do processo de pagamento em três etapas, criando uma experiência adaptada ao estilo de consumo do público brasileiro. Ao unir a simplicidade de uma página única, que elimina carregamentos e torna a experiência mais rápida, com a lógica de progressão do formato em etapas, que utiliza elementos de gamificação para gerar sensação de avanço, o sistema cria uma jornada mais intuitiva, contínua e eficiente. Como resultado, os abandonos diminuem e o desempenho das vendas online se eleva, reforçando o impacto estratégico do fluxo de finalização de compra para o e-commerce.

Para Andrews Vourodimos, CEO e fundador da Yever, a adoção de checkouts inteligentes reflete uma mudança estrutural no varejo digital brasileiro. “Com os custos de publicidade em alta, rastrear conversões com precisão se tornou essencial para reduzir CAC e garantir sustentabilidade”, afirma. Segundo ele, operações que integram dados de CRM, mídia e processo de pagamento já têm ampliado vendas, reduzido desperdício e aumentado a previsibilidade das campanhas, resultado direto de uma arquitetura mais robusta de dados proprietários, tendência acelerada pelo fim dos cookies e pelas novas regras de privacidade.

O avanço dessas tecnologias indica que o checkout deixou de ser apenas a etapa final da jornada de compra e passou a ter papel estratégico, influenciando desde o custo de aquisição até a qualidade das informações para decisões de negócio. “Soluções inteligentes de finalização de compra já não são apenas um diferencial, mas um elemento central para que os e-commerces operem com eficiência e previsibilidade”, afirma Andrews. A tendência é que essas soluções se consolidem como padrão do setor, impulsionando operações mais precisas, reduzindo perdas e fortalecendo e-commerces sustentados por dados em tempo real.

Downtime custa milhões: por que a resiliência das plataformas financeiras se tornou a chave para o sucesso do varejo

O varejo brasileiro é um dos setores em que a transformação digital acontece de forma intensa. A cada clique, os novos perfis de consumidores esperam jornadas rápidas, intuitivas e seguras, que sejam, de fato, condizentes com a realidade atual. Esse contexto fez com que o sistema financeiro dos varejistas passasse de suporte operacional para ferramenta estratégica de competitividade — ou pelo menos é assim que deveria ser. 

Muitas empresas do segmento ainda não aprimoraram as plataformas de maneira que as transações realizadas nela elevem as experiências de compra. O chamado downtime, que é quando essas tecnologias não estão operando devido a instabilidades, é um obstáculo que se tornou inviável para esse mercado.

Cada minuto que os sistemas estão indisponíveis pode significar milhões em perdas para os varejistas. O “Quality Transformation Report 2025”, relatório divulgado pela Tricentis, traz uma amostra disso ao revelar que 50% das empresas brasileiras possuem gastos anuais de US$ 1 milhão a US$ 5 milhões por conta de falhas em softwares e necessidade de manutenção. A pesquisa ainda aponta, sem coincidência, que o varejo é um dos setores mais impactados por esses prejuízos.

Para completar, as vendas não concluídas e os clientes frustrados são os responsáveis por arranhar as reputações das organizações. Ou seja, a confiança e o próprio trabalho para fidelizar o consumidor, que tende a demorar meses e até mesmo anos para ocorrer em um mercado tão disputado como esse, pode ruir em poucos instantes de inação tecnológica.

Volto a dizer, esse downtime, na maioria dos casos, poderia ser evitado. A resiliência tecnológica precisa urgentemente deixar de ser apenas um recurso técnico e se solidificar como um pilar estratégico dos negócios. 

Digitalizar com eficiência, crescer com qualidadeQuando falamos de digitalização eficiente, não basta apenas oferecer meios de pagamento digitais ou integrar plataformas de checkout: é preciso garantir que as soluções tecnológicas funcionem com estabilidade e alta performance em qualquer circunstância. Sem isso, o consumidor percebe imediatamente a fragilidade da operação e abandona o carrinho antes mesmo que o varejista perceba.

Disponibilidade, continuidade operacional e confiança nas transações são requisitos básicos para sustentar o crescimento e a retenção de clientes no varejo. Mais do que manter os sistemas funcionando, a infraestrutura digital precisa ser robusta o suficiente para suportar picos de demanda, responder rapidamente a incidentes e proteger as operações contra falhas inesperadas. 

Isso significa, por exemplo, adotar práticas como arquitetura modular, uso de APIs robustas e sistemas em nuvem, além de processos que facilitem atualizações contínuas sem impactos operacionais. Ou ainda garantir monitoramento em tempo real, que permite detectar instabilidades antes de afetarem o consumidor, e estratégias de disaster recovery, capazes de garantir a continuidade mesmo diante de falhas críticas.

A própria incorporação da IA (Inteligência Artificial) também já não é mais um bônus, é uma necessidade. Para se ter uma ideia, o relatório da Tricentis aponta que 94% das empresas querem aumentar o uso dessa tecnologia para testes de software na América Latina, enquanto 100% planejam utilizá-la na detecção de falhas e aceleração de processos no Brasil.

Por fim, ainda vale frisar que é essencial mirar esforços em assegurar a integração dos sistemas entre áreas como compliance, engenharia e produto. Dessa forma, o varejista pode crescer sem criar gargalos internos ou riscos sistêmicos que comprometam sua imagem.

Em resumo, garantir robustez e resiliência não deve ser encarado como custo, mas como um diferencial competitivo. Investir em inovação financeira é investir em escalabilidade, sustentabilidade e no futuro do próprio varejo. No fim, a escolha é simples: ou o setor se atualiza hoje, ou ficará vulnerável e para trás amanhã.

*Engenheiro graduado pelo Instituto Mauá de Tecnologia e com atuação no segmento por mais de 8 anos, Felipe migrou para o setor de inovação e finanças ao assumir a gerência de inovação na B2W Digital, onde ao longo de quase 5 anos foi responsável pelo planejamento de investimentos, estudos de viabilidade e análise de redução de custo.

Humanização da IA é chave para vendas: 60% dos clientes se frustram com atendimento robotizado

No atual cenário corporativo, a eficiência da Inteligência Artificial (IA) enfrenta um obstáculo comportamental: a exigência do consumidor por conexões reais. Embora a tecnologia ofereça disponibilidade ininterrupta e alta capacidade de processamento, a falta do “toque humano” tem custado caro às empresas. Segundo especialistas, a IA só gera conversão efetiva quando consegue emular a naturalidade de uma pessoa.

Dados recentes corroboram essa visão. O relatório Customer Service Trends 2025, publicado pelo portal The Future of Commerce, revela um cenário de alerta: 60% dos entrevistados sentem frustração ao perceberem que interagem com uma IA, e 58% afirmam que trocariam de marca caso não encontrem uma via simples para falar com um atendente humano.

O erro da “comunicação robotizada”

Para Jenifer Calvi, Head de Produto e Negócios da Irrah Tech, o maior equívoco das empresas é implementar agentes digitais com linguagem excessivamente formal ou seca.

“Frases como ‘desculpe pela espera’ ou ‘vou verificar isso para você’ fazem diferença. Quanto mais humana a IA parecer, maiores são as chances de criar conexão, gerar confiança e, principalmente, converter”, explica Calvi.

Segundo a executiva, a comunicação robotizada afasta o cliente, criando uma barreira emocional que impede a fidelização.

Os 4 pilares do fracasso na automação

Além da falta de empatia, especialistas apontam quatro falhas estruturais que transformam assistentes virtuais em problemas para o negócio:

  • Falta de Propósito: Agentes sem metas claras (como taxa de resolução ou conversão) tornam-se “caixas-pretas” que não permitem medir se estão ajudando ou atrapalhando.
  • Dados Ruins: A alimentação da IA com informações incorretas ou desatualizadas gera contradições e respostas insatisfatórias.
  • Agentes Isolados (Falta de Integração): Um bot simpático que não tem acesso a preços, estoques ou agendas torna a conversa vazia e inútil. “Imagine um cliente perguntando sobre um pedido e o bot respondendo com suposições. Isso gera retrabalho”, exemplifica Jenifer.
  • Ausência de Monitoramento: A falta de acompanhamento diário da performance impede melhorias contínuas essenciais para a evolução do atendimento.

Soluções focadas em personalidade

Em resposta a essas dores, o mercado de tecnologia tem desenvolvido soluções que permitem a criação de agentes com “personalidade”. Ferramentas como o GPT Maker, da Irrah Tech, ilustram essa tendência. A plataforma, presente em mais de 70 países, permite que empresas treinem atendentes digitais sem a necessidade de programação (no-code).

O diferencial dessas novas tecnologias é a capacidade de ajustar o tom de voz, incorporar regionalismos e aprender com conteúdos internos da empresa. Integradas a canais como WhatsApp e Instagram, essas IAs conseguem identificar o perfil do público em tempo real.

“O futuro do atendimento não é substituir pessoas, mas potencializar interações”, conclui Jenifer Calvi, reforçando que a tecnologia deve servir para fortalecer o relacionamento, e não apenas para reduzir custos operacionais.

Sete pilares estratégicos da NRF para o varejo em 2026

No varejo, o que não muda é o que importa. Essa é a linha de pensamento de Jeff Bezos, fundador da Amazon. Na prática, essa premissa ressalta que, embora o setor seja dinâmico, três pilares devem ser imutáveis: processos sólidos, dados confiáveis e foco total no cliente.

Contudo, muitos varejistas ainda tentam escalar suas operações sobre processos frágeis e sistemas que não calculam a margem real do negócio. Considerando a relevância do setor para a economia mundial e a proximidade da NRF 2026, destaco os sete tópicos centrais que guiarão a próxima edição:

#1 O novo palco da IA: o mercado está acelerado pela Inteligência Artificial. No varejo, a aplicação da IA já abrange desde o marketing personalizado até a operação das lojas físicas. Além de fornecer insights, ferramentas como os Agentes de IA permitem aprimorar a jornada do consumidor e obter um controle rigoroso do Supply Chain.

#2 Lojas físicas e Retailtainment: o conceito de retailtainment (varejo e entretenimento) ganha força. O setor deve utilizar recursos que tornem o atendimento físico uma extensão da marca. Atualmente, as Flagships utilizam IA para oferecer serviços assistidos e criar experiências imersivas que consolidam a fidelidade do cliente de forma criativa.

#3 Eficiência operacional: a eficácia voltada ao consumidor deve ser aplicada também aos processos internos. Tecnologias de gerenciamento dinâmico tornam a operação ágil e sustentável – integrando práticas como reciclagem criativa e logística reversa. A chave aqui é a implementação de processos multifuncionais baseados em uma visão unificada de dados.

#4 Novos modelos de negócios: com a atual dinâmica de mercado, o varejo precisa repensar abordagens que vão do marketing às contratações. Os novos modelos devem ser ágeis para impulsionar a lucratividade. Métodos como buy now, pay later, pagamentos invisíveis e estratégias phygital são elementos fundamentais nessa jornada orientada a dados.

#5 Talentos e cultura: é impossível proporcionar experiências de alto nível sem que a equipe tenha conhecimento e suporte. O setor tem a missão de desenvolver uma cultura empresarial sólida, equilibrando as vozes da diretoria e preservando os valores organizacionais em tempos de mudança. Essa postura é essencial não apenas para reter talentos, mas para fortalecer o time.

#6 Tecnologia e inovação: a IA revolucionou a maneira como os clientes encontram e compram produtos. Agora, o desafio dos varejistas é aplicar práticas éticas e segurança de dados, aproveitando o poder da personalização para elevar o engajamento sem comprometer a privacidade do consumidor.

#7 Liderança do futuro: à medida que a complexidade dos negócios aumenta, a liderança exige novas competências. Líderes que enfrentam diariamente as pressões da concorrência precisam exercer sua função com empatia e visão estratégica, humanizando a gestão em um ambiente tecnológico.

O varejo é um setor de alta relevância econômica e vive de sazonalidades constantes. Por isso, estar atento às tendências da NRF não é apenas uma questão de inovação, mas de sobrevivência competitiva. Em 2026, a diferença entre as empresas que apenas sobrevivem e as que lideram não será a quantidade de tecnologia adquirida, mas a inteligência estratégica aplicada a cada processo. Afinal, crescer é inevitável para alguns, mas prosperar com consistência exige maturidade

Tailan Oliveira é CRO da ALFA.

Empresas adotam estratégias híbridas de segurança e design de confiança; mensagens verificadas registram até 137% de ROI e 70% de leitura

A confiança digital tornou-se fator decisivo na comunicação entre marcas e clientes. Dados levantados pela Sinch — referência mundial em comunicação conversacional na nuvem – mostram que marcas que adotaram mensagens verificadas chegaram a 70% de taxa de leitura e ROI superior a 137%.

Com o avanço de deepfakes e falsificação de voz, remetentes verificados, elementos visuais de marca e autenticação sem fricção definirão a confiança digital. Conteúdos não verificados ou irrelevantes serão filtrados antes de chegar ao usuário.

Diante desse cenário, empresas aceleram a adoção de identidade verificada, elementos visuais oficiais e biometria de voz para garantir autenticidade.

“Não basta ser relevante — é preciso ser confiável. Segurança e verificação serão a nova base da relação entre consumidor e marca”, afirma Mario Marchetti, diretor-geral da Sinch para a América Latina.

A tendência aponta para uma combinação de segurança invisível e sinais de autenticidade visíveis, criando confiança sem fricção.

E-mail ganha nova vida com IA

Embora muitos especialistas tenham previsto seu declínio, o e-mail está longe de desaparecer — ele está evoluindo. A caixa de entrada passa por uma transformação silenciosa, impulsionada pela inteligência artificial e por uma nova lógica de relevância. As caixas de entrada inteligentes filtram conteúdos irrelevantes e priorizarão mensagens verificadas e contextuais. A falta de relevância será clara: se não for confiável ou personalizado, será invisível.

O canal segue como preferência dos consumidores: 77% escolhem o e-mail para receber mensagens promocionais e 50% o utilizam para confirmações e atualizações de pedidos, segundo dados da a pesquisa global The State of Customer Communications 2025, conduzida pela Sinch.

O que muda, porém, é a forma de engajar. Com o avanço das caixas de entrada inteligentes, que priorizam conteúdo útil e conversas de valor, campanhas de disparo massivo tendem a perder espaço para comunicações personalizadas e orientadas por contexto. A expectativa do consumidor acompanha esse movimento: 42% esperam promoções alinhadas às suas preferências e 29% desejam que marcas usem seu histórico de compras para oferecer interações mais relevantes.

Nesse novo cenário, o e-mail deixa de ser apenas um canal informativo para se transformar em um espaço de diálogo contínuo, onde assistentes digitais aprimoram o timing, o conteúdo e a personalização — recompensando marcas capazes de entregar valor com precisão, e não volume.

Produtividade e segurança em armazéns: é possível unir os dois?

Em um cenário logístico cada vez mais dinâmico, a fronteira entre segurança e produtividade continua sendo testada diariamente. Imagine a seguinte cena: um operador de empilhadeira movimenta pallets enquanto um colaborador atravessa a área do armazém. Surge um risco iminente de colisão em fração de segundos, o operador precisar reduzir a velocidade bruscamente, diminuindo o ritmo da operação. Situações como essa ainda são mais frequentes do que deveriam, e revelam um dilema persistente: como manter a eficiência das operações sem abrir mão da segurança do trabalho?

Durante décadas, segurança e produtividade foram tratadas como objetivos conflitantes. Medidas tradicionais, como redução drástica de velocidade, segregação rígida de rotas e excesso de sinalizações, muitas vezes eram vistas como barreiras à fluidez da operação. Por outro lado, cada acidente gera não apenas impactos humanos irreparáveis, mas também custos financeiros expressivos. Os números reforçam essa realidade. Segundo a OSHA (Occupational Safety and Health Administration), acidentes com empilhadeiras causam cerca de 34.900 ferimentos graves e 85 mortes estimadas por ano apenas nos Estados Unidos.

No Brasil, estima-se que ocorram mais de 15 mil acidentes envolvendo empilhadeiras anualmente (dados da ABRALOG e do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho, 2023). Além das perdas humanas, a Escola Nacional de Administração Pública (ENAP) aponta que os acidentes de trabalho geram mais de R$ 15 bilhões em custos anuais no país, somando despesas diretas e indiretas. Tecnologia como fator de convergência A digitalização das operações logísticas transformou a segurança em uma aliada da performance. Soluções modernas demonstram que é possível unir produtividade e proteção por meio de dados, visibilidade e controle em tempo real, sem comprometer o ritmo da operação. O diferencial está na precisão da tecnologia.

Ao utilizar UWB (Ultra Wideband), por exemplo, sistemas como o Aura conseguem criar zonas de proteção inteligentes com alcance de até 150 metros e precisão centimétrica, superando barreiras físicas como paredes e porta-pallets, algo que tecnologias convencionais não conseguem entregar com confiabilidade. Na prática, isso se traduz em segurança ativa sem interrupções desnecessárias: alertas contextuais são acionados apenas quando há risco real, evitando a “fadiga de alerta” nos operadores e mantendo a fluidez quando o ambiente está seguro. Dos dados à eficiência operacional A grande virada de chave, no entanto, acontece quando a tecnologia de segurança começa a gerar insumos para a produtividade.

O rastreamento preciso de pessoas e máquinas não serve apenas para evitar colisões, mas para gerar uma inteligência operacional inédita. Ferramentas analíticas integradas a esses sistemas, como o Aura Tracking, utilizam Inteligência Artificial para transformar movimentações em mapas de calor e diagramas de espaguete. Isso permite ao gestor visualizar, em tempo real, onde ocorrem os maiores fluxos, deslocamentos excessivos, gargalos ou colaboradores fora de suas áreas de trabalho. O resultado é uma gestão baseada em evidências, não em suposições. É possível redesenhar o layout do armazém, ajustar fluxos de trabalho e identificar desperdícios operacionais com base em padrões reais de comportamento.

Empresas que adotam essa visão integrada, unindo IoT, UWB e IA, relatam resultados consistentes, como redução de até 80% nos quase-acidentes, diminuição entre 50% e 70% nas paradas não planejadas e ganho médio de 25% na produtividade dos operadores. Além disso, garantem maior aderência às normas regulamentadoras (como NR-11 e NR-12), reforçando práticas de ESG. A antiga dicotomia entre segurança e produtividade ficou para trás. A tecnologia hoje prova que um ambiente seguro é, por definição, um ambiente mais produtivo e competitivo.

*Vitor Rocha é especialista em marketing e analista na LogPyx. Sobre a LogPyx A LogPyx é uma startup especializada em soluções tecnológicas para a intralogística industrial. Com sede em Belo Horizonte, desenvolve sistemas que integram automação, rastreabilidade e segurança operacional para pátios, armazéns e áreas produtivas. Suas soluções aumentam a eficiência dos processos, reduzem custos e promovem ambientes mais organizados e seguros para pessoas, veículos e ativos.

Setor de segurança eletrônica fatura R$ 14 bilhões e incorpora IA em 64% das soluções

O mercado de segurança eletrônica brasileiro tem experimentado um crescimento robusto, com destaque para a crescente adoção de inteligência artificial (IA) como elemento central nas soluções do setor. Em 2024, o faturamento médio do mercado atingiu R$ 14 bilhões, marcando um aumento de 16,1% em relação ao ano anterior, conforme dados da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese). Ainda segundo o estudo, o uso de IA nas soluções de segurança avançou de 54% para 64,3% em apenas um ano, evidenciando a crescente demanda por tecnologia capaz de aumentar a eficiência e a escalabilidade das operações.

A IA, por exemplo, proporciona um monitoramento inteligente, redução de custos e maior assertividade nas operações. Segundo Lucas CinelliCEO da Octosplataforma SaaS de inteligência artificial em nuvem voltada para o setor de segurança eletrônica, essa ferramenta está se tornando um requisito indispensável na segurança eletrônica. “Somente com IA e nuvem podemos focar apenas nas ocorrências reais, liberando os humanos para decisões mais estratégicas e eficazes. Integrá-las ao monitoramento de segurança é fundamental para aumentar a eficiência das operações e acompanhar a escalabilidade das demandas do mercado”, afirma.

A Octos, tem se destacado nesse cenário. A empresa desenvolveu uma plataforma de análise de vídeo inteligente que já está integrada a sistemas de vigilância em todo o Brasil, com mais de 50 clientes e monitoramento de mais de 3 mil câmeras, conseguindo prevenir mais de 100 crimes e reduzir em cerca de 70% os alarmes falsos. Além disso, sua solução consome até dez vezes menos banda de internet que as alternativas concorrentes, permitindo uma operação mais escalável e de maior safistação.

Lucas Cinelli também enfatiza o impacto da IA em áreas específicas, como a portaria remota em condomínios e o monitoramento de varejo. “A IA possibilita a substituição ou o apoio aos vigilantes, permitindo a autorização de acesso 24/7 e notificações em tempo real, tudo sem aumentar os custos operacionais. No varejo, o uso de analytics de vídeo permite rastrear itens de valor, mapear o fluxo de clientes e prevenir furtos nas redes de lojas”, explica.