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KAST levanta US$ 80 milhões para expandir plataforma financeira global baseada em stablecoins

A KAST, plataforma financeira global construída sobre infraestrutura de stablecoins, anunciou a captação de US$ 80 milhões em uma rodada de investimento, co-liderada pelos fundos QED Investors e Left Lane Capital, com participação de Peak XV Partners, HSG e DST Global Partners.

O novo aporte será utilizado para acelerar a expansão internacional da empresa, com foco em mercados da América Latina, América do Norte e Oriente Médio, além de impulsionar iniciativas de licenciamento regulatório, desenvolvimento de novos produtos e ampliação da equipe.

Fundada em 2024 por Raagulan Pathy, ex-executivo da Circle, a KAST opera uma plataforma financeira baseada em stablecoins que permite envio, recebimento e movimentação de recursos globalmente, oferecendo contas em dólar e infraestrutura de pagamentos internacionais para mais de 190 países.

Desde o lançamento, a empresa ultrapassou 1 milhão de usuários e já processa cerca de US$ 5 bilhões em volume anualizado de transações, refletindo a crescente adoção de serviços financeiros construídos sobre trilhos digitais.

Segundo dados da Artemis Analytics, o volume global de transações com stablecoins cresceu 72% no último ano, ultrapassando US$ 33 trilhões, superando os volumes combinados de liquidação on-chain das principais redes globais de cartões.

“A captação reflete a confiança dos investidores na tese de um neobanco construído sobre stablecoins e na capacidade da KAST de executar essa visão em escala global”, afirma Raagulan Pathy, fundador e CEO da empresa. “Nosso objetivo é construir uma plataforma financeira verdadeiramente global, pensada para pessoas e empresas que operam além das fronteiras.”

Para Israel Buzaym, Country Manager da KAST no Brasil, o crescimento da empresa acompanha uma transformação estrutural na forma como o dinheiro circula globalmente.

“A infraestrutura financeira está passando por uma mudança importante, com soluções digitais e baseadas em blockchain ganhando espaço em operações internacionais. O Brasil é um mercado estratégico nesse movimento, tanto pelo nível de digitalização quanto pela abertura à inovação financeira”, afirma.

Com a nova rodada, a KAST também pretende ampliar sua oferta de produtos ao longo do ano, incluindo o lançamento do KAST Business, solução voltada a empresas dentro da estratégia de expansão dos serviços de neobanco.

Por que a maioria das PMEs ainda está perdida com a Reforma Tributária?

Mesmo com a Reforma Tributária em curso, a maioria das PMEs ainda está operando sem os ajustes necessários para a emissão de notas, o cálculo de tributos e a confiabilidade das informações fiscais enviadas à Receita Federal. Segundo a Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae), mais de 80% dos contribuintes nos regimes de Lucro Real e Presumido ainda não cumpriram as exigências que entraram em vigor em 1º de janeiro de 2026.

Para uma PME, isso significa risco real de multas fiscais, bloqueios de operações, inconsistências contábeis e até falhas no fluxo de caixa, justamente em um momento em que o mercado exige mais precisão e agilidade nos processos. 

Além disso, embora o IBS e a CBS já estejam em vigor desde janeiro, as auditorias e aplicação de penalidades devem começar em 1º de abril, aumentando a urgência da adequação.

“Estamos passando por uma transição que já exige ação. Empresas que ainda não organizaram seus processos fiscais e sistemas de dados estão sujeitas a riscos concretos, e isso pode custar caro em termos de multa, retrabalho e perda de agilidade operacional”, afirma Reginaldo Stocco, CEO da vhsys.

O que as PMEs precisam fazer agora:

1. Validar com o contador as novas alíquotas de IBS e CBS 

O primeiro passo é validar com o contador quais são as alíquotas de IBS e de CBS aplicáveis ao tipo de produto ou serviço da empresa. Com essa definição, os percentuais corretos devem ser registrados no sistema. Quando a alíquota está incorreta, a empresa pode recolher imposto a mais ou a menos, impactando o caixa e gerando risco de autuação.

2. Atualizar o sistema e configurar corretamente os novos tributos no ERP 

É necessário verificar se o sistema de gestão está preparado para a Reforma Tributária e realizar a configuração dos novos tributos. Mesmo que o ERP já esteja atualizado, as alíquotas e parâmetros precisam ser inseridos manualmente e vinculados aos produtos e serviços cadastrados. Sem essa etapa, a nota fiscal pode ser emitida com informações incorretas.

3. Revisar custos e precificação considerando os novos impostos 

Com as novas alíquotas definidas, a empresa deve recalcular o custo real de cada produto ou serviço. A análise do impacto dos novos tributos permite avaliar se será necessário ajustar preços para manter a margem, evitando perdas de rentabilidade ao longo dos próximos meses.

4. Padronizar processos e integrar dados fiscais, financeiros e contábeis

Também é importante organizar um fluxo claro entre as áreas envolvidas na emissão fiscal e no controle financeiro. A integração das informações em um único sistema reduz retrabalho, evita divergências de dados e prepara a empresa para as próximas etapas da transição da Reforma Tributária, prevista até 2033.

Um estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) mostra que empresas que anteciparam processos de adaptação reduziram em até 40% os retrabalhos e correções fiscais, além de melhorarem a previsibilidade no caixa e nas projeções tributárias.

Stocco afirma que esses não são “passos futuros”, mas ações que já impactam o funcionamento diário das empresas, porque os sistemas fiscais e os órgãos reguladores já estão exigindo consistência nas informações transmitidas.

“As PMEs que encararem a reorganização de processos agora estarão em vantagem operacional, com menos erros, mais clareza de custos e maior capacidade de escalar sua operação sem entraves burocráticos”, conclui o especialista.

iFood anuncia Pedro Pereira como novo CFO

O iFood anuncia a chegada de Pedro Pereira como seu novo Chief Financial Officer (CFO). Com uma carreira de 15 anos no Bank of America (BofA), onde construiu uma relevante trajetória internacional, Pereira assumirá uma função estratégica: além de liderar a área financeira do iFood, atuará como Global Investment Partner da Prosus. Nesta posição, ele apoiará iniciativas estratégicas de investimento do grupo globalmente, em colaboração com as lideranças da companhia. A vinda do executivo, em abril, marca a repatriação de um importante talento brasileiro vindo de Nova Iorque.

Pedro Pereira consolidou sua experiência em mercados de capitais, estratégia e assessoria financeira para empresas de tecnologia com atuação tanto em Nova Iorque quanto no Brasil. Recentemente, ocupava a posição de Chief Strategy Officer do Global Investment Banking do Bank of America e, simultaneamente, era o Head de Technology Investment Banking para a América Latina, liderando o relacionamento do banco com o setor na região.

Sua experiência será fundamental para a próxima etapa de crescimento do iFood, à medida que o setor de delivery evolui para novas categorias e serviços. Sua bagagem será particularmente relevante para apoiar a expansão do iFood Pago, reforçando estruturas de risco, governança e disciplina financeira necessárias para escalar o negócio de forma sustentável.

“A chegada do Pedro é um movimento fundamental nesse momento de expansão do nosso ecossistema. Ele não traz apenas o chapéu de finanças, mas uma expertise profunda em negócios de tecnologia que construiu em Nova Iorque globalmente. Repatriar um talento com esse background é um baita diferencial. O Pedro já é um parceiro de longa data, entende a dinâmica e, principalmente, sabe como escalar negócios de tecnologia com disciplina. Ter essa visão dual, cuidando do financeiro do iFood e como Global Investment Partner da Prosus, é o que nos dá o fôlego necessário para que frentes estratégicas, como o iFood Pago, continuem crescendo com padrão global exigidas pela nossa cultura”

A transição é fruto de um relacionamento de longa data. Como banqueiro do iFood por quase uma década, Pedro desenvolveu uma relação de proximidade e confiança com o ecossistema da Prosus e suas lideranças. Durante esse período, participou ativamente de discussões estratégicas sobre a evolução da companhia, tanto em iniciativas orgânicas quanto em movimentos de mercado.

“Acompanhei de perto a evolução do iFood nos últimos anos e sempre admirei a cultura, o espírito empreendedor do time e a ambição de liderar a inovação no setor. O convite para integrar o time surgiu de forma muito natural a partir desse relacionamento de longo prazo e de uma visão compartilhada sobre o futuro da companhia. A afinidade cultural e a oportunidade de contribuir com a estratégia de crescimento e sofisticação da nossa fintech tornaram esse passo um caminho orgânico para ambos os lados”, declara Pedro Pereira.

BTO+ transforma em experiência o Afiliados & Criadores Awards do Mercado Livre, Oscar da Creator Economy

A BTO+ fortaleceu sua posição como parceira estratégica do Mercado Livre ao estar à frente do primeiro Afiliados e Criadores Awards, que aconteceu em 11 de março no Mercado Pago Hall, na Mercado Livre Arena Pacaembu, em São Paulo. O evento visa ser o “Oscar da Creator Economy” da América Latina, com objetivo de criar um símbolo de conquista dentro do ecossistema do Mercado Livre de afiliados e reconhecer os parceiros. 

Com decisões sob medida, escuta ativa e inteligência de negócio, a BTO+ mergulhou profundamente no comportamento da economia criativa e da Geração Z, público central da iniciativa, e a partir de análises culturais, hábitos de consumo e padrões de influência digital, trouxe uma experiência aspiracional e coletiva.

Na premiação estiveram presentes dois dos artistas mais virais de 2025 e 2026: Melody, parte do sucesso “JETSKI” e o DJ Hitmaker, que também conta com músicas de alto impacto como “Gostosin”.

A consistência dessa atuação reforça a posição da agência como braço estratégico do Mercado Livre, somando o Awards a uma série de projetos como YouTube Playmall, YOUPIX Summit, duas edições do Esquenta Afiliados MELI Music, Influent Summit, além de iniciativas institucionais como MELI Celebra e Retreat CX. 

A BTO+ deixa como legado para o Mercado Livre a consolidação e o  estabelecimento de um ritual anual que fortalece vínculos autênticos, solidifica lealdade, atrai novos talentos e transforma performance em ambição, reafirmando sua capacidade de transformar complexidade em soluções claras e acionáveis.

Dia do Consumidor: Autoatendimento ganha força no varejo e ajuda lojas a lidarem com alta demanda

Com a proximidade do Dia do Consumidor, celebrado em 15 de março, o varejo brasileiro se prepara para um aumento no fluxo de clientes nas lojas físicas e digitais. Em datas promocionais de grande movimentação, soluções de autoatendimento têm ganhado espaço como ferramenta para reduzir filas, acelerar pagamentos e melhorar a experiência de compra. Só no ano passado, a data movimentou R$ 8,3 bilhões no e-commerce brasileiro, de acordo com a Neotrust Confi.

A adesão dos consumidores a esse modelo tem crescido de forma consistente. Levantamento do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) aponta que 85% dos brasileiros aprovam o uso de máquinas de autoatendimento, principalmente pela praticidade e pela redução do tempo de espera nas filas.

A evolução dessas soluções também tem sido impulsionada pela inteligência artificial, que amplia as funcionalidades das máquinas e torna a jornada de compra mais personalizada. A tecnologia permite analisar o comportamento dos consumidores e oferecer sugestões de produtos ou serviços durante o processo de compra, tornando a interação mais eficiente e relevante.

Recursos como reconhecimento facial, reconhecimento de voz e identificação de produtos por imagem já começam a ser incorporados em sistemas de autoatendimento, ajudando a tornar as transações mais rápidas e intuitivas. Essas soluções estão presentes em diferentes setores, como varejo, fast food, serviços bancários, transporte público e pedágios.

Para Tironi Ortiz, CEO da Imply Tecnologia, a combinação entre automação e inteligência de dados tem sido fundamental para ampliar a eficiência das operações, especialmente em datas de grande movimentação no comércio.

“Datas promocionais como o Dia do Consumidor exigem agilidade e eficiência nas operações do varejo. O autoatendimento aumenta a capacidade de atendimento das lojas, reduz filas e oferece mais autonomia ao consumidor, além de abrir espaço para experiências cada vez mais inteligentes e personalizadas”, afirma.

Segundo o executivo, além de melhorar a experiência do cliente, a tecnologia também contribui para otimizar a gestão das lojas. Com mais pontos de finalização de compra disponíveis, os varejistas conseguem atender um volume maior de consumidores sem comprometer a qualidade do atendimento.

“Com o avanço da inteligência artificial e da digitalização do varejo, o autoatendimento tende a evoluir ainda mais, oferecendo interações mais rápidas, intuitivas e adaptadas ao perfil de cada consumidor”, completa Tironi.

A expectativa do setor é que o uso dessas tecnologias continue crescendo no varejo brasileiro, especialmente em períodos estratégicos do calendário comercial, como o Dia do Consumidor, quando a eficiência no atendimento se torna um diferencial competitivo para as empresas.

A Terceira Via do Marketing: quando conversar vale mais do que aparecer

É notável que o marketing digital vive um ponto de inflexão. Durante anos, as empresas disputaram atenção, como se isso fosse sinônimo de venda. Investiram pesado em alcance, cliques e impressões. Mediram sucesso por visualizações. Mas, enquanto os relatórios exibiam números robustos, os resultados financeiros começaram a contar outra história: custos de aquisição crescentes, conversões estagnadas e consumidores cada vez mais resistentes à interrupção. Com a proximidade de datas relevantes para o comércio, como o Dia do Consumidor, comemorado em 15 de março, essas premissas fazem todo o sentido. Planejar ações com certa antecedência e entregar valores que vão muito além do produto, ditam a movimentação atual do mercado consumidor.

Com a evolução dos tempos e as necessidades mais latentes que sobrevivem a partir do impulso dos algoritmos, vender o produto ou alcançar engajamento não são resultados suficientes. É nesse contexto que surge o Marketing de terceira via ou terceira via do Marketing. Essa nova expressão nada mais é do que um modelo que substitui a lógica da interrupção pela lógica da conversa, e o foco exclusivo em mídia paga por uma estratégia estruturada de relacionamento orientado por dados e inteligência artificial. Em datas sazonais, esse conhecimento faz muito sentido. Afinal de contas, deixar para se planejar próximo a data pode representar perda no faturamento. Os ensinamentos do trazidos pelo Marketing são os grandes responsáveis pelas estratégias de sucesso.

Para facilitar o entendimento dessa virada, é preciso revisitar as fases anteriores. A primeira via do marketing foi o broadcast, onde a televisão, o rádio e o jornal falavam com o maior número possível de pessoas. Construía-se marca, mas a mensuração era limitada e o investimento, alto. O consumidor era espectador. Não havia diálogo, apenas transmissão. O uso dessas plataformas eram mais que necessários para uma estratégia de marketing eficiente e chegar até o cliente final, apresentando os produtos e tentando reverter em vendas/resultados.

A segunda via do marketing nasceu com o digital. Plataformas como redes sociais e buscadores permitiram segmentação detalhada e mensuração em tempo real. Conhecer o público algo e seguir com as campanhas direcionadas parecia o cenário ideal. Porém, essa corrida desenfreada para entregar as melhores estratégias acabou por gerar um novo tipo de dependência: a dos algoritmos e dos leilões de anúncios. À medida que mais empresas migraram para esses canais, os custos subiram e os resultados caíam na mesma proporção. O usuário passou a ser impactado por centenas de anúncios diariamente, resultando em saturação, queda de engajamento e uma guerra por centavos no custo por clique.

A terceira via do marketing veio para romper com essa lógica. E criar uma audiência mais interativa. Ela parte de um princípio simples e muito mais poderoso: a métrica de ouro agora é a conversa. A proposta é conduzir o cliente para uma landing page cheia de campos e redirecionamentos, onde a marca passa a interagir no ambiente onde ele já está – aplicativos de mensagem, chats integrados, direct messages. A venda deixa de ser um funil rígido e passa a ser um diálogo dinâmico. Na prática, isso significa reduzir fricção e chegar a um relacionamento mais linear.

Agora, vamos exercitar um pouco a imaginação e criar exemplos para facilitar o real entendimento do que está envolvido em toda a estratégia da terceira via do marketing. Imagine um e-commerce tradicional. O cliente vê o anúncio, clica, entra no site, navega, adiciona ao carrinho, cria cadastro, insere dados, revisa frete. Cada etapa é um ponto de desistência. Agora compare com uma experiência conversacional: o cliente envia uma mensagem perguntando sobre o produto. Recebe resposta imediata, personalizada. Tira dúvidas sobre tamanho, prazo, parcelamento. Recebe o link de pagamento no próprio chat. Finaliza. A diferença não está apenas na tecnologia, mas na intenção. Quem inicia uma conversa demonstra interesse real. E intenção qualificada converte mais.

Pelo visto, essas estratégias estão sendo bem pensadas e executadas. Tanto que, de acordo com dados da Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce (ABIACOM), o comércio eletrônico registrou uma alta de 15,3%, comparando os anos de 2024 e 2025. Os números acabam consolidando o e-commerce brasileiro como o mais competitivo da América Latina, segundo o Latin America B2C Ecommerce Databook Report 2025, elaborado pela consultoria internacional Research and Markets.

Em todo esse contexto de estratégias ligadas ao marketing, a inteligência artificial tem papel fundamental nesse modelo. Não como substituta do humano, mas como amplificadora de eficiência. Agentes inteligentes conseguem qualificar leads, recomendar produtos, consultar estoque, aplicar descontos e até recuperar carrinhos abandonados automaticamente. O que antes dependia de e-mails ignorados passa a acontecer no canal onde o cliente responde. É fato que essa mudança impacta diretamente o planejamento estratégico das empresas.

Na terceira via, o marketing deixa de ser apenas gerador de tráfego e passa a ser estruturador de relacionamento. No processo de planejamento geral, o orçamento não é consumido exclusivamente em mídia, mas distribuído também em tecnologia, integração de sistemas e construção de base própria de dados. E aqui está um ponto decisivo: dados próprios são o novo patrimônio digital. Com o avanço das regulações de privacidade e o fim gradual dos cookies de terceiros, depender exclusivamente de plataformas externas é um risco estratégico. A conversa direta gera informações valiosas que alimentam campanhas futuras com muito mais precisão.

Do ponto de vista financeiro, a terceira via do marketing tem impacto claro no retorno sobre investimento. Ao reduzir abandono de carrinho, aumentar recompra e elevar a taxa de conversão, o orçamento de marketing passa a trabalhar de forma mais inteligente. Em vez de escalar apenas investimento em mídia, a empresa escala eficiência. Por isso, investir em tecnologias que acabam possibilitando conhecer o público-alvo, pode ser o fator decisivo para uma boa estratégia de marketing. Hoje, o mercado oferece uma gama de ferramentas que podem ser usadas com esse objetivo. Alinhar as estratégias a partir dos resultados dessas ferramentas significa ganho real na rentabilidade de qualquer empresa.

Modelos baseados apenas em anúncios estão sujeitos a variações de algoritmo e aumento de concorrência. Já estratégias centradas em relacionamento constroem ativos próprios, que são identificados como listas qualificadas, histórico de interação, jornadas personalizadas. Isso reduz a volatilidade e melhora o planejamento de longo prazo.

Mas é preciso maturidade para implementar corretamente. Ter um chatbot não significa operar na terceira via do marketing. É necessário revisar processos, integrar CRM, estoque, pagamento e atendimento. A conversa precisa ser fluida, contextual e resolutiva. Caso contrário, vira apenas mais um ponto de frustração. O que diferencia a terceira via das anteriores não é apenas o canal, mas a mentalidade. Não se trata de aparecer mais, e sim de ser útil no momento certo. Não é sobre empurrar oferta, mas sobre resolver dúvida. Não é sobre volume de impressões, mas sobre profundidade de interação. Estamos saindo da era da exposição e entrando na era da conexão. 

Empresas que compreenderem essa transição deixarão de disputar atenção em ambientes saturados e passarão a construir diálogos consistentes. E, em um mercado onde confiança e experiência definem recompra, conversar não é apenas uma alternativa é uma vantagem competitiva. É importante destacar que a terceira Via do Marketing não elimina o que veio antes. Ela evolui. Integra marca, performance e tecnologia em um modelo orientado por relacionamento e resultado sustentável. Funciona como um caminho de aprendizado que acaba por amadurecer em estratégia e resultados. No fim das contas, marketing continua sendo sobre pessoas. A diferença é que agora temos tecnologia suficiente para escutá-las e responder em tempo real.

Por Italo Coelho, especialista em Inovação e Growth, diretor de Produtos e Crescimento da Disparo Pro

Diesel dispara até 13,8% nas distribuidoras e pressiona custos logísticos no Brasil, aponta IBPT

O preço médio dos combustíveis vendidos pelas distribuidoras aos postos de combustíveis registrou aumento na primeira semana de março de 2026, com destaque para o diesel, que apresentou as maiores elevações em todas as regiões do país. Os dados fazem parte de um levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), elaborado a partir da análise de aproximadamente 93 mil notas fiscais eletrônicas de operações com combustíveis em todos os estados brasileiros.

O estudo analisa os preços praticados pelas distribuidoras entre 1º e 8 de março de 2026 e busca identificar se as variações registradas no atacado estão sendo refletidas nos preços finais ao consumidor nas bombas dos postos.

Segundo o presidente do Conselho Superior do IBPT, Gilberto Luiz do Amaral, o cenário internacional tem influência direta sobre o comportamento recente dos preços. “A guerra do Oriente Médio traz impactos para todo o mercado de petróleo brasileiro, que foram sentidos alguns dias depois do início dos ataques. As distribuidoras reajustaram seus preços, entendendo a reserva que tinham para subsidiar a recomposição dos seus estoques. Contudo, a variação do aumento praticado pelas distribuidoras não se reflete igualitariamente nas bombas dos postos.”

Diesel lidera alta no país

O diesel foi o combustível que apresentou os maiores reajustes no período analisado. O Diesel S10 Aditivado registrou aumento médio nacional de 8,91%, equivalente a aproximadamente R$ 0,55 por litro. Já o Diesel S10 Comum apresentou alta de 8,70%, cerca de R$ 0,52 por litro.

A região Nordeste concentrou os maiores aumentos, com alta de 13,87% no Diesel S10 Aditivado e 12,96% no Diesel S10 Comum, seguidos por variações expressivas também no Centro-Oeste, onde o Diesel S10 Comum subiu 10,82%.

O levantamento mostra ainda que outras variações importantes ocorreram no diesel da linha S500, cujas versões comum e aditivada apresentaram altas de 6,53% e 6,08%, respectivamente.

Para Amaral, o aumento do diesel tem potencial de gerar efeitos econômicos amplos, principalmente por seu papel central na logística nacional. “A Guerra EUA e Israel contra o Irã tem provocado aumento e instabilidade no preço dos combustíveis no mundo todo, resultando num impacto direto no custo destes insumos ao consumidor. No Brasil não é diferente. Os preços começaram a subir com o início do conflito.”

Gasolina também registra elevação

A gasolina também apresentou tendência de aumento nas distribuidoras, embora em patamar menor que o diesel. A gasolina comum registrou aumento médio nacional de 2,06%, equivalente a cerca de R$ 0,11 por litro. A maior variação regional foi observada no Centro-Oeste, com alta de 4,73%. Já a gasolina aditivada apresentou aumento médio de 1,71% no país. A região Sul foi a única que registrou leve queda no período, com retração de 0,95%.

Segundo Amaral, a dinâmica da cadeia de combustíveis no Brasil ajuda a explicar as diferenças regionais observadas no levantamento. “As distribuidoras compram os combustíveis das refinarias ou realizam importações, fazem a mistura obrigatória de biocombustíveis, como o biodiesel no diesel e o etanol na gasolina, e revendem aos postos. O custo de transporte das distribuidoras até as diversas regiões do Brasil explica as disparidades geográficas, como os preços elevados na região Norte e as variações extremas observadas no Nordeste.”

Etanol segue trajetória oposta

Ao contrário dos combustíveis fósseis, o etanol hidratado apresentou queda média nacional de 0,66% na primeira semana de março. As maiores reduções ocorreram nas regiões Sul (-2,68%) e Sudeste (-2,46%), enquanto o Centro-Oeste (-0,30%) e o Nordeste (-0,27%) também registraram retrações mais moderadas.

A única exceção foi a região Norte, que apresentou aumento de 2,41% no etanol comum e 0,43% no etanol aditivado.

Diferenças regionais

A análise regional mostra comportamentos distintos entre os combustíveis e as regiões brasileiras:

  • Nordeste: maiores altas do diesel no país
  • Centro-Oeste: maior aumento da gasolina comum
  • Sul e Sudeste: maiores reduções no etanol
  • Norte: única região com aumento no etanol

Segundo o Diretor do IBPT Carlos Alberto Pinto Neto, os efeitos do aumento dos combustíveis tendem a se espalhar por toda a economia. “O diesel é o combustível que mais subiu nos primeiros dias de março, seguido da gasolina. Como são os mais consumidos, o reflexo na cadeia é automático, com pressão sobre os custos do transporte e, consequentemente, sobre os produtos que dependem da logística rodoviária.”

Monitoramento semanal

O levantamento faz parte de um monitoramento semanal do mercado de combustíveis realizado pelo IBPT, com o objetivo de acompanhar a evolução dos preços nas distribuidoras e ampliar a transparência sobre a formação de preços no setor.

A análise é baseada em dados reais de mercado, provenientes de 93 mil notas fiscais eletrônicas de comercialização de combustíveis em todo o território nacional, permitindo identificar tendências de preços e diferenças regionais no abastecimento.

Metodologia

O estudo foi elaborado pelo IBPT – Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação, entidade fundada em 1992 e dedicada à realização de estudos tributários, econômicos e de mercado sobre diversos setores da economia brasileira.

A pesquisa analisou operações realizadas entre 1º e 8 de março de 2026, com base em notas fiscais eletrônicas de comercialização de combustíveis entre distribuidoras e postos revendedores em todos os estados brasileiros.

O varejista que não tiver uma lógica de iteração não vai dar certo com a IA

A inteligência artificial inaugura um ponto de inflexão estratégico que está separando empresas adaptativas das empresas em processo de extinção. Enquanto algumas constroem novas arquiteturas operacionais para aprender continuamente com a IA e aplicar essa tecnologia radicalmente em diferentes dimensões de seu core business, outras insistem em tratar essa tecnologia como mais uma ferramenta, encaixando-a em estruturas antigas que já não dialogam com a velocidade do mercado. A diferença entre as duas realidades não é tecnológica, mas cultural e estrutural. A IA opera por ciclos contínuos de aprendizado. A empresa que não adotar essa mesma lógica não conseguirá gerar impacto real e ficará restrita ao teatro da inovação, até as diferenças ficarem tão exponencialmente evidentes que não haverá caminho de retorno.

Há uma distância crescente entre falar em transformação e realizá-la. Em muitas organizações, o discurso da IA virou espetáculo para o público externo: provas de conceito, laboratórios e comitês são criados como sinalização de modernidade, mas seguem desconectados das estruturas de poder e dos mecanismos de decisão. Nada muda nos bastidores. O orçamento permanece protegido nas áreas tradicionais, a gestão continua baseada em comando e controle, e o erro segue sendo punido como desvio, não reconhecido como fonte de informação estratégica. Nesse ambiente, a IA é confinada a iniciativas isoladas e decorativas, incapazes de produzir retorno real. Estima-se que 80% das empresas que implementaram projetos de IA ainda não conseguiram gerar valor concreto em seus negócios.

A lógica da iteração representa a ruptura com essa mentalidade, pois trata de construir sistemas inteligentes que aprendem a cada interação, ajustam rotas em tempo real e multiplicam valor mediante tentativas sucessivas. Essa dinâmica exige que a empresa abandone a busca por certezas antes de agir e adote a aprendizagem como processo contínuo. Quando isso ocorre, a IA deixa de ser uma solução para aumentar produtividade e se torna um mecanismo central de reinvenção do negócio.

O papel da liderança também se transforma. O líder tradicional operava como controlador de processos. O líder do novo mercado precisa atuar como arquiteto de sistemas inteligentes, capaz de desenhar modelos onde humanos, dados e IA operam de forma integrada e autônoma. O futuro não será liderado por quem detém respostas, mas por quem constrói mecanismos para que as respostas emerjam a partir da interação entre inteligência humana e artificial, com base concreta no detalhe da necessidade de cada cliente. A resistência a essa mudança é o que mantém organizações presas ao que Andy Grove (ex-CEO da Intel) chamou de “meio congelado”: a camada que impede a evolução e protege o status de quem teme perder relevância.

Empresas iterativas constroem vantagens cumulativas. Cada ciclo de aprendizado gera novos dados, que alimentam novos modelos, que produzem novas eficiências e abrem espaço para novas receitas. Isso cria um efeito composto que não pode ser alcançado por projetos únicos ou iniciativas pontuais. A iteração é o que separa experimentos que produzem impacto de iniciativas que apenas consomem orçamento.

A IA está redesenhando as cadeias de valor, automatizando decisões e criando mercados baseados em autonomia de sistemas. Nesse cenário, não haverá espaço para estruturas estáticas. A única forma de permanecer relevante será desenvolver a capacidade de aprender continuamente com a própria operação. O futuro dos negócios não será escrito por quem implementou IA, mas por quem aprendeu a crescer com ela todos os dias.

Quando penso na realidade do varejo nacional, altamente pressionado por elevados custos de capital, consumidor endividado em patamares históricos, falta de pessoal qualificado, competição com empresas nativas digitais, indústrias vendendo e se relacionando diretamente com o cliente e muito mais, é incrível não encontrar mais modelos de empresas buscando na IA uma alternativa lógica de “leapfrogging” e salto quântico para um modelo mais sustentável de operação, com tantas mudanças na realidade das famílias e clientes brasileiros.

O tradicional conservadorismo do setor, forjado ao longo de todas as crises cíclicas do país, pode estar sendo um gargalo crítico, e não mais um fator de diferenciação para a sobrevivência. Desafios enfrentados no modelo de negócio por empresas como a Magalu podem estar mascarando a relevância dos movimentos de digitalização e inovação que vêm implementando consistentemente há mais de década, acertadamente e com uma visão coerente de sobrevivência no longo prazo.

A transformação real não é um evento. É um novo modo de operar. E quem acredita que pode colher os benefícios da IA sem mudar sua lógica de funcionamento completamente irá descobrir, na prática, que o custo de continuar como está se tornou maior do que o de transformar. É mera questão de tempo.

Marketing de resultados com integração de tecnologia e visão consultiva

Luiz Ruiz é CSO (Chief Sales Officer) da agência de marketing e tecnologia, Wigoo

Em um ambiente cada vez mais competitivo e orientado por dados, empresas querem entender com precisão o impacto das estratégias nos resultados de seus negócios, ou seja, nas vendas, sejam de produtos, serviços ou dos dois. Para muito além das campanhas criativas, que seguem bem-vindas pelo poder de engajamento e geração de buzz, os clientes buscam parceiros capazes de olhar para suas necessidades específicas e traduzir desafios comerciais em estratégias que gerem crescimento real.

A tecnologia tem um papel central nessa transformação. Ferramentas de análise de dados, inteligência artificial e plataformas de automação permitem acompanhar com muito mais profundidade o comportamento do consumidor e a jornada de compra. Plataformas são capazes de conectar Inteligência Artificial aos dados de marketing, mídia, CRM e negócio de cada cliente, de forma segura e prática, criam um ecossistema integrado de análise, recomendação e otimização contínua. Isso ajuda empresas a tomarem decisões mais rápidas e embasadas, além de personalizar a comunicação em escala. Ainda assim, a tecnologia sozinha não resolve o problema. O verdadeiro valor está na capacidade de unir essas ferramentas à profissionais capazes de interpretar informações e transformá-las em direcionamento estratégico.

Nesse ambiente de busca cada vez mais qualificada por serviços especializados, a relação entre empresas e seus parceiros de marketing e tecnologia também evoluiu. Cada vez mais, as organizações buscam relações de proximidade, nas quais o fornecedor deixa de ser apenas um executor de campanhas e passa a atuar como uma extensão do time interno. Estar presente no dia a dia do cliente, entender seus indicadores, suas metas e até os desafios operacionais do negócio faz toda a diferença na construção de estratégias mais eficientes. Melhor ainda, tendo isso documentado e acessível aos clientes. 

O marketing mais relevante hoje nasce da combinação entre tecnologia, dados e visão consultiva. Quando esses elementos trabalham juntos, as decisões deixam de se basear apenas em percepção e passam a ser guiadas por entendimento real de mercado, comportamento e oportunidades. No final das contas, o objetivo continua sendo o mesmo para qualquer empresa: transformar estratégia em resultados concretos de vendas e crescimento sustentável.

Pix lidera pagamentos em negociação de dívidas e representa 78% dos acordos fechados no Feirão Serasa Limpa Nome

A popularização do Pix vem provocando mudanças significativas nos hábitos financeiros dos brasileiros e ampliando sua presença em diferentes tipos de transações — inclusive no pagamento de dívidas. No último Feirão Serasa Limpa Nome, realizado em novembro de 2025, mais de 10 milhões de acordos foram fechados. Entre eles, 7,9 milhões foram quitados via Pix, representando 78% do total e sendo 55 p.p superior ao registrado pelos demais formatos de pagamento, como cartão, boleto e dinheiro.

Atualmente, na 35ª edição do maior mutirão de negociação de dívidas do país, iniciado em 23 de fevereiro, já foram firmados mais de 3 milhões de acordos em 15 dias, sendo mais de 2 milhões pagos via Pix — um volume 77% superior em comparação com as demais opções de pagamento.

Rio Grande do Sul

Somente no Rio Grande do Sul, foram 122.262 acordos até o momento, sendo 92.730 negociações realizadas por essa modalidade de pagamento.

“A possibilidade de quitar dívidas com Pix representa um avanço importante na forma como os consumidores resolvem pendências financeiras”, explica Patrícia Camillo, gerente da Serasa. “Além da praticidade, a liquidação imediata do pagamento acelera a regularização do nome e reduz o risco de atraso nas parcelas negociadas. Isso contribui para que o consumidor tenha mais previsibilidade sobre suas finanças e consiga acompanhar, em tempo real, a evolução do processo de recuperação do crédito.”

Pix consolida domínio entre os meios de pagamentos no Brasil

A Serasa, em parceria com o Instituto Opinion Box, realizou uma pesquisa para entender o comportamento dos brasileiros em relação a essa modalidade. O levantamento revelou que 85,5% dos consumidores já utilizam o Pix com frequência e 42% acreditam que este é o formato que proporciona maior sensação de controle financeiro, liderando entre as opções disponíveis.

Além disso, 56,8% dos entrevistados classificam o Pix como a forma de pagamento mais moderna e alinhada ao estilo de vida atual. A preferência também se reflete no cotidiano: 54,9% afirmam utilizá-lo com maior frequência em transações do dia a dia, superando cartões físicos, digitais e o dinheiro em espécie. Outros 39% relatam sentir mais tranquilidade e segurança ao realizar pagamentos por meio da ferramenta.

“O Pix ampliou o acesso a soluções financeiras simples e imediatas, contribuindo para a inclusão e para a autonomia dos consumidores”, afirma Patrícia. “Por permitir transferências e pagamentos em tempo real, a qualquer hora do dia, ele facilita o planejamento financeiro e ajuda os brasileiros a acompanharem melhor suas despesas e compromissos, o que também se reflete na forma de negociar e quitar dívidas.”

Baixa da negativação instantânea no Feirão Serasa Limpa Nome

Com mais de 2,2 mil empresas parceiras, o mutirão segue até o dia 1º de abril e reúne mais de 620 milhões de ofertas, com descontos que podem chegar a até 99%. Somente no Rio Grande do Sul, são 26 milhões de ofertas disponíveis para negociação.

Nos acordos pagos via Pix, a retirada da negativação ocorre de forma imediata após a confirmação do pagamento.

Metodologia

Pesquisa realizada pelo Instituto Opinion Box entre 2 e 9 de setembro de 2025, com 1.184 entrevistas online em todo o Brasil. Margem de erro de 2,8 pontos percentuais.