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Por que parte da Geração Z não quer virar gestor?

Durante décadas, ser promovido a gestor era considerado sinônimo de sucesso profissional. Para os Baby Boomers e para grande parte da Geração X, ocupar cargos de liderança era o objetivo máximo da carreira. Ter um crachá relevante, um cartão de visitas como C-level, assim como a assinatura de email “pomposa” era sinônimo de sucesso, realização e felicidade. No entanto, esse paradigma vem sendo questionado pela Geração Z. Muitos jovens talentos já afirmam que não sonham em se tornar gestores e, mais do que isso, não enxergam esse caminho como um prêmio, mas como um custo alto demais.

De acordo com o Deloitte Global 2025 Gen Z and Millennial Survey, apenas cerca de 6% dos jovens da Geração Z citam “alcançar cargos de liderança” como objetivo principal em suas carreiras. A grande maioria coloca no topo da lista aspectos como qualidade de vida, propósito, bem-estar e liberdade. Essa inversão de prioridades ajuda a explicar o porquê a Geração Z não vê a liderança tradicional como destino natural.

Para boa parte da Geração Z, ser gestor significa perder equilíbrio. Eles testemunharam líderes das gerações anteriores enfrentando longas jornadas, altos níveis de estresse e saúde mental comprometida. Em pesquisas recentes da American Psychological Association, os jovens adultos relatam níveis de ansiedade e estresse mais altos do que qualquer outra geração. O medo de carregar uma função que amplifique essa carga faz com que muitos recusem a ideia de assumir a gestão.

Neste cenário, emerge um comportamento característico da geração: a quiet ambition, uma forma de ambição silenciosa que não se traduz em discursos ruidosos de carreira, mas em expectativas internas de reconhecimento e equilíbrio. O reflexo, quando ignorado, é evidente: absenteísmo, perda de foco e dificuldade em manter relações profissionais saudáveis.

Por que muitos sucessores não querem assumir o negócio dos pais?

O fenômeno da quiet ambition ajuda a explicar por que uma parcela significativa da nova geração prefere o papel de herdeiro ao de gestor do legado familiar. A Geração Z cresceu em um ambiente onde a saúde mental, a qualidade de vida e o equilíbrio entre trabalho e realização pessoal ganharam mais relevância do que a ascensão hierárquica a qualquer custo. Assumir a gestão de um negócio familiar, muitas vezes, é visto como sinônimo de acúmulo de responsabilidades, pressão constante e sacrifício da autonomia pessoal.Quando a sucessão envolve empresas familiares, esse estresse se intensifica: expectativas elevadas, comparações com os pais fundadores e o peso emocional de “não poder falhar” afastam muitos herdeiros da cadeira de comando.

Além disso, existe um choque de valores. Para os fundadores, a liderança está frequentemente associada a poder, status e permanência. Já para os sucessores, o ideal pode ser diferente: construir impacto em projetos próprios, preservar o patrimônio sem necessariamente gerir o negócio ou, em muitos casos, simplesmente usufruir dos frutos do que já foi conquistado.Em outras palavras, não se trata de falta de ambição, mas de um reposicionamento de prioridades. Para muitos jovens, ser protagonista da própria trajetória não significa continuar o roteiro escrito pelos pais, e sim escrever a própria história, mesmo que isso implique não assumir o legado empresarial familiar.Propósito maior do que status

Diferentemente das gerações anteriores, que valorizavam estabilidade e prestígio, a Geração Z busca trabalhos que façam sentido. Liderar equipes pode ser atrativo, mas somente se estiver conectado a um propósito claro. Um título de gestor, sem impacto social ou sem alinhamento a valores pessoais, não seduz. Pelo contrário: muitas vezes é visto como uma armadilha de status.

Ricardo Dalbosco, Doutor e especialista em comunicação multigeracional, explica que a Geração Z cresceu em ambientes mais conectados e com volume de informação, podendo ponderar o que as gerações mais antigas consideravam como verdade absoluta sobre a própria vida, realização e sucesso. No digital, não existem barreiras formais: todos podem se expressar, questionar e propor ideias. Esse formato choca com estruturas corporativas rígidas, onde gestores muitas vezes reproduzem o modelo “ordem e controle”. Jovens profissionais não se identificam com essa figura e, portanto, não aspiram a se tornar algo que não admiram.

O que as empresas podem aprender com isso

O desinteresse pela gestão não significa falta de ambição. A Geração Z é ambiciosa, mas sua ambição tem outro formato: empreender, trabalhar em projetos de impacto, conquistar flexibilidade e liberdade. Para atrair e reter esses talentos, as empresas precisarão repensar o modelo de liderança. Isso inclui:

  • Criar estruturas horizontais que valorizem a contribuição coletiva.
     
  • Oferecer liderança compartilhada, em que responsabilidades são divididas e não concentradas em uma única figura.
     
  • Garantir programas de bem-estar que apoiem líderes e equipes igualmente.
     
  • Reconstruir o papel do gestor não como “chefe controlador”, mas como mentor e facilitador.
  • A pergunta não é “Por que parte da Geração Z não quer virar gestora?”, mas “Por que ser gestor ainda significa tanto peso?”. Se o cargo continuar associado a excesso de estresse, pouco equilíbrio e falta de propósito, continuará sendo rejeitado por jovens que buscam mais qualidade de vida do que status. A Geração Z não está recusando a liderança. Está recusando um modelo ultrapassado de liderança. Se as empresas quiserem que esses profissionais ocupem posições estratégicas, precisarão reinventar o conceito de gestor.

Celebrar lança API de Pix para fornecedores e mira 90% de automação nos pagamentos em 2025

De acordo com a Allied Market Research, o mercado global de eventos foi avaliado em US$ 736,8 bilhões em 2021 e pode alcançar US$ 2,5 trilhões até 2035, com taxa média anual de crescimento de 6,8%. Nesse cenário de digitalização acelerada, a Celebrar projeta alcançar 90% de automação nos pagamentos a fornecedores até o fim de 2025, por meio da integração direta à API de Pix de um grande banco.

A funcionalidade permite que o próprio fornecedor acione o recebimento no clique, com liquidação imediata e rastreabilidade na chave CNPJ. “Planilhas intermináveis, dados digitados manualmente e risco de erro a cada etapa sempre fizeram parte da rotina de quem organiza eventos. Conectamos a Celebrar diretamente à API de Pix e agora o pagamento acontece no clique, seguro, escalável e sem retrabalhos. É simples para quem vende”, afirma Camila Florentino, CEO da Celebrar.

Fundada em 2017, a Celebrar conecta mais de 7 mil fornecedores a grandes empresas em todo o Brasil. Segundo dados oficiais, a plataforma já distribuiu mais de R$15 milhões a micro e pequenos empreendedores, promovendo inclusão produtiva e impacto social alinhado ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 8 da ONU, que trata de trabalho decente e crescimento econômico inclusivo.

Criada por Camila Florentino com investimento inicial de apenas R$2 mil, a startup percorreu oito ciclos de MVPs até validar, em 2021, seu modelo de negócios com as Lojas Virtuais de Eventos. Desde então, a empresa conquistou espaço no ecossistema de inovação, figurando no TOP 10 do Startup Awards Impacto Social 2022, na 45ª posição do 100 Open Scaleup Brasil 2023 e no TOP 2 do ranking 100 Open Startups em 2024.

O relatório da Allied Market Research também destaca que inteligência artificial, analytics, transmissões ao vivo e experiências imersivas (VR/AR) tornaram-se parte da infraestrutura do setor de eventos, mostrando que a digitalização financeira acompanha esse movimento mais amplo de transformação global. No Brasil, o avanço do Pix é um dos símbolos dessa mudança. Segundo o Banco Central, o sistema já movimenta trilhões de reais por mês, consolidando-se como infraestrutura de pagamentos no país e abrindo espaço para soluções de API em setores complexos como o de eventos.

A automação dos pagamentos vem sendo implementada de forma gradual e deve fechar o ciclo até 2025, indo do cadastro de serviços à contratação, passando pela emissão de notas e conciliação financeira. “Foi emocionante ver engenharia e compliance trabalharem juntos em algo que parece invisível, mas transforma a experiência de quem confia na gente. Menos burocracia, mais eficiência.”, reforça a executiva.

Grande parte dos fornecedores da Celebrar são microempreendedores individuais (MEIs), que dependem de previsibilidade de caixa para girar seus negócios. Esse é um dos pontos centrais da inovação: “Quando o MEI recebe rápido, ele consegue comprar insumos, contratar mais gente e atender melhor. É um efeito multiplicador que impacta a economia real”, acrescenta Camila.

A estratégia da empresa é consolidar tecnologia como pilar de escala e preparar o terreno para expandir a operação além do Brasil. “Queremos que cada pequeno fornecedor tenha acesso real a oportunidades em um mercado que movimenta trilhões. O propósito é seguir simplificando eventos com responsabilidade e inovação”, conclui a executiva.

Sobre Camila Florentino

Camila Florentino é CEO e fundadora da Celebrar, marketplace B2B para eventos corporativos que conecta mais de 7 mil fornecedores a grandes empresas. Formada em Lazer e Turismo e com MBA em Gestão de Negócios pela Universidade de São Paulo (USP), iniciou sua trajetória no setor de eventos atuando na produção de festivais de grande porte como Lollapalooza, Tribe e Tomorrowland.

Reconhecida como uma das lideranças mais inovadoras do setor, Camila escreveu o primeiro estudo acadêmico no Brasil sobre tecnologia aplicada a eventos, premiado pelo Santander Empreendedorismo 2013 e que lhe garantiu uma bolsa na Babson College em 2014. Essa pesquisa deu origem à Celebrar, fundada em 2017.

Sob sua liderança, a startup já distribuiu mais de R$ 25 milhões a micro e pequenos empreendedores (MEIs), promovendo impacto social mensurável, inclusão e inovação. A empresa foi eleita entre as TOP 10 Startup Awards Impacto Social 2022, conquistou a 45ª posição no 100 Open Scaleup Brasil 2023 e, em 2024, ficou no TOP 2 do ranking 100 Open Startups.

Além de dirigir a Celebrar, Camila também atua como vice-presidente da Associação Brasileira de Startups (Abstartups), a maior entidade de fomento ao empreendedorismo inovador da América Latina, contribuindo para o fortalecimento do ecossistema de startups no país.

10/10 promete movimentar comércio eletrônico no Brasil: datas duplas já ultrapassam volumes alcançados pela Black Friday

Sabe aqueles dias do calendário em que o número do dia e do mês são iguais — como o próximo 10 de outubro (10/10)? Essas “datas duplas” vêm ganhando destaque no comércio eletrônico brasileiro. O fenômeno é tão forte que, em muitas plataformas, o volume de vendas nesses dias já rivaliza — e, às vezes, até supera — o da própria Black Friday.

A origem desse movimento está na China, com o 11/11 promovido pela Alibaba. No Brasil, a prática vem ganhando força graças à Shopee, que celebra seu aniversário em 7 de julho (07/07) e, além dessa data, realiza promoções e descontos especiais em todos os “dias duplos” do calendário, como 08/08 e 09/09.

Para não perder espaço e evitar ficar para trás, concorrentes têm adotado estratégias para estimular o consumo e enfrentar diretamente as datas duplas.

A Amazon, por exemplo, adotou o “Amazon Day”, geralmente no dia 15 de cada mês. O Mercado Livre, utilizando campanha publicitária com Neymar e Ronaldo Fenômeno como garotos-propaganda, reduziu, em julho — mês de aniversário da Shopee —, o valor mínimo em compras para frete grátis: de R$ 79 para R$ 19.

“É uma verdadeira corrida dos marketplaces para aquecer vendas, estar na dianteira do mercado, atrair e fidelizar clientes. Quem ganha é o consumidor”, afirma o especialista Cláudio Dias, CEO da Magis5, hub de integração de mais de 30 marketplaces no Brasil. “Vemos uma ‘Black Friday’ todo mês”, ressalta.

Monitorando transações de milhares de sellers, a Magis5 registrou, em 7 de julho, cerca de 500 mil pedidos processados em um único dia — superando os volumes da Black Friday de 2024. Nas horas de pico, a operação chegou a 40 mil pedidos/hora, evidenciando a necessidade de processos automatizados e gestão em tempo real.

RECONFIGURAÇÃO DO CALENDÁRIO DO VAREJO

Essa mudança força o seller a operar com mentalidade de alta performance o ano todo”, aponta Dias. “O varejo online não é mais sazonal: ele é contínuo, competitivo e exige inteligência de operação para capturar oportunidades todos os meses”.

“É uma reconfiguração impulsionada pelos grandes players, mas que impacta diretamente o seller que está conectado a essas grandes plataformas”, destaca o profissional. 

Para ele, não se trata mais de vender bem apenas em novembro, na Black Friday. Hoje, é preciso estar pronto todo mês, com uma operação eficiente, automatizada e ágil para atender ao jogo dos principais marketplaces. É assim que o seller consegue aproveitar datas estratégicas, como as datas duplas.

“A Magis5 conecta a loja virtual aos grandes e-commerces, centralizando a gestão das vendas e automatizando tarefas manuais. Com isso, o vendedor tem controle total de estoque, pedidos e preços em tempo real. Além disso, pode criar anúncios com facilidade para que seus produtos se destaquem nesses momentos — um diferencial para acompanhar o ritmo acelerado de promoções que movimenta o comércio eletrônico brasileiro”, afirma o CEO da Magis5.

POTENCIAL DO E-COMMERCE NO BRASIL

De acordo com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), o e-commerce no Brasil deve crescer 10% em faturamento neste ano, atingindo quase R$ 225 bilhões. “A título de comparação, no último 11/11, impulsionado pela estratégia de data dupla da Alibaba, na China os marketplaces movimentaram 203,6 bilhões de dólares em um único dia”, sublinha Dias.

Os dados mostram que estamos diante de um novo ciclo no comércio eletrônico brasileiro”, conclui Dias. “Quem dominar essas janelas mensais de vendas, com tecnologia e planejamento, estará na frente na próxima década.

China lidera buscas por LLMs no mundo, diz Google

Dados extraídos da plataforma Google Trends mostram que a China é o país que mais tem pesquisado sobre as Large Language Models, as LLMs, nos últimos 90 dias. A informação é de um levantamento feito pela Rank Certo, agência de comunicação especializada em Link Building, que aponta que o país atingiu o índice 100 na série relativa ao período. 

Foto: Google

De acordo com o estudo, após a nação da grande muralha aparecem Coreia do Sul, Singapura, Hong Kong e Índia. Os Estados Unidos aparecem apenas em último lugar, demonstrando um predomínio asiático nas buscas recentemente. 

Foto: Google

O que são LLMs e por que o mercado cresce tão rápido? 

Large Language Models, ou LLMs, são modelos de inteligência artificial treinados em enormes conjuntos de texto capazes de gerar, completar e classificar linguagem naturais. Na prática, essas arquiteturas alimentam assistentes de texto conversacional, ferramentas de resumo automático, classificadores e sistemas de geração de conteúdo que já impactam redação, atendimento ao cliente, busca e automação de processos. 

O mercado desses modelos tem recebido investimentos robustos em infraestrutura, pesquisa e aplicação comercial. A For Insights Consultancy projeta que o mercado de LLMs saltará de US$ 12,8 bilhões em 2025 para US$ 59,4 bilhões em 2034, o que implica um crescimento anual composto (CAGR) de 34,8% ao longo do período de projeção. 

Esses números sinalizam uma transformação rápida do ecossistema digital, com demanda por computação, dados e serviços de integração. Em entrevista, Felipe Cardoso, CEO da Rank Certo e especialista em Relações Públicas , aponta que os LLMs se tornaram uma peça-chave na estratégia de visibilidade. 

“LLMs potencializam respostas imediatas e resumos que frequentemente são redistribuídos em canais digitais; empresas que otimizam conteúdo pensando em leitura rápida e intent signals tendem a ganhar mais referências em ambientes controlados por modelos de linguagem”, diz.

Como o Google Trends mede interesse e o que isso significa no mapa global? 

Fontes ouvidas pela redação atestam que o Google Trends não entrega contagens absolutas de consultas. A ferramenta normaliza o interesse em uma escala de 0 a 100, onde 100 representa o ponto de maior popularidade do termo na região e no intervalo de tempo selecionados; valores menores representam frações desse pico. 

Por isso, quando a China aparece com índice 100 para “LLM”, significa que, proporcionalmente à sua própria série de buscas naquele período, houve o maior pico de interesse. Outros países são mostrados em relação a esse referencial. Essa lógica explica por que países com populações menores podem aparecer em posições elevadas se o volume de buscas local, em termos relativos, for alto.

Foto: Google

Em complementação à explicação estatística, o CEO da Rank Certo comenta um fenômeno internacional: apesar da liderança proporcional de países asiáticos, o inglês continua sendo o idioma predominante nas consultas globais de tecnologia. “Basta ver termos em ascensão como ‘technology news today’, ‘apple news today’ e ‘ai news today’ mostram que grande parte das consultas de alto tráfego continua ocorrendo em inglês”.

Os dados do Google Trends configuram um retrato de interesse relativo que coloca a China no topo das buscas por LLMs nos últimos 90 dias, cenário que converge com projeções de mercado muito agressivas sobre o crescimento do setor. Interpretar esses sinais com precisão exige cruzamento de fontes e atenção às limitações da própria ferramenta. 

Para quem comunica e para quem produz conteúdo digital, a mensagem é clara: adaptar linguagem, formatos e métricas para um ecossistema cada vez mais impactado por modelos de linguagem é uma prioridade estratégica.

Mercado de agências de comunicação atinge R$ 5,36 bilhões no Brasil

Dados extraídos da plataforma Google Trends mostram que a China é o país que mais tem pesquisado sobre as Large Language Models, as LLMs, nos últimos 90 dias. A informação é de um levantamento feito pela Rank Certo, agência de comunicação especializada em Link Building, feito em parceria com a agência Publiup, que aponta que o país atingiu o índice 100 na série relativa ao período. 

Foto: Google

De acordo com o estudo, após a nação da grande muralha aparecem Coreia do Sul, Singapura, Hong Kong e Índia. Os Estados Unidos aparecem apenas em último lugar, demonstrando um predomínio asiático nas buscas recentemente. 

Foto: Google:

O que são LLMs e por que o mercado cresce tão rápido? 

Large Language Models, ou LLMs, são modelos de inteligência artificial treinados em enormes conjuntos de texto capazes de gerar, completar e classificar linguagem naturais. Na prática, essas arquiteturas alimentam assistentes de texto conversacional, ferramentas de resumo automático, classificadores e sistemas de geração de conteúdo que já impactam redação, atendimento ao cliente, busca e automação de processos. 

O mercado desses modelos tem recebido investimentos robustos em infraestrutura, pesquisa e aplicação comercial. A For Insights Consultancy projeta que o mercado de LLMs saltará de US$ 12,8 bilhões em 2025 para US$ 59,4 bilhões em 2034, o que implica um crescimento anual composto (CAGR) de 34,8% ao longo do período de projeção. 

Esses números sinalizam uma transformação rápida do ecossistema digital, com demanda por computação, dados e serviços de integração. Em entrevista, Felipe Cardoso, CEO da Rank Certo e especialista em Relações Públicas , aponta que os LLMs se tornaram uma peça-chave na estratégia de visibilidade. 

“LLMs potencializam respostas imediatas e resumos que frequentemente são redistribuídos em canais digitais; empresas que otimizam conteúdo pensando em leitura rápida e intent signals tendem a ganhar mais referências em ambientes controlados por modelos de linguagem”, diz.

Como o Google Trends mede interesse e o que isso significa no mapa global? 

Fontes ouvidas pela redação atestam que o Google Trends não entrega contagens absolutas de consultas. A ferramenta normaliza o interesse em uma escala de 0 a 100, onde 100 representa o ponto de maior popularidade do termo na região e no intervalo de tempo selecionados; valores menores representam frações desse pico. 

Por isso, quando a China aparece com índice 100 para “LLM”, significa que, proporcionalmente à sua própria série de buscas naquele período, houve o maior pico de interesse. Outros países são mostrados em relação a esse referencial. Essa lógica explica por que países com populações menores podem aparecer em posições elevadas se o volume de buscas local, em termos relativos, for alto.

Foto: Google

Em complementação à explicação estatística, o CEO da Rank Certo comenta um fenômeno internacional: apesar da liderança proporcional de países asiáticos, o inglês continua sendo o idioma predominante nas consultas globais de tecnologia. “Basta ver termos em ascensão como ‘technology news today’, ‘apple news today’ e ‘ai news today’ mostram que grande parte das consultas de alto tráfego continua ocorrendo em inglês”.

Os dados do Google Trends configuram um retrato de interesse relativo que coloca a China no topo das buscas por LLMs nos últimos 90 dias, cenário que converge com projeções de mercado muito agressivas sobre o crescimento do setor. Interpretar esses sinais com precisão exige cruzamento de fontes e atenção às limitações da própria ferramenta. 

Para quem comunica e para quem produz conteúdo digital, a mensagem é clara: adaptar linguagem, formatos e métricas para um ecossistema cada vez mais impactado por modelos de linguagem é uma prioridade estratégica.

IA como ferramenta de marketing pode trazer resultados positivos às empresas

Oito em cada dez profissionais de marketing já incorporaram alguma ferramenta de Inteligência Artificial (IA) em sua rotina de trabalho. O dado é da pesquisa “Decodificando os desafios da IA no mercado de publicidade digital”, realizada pelo IAB Brasil com a Nielsen entre novembro e dezembro de 2024.

Dados da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje) em parceria com a Cortex confirmam a tendência: 76% das empresas brasileiras já incorporaram IA em suas operações. Só nos departamentos de comunicação, o índice chega a 58%.

A criação de conteúdo lidera as aplicações, sendo citada por 71% dos profissionais na pesquisa do IAB Brasil com a Nielsen. Isso inclui desde textos e imagens até o desenvolvimento de páginas web, a partir do uso de ferramentas que facilitam como fazer um site sem conhecimento técnico avançado. Em seguida, vem a análise de dados, com 68%; e a otimização de campanhas, com 53%. 

E este parece ser só o início da popularização da tecnologia no ambiente corporativo: 44% das empresas pretendem aumentar investimentos em IA. Entre os profissionais que já usam IA há mais de um ano, 68% notaram melhora na velocidade dos processos. 

Economia de tempo e recursos motivam o uso de IA

A B3 conseguiu reduzir de oito horas para apenas 40 minutos o tempo de produção de seus boletins diários em vídeo, uma otimização de 91%. O superintendente de comunicação Alexandre Nobeschi relatou, em entrevista à imprensa, que a economia financeira chegou a 70%. 

Resultados semelhantes aparecem em empresas internacionais. A Zalando relata que transformou seu processo de produção de imagens editoriais: o que levava seis semanas agora fica pronto em até quatro dias. Os custos caíram 90%.

“A IA pode ser uma grande aliada na comunicação e no marketing das empresas. Ela ajuda a otimizar processos – como criação de sites, produção de conteúdos e análise de métricas em redes sociais –, trazendo mais agilidade e precisão nas estratégias”, explica o especialista em SEO da Hostgator, Fernando Carvalho.  “Quando usada de forma estratégica, a IA permite que os negócios entendam melhor seu público e entreguem mensagens mais relevantes, aumentando as chances de engajamento e conversão.”

Setores observam aumento da produtividade

A pesquisa da Aberje identificou que 87% das empresas consideram o aumento de produtividade como principal benefício da IA. A redução de custos foi mencionada por 55% dos respondentes, e 51% destacaram a agilidade no reaproveitamento de conteúdos. 

Na comunicação digital, as organizações já aplicam ferramentas de IA em mídias sociais, com 40% delas afirmando que o principal uso é gerar relatórios e sugestões.  Outras ferramentas em crescimento incluem criador de sites com IA para atualização rápida de páginas institucionais e chatbots para atendimento.

Segundo os participantes da pesquisa, a tecnologia processa volumes de dados impossíveis de analisar manualmente, identifica padrões de consumo e detecta tendências. Essas informações orientam decisões sobre investimentos em mídia, segmentação de público e desenvolvimento de campanhas.

Mensuração ainda é desafio para empresas

A supervisão humana continua indispensável para garantir qualidade e precisão do conteúdo. A falta de precisão e o risco de desinformação preocupam 56% das empresas, aponta a Aberje. Os especialistas do campo da IA alertam que a dependência excessiva da tecnologia pode gerar material genérico ou com erros factuais.

O IAB Brasil descobriu que 37% das empresas não têm processos definidos para medir a eficiência da IA. Outros 33% dos profissionais não sabem se suas organizações possuem algum sistema de mensuração. 

Já dados da Gartner projetam que 30% dos projetos com IA generativa serão abandonados ainda este ano porque executivos esperam retornos financeiros imediatos que a tecnologia não entrega no curto prazo. 

A vice-presidente da Gartner, Nicole Greene, alerta que muitos líderes de marketing depositam expectativas irrealistas na tecnologia. “A IA generativa pode fazer muitas coisas, mas vai exigir mais recursos e orçamento para ser bem-sucedida”, disse a executiva em relatório da própria consultoria.

ESPM lança Hub de Empreendedorismo e busca ampliar discussões sobre os ecossistemas e a cultura empreendedora

A ESPM, referência em marketing e inovação para negócios, acaba de lançar o Hub de Empreendedorismo. Os hubs da ESPM são laboratórios vivos criados para potencializar ideias, carreiras e negócios de ecossistemas setoriais brasileiros.

O grupo voltado para debater empreendedorismo surge como uma comunidade dedicada à troca de experiências, inovação e novos negócios, conectando estudantes, ex-alunos, professores, pesquisadores e empresários. Com uma abordagem contemporânea, o Hub busca incentivar a inovação com responsabilidade e relevância por meio de três pilares: Força da Criatividade, Ecossistemas Globais e Digitally Native Vertical Brands (DNVBs).

“A criação do hub é mais uma etapa no amadurecimento e estruturação da discussão de empreendedorismo na ESPM. Com ele, conseguimos um posicionamento uníssono para o mercado. O objetivo é conectar todas as iniciativas que já estavam em andamento na ESPM a partir de uma visão única para o mercado”, comenta Caio Bianchi, diretor de Extensão, Ecossistemas e Educação Continuada da ESPM. 

Com um portfólio vivo de cursos e agendas, é um catalisador das iniciativas da ESPM que trabalham o empreendedorismo em todos os níveis: graduação, pós, extensão e mestrado e doutorado. Por meio do grupo, a ESPM acompanha o empreendedor em todas as fases da sua trajetória, facilitando a transformação de ideias em negócios e impulsionando o crescimento de novos ao conectar empreendedores a oportunidades, mercados e investidores. Além de valorizar a longevidade de famílias empresárias ao promover a continuidade sustentável, a governança e a inovação nos negócios familiares que atravessam gerações.

O Hub conta com parceiros estratégicos como ADE Sampa, ABStartups, Founder Institute, Cristal IA e Innovati, além de professores inspiradores que atuam diretamente nas iniciativas e cursos.

Fernanda Cahen, professora de pós-graduação em Administração (PPGA) da ESPM, passa a responder também como curadora do Hub de Empreendedorismo, que possui também uma comunidade ativa no WhatsApp com profissionais do setor compartilhando as principais notícias e oportunidades de vagas, além de networking. 

Com este lançamento, a ESPM passa a contar com sete Hubs para o mercado: Moda e Beleza, Luxo, ESG, Canais Digitais, Trade Marketing, Employer Branding e Empreendedorismo. Todos com eventos para o mercado e discussões atuais sobre cada setor. 

Mais informações sobre o Hub podem ser encontradas em https://www.espm.br/hubs-espm/empreendedorismo/

Plataforma brasileira usa IA para detectar fraudes e dar diagnósticos financeiros instantâneos

Desenvolvida inicialmente para processos de Fusões e Aquisições (M&A), a plataforma em nuvem da Accordia passou por pequenos ajustes para atender áreas de planejamento e análise financeira (FP&A) e consultorias de gestão, após forte demanda do mercado. A empresa, investiu 500 mil para expandir suas soluções baseadas em Inteligência Artificial (IA) e Business Intelligence (BI).

Accordia integra análise financeira, diagnóstico de desempenho empresarial detecção de manipulações e fraudes contábeis, previsão de falência e avaliação de empresas – tudo em tempo real. A solução se diferencia por reunir em uma única plataforma todos os dados contábeis brutos e transformá-los em análises financeiras instantâneas, cobrindo desde a análise de desempenho até diagnósticos de saúde financeira e avaliação automatizada de empresas.

Tradicionalmente, a análise de balanços e demonstrações financeiras depende de planilhas complexas, retrabalho e esforço humano elevado. A Accordia busca mudar esse cenário ao automatizar processos e oferecer informações consistentes e em tempo real.

“Nossa missão é simplificar a análise financeira. Substituímos o uso intensivo de planilhas e relatórios estáticos por uma plataforma online, que gera informações em tempo real. Esse movimento despertou o interesse de consultorias, Big Four, e gestores de FP&A que precisam de eficiência tanto em operações complexas quanto na rotina de gestão”, afirma Franklin Tomich, fundador da Accordia.

O mercado de consultoria de gestão na América do Sul foi estimado em US$ 15,32 bilhões em 2025, com projeção de alcançar US$ 19,77 bilhões até 2030, segundo projeções de mercado. O Brasil lidera o setor, respondendo por aproximadamente 48,6% desse total, reforçando a oportunidade de expansão para soluções que unem tecnologia e finanças.

Ao reunir recursos de análise de desempenho, diagnóstico de saúde financeira, detecção de fraudes e análise de desempenho empresarial, a Accordia amplia o alcance de tecnologias antes restritas ao ecossistema de M&A. “A automação não é apenas uma tendência, mas uma necessidade para reduzir riscos, garantir transparência e aumentar a confiabilidade das informações financeiras. Esse é um passo fundamental para que empresas de diferentes portes adotem práticas mais sustentáveis em suas decisões estratégicas”, conclui Tomich.

6G: a revolução que vai transformar a TI e a Telecom

Enquanto o 5G ainda se consolida no mundo, a próxima geração de redes móveis — o 6G — já começa a se desenhar como uma transformação profunda na forma como nos conectamos, gerimos dados e operamos tecnologias. Previsto para estrear comercialmente na década de 2030, o 6G promete velocidades nunca vistas, latência quase zero e integração total com a Inteligência Artificial (IA) e com tecnologias imersivas como realidade aumentada e virtual.

Em termos técnicos, os avanços são impressionantes: as taxas de pico devem alcançar até 1 terabit por segundo (Tbps) em condições ideais de laboratório — um salto gigantesco em relação ao 5G. A latência, que mede o tempo de resposta da rede, deve cair para a faixa dos microsegundos (10–100 µs), permitindo operações em tempo real como cirurgias remotas, veículos autônomos e linhas de produção de alta precisão.

Além da velocidade, o 6G trará uma conectividade massiva. A expectativa é que bilhões de dispositivos — sensores IoT, wearables, máquinas e sistemas inteligentes — se comuniquem simultaneamente, sem comprometer o desempenho da rede.

Essa revolução tecnológica será viabilizada por frequências em ondas milimétricas e terahertz, além de recursos como Massive MIMO e beamforming, que ampliam a cobertura e a estabilidade do sinal. A IA desempenhará um papel central, tornando as redes mais “inteligentes”: capazes de monitorar tráfego em tempo real, prever falhas, otimizar o uso do espectro e até priorizar serviços de forma autônoma.

O impacto também será sentido na experiência do usuário. O 6G abrirá caminho para novas formas de interação digital, com realidade aumentada (AR) e realidade virtual (VR) de alta fidelidade, comunicação háptica (sensações táteis à distância) e ambientes imersivos aplicados a treinamentos corporativos, manutenção remota e atendimento ao cliente.

Apesar dos desafios — como o alto custo de infraestrutura, questões de segurança e a falta de padronização global —, o potencial é imenso. O 6G promete maior eficiência operacional, redução de custos e criação de novos modelos de negócio. Para gestores de TI e Telecom, isso significa repensar contratos, métricas de desempenho e estratégias de operação, colocando a experiência do usuário e a confiabilidade da rede no centro das decisões.

Mais do que uma simples evolução do 5G, o 6G representa uma revolução completa na forma de gerir redes, dados e serviços corporativos. Ele marca o início de uma era em que velocidade, inteligência e inovação se tornam indissociáveis — e quem se antecipar a essa mudança estará preparado para liderar o futuro da conectividade.

*Paulo Amorim é CEO e fundador da K2A Technology Solutions, empresa focada em transformação digital na área de Gestão, Controle e Otimização dos Contratos de TI e Telecom.

Luft Logistics lança AcademIA Luft para desenvolver soluções e impulsionar talentos

Luft Logistics acaba de lançar a AcademIA Luft, voltada para o desenvolvimento de soluções e impulsionamento de talentos da companhia. Criada pela área de IA, a plataforma educacional também visa apoiar as próximas fases do concurso cultural InovAdores da Luft, lançado no início do ano e direcionado aos mais de 10 mil colaboradores diretos e terceirizados.  

“O lançamento desta plataforma online é um passo importante na promoção da cultura de inovação e de protagonismo tecnológico entre os profissionais da organização. São diferentes módulos disponibilizando todo o conteúdo necessário para que os colaboradores se desenvolvam no uso da Inteligência Artificial. Esta plataforma deve crescer muito ainda, e este é só o começo de uma jornada de aprendizado e desenvolvimento de projetos que atendam problemas reais da companhia”, avalia Gustavo Saraiva, CIO da Luft Logistics.   

A iniciativa reforça o compromisso da Luft com a formação contínua e a aplicação prática da IA no dia a dia operacional, integrando visão estratégica e execução técnica. 

“A AcademIA Luft nasce com o propósito de democratizar o acesso à inteligência artificial dentro da empresa, transformando cada colaborador em um agente de transformação. Queremos que a IA não seja apenas uma ferramenta, mas uma competência coletiva que gere impacto real nos negócios e na vida das pessoas”, afirma Alynne Oya, Head de IA da Luft Logistics.