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Pesquisa da Sinch revela: brasileiros confiam mais nas recomendações de IA do que a média global

A confiança na Inteligência Artificial (IA) já é um fator determinante para o engajamento do consumidor nas interações com marcas. Segundo a nova pesquisa global da Sinch, líder em comunicação omnichannel, 56,6% dos brasileiros afirmam confiar igualmente nas recomendações de produtos feitas por chatbots de IA e por pessoas reais – índice superior à média global de 46%.

O dado revela que o consumidor brasileiro está mais aberto a integrar a IA ao seu processo de compra, especialmente em jornadas de mensageria que combinem conveniência, personalização e agilidade.

Tendência global: RCS cresce e experiências ricas ganham espaço

A pesquisa, realizada com 3.180 pessoas em países como Austrália, Canadá, França, Alemanha, Índia, México, Espanha, Reino Unido, EUA e Brasil, mostra que o RCS (Rich Communication Services) avança por oferecer experiências mais visuais e interativas.

Recursos como imagens, botões de ação e carrosséis de produtos tornam as mensagens mais atrativas e funcionais. Globalmente, 47% dos consumidores preferem mensagens ricas (com imagem, botão ou link) em vez de textos simples – indicando um novo padrão de comunicação mais imersivo e orientado à ação.

Brasil: consumo mais aquecido e preferência clara pelo WhatsApp

O Brasil apresenta um cenário particular: 45,4% dos consumidores planejam gastar mais nas compras de fim de ano em comparação a 2024 – contra 31,5% no mundo.

Quanto à preparação para promoções, 43,7% dos brasileiros e 37,3% dos consumidores globais já estão atentos às ofertas um mês antes da Black Friday.

No país, o WhatsApp é disparado o canal favorito para receber promoções durante o BFCM, citado por 60% dos respondentes. Já o RCS ainda está em fase inicial de adoção. A confiança, a rapidez de resposta e a sensação de proximidade fazem do WhatsApp o canal mais eficaz para engajar consumidores brasileiros.

Experiência do cliente: rastreamento e automação são prioridade

Durante a temporada de compras, 83,8% dos brasileiros e 61,6% dos consumidores globais valorizam mensagens com atualizações de envio e rastreamento.

Os chatbots têm papel central:

Status de pedidos (envio, entrega, localização): 60,8% no Brasil e 52,9% globalmente.

Informações sobre produtos antes da compra: 51,5% no Brasil e 43,5% no mundo.

Impacto visual e personalização no processo de compra

No Brasil, 71% dos consumidores afirmam que imagens aumentam o interesse por uma oferta – ante 47% globalmente. Isso reforça que o aspecto visual tem peso maior na conversão local.

O desafio das marcas

A pesquisa reforça que as empresas precisam alinhar canal, momento e formato para maximizar resultados. Enquanto no cenário global o RCS se consolida como aposta para experiências mais ricas, no Brasil o grande potencial está no uso avançado do WhatsApp, combinando imagem, personalização, CTA direto e automação inteligente.

“O futuro da comunicação no varejo passa pela mensageria rica e interativa, onde cada mensagem é uma experiência de compra em si. Marcas que souberem explorar esse território com inteligência e empatia sairão na frente durante o BFCM – e além dele”, destaca Mário Marchetti, Managing Director Latin America, da Sinch no Brasil.

Só 14% das empresas brasileiras usam IA para vender mais na Black Friday

Em preparação para a Black Friday, apenas 14% das empresas brasileiras estão nos estágios mais avançados de uso de soluções de inteligência artificial (IA) para impulsionar negócios e alavancar vendas. O dado é do índice gMataAI, criado pelo Google para medir a maturidade digital dos grandes anunciantes do país.

A média de maturidade dos negócios analisados ficou em 46%, um percentual considerado baixo e que evidencia as dificuldades de muitas empresas, inclusive grandes players, em expandir o uso da IA em seus processos internos. Apesar disso, quatro em cada dez companhias já utilizam soluções de IA em suas operações, impactando diretamente o desempenho em datas estratégicas como a de novembro.

Entre os setores mais avançados estão o varejo e a moda, que alcançam 76% e 68% no índice, respectivamente. Telecomunicações e viagens vêm em seguida, com 66% e 61%. Os dados mostram que setores com acesso direto a informações sobre valores e recorrência de compra partem de uma posição de vantagem, conseguindo tomar decisões mais rápidas e assertivas, especialmente em períodos de alto movimento como a Black Friday.

Mesmo com a maturidade em IA ainda limitada, estratégias inteligentes de pagamento podem influenciar diretamente os resultados. No caso da Divibank Pay, por exemplo, 9% das transações foram negadas na primeira tentativa, mas a orquestração de pagamentos permitiu recuperar parte dessas vendas, reduzindo perdas durante a data. “Nosso objetivo é garantir que cada venda tenha a chance de ser concluída, sem comprometer a segurança. Com a orquestração de pagamentos, conseguimos recuperar vendas que poderiam ser perdidas e apoiar empresas em um dos períodos mais críticos do ano”, afirma Rebecca Fischerco-fundadora e Chief Strategy Officer (CSO) da Divibank.

O episódio evidencia um ponto importante: mesmo com baixa maturidade em IA, operações comerciais bem estruturadas e atenção a processos críticos podem fazer diferença em datas estratégicas, mostrando que tecnologia e gestão eficiente andam lado a lado no comércio brasileiro.

Caso tenha interesse na pauta, basta me avisar que faço a ponte com a executiva.

Dinamize completa 25 anos com festa e expectativa de faturar R$ 26 milhões

A Dinamize, referência nacional em soluções de automação de marketing, completa 25 anos em 2025 e comemora a data com uma grande festa no dia 16 de outubro, em São Paulo. Entre os cerca de 300 convidados esperados, estarão nomes de destaque como Alfredo Soares, fundador e CEO da G4 Educação, Ewerton Fulini, Vice Presidente do Instituto Ayrton Senna, Martha Gabriel, palestrante especialista em Futurismo pelo IFTF (Institute For The Future) e autora de best-sellers, e Dado Schneider, palestrante especialista em comportamento, comunicação e o impacto das novas gerações.

Com faturamento de R$ 24 milhões em 2024 e expectativa de crescer 10% no próximo ano, a Dinamize celebra uma história marcada pela inovação e pela adaptação às mudanças do mercado digital. “Chegamos até aqui graças à confiança dos clientes e ao talento do nosso time. Esta festa é uma forma de agradecer e compartilhar o que conquistamos”, afirma Jonatas Abbott, CEO da companhia.

A programação inclui homenagens a clientes históricos e parceiros de longa data, além de dinâmicas interativas, como a tradicional roleta da Dinamize, que dará prêmios ao público ao longo da noite. Entre os brindes, estão edições especiais da Estrela — como a Autorama Ayrton Senna e um Banco Imobiliário personalizado —, kits da Kiss New York e itens da Faber-Castell, além de cafés selecionados da Monodor.

A festa também contará com a banda Só Amor, que garante o clima musical da noite, e com ativações especiais, como espaço instagramável para fotos, decoração personalizada e drinks exclusivos.

Com sede em Porto Alegre e operações em São Paulo e Minas Gerais, a Dinamize atende mais de 12 mil clientes no Brasil e no exterior, entre eles marcas como Tigre, Sicredi, B3, TAP Air Portugal, Universidade de São Paulo (USP), Tilibra, Beto Carrero e Whirlpool. A festa de 25 anos simboliza não apenas a celebração de uma trajetória de crescimento consistente, mas também o início de uma nova fase de expansão para os próximos anos.

Serviço
Evento: Festa de 25 anos da Dinamize

Data: 16 de outubro de 2025

Horário: 20h30

Público: clientes, parceiros e convidados da empresa

IA assumirá e apoiará funções críticas na alta gestão

A Robert Half, consultoria global em soluções de talentos, acaba de divulgar uma pesquisa que revela como as tecnologias emergentes irão transformar profundamente a alta gestão até 2035. O levantamento mostra que ferramentas como Inteligência Artificial (IA), automação inteligente, conectividade 6G e novas soluções de cibersegurança não apenas apoiarão, mas irão assumir funções críticas da liderança executiva, alterando o papel dos gestores na tomada de decisão estratégica.

De acordo com o estudo, 84% dos executivos entrevistados apontam a segurança cibernética como o principal vetor de mudança, seguida por Inteligência Artificial Geral (81%), automação robótica de processos (78%) e conectividade 6G (77%). A pesquisa também indica que áreas como gestão financeira, previsões, inovação em produtos e até a definição de estratégias de negócio serão cada vez mais impulsionadas por disrupções tecnológicas.

“Estamos vivendo uma contagem regressiva para uma nova era da gestão corporativa. As funções executivas, antes marcadas pelo julgamento humano e pela experiência acumulada, passarão a contar com sistemas inteligentes que oferecem velocidade, precisão e escala incomparáveis. Isso não diminui o papel da liderança, mas exige aptidão para direcionar estratégias em um ambiente de alta complexidade tecnológica”, orienta Maria Sartori, diretora de mercado da Robert Half.

TOP 10 tecnologias que moldarão a liderança executiva até 2035:

  • Segurança cibernética e novas soluções de rede (84%)
  • Inteligência Artificial (AGI) (81%)
  • Automação robótica de processos (78%)
  • Conectividade 6G (77%)
  • Realidade aumentada e realidade virtual (77%)
  • Machine learning (75%)
  • Automação inteligente de processos (74%)
  • Computação quântica (72%)
  • Blockchain e tecnologias descentralizadas (69%)
  • Biotecnologia e engenharia genética (69%)

Funções em que a IA terá papel central até 2035

  • Pequenas e médias empresas (PMEs) – IA assumirá totalmente:1) Medição de desempenho e relatórios
    2) Tomada de decisão estratégica
    3) Gestão financeira, previsões e relatórios
    4) Insights e personalização para clientes
    5) Gestão da produtividade da força de trabalho

    IA dará suporte:1) Desenvolvimento e requalificação da força de trabalho
    2) Aquisição de talentos e planejamento da força de trabalho
    3) Otimização da cadeia de suprimentos e operação
    4) Estratégias de engajamento e retenção de funcionários5) Gestão de riscos, regulamentação e compliance
  • Grandes empresas – IA assumirá totalmente:1) Inovação e desenvolvimento de produtos
    2) Gestão de riscos, regulamentação e compliance
    3) Planejamento de cenários e simulações
    4) Gestão da produtividade da força de trabalho
    5) Otimização da cadeia de suprimentos e operação

    IA dará suporte:1) Aquisição de talentos e planejamento da força de trabalho
    2) Mensuração e relatórios de desempenho
    3) Estratégias de engajamento e retenção de funcionários
    4) Gestão da produtividade da força de trabalho
    5) Gestão financeira, previsão e relatórios

“É um momento de oportunidade para executivos que souberem se antecipar. Apesar dessa disrupção, líderes não serão substituídos, mas terão de desenvolver novas competências, isso é fato. Para liderar essa transformação, investir em requalificação, novas habilidades digitais e visão adaptativa é indispensável”, complementa Sartori.

MetodologiaA pesquisa foi conduzida com 100 executivos brasileiros – incluindo membros de conselhos, alta gerência e média gestão – e 100 investidores de private equity da Europa e dos Estados Unidos, trazendo uma visão integrada sobre os rumos da liderança empresarial nos próximos dez anos.

WEBINAR: A jornada de um brasileiro no Vale do Silicio

Nesta segunda-feira (06), às 19h, acontece o webinar “Do Zero aos R$81 Milhões Captados: A jornada de um brasileiro no Vale do Silício”, iniciativa da 49 Educação com participação do Nicolas Silberstein Camara, cofundador e CTO da Firecrawl, startup especializada em estruturar dados da internet para alimentar sistemas de inteligência artificial (IA). 

Durante o evento online, Camara falará sobre as estratégias que levou a startup a captar R$ 81 milhões. Além de abordar a experiência na Y Combinator, estratégias para desenvolver produtos de IA que atraem fundos internacionais e os bastidores da rodada de captação milionária. “Mais do que captar, a nossa jornada na Firecrawl é sobre mostrar que empreendedores brasileiros podem se destacar no maior palco de inovação do mundo”, afirma Nicolas Silberstein Camara.

FICHA TÉCNICA

Do Zero aos R$81 Milhões Captados: A Jornada de um Brasileiro no Vale do Silício.

Quando: 06/10/2025, às 19h.

Formato: Webinar, online

Inscriçõeshttps://active.49educacao.com.br/lp-webinar-firecrawl 

E-commerce: nacionalização de importados pode reduzir o frete em até 50%

A aquisição direta de produtos importados pelo consumidor final no varejo on-line, muitas vezes, é marcada por uma jornada complexa e onerosa. Além da demora para receber o produto, ele muitas vezes se depara com a imprevisibilidade tributária. Mesmo com programas que buscam simplificar o processo, o consumidor ainda pode ter cobranças extras de impostos, e o descontentamento gerado atinge diretamente a reputação da marca. Essa urgência por velocidade e clareza é o novo padrão do mercado.

A nacionalização de produtos é estratégica para a logística no e-commerce. A parceria com uma trading especializada permite aos grandes grupos varejistas, por exemplo, oferecerem ao consumidor o que ele mais valoriza: preço competitivo, entrega rápida e transparência. Ao transformar a complexidade aduaneira em uma operação fluida e controlada, a Tek Trade, especializada no setor, afirma que os resultados são custos menores e aumento da eficiência, sem falar no ganho em confiança e fidelidade do comprador, o maior valor no dinâmico mercado digital.

“A solução está em otimizar a rota e reverter a lógica do fluxo. A nacionalização opera sob um conceito simples, mas de impacto colossal: o e-commerce com uma trading, como a Tek Trade, atuando para importar produtos em grandes volumes, de forma centralizada e sob um único regime aduaneiro”, explica o diretor da Tek Trade, Sandro Marin.

Uma vez nacionalizada, a mercadoria é estocada em um centro de distribuição no Brasil. O produto, que antes levaria de 30 a 60 dias para ser entregue vindo da Ásia, agora pode chegar a qualquer parte do país em menos de 7 dias, a um custo infinitamente menor.

Estudos comparativos realizados pela empresa mostram que o frete de uma encomenda individual da China para o Brasil pode custar até 50% a mais do que o frete doméstico para o mesmo produto, considerando as taxas e impostos de desembaraço individuais. Ao consolidar as remessas, os grupos de e-commerce diluem os custos operacionais e fiscais, obtendo ganhos de escala que podem ser repassados ao consumidor e ainda melhorar a margem de lucro.

Nesse novo modelo, a atuação da trading company é fundamental. Além da intermediação, a expertise em planejamento tributário e regimes aduaneiros especiais é o que viabiliza a operação. A Tek Trade, por exemplo, possui um know how aprofundado na gestão de processos que, dependendo do caso, podem reduzir ou até isentar impostos sobre insumos e equipamentos importados, otimizando ainda mais a operação.

“Atuamos desde a viabilidade fiscal e financeira da importação até a gestão do transporte e armazenagem, ou seja, gerenciamos a cadeia de ponta a ponta, garantindo a conformidade fiscal para que não haja surpresas como o caso do consumidor receber cobranças de taxas. Isso protege a reputação do e-commerce e assegura a satisfação do cliente final”, explica Marin.

C6 Bank lança campanha de renegociação de dívidas com descontos de até 99%

A partir de hoje, clientes do C6 Bank com dívidas de cartão de crédito poderão renegociar e quitar débitos com até 99% de desconto. A iniciativa faz parte da Reneg Week, que vai até 10 de outubro e pretende ajudar os clientes a quitar suas dívidas e recuperar sua saúde financeira. O valor do débito pode ser parcelado em até 72 vezes, dependendo do perfil da dívida.

“A campanha foi criada para oferecer soluções flexíveis de renegociação e apoiar o cliente na busca por uma vida financeira sustentável. Nossa intenção é proporcionar tranquilidade, respeitando o momento de cada um, e construir um relacionamento baseado em confiança”, diz Renê Gonçalves, responsável pela área de operações do C6 Bank. “Estamos caminhando para o fim do ano e essa é uma ótima oportunidade de renegociar os contratos de crédito, pensando no longo prazo.”

Clientes pessoas físicas e jurídicas com dívidas em atraso no cartão de crédito podem aproveitar as condições especiais da campanha. Os descontos de até 99% são válidos para o pagamento das dívidas à vista, enquanto para pagamentos parcelados eles vão até 98% do valor total. 

A renegociação pode ser feita diretamente pelo app do C6 Bank, pelo site, por WhatsApp (11 2832 6088) e pelos telefones da Central de Relacionamento (3003 6116 para capitais e regiões metropolitanas e 0800 660 6116 para demais localidades). Os canais de atendimento funcionam 24 horas por dia.

AliExpress impulsiona a chegada de marcas internacionais no Brasil

O mercado de tecnologia no Brasil tem se mostrado cada vez mais aberto a marcas globais que oferecem inovação com preços competitivos. Grande parte desses produtos chega ao consumidor por meio do comércio eletrônico, como o AliExpress, que se consolidou como vitrine para lançamentos e tendências vindos de diferentes partes do mundo.

Entre os relógios inteligentes e pulseiras de monitoramento, marcas como Amazfit e Haylou conquistaram espaço por aliarem design, múltiplas funções e boa autonomia de bateria. No setor de áudio, SoundPEATS e Tronsmart se tornaram conhecidas por oferecer fones que unem qualidade sonora e conectividade estável. Já em acessórios, empresas como Baseus, UGREEN e Lenovo Thinkplus se destacam por atender demandas que vão de carregadores portáteis a cabos de alta performance, acompanhando a rotina cada vez mais digital dos usuários.

Outro segmento em ascensão é o de automação residencial. Produtos como os aspiradores inteligentes da Roborock e os drones da DJI representam o avanço das soluções que transformam a experiência doméstica e de lazer, trazendo tecnologia de ponta para diferentes perfis de consumidores.

Para destacar esse cenário, o AliExpress preparou a curadoria TrendSetters 2025, reunindo em um só espaço marcas consolidadas e novos nomes que já despertam interesse do público brasileiro.

Transformação digital: o equilíbrio essencial entre agilidade e estratégia

A transformação digital pode ser um desafio para empresas e isso inclui a inserção e o uso de inteligência artificial no dia a dia. Isso porque, ao utilizar a IA como solução na rotina, é necessário manter o equilíbrio entre a agilidade nas tomadas de decisão e o investimento de longo prazo para que essa transição seja bem-sucedida. Essa estabilidade define o sucesso ou o fracasso de muitas iniciativas, pois o obstáculo não é apenas adotar novas tecnologias, mas alinhar a velocidade da inovação com a visão e os investimentos sustentáveis.

De acordo com o Índice Transformação Digital Brasil (ITDBr) de 2024, produzido pela PwC, para quase metade dos participantes da pesquisa, a resistência a mudanças é o principal desafio no processo. A falta de visão de um modelo de negócios (22%) e a aversão ao risco (20%) são outros problemas importantes.

O relatório também destaca que, embora as empresas brasileiras estejam cada vez mais conscientes da relevância das inovações digitais, o ritmo de integração de novas soluções ainda depende de uma governança eficaz e de estratégias alinhadas às realidades operacionais e de mercado.

Na prática, porém, o que pode impedir uma transição digital de sucesso em um negócio?

Muitas empresas adotam metodologias ágeis para responder rapidamente às mudanças do mercado e às demandas dos clientes. Embora o resultado seja quase que instantâneo, essa abordagem permite apenas ciclos curtos de desenvolvimento, sendo escasso de constância no alto desempenho e entrega de valor. Além disso, elas tendem a ignorar o longo prazo, levando a um acúmulo de soluções fragmentadas e desconectadas. Sem uma visão clara, os “projetos ágeis” podem se tornar ineficientes e não escaláveis, gerando gastos desnecessários e dificuldade de integração no futuro.

Por outro lado, grandes companhias muitas vezes operam com sistemas antigos e complexos, que podem até gerar resultados, mas deixam a desejar quando o assunto é prática e rapidez no funcionamento da IA. Apesar disso, mesmo que decidam realizar a transição e integrar novas tecnologias a uma infraestrutura renovada, o desafio se torna técnico e financeiro.

Novos sistemas e capacitações demandam esforço, tempo e dinheiro. No entanto, apenas investir em equipamentos, por exemplo, não é suficiente se a organização continuar presa a processos tradicionais e burocráticos, que tendem a estagnar o desenvolvimento e reforçar uma mentalidade enraizada, sem perspectiva de atualização e inovação.

É justamente por isso que a modernização tecnológica precisa vir acompanhada de agilidade e de um planejamento estratégico bem estruturado. Dessa forma, a organização mantém a mente aberta para experimentar, aprender e garantir que esses aprendizados se traduzam em inovações significativas e sustentáveis.

Equilibrar a velocidade da inovação na identificação de falhas, a visão estratégica de futuro e os investimentos em cibersegurança e análise de dados permite que a empresa responda rapidamente às novas demandas do mercado, ao mesmo tempo em que se posiciona de forma sólida.

Quando todos entendem o propósito de longo prazo, a transição digital se torna uma ferramenta para alcançar a visão de futuro da companhia, e não apenas uma nova metodologia. Se os gestores e organizações não compreendem isso rapidamente, serão excluídos do mapa dos negócios em pouco tempo.

*André Sih é Founder & Managing Partner da Fu2re.

Cibersegurança além do perímetro: identidade digital é o novo escudo das empresas

O mais recente ataque ao sistema financeiro brasileiro se tornou um caso emblemático sobre como o conceito tradicional de perímetro corporativo ficou ultrapassado. Com criminosos explorando identidades legítimas para invadir sistemas, fica claro que proteger acessos e credenciais tornou-se o principal desafio das organizações. Em vez de mirar exclusivamente na infraestrutura técnica, cibercriminosos agora se concentram no fator humano, utilizando credenciais válidas para acessar informações confidenciais sem levantar suspeitas.

No último grande ataque registrado no país, invasores utilizaram contas legítimas roubadas para distribuir malwares de forma silenciosa, expondo vulnerabilidades graves na gestão de identidade das empresas envolvidas. Ataques baseados em credenciais roubadas já representam mais de 70% dos incidentes cibernéticos globais, com perdas anuais que chegam a US$ 13 milhões por empresa. Na América Latina, essa realidade é ainda mais crítica, com 82% das violações decorrendo justamente do mau uso de credenciais ou falhas humanas.

Identidade digital: o novo perímetro de segurança

A aceleração da transformação digital trouxe não apenas agilidade e inovação aos negócios, mas também desafios complexos para a segurança corporativa. Com o modelo tradicional de proteção baseado em infraestrutura ficando obsoleto, o perímetro físico das organizações, antes facilmente demarcado por redes internas e firewalls, perdeu sua relevância.

Atualmente, o conceito de perímetro é fluido, moldado pelo comportamento dinâmico dos usuários e pela forma descentralizada com que os sistemas são acessados. Nesse contexto, a identidade digital é, agora, a nova fronteira crítica, impondo uma mudança estratégica profunda: as empresas precisam garantir que cada credencial, cada usuário e cada dispositivo sejam continuamente verificados e validados antes de acessar informações sensíveis ou executar transações críticas.

Essa nova dinâmica de segurança está alinhada à filosofia do modelo Zero Trust, cuja premissa básica é nunca confiar implicitamente, independentemente do ponto de acesso. O perímetro agora é formado pela própria identidade dos usuários e dispositivos autorizados, redefinindo o que se entende por segurança eficaz.

Diferentemente da abordagem anterior, em que bastava manter o criminoso fora da rede, hoje é fundamental assegurar continuamente que um usuário autorizado não seja, na verdade, um invasor disfarçado. O conceito central é a autenticação permanente e adaptativa, em que cada requisição de acesso passa por múltiplas camadas de verificação contextual, incluindo análise de localização, dispositivo, comportamento e horário, além da identidade propriamente dita.

Gestão de identidades: ponto nevrálgico para cibersegurança

A gestão inadequada de identidades digitais abre espaço para ameaças críticas como movimento lateral, quando invasores usam uma única credencial comprometida para acessar diversos sistemas internos, explorando permissões excessivas.

Além disso, falhas simples, como a dependência exclusiva de senhas fracas, permitem acesso indevido, possibilitando que atacantes se disfarcem de usuários legítimos para obter dados confidenciais sem serem detectados. Fraudes internas, realizadas por usuários mal-intencionados ou invasores que assumem contas privilegiadas, também se tornam frequentes sem controles rígidos e monitoramento contínuo.

Outra ameaça crescente é o spear phishing, um ataque direcionado que utiliza informações detalhadas sobre executivos ou administradores para criar comunicações altamente convincentes, induzindo as vítimas a entregarem suas credenciais ou acessos privilegiados.

Por fim, substituir senhas estáticas por métodos mais robustos, como passkeys baseadas no padrão FIDO ou autenticação por certificados digitais, reduz significativamente o risco associado a credenciais vulneráveis ou repetidas. Na prática, empresas que adotaram esses mecanismos enfrentaram menos tentativas de fraude, comprovando que uma estratégia sólida e contínua de proteção de identidades é fundamental para blindar organizações contra o atual panorama de ameaças digitais.

Diante desse cenário, as empresas precisam adotar algumas medidas de proteção, tais como: uma forte governança de identidades, com políticas claras para gestão de IAM (Identity and Access Management), e segmentação de redes e aplicações, com controles reforçados para acessos críticos, como autenticação multifator, ajuda a limitar danos em caso de invasão, bloqueando movimentos laterais e protegendo áreas mais sensíveis.

Além disso, o uso da Inteligência Artificial (IA) para monitoramento contínuo e análise comportamental em tempo real pode trazer uma camada extra de monitoramento ao perímetro. Por fim, é fundamental consolidar uma cultura corporativa de segurança por meio de treinamentos regulares e simulações práticas, garantindo que todos – do nível operacional à alta gestão – estejam preparados e conscientes de seu papel na prevenção de ataques baseados em roubo ou manipulação de identidades digitais.

Em um momento no qual a ameaça é dinâmica e o perímetro de segurança está pulverizado em milhares de identidades digitais, a defesa corporativa precisa evoluir constantemente. Proteger a identidade não significa apenas adotar tecnologias avançadas, mas implementar uma estratégia completa que envolva governança rigorosa, conscientização contínua e uso inteligente de recursos como IA e autenticação adaptativa.