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Trocafone antecipa Black Friday e traz iPhone 11 com até 60% de desconto, cupons progressivos e parcelamento em 21 vezes

A Trocafone, pioneira no recomércio de eletrônicos e com mais de 2,5 milhões de aparelhos comercializados desde 2014, anuncia sua campanha de Black Friday com até 60% de desconto, frete grátis e parcelamento em até 21 vezes. O destaque da ação é o iPhone 11 de 64 GB, um dos modelos mais procurados pelos brasileiros, que entra na promoção com cupons progressivos exclusivos válidos a partir de 19 de novembro.

A campanha conta com quatro faixas de cupons que garantem descontos adicionais sobre o valor final.

  • R$ 25 de desconto em compras até R$ 999 com o código TR0CA25
  • R$ 50 de desconto em compras acima de R$ 999 com o código TR0CA50
  • R$ 100 de desconto em compras acima de R$ 2.000 com o código TR0CA100
  • R$ 200 de desconto em compras acima de R$ 3.500 com o código TROCA200

Além dos descontos, a Trocafone oferece frete gratuito para pedidos acima de R$ 1.600 e parcelamento em até 21 vezes, ampliando o acesso a dispositivos premium com garantia e procedência verificada.

Mercado de seminovos

O lançamento da campanha ocorre em um momento de expansão do mercado de recommerce no Brasil. Um levantamento da própria Trocafone mostra que 60% dos brasileiros trocam de celular a cada dois ou três anos. O estudo revela também que o comprador de seminovos é cada vez mais digital e criterioso, utilizando o smartphone para trabalho, estudo, lazer e consumo de conteúdo. Esse comportamento impulsiona a procura por modelos como o iPhone 11, que combina desempenho, câmera e design premium com preço mais acessível.

Segundo o CEO da Trocafone, Flavio Peres, a iniciativa reflete o amadurecimento do consumidor e o avanço do mercado de seminovos no país. “Estamos combinando descontos agressivos, cupons progressivos e condições especiais de pagamento. Esse movimento reforça nosso posicionamento em um mercado que cresce rapidamente e que vem sendo cada vez mais valorizado por consumidores que buscam performance e preço justo”, afirma.

Com a confiança de mais de 92 mil consumidores analisados em seu levantamento nacional, a Trocafone pretende reforçar, nesta Black Friday, o propósito de democratizar o acesso à tecnologia com segurança, economia e impacto positivo.

Pix completa 5 anos e se consolida como um dos principais meio de pagamento no Brasil

Cinco anos após seu lançamento, o Pix se firma como um dos pilares do sistema financeiro brasileiro. Segundo o Banco Central, ele foi responsável por 50,9% de todas as transações feitas no país no primeiro semestre de 2025, 36,9 bilhões de operações, alta de 27,6% em relação ao ano anterior. O panorama atual dos meios de pagamento reforça esse protagonismo: Pix 51,3%, débito e pré-pagos 20%, cartão de crédito 14,6%, débito automático 6,4% e boletos/convênios 5,8%.

Mais do que rapidez, o Pix transformou a lógica das transações no país. Hoje, 45% das operações ocorrem entre pessoas físicas, enquanto 42,1% são pagamentos de consumidores para empresas, evidenciando a digitalização acelerada do varejo. As transações entre empresas representam 12,5%, e apenas 0,4% envolvem o setor público.

Um país mais digital

O avanço acompanha um movimento maior, entre 2018 e 2023, o número de brasileiros que realizaram ao menos um pagamento digital no trimestre passou de 77 milhões para 152 milhões. O Pix foi o principal catalisador desse salto. Ao oferecer liquidez imediata e baixíssimo custo, o sistema democratizou o acesso ao meio eletrônico e aumentou a eficiência de milhões de pequenos e médios negócios.

Para o varejista, receber na hora significa poder girar estoque, negociar melhor com fornecedores e planejar com precisão. O Pix deixou de ser apenas uma forma de pagamento, tornou-se vetor de produtividade e crescimento econômico.

A próxima fase: aproximação, recorrência e parcelamento

Agora, o sistema entra em sua fase mais estratégica. Com recursos como Pix Automático, por Aproximação e Parcelado, o meio de pagamento passa a disputar espaço com o cartão de crédito e com os modelos tradicionais de cobrança recorrente. Para aproveitar essa nova etapa, comerciantes precisam estar integrados a plataformas habilitadas, como a SaqPay, que conecta o Pix diretamente às operações do negócio.

O futuro aponta para pagamentos totalmente integrados, presentes em tarifas públicas, serviços essenciais, assinaturas, sistemas de gestão e até transações offline. O Brasil se tornou referência global em pagamentos instantâneos, e o Pix, peça central dessa transformação.

*Por Leandro Fiuza, CEO da SaqPay

Flywheel, retail tech do Omnicom, anuncia integração completa de Mercado Ads em sua plataforma proprietária

A Flywheel, retail tech do Omnicom, dá mais um passo importante na expansão de suas capacidades de Retail Media na América Latina e anuncia a integração de Mercado Ads, unidade de negócios em publicidade do Mercado Livre, para Brasil e México à sua plataforma proprietária Flywheel Commerce Cloud (FCC). A plataforma permite que marcas e anunciantes passem a ter dados unificados de Share of Voice e Media Reporting em um único ambiente, cobrindo o maior marketplace da região.

Com esse anúncio, a Flywheel reafirma seu compromisso em oferecer a plataforma mais completa e estratégica para gestão de mídia em marketplaces. O FCC fortalece a capacidade das marcas de operar de forma mais inteligente e competitiva no Brasil e no México, com acesso a insights dinâmicos e de alta frequência sobre a performance de Ads”, afirma Janaina Reimberg, Managing Director da Flywheel LATAM.

Ao trazer Mercado Ads para o ecossistema do FCC, a Flywheel habilita decisões de mídia mais inteligentes, rápidas e competitivas em escala multinacional.

Hoje, somos o terceiro maior player de mídia digital na América Latina e a     maior player de Retail Media da região. Trabalhamos com uma gigante base de dados primários que nos permite gerar bilhões de sinais de audiências para que as marcas possam alcançar os consumidores certos no momento certo da jornada. Mais do que um avanço tecnológico, a integração representa um marco estratégico para a parceria da Flywheel e Mercado Ads.”, afirma Mario Meirelles, Diretor Sênior de Mercado Ads no Brasil.

Principais benefícios do FCC:

  • Visão competitiva completa: monitoramento da presença paga e orgânica no Mercado Livre, em nível de marca e fabricante, permitindo benchmarks mais precisos e estratégias robustas para aumento de share of voice.
  • Unificação de dados em um só lugar: campanhas e investimentos de mídia podem agora ser analisados diretamente no FCC, automatizando relatórios e consolidando informações de múltiplas plataformas. Essa visão integrada possibilita análises comparativas com outros players de mídia.
  • Otimização de investimentos: dados granulares de performance ajudam a identificar oportunidades de crescimento, ajustar estratégias de bidding e direcionar recursos para campanhas com maior retorno.
  • Expansão de cobertura regional e global: a entrada do Mercado Livre no portfólio de varejistas estratégicos reforça a escala e consistência do data lake FCC, ampliando os insights disponíveis para clientes ao redor do mundo.

Brasileiros temem alta de preços com fusão entre Petz e Cobasi, aponta pesquisa

Pesquisa inédita do Instituto Locomotiva, promovida pelo Instituto Caramelo, mostra que a maioria dos brasileiros teme que a possível fusão entre as duas maiores redes de petshops do país, Petz e Cobasi, leve a uma concentração excessiva de mercado e, consequentemente, ao aumento de preços para os consumidores. Segundo o levantamento, 77% dos entrevistados acreditam que, quando poucas empresas dominam um setor, os valores cobrados tendem a ficar maiores. Apenas 17% consideram que permaneceriam iguais, e 6% apostam em uma possível redução.

Os resultados também apontam um impacto potencial sobre o bem-estar dos animais: 84% dos entrevistados acreditam que o aumento de preços em produtos e serviços pet pode levar parte da população a abandonar seus animais de estimação. Desse total, 34% dizem que isso ocorreria “com certeza”, e 50%, que seria “provável”.

— O dado revela um aspecto social profundo. O brasileiro construiu uma relação afetiva intensa com seus animais, mas essa convivência depende de um mercado acessível. Quando os custos sobem além do possível, o impacto deixa de ser apenas econômico e se torna emocional — analisa João Paulo Cunha, diretor de Pesquisa no Instituto Locomotiva.

Entre os entrevistados, 67% avaliam que uma eventual união entre as duas empresas traria risco de formação de um monopólio, concentrando o mercado de produtos e serviços voltados a animais de estimação em poucas mãos. A percepção de risco à concorrência é consistente: mesmo quando a pergunta sobre uma fusão é feita sem citar os nomes das companhias, mas indicando que são as duas maiores do setor, 72% acreditam que o mercado tende a caminhar para uma situação de monopólio.

— Os números mostram que o consumidor brasileiro tem uma leitura sofisticada da dinâmica de mercado. Existe a consciência de que a concorrência é o que garante preços justos e variedade. Quando esse equilíbrio se perde, cresce o sentimento de vulnerabilidade econômica — explica Cunha. 

O Instituto Locomotiva realizou a pesquisa quantitativa por autopreenchimento digital com mil entrevistas respondidas com brasileiros, homens e mulheres, com idades acima de 18 anos e residentes em todas as regiões do país. A coleta ocorreu entre os dias 15 e 28 de outubro de 2025 e os resultados apresentam uma margem de erro de 3,1 pontos percentuais. 

— Encomendamos o estudo para ampliar o debate público e dar visibilidade ao que o consumidor realmente pensa sobre o tema. Nosso foco é sempre o bem-estar animal, e ele passa também pela sustentabilidade econômica das famílias e das empresas que cuidam e protegem os pets no Brasil — afirma Marília Lima, responsável técnica do Instituto Caramelo. 

Desde o anúncio da fusão, o Instituto Caramelo tem alertado para o risco de monopólio no setor pet, o que, segundo a organização, prejudica a pluralidade de negócios e a sustentabilidade das ações de proteção animal. A pesquisa nacional faz parte da campanha #NãoAoMonopólioPet, que já recebeu o apoio de mais de 16 mil pessoas, reforçando a necessidade de uma avaliação rigorosa pelo Cade. Para participar da mobilização, basta acessar o site da campanha e assinar o manifesto.

A fusão entre Petz e Cobasi segue em análise pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A Superintendência-Geral do órgão chegou a emitir parecer favorável à operação, sem impor restrições, mas o processo foi ampliado após questionamentos de concorrentes e fornecedores sobre possíveis efeitos da concentração no setor. O Cade agora reúne informações adicionais para avaliar o impacto da transação sobre preços, acesso a insumos e diversidade de oferta: pontos centrais em um mercado em rápida expansão e de forte apelo entre os consumidores brasileiros.

Black Friday 2025: 8 dicas para integrar canais de venda e usar IA para potencializar resultados

A Black Friday 2025 se aproxima e, como em todo ano, promete movimentar bilhões no varejo brasileiro. Em 2024, segundo a Neotrust Confi, o evento gerou R$9,4 bilhões em faturamento, alta de 10,7% em relação ao ano anterior, com 18,2 milhões de produtos vendidos. Este ano, uma pesquisa do Google em parceria com a Offerwise indica que 89% dos consumidores pretendem comprar na data, por isso, o preparo dos varejistas precisa ir além dos descontos.

Um diferencial que ganha força este ano é a influência ainda maior e mais consolidada da inteligência artificial, tanto apoiando o consumidor nas decisões de compra, quanto o varejista na força-tarefa para a data comemorativa.

“Na Black Friday, cada passo precisa ser muito bem planejado. O jogo não se resume mais apenas ao preço. Ele se concentra na eficiência e na inteligência. A IA, por exemplo, deve ser usada para otimizar, e não apenas para automatizar. É ela que ajuda a prever demandas, personalizar ofertas e garantir a margem em um cenário de alta competitividade. Além disso, a data exige que o varejista esteja pronto para atender o cliente onde ele estiver — seja na loja física, no e-commerce, no marketplace ou nas redes sociais. E com a chegada da IA nas mãos do dia a dia do consumidor, o cenário está ainda mais complexo, pois as plataformas como ChatGPT estão virando mais um canal do varejo. Por isso tudo que omnicanalidade já não é mais tendência, é requisito para competir”, afirma Elói Prado de Assis, diretor-executivo de produtos para Varejo da TOTVS.

Confira 8 dicas práticas para atingir o máximo de performance com o uso inteligente de tecnologia e ampliar ainda mais os resultados na Black Friday:

1.Organize uma “Sala de Guerra” para respostas rápidas: Protocolos e alertas integrados entre vendas, atendimento e logística reduzem tempo de resposta e evitam perdas. Como base tecnológica, um sistema de gestão robusto é essencial. O TOTVS Varejo Lojas – Linha Protheus unifica a retaguarda, controle de estoque, vendas assistidas, trocas e devoluções em um único lugar, reduzindo erros operacionais.

2. Projete margem por canal e desconto: A precificação precisa ser estratégica. É necessário mapear custos e taxas de cada canal para definir descontos sustentáveis em cada um. Por isso, é importante contar com soluções que integrem o seu PDV às principais plataformas de e-commerce e à retaguarda das lojas, como o VarejOnline by TOTVS.

3. Unifique a experiência de compra em todos os canais: O cliente quer flexibilidade para comprar onde quiser, na loja física, no site, no app ou em marketplaces. Por isso, o PDV precisa estar conectado a todos esses canais e refletir, em tempo real, informações de estoque, preços e promoções. O TOTVS Varejo PDV Omni permite essa integração completa, garantindo uma experiência fluida e consistente para o consumidor, e mais agilidade na operação de vendas e no atendimento.

4. Personalize ofertas para preservar margem: Descontos massivos comprometem a rentabilidade. O uso de motores de recomendação e análise de dados via IA são cruciais para direcionar promoções a perfis de clientes específicos, aumentando a taxa de conversão sem sacrificar a margem. O RD Station Marketing é uma solução que permite segmentar a base de clientes de acordo com comportamento, histórico e engajamento, automatizando campanhas e ofertas personalizadas.

5. Preparar-se para o Agentic Commerce: As plataformas de IA estão se tornando um novo canal de vendas. O varejista precisa otimizar as informações, imagens e descrições de seus produtos para garantir sua presença nas sugestões de compra desses ambientes. Ideal para consolidar o conteúdo do produto e distribuir para múltiplos canais, o TOTVS Integrador de Marketplaces, centraliza a operação de pedidos online, aumenta as vendas e garante melhores resultados.


6. Integre gestão de clientes e campanhas: O acompanhamento do ciclo completo do cliente, do primeiro contato ao pós-venda, é essencial para aumentar a conversão e a fidelização. Unir CRM e automação de marketing permite alinhar equipes, manter histórico de relacionamento e gerar insights sobre comportamento de compra. Com o RD Station CRM, é possível centralizar informações, automatizar processos comerciais e conectar marketing e vendas, fortalecendo o relacionamento contínuo.

7. Planeje uma logística inteligente: O equilíbrio entre estoque disponível e custos de armazenagem depende de previsões de demanda precisas e de uma operação logística eficiente. Automatizar o controle de entrada, saída e movimentação de produtos é essencial para reduzir rupturas e excessos. O TOTVS WMS SaaS e a nossa Suíte Logística otimizam o gerenciamento de armazéns, com rastreabilidade completa, integração ao ERP e visibilidade em tempo real, permitindo uma logística mais ágil e estratégica.

8. Aproveite canais como WhatsApp: A comunicação ágil e personalizada é decisiva para fortalecer o relacionamento com o cliente e acelerar a conversão. Hoje, estar presente no WhatsApp garante respostas rápidas e aumenta a confiança na jornada de compra. O RD Station Conversas é uma solução que centraliza atendimentos, organiza interações e integra dados de marketing e vendas, permitindo uma comunicação eficiente e contínua em todos os pontos de contato.

Black Friday: problemas na finalização de compras lideram ranking de reclamações de consumidores

Anualmente, a tradicional Black Friday movimenta o consumo com a proposta de preços mais baixos que os convencionais, mas este período de promoções também levanta dúvidas e receios. Uma pesquisa realizada entre os dias 1º de outubro e 3 de novembro, para medir a expectativa dos consumidores antes da data oficial, mostrou que os problemas na finalização da compra lideram as queixas, representando 38,5% do volume total de reclamações de pessoas que já compraram durante a Black Friday em anos anteriores. O levantamento feito pela coordenadora do Centro de Estudos em Marketing Digital da FGV/EAESP, Lilian Carvalho, em parceria com a Polis Consulting, reuniu 124 mil menções ao tema e 182 milhões de impressões, revelando padrões importantes para estratégias de marketing digital e gestão de experiência do cliente no varejo brasileiro. 

Lilian explica que esta categoria de reclamações engloba dificuldades técnicas no checkout, falhas em sistemas de pagamento, indisponibilidade de plataformas e problemas no processamento de pedidos. “Trata-se de uma concentração considerável e que sugere ineficiências significativas na infraestrutura tecnológica dos varejistas durante períodos de alta demanda”, avalia.

estorno do valor pago aparece como segunda maior reclamação, correspondendo a 23,8% do total, evidenciando problemas críticos na gestão de devoluções e reembolsos, processos fundamentais para a confiança do consumidor. “Esse é um ponto de demanda que exige um cuidado ainda maior por afetar diretamente o bolso dos consumidores. A demora na devolução de valores tem impacto na satisfação e aumenta o risco reputacional das marcas”, alerta a doutora em marketing. 

Na sequência, o atraso na entrega representa 22,1% das reclamações, indicando deficiências significativas na logística e no cumprimento de prazos prometidos. Durante a Black Friday, o pico de volume de pedidos frequentemente sobrecarrega sistemas de distribuição, resultando em falhas operacionais.

Já a propaganda enganosa, um aspecto bastante abordado durante o período de promoções,  corresponde a 15,6% das reclamações registradas. “Não é incomum, durante a Black Friday, observarmos relatos que indicam fraude nas promoções, como o famoso ‘tudo pela metade do dobro’. Pode parecer um problema menor para muitos, afinal, existe a máxima do ‘compra quem quer’, mas é importante que as marcas e empresas entendam que esse tipo de divergência entre as expectativas criadas pelas campanhas de marketing e a realidade das ofertas disponibilizadas podem não apenas comprometer a credibilidade dos varejistas, como também gerar consequências legais relacionadas ao Código de Defesa do Consumidor”, reforça Lilian Carvalho. 

Split Payment no Brasil: implementação previsível para 2027 e foco B2B

Paulo Zirnberger, CEO da Omnitax, empresa especializada em inteligência tributária

O cenário tributário brasileiro está prestes a passar por uma transformação significativa com a introdução do Split Payment, uma estratégia inovadora prevista para entrar em vigor, agora, em 2027. A mudança terá inicialmente foco nas transações entre empresas (B2B) e deverá tornar a coleta de tributos mais eficiente, em tempo real e menos suscetível à evasão fiscal. No entanto, também traz implicações, que levaram o governo a optar por uma implementação gradual.

O conceito de Split Payment refere-se à divisão do pagamento de uma transação em duas partes: uma parte destinada ao vendedor e outra automaticamente revertida para o governo na forma de impostos. Assim, no momento da transação, um percentual do valor total é retido para o pagamento do imposto devido, simplificando o processo de recolhimento tributário. A adesão a este sistema ainda é uma grande dúvida nas empresas e nas administrações tributárias.

Os principais motivos para deixar sua implementação a partir de 2027 incluem o desenvolvimento da tecnologia e a preparação do mercado. Veja, a introdução gradual permite que as empresas, instituições financeiras e provedores de tecnologia se preparem adequadamente para a transição. Isso é essencial para garantir que todos os participantes estejam prontos para operar dentro do novo sistema e compreender suas funcionalidades. Existe, também, a fase voluntária inicial. Ou seja, inicialmente, as empresas terão a opção de adotar o Split Payment. Essa fase de adesão voluntária oferece a flexibilidade necessária para que as organizações possam testar o novo sistema, ajustar seus processos internos e entender as implicações tributárias sem a pressão de uma obrigatoriedade imediata.

O governo brasileiro reconhece que a prontidão do mercado é um fator crítico para o sucesso do Split Payment. A primeira fase será uma oportunidade para que um número suficiente de empresas se familiarize com o processo. A obrigatoriedade da adoção para transações B2C (business-to-consumer) será considerada conforme a evolução do sistema e a participação das empresas B2B. Além disso, a introdução gradual do sistema é uma estratégia para minimizar os riscos associados a uma transição abrupta. Uma implementação simultânea para todas as transações poderia resultar em complicações operacionais e legais, além de gerar confusão entre os usuários.

A perspectiva, por exemplo, é que esta mudança no cenário tributário, reduza a evasão fiscal. Com a retenção automática de impostos, a evasão fiscal pode ser reduzida, oferecendo ao governo uma melhor arrecadação e maior controle sobre as receitas tributárias. Essa alteração, promete, ainda, aumentar a transparência nas transações comerciais, uma vez que os impostos devidos são calculados e retidos no momento do pagamento, bem como deve diminuir a carga administrativa que as empresas enfrentam ao gerirem tributos, pois o processo será automatizado.

É aí que entra a inteligência tributária, ferramenta que pode desempenhar um papel fundamental na implementação e otimização do sistema de Split Payment no Brasil, especialmente com o foco nas transações B2B. Seja por meio da Análise de Dados em Tempo Real, o que ajuda as empresas a monitorarem suas transações e obrigações fiscais, seja através da Automação de Processos, reduzindo a carga administrativa sobre as empresas, especialmente na implementação do Split Payment. Ou seja, com a utilização de inteligência artificial e machine learning para melhorar a segurança dos dados fiscais e garantir a conformidade com a legislação tributária.

A inteligência tributária pode facilitar, também, a modelagem de cenários diversos, possibilitando que as empresas simulem diferentes situações de tributação sob o novo sistema. Isso ajuda os gestores a entenderem os impactos financeiros e operacionais do Split Payment em suas operações e a planejarem melhor suas estratégias fiscais, bem como sistemas de inteligência tributária que facilitem a geração de relatórios detalhados e auditorias fiscais. Com o Split Payment, a transparência nas transações será crucial, e relatórios automatizados podem fornecer insights valiosos sobre a conformidade tributária e o desempenho financeiro, ajudando as empresas a se prepararem para auditorias.
O fato é que ganhamos mais tempo até 2027, mas o Split Payment é um caminho sem volta e a inteligência tributária pode ser um aliado vital para as empresas no Brasil, ajudando a mitigar riscos, garantir conformidade e maximizar eficiência. A implementação do Split Payment programada para 2027 representa um passo significativo em direção à modernização do sistema tributário brasileiro, especialmente no que tange às transações B2B. A abordagem gradual, que prioriza a preparação do mercado e oferece uma fase inicial voluntária, revela uma estratégia prudente em um ambiente econômico complexo. Com a aceitabilidade e a adaptação ao novo sistema, o Brasil pode estar na vanguarda de práticas fiscais mais eficientes e transparentes, o que pode beneficiar tanto o governo quanto as empresas a longo prazo.

Transformação digital: por que a qualidade dos dados é o novo ativo crítico

A transformação digital avança com força na América Latina, impulsionada pela busca por maior eficiência, flexibilidade e inovação. No entanto, muitos projetos de modernização tecnológica enfrentam um desafio comum: a falta de dados limpos, coerentes e atualizados.

Migrar para ambientes mais modernos, como o SAP S/4HANA por meio do RISE with SAP, implica muito mais do que mover sistemas. Significa revisar o coração operacional do negócio e garantir que cada registro seja preciso, rastreável e útil para a tomada de decisões.

“A automação acelera os processos, mas apenas dados de qualidade garantem decisões seguras e sustentáveis”, afirma Germán Ruiz, COO do SNP Group LATAM. “A limpeza e a rastreabilidade das informações são hoje os verdadeiros pilares da transformação digital.”

Da limpeza à rastreabilidade: uma nova cultura de dados

Erros, duplicidades ou registros obsoletos podem afetar diretamente a operação e gerar altos custos financeiros. Por isso, a gestão da qualidade dos dados (data quality) tornou-se uma prioridade estratégica.

Com metodologias avançadas de depuração e validação, como a Lavadora de Migração de Dados da SNP, as empresas podem auditar, padronizar e manter a integridade das informações antes, durante e depois de uma migração tecnológica.

Essas ferramentas permitem eliminar inconsistências, validar integrações entre sistemas e gerar relatórios automáticos que fortalecem a rastreabilidade e a confiança interna. O resultado é uma cultura de dados confiável, em que as decisões se baseiam em informações precisas e verificáveis.

Qualidade dos dados na América Latina: diferentes níveis de maturidade, um mesmo objetivo

Embora os contextos empresariais variem entre os países, a região compartilha uma mesma visão: consolidar os processos de transformação digital sobre uma base de dados limpa e confiável.

  • Chile: eficiência e controle operacional
    O Chile se posicionou como um dos mercados mais consistentes na gestão de dados. Setores como energia, telecomunicações e bancário incorporaram processos de diagnóstico e limpeza como parte natural de seus projetos de transformação. A rastreabilidade e a coerência informacional tornaram-se sinônimos de eficiência, fortalecendo a continuidade operacional e a resiliência frente a auditorias e exigências do mercado.
  • México: modernização e consistência informacional
    O processo de modernização tecnológica no México avança junto ao crescimento industrial e ao fenômeno da relocalização. A adoção de plataformas mais ágeis evidenciou a importância de contar com dados consistentes e auditáveis.
    As empresas mexicanas — especialmente nos setores de manufatura, varejo e serviços financeiros — estão investindo em processos de validação que garantem que cada dado seja migrado corretamente, favorecendo operações mais seguras, rápidas e competitivas.
  • Brasil: maturidade digital e cultura de dados
    O Brasil lidera a região em práticas de governança e qualidade de dados (data governance e data quality). Com um ecossistema tecnológico robusto e corporações que priorizam a gestão da informação como vantagem competitiva, o país tornou-se referência regional em maturidade digital.
    Em indústrias como as financeiras, energéticas e manufatureiras, as organizações brasileiras utilizam metodologias automatizadas para limpar, auditar e padronizar grandes volumes de dados, permitindo o uso de análises avançadas e inteligência artificial com total rastreabilidade.

De dados limpos ao valor do negócio

A qualidade dos dados deixou de ser uma tarefa técnica para se tornar um habilitador estratégico do negócio. Empresas com informações precisas e atualizadas não apenas otimizam suas operações, mas também fortalecem a confiança de clientes, parceiros e órgãos reguladores.

“A data quality permite que as organizações tomem decisões mais rápidas, reduzam riscos e antecipem oportunidades”, acrescenta Ruiz. “Quando os dados estão sob controle, a inovação deixa de ser um risco e se transforma em uma oportunidade real de crescimento.”

Educação tecnológica eleva produtividade em 65,6% das empresas brasileiras, aponta pesquisa

A adoção de tecnologias emergentes e o investimento em educação tecnológica estão redefinindo o cenário da inovação nas empresas brasileiras. É o que aponta a 2ª edição da pesquisa “Educação Tech & Inovação nas Empresas 2025/26”, conduzida pela Alura + FIAP Para Empresas. O estudo ouviu profissionais de Recursos Humanos, Treinamento & Desenvolvimento e Tecnologia, e revelou que mais 65,6% das organizações já percebem aumento na produtividade após investir em capacitação tecnológica.

Além disso, 81% dos respondentes afirmam que a Inteligência Artificial tem impacto direto na performance dos times, atribuindo uma nota média de 9,2 em uma escala de 0 a 10 à contribuição da IA para os resultados corporativos.

“A capacitação e o desenvolvimento de competências tecnológicas são pilares fundamentais para as empresas que desejam responder com agilidade às transformações do mercado e se manter competitivas”, destaca Tavane Gurdos, diretora geral da Alura + FIAP Para Empresas. “É preciso preparar pessoas de todas as áreas para pensar estrategicamente a tecnologia e saber usá-la como um ativo de crescimento e inovação”.

Investimento e prioridades em capacitação

A maioria das organizações direciona seus orçamentos para parcerias educacionais, priorizando plataformas de aprendizado com trilhas estruturadas, além da aquisição de treinamentos pontuais e da coparticipação em cursos de graduação e pós-graduação.

Mesmo com avanços consistentes, 87% das empresas ainda não atingiram maturidade digital plena, e apenas 13% se consideram digitalmente maduras, uma queda de 21% em relação a 2023, o que reforçar a necessidade de olhar para as estratégias de desenvolvimento diante de mudanças tecnológicas aceleradas. O estudo aponta, inclusive, que a capacitação em tecnologia é vista como ferramenta essencial para fomentar culturas voltadas à performance e desenvolver lideranças preparadas para conduzir a transformação digital, com mais de 50% dos respondentes trazendo essas questões como fundamentais.

Liderança e personalização: motores da transformação

Um dos achados mais relevantes da pesquisa é o papel da liderança na efetividade das ações de aprendizado, com 61,83% das empresas já oferecendo programas  voltados ao desenvolvimento de líderes.

Mais de 80% dos respondentes afirmam que a personalização da jornada de aprendizado é essencial para gerar resultados mais consistentes, evidenciando a necessidade de estratégias customizadas, que combinem tecnologia, dados e propósito de negócio. O estudo também evidencia que a educação tecnológica está cada vez mais integrada às estratégias de negócios das organizações. 

As empresas que investem em capacitação relatam maior agilidade para responder às mudanças do mercado e fortalecer sua competitividade, destacando a capacitação como um componente estratégico essencial para a inovação e sustentabilidade dos negócios no ambiente digital atual. A pesquisa apontou que 47% dos respondentes afirmaram que todas as pessoas colaboradoras das empresas são incentivadas a se desenvolverem em tecnologia —  um aumento de 33% em relação à 2023. Isso reforça a ideia de que a tecnologia está presente em todas as áreas, e não mais restrita apenas aos profissionais com uma formação específica. “O líder que aprende e incentiva o aprendizado multiplica a transformação. Quando a liderança entende o poder estratégico da educação tech, ela se torna catalisadora de inovação e performance”, afirma Tavane.

IA e inovação: oportunidades em expansão

Mesmo com o uso ainda incipiente, a Inteligência Artificial já começa a ganhar espaço em diferentes setores. As áreas de Tecnologia (81,7%), Dados (54,1%), Marketing (37,4%) e Recursos Humanos (29,7%) são as que mais utilizam ferramentas de IA no dia a dia.

Entre as prioridades estratégicas apontadas pelas empresas para o aumento da eficiência operacional, destaca-se especialmente a adoção de Inteligência Artificial, o desenvolvimento de lideranças e a implementação de metodologias ágeis.

Apesar de todos os benefícios em produtividade e da relevância desses temas, ainda há desafios importantes para que a aprendizagem tecnológica realmente se consolide no cenário nacional. Entre os obstáculos mais frequentes apontados pelos participantes do estudo estão: a falta de orçamento destinado à formação, o baixo engajamento dos profissionais e a necessidade de maior sensibilização das lideranças sobre a importância do aprendizado contínuo. Vale destacar que o levantamento considerou respostas múltiplas, evidenciando que tais desafios são recorrentes e coexistem na realidade das empresas brasileiras.

“A combinação entre educação e tecnologias emergentes, como a Inteligência Artificial é o novo eixo de competitividade das empresas. Quando os times aprendem a usar a tecnologia de forma estratégica, o impacto vai muito além da produtividade: transforma culturas e acelera resultados”, conclui Tavane.

Comprar agora, pagar depois e perder o controle

O consumo entre jovens da Geração Z está passando por uma transformação marcada pela velocidade, pelo apelo emocional das redes sociais e pela oferta de crédito sem preparo. Nesse cenário, o endividamento cresce e se normaliza. De acordo com o Mapa da Inadimplência, o Brasil registrou 78,8 milhões de pessoas inadimplentes em agosto de 2025, sendo que 11,4% têm entre 18 e 25 anos. A combinação entre baixa educação financeira e exposição constante a estímulos de compra imediata tem colocado essa faixa etária entre as mais vulneráveis ao crédito rotativo.

“O primeiro contato com o cartão de crédito acontece, muitas vezes, antes de qualquer noção de planejamento. O cartão vira extensão de renda e não um instrumento financeiro. É aí que a armadilha se cria”, afirma Rodrigo Mandaliti, presidente do IGEOC e especialista em finanças. Ele destaca que o problema não é apenas individual. O consumo guiado por desejo instantâneo, reforçado por influenciadores, algoritmos e campanhas segmentadas, cria uma cultura de gasto contínuo, sem visão de consequência.

Uma pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostra que 49% dos consumidores já realizaram compras diretamente pelas redes sociais. Para os jovens, que passam grande parte do tempo conectados, o estímulo é ininterrupto. “As redes sociais atuam como vitrines permanentes. Quando se junta conveniência, parcelamento e aprovação imediata, a decisão de compra deixa de ser racional e passa a ser emocional”, completa Mandaliti.

Sem noções mínimas de planejamento, reserva financeira e impacto dos juros, os jovens entram em um ciclo que compromete renda futura e limita a autonomia financeira logo no início da vida produtiva. Para o especialista, a solução não é restringir consumo, mas ensinar estratégia. “Educação financeira não é sobre proibir, é sobre contexto. A pergunta não é: ‘eu quero?’,  ‘isso cabe no meu mês, no meu plano e no meu futuro?’. Quando o jovem aprende a fazer essa pausa, o comportamento muda”.