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88i Seguradora Digital consolida Inteligência Artificial como eixo central para escalar operação e eficiência

Pioneira no modelo de distribuição B2B e B2B2C de seguros embarcados (embedded insurance), a 88i Seguradora Digital anunciou a criação de uma nova frente estratégica dedicada exclusivamente ao desenvolvimento e aplicação de Inteligência Artificial (IA) em sua operação.

O movimento consolida um período de crescimento exponencial: apenas entre janeiro e maio de 2026, a insurtech gerou 4 milhões de apólices, um salto expressivo que reflete o amadurecimento de sua infraestrutura. Desde o início da operação, em 2021 , até o final de 2025, a seguradora já havia contabilizado 30 milhões de apólices, atingindo a marca de 10,5 milhões de clientes.

Inovação com B2B2AI e Protocolo MCP

Desde o princípio, a infraestrutura tecnológica da 88i utilizou IA nos níveis estratégico e tático, mas 2026 marca uma virada histórica com o lançamento da vertical B2B2AI. A companhia desenvolveu o primeiro Model Context Protocol (MCP) Server voltado para o setor de seguros, disponibilizando operações d2d ( digital to digital).

Essa inovação coloca a 88i em um grupo seleto de seguradoras globais que permitem que agentes de IA de parceiros se conectem diretamente à sua infraestrutura, executando jornadas completas de seguros de forma contextualizada e autônoma.

“A Inteligência Artificial deixou de ser uma ferramenta de suporte para estruturar a forma como desenhamos produtos e integramos parceiros”, afirma Alencar Marabiza, CTO da 88i. “Atualmente, 80% das nossas operações utilizam IA. Consolidamos essa tecnologia como o motor central da nossa estratégia para sustentar um novo ciclo de crescimento orientado por dados.”

Ao integrar sua plataforma proprietária em ecossistemas de delivery, logística, mobilidade e fintechs, a 88i aposta em inteligência artificial e blockchain para redefinir o mercado de seguros voltado à economia digital. Com atuação full-stack, a insurtech utiliza IA para prever as necessidades e a capacidade de custeio dos clientes finais e oferecendo soluções flexíveis para profissionais autônomos, motoristas, entregadores e operações de logística, com emissão de apólices em segundos e cobertura ajustada em tempo real conforme o perfil e a dinâmica das operações. Entre os destaques estão os seguros de acidentes pessoais e de proteção para entregas first mile e last mile. “Nosso objetivo é que o seguro deixe de ser percebido como um custo burocrático e passe a atuar como um serviço inteligente, fluido e acionado no momento certo, ampliando o valor entregue tanto aos parceiros quanto aos consumidores finais,” afirma Rodrigo Ventura, CEO da 88i.

Mercado de influência: em segmento que movimentou mais de R$ 31,32 bi, app Idea Player estreia com parceria entre ApliCap e rede varejista com mais de 300 lojas

Idea Maker, fintech que desenvolve soluções para e-commerce de produtos com venda incentivada, meios de pagamento e gestão de dados, anuncia o lançamento do Idea Player, plataforma white label para atender o mercado de varejo e influência de forma 100% regulamentada. O lançamento acontece inicialmente em parceria com a ApliCap Capitalização, especialista nas modalidades Filantropia Premiável e Incentivo.

A plataforma funciona como um sistema completo de vendas e gestão de campanhas, permitindo criar e administrar promoções e sorteios totalmente regulamentados. Com capacidade de suportar milhares de transações simultâneas, a tecnologia organiza a distribuição de cupons ou números da sorte e gera relatórios detalhados para acompanhamento de desempenho, oferecendo às empresas uma estrutura segura e escalável para conduzir campanhas digitais.

O Idea Player chega em um momento de expansão de um setor que movimentou mais de R$ 31,32 bilhões nos últimos meses de 2025, segundo dados da segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep). Nesse cenário, cresce também a demanda por infraestrutura tecnológica capaz de modernizar a distribuição de títulos de capitalização, mantendo o rigor regulatório exigido pelo mercado segurador.

“O mercado de capitalização é altamente regulado e exige uma estrutura robusta para crescer com segurança. A capitalizadora continua sendo a responsável pelo produto e pela regulamentação, enquanto nós viabilizamos a infraestrutura tecnológica que conecta distribuidores e consumidores de forma organizada e rastreável”, afirma Rafael Melo, COO da Idea Maker.

Na operação, a responsabilidade das capitalizadoras, como a ApliCap, vai desde a emissão dos títulos até o pagamento dos contemplados, garantindo aderência às normas vigentes. Embora a infraestrutura de pagamentos seja operada pela fintech, os valores arrecadados são direcionados diretamente à conta da capitalizadora, assegurando total compliance regulatório.

“Digitalizamos um modelo que já é conhecido do público, mas dentro de um ambiente totalmente regularizado. A tecnologia permite escala, mas com governança. Isso diferencia uma operação estruturada de iniciativas informais que existem no mercado. Nosso papel não é intermediar o produto financeiro, e sim oferecer a camada tecnológica que garante estabilidade, rastreabilidade e gestão de dados em tempo real”, completa Melo.

Além do checkout, o Idea Player conta com um backoffice que permite cadastrar campanhas, configurar prêmios, acompanhar vendas em tempo real e acessar relatórios detalhados de desempenho por região, horário e performance comercial.

Do digital ao varejo físico: o primeiro case

O primeiro projeto da plataforma entrou em produção em parceria com a Lojas Lebes, rede varejista do Rio Grande do Sul com mais de 300 pontos de venda. Para a operação, Idea Maker e ApliCap desenvolveram o Baita Chance, título de capitalização na modalidade filantropia premiável. Nesse modelo, a varejista atua como distribuidora e a integração entre capitalizadora, fintech e varejo permite que toda a jornada – da venda ao sorteio – ocorra dentro de um ambiente estruturado, transparente e preparado para grandes volumes de operação.

O Baita Chance surge como um case que demonstra como a combinação entre especialização regulatória, tecnologia financeira e a capilaridade do varejo pode criar um ecossistema moderno, seguro e replicável para campanhas promocionais via capitalização. Para a ApliCap, a infraestrutura tecnológica foi o que mudou o jogo: “A plataforma garante rastreabilidade em tempo real, eficiência operacional, segurança jurídica e maior controle na gestão das campanhas. Na prática, isso reduz atritos no atendimento, permite campanhas mais estratégicas e fortalece a performance no ponto de venda, tornando o título de capitalização um produto mais escalável e orientado a dados no varejo”, comenta Marcio Fritsch, diretor da ApliCap Capitalização.

Rafael Melo, COO Idea Maker, completa: “A parceria demonstra como a tecnologia pode ser aplicada tanto em ambientes digitais quanto no varejo físico, mantendo a mesma base de compliance e controle operacional. No final do dia, é um modelo replicável para diferentes perfis de distribuição e que amplia os canais de distribuição dos produtos”.

Código de barras ganha papel estratégico na cadeia produtiva

Presente nas gôndolas, nos centros de distribuição e nas compras online, o código de barras ampliou sua função na cadeia produtiva. Mais do que identificar produtos, o padrão passou a concentrar informações que conectam indústria, varejo, logística e consumidor.

Dados da pesquisa “Tendências da Indústria”, realizada pela Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil, mostram que o código de barras já está incorporado às operações das empresas. Segundo o levantamento realizado com 195 empresas das cinco regiões do País entre novembro e dezembro de 2025, 89% das indústrias afirmam que parceiros comerciais exigem o uso da identificação padronizada para efetivarem os pedidos e comercializarem produtos. Mundialmente, o padrão mais comum é o código de barras linear ou bidimensional GS1, que é “bipado” cerca de 10 milhões de vezes em 150 países.

A exigência de um padrão global consagrado pelo mercado acompanha a transformação das operações de consumo e distribuição. Com maior integração entre lojas físicas, e-commerce, centros logísticos e sistemas de gestão, o código de barras passou a apoiar processos ligados à venda, controle de estoque, emissão de notas fiscais e rastreabilidade.

A pesquisa aponta que 76% das indústrias utilizam código de barras em toda a linha de produtos comercializados. O impacto também aparece no faturamento. 70% da receita das empresas participantes vêm de itens identificados com o padrão.

O levantamento mostra ainda que a tecnologia está presente tanto no varejo físico quanto nas vendas online. Para 92% das empresas, o código de barras é importante para operações presenciais. No comércio eletrônico, o índice chega a 89%.

O avanço da rastreabilidade também aparece entre os principais movimentos observados pela pesquisa. Em setores como alimentos, medicamentos, logística e bens de consumo, acompanhar a origem e a movimentação dos produtos passou a fazer parte da gestão da cadeia produtiva.

Segundo o estudo, 92% dos entrevistados associam o código de barras à emissão de nota fiscal e à integração com sistemas ERP. O padrão permite registrar informações sobre fabricação, armazenamento, transporte e distribuição dos produtos ao longo da operação.

Entre as empresas consultadas, 68% afirmam ter implantado processos de rastreabilidade, de forma completa ou parcial, o que aprimora a cadeia de abastecimento.

Operações mais inteligentes, decisões mais rápidas: o impacto da IA agêntica na rotina de TI

A rotina das áreas de tecnologia mudou bastante nos últimos anos. Não foi a adoção de cloud, nem a digitalização de processos que alterou o centro de gravidade da operação: foi o volume de decisões que passaram a ser exigidas em tempo real. Em ambientes distribuídos, com múltiplas aplicações, integrações e fluxos de dados, o desafio deixou de ser enxergar o que acontece. O problema passou a ser decidir rápido o suficiente para que a operação acompanhe essa complexidade. 

Esse deslocamento ajuda a explicar por que a discussão sobre inteligência artificial em TI começou a ganhar outra camada este ano. Não se trata mais de analisar dados ou gerar respostas. Trata-se de reduzir o intervalo entre detectar um evento e agir sobre ele. E é nesse ponto que a IA agêntica começa a ter impacto concreto na rotina operacional. 

Estudos da McKinsey indicam que cerca de 60% das atividades nas empresas já podem ser automatizadas com tecnologias disponíveis hoje. Esse dado costuma ser interpretado como ganho de produtividade. Na prática, ele aponta algo mais específico: uma grande parte do trabalho operacional em TI não exige criatividade, mas execução consistente, rápida e baseada em contexto. É exatamente esse tipo de atividade que mais sofre com fricção no dia a dia. 

Quando se observa a operação de TI com atenção, a maior parte do tempo não está sendo consumida por decisões estratégicas, mas por microdecisões repetitivas. Classificar um alerta, correlacionar eventos, entender impacto, acionar um runbook, validar uma mudança, ajustar um recurso em cloud. Cada uma dessas ações, isoladamente, é simples. O problema está no volume e na velocidade com que elas se acumulam. 

A consequência direta é a fragmentação da atenção. Equipes passam a operar reagindo a filas, dashboards e tickets, alternando constantemente entre ferramentas e contextos. O custo disso aparece em atraso na resposta, aumento de ruído, decisões inconsistentes e, em última instância, em impacto no negócio. 

IA agêntica: transformando a operação de TI 

A proposta da IA agêntica atua exatamente nesse ponto de tensão. Esse modelo trabalha com contexto, priorização e capacidade de execução encadeada. Não se trata apenas de automatizar tarefas, mas de conectar etapas que antes dependiam de intervenção humana contínua. 

Na prática, isso muda a lógica da operação. Um alerta deixa de ser apenas um sinal que exige análise manual e passa a ser o início de um fluxo que pode incluir correlação automática, identificação de causa provável, sugestão de ação e, em determinados casos, execução direta. O que antes exigia múltiplos sistemas e decisões intermediárias passa a acontecer dentro de um mesmo ciclo operacional. 

Esse tipo de abordagem reduz um dos principais gargalos da TI atual: o tempo entre entender o problema e agir sobre ele. Em ambientes críticos, essa diferença não é marginal. Ela impacta diretamente indicadores como tempo de resolução, disponibilidade de serviços e experiência do usuário. 

Há também um efeito menos visível, mas igualmente relevante: a redução da carga cognitiva das equipes. Ao eliminar etapas repetitivas e consolidar contexto, a IA agêntica diminui a necessidade de navegação entre ferramentas e reduz a dependência de interpretação manual de dados fragmentados. O resultado é uma operação mais linear, com menos interrupções e maior previsibilidade. 

Esse movimento também altera a forma como áreas de tecnologia se organizam. À medida que a execução operacional se torna mais automatizada, o papel das equipes se desloca para desenho de processos, definição de políticas e governança. O foco deixa de ser “resolver tudo” e passa a ser “garantir que o sistema resolva bem”. 

Quando bem implementada, a IA agêntica atua como um mecanismo de simplificação. Ela absorve a complexidade do ambiente e devolve à equipe apenas o que exige julgamento ou decisão estratégica. O ganho não está em fazer mais tarefas, mas em fazer menos tarefas operacionais para sustentar o mesmo nível de serviço. 

Ao mesmo tempo, esse modelo exige maturidade. A autonomia precisa ser construída de forma progressiva, com controles claros, rastreabilidade e limites de atuação bem definidos. A questão central não é se a tecnologia pode executar, mas em quais condições essa execução é confiável e auditável. 

O ponto mais interessante dessa transformação é que ela não depende de ruptura. Diferentemente de outras ondas tecnológicas, a IA agêntica não exige substituição completa de sistemas ou mudanças radicais na arquitetura. Ela se conecta ao que já existe e reorganiza a forma como a operação acontece. Por isso, seu impacto tende a ser gradual, mas acumulativo. 

O que começa com automação de triagem ou correlação de eventos evolui para execução de runbooks, otimização contínua de recursos e, em um estágio mais avançado, para decisões operacionais tomadas com mínima intervenção humana. Não como substituição do time, mas como extensão da capacidade de execução. 

No fundo, a discussão sobre IA agêntica em TI não é sobre tecnologia. É sobre ritmo operacional. Empresas que conseguem reduzir o tempo entre identificar um problema e agir sobre ele operam melhor, com menos custo e maior previsibilidade. E, em um cenário em que a complexidade só aumenta, essa capacidade deixa de ser diferencial e passa a ser condição básica de competitividade. 

A mudança já está em curso. O que ainda está em aberto é a velocidade com que cada organização será capaz de incorporar esse modelo sem perder controle sobre a própria operação.

Por Heber Lopes, Head de Produtos e Marketing da Faiston

Qualifica SP – Empreenda oferece 2 mil vagas em curso de empreendedorismo

O Governo de São Paulo, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, oferecerá 2 mil vagas em curso gratuito e remoto do Qualifica SP – Empreenda. A iniciativa capacita micro e pequenos empreendedores oferecendo mentorias coletivas e individuais. As vagas serão distribuídas em quatro ciclos ao longo do ano, nesta primeira etapa estão abertas 500 vagas com inscrições até o dia 28 de maio pelo site www.qualificasp.sp.gov.br.   

O curso, executado pela Fundação Dom Cabral, é dividido em três módulos com carga horária de 30 horas. Os alunos terão mentoria coletiva e individual e aprenderão sobre gestão financeira, a identificar oportunidades de mercado e a construir um plano de negócios.  

Um levantamento do Sebrae aponta que entre as maiores dificuldades dos empreendedores estão acesso à crédito, divulgação e venda de produtos e serviços, burocracia e controle das finanças. A formação do Qualifica SP – Empreenda tem como objetivo sanar esses gargalos. 

Podem participar empreendedores do estado de São Paulo, de 18 anos ou mais, formais ou informais. As inscrições devem ser realizadas pelo site www.qualificasp.sp.gov.br até o dia 28 de maio. As aulas têm previsão para início nas primeiras semanas de junho. 

Serviço: 

Inscrições para curso de empreendedorismo do Qualifica SP – Empreenda 

Prazo: até 28/05 

Site: www.qualificasp.sp.gov.br

Apps de compras crescem até 43% antes do Dia das Mães e reforçam papel do mobile na decisão de compra

A proximidade do Dia das Mães já movimenta de forma significativa o uso de aplicativos no Brasil. Dados da Adjust mostram que, nos 14 dias que antecedem a data, as instalações de apps de compras cresceram até 43%, com destaque para a categoria de compras. Aplicativos de e-commerce registraram alta de 20%, enquanto plataformas de cupons e ofertas avançaram 5%.

O engajamento dos usuários também se intensificou no período. Aplicativos de mensagens registraram aumento de 154% em sessões, reforçando seu papel no compartilhamento de recomendações, na organização das compras e outras mensagens condizentes com a data. Já os apps de mapas e navegação cresceram 24%, refletindo o aumento da circulação de pessoas.

Os dados indicam que o comportamento do consumidor vai além da compra direta, envolvendo uma jornada mais ampla, que inclui pesquisa, comparação e interação social antes da decisão final.

“O Dia das Mães é um momento-chave em que o mobile se torna o principal ponto de contato entre marcas e consumidores. Os aplicativos acompanham toda a jornada, da descoberta à conversão, passando por pesquisa e interação entre pessoas”, afirma Fernando Cabral, Director of Growth LATAM da Adjust.

A tendência acompanha o desempenho mais amplo do e-commerce no período. Em 2025, as vendas de Dia das Mães cresceram 9,2%, alcançando R$ 1,9 bilhão, segundo levantamento das plataformas Tray e Bling, da LWSA. Entre as categorias com maior destaque estão eletrônicos, moda e beleza. A jornada de compra também se mostra cada vez mais híbrida, com consumidores transitando entre marketplaces, lojas online e varejo físico.

Na comparação com a média anual, o Dia das Mães também impulsiona categorias específicas de aplicativos. Apps de receitas registraram crescimento de 170% nas instalações, enquanto aplicativos de mensagens tiveram aumento de 125% em sessões, reforçando o caráter social e familiar da data.

Para os varejistas, o cenário reforça a importância de estratégias omnichannel orientadas por dados. A capacidade de acompanhar o comportamento do usuário em diferentes momentos e plataformas é fundamental para capturar demanda e maximizar resultados.

Consumidor antecipa compras e aposta em presentes mais premium no Dia das Mães

Com expectativa de movimentar R$ 37,91 bilhões e levar 127 milhões de consumidores às compras, o Dia das Mães se consolida como a segunda data mais importante para o varejo nacional, segundo levantamento da CNDL e do SPC Brasil. E se o volume já impressiona, o comportamento por trás dos números é ainda mais revelador: o shopper brasileiro está comprando mais cedo, gastando mais por visita e escolhendo presentes com maior valor agregado, consolidando um movimento de premiumização e planejamento na data. 

É o que mostra um estudo da Unlimitail, plataforma de Retail Media do Grupo Carrefour, que evidencia como esse movimento se consolidou em 2025 e o que ele sinaliza para este ano. Os dados apontam que a jornada de compra deixou de ser concentrada na última semana, algo comum até pouco tempo atrás. Em 2025, quase 41% das vendas de categorias presenteáveis já haviam sido realizadas até três semanas antes do evento, cinco pontos percentuais acima de 2024. Considerando o varejo como um todo, esse índice chegou a 43,9%, contra 35,9% no ano anterior. Na prática, o pico de vendas migrou da semana imediatamente anterior ao Dia das Mães para a chamada Semana -3, indicando um consumidor menos impulsivo e mais organizado – comportamento que, segundo a CNDL e SPC Brasil, deve se repetir em 2026, com 77% dos compradores planejando pesquisar preços antes de fechar a compra. 

Essa mudança também se reflete na forma de comprar. Mesmo com a queda no número de pedidos ao longo do período, o ticket médio cresceu de forma consistente, chegando a um aumento de até 40% na sexta-feira que antecede a data nas lojas do Carrefour e 25% no Sam’s Club, por exemplo. Aqui, o comportamento sugere uma jornada mais eficiente: menos idas à loja, mas com compras mais robustas, especialmente entre aqueles que deixam para a última hora e optam por itens de maior valor.

“O que esses dados revelam é uma mudança estrutural na jornada de compra do brasileiro. O consumidor está chegando ao ponto de venda com a decisão mais madura, visto que já pesquisou, comparou e escolheu. Isso coloca Retail Media em um papel central e reforça como precisa estar presente também nos momentos anteriores à decisão, quando a preferência de marca ainda está sendo formada, e não só nos corredores das lojas”, pondera Fátima Leal, Diretora de Agências e Parcerias da Unlimitail.

A escolha dos presentes também evoluiu, e categorias associadas à experiência e celebração ganharam espaço, como destilados, vinhos, espumantes e chocolates premium. Os destilados, por exemplo, cresceram 47,2%. Já no segmento de chocolates, tivemos uma substituição da tradicional caixa de bombom por opções mais sofisticadas e com maior apelo emocional.

O movimento de premiumização também aparece em categorias inesperadas, como o churrasco, tradicionalmente associado ao fim de semana e que ganha um novo papel na data. Carnes bovinas cresceram 12,3% e linguiças 54,1%, com marcas premium liderando esse avanço. Esse dado dialoga com a ressignificação cultural do momento, que é encarado como uma ocasião especial de celebração.

Entre os bens duráveis, o crescimento está diretamente ligado ao planejamento: celulares avançaram 32,9%, se consolidando como o eletro que mais cresceu, enquanto a refrigeração avançou 8,7%. São compras que exigem maior consideração e reforçam o comportamento antecipado do consumidor.

“A premiumização que vemos nesse estudo não é um fenômeno isolado de datas comemorativas e, na verdade, reflete uma reconfiguração do valor percebido pelo shopper brasileiro. Quando o consumidor escolhe um whisky premium ou um chocolate importado como presente, está sinalizando uma disposição para gastar mais, desde que a marca entregue valor em toda a jornada. Para o varejo e as marcas, isso representa uma oportunidade significativa, mas é preciso saber usar dados para identificar esse consumidor no momento certo e impactá-lo com a mensagem que vai capturar uma demanda que já existe”, reflete Fátima.

Portanto, mais do que uma data promocional, o Dia das Mães se consolida como um momento de consumo mais estratégico e intencional. O shopper de 2025 deve repetir o comportamento esse ano: comprar antes, escolher melhor e gastar mais. Esse cenário exige das marcas presença antecipada, integração entre canais e capacidade de impactar o consumidor nos momentos certos da jornada.

Instagram remove milhões de contas falsas e reacende alerta sobre fraudes, audiência artificial e confiança digital

O Instagram voltou ao centro das discussões sobre autenticidade e segurança digital após confirmar, em 2026, uma nova remoção em massa de contas falsas, inativas e suspeitas da plataforma. A movimentação provocou quedas repentinas no número de seguidores de celebridades, influenciadores e marcas, reacendendo debates sobre audiência artificial, credibilidade digital e o avanço de golpes nas redes sociais.

A própria Meta confirmou que a ação faz parte de um processo contínuo de combate a spam, bots, contas fraudulentas e perfis que violam as políticas da plataforma. Segundo dados divulgados pela companhia, aproximadamente 4% dos mais de 3 bilhões de usuários ativos mensais são contas falsas, o equivalente a mais de 140 milhões de perfis em escala global.

A dimensão do problema se tornou ainda mais evidente nos últimos anos. Apenas em 2025, a Meta afirmou ter removido quase 10 milhões de contas que se passavam por criadores de conteúdo, além de quase 12 milhões de contas ligadas a operações de scam em suas plataformas. Em outra operação realizada no mesmo ano, a companhia informou ter derrubado cerca de 8 milhões de contas fraudulentas no Facebook e Instagram, além de 21 mil páginas falsas e mais de 6 milhões de contas de WhatsApp relacionadas a golpes digitais.

Para Melissa Pio, CEO da TEC4U, a nova onda de remoções vai além de uma simples “limpeza” da plataforma e revela uma transformação importante no ambiente digital.

“As redes sociais passaram anos valorizando volume e alcance acima de qualquer coisa. Agora, as próprias plataformas estão mostrando que boa parte dessa audiência não era necessariamente real ou qualificada. Isso muda completamente a forma como marcas, creators e empresas precisam enxergar presença digital”, afirma.

O tema não é novo. Em 2014, o Instagram já havia promovido uma das maiores remoções de contas falsas de sua história. Na época, celebridades perderam milhões de seguidores de forma repentina. O perfil oficial do Instagram chegou a registrar queda de cerca de 18 milhões de seguidores, enquanto nomes como Neymar e Cristiano Ronaldo também tiveram perdas expressivas. Segundo a própria rede social, os perfis removidos eram contas automatizadas, spam ou usuários que violavam os termos de uso.

Desde então, a Meta afirma que vem aprimorando seus mecanismos de detecção automática e reduzindo progressivamente o volume de contas falsas encontradas em suas plataformas. Ainda assim, a CEO aponta que o mercado digital se acostumou a utilizar métricas superficiais como parâmetro de relevância, influência e até valor comercial.

“Muitas empresas ainda investem em campanhas olhando apenas para número de seguidores, sem avaliar qualidade de audiência, taxa real de engajamento ou comportamento daquela comunidade. O problema é que métricas infladas criam uma percepção artificial de autoridade e impacto”, explica Melissa.

Segundo ela, o impacto financeiro também é significativo, especialmente para marcas que trabalham com creators, mídia paga e ações de influência digital.

“Quando uma empresa investe em perfis com audiência artificial, ela pode estar pagando por alcance que simplesmente não existe na prática. Muitas vezes, o engajamento parece alto, mas não converte porque parte daquela base é formada por bots, contas inativas ou usuários sem qualquer conexão real com a marca”, afirma.

Além da questão comercial, o avanço de perfis falsos e contas automatizadas também passou a representar um problema crescente de segurança digital. Nos últimos anos, criminosos têm utilizado redes sociais para aplicar golpes financeiros, clonar perfis de empresas, criar lojas falsas e enganar consumidores utilizando identidade visual e comunicação semelhantes às de marcas legítimas.

Os números divulgados pela Meta mostram o tamanho desse cenário. Em 2024, a empresa removeu 63 mil perfis do Instagram envolvidos em golpes de sextorsão. A operação também derrubou 7.200 ativos no Facebook, incluindo 1.300 contas, 200 páginas e 5.700 grupos associados às fraudes. Já em 2025, a companhia removeu 135 mil contas ligadas à exploração infantil e identificou outras 500 mil contas relacionadas ao mesmo grupo, eliminando todas elas da plataforma.

Para Melissa, o crescimento dessas operações demonstra como as redes sociais se tornaram um ambiente estratégico para o crime digital.

“O usuário aprendeu a desconfiar de e-mails suspeitos, mas ainda existe uma percepção de segurança muito forte nas redes sociais. Os golpistas entenderam isso rapidamente e passaram a explorar justamente a confiança que as pessoas depositam em perfis visualmente profissionais e aparentemente legítimos”, afirma.

A especialista alerta que o problema afeta diretamente empresas de e-commerce e negócios que utilizam redes sociais como principal canal de relacionamento e vendas.

“Hoje, um perfil falso consegue copiar identidade visual, campanhas, linguagem e até atendimento automatizado para parecer legítimo. Muitas vezes, o consumidor só percebe o golpe depois da compra ou do vazamento de dados”, explica.

A Meta informou ainda que cerca de 85% das contas de anúncios banidas nunca chegaram a investir dinheiro na plataforma e que quase 70% dessas contas são removidas em até uma semana após a criação.

Para a TEC4U, a tendência é que as plataformas endureçam cada vez mais seus mecanismos de autenticação, verificação e moderação, pressionando empresas e criadores de conteúdo a construírem comunidades mais orgânicas e transparentes.

“As plataformas estão caminhando para um cenário em que autenticidade deixa de ser diferencial e passa a ser exigência básica. Quem construiu relacionamento real com audiência tende a sofrer menos impacto. Já modelos sustentados por números artificiais ficam cada vez mais vulneráveis a esse tipo de exposição”, conclui Melissa Pio.

JoomPulse, Mercado Livre e Shopee se reúnem para debater futuro do ecommerce brasileiro

A JoomPulse, plataforma independente de analytics com tecnologia de IA, promove no dia 19 de maio, na capital paulista, uma mesa-redonda que reunirá algumas das principais vozes do e-commerce brasileiro para discutir transformações estruturais do setor e seus impactos sobre vendedores. O encontro é gratuito e deve reunir mais de 300 participantes e abordar temas considerados sensíveis para a operação e a sustentabilidade dos negócios digitais no país.

A proposta do evento é trazer uma leitura analítica sobre o atual momento do e-commerce, especialmente diante de mudanças que afetam diretamente a rentabilidade e a autonomia dos sellers. Entre os pontos centrais do debate estão o avanço da inteligência artificial na gestão de lojas em marketplaces, o questionamento sobre a real lucratividade das operações e o aumento da dependência de plataformas em um cenário de elevação de taxas e pressão sobre margens.

Outro eixo relevante da discussão envolve o crescimento do modelo direct-to-consumer como alternativa para marcas que buscam maior controle sobre suas operações, além dos possíveis impactos da reforma de Split Payment prevista para 2026, que altera o fluxo de recebimento dos vendedores ao antecipar a retenção de impostos. A medida levanta preocupações sobre liquidez e sustentabilidade financeira, especialmente entre pequenos e médios comerciantes.

O debate contará com a participação de nomes relevantes do ecossistema de marketplaces, com atuação direta nas principais plataformas do país. Entre eles está Gabriel Bollico, fundador do Ecommerce Puro, parceiro oficial do Mercado Livre e da Shopee, cujo grupo opera lojas oficiais de marcas como PlayStation, Xbox, Nintendo, Logitech e HyperX e movimenta mais de R$ 400 milhões em GMV mensal.

Também participa Alexandre Nogueira, fundador da Universidade Marketplaces, uma das maiores consultorias da América Latina, com mais de 400 empresas atendidas e atuação como consultor oficial do Mercado Livre. Completam o painel Edson Saldanha, influenciador oficial da Shopee conhecido como “Mestre Shopee” e uma das principais referências do país na plataforma; Vitor Hillman, criador do canal Ajuda Vitor e especialista em direct-to-consumer; e Rodrigo Peres, consultor especializado em Mercado Livre Full, com atuação focada em operações logísticas e escala no modelo de fulfillment. A mediação será conduzida por João Sartini, head de vendas da JoomPulse.

Justiça condena 99Food por concorrência desleal contra o iFood

A 1ª Vara Empresarial e de Conflitos de Arbitragem do Foro Central Cível de São Paulo proferiu sentença reconhecendo que duas campanhas publicitárias veiculadas pela 99Food configuraram publicidade comparativa ilícita, concorrência desleal contra o iFood e extrapolam os limites legais da publicidade comparativa. A decisão judicial determinou que a 99Food está proibida de veicular quaisquer peças publicitárias que ataquem o iFood ou que usem dados de forma desonesta para fazer comparações, além de condenar a empresa ao pagamento de indenização por danos morais e materiais.

Segundo a decisão, as peças não apresentavam comparações objetivas, verificáveis ou baseadas em parâmetros equivalentes, além de utilizarem referências e elementos diretamente associados à marca iFood com caráter depreciativo.

A decisão vai além da disputa entre empresas e reconhece que as campanhas prejudicaram diretamente o consumidor. A publicidade comparativa, para ser lícita, deve permitir que o consumidor compreenda os critérios da comparação e verifique, minimamente, a vantagem afirmada pelo anunciante. As campanhas da 99Food, no entanto, não viabilizaram uma comparação efetiva, objetiva e verificável pelo público e, em vez de informar, as peças publicitárias induziram o consumidor a uma percepção distorcida da realidade do mercado.

A decisão ancora-se também no Código de Defesa do Consumidor que determina a coibição de abusos no mercado de consumo, incluindo a concorrência desleal. Além disso, exige que toda publicidade seja identificável como tal e que o anunciante mantenha os dados fáticos, técnicos e científicos que sustentam sua mensagem — obrigação que, segundo a sentença, não foi cumprida pela 99Food.

O iFood reafirma seu compromisso com a concorrência leal, ética e baseada em informações verdadeiras e verificáveis. A empresa acredita que a competição saudável beneficia consumidores, restaurantes e entregadores — e que práticas que distorcem a realidade para prejudicar concorrentes vão de encontro a esse princípio. A decisão judicial reforça que a publicidade comparativa, quando utilizada de forma irresponsável, tem limites claros estabelecidos pela legislação brasileira.