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E-Ciber 2025: todos os setores devem se responsabilizar pela Cibersegurança

A cibersegurança deixou de ser uma preocupação exclusiva de especialistas e departamentos de TI. Com a publicação da Estratégia Nacional de Cibersegurança (E-Ciber 2025), o governo brasileiro mostra que toda sociedade tem responsabilidade pela proteção digital. O documento, que substitui a versão de 2020, não se dirige apenas ao Estado, mas convoca empresas, universidades e cidadãos a atuarem em conjunto pela soberania digital do país.

“A E-Ciber 2025 é um marco porque amplia a discussão para além do círculo técnico. Ela nos chama a uma responsabilidade coletiva, algo que até então era visto como tarefa do governo ou de grandes corporações”, afirma Michele Nogueira, PhD em Ciência da Computação pela Universidade de Sorbonne e professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Isso porque o risco digital cresce mais rápido que a capacidade de proteção. O Fórum Econômico Mundial, em seu relatório Global Cybersecurity Outlook 2025, aponta que dois terços das empresas já preveem o impacto da Inteligência Artificial (IA) na segurança digital. No entanto, apenas 37% possuem ferramentas para avaliar esses riscos.

Entre as pequenas e médias empresas (PMEs), o cenário é ainda mais preocupante: 69% não contam com mecanismos seguros para a adoção de IA. A nova estratégia brasileira reconhece essa fragilidade. PMEs são alvos frequentes e, quando atacadas, podem comprometer cadeias inteiras de fornecimento.

“Se as pequenas engrenagens falham, todo o sistema pode entrar em colapso. PMEs são alvos fáceis porque, em geral, não têm equipes especializadas. Atacá-las é a porta de entrada mais fácil para comprometer cadeias inteiras”, explica Michele Nogueira.

Os eixos da Estratégia

A E-Ciber 2025, proposta pelo Comitê Nacional de Cibersegurança (CNCiber), que agora inclui o setor empresarial e a sociedade civil, é estruturada em pontos-chaves:

  • Governança nacional: a estratégia estabelece que o CNCiber será o órgão coordenador, com mecanismos de regulação, fiscalização e controle.
  • Soberania tecnológica: a meta é estimular o desenvolvimento de soluções nacionais para reduzir a dependência de tecnologias estrangeiras.
  • Inclusão e diversidade: o documento direciona atenção especial a grupos vulneráveis, como crianças, adolescentes e pessoas neurodivergentes.
  • Maturidade cibernética: propõe padrões de certificação para elevar o nível de segurança em todos os setores.
  • Inovação: incentiva o desenvolvimento e a segurança em PMEs e startups, reconhecendo sua importância em setores críticos.

Cibersegurança na Prática

A estratégia prevê medidas concretas, como a exigência de due diligence cibernética em operações de fusões e aquisições. Esse processo permite que falhas de segurança sejam detectadas antes da finalização de um negócio, evitando perdas financeiras.

“A due diligence cibernética é essencial. O ataque à C&M Software, que explorou credenciais vazadas e afetou 293 instituições financeiras, é um exemplo prático de como falhas críticas podem custar bilhões. A nova estratégia propõe protocolos de resposta e planos de contingência para evitar situações semelhantes”, ressalta Michele Nogueira.

A educação também é um pilar da E-Ciber 2025. O documento defende a capacitação de professores e gestores para difundir noções de segurança desde a educação básica. Outro ponto é a proteção de grupos vulneráveis. Dados alarmantes mostram que mais de 60% das denúncias de crimes na Internet envolvem abuso infantil. A estratégia enfatiza que essa proteção deve estar no centro das políticas digitais.

“A E-Ciber nos convida a superar a ‘menoridade da cibersegurança’, assumindo uma postura crítica e responsável. A efetividade da estratégia, no entanto, dependerá do engajamento coletivo. Nenhuma diretriz se sustenta sozinha. A cibersegurança precisa ser vivida na prática, no cotidiano de cada cidadão”, conclui a cientista da computação.

Mudança no comando do GPA marca nova fase sob liderança brasileira

A assembleia desta segunda-feira (6) consolidou a transferência do controle do conselho de administração do Grupo Pão de Açúcar (GPA) para a família mineira Coelho Diniz, encerrando um ciclo de 13 anos de predominância do grupo francês Casino.

O novo conselho, composto por nove membros, passa a ter maioria formada por representantes ligados à família e aliados estratégicos.

Para o advogado Ramiro Becker, sócio-fundador do Becker Advogados, a mudança é um marco relevante de governança corporativa:

“Essa movimentação concentra na família Coelho Diniz o controle efetivo do conselho, o órgão decisor mais importante de uma companhia. Isso significa que as principais definições estratégicas, como investimentos, desinvestimentos e contratações de executivos, passam a ser conduzidas diretamente sob sua liderança.”

Segundo Becker, o reposicionamento representa “uma inflexão no centro de poder do GPA, que deixa de estar sob influência estrangeira para consolidar um comando nacional”.

Ex-Magalu lança FIDC voltado ao giro rápido de micro e pequenas empresas

O cenário atual das empresas brasileiras, em meio à inflação alta e Selic em 15%, é marcado por inadimplência, endividamento crescente e uma busca recorde por recuperação judicial. O número de empresas inadimplentes atingiu patamar crítico: 7,2 milhões de empresas, o que equivale a 31,6% de todos os negócios ativos no Brasil. O setor de serviços lidera essa crise, com 52,8% dos negócios inadimplentes, seguido pelo comércio, com 35%. Em meio a esse cenário, a combinação de alta na taxa de juros e inflação expõe empreendedores a estagnação e fluxo de caixa apertados, dificultando acesso ao crédito.

Com apoio da Equity Group, holding liderada por João Kepler, Mário Nogueira, ex-executivo da Magalu, criou uma solução para transformar esse panorama. O Núcleo Financeiro foi pensado para solucionar a principal dor dos pequenos empreendedores: acesso ao crédito. A solução está na antecipação de recebíveis: pequenas e médias empresas que possuem valores a receber, como vendas a prazo, boletos ou notas fiscais, podem usar esses recebíveis como garantia para obter o capital de giro que precisam, sem burocracia ou atrasos. “O grande desafio do empreendedor hoje é a falta de opções para acessar crédito de forma simples e rápida. A antecipação de recebíveis surge como uma solução acessível para quem precisa de capital, mas não tem acesso às linhas tradicionais de crédito”, afirma Mário Nogueira, Sócio Fundador e Conselheiro do Núcleo Financeiro. Ao enviar seus recebíveis para a plataforma do NF, o empreendedor tem uma análise rápida do valor que pode ser antecipado e, após a aprovação, o crédito é depositado diretamente na conta digital da empresa, com o acompanhamento do processo em tempo real, seja por aplicativo ou plataforma online.

“Estamos criando uma alternativa ao crédito tradicional, oferecendo uma linha de financiamento que usa o que o empreendedor já tem, que são os recebíveis, para dar a ele acesso rápido ao capital de giro. A antecipação de recebíveis não é uma solução nova, mas é uma forma de crédito muito mais acessível e ágil, especialmente para quem enfrenta dificuldades com o crédito bancário tradicional”, ressalta João Kepler, CEO da Equity Group. O FIDC se destaca pela agilidade e pela transparência nas condições oferecidas, permitindo que os empreendedores tenham acesso a uma solução financeira que se adapta à sua realidade, sem as complicações do crédito tradicional. Com a projeção de movimentar o caixa e novas contratações, o objetivo da empresa é ajudar micro e pequenas empresas a superar a barreira do acesso ao crédito, oferecendo uma maneira eficiente de usar os recebíveis como capital de giro para crescer de forma mais sustentável.

Presença digital não basta: como transformar visibilidade em negócios

Toda empresa hoje está praticamente inserida no ambiente digital por um perfil institucional no LinkedIn, Instagram, Tic Toc, X, ou com seu próprio site ou canal no Youtube. Mas estar online não significa, necessariamente, estar visível para o público certo ou gerar vendas. Muitos empresários acreditam que “ter presença” seria o suficiente, quando na prática o que importa é a “relevância dessa presença, ou seja, aparecer para as pessoas certas, no momento certo, com a mensagem certa”.

A web mudou bastante e pensar que somente mídia espontânea vai resolver todos os problemas de marketing digital é uma grande ilusão. Cada vez mais é preciso investir em tráfego pago por meio do qual é possível ter resultados melhores, porque fica mais assertivo para atingir o público-alvo com precisão, além de rentabilizar o investimento.

O tráfego pago posiciona melhor a marca na web onde há mais chances de ser notada pelo público que realmente interessa. Por outro lado, a segmentação funciona como a inteligência que fica por trás do tráfego pago. Ela assegura que o investimento alcance com mais garantia as pessoas que têm potencial de se tornarem clientes.

Já há inúmeros registros na mídia de cases de sucesso com o uso do tráfego pago. Com o objetivo de elevar sua base de clientes, uma clínica de estética fez uma campanha com inserções de anúncios no Instagram e Facebook, visando um público segmentado por localização e interesse comum. Sua agência de marketing pago desenvolveu todo o trabalho e o resultado final foi o aumento de aproximadamente 250% na quantidade de agendamentos num período de apenas três meses.

Por sua vez, um site de comércio eletrônico especializado em produtos fitness, que não conseguia ter crescimento nas suas vendas orgânicas, com o suporte de uma agência de tráfego pago, investiu numa campanha segmentada de Google Ads, empregando palavras-chave de grande conversão. Para complementar, veiculou campanhas de remarketing no Instagram e Facebook. Com essa estratégia, num período de apenas seis meses, aumentou o faturamento em cerca de 300%.

O mercado de tráfego pago está em plena expansão e as informações mais recentes mostram tendências bem interessantes para quem investe em mídia digital. No ano passado a pesquisa Panorama do Tráfego Pago: Perspectiva do mercado para gestores em 2024, da empresa Reportei, concluiu que as marcas querem muito mais do que anúncios e estão buscando estratégias assertivas de ‘funil de vendas’ (modelo que visualiza a jornada de compra do cliente).

Uma das tendências tem sido a humanização de conteúdo on demand o que tem resultado em engajamentos maiores, melhores taxas de conversão, o tráfego com mais qualidade, além da melhoria na segmentação e queda nas taxas de rejeição.

O estudo apontou que entre 150 pesquisados, 60,5% trabalha exclusivamente com tráfego pago. Um grupo de 56,5% começou a trabalhar com tráfego pago antes de 2018. Outra parcela de 24,5% começou entre 2019 e 2020. E uma fração de 19% iniciou esta atividade entre 2021 e 2022.

As plataformas de anúncios pagos mais utilizadas em 2024, segundo aquela pesquisa, foram a Meta Ads (89,1%); Google Ads (85,7%); LinkedIn Ads (34%); TikTok Ads (20,4%); Bing Ads (7,5%); Pinterest Ads (7,5%); Taboola/Outbrain (4,8%); e Twitter Ads (4,8%).

O levantamento concluiu ainda que a Inteligência Artificial (IA) está se mostrando uma grande aliada no mercado de tráfego pago, porque oferece recursos avançados que otimizam e aprimoram as campanhas publicitárias.

É muito importante ter clareza que estratégia + tráfego pago é o caminho para resultados reais, mas é preciso ser gerenciado com conhecimento e autoridade para obter resultados expressivos, que vão influenciar diretamente a performance geral do cliente.

*Marcelo Freitas é bacharel em Ciência da Computação, consultor de tráfego pago e fundador da Spot-A Marketing. É expert em tráfego pago estratégico para empresas que buscam captar leads e vender através da Internet.

IBM e Anthropic firmam parceria para impulsionar o desenvolvimento de software corporativo com segurança e governança

IBM (NYSE: IBM) e Anthropic anunciam parceria estratégica para acelerar o desenvolvimento de IA voltada ao ambiente corporativo, integrando o Claude — uma das mais avançadas famílias de modelos de linguagem do mundo — ao portfólio de software da IBM. O objetivo é gerar ganhos mensuráveis de produtividade, incorporando segurança, governança e controle de custos diretamente no ciclo de vida do desenvolvimento de software.

Como parte da parceria, o Claude será integrado a produtos selecionados da IBM, começando pelo novo ambiente de desenvolvimento integrado (IDE) com foco em IA, projetado para o ciclo de vida do desenvolvimento de software corporativo (SDLC), incluindo a modernização de aplicações. O IDE conta com recursos avançados de geração de tarefas.

O IDE está disponível em prévia privada para clientes selecionados da IBM. Em testes iniciais, mais de 6.000 early adopters dentro da própria IBM já estão utilizando a nova ferramenta, relatando ganhos médios de produtividade de 45%, o que se traduz em economias significativas de custo, mantendo os padrões de qualidade e segurança do código.

À medida que as organizações avançam da experimentação com IA para a implantação em produção, cresce a necessidade de soluções que se integrem perfeitamente à infraestrutura corporativa existente e atendam aos rigorosos requisitos de TI. A IBM oferece expertise comprovada em entrega de software corporativo, arquitetura de nuvem híbrida e atuação em setores regulados — garantindo que as ferramentas de IA funcionem dentro das complexas realidades dos negócios globais.

“A IBM tem sido a espinha dorsal da tecnologia corporativa por décadas porque entendemos o que é necessário para escalar em ambientes críticos,” disse Dinesh Nirmal, Vice-Presidente Sênior de Software da IBM. “Essa parceria fortalece nosso portfólio de software com capacidades avançadas de IA, mantendo a governança, segurança e confiabilidade que nossos clientes esperam. Estamos oferecendo às equipes de desenvolvimento uma IA que se adapta ao modo como as empresas operam — e não ferramentas experimentais que criam novos riscos.”

“As empresas estão em busca de uma IA em que possam realmente confiar — com seus códigos, dados e operações do dia a dia,” afirmou Mike Krieger, Chief Product Officer da Anthropic. “O Claude se tornou a IA preferida por desenvolvedores das maiores empresas do mundo graças ao nosso foco em segurança e confiabilidade. Essa parceria com a IBM nos permite levar esse mesmo nível de compromisso a ainda mais equipes corporativas, ao mesmo tempo em que construímos padrões abertos que tornarão os agentes de IA verdadeiramente úteis em ambientes de negócios.”

Automatizando o Ciclo de Vida do Desenvolvimento de Software

Com o uso de modelos de linguagem de ponta como o Claude, o novo IDE da IBM foi projetado para aumentar a produtividade dos desenvolvedores. Compatível com múltiplas linguagens e modos de trabalho, ele oferece casos de uso avançados para apoiar tarefas em diversas etapas do ciclo de vida do desenvolvimento de software, incluindo:

  • Modernização de aplicações em escala: Atualizações automatizadas de sistemas, migração de frameworks e refatoração em múltiplas etapas com consciência de contexto em grandes bases de código.
  • Geração e revisão inteligente de código: Assistência de IA que compreende padrões de arquitetura corporativa, requisitos de segurança e obrigações de conformidade.
  • Orquestração de ponta a ponta: Desde o desenvolvimento inicial até testes, implantação e manutenção, orquestra tarefas de modernização, testes e correções de forma contínua, mantendo o contexto entre sessões.
  • Desenvolvimento com foco em segurança: Segurança incorporada diretamente aos fluxos de trabalho, com varreduras de vulnerabilidades antecipadas (“shift-left”), aceleração da conformidade com FedRAMP e suporte à migração para criptografia resistente à computação quântica

Guia para Agentes de IA Corporativos com Servidores MCP

Como parte da parceria, a IBM criou — e a Anthropic validou — o guia “Arquitetando Agentes de IA Corporativos Seguros com MCP”. Trata-se do primeiro guia do tipo voltado ao Ciclo de Vida de Desenvolvimento de Agentes (ADLC), uma abordagem estruturada para projetar, implantar e gerenciar agentes de IA em ambientes corporativos.

À medida que as organizações adotam agentes de IA para decisões autônomas e automação inteligente, os processos tradicionais de TI podem se tornar insuficientes. O ADLC oferece uma metodologia sob medida para atender às exigências de desenvolvimento, operação e segurança desses agentes.

Além de fortalecer seu portfólio de software, a IBM está contribuindo com sua liderança tecnológica para o avanço de padrões abertos de implantação de IA. A empresa fornecerá ativos corporativos à comunidade do Model Context Protocol (MCP), incluindo guias de boas práticas, arquiteturas de referência e ferramentas open source baseadas em sua experiência com milhares de clientes.

A IBM também estuda integrar o Claude a outros produtos como parte de sua estratégia de integração de IA. Juntas, IBM e Anthropic estão moldando o futuro da IA corporativa — uma IA que empodera desenvolvedores, impulsiona a transformação e gera valor duradouro para clientes e para a sociedade.

Declarações sobre direções futuras da IBM e da Anthropic estão sujeitas a alterações ou cancelamento sem aviso prévio, e representam apenas metas e intenções.

ChatGPT pode ser o futuro do varejo? OpenAI aposta em comércio dentro da IA

A OpenAI está expandindo a atuação do ChatGPT para além da conversa: agora será possível comprar produtos diretamente no aplicativo. A novidade, em fase de testes nos Estados Unidos, transforma o chatbot em um ponto de contato entre marcas e consumidores, oferecendo não apenas recomendações, mas também a possibilidade de concluir transações sem sair da plataforma.

A iniciativa reflete uma tendência mais ampla no mercado digital: a fusão entre comunicação e comércio. Se antes aplicativos de mensagens e inteligências artificiais funcionavam apenas como intermediários para tirar dúvidas ou inspirar escolhas, agora passam a se consolidar como canais completos de consumo. O ChatGPT se insere em um movimento já explorado por gigantes como Meta e TikTok, que também buscam integrar experiências de compra às interações cotidianas de seus usuários.

O diferencial, no entanto, está no formato. Em vez de vitrines digitais ou anúncios direcionados, a proposta é inserir o comércio em diálogos orgânicos. O usuário pode conversar com o ChatGPT sobre ideias de presentes e, em poucos cliques, finalizar a compra de um item sugerido — sem precisar abrir outros aplicativos ou navegar em sites diferentes. A experiência promete reduzir atritos e tornar a jornada de compra mais fluida e intuitiva.

Por trás dessa aposta, está uma disputa pelo futuro do e-commerce, explica Eduarda CamargoChief of Growth Officer daPortão 3 (P3). “Se a internet já viveu a era das grandes lojas virtuais e das redes sociais como canais de venda, a próxima fase pode estar nos assistentes de IA. Ao transformar a conversa em espaço de transação, a OpenAI sinaliza que o consumidor do futuro não apenas buscará respostas rápidas, mas também resolverá necessidades práticas (do planejamento de uma viagem à compra de um produto) em um único ambiente, afirma.

Ainda em fase inicial, o recurso será expandido gradualmente, conforme novas parcerias comerciais forem firmadas. A estratégia posiciona o chatbot inteligente como uma vitrine invisível, que se adapta ao fluxo da conversa, e levanta debates sobre privacidade, concorrência e hábitos de consumo. O que hoje começa como um teste pode, em pouco tempo, redefinir a forma como interagimos com marcas e produtos no universo digital

Caso tenha interesse na pauta, basta me avisar que faço a ponte com o executivo.

Cibersegurança como pilar da sustentabilidade na gestão de equipes

Sustentabilidade corporativa sem segurança é apenas retórica e, no mercado de WFM (Workforce Management), a confiança se conquista com evidências. Em empresas que operam com milhares de colaboradores e informações sensíveis, proteger dados e garantir a integridade de processos é tão essencial quanto escalar equipes ou atender às determinações da legislação trabalhista.  

Segundo a Cost of Data Breach Report 2025, pesquisa global da IBM em parceria com o Ponemon Institute, o custo médio de uma violação de dados chegou a US$ 4,44 milhões, envolvendo perdas financeiras, impacto reputacional e paralisações críticas. Mesmo que exista uma retração de 9% em relação a 2024, impulsionado pela identificação ágil e contenção de possíveis desdobramentos, ainda assim é um número alarmante. Em plataformas de WFM, onde circulam escalas e dados sensíveis, como estado de saúde, biometria e dados de identificação pessoal de milhares de profissionais, contar com uma solução certificada garante as melhores práticas de Segurança da Informação, assegurando a privacidade e a proteção desses dados, elementos essenciais para manter a produtividade e a continuidade dos serviços em setores estratégicos como saúde, varejo e indústria. 

Como se sabe, nos últimos anos, a proteção de dados ganhou um papel central no Brasil, principalmente depois da entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A legislação trouxe regras claras e exigentes sobre como as empresas devem coletar, armazenar e utilizar informações pessoais. Agora, é obrigatório deixar explícito qual base legal sustenta o tratamento desses dados, além da adoção de medidas de segurança realmente eficazes. Quem ignora essas exigências arrisca não apenas multas pesadas, que podem chegar a 2% do faturamento e ser limitadas a 50 milhões de reais por infração, mas também danos sérios à reputação e dificuldades na hora de firmar contratos com clientes públicos ou privados. 

Ao mesmo tempo, normas como a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e as diretrizes do Ministério do Trabalho reforçam a importância de manter registros confiáveis e auditáveis de jornadas e escalas. Com isso, a responsabilidade das empresas que utilizam soluções de WFM aumentam ainda mais.  

Dentro desse cenário, a cibersegurança deixou de ser um diferencial e passou a ocupar um papel estratégico dentro dos negócios. Qualquer organização que lida com dados sensíveis precisa garantir que essas informações permaneçam íntegras, confidenciais e em conformidade com a legislação vigente. 

Uma das medidas mais importantes para alcançar esse objetivo é manter os sistemas atualizados. As soluções de WFM lidam com dados protegidos não apenas pela LGPD, mas também por legislações internacionais, como o GDPR. Por isso, exigem atualizações constantes, práticas de desenvolvimento seguro e monitoramento permanente, de modo a reduzir vulnerabilidades e minimizar riscos de ataques cibernéticos. 

Além disso, seguir padrões reconhecidos globalmente se tornou um pré-requisito. Certificações como a ISO/IEC 27001, voltada à gestão de segurança da informação, a ISO/IEC 27018, que trata da proteção de dados na nuvem, e a ISO/IEC 27701, relacionada à privacidade de dados, ajudam a criar uma estrutura sólida de proteção. Quando alinhadas às exigências da legislação brasileira, por exemplo, fortalecem a imagem da empresa diante de investidores, parceiros e órgãos reguladores. 

O mercado também tem se mostrado mais rigoroso. Grandes clientes, especialmente em setores altamente regulados, como o financeiro, não buscam apenas eficiência operacional, sendo necessário garantias claras de que seus fornecedores tratam a segurança da informação com a mesma seriedade com que conduzem seus próprios negócios. 

Para as empresas, esse comprometimento representa tranquilidade, pois além de ter a certeza de que os dados sensíveis dos colaboradores estão protegidos, sabe que o fornecedor tem o devido rigor técnico, transparência e políticas alinhadas aos reguladores mais exigentes, não representando risco para o restante da infraestrutura.  

Com isso, é inegável que o futuro do WFM está nas mãos das organizações que conseguirem integrar inovação, governança e segurança da informação em um único ecossistema, pois temos ciência que otimizar escalas e reduzir custos já não é mais suficiente. Cada decisão precisa estar ancorada em práticas sólidas de proteção de dados, clareza nos processos e capacidade real de resistir a ameaças digitais. 

No fim das contas, a cibersegurança não é um gasto, mas sim um investimento estratégico, pois ela protege ativos intangíveis valiosos, como reputação e confiança, e ajuda as empresas a crescerem de forma sustentável, acompanhando mudanças regulatórias e se mantendo competitivas em um mercado cada vez mais exigente. 

É importante lembrar que confiança não se constrói com discursos. Ela nasce no dia a dia, na forma como os dados são armazenados, tratados e compartilhados. E é nesse cuidado constante que se estabelece a base para um crescimento sólido e duradouro. 

*José Pedro Fernandes é vice-presidente global da SISQUAL® WFM. 

Linx e Instituto Pulse Mais promovem imersão para jovens no universo da tecnologia

A Linx, especialista em tecnologia para o varejo, vai receber no dia 11 de outubro, em seu escritório no edifício Birmann, em São Paulo, cerca de 50 jovens atendidos pelo Instituto Pulse Mais. A ação faz parte do programa Linx em Ação, criado para incentivar o trabalho voluntário dentro da empresa e apoiar ações sociais com propósitos semelhantes aos da empresa.

Durante a manhã, os participantes viverão uma imersão no universo da tecnologia, conduzida por 40 colaboradores voluntários da Linx — entre analistas, especialistas em tecnologia e gestores de diferentes áreas. A programação inclui mentorias sobre trilhas de carreira, entrevistas, processos seletivos e escolha de área de atuação, além de rodas de conversa que aproximam a realidade do mercado ao cotidiano dos jovens. Atualmente, o comitê de voluntariado da Linx conta com 16 membros ativos, que lideram e incentivam esse tipo de iniciativa dentro da empresa.

“Queremos mostrar aos jovens as possibilidades reais de carreira em tecnologia e ajudá-los a dar os primeiros passos em sua trajetória profissional. Para os nossos colaboradores, será também uma oportunidade de vivenciar o voluntariado de forma prática e transformadora, além de fortalecer os valores da companhia”, afirma Thiago Alvarenga, Diretor Executivo de Gente & Gestão na Linx.

Para Eduardo Cavalheiro Moura, Diretor Executivo do Instituto Pulse Mais, o encontro vai muito além de uma experiência pontual: “Essa é uma oportunidade de inspirar os jovens a enxergar novos caminhos e acreditar em seu potencial. Quando eles têm acesso a profissionais e histórias de vida tão próximas da realidade do mercado, o sonho da carreira deixa de ser algo distante e se torna possível. Essa conexão é o que transforma conhecimento em oportunidade real.”

O Linx em Ação acontecerá das 9h às 13h e reforça o compromisso da companhia em abrir caminhos para novos talentos, oferecendo acesso a informações, referências e ferramentas que possam fazer a diferença no início de uma carreira.

Serviço

Evento: Linx em Ação – Imersão de jovens no universo da tecnologia

Data: 11 de outubro de 2025

Horários: Das 9h às 13h

Local: Escritório da Linx – Edifício Birmann, São Paulo (SP)

Participantes: Cerca de 60 jovens do Instituto Pulse Mais e 40 colaboradores voluntários da Linx

Com mais de R$ 1 bilhão transacionados, portal de vendas lança integração gratuita entre Bling e Olist para e-commerce B2B

Zydon, plataforma B2B com mais de 325 mil usuários ativos e R$ 1 bilhão transacionados, anuncia a primeira integração nativa e gratuita que conecta os sistemas Bling e Olist diretamente ao e-commerce B2B. A novidade elimina barreiras técnicas e financeiras, permitindo que distribuidores e revendedores de qualquer porte automatizem processos e reduzam custos operacionais sem investimento adicional.

O Bling, ERP com mais de 250 mil clientes ativos no Brasil, agora pode receber pedidos diretamente no portal da empresa, emitir notas fiscais automaticamente em segundos e manter estoque, clientes e financeiro 100% sincronizados com a loja. Já o Olist, que reúne mais de 45 mil lojistas, passa a operar integrado ao portal e ao WhatsApp, garantindo que cada pedido seja processado sem digitação manual, com NFe emitida em tempo real e estoque atualizado instantaneamente.

Para Rafael Bonati CalixtoCEO da Zydon, a inovação vai além da tecnologia. “Integrar Bling e Olist de forma nativa e sem custo não é apenas uma questão de tecnologia. É sobre devolver eficiência a quem realmente movimenta o Brasil: distribuidores e revendedores. Estamos eliminando retrabalho, custos invisíveis e barreiras que sempre atrasaram esse setor. Quem adotar essa integração vai ganhar escala e competitividade real”, afirma

Segundo levantamento da ABAD/NielsenIQ 2025, o setor atacadista distribuidor movimenta mais de R$ 400 bilhões ao ano, e um estudo da Deloitte mostra que integrações digitais reduzem em até 30% os custos operacionais ligados a erros de pedidos e retrabalho. Diante disso, segundo a Zydon, essa solução representa um avanço estratégico para empresas que ainda sofrem com duplicidade de pedidos, falhas fiscais e estoques desatualizados.

Além da integração gratuita, a Zydon disponibiliza a Zoe, agente de inteligência artificial para automação de pedidos via WhatsApp. A ferramenta opera 24 horas por dia, sugere produtos com base no histórico de compras, monta carrinhos automaticamente, programa recompras e acompanha entregas em tempo real. Com isso, clientes e vendedores têm atendimento contínuo, humanizado e inteligente, enquanto as empresas ganham escala e aumentam as vendas em até 300%.

Segundo Rafael Bonati Calixto, essa é apenas a primeira de muitas inovações que vêm pela frente. “Estamos construindo um ecossistema em que tecnologia, dados e simplicidade trabalham juntos para liberar o verdadeiro potencial do setor. Nosso compromisso é continuar derrubando barreiras para que cada empresa, independentemente do tamanho, possa competir em pé de igualdade e crescer de forma sustentável”, finaliza.

Flexibilidade que engaja: por que o e-commerce precisa repensar seus benefícios?

Atrair bons profissionais no e-commerce já não depende apenas de salário ou prestígio da marca. Em um setor onde a disputa por talentos qualificados é diária — especialmente em tecnologia, logística e marketing —, oferecer benefícios flexíveis deixou de ser diferencial e passou a ser questão de sobrevivência. Afinal, ninguém permanece onde não se sente reconhecido.

A lógica é simples: quanto mais individualizado o pacote de benefícios, maior a chance de engajamento. Uma pesquisa da Paycor com mais de 7 mil profissionais revelou que 15% apontam a “jornada flexível” como fator decisivo para permanecer na empresa, ao lado de salário e plano de saúde. Já um levantamento da CUPA-HR mostrou que modelos de trabalho adaptáveis, como home office parcial ou horários flexíveis, reduzem significativamente a intenção de pedir demissão.

No e-commerce, onde as equipes operam sob alta pressão e ritmo acelerado, essa adaptabilidade faz diferença. E não se trata apenas de onde ou quando se trabalha, mas de como o colaborador pode moldar sua experiência: escolher entre vale-cultura ou auxílio-creche, priorizar bem-estar ou cursos técnicos. A mensagem que a empresa transmite com isso é clara: “sabemos que você é único e queremos que fique”.

O impacto é mensurável. Um estudo publicado no ResearchGate sobre empresas espanholas mostrou que aquelas com sistemas flexíveis de benefícios conseguiram reter mais talentos estratégicos, mesmo em setores de alta rotatividade. Já pesquisas recentes sobre vagas em tecnologia indicam que empresas que oferecem benefícios não monetários mais amplos — como jornada flexível ou licença parental — têm o dobro de sucesso em reter profissionais especializados em IA.

Flexibilidade também gera pertencimento. Quando o colaborador percebe que tem voz na construção da própria jornada, seu engajamento aumenta. E engajamento não é apenas discurso: traduz-se em produtividade, colaboração e criatividade. Empresas que flexibilizam atraem e retêm equipes mais diversas — mães solo, profissionais em transição de carreira ou talentos de diferentes regiões. Essa diversidade, quando bem acolhida, transforma-se em vantagem competitiva, especialmente no digital.

É claro que oferecer esse tipo de estrutura exige esforço: tecnologia, gestão ativa de RH, escuta contínua e uma cultura que valorize autonomia. Mas os resultados compensam: menor turnover, mais produtividade e uma reputação capaz de atrair os melhores talentos — um diferencial decisivo em um setor tão competitivo quanto o e-commerce.

Benefícios flexíveis não são um mimo. São estratégia. São cultura. São, no fim das contas, a prova de que cuidar de pessoas continua sendo o melhor caminho para fazer negócios crescerem.

*Andre Purri é CEO e cofundador da Alymente, uma HRTech especializada em soluções flexíveis e personalizadas para gestão de benefícios corporativos.