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YouTube e TikTok movimentam o e-commerce brasileiro e prometem recordes na Black Friday

O e-commerce brasileiro entra em uma nova fase, marcada pela integração entre entretenimento e consumo. O avanço de ferramentas como o TikTok Shop e o YouTube Shopping está transformando a forma como os consumidores descobrem produtos e tomam decisões de compra e a Black Friday 2025 promete ser o grande teste de força desse novo modelo de vendas.

Com o YouTube Shopping, usuários podem adquirir produtos diretamente em vídeos, transmissões ao vivo e Shorts, sem sair da plataforma. A proposta é clara: reduzir as barreiras entre interesse e conversão, oferecendo uma experiência de compra fluida e instantânea. O movimento acompanha a tendência inaugurada pela rede social chinesa, lançada no Brasil em maio, que popularizou o conceito de social commerce ao combinar a lógica do conteúdo espontâneo com a conveniência da compra imediata.

A principal diferença dessas plataformas em relação ao e-commerce tradicional está no modelo de descoberta. Em vez de buscar ativamente um produto, o consumidor o encontra de forma orgânica, dentro de narrativas que despertam identificação. O resultado é um consumo mais emocional, impulsionado pela confiança nos criadores de conteúdo, um fator que vem redefinindo as estratégias de marketing digital e de varejo no país.

Esse movimento ocorre em um contexto de alta expectativa de consumo. A Pesquisa de Intenção de Compra – Black Friday 2025, realizada por Tray, Bling, Octadesk e Vindi, mostra que 70% dos brasileiros já se planejam financeiramente para a data e 60% pretendem gastar acima de R$ 500, enquanto 32% ainda deixam a decisão para a última hora. O dado reforça o potencial das plataformas sociais para capturar esse público indeciso, oferecendo estímulos visuais e experiências de compra simplificadas.

Para Rebecca Fischer, co-fundadora e Chief Strategy Officer (CSO) da Divibank, estamos diante de uma transformação profunda no comércio internacional e na psicologia do consumo. “A fábrica virou influenciadora. O conteúdo virou canal de vendas. E o consumidor, cada vez mais consciente e digital, está disposto a experimentar, mesmo que isso signifique repensar tudo o que sabia sobre marcas”, afirma.

Ao unir entretenimento, influência e conveniência, o social commerce desponta como o novo motor do varejo digital brasileiro. Na Black Friday deste ano, a tendência é que YouTube e TikTok se consolidem não apenas como espaços de interação, mas como verdadeiros canais de conversão, onde o conteúdo deixa de ser apenas vitrine e passa a ser o próprio carrinho de compras.

Orquestração Inteligente: Da automação ao ecossistema coordenado pela IA

Durante décadas, a automação representou o ápice da eficiência operacional. Automatizar significava programar sistemas para executar tarefas repetitivas, liberando o tempo humano para atividades mais estratégicas. Hoje, contudo, estamos testemunhando uma transformação ainda mais profunda: a transição da automação para a orquestração inteligente. Não se trata mais apenas de sistemas que executam comandos, mas de ecossistemas adaptativos nos quais múltiplos agentes de Inteligência Artificial (IA) coordenam, aprendem e otimizam processos complexos de forma autônoma. Esta mudança está redefinindo como as organizações operam e compete, especialmente na América Latina, onde a adoção dessas tecnologias cresce de forma acelerada.

A automação trouxe até aqui ganhos visíveis de eficiência, repetibilidade e escalabilidade. E isso mesmo antes do ganho de tração que começa a ser obtido pela chamada IA Agêntica. Agentes de IA não são meros executores de entradas humanas: eles alçam voo rumo à autonomia. Diferente dos Grandes Modelos de Linguagem (LLMs) que respondem a comandos ou prompts, agentes podem tomar decisões autônomas para alcançar objetivos, integrar via APIs com outros sistemas, coordenar fluxos de trabalho complexos, negociar, priorizar tarefas e ajustar trajetórias conforme novas informações ou restrições. Em resumo: a IA deixa de ser ferramenta reativa e passa a ser colaboradora proativa.

Dados recentes revelam tanto o entusiasmo quanto os desafios dessa transição. No Brasil, 62% das empresas brasileiras já utilizam agentes de IA em suas operações, segundo uma pesquisa. Além disso, um estudo indica que 93% dos executivos de software já desenvolvem – ou planejam desenvolver – agentes personalizados de IA, com benefícios esperados como maior produtividade, qualidade do código, escalabilidade de projetos e melhoria nos testes.

A orquestração de IA representa um salto qualitativo em relação aos modelos tradicionais. Enquanto a automação clássica segue scripts predefinidos, a orquestração envolve a coordenação de vários agentes de IA especializados em um sistema unificado para alcançar objetivos compartilhados com eficiência. Cada agente concentra-se em uma função específica, coordenado por um controlador central que gerencia a comunicação, a delegação de tarefas e a integração de resultados. Essa abordagem permite que empresas maximizem a eficiência e evitem o caos de soluções desconectadas ou sobrepostas, criando fluxos de trabalho verdadeiramente inteligentes e adaptativos.Do ponto de vista da experiência do cliente (CX), a orquestração inteligente também oferece saltos. No Brasil,

um relatório aponta que atualmente cerca de 30% dos casos de atendimento já são resolvidos pela IA, com previsão de que esse número chegue a 50% em dois anos. Também se estima que a adoção de agentes de IA traduza-se localmente em ganhos de 23% na satisfação do cliente, 20% de aumento em receita por upsell e redução de 20% nos custos de serviço. Porém, apesar das oportunidades, há importantes vetores de risco e obstáculos que não podem ser ignorados. A confiança nos agentes de IA autônomos despencou de 43% para 27% entre líderes corporativos no último ano, de acordo com levantamentos internacionais.

O que torna os agentes de IA únicos é sua capacidade de determinar, de forma autônoma, como atingir objetivos definidos pelos usuários. Não por acaso, muitos analistas consideram os fluxos de trabalho dos agentes de IA como uma das tendências mais importantes da tecnologia atual, potencialmente trazendo mais progresso do que a próxima geração de modelos básicos. A diferença fundamental está na autonomia: enquanto um modelo de linguagem grande pode gerar listas ou itinerários, um agente de IA pode procurar, comparar, negociar e até mesmo executar reservas, aprendendo sobre o contexto do usuário ao longo do tempo. Eles são a ponte entre a automação e a autonomia, acionando outros agentes ou serviços via APIs para resolver problemas complexos.

Muitas empresas ainda não têm uma infraestrutura de dados madura, faltam roteiros claros de implementação, ou enfrentam barreiras de governança, ética e responsabilidade. Para que a orquestração inteligente se torne realidade, é preciso investimento em três frentes simultâneas: tecnologia, talento humano e governança.

Do lado tecnológico, integração entre sistemas de IA, agentes autônomos, interoperabilidade via APIs, arquitetura robusta e monitoramento contínuo são essenciais. De talento humano, surge a necessidade de formação de novas especialidades – engenheiros de agentes, arquitetos de IA, engenheiros de prompt – e requalificação das equipes existentes. Na governança, definir claramente quais decisões podem ser tomadas autonomamente, estabelecer salvaguardas de privacidade, segurança, mitigação de vieses e auditoria de decisões é fator crítico.

Como bem observou Bill Gates, os agentes de IA mudarão fundamentalmente como interagimos com os computadores, revolucionando a indústria de software e trazendo a maior revolução na computação desde que passamos da digitação de comandos ao toque em ícones. Mas para que essa revolução seja sustentável e benéfica, devemos garantir um desenvolvimento responsável, abordar questões éticas e promover um futuro em que a IA contribua para um mundo melhor, trabalhando em conjunto com o engenho humano, não substituindo-o.

A orquestração inteligente não apenas amplia a automação, mas redefine os modelos de operação. Ela não é o fim da jornada humana no trabalho, mas o início de uma nova era de colaboração entre humanos e máquinas, na qual a expertise de cada um potencializa a do outro. Por isso, organizações que adotam ecossistemas adaptativos de IA estarão aptas a responder com agilidade às mudanças de mercado, personalizar experiências em escala, otimizar custos, e liberar os seres humanos para atividades de maior valor – criatividade, empatia, julgamento estratégico.

A transição que se impõe exige coragem, liderança e visão de longo prazo, porém os primeiros sinais mostram que quem lidera esse movimento poderá colher diferencial competitivo substancial, especialmente na América Latina, onde muitos mercados ainda estão em estágio inicial dessa transformação.

Boost Marketplace chega ao mercado para impulsionar resultados de vendas nos maiores marketplaces do país

A Boost Marketplace acaba de chegar ao mercado, com o principal objetivo de impulsionar resultados de vendas nos maiores marketplaces do país. Por meio de projetos sob medida em três frentes, sendo catálogo, performance e planejamento estratégico, a empresa  se posiciona como um parceiro para a otimização de recursos, trabalhando lado a lado com seus clientes para acelerar resultados, aumentar visibilidade e maximizar faturamento.

Idealizada e fundada por Mariana Mantovani, que possui mais de 15 anos de experiência em e-commerce e marketplace, liderando times estratégicos em grandes empresas de diversos segmentos, a Boost entrega soluções que passam por Diagnóstico e auditoria de performance; otimização de catálogo, estratégia de pricing; criação e execução de campanhas de marketing; Planejamento comercial para datas estratégicas (ex: Black Friday); e Treinamentos e capacitação de times internos.

“Não nos consideramos apenas uma consultoria, mas sim parceiros de crescimento. Em nosso manifesto destacamos que não oferecemos pacotes prontos, mas criamos estratégias sob medida para que as marcas performem e vendam mais dentro dos marketplaces. Tudo é alinhado e turbinado: catálogo, marketing e vendas. Queremos transformar marketplaces em canais realmente estratégicos de receita para nossos clientes”, explica Mariana.

Os principais diferenciais da Boost consistem no Atendimento personalizado e próximo, adaptado à realidade de cada cliente; Experiência executiva em grandes players de e-commerce; Modelo ágil, com diagnóstico rápido + plano de ação prático; Equilíbrio entre estratégia e execução; e um Olhar 360° para o negócio.

Com investimento bootstrapping, a Boost possui em seu portfólio empresas do setor de saúde/ bem-estar e eletrônicos, e pretende expandir para outros segmentos que enxergam o marketplace como canal estratégico. Além disso, a empresa segue atualizada com tendências como Social commerce e live commerce; Inteligência artificial aplicada em precificação, mídia e atendimento; e Integração logística cada vez mais decisiva (full, same day delivery).

“O mercado de marketplaces brasileiro é maduro, com crescimento muito impulsionado pela pandemia, e concentrado em grandes players (Mercado Livre, Amazon, Magalu, Americanas, Shopee). A competição é alta, as margens estão cada vez mais apertadas, a exigência dos clientes sobre nível de serviço é altíssima e a profissionalização se tornou questão de sobrevivência. Quem não evolui e se desenvolve, fica para trás”, finaliza Mantovani.

AP Digital Services lança solução baseada em Inteligência Artificial que reduz em até 98% o processo de mudança do CNPJ

A AP Digital Services, empresa de tecnologia e consultoria especializada em serviços digitais, lança uma solução baseada em Inteligência Artificial que reduz em até 98% (10 a 12 semanas para 2 a 6 horas) o tempo para os processos de mudança de Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) previstos na Reforma Tributária, em vigor a partir de janeiro de 2026.

Intitulada ModernizeAI, a solução automatiza a identificação, alteração e validação de usos de CNPJ em sistemas legados no prazo determinado e garante 100% de conformidade com as novas regulamentações tributárias, evitando multas que podem chegar a  R$ 50 milhões.

“As novas regras sobre o formato do CNPJ impõem uma adequação técnica e regulatória complexa em sistemas corporativos. Os sistemas que não estiverem preparados podem ter interrupção operacional quando a mudança entrar em vigor, causando problemas críticos nos processos”, afirma Luciana Miranda, COO e CMO da AP Digital Services.

Tecnologia inserida no ModernizeAI

O ModernizeAI oferece uma solução automatizada de ponta a ponta, sem intervenção manual, utilizando 16 agentes de Inteligência Artificial que atuam de forma colaborativa para modernizar os CNPJs das empresas:

  • Equipe de análise:  nove agentes são responsáveis por clonagem segura de repositórios, extração de configurações, descoberta e priorização de arquivos e análise de arquitetura.
  • Equipe de implementação: sete agentes são responsáveis por planejamento de implementação, geração automática de código modernizado, migração de dados, criação de testes automatizados e validação final de conformidade.

“Com a identificação automatizada de 100% dos pontos de uso de CNPJ em plataformas heterogêneas de bancos de dados, documentação técnica atualizada e monitoramento constante pós-implementação, o ModernizeAI elimina o esforço manual e aumenta a produtividade das empresas”, destaca Luciana Miranda.

Benefícios mensuráveis do ModernizeAI

Além da redução de até 98% no tempo para processos de mudança de CNPJ, outros benefícios proporcionados pelo ModernizeAI são:

  • Precisão na detecção de padrões: a solução possui uma taxa de precisão de 95% na detecção de padrões de CNPJ, sem incidência de  falsos negativos.
  • Redução de custos: a solução reduz em até 85% os investimentos necessários para a modificação de CNPJ, incluindo profissionais e infraestrutura técnica.
  • Segurança e controle: a solução possui recursos para backups automáticos e versionamento que asseguram a rastreabilidade e a capacidade de recuperação dos dados.

“Nossa missão é transformar o futuro digital das empresas, permitindo que elas se adaptem às novas regulamentações de forma eficiente e sem riscos neste momento de diversas incertezas  diante da Reforma Tributária. Nosso objetivo é dar às equipes de tecnologia a previsibilidade necessária para a mudança de CNPJ”, conclui a COO e CMO da AP Digital Services.

Novo serviço de entregas nacionais entre Loggi e Uber expande para seis novas cidades em todo o Brasil

A Uber e a Loggi, referência em entregas no Brasil, anunciam a expansão para seis novas cidades em todo o Brasil do novo serviço integrado entre as empresas, o Envio Nacional. A partir de agora, clientes das cidades de Fortaleza, Brasília, Belo Horizonte, Recife, Goiânia e Porto Alegre podem fazer envios nacionais de pacotes via app da Uber, sendo a coleta e a entrega realizadas pela operação da Loggi, para mais de 5,5 mil municípios de todo o Brasil.

A chegada em novos polos estratégicos do país se junta às cidades onde o serviço já estava em operação, sendo elas São Paulo (SP), Campinas (SP) e Curitiba (PR).

“Essa nova fase de expansão representa mais um passo importante da parceria ao oferecer mais uma opção aos clientes para simplificar a experiência de envio nacional de pacotes. Juntando expertises, da Uber em mobilidade e nossa em logística, ampliamos o leque de serviços, permitindo que qualquer pessoa ou empresa se beneficie de soluções rápidas, com qualidade e eficiência no envio de pacotes”, explica Viviane Sales, vice-presidente de Clientes e Receitas da Loggi.

Entre os principais benefícios do lançamento está a comodidade e praticidade de solicitar envios nacionais sem sair de casa ou da empresa, tudo pelo aplicativo da Uber, contando com o rastreamento de todo o processo, previsibilidade de data de entrega e segurança para envios de longa distância. Para os usuários e empresas clientes, o uso do Envio Nacional ajuda a poupar tempo para focar no que realmente importa.

“O Envio Nacional é uma solução que faltava no mercado brasileiro, e que só foi possível graças à junção de duas empresas que são referência nas suas áreas de atuação. Levar esse produto a mais cidades em diferentes regiões do País nos anima pela possibilidade de mais pessoas e empresas poderem acessar a comodidade e a eficiência que o Envio Nacional oferece, com confiabilidade e mais tempo livre para se dedicarem às suas prioridades”, ressalta Laura Lequain, head de Operações da Uber no Brasil.

Como funciona o Envio Nacional

Pelo aplicativo da Uber, é possível selecionar a opção Envio Nacional para envio de pacotes – incluindo uma ampla diversidade de produtos como moda, cosméticos, artigos esportivos, brinquedos, livros, eletrônicos, perfumaria, acessórios para pet, etc. Os itens serão coletados pela Loggi, entrarão na operação e na malha da empresa, para depois distribuição e entrega nacional.

Todo o envio poderá ser acompanhado diretamente pelo aplicativo da Uber. Além disso, caso o usuário tenha dúvida ou precise de suporte sobre o pedido, ao acessar uma viagem de Envio Nacional na seção “Atividade” do próprio aplicativo Uber, poderá acionar a Lori, canal da Loggi com Inteligência Artificial Generativa para atendimento conversacional com os clientes, que fornecerá de forma interativa os direcionamentos personalizados para cada caso. Em situações que precisam de acompanhamento mais específico, o usuário será direcionado para os atendimentos humanos para tratativas e resoluções.

O outro lado da Black Friday: estratégias para conter a inadimplência no B2B

Por Alessandro Holthausen, gerente de Customer Sucess & Relacionamento da Global

O brilho das promoções da Black Friday costuma se apagar rápido quando chegam as faturas e os boletos de início de ano. Entre gastos por impulso e renda extra temporária, muitos consumidores entram em janeiro já endividados — e esse efeito em cascata pressiona não apenas as famílias, mas também o caixa de varejistas e fornecedores. Para se ter uma ideia, em 2024 as vendas no varejo físico cresceram 17%, e o e-commerce avançou 9% em relação a 2023, superando patamares pré-pandemia, de acordo com o Índice Cielo do Varejo Ampliado.

Isso significa que a Black Friday é uma data poderosa para tracionar vendas, mas que também pode levar muitos a comprar por impulso e gastar mais do que podem pagar. O problema é agravado porque o final do ano costuma trazer renda extra temporária, como 13º salário e bonificações, dando falsa sensação de folga financeira. Em janeiro e fevereiro, o consumidor tem que lidar com uma avalanche de contas inadiáveis, que incluem impostos, escola dos filhos, entre outros compromissos.

De fato, o número de consumidores com contas atrasadas cresceu consistentemente entre novembro de 2024 e março de 2025. Em novembro passado, eram 68,62 milhões de inadimplentes (41,51% da população adulta), subindo para 69,66 milhões em março, o equivalente a 42,01% da população adulta, de acordo com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).  

Impactos para a inadimplência B2B

O aumento da inadimplência pós-Black Friday repercute também nas relações B2B, especialmente entre grandes redes varejistas e seus fornecedores. Isso ocorre porque, se o consumidor final atrasa ou dá calote, o varejista pode enfrentar um aperto de caixa e atrasar pagamentos de pedidos feitos a fabricantes e distribuidores.  

Empresas que oferecem crediário próprio ou parcelamento sem intermediários acabam carregando em seu balanço a carteira de recebíveis dos clientes finais e, se muitos desses clientes não pagam, o prejuízo é direto. Já no caso de vendas via cartão de crédito, embora o risco de crédito seja do emissor, o varejista pode ser afetado indiretamente pela menor liquidez, e por custos financeiros mais altos.  

Um varejista com dificuldades vai buscar alongar prazos com fornecedores ou até suspender temporariamente pagamentos, transferindo o problema adiante na cadeia. Para os fornecedores, o acúmulo de débitos a receber atrapalha ou até interrompe o fluxo de caixa da empresa fornecedora.  

Uma estratégia sempre necessária para empresas fornecedoras é gerenciar os riscos com eficiência por meio do fortalecimento da análise de crédito preventiva. Esta é a primeira linha de defesa contra a inadimplência, que deve ser feita de forma rigorosa antes mesmo de conceder prazos e limites de compra aos varejistas. No contexto de uma Black Friday, muitos fornecedores ampliam estoques e oferecem condições especiais para aproveitar a alta demanda, contudo, é preciso fazer isso de maneira seletiva e coordenada.  

Outra recomendação é observar o comportamento de pagamento logo nas primeiras parcelas ou faturas após a Black Friday. Se o cliente varejista começar a atrasar já em dezembro ou janeiro, isso acende um sinal de alerta para o fornecedor intensificar o acompanhamento.  

Ferramentas de inteligência de crédito podem ser grandes aliadas nesse processo preventivo. Ao utilizar dados de bureaus e indicadores setoriais, fornecedores conseguem identificar rapidamente sinais de alerta em seus clientes varejistas, como aumento de passivos, concentração de dívidas ou histórico recente de atrasos.  

Decisões baseadas em dados tendem a tornar a concessão de crédito mais precisa e evitar novos atrasos, sobretudo em um cenário em que a inadimplência das famílias pressiona diretamente o caixa das grandes redes. Análises preventivas de crédito B2B não são apenas uma medida de prudência, mas um recurso estratégico para garantir a sustentabilidade das relações comerciais em períodos de maior risco, como o pós-Black Friday.

Efeitos das ações ágeis de cobrança no pós-venda

Mesmo com uma análise preventiva robusta, é inevitável que atrasos ocorram. Por isso, a segunda linha de defesa é uma estratégia de cobrança ágil e efetiva logo após a Black Friday. Aqui, a regra de ouro é: não procrastinar frente a um atraso.

Estudos demonstram que quanto mais cedo se age, maior a chance de receber. Segundo o Índice Global de Recuperação de Crédito B2B (IGR), 82% das dívidas com até 10 dias de atraso são recuperadas, entre 11 e 20 dias, a recuperação cai para 70%, porém, quando o atraso passa de 20 dias, a taxa de recuperação tende a ficar abaixo de 50%. Ou seja, dívidas B2B que ultrapassam três semanas de atraso entram em uma zona crítica em que praticamente metade já não se recupera mais. Esse dado evidencia a importância de reagir prontamente a partir do monitoramento do calendário de pagamentos para evitar picos de inadimplência, acionando a cobrança assim que ocorrer o atraso.

Na prática, isso significa ter uma régua de cobrança bem definida no pós-Black Friday. Se o título venceu hoje e não houve pagamento, amanhã mesmo já deve partir um aviso amistoso ao cliente. Muitas vezes, um simples aviso pode resolver, especialmente após o período de vendas intensas, em que o comprador pode ter se desorganizado em meio a tantos pagamentos. Uma estratégia preventiva de cobrança é enviar lembretes de pagamento poucos dias antes do vencimento e imediatamente após a data, já que uma parcela dos atrasos iniciais está ligada a esquecimentos ou pequenos desencontros administrativos.

Passados 30, 60 dias, a probabilidade de não receber cresce exponencialmente, e a empresa precisa decidir até quando é viável esperar antes de tomar ações jurídicas. Nesse sentido, ter políticas claras de crédito e cobrança ajuda a evitar decisões emocionais ou tratamento inconsistente entre clientes.

Avanços da tecnologia facilitam a recuperação de crédito

Lidar com um volume alto de cobranças simultâneas, algo comum após grandes períodos promocionais, pode sobrecarregar as equipes de crédito. Felizmente, a tecnologia é uma aliada para tornar esse processo mais eficiente e até melhorar as taxas de sucesso. Segundo dados do IGR, hoje mais da metade (54%) dos acordos de renegociação de dívidas são fechados por meio de canais digitais, com destaque absoluto para o WhatsApp, utilizado em 45% das negociações bem-sucedidas. Também cresce o papel da automação, com cerca de 10% dos acordos sendo feitos com recursos de IA.

Na cobrança digital, há ainda os benefícios trazidos pela riqueza de dados gerados. Ao usar sistemas informatizados, é possível monitorar em tempo real quais clientes visualizaram a mensagem, clicaram no link de pagamento, ou responderam com alguma dúvida. Com essas informações, a equipe de cobrança pode fazer uma gestão mais inteligente, identificando quais devem seguir no fluxo automatizado e quais precisam escalar para uma ligação telefônica.

No fim, o sucesso da Black Friday não se mede apenas pelo volume de vendas, mas pela capacidade das empresas de transformar esse faturamento em receita líquida. Investir em análise de crédito preventiva, estruturar uma régua de cobrança consistente e adotar ferramentas digitais de monitoramento é o que separa crescimento sustentável de ilusão passageira. A data pode ser um motor de expansão ou uma porta de entrada para a inadimplência — a diferença está na gestão.

Uso de IA ganha força nas metas de fim de ano e ajuda empresas a melhorar conversões

A adoção de Inteligência Artificial (IA) no Brasil está em expansão e começa a impactar de forma concreta as metas comerciais do último trimestre do ano. Segundo estudo da FGVcia, 80% das empresas brasileiras já reconhecem a presença da IA generativa em suas operações, embora 75% ainda declarem fazer uso limitado da tecnologia. Outra pesquisa, conduzida pela AWS e Strand Partners, revela que 40% das companhias já utilizam IA de forma efetiva em algum processo de negócio, e levantamento global da McKinsey mostra que 78% das organizações operam com IA em pelo menos uma função, com destaque para áreas como marketing, vendas e TI.

Nesse cenário, a Nuvia, plataforma de inteligência comercial, observou uma demanda crescente por soluções de outbound ainda mais inteligentes, que auxiliassem times de vendas a priorizar oportunidades com maior potencial de fechamento, em um trimestre marcado por metas mais agressivas e alta concorrência.

“Estamos diante de um ponto de virada no mercado de prospecção B2B. A IA não é apenas uma automação de tarefas repetitivas, ela permite identificar sinais de compra e personalizar a abordagem em escala, o que aumenta a produtividade e reduz o custo de aquisição de clientes”, afirma John Paz, CEO da Nuvia. “O objetivo é ganhar cada vez mais velocidade e assertividade, algo essencial para bater metas de fim de ano.”

Com o avanço da automação, especialistas apontam que a inteligência artificial tende a redefinir métricas de produtividade e conversão já neste último trimestre. O uso de IA no outbound possibilita listas mais qualificadas, cadências multicanal personalizadas e acompanhamento em tempo real dos resultados, permitindo que os times foquem no relacionamento e no fechamento de negócios.

Pix avança e desafia o cartão de crédito na Black Friday 2025, aponta pesquisa da LWSA

O Pix deve conquistar espaço inédito na Black Friday deste ano. Segundo a Pesquisa de Intenção de Compra – Black Friday 2025, realizada por Tray, Bling, Octadesk e Vindi, unidades da LWSA, o Pix ano avançou 15 pontos percentuais sobre o cartão de crédito, subindo para 38% na preferência dos consumidores como forma de pagamento neste anoo. Já o cartão de crédito, ainda líder, recuou para 60%  ante a 75% registrados na pesquisa do ano passado.  Acesse a pesquisa aqui.

De acordo com Monisi Costa, diretora de Pay e Banking da plataforma de pagamentos Vindi,  com os novos serviços de pix recorrente e o pix parcelado, além do agendado, por aproximação e o tradicional, a tendência é de que a modalidade continue aumentando sua fatia de participação nas opções de pagamento do consumidor. No primeiro semestre de 2025 foi de R$ 15,8 trilhões, com 37 bilhões de transações, segundo o Banco Central.

“O Pix já se consolidou como um dos principais meios de pagamento do brasileiro e vem assumindo um protagonismo crescente na Black Friday. A cada ano ele se aproxima mais do cartão de crédito, especialmente pela praticidade e pelo custo reduzido para lojistas e clientes”, afirma.

No entanto, ela pondera que o empreendedor deve estar preparado para ofertar todos os meios de pagamentos possíveis ao cliente e além do pix e cartão de crédito, o débito e o boleto ainda continuam sendo utilizados por uma parcela dos consumidores. 

60% planejam gastos acima de R500; eletrônicos lideram entre os produtos preferidos

De acordocom a Pesquisa de Black Friday 2025,  70% dos consumidores já se planejam financeiramente e 60% pretendem gastar acima de R$ 500 na Black Friday deste ano. Dos entrevistados,  53% pretendem aproveitar as ofertas para adquirir eletrônicos, como smartphones, celulares, games, smartwatch e 44% para eletrodomésticos, como geladeiras, airfryers e micro-ondas. Também se destacam categorias de roupas, com 39%, viagens (26%) e itens de beleza (25%). “Na Black, o consumidor encontra o momento perfeito para unir necessidade e desejo: trocar o essencial, como uma geladeira, e realiza desejos, como aquela roupa tão esperada. Para o lojista online, é a grande chance de transformar compras em experiências e fidelizar clientes”, explica Thiago Mazeto, diretor da Tray. 

O frete continua sendo determinante na decisão de compra. Quase metade dos entrevistados (48%) afirmaram que desistem de uma compra diante de taxas elevadas, mesmo quando há boas promoções. A jornada de consumo é cada vez mais digital e mobile. O celular é usado por 75% dos consumidores nas compras online. Entre os canais de compra, sites de lojas (58%) e aplicativos (52%) lideram, enquanto os marketplaces são citados por 31% e as lojas físicas ainda mantêm relevância para 29% do público. 

“O consumidor hoje quer praticidade: ele decide e conclui a compra pelo celular, e espera ser atendido no canal de sua escolha. Essa realidade evidencia que simplicidade, agilidade e atendimento adequado às preferências do cliente não são mais diferenciais na Black Friday, mas requisitos básicos para conquistar e reter clientes”, afirma Rodrigo Ricco, diretor da Octadesk. 

Reta final para lojistas se prepararem

Os meses que antecedem o período de venda são cruciais para lojistas e empreendedores se prepararem para atender a alta demanda de vendas. De acordo com Marcelo Navarini, diretor do Bling, PMEs devem prever demanda de produtos, preparar estoques, estabelecer estratégia de precificação para que os descontos não comprometam a margem.  

“A Black Friday se tornou o maior mês de vendas e quem se antecede com planejamento e trabalha bem esse momento consegue converter em vendas e transformar clientes ocasionais em compradores recorrentes. É uma oportunidade de fidelização que marca o calendário do varejo”, afirma Navarini. 

*O estudo entrevistou 1018  consumidores, com idade acima de 16 anos de todo o Brasil e de todas as classes sociais, entre 6 e 27 de agosto de 2025. A margem de erro da pesquisa é de 3,1 pontos percentuais.

Black Friday 2025: oportunidades e insights para marcas inovarem na data

A crescente busca dos consumidores durante a Black Friday gera um ambiente repleto de oportunidades para que as marcas inovem em suas estratégias. De acordo com o PiniOn, empresa de pesquisa de mercado especializada em dados competitivos e comportamentais, 58% dos brasileiros pretendem aproveitar a data para consumir em 2025.

Diante da importância da data, especialistas destacam 8 insights essenciais para a Black Friday. Confira:

  1. IA como aliada estratégica no e-commerce

“A Inteligência Artificial está transformando a forma como o varejo e e-commerce se preparam para a data. Ao analisar tendências e identificar padrões de compra, ela permite que as marcas entendam com antecedência quais produtos terão maior demanda e ajustem não apenas seu estoque, mas também as estratégias. Isso significa mais previsibilidade em um período marcado pela alta competitividade do e-commerce”, afirma Juliana Vital, Global Chief Revenue Officer da Nubimetrics, plataforma de inteligência de vendas que usa big data e IA transformando dados em insights para sellers e grandes marcas.

Segundo a executiva, o uso de IA vai além da previsão de demanda, ele redefine a forma como as marcas competem dentro dos marketplaces. “A tecnologia permite compreender o comportamento do consumidor em tempo real e ajustar automaticamente preços, descrições e anúncios conforme as mudanças do mercado. Dessa forma, as companhias ganham agilidade para reagir às tendências e se posicionar de forma mais estratégica nas buscas, ampliando visibilidade e conversão durante a Black Friday”, completa.

  1. Logística e entregas mais eficientes

Para lidar com o volume de pedidos, a nstech, maior empresa de software para supply chain da América Latina, oferece mais de 100 soluções que ajudam empresas a otimizar suas operações, especialmente durante períodos de alta demanda como a Black Friday. Uma delas é a Frete Rápido, ferramenta que simplifica a gestão de transporte em e-commerces. A empresa destaca funcionalidades como rastreamento multicanal, cotações rápidas e auditoria de frete. Além disso, a plataforma permite consolidar volumes e gerenciar tabelas de transporte. Isso facilita o controle das operações, garantindo maior eficiência na entrega dos produtos.

  1. Prevenção de fraudes digitais

Nethone, solução de detecção de fraudes digitais, citou dicas para empresas e consumidores ficarem atentos na data: pesquisa de preços antes da data, verificar se faz sentido receber conteúdos de uma empresa específica, autenticação multifatorial, compreensão do comportamento do usuário, utilização de cartão virtual e verificação de link de pagamento.

Para e-commerces e marketplaces, ao exigir múltiplos fatores de autenticação, como senha, token e biometria, as empresas podem criar camadas adicionais de segurança, dificultando a vida dos fraudadores. Compreender o comportamento do usuário também é possível por meio de ferramentas de análise comportamental que utilizam algoritmos avançados para identificar padrões de comportamento, como horários típicos de acesso, locais frequentemente utilizados e até mesmo a maneira como o usuário interage com a interface. Isso permite detectar atividades suspeitas e agir antes que danos ocorram.

  1. Simplifique a jornada de compra

Em um momento tão competitivo como a Black Friday, é essencial mapear a jornada completa do cliente e otimizar cada etapa dessa experiência. “Sempre começo analisando onde estão os pontos de frustração na jornada de compra. Por exemplo, se o cliente encontra dificuldade em realizar um pagamento, em encontrar informações no site, ou mesmo no suporte, sua estratégia não é tão ágil quanto deveria, e é a hora de oferecer soluções rápidas e proativas para evitar a perda de oportunidades. Manter o fluxo simples é outro fator crucial. Já viu aqueles processos longos e cheios de etapas desnecessárias? Eles são a receita perfeita para desistências, e o segredo é facilitar ao máximo, deixando tudo intuitivo e direto. Quanto menos barreiras, maior a chance do consumidor concluir a compra”, compartilha André Cruz, CEO da Digital Manager Guru, plataforma completa de checkout e gestão de vendas online.

  1. Inteligência de dados para as transações de pagamento

Com a expansão das compras online e, consequentemente, o uso de meios de pagamento digital, o checkout pode se tornar uma operação de risco para as empresas. Portanto, ter soluções que possam identificar possíveis fraudes transacionais em uma época em que o volume tem um crescimento exponencial é essencial para o sucesso do varejista.

Como explica Danilo Coelho, Diretor de produtos e Dados da Quod, datatech que transforma dados em inteligência para a tomada de decisões, “uma das práticas mais comuns dos golpistas é se aproveitar de gargalos em ferramentas de pagamento. Por isso, é importante a adoção de soluções que utilizam algoritmos para validar as compras em larga escala, sem gerar nenhum atrito e aumentar a segurança. Esse tipo de operação exige uma grande capacidade de análise em escala com agilidade e precisão, protegendo contra golpes ao mesmo tempo que torna o processo de venda mais fluído, evitando a desistência do consumidor no checkout”, explica.

  1. Pesquisa de mercado como aliada estratégica

Entender o que o consumidor quer – e quando ele quer – é um dos maiores desafios do varejo atual. Nesse cenário, a pesquisa de mercado se torna uma aliada estratégica, oferecendo dados em tempo real que ajudam empresas a decifrar comportamentos, prever tendências e tomar decisões mais seguras. Na Black Friday, essa leitura do público é decisiva para ajustar estratégias, definir preços e criar ações mais assertivas, evitando desperdícios e potencializando resultados.

Para Talita Castro, CEO do PiniOn, empresa de pesquisa de mercado especializada em dados competitivos e comportamentais, é a partir da pesquisa que as marcas conseguem agir com inteligência e agilidade. “Os dados certos revelam oportunidades que muitas vezes passam despercebidas. Quando as empresas escutam o consumidor e traduzem esses aprendizados em estratégia, elas ganham precisão, relevância e vantagem competitiva, especialmente em momentos de grande movimentação no varejo, como a Black Friday”, destaca a executiva.

  1. Preparação das lojas físicas para datas comemorativas

O sucesso no varejo presencial durante datas de grande movimento depende de planejamento e organização detalhados. Para André Seibel, CEO do Circuito de Compras, maior shopping popular da América Latina, controlar o estoque de forma eficiente é o primeiro passo. Garantir que os produtos mais procurados estejam disponíveis, evita perdas de venda e melhora a experiência do cliente. Além disso, o cuidado com a loja, desde a exposição dos produtos até a sinalização adequada, faz toda a diferença na hora de atrair e engajar o consumidor.

Para o executivo, outro ponto essencial é treinar a equipe de atendentes, preparando-os para atender com agilidade, empatia e conhecimento sobre os produtos. É nesse momento que entra também o entendimento estratégico sobre até onde é possível flexibilizar preços, garantindo competitividade sem comprometer a margem. “Para a Black Friday, cada detalhe conta: desde o estoque e o visual da loja até o atendimento e a política de preços. Tudo isso impacta diretamente a satisfação do cliente e a performance das vendas”, explica.

8Experiência de loja fluida e intuitiva com Wayfinding

Durante picos de movimento como a Black Friday, a loja física pode se tornar um ambiente caótico, prejudicando a experiência da marca e, consequentemente, reduzindo as possibilidades de vendas. Para evitar esse cenário, o pensamento de wayfinding — que é, essencialmente, a arte de guiar pessoas por um espaço de forma intuitiva — no design do ambiente é fundamental. “Uma estratégia de comunicação visual e experiência estruturada, não apenas guia o consumidor de forma clara e objetiva até as promoções desejadas, mas também organiza o fluxo de pessoas, minimiza a formação de filas e cria um percurso de compra mais agradável e eficiente, “, explica Silvia Kanayama, gestora e sócia da Agência DEA. “Ao planejar rotas temporárias inteligentes e destacar pontos de interesse de maneira estratégica dentro do espaço físico, o wayfinding pode reduzir atritos e criar um ambiente mais agradável e intuitivo, promovendo uma experiência positiva que influencia diretamente nas vendas”.

Pesquisa inédita da Site Blindado mostra que 20 mil consumidores por mês verificam a autenticidade de sites antes de comprar

Quase metade (48%) dos consumidores brasileiros já desistiu de uma compra online por falta de confiança no site ou aplicativo, seja por receio de acessar plataformas falsas (41%), por vazamento de informações pessoais (37%) ou pelo possível uso indevido dos seus dados (41%), aponta o Relatório de Identidade Digital e Fraude 2024, da Serasa Experian.

Apesar do avanço das compras online, a percepção de que as empresas adotam medidas eficazes de proteção caiu de 51% para 43%, ainda que o volume de compras digitais tenha crescido 1,6 ponto percentual em 2024 em comparação com o ano anterior.

Para Wagner Elias, CEO da Conviso, desenvolvedora de solução para segurança de aplicações (AppSec), “hoje, a experiência de compra precisa transmitir segurança desde o primeiro clique até a confirmação do pedido. Qualquer ruído nesse percurso abre espaço para a desistência, e, no digital, essa decisão é tomada em segundos”.

A ausência de certificados digitais visíveis, selos técnicos de proteção ou mesmo pequenas inconsistências no checkout é suficiente para provocar o abandono do carrinho.

O problema não se limita a pequenas lojas virtuais. Grandes varejistas também perdem receita e reputação quando não transmitem segurança ao consumidor. Levantamento exclusivo da Site Blindado, da Conviso, desenvolvedora de solução para segurança de aplicações (AppSec), aponta que, na Black Friday do ano passado, por exemplo, 7.923 pessoas verificaram se o site em que estavam comprando algo era realmente um site protegido e seguro.

“Recebemos, em média, 20 mil verificações mensais da autenticidade dos selos de segurança em sites de nossos clientes. Sabemos que esse número poderia ser maior, mas já representa um avanço importante”, afirma Wagner, ressaltando que a percepção de risco tem impacto direto sobre as taxas de conversão.

Essa blindagem de sites se refere à identificação e correção de falhas de segurança em lojas virtuais para proteger contra ataques cibernéticos, certificação digital SSL e SSL EV — que garante a criptografia de dados transmitidos entre o usuário e o servidor — e PenTest, que são testes de invasão simulando ataques cibernéticos para identificar vulnerabilidades e propor melhorias na segurança dos sistemas.

A Conviso destaca que existem medidas de segurança visíveis e invisíveis, e ambas são fundamentais. As invisíveis incluem criptografia avançada, monitoramento constante de vulnerabilidades e autenticação reforçada. Já as visíveis são igualmente importantes para o consumidor: certificados SSL atualizados, selos de segurança reconhecidos e políticas claras de privacidade exibidas de forma acessível.

“Não é apenas uma questão técnica, estamos falando de comunicação. Mostrar que a loja leva a segurança a sério é uma forma de dizer ao cliente que ele está protegido. Isso reduz a fricção e aumenta a confiança no fechamento da compra”, afirma.

A biometria física, por exemplo, que inclui reconhecimento facial, impressão digital e reconhecimento de voz, é vista como segura por 71,8% dos entrevistados, e seu uso cresceu de 59% para 67% no último ano.

Wagner destaca que “ignorar a confiança digital pode custar muito mais do que a perda de uma venda. Cada carrinho abandonado por insegurança representa uma oportunidade de relacionamento desperdiçada. Assim, essa primeira impressão negativa pode afastar o consumidor de forma definitiva”.

Para ajudar empresas a fortalecer sua presença digital e reduzir abandonos de compra por insegurança, a CONVISO recomenda cinco passos:

  1. Monitoramento contínuo para identificação e correção rápida de vulnerabilidades.
  2. Testes periódicos de segurança com ferramentas especializadas.
  3. Exibição estratégica de selos e certificados reconhecidos, especialmente no checkout.
  4. Comunicação transparente sobre políticas de privacidade e uso de dados.
  5. Treinamento interno para que equipes entendam e apliquem protocolos de segurança.

“No mundo físico, a confiança é construída no atendimento, na vitrine e no relacionamento com o cliente. No digital, ela começa na velocidade do carregamento da página e termina na clareza e segurança do checkout. E, assim como no mundo físico, uma experiência ruim pode fechar a porta para sempre”, conclui.