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Site da Pompéia se transforma em marketplace e aposta na expansão digital

A Pompéia, uma das maiores redes de varejo do Sul do país e integrante do Grupo Lins Ferrão, dá um importante passo na consolidação de sua presença no mercado digital e transforma seu site em um marketplace. A partir de agora, o e-commerce da Pompéia passa a reunir marcas parceiras, ampliando o mix de produtos disponíveis para os clientes e atuando como uma “prateleira infinita”.

Além disso, a marca também investe no marketplace out, ou seja, passa a oferecer seus próprios produtos em grandes players do varejo online, como Mercado Livre e Amazon. O objetivo é aumentar as vendas e alcançar novos mercados, especialmente em regiões fora do Sul.

“Estamos fortalecendo nosso ecossistema digital, entregando mais variedade e conveniência para o nosso consumidor. Nosso foco é estar, cada vez mais, inseridos no dia a dia das pessoas, proporcionando uma jornada de compra incrível, adaptada conforme o perfil e o hábito de cada cliente”, afirma Ana Paula Ferrão Cardoso, diretora de Marketing, E-commerce e CRM da Pompéia.

Outro destaque nessa transformação digital da Pompéia é o projeto de omnicanalidade. A integração entre canais permite, por exemplo, que vendedores da loja física realizem vendas pelo e-commerce quando o produto desejado não está disponível no estoque local.

Entre 2024 e 2025, as vendas online da Pompéia cresceram 60%. No Rio Grande do Sul, o crescimento foi de 56%, e em Santa Catarina foi registrado um incremento de 161%. “Estamos conectando o físico e o digital com inteligência e proximidade, mantendo sempre a essência da marca”, complementa Ana Paula.

Entrega 24h
Recentemente, a marca também lançou um novo serviço de entrega rápida para compras no e-commerce, com o objetivo de aprimorar ainda mais a experiência no meio digital. A iniciativa garante que os pedidos sejam entregues em até 24h após o faturamento para compras realizadas de segunda a quinta-feira, na cidade de Porto Alegre e região metropolitana.

Pesquisa da Sinch revela: brasileiros confiam mais nas recomendações de IA do que a média global

A confiança na Inteligência Artificial (IA) já é um fator determinante para o engajamento do consumidor nas interações com marcas. Segundo a nova pesquisa global da Sinch, líder em comunicação omnichannel, 56,6% dos brasileiros afirmam confiar igualmente nas recomendações de produtos feitas por chatbots de IA e por pessoas reais – índice superior à média global de 46%.

O dado revela que o consumidor brasileiro está mais aberto a integrar a IA ao seu processo de compra, especialmente em jornadas de mensageria que combinem conveniência, personalização e agilidade.

Tendência global: RCS cresce e experiências ricas ganham espaço

A pesquisa, realizada com 3.180 pessoas em países como Austrália, Canadá, França, Alemanha, Índia, México, Espanha, Reino Unido, EUA e Brasil, mostra que o RCS (Rich Communication Services) avança por oferecer experiências mais visuais e interativas.

Recursos como imagens, botões de ação e carrosséis de produtos tornam as mensagens mais atrativas e funcionais. Globalmente, 47% dos consumidores preferem mensagens ricas (com imagem, botão ou link) em vez de textos simples – indicando um novo padrão de comunicação mais imersivo e orientado à ação.

Brasil: consumo mais aquecido e preferência clara pelo WhatsApp

O Brasil apresenta um cenário particular: 45,4% dos consumidores planejam gastar mais nas compras de fim de ano em comparação a 2024 – contra 31,5% no mundo.

Quanto à preparação para promoções, 43,7% dos brasileiros e 37,3% dos consumidores globais já estão atentos às ofertas um mês antes da Black Friday.

No país, o WhatsApp é disparado o canal favorito para receber promoções durante o BFCM, citado por 60% dos respondentes. Já o RCS ainda está em fase inicial de adoção. A confiança, a rapidez de resposta e a sensação de proximidade fazem do WhatsApp o canal mais eficaz para engajar consumidores brasileiros.

Experiência do cliente: rastreamento e automação são prioridade

Durante a temporada de compras, 83,8% dos brasileiros e 61,6% dos consumidores globais valorizam mensagens com atualizações de envio e rastreamento.

Os chatbots têm papel central:

Status de pedidos (envio, entrega, localização): 60,8% no Brasil e 52,9% globalmente.

Informações sobre produtos antes da compra: 51,5% no Brasil e 43,5% no mundo.

Impacto visual e personalização no processo de compra

No Brasil, 71% dos consumidores afirmam que imagens aumentam o interesse por uma oferta – ante 47% globalmente. Isso reforça que o aspecto visual tem peso maior na conversão local.

O desafio das marcas

A pesquisa reforça que as empresas precisam alinhar canal, momento e formato para maximizar resultados. Enquanto no cenário global o RCS se consolida como aposta para experiências mais ricas, no Brasil o grande potencial está no uso avançado do WhatsApp, combinando imagem, personalização, CTA direto e automação inteligente.

“O futuro da comunicação no varejo passa pela mensageria rica e interativa, onde cada mensagem é uma experiência de compra em si. Marcas que souberem explorar esse território com inteligência e empatia sairão na frente durante o BFCM – e além dele”, destaca Mário Marchetti, Managing Director Latin America, da Sinch no Brasil.

WhatsApp deve ser usado por 60% dos consumidores durante a Black Friday

A cena clássica do relógio marcando meia-noite, telas de celulares iluminando os rostos de milhões de brasileiros e um clique simples no WhatsApp abrindo a porta para promoções que desaparecem em minutos. Esse é o retrato da Black Friday, que deixou de ser um dia de liquidação importado dos Estados Unidos para se transformar em um dos maiores movimentos de consumo do país.

Em 2024, o Brasil registrou números recordes: R$ 9,38 bilhões movimentados no e-commerce entre 28 de novembro e 1º de dezembro, crescimento de 10,7% sobre o ano anterior, segundo dados da Neotrust.

Foram 18,2 milhões de pedidos, alta de 14%. Mas, por trás dessa avalanche de compras, uma ferramenta em especial vem ganhando mercado. O WhatsApp hoje deixou de ser apenas um aplicativo de mensagens e virou um canal direto de vendas.

Com 148 milhões de usuários ativos no Brasil, o app já é usado por 82% dos consumidores para falar com empresas e por 60% para concluir compras. O que antes era uma conversa rápida para tirar dúvidas, agora virou um funil de vendas inteiro na palma da mão.

“Anúncios de clique para WhatsApp, os chamados Click to WhatsApp, são um divisor de águas. Eles permitem que o cliente, ao ver uma campanha no Instagram, Facebook ou até mesmo no Threads, vá direto para uma conversa com a empresa, sem precisar salvar contatos ou preencher formulários. Isso elimina barreiras e acelera a conversão”, explica Alberto Filho, CEO da Poli Digital, empresa especializada em automação e centralização de canais de atendimento.

“Ter uma plataforma que oferece uma solução completa e integrada para atendimento omnichannel, estratégia que integra todos os canais de vendas e comunicação de uma empresa, também é um diferencial. Ela unifica o contato com clientes de diversos canais, como WhatsApp, Instagram, Facebook e chats, em um único ambiente, priorizando a distribuição das demandas e a personalização do contato, garantindo respostas rápidas com uso de chatbots inteligentes e evitando clientes desassistidos”, complementa o executivo. 

Mas, se para o consumidor a experiência parece simples, para os lojistas o desafio é enorme: é preciso atender a milhares de pessoas ao mesmo tempo, sem comprometer a qualidade, sem acumular filas e claro, sem instabilidades de conexão. É nesse contexto que entram tecnologias como chatbots com respostas automáticas, catálogos digitais com fotos e links de pagamento integrados, além de soluções que monitoram em tempo real o status de cada transação.

“A boa notícia é que hoje existem diversas ferramentas para auxiliar o empresário nessa tarefa. O Poli Pay, por exemplo, foi desenvolvido para gerenciar pagamentos de forma ágil e segura por todos os canais digitais, integrar diferentes meios de recebimento e monitorar o comportamento do cliente para reduzir abandonos de carrinho. Em dias de pico, como a Black Friday, essa inteligência pode fazer a diferença entre atingir a meta ou perder vendas”, detalha Filho.

Desde o seu lançamento, o Poli Pay já movimentou mais de R$ 7 milhões em transações, reforçando o papel da plataforma em auxiliar pequenas e médias empresas no processo de amadurecimento e vendas pelo universo digital.

Segundo o executivo, outro ponto crucial nesse processo é garantir o treinamento da equipe de vendas. Não basta a tecnologia estar pronta; os atendentes também precisam saber utilizá-la para agilizar a jornada de compra e transformar dúvidas em fechamento rápido.

“Garantir que o WhatsApp e a equipe estejam preparados para o pico de vendas da Black Friday e das festas de fim de ano é determinante. Quem investir em atendimento ágil, integrado e de qualidade se destacará e fidelizará clientes em um dos momentos mais competitivos do varejo”, finaliza o CEO da Poli Digital.

Delivery já movimenta R$ 140 bi no Brasil e ganha protagonismo no iFood Move

O iFood Move 2025, um dos maiores eventos da América Latina voltados ao setor de food service, reuniu milhares de empreendedores, executivos e especialistas no São Paulo Expo, em agosto, para discutir inovação, tecnologia e os desafios do futuro da alimentação no Brasil. O evento apresentou cases de sucesso que vêm transformando o mercado, entre eles a trajetória de uma marca com 49 anos de história, a Esfiha Imigrantes, que se consolidou como referência em São Paulo, fortalecida pela expansão para novas regiões e pela consolidação da unidade da Ricardo Jafet como uma das maiores operações de delivery do país.

diretor executivo da Esfiha Imigrantes, Filipe Mello, destacou, durante sua participação, a importância de equilibrar tradição e inovação no setor de alimentação. Ele ressaltou que momentos como o iFood Move são fundamentais para trocar experiências, aprender e compartilhar visões sobre como unir história e modernidade em um mercado cada vez mais digital e competitivo.

O crescimento do delivery no Brasil foi outro ponto central debatido no evento. De acordo com estudo da Kantar, o delivery tem sido o principal responsável pelo aumento do consumo fora de casa no país, com maior frequência de pedidos e elevação do ticket médio. Esse comportamento, impulsionado pela pandemia, transformou os aplicativos de entrega em ferramentas essenciais para a competitividade das marcas. Hoje, qualidade, atendimento, embalagens personalizadas e experiência digital são fatores decisivos para fidelizar clientes.

Durante o evento, a Esfiha Imigrantes foi reconhecida como case número 1 da Maquinona do iFood, ferramenta que utiliza inteligência de dados e automação para potencializar a performance de vendas. O reconhecimento reforçou o protagonismo da marca na adoção de soluções digitais para otimizar operações, ampliar seu alcance e aprimorar a experiência dos clientes.

Dados apresentados durante o iFood Move reforçam o impacto econômico do setor. Segundo levantamento da FIPE, o delivery representou 0,64% do PIB nacional em 2024, movimentando R$ 140 bilhões e gerando mais de 1 milhão de postos de trabalho diretos e indiretos. Esses números evidenciam a relevância do setor não apenas para pequenos e grandes negócios, mas também para o desenvolvimento econômico e social do país.

A participação da Esfiha Imigrantes no evento consolidou sua imagem como uma marca que valoriza a tradição, ao mesmo tempo em que acompanha as mudanças no mercado e se conecta aos novos hábitos de consumo. Essa combinação fortalece o relacionamento com clientes e parceiros estratégicos, reafirmando seu compromisso com a inovação e a qualidade.

Seu bot responde igual todos os dias? Então você não tem nada de inteligência artificial

Durante anos, muitas empresas acreditaram que bastava oferecer um “chat” para atender clientes. Na prática, o que existia era um FAQ com interface de conversa, repetitivo e limitado. O usuário digitava uma pergunta e recebia sempre a mesma resposta, independente do contexto. Sem aprendizado, sem adaptação, sem fluidez. 

Essa é a lógica dos bots tradicionais, construídos em fluxos pré-definidos. Eles operam em menus rígidos e blocos de texto engessados. São fáceis de implantar e rápidos para colocar no ar, mas ainda mais rápidos em gerar frustração. Afinal, basta um desvio da rota planejada para que o usuário se depare com respostas genéricas ou, pior, com a temida mensagem de erro: “Desculpe, não entendi”. 

Com a chegada dos Modelos de Linguagem de Grande Escala (LLMs), esse paradigma mudou. Em vez de seguir trilhas fixas, a IA passou a processar linguagem natural em tempo real. Isso significa que ela entende variações de intenção, adapta a resposta ao contexto e mantém a coerência mesmo quando o usuário decide mudar de assunto ou voltar etapas da conversa. 

Não é preciso reiniciar o fluxo. Não há perda de dados. Não existe travamento na primeira exceção. A cada interação, o modelo reorganiza as informações e mantém o diálogo vivo, fluido e inteligente. 

Essa capacidade se traduz em três pontos centrais como mesmo dado de entrada, múltiplas saídas possíveis, mesmo objetivo de negócio, múltiplas estratégias de linguagem e mesma janela de atenção, menos fricção e mais conversão. 

A diferença na prática 

Em áreas críticas como atendimento, cobrança e vendas, essa mudança é decisiva. A diferença entre concluir uma negociação ou perder o timing está na habilidade da IA em sustentar o raciocínio sem quebrar o fluxo. 

Imagine um cliente que pergunta sobre uma parcela. No bot tradicional, qualquer mudança de valor obriga o usuário a reiniciar o processo. Já um LLM compreende a alteração, ajusta a proposta e segue a negociação. Cada minuto preservado aumenta a chance de fechamento. 

Além disso, enquanto os fluxos fixos soam mecânicos e repetitivos, os modelos avançados entregam respostas únicas em cada conversa. O usuário não se sente diante de um script, mas em diálogo real. Ainda que os números e informações se mantenham consistentes, a forma de comunicar varia. Essa humanização do discurso é o que diferencia IA de simples automação. 

A verdade é que muitos negócios ainda operam com “menuzinhos” disfarçados de IA. Porém, os consumidores percebem rapidamente quando estão falando com algo que apenas repete respostas pré-programadas. Em contrapartida, interações baseadas em LLMs entregam dinamismo, flexibilidade e resultados mensuráveis em conversão. 

O que o mercado precisa entender é simples: atendimento não pode mais ser repetição, precisa ser inteligência. 

Isso significa abandonar a lógica do “atalho rápido” que só serve para dar uma aparência de inovação, mas não gera valor real. O consumidor atual já percebe quando está diante de uma interação engessada, e não aceita mais desperdiçar tempo navegando por menus intermináveis. Ele espera fluidez, clareza e, acima de tudo, respostas que façam sentido para o seu contexto específico. 

Empresas que ainda insistem em operar com chatbots estáticos, baseados em fluxos fixos, não estão apenas atrasadas tecnologicamente: estão perdendo oportunidades de negócios. Cada cliente frustrado é uma negociação interrompida, uma cobrança perdida, uma venda adiada. Por outro lado, aquelas que adotam LLMs transformam cada interação em uma chance de criar vínculo, reduzir fricção e aumentar conversão em tempo real. 

No fim, não se trata apenas de adotar uma tecnologia mais moderna. Trata-se de decidir se a empresa quer oferecer uma experiência que respeita o tempo e a inteligência do cliente. E, nesse ponto, não existe meio-termo: ou o atendimento evolui para conversas inteligentes, ou continuará preso a um passado de respostas repetitivas e resultados limitados. 

A questão que fica é: seu atendimento já saiu do fluxo ou ainda está preso em menus? 

*Danielle Francis é COO da Fintalk, empresa líder em IA conversacional no Brasil. E-mail: finatalk@nbpress.com.br 

Fenômeno que muda o Google exige conteúdo confiável e estratégico, alerta especialista em SEO e IA

Mais de 58% das buscas no Google nos Estados Unidos e quase 60% na União Europeia não resultam em cliques em links externos, segundo estudo conduzido por Rand Fishkin. Conhecido como zero-click search, o fenômeno evidencia uma mudança profunda no comportamento dos usuários: a resposta que antes era encontrada em sites agora está sendo entregue diretamente na página de resultados do Google.

Para Rosana Marques, especialista em motores de busca, SEO 360 e IA aplicada a conteúdo, e sócia da MUVA House, esse cenário redefine o jogo digital. “O zero-click search é, ao mesmo tempo, um desafio e uma oportunidade. As marcas que insistirem em medir autoridade apenas por cliques vão perder espaço. Hoje, é preciso construir conteúdo estratégico, preciso e de fácil consumo, que entregue respostas imediatas e confiáveis dentro do próprio buscador. Quem entende essa lógica se torna referência mesmo sem o clique”, afirma.

O desafio é ainda maior porque, de acordo com levantamento da Semrush, cerca de 30% dos cliques nos EUA vão para propriedades do próprio Google, como YouTube, Google Imagens e Google Maps, enquanto apenas 36% seguem para a web aberta — o equivalente a 360 cliques a cada mil buscas. Na União Europeia, o índice sobe levemente para 374. Mesmo com o avanço de IAs generativas e buscadores conversacionais, o Google mantém 89,66% de participação no mercado global de buscas, reforçando sua influência.

Para Marques, a transformação vai além da tecnologia: “O comportamento do usuário mudou. Com a ascensão do ChatGPT, Perplexity e outros modelos de linguagem, as pessoas não querem apenas links – querem respostas confiáveis e contextuais. Isso exige que empresas revisem seu conteúdo, invistam em clareza e se posicionem como fontes confiáveis de informação”. 

A especialista destaca que o zero-click search não significa invisibilidade, mas sim a necessidade de reposicionar o conteúdo. “Quem souber se adaptar, ganha não apenas tráfego, mas também confiança e autoridade diante de humanos e máquinas.”

Dia das Crianças: e-commerce brasileiro deve faturar mais de R$ 9 bilhões

O e-commerce brasileiro se prepara para um Dia das Crianças, celebrado em 12 de outubro, com faturamento recorde. De acordo com projeções da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), a data deve movimentar R$ 9,15 bilhões em vendas online, crescimento de 14,25% em relação ao ano passado. Desde 2020, o segmento teve expansão de 85%.

O levantamento da ABComm indica ainda que as lojas virtuais devem registrar mais de 16 milhões de pedidos até 12 de outubro, um aumento de 4,95% em relação ao mesmo período de 2024. O valor do ticket médio deve chegar a R$ 545,94, um incremento de 8,84% na mesma base de comparação.

“O Dia das Crianças é a última grande data do varejo antes da Black Friday. Diferente do Natal e Ano Novo, que reúnem preferências de todos os públicos, o Dia das Crianças permite ao varejista testar e refinar as estratégias voltadas exclusivamente para o público infanto-juvenil. Neste sentido, o retail media no e-commerce é uma ferramenta poderosa, pois permite direcionar anúncios a partir do comportamento do consumidor”, diz Eduardo Esparza, VP General Manager da Tenerity Ibéria e LATAM, companhia líder internacional de engajamento que aumenta o valor do relacionamento entre as empresas e seus clientes.

O executivo também afirma que além do volume de vendas, é importante que “o varejista crie oportunidades para entender melhor a jornada dos seus clientes no comércio eletrônico. Isso permite aprimorar canais de venda, criar estratégias de anúncios que impactem no momento ideal e fomentar a participação em programas de benefícios, por exemplo”.

Tendências de consumo no Dia das Crianças

Em 2024, segundo o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA), os segmentos que mais cresceram no e-commerce durante o Dia das Crianças, foram Livraria e Papelaria (8,9%), Brinquedos (6,1%), Recreação e Lazer (5,1%). No mesmo ano, a Kids Corp, uma martech especializada no público infantil e família, mostrou que os brinquedos ainda são preferência do público entre 6 e 12 anos.

“Esses dados confirmam que o segmento de brinquedos segue entre os itens mais desejados. A partir daí, os varejistas podem desenvolver estratégias que integrem programas de benefícios, clubes de descontos e outras iniciativas capazes de dialogar diretamente com os desejos dos clientes. Por isso, ressaltamos a análise e correlação de indicadores para estratégias mais aprimoradas ao longo do semestre”, finaliza Esparza.

Downtime pode causar prejuízos milionários e ameaçar vendas durante a Black Friday

O avanço do e-commerce vem transformando a maneira como os brasileiros compram produtos e como as marcas constroem sua competitividade digital. Hoje, cerca de 82% dos brasileiros realizam ao menos uma compra online por mês, segundo o relatório Identidade e Fraude 2025, do Serasa Experian. No entanto, 48% já desistiram de concluir a transação por falta de confiança nas plataformas. Nesse contexto, o chamado “downtime”, que são períodos em que sistemas e sites ficam indisponíveis, representa um dos maiores riscos para o varejo digital, pois além de interromper vendas, compromete a percepção de segurança e enfraquece a relação de confiança com os clientes.

Neste sentido, dados globais ajudam a dimensionar o impacto do downtime para as empresas do setor varejista. O levantamento The Hidden Cost of Downtime, da Splunk, ligada à Cisco, indica que as 2.000 maiores companhias do mundo acumulam em torno de US$ 400 bilhões por ano em custos envolvendo sistemas ou sites fora do ar. Na América do Sul, o prejuízo estimado chega a US$ 208 milhões anuais. Embora a queda imediata nas vendas represente cerca de um quarto desse montante, os danos mais duradouros estão na perda de confiança do consumidor e na erosão da credibilidade das marcas, fatores que exigem investimentos consideráveis e longo prazo para serem recuperados.

Quando esse cenário é analisado sob a ótica dos períodos de alta demanda para o varejo, o risco do downtime torna-se ainda mais evidente. A Black Friday, por exemplo, concentra, em poucos dias, um volume de negociações capaz de alterar o desempenho anual do setor. De acordo com o relatório consolidado pela plataforma Hora a Hora da Confi.Neotrust, o e-commerce brasileiro movimentou R$ 9,38 bilhões no período entre 28 de novembro e 1º de dezembro de 2024, um crescimento superior a 10% em relação ao ano anterior.

Perfil de consumo e o impacto do downtime

Além disso, o consumidor que participa desse tipo de evento costuma chegar ao site preparado, após pesquisas e comparações de preços, esperando encontrar agilidade, estabilidade e segurança. Uma falha técnica nesse momento ameaça não apenas a receita imediata, mas também compromete o relacionamento com um perfil de cliente cada vez mais estratégico para o varejo.

Durante a Black Friday, o comportamento do consumidor também intensifica as demandas sobre os sistemas tecnológicos. É comum que o cliente abra várias abas simultaneamente, compare preços, adicione múltiplos itens ao carrinho e aguarde sugestões personalizadas em tempo real. Esse padrão exige da infraestrutura capacidade ampliada de processamento e escalabilidade, sobretudo para suportar os picos de tráfego.

Nesse contexto, a adoção de soluções na nuvem permite testar e escalar rapidamente os recursos disponíveis, além de reduzir gastos com infraestrutura física. Diante disto, para que a tecnologia deixe de ser vista como um custo, é necessário que as áreas de TI sejam integradas às estratégias do negócio, pois seus investimentos impactam diretamente a continuidade operacional e a satisfação do consumidor.

A interrupção nas operações digitais provoca danos que ultrapassam o impacto financeiro imediato. A indisponibilidade do site afeta diretamente a imagem da marca, causando insatisfação no consumidor e levantando dúvidas sobre a segurança dos seus dados pessoais, por exemplo. Esse cenário dificulta estratégias de fidelização e compromete a sustentabilidade do negócio.

Por outro lado, garantir operações estáveis e oferecer uma experiência personalizada fortalece a relação com o cliente. O uso inteligente dos dados disponíveis permite a recomendação de produtos complementares e simplifica a jornada de compra, inclusive no pós-venda, ampliando o valor percebido pelo consumidor.

Por Cleyton Leal, líder de serviços de aplicativos da SoftwareOne.

Fraudes por deepfake disparam 700% no Brasil; veja como se proteger

As fraudes que utilizam deepfake, manipulação digital de voz, imagem ou vídeo para simular pessoas reais, cresceram cerca de 700% entre o 1º trimestre de 2024 e o 1º trimestre de 2025, segundo relatório global de segurança digital da Sumsub. O levantamento aponta ainda que os incidentes no Brasil são cinco vezes mais frequentes do que nos Estados Unidos, colocando o país na linha de frente dos ataques digitais.

Na semana passada, a Polícia Civil do Amazonas deflagrou a Operação Holograma, que prendeu os responsáveis por aplicarem golpes milionários clonando biometrias faciais. As vítimas relataram haver veículos financiados em seus nomes com documentação falsificada por IA. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), este foi o primeiro caso de deepfake no estado, e chamou a atenção pela sofisticação tecnológica aplicada.

De acordo com José Miguel, gerente de pré-vendas da Unentel, o deepfake deixou de ser um risco distante e já impacta diretamente as rotinas corporativas. “Hoje existem golpes em que a voz ou a imagem de executivos são clonadas para autorizar pagamentos ou liberar acessos. A tecnologia está mais sofisticada e exige protocolos de verificação mais rígidos, uso de múltiplas camadas de autenticação e treinamento constante das equipes. Trata-se de criar uma cultura preventiva dentro das empresas”, afirma.

Relatórios recentes e casos como o da Operação Holograma mostram que golpes com deepfake já não se restringem ao ambiente das redes sociais: eles atingem setores estratégicos como fintechs, bancos, tecnologia e serviços digitais, onde a confiança externa é um ativo fundamental.

Veja, a seguir, algumas medidas práticas para prevenção:

1. Verificação multicanal: sempre confirme instruções sensíveis (transferências altas, mudanças de titularidade etc.) por mais de um canal já validado (telefone, videochamada, presencial ou qualquer conexão que já exista e seja segura).

2. Ferramentas de análise de identidade sintética: se possível, utilize softwares e serviços que detectem deepfake analisando padrões de voz, inconsistências visuais, metadados de arquivos e histórico de comportamento.

3. Treinamento e simulados internos: capacite equipes de finanças, compliance, TI e jurídico para reconhecerem sinais de deepfake; faça exercícios simulados de ataque para testar vulnerabilidades.

4. Governança e política interna clara: estabeleça protocolos formais para casos suspeitos, quem acionar, registrar provas e colaborar com autoridades.

“A prevenção é hoje a principal defesa. Investir em tecnologia, conscientizar colaboradores e estruturar protocolos claros de resposta são passos essenciais para evitar que os deepfakes avancem dentro das empresas”, completa José Miguel.

Três dicas para transformar a Black Friday em receita sustentável e fidelização

Transformar o pico de vendas da Black Friday em receita recorrente é um dos principais desafios do e-commerce no Brasil. Segundo dados divulgados pelo site Infomoney e realizados pela Betalabs Tecnologia, o período registrou R$ 9,3 bilhões em transações em 2024, um crescimento de 10,5% em relação ao ano anterior.

O consumo recorrente também está em alta. Segundo levantamento da E-Commerce Brasil, realizado em abril de 2025, com dados da Betalabs Tecnologia, 74% dos consumidores brasileiros já assinam pelo menos um serviço. Já estudo da NielsenIQ em parceria com a Amazon Brasil mostra que 45% dos consumidores têm algum serviço prime ou premium, 80% já aderiram a streamings e 77% assinam ou consideram assinar pacotes prime/premium no e-commerce.

Nesse contexto, Luan Gabellini, cofundador e CEO da Betalabs Tecnologia e especialista em e-commerce e modelos de venda recorrente, reforça que a Black Friday deve ser vista como uma oportunidade estratégica para aumentar não apenas o tráfego, mas também a confiança e fidelização do cliente. “É o momento ideal para mostrar ao consumidor que a marca entrega valor mesmo após a promoção”, comenta. 

A seguir, o especialista destaca três estratégias fundamentais para alavancar o crescimento:

1. Aproveite a Black Friday para estimular a compra dos seus serviços recorrentes

Com 74% dos consumidores brasileiros já assinando ao menos um serviço recorrente, a Black Friday é uma oportunidade estratégica para converter compradores ocasionais em clientes fiéis. Ofereça planos de assinatura ou pacotes especiais durante o período de promoções, destacando benefícios como conveniência, exclusividade e economia, para garantir que a venda pontual se transforme em receita contínua ao longo do ano.

2. Explore a escolha do consumidor por assinaturas digitais

Como 68% dos brasileiros já utilizam algum tipo de serviço digital, segundo pesquisa da Opinion Box em parceria com a Vindi, a Black Friday é uma oportunidade para destacar ofertas de assinaturas e produtos digitais. É possível oferecer pacotes combinados, condições exclusivas ou benefícios adicionais para quem aderir durante o período de promoções, transformando a compra única em um relacionamento contínuo e aumentando a fidelização do cliente.

3. Aproveite a valorização da curadoria em serviços digitais do consumidor brasileiro

Segundo estudo do TiInside, realizado em setembro de 2025, o consumidor brasileiro está aberto a novos formatos de serviços digitais, especialmente quando oferecem curadoria, praticidade e economia de tempo. O levantamento indica ainda que 49% dos cancelamentos acontecem por insatisfação, reforçando a importância de experiências de qualidade para fidelização. Com isso, Luan Gabellini alerta que o impacto da Black Friday não deve ser apenas momentâneo, e que o real ganho está em transformar esse fluxo em um relacionamento duradouro, oferecendo curadoria, praticidade e economia de tempo ao consumidor.

Para reforçar a importância de aproveitar a Black Friday como estratégia de fidelização, Gabellini conclui que: “A Black Friday precisa ser encarada como porta de entrada. É o momento em que o cliente testa a marca e, se for bem atendido, está mais propenso a permanecer. Empresas que oferecem benefícios exclusivos e consistência no serviço conseguem estender o efeito da data por todo o ano.”