InícioNotíciasDicasSua empresa saberia reagir a um ataque cibernético hoje?

Sua empresa saberia reagir a um ataque cibernético hoje?

Ataques cibernéticos recentes voltaram a chamar a atenção para uma realidade que preocupa empresas de todos os portes: muitas organizações ainda encontram dificuldades para reagir quando a invasão já aconteceu. O tempo necessário para conter o incidente, restabelecer sistemas e manter a operação funcionando pode definir a dimensão dos prejuízos. Segundo levantamento da Check Point Research, divulgado em julho deste ano, organizações brasileiras sofreram, em média, 4.001 ataques cibernéticos por semana no primeiro semestre de 2026, um crescimento de 44% em relação ao mesmo período de 2025.

“Grande parte das empresas investiu em proteção, mas poucas investiram na capacidade de resposta. Quando um incidente acontece, não basta ter tecnologia. É preciso saber quem assume a liderança, quais sistemas têm prioridade, como isolar o ambiente comprometido e como manter a operação funcionando enquanto o problema é tratado. Sem esse preparo, o prejuízo cresce antes mesmo de a empresa entender a dimensão do incidente”, afirma Larissa Thomaz, Business Development Manager (BDM) da Unentel.

Banner promocional da Forhold para gestão de varejo com convite para teste gratuito de 30 dias

A primeira medida recomendada é estruturar um plano de resposta a incidentes antes que uma crise aconteça. O documento deve definir quem toma as decisões, quais áreas precisam ser acionadas imediatamente, como será feita a comunicação com clientes, fornecedores e autoridades e quais sistemas precisam ser restabelecidos primeiro. Quando essas definições já existem, a empresa consegue responder de forma mais rápida e reduzir o tempo de indisponibilidade das operações.

Além da definição dos processos, é importante que esse plano seja colocado em prática por meio de simulações periódicas. Os exercícios ajudam a identificar falhas antes de uma situação real e permitem que as equipes atuem de forma coordenada durante um incidente. Também fazem diferença o monitoramento contínuo dos ambientes, a revisão de acessos privilegiados, a manutenção de cópias de segurança protegidas contra ransomware, a segmentação da rede para evitar a propagação do ataque e o registro das ações adotadas ao longo da resposta, facilitando análises posteriores e o cumprimento de eventuais exigências regulatórias.

Os impactos de uma resposta desorganizada podem ultrapassar a interrupção das operações. De acordo com informações publicadas no portal oficial do Governo Federal, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) instaurou, em julho deste ano, um processo sancionador para apurar falhas na proteção de dados de cerca de 500 mil pacientes após um ataque de ransomware contra uma organização social responsável pela gestão de unidades públicas de saúde. O episódio mostra que um incidente cibernético pode gerar desdobramentos regulatórios, financeiros e reputacionais que permanecem mesmo depois da recuperação dos sistemas.

“A recuperação de um ataque não termina quando os sistemas voltam ao ar. Ela termina quando a empresa consegue restabelecer suas operações com segurança e preservar a confiança de clientes, parceiros e do mercado. Planejamento, testes frequentes e processos bem definidos continuam sendo os fatores que mais reduzem o tempo de resposta quando um incidente acontece”, conclui a especialista.

E-Commerce Update
E-Commerce Updatehttps://www.ecommerceupdate.com.br/
A E-Commerce Update é uma empresa de referência no mercado brasileiro, especializada em produzir e disseminar conteúdo de alta qualidade sobre o setor de e-commerce.
MATÉRIAS RELACIONADAS

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

RECENTES

MAIS POPULARES

RECENTES

MAIS POPULARES

RECENTES

MAIS POPULARES