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Criar um app com IA em apenas 10 minutos já é possível e Jitterbit vai mostrar como no Fórum E-commerce Brasil 2025 

Imagine criar um aplicativo para o seu negócio em questão de minutos com a ajuda da IA. Isso já é realidade, e a Jitterbit mostrará ao vivo como utilizar a tecnologia para, de fato, impulsionar vendas, otimizar tempo e recursos e, principalmente, alavancar resultados. A empresa global, com forte atuação no mercado brasileiro, fará demonstrações de 10 minutos — usando inteligência artificial e linguagem natural via chatbot — para criar um app do zero. A ação ocorre durante o Fórum E-commerce Brasil 2025, de 29 a 31 de julho, no Distrito Anhembi, em São Paulo, evidenciando como qualquer pessoa pode usar a tecnologia para criar um aplicativo funcional sem precisar entender de software ou ser especialista em TI. 

Nomeada pelo Gartner como Visionária no Quadrante Mágico de 2025 para iPaaS — um dos pilares da plataforma Harmony, que permite criar esses apps —, a Jitterbit passou recentemente por uma análise criteriosa de sua visão estratégica e capacidade de execução. “O objetivo da aplicação unificada, impulsionada por IA, é permitir que usuários de todos os níveis criem e gerenciem integrações com agilidade inédita”, explica Manoj Chaudhary, CTO e vice-presidente sênior de Engenharia da Jitterbit. 

Diferente de uma solução pré-configurada, a construção de um aplicativo totalmente personalizado, de acordo com as exigências específicas do negócio, acontece em instantes, por meio de poucos cliques e comandos de texto simples — um verdadeiro divisor de águas. A plataforma Harmony, que reúne iPaaS, App Builder, API Manager e EDI, foi concebida para que líderes e profissionais trabalhem juntos em projetos de automação, desenvolvimento de aplicações e orquestração de sistemas. 

“A Jitterbit está pronta para mostrar, de forma clara, como a inteligência artificial está tornando o desenvolvimento de aplicativos acessível, impulsionando a eficiência e a competitividade. Estamos empolgados em desmistificar o processo e evidenciar, na prática, o potencial da IA para o comércio eletrônico global no Fórum E-commerce Brasil 2025. Nossa tecnologia low-code, baseada em LLMs e enriquecida com IA, viabiliza a criação de soluções digitais de maneira ágil e intuitiva. É a democratização do desenvolvimento de software ao alcance de todos”, finaliza Carlos Derbona, diretor de Marketing e Geração de Demanda LatAm da Jitterbit.

Retail Media e inteligência artificial: da curiosidade inicial à estratégia escalável

O uso de inteligência artificial (IA) deixou de ser uma aposta futurista para se tornar parte da estratégia de empresas de todos os segmentos, especialmente no varejo. Segundo dados da 6ª edição do Connected Shoppers Report, da Salesforce, 73% dos varejistas brasileiros planejam aumentar seus investimentos em IA em 2025. O estudo ouviu 8.350 consumidores e 1.700 tomadores de decisão em 21 países, incluindo 500 consumidores e 100 executivos no Brasil. Os dados refletem uma mudança de mentalidade em relação a:  IA, antes vista com desconfiança ou como ferramenta de experimentação, agora é encarada como uma aliada estratégica em áreas como personalização de campanhas, automação de processos e otimização da experiência do cliente.A dúvida sobre a substituição de empregos pela nova tecnologia tem se tornado recorrente no setor, mas a questão precisa ser reformulada. Ao invés de focar no risco de extinção de funções, o debate deve se concentrar em como a IA pode atuar como uma espécie de “super estagiário” ágil, eficiente e capaz de fornecer subsídios valiosos para decisões estratégicas. Ferramentas baseadas em IA já demonstram competência para sugerir abordagens criativas, otimizar campanhas de marketing e gerar variações de texto e imagem, economizando tempo e permitindo que profissionais se dediquem ao que realmente importa, como por exemplo, a tomada de decisões e a criação com intencionalidade.

O uso discreto de ferramentas de IA tem sido comum entre profissionais que ainda temem parecer menos competentes diante da adoção da tecnologia. No entanto, esse movimento é mais frequente do que se imagina e tende a se intensificar à medida que a eficiência deixa de ser vista como inimiga da criatividade. Utilizar a IA de forma estratégica pode ampliar as possibilidades criativas e acelerar processos antes demorados, desde que sejam respeitados os limites éticos e a confidencialidade das informações.Um dos exemplos mais práticos apresentados é a aplicação da IA em estratégias de retail media. Ao invés de ações genéricas de marketing, a tecnologia permite identificar perfis de consumidores, mapear preferências e testar abordagens mais segmentadas com agilidade. Isso reduz o tempo de planejamento e aumenta a efetividade das campanhas.

A inteligência artificial também vem sendo incorporada ao desenvolvimento de soluções digitais, como aplicativos e interfaces personalizadas. Embora ainda não substitua profissionais especializados, já existem ferramentas capazes de auxiliar na criação de MVPs, protótipos e melhorias de usabilidade. Para que esses recursos sejam efetivos, no entanto, é essencial contar com uma base estruturada com dados bem organizados, metas definidas e entendimento profundo das necessidades do usuário.

A IA já está transformando a forma como o varejo opera, consolidando-se como uma ferramenta poderosa para impulsionar resultados concretos. O caminho passa por começar com iniciativas pequenas, testar, aprender e compartilhar experiências. A revolução não está em substituir pessoas, mas em potencializá-las. Com a expectativa de aumento nos investimentos nos próximos anos, o grande desafio das empresas será integrar a IA de forma ética, eficiente e alinhada às estratégias do negócio. Mais do que isso, será necessário superar o receio e adotar a tecnologia como uma aliada, e não como uma ameaça.

Unilever reformula experiência de compra em marketplace e alavanca vendas de forma orgânica

De tendência, o canal marketplace se consolidou como uma relevante fonte de renda, dados e relacionamento. Hoje, 86% dos consumidores brasileiros já usam marketplaces para compras do dia a dia e, segundo a Mirakl, o volume de compras feitas exclusivamente nesses canais no país cresceu o dobro da média global. Com esse avanço, o retail media também ganhou espaço, entrando na chamada “terceira onda da mídia digital”. Estudo da SEMrush mostra que o tráfego gerado por Amazon, Magalu e Mercado Livre já supera em 135% o do Google nas buscas por produtos. Nesse cenário, as plataformas são mais que vitrines e passaram a exigir uma atuação mais integrada entre conteúdo, usabilidade e performance.

Para estruturar esse avanço, a Unilever contou com o apoio da Cadastra — companhia global especializada em tecnologia, dados, comunicação e estratégia — na reformulação das Brand Pages de Rexona, Dove e TRESemmé. Essas páginas, que funcionam como lojas oficiais das marcas dentro da Amazon, foram redesenhadas para entregar uma experiência mais fluida, informativa e alinhada à intenção de busca do consumidor.

A estratégia unificou práticas de SEO, CRO, conteúdo aprimorado e experiência do usuário, aplicadas em um formato one shot. Coordenado com investimento em retail media, o foco foi em melhorar organicamente a navegabilidade, organização das informações e relevância das páginas — o que se traduziu em ganhos diretos de visibilidade e conversão.

O conteúdo deixou de ser apenas um complemento. Quando está bem-posicionado e pensado para responder à dúvida do consumidor, ele impulsiona vendas de forma natural, sem depender exclusivamente de mídia paga”, afirma Tiago Dada, SEO & CRO Manager da Cadastra. “Foi uma virada de chave: de simplesmente cadastrar um produto, passamos a criar experiências de marca dentro do e-commerce.”

Como parte do projeto, foi realizado um benchmarking internacional de boas práticas em marketplaces — com foco especial no mercado norte-americano — para entender como grandes marcas estruturam suas presenças digitais em ambientes de alto volume transacional. A Cadastra conduziu o processo de análise e adaptação para o contexto brasileiro, levando em conta comportamentos de navegação, preferências de apresentação de produto e termos com maior volume de busca localmente. O diagnóstico também mapeou intenções de compra ocultas em padrões de pesquisa, o que orientou não apenas a criação de conteúdo aprimorado, mas também a reorganização de categorias, priorização de elementos visuais e arquitetura das páginas. A partir desses dados, foi possível desenvolver uma estratégia de conteúdo conectada à jornada real do shopper no Brasil, com foco em descoberta, confiança e conversão.
 

O projeto integra estratégia, tecnologia, marketing e dados, nos apoiando a ter um melhor desempenho ao colocar nossas marcas e consumidores mais próximos no ambiente digital”, resume Daniela Pereira, Líder de Mídia da Unilever Brasil e diretora de Digital e Mídia para a unidade de negócio de Cuidados Com a Casa na América Latina.

Varejo apresenta recuperação, enquanto serviços ainda enfrentam queda, aponta IGet

O IGet de junho, indicador desenvolvido pelo Santander em parceria com a Getnet, trouxe resultados mistos para os setores de varejo e serviços. O índice de serviços às famílias registrou uma queda de 4% em relação ao mês anterior. Na comparação interanual, o declínio foi de 13,2%, marcando o nono resultado negativo consecutivo para o setor. O segmento de alojamento e alimentação teve um recuo de 4,4%, enquanto outros serviços apresentaram uma retração de 6%.

No setor de varejo, os dados foram mais positivos. O índice ampliado registrou uma queda de 0,4% em junho, acumulando três resultados negativos consecutivos. No entanto, na comparação interanual, o crescimento foi de 6,1%. O índice restrito, por sua vez, teve um leve crescimento de 0,3% no mês, com destaque para o bom desempenho de vestuário (+2,5%), supermercados (+2,3%) e combustíveis (+0,3%). Por outro lado, móveis e eletrodomésticos (-3,1%) e artigos farmacêuticos (-4,2%) apresentaram quedas.

Dentro do índice ampliado, o segmento de automóveis, partes e peças registrou um pequeno crescimento de 0,5%, enquanto os materiais de construção sofreram uma queda de 2,9%, refletindo a desaceleração no setor.

Perspectivas para Varejo e Serviços

Gabriel Couto, Economista do Santander, comentou sobre as perspectivas para os setores: “Embora a política monetária restritiva continue a afetar a atividade econômica, o mercado de trabalho aquecido deve ajudar a mitigar uma desaceleração mais forte. A nova linha de crédito consignado para trabalhadores do setor privado pode oferecer suporte adicional à demanda. No entanto, a inflação elevada e os desafios globais podem representar obstáculos ao crescimento tanto do varejo quanto dos serviços.”

40% dos brasileiros querem mudar de cargo ou empresa nos próximos seis meses, aponta relatório do LinkedIn

O LinkedIn, maior rede social profissional do mundo, acaba de lançar uma nova edição do Workforce Report, estudo realizado com mais de 2 mil profissionais brasileiros para analisar o cenário atual do mercado de trabalho. O relatório revela que 40% dos brasileiros querem mudar de cargo ou de empresa nos próximos seis meses, sinal de reavaliação de carreira diante das rápidas transformações no mercado, da mudança nas prioridades das empresas e do avanço de novas tecnologias. 

O relatório aponta que a mobilidade interna está se consolidando como uma tendência: entre os profissionais que desejam alguma mudança nos próximos seis meses, a maioria pretende assumir um novo cargo dentro da empresa atual. Em 2023, apenas 2% manifestaram intenção de trocar de função internamente; em 2024, esse número chegou a 27% e, neste ano, manteve-se em um patamar elevado, alcançando 22%, sinal de que a movimentação interna continua sendo uma estratégia relevante para o desenvolvimento de carreira.

“Estamos acompanhando um amadurecimento na forma como os(as) profissionais enxergam sua carreira. Muitos(as) têm apostado na transição de cargos como forma de se antecipar às exigências do novo mercado. A mobilidade interna, que antes era vista como exceção, começa a se consolidar como uma estratégia de desenvolvimento. Esse movimento reflete não apenas o desejo de mudança, mas também a percepção de que é possível crescer dentro da própria empresa, desde que existam espaço para novas funções e oportunidades para adquirir habilidades”, afirma Guilherme Odri, editor-chefe do LinkedIn Notícias Brasil. 

Apesar da forte intenção de mudança, a transição profissional continua desafiadora. O relatório mostra que mais da metade das pessoas em busca de um novo emprego estão nessa jornada há mais de seis meses – e, em 29% dos casos, a procura se estende por mais de um ano. Esse cenário reflete um mercado de trabalho desequilibrado: no Brasil, há apenas uma vaga disponível para cada dez candidatos, segundo dados da plataforma, indicando uma significativa assimetria entre a oferta de empregos e a demanda por trabalho.

Como resposta, cresce o esforço por adaptação. Dados da plataforma do LinkedIn mostram que houve um aumento de mais de 40% na quantidade de habilidades adicionadas aos perfis de profissionais brasileiros(as) no último ano. Para muitos, esse movimento está diretamente ligado à abertura para explorar novas possibilidades: 64% afirmam que estariam dispostos(as) a migrar para um setor diferente daquele em que atuam hoje

“Quando vemos um salto tão significativo na adição de capacitações na rede, estamos diante de uma sinalização importante. Não se trata apenas de atualizar o perfil, mas de buscar reposicionamento e preparo para lidar com um mercado em constante transformação”, afirma Odri. “Ao mesmo tempo, precisamos ajudar as pessoas a serem mais estratégicas em como contratam e são contratadas, inclusive na forma como anunciamos uma vaga. Hoje, já sabemos que 36% dos(as) profissionais relatam dificuldade até mesmo para avaliar se uma oportunidade é compatível com suas qualificações”.

A disposição para mudar de função, migrar entre setores e investir no desenvolvimento de novas habilidades mostra que a mobilidade, seja interna ou entre indústrias, está se consolidando como uma estratégia de adaptação e crescimento. Para empresas e talentos, compreender esse movimento é essencial: ele orienta decisões mais conectadas às dinâmicas atuais do trabalho e contribui para trajetórias mais resilientes e alinhadas ao futuro.

Pipefy e Oracle aceleram adoção de IA generativa no mundo corporativo

A Pipefy, plataforma low-code de automação com inteligência artificial, está impulsionando a adoção de IA generativa em escala por meio de uma colaboração estratégica com a Oracle. Atuando como um ISV (Independent Software Vendor) da Oracle, a aliança com a Pipefy já movimentou milhões de dólares em contratos com grandes empresas dos setores de telecomunicações e serviços financeiros.

“Enquanto a Oracle entrega uma infraestrutura de nuvem segura e escalável, a Pipefy empacota essa capacidade em soluções de automação prontas para uso, entregando aplicações para os negócios e conectando pessoas, dados e decisões por meio de agentes de IA em ambientes altamente regulados”, afirma André Agra, CFO e VP de Strategic Alliances da Pipefy.

A aliança vai além da tecnologia, uma vez que as empresas têm atuado com times de vendas integrados e um novo modelo de go-to-market para projetos de IA corporativa. “Estamos vendo uma mudança de paradigma: as empresas querem colocar a IA para trabalhar e nós entregamos isso em semanas, não em anos”, comenta Agra. Já Guilherme Cavalcanti, Diretor Sênior de Vendas na Oracle, reforça que, “com a nossa infraestrutura, empresas como a Pipefy estão não apenas implementando IA no mercado, mas, sim, gerando resultados reais de negócio com rapidez, escala e segurança”.

O SEO não morreu, ele evoluiu: como a inteligência artificial está mudando a forma de buscar e de ser encontrado

A ascensão da inteligência artificial generativa e a mudança no comportamento de busca no Google vêm alimentando um debate quente (e polêmico) no marketing digital: o SEO (Search Engine Optimization) ainda importa? Para a liveSEO, agência especializada em otimização para mecanismos de busca, a resposta é clara: sim e mais do que nunca. O que mudou não foi a relevância do SEO, mas as regras do jogo.

A afirmação “o SEO morreu” tem se espalhado com tons alarmistas em redes sociais e eventos, reflexo da tensão natural em torno de um mercado estratégico e bilionário, no qual marcas disputam posições e cliques todos os dias. E apesar desse tom de alerta, de certa forma ela reflete uma realidade: o SEO “morre” a cada grande mudança tecnológica que impacta este mercado.  Com isso, os dados e a prática mostram que o SEO se reinventou, acompanhando a evolução das buscas e da IA.

“É verdade que o SEO tradicional perdeu espaço nos blue links, mas, como sempre, ele não morreu, se reinventou. Hoje, mais do que nunca, precisamos olhar para três frentes: SEO tradicional, RAGs e LLMs. E o ponto central é que sem uma base sólida no SEO tradicional, nenhuma das outras se sustenta. O que realmente muda é o manejo estratégico e a forma como priorizamos cada pilar.”, afirma Henrique Zampronio, sócio do grupo liveSEO e CEO do Journey.

“Muitos dos termos que agora se tornaram tendência, como conteúdo útil, reputação digital, otimização para memória de algoritmo, entre outros, são na verdade práticas que o SEO bem feito já incorpora há anos”, completa Henrique. 

O mercado global de SEO tem projeção de alcançar US$ 122 bilhões até 2028, crescendo a uma taxa anual de cerca de 9,6%, conforme estimativas divulgadas por fontes como PR Newswire e estudos do setor.

Além de observar a mudança no formato da busca, a liveSEO tem registrado resultados concretos em estratégias ajustadas ao novo cenário. Nos últimos 12 meses, os clientes da liveSEO movimentaram R$2,4 bilhões em receita orgânica mesmo com a chegada da busca generativa.

Mais do que insistir que “o SEO segue vivo”, o executivo propõe uma nova mentalidade para as marcas: a de que o SEO evoluiu, exige sofisticação e integração e continuará sendo fundamental para marcas que querem ser encontradas, reconhecidas e clicadas no ambiente digital. “A IA não matou o SEO, ela apenas elevou o padrão do que merece ser exibido nos resultados”, conclui Henrique.

Ação interativa da Koin apresenta app e Pix Parcelado no Shopping Light

Nos dias 28 e 29 de junho, a Koin, fintech especializada em soluções de pagamento digital e prevenção à fraude, promoveu no Shopping Light, no Centro de São Paulo, a ativação “Toque o Sino”. Com uma abordagem leve e interativa, a ação convidou o público a baixar o app, escanear um QR Code e tocar um sino para concorrer a 1.800 brindes surpresa. Além da experiência, os participantes puderam conhecer de forma prática o aplicativo da Koin e sua funcionalidade de Pix Parcelado. 

A iniciativa faz parte da estratégia da fintech de fortalecer sua presença física e se conectar com os consumidores, reforçando seu compromisso com soluções de pagamento acessíveis, seguras e alinhadas ao cotidiano das pessoas. 

Startup roraimense que já movimentou R$ 1 bilhão e criou modelo de delivery sem comissão mira expansão nacional

Em um cenário de delivery que muitas vezes sufoca pequenos negócios com altas comissões, a Pigz, startup roraimense fundada em 2020, está revolucionando o mercado brasileiro. Com um modelo inovador de assinatura e gestão integrada que elimina comissões sobre vendas, a plataforma, desde sua fundação, já processou 30 milhões de pedidos e movimentou aproximadamente R$ 1 bilhão em 2024, garantindo que milhões em recursos permaneçam na economia local. Presente em 1,5 mil estabelecimentos por todo o país — embora seu marketplace ativo esteja restrito a Boa Vista — Roraima, a Pigz se prepara para uma rodada de investimentos visando uma ambiciosa expansão nacional.

A história da startup começa como um case de resiliência. Quando o lockdown fechou restaurantes em Boa Vista, os sócios Laercio Gentil e Leonardo Seefeld identificaram duas dores crônicas: a falta de digitalização dos pequenos negócios e as comissões “exorbitantes” (que chegavam a quase 30%) cobradas pelas plataformas do mercado. “Era uma dor mundial, não só local“, diz Gentil. Com um time inicial de duas pessoas – eles próprios –, lançaram um MVP (produto mínimo viável). Hoje, a empresa já emprega 40 pessoas e recebeu reconhecimento de players do mercado financeiro, incluindo análise da Paramis Capital, boutique financeira especializada em crédito, operações estruturadas e venture capital.

Crescimento de 1.500% e 30 milhões de pedidos em quatro anos

Os números demonstram um crescimento impressionante entre 2020 e 2024, evidenciando o sucesso da proposta de valor da Pigz. Nesse período, a plataforma acumulou mais de 30 milhões de pedidos processados. Foram apenas 11 mil pedidos em 2020, 194 mil em 2021, 2,5 milhões em 2022, 8,5 milhões em 2023 e 19 milhões em 2024. O número de pedidos de usuários únicos também disparou, multiplicando-se por 40 vezes: passou de 5 mil em 2020 para 200 mil em 2024. Em termos financeiros, o valor total movimentado saltou de R$ 615 mil para aproximadamente R$ 1 bilhão no mesmo período.

O crescimento da Pigz reflete um movimento mais amplo no ecossistema de startups brasileiro, que tem apresentado sinais de retomada. Segundo a Distrito, plataforma de inteligência de mercado voltada ao setor de inovação, as empresas emergentes do país captaram US$ 1,46 bilhão em 2024 — alta de 9,5% em relação ao ano anterior. Dentro desse cenário positivo, a Pigz se diferencia por sua origem regional e modelo de negócio: em vez de cobrar comissões que chegam a quase um terço do valor do pedido, como fazem as plataformas tradicionais, ela oferece um sistema completo de gestão por assinatura mensal, ajudando restaurantes a manterem preços competitivos, além de gerar economia para o bolso dos consumidores.

A estratégia da empresa vai além de simplesmente conectar restaurantes e clientes. A plataforma foi pensada como uma solução 360º para o pequeno empreendedor, integrando desde atendimento presencial (com comandas digitais, pagamento via QR Code e gestão de mesas) até delivery próprio, estoque, emissão de notas fiscais e análise de desempenho. “O lojista normalmente precisava contratar quatro ou cinco fornecedores diferentes para ter tudo isso. Nós unificamos em uma única plataforma acessível“, explica Seefeld.

O modelo de negócios da Pigz também está evoluindo. Além de restaurantes, a plataforma já atende mercados, farmácias e até vendedores de ingressos para eventos, representando cerca de 20% de sua base atual. “Queremos ser o sistema operacional do pequeno negócio, independentemente do segmento“, projeta Gentil.

Em um país que se posiciona como o 3º maior mercado de delivery do mundo, com o setor movimentando cerca de R$ 38 bilhões em 2023 e mais de 500 mil eventos realizados em 2024, há uma clara demanda por digitalização, especialmente entre pequenos e médios restaurantes que representam 80% do mercado, mas enfrentam barreiras como múltiplas plataformas, altas taxas e pouca visibilidade. A Pigz, uma força tecnológica da Orange Labs e parte do ecossistema Stone, se destaca por preencher essa lacuna, unindo delivery e ingressos em um único marketplace, otimizando vendas e operações e facilitando transações para negócios.

Ecossistema tecnológico robusto impulsiona crescimento e diversificação

Para sustentar seu modelo escalável, a Pigz desenvolveu um ecossistema completo de soluções com tecnologia própria e múltiplas fontes de receita — que incluem taxas sobre pagamentos, vendas de ingressos e assinaturas mensais, sem comissões sobre pedidos.

Pigz App funciona como um marketplace centralizado de delivery e eventos, conectando consumidores a restaurantes, mercados e promotores de eventos.

Voltado à operação dos estabelecimentos, o Pigz Comanda organiza o atendimento por meio de mesas, pulseiras ou cartões, enquanto o Pigz Gestão permite o controle de pedidos e relacionamento com clientes em uma única plataforma.

A experiência do consumidor também foi otimizada com o Pigz Kiosk, que oferece totens e tablets de autoatendimento para reduzir filas e agilizar pedidos. Já nas soluções de pagamento e eventos, o destaque vai para o Pigz Pay, sistema de fichas de consumação com pagamento antecipado, e o Pigz Ingressos, plataforma integrada para venda e validação de ingressos.

O impacto econômico em Roraima é palpável. Com cerca de 400 estabelecimentos cadastrados apenas no estado, a Pigz processa aproximadamente 60 mil pedidos por mês em sua modalidade de marketplace, movimentando R$ 4 milhões mensais. Pelos cálculos da empresa, isso significa que cerca de R$ 9,27 milhões deixam de ser enviados anualmente a plataformas de outros estados ou países, permanecendo na economia local. “Esse dinheiro não fica conosco, vai direto para o caixa dos consumidores, aumentando seu poder de compra, e empreendedores, que podem reinvestir em seus negócios e gerar mais empregos“, destaca Gentil.

A recepção dos comerciantes locais tem sido entusiástica. Casos como o do restaurante Meu Cantinho, parceiro há três anos, ilustram a transformação. “Mudou completamente nosso movimento. Antes não tínhamos sistema algum; hoje conseguimos gerenciar pedidos, entregas e pagamentos diretamente das mesas“, relata o proprietário, Seu Ricarte. Na Graci Bolos, a confeiteira Mylana Carvalho viu o delivery saltar para 40% das vendas após a adoção da plataforma. “Era impossível administrar os pedidos pelo WhatsApp. Agora temos controle total“, afirma.

Próxima fase: nacionalização do marketplace 

A ambição da Pigz, no entanto, vai além das fronteiras de Roraima. Com clientes em todos os estados brasileiros – embora o marketplace ativo esteja restrito a Boa Vista por enquanto –, a startup prepara uma expansão nacional de seu serviço de delivery.

Estamos prontos para levar a Pigz a outras capitais brasileiras. A rodada de investimento vai viabilizar essa expansão, com foco em tecnologia, operação e no modelo de assinatura que garante preços justos e estabilidade para nossos parceiros em cada nova praça”, afirma Laercio Gentil.

Com liderança consolidada em Roraima — única capital brasileira onde talvez o iFood não seja o líder de mercado —, a Pigz enxerga esse domínio como vitrine de seu diferencial competitivo. A startup já alcança mais de 200 municípios em vários estados brasileiros, sinal do avanço gradual de um modelo que busca escalar sem abrir mão da autonomia dos pequenos empreendedores. Para isso, conta com 40 colaboradores, sendo 20 dedicados exclusivamente à área de tecnologia, reforçando sua aposta em soluções próprias e inovação contínua.

Enquanto isso, os fundadores mantêm o foco em seu propósito original: empoderar o pequeno empreendedor. “Desde o início, nosso sonho foi ajudar esses negócios a crescerem com autonomia. O que começou como uma solução emergencial na pandemia mostrou-se um modelo sustentável e, acima de tudo, justo“, conclui Seefeld. Com planos de “pintar o Brasil de laranja” – referência à cor de sua marca –, a Pigz prova que é possível conciliar escala com impacto local, desafio que poucas startups brasileiras conseguiram superar.

E-commerce voltado a revendedores de cosméticos cresce 400% em oito meses

Com a informalidade em alta e o empreendedorismo feminino ganhando espaço fora do mercado tradicional, cresce a busca por modelos de negócio digitais e de fácil acesso. No setor de beleza, esse movimento encontra terreno fértil nas redes sociais, que não apenas influenciam a jornada de compra como também conectam diretamente marcas a pequenos revendedores. O reflexo está nos números: segundo a E-Commerce Brasil, as vendas de maquiagem online cresceram 16% no primeiro trimestre de 2025 na América Latina, enquanto 75% dos consumidores já recorrem a plataformas como Instagram e TikTok antes de fechar uma compra.

A Empreender Make tem se destacado nesse cenário ao oferecer uma solução completa para lojistas e revendedores de cosméticos. Criada por Kelly Nogueira, a empresa lançou seu e-commerce em outubro de 2024 e, em apenas oito meses, já acumula um crescimento de 400% no faturamento. A proposta da marca é clara: democratizar o acesso ao empreendedorismo no setor da beleza por meio de uma plataforma acessível, segura e com suporte especializado.

O nosso público não são as grandes redes, e sim o revendedor da internet, o lojista de bairro, a mulher que vende pelo Instagram e precisa de um negócio confiável, ágil e com suporte de verdade”, afirma Kelly, fundadora da marca e distribuidora oficial da rede de quiosques Espaço Make, presente em shoppings de diversos estados. “O ambiente digital está cada vez mais competitivo. Não basta ter bons produtos, é preciso saber como vender, o que mostrar e para quem. E é nesse processo que a gente apoia desde o primeiro contato”.

Com pedidos a partir de R$150 e envio para todo o país, a plataforma oferece uma curadoria de mais de 20 marcas consolidadas, como Ruby Rose, Max Love, Vizzela, Mia Make, Safira e Mahav.

Na prática, a Empreender Make atua como uma ponte entre indústria e ponta: oferece kits e caixas com unidades fracionadas, produtos com alto giro e curadoria estratégica pensada para quem está começando. Tudo com suporte via WhatsApp, onde um time especializado auxilia o cliente na montagem do pedido, gestão do estoque e até posicionamento em redes sociais.

Segundo Kelly, o crescimento expressivo da marca é resultado direto de uma demanda reprimida por modelos de negócio mais acessíveis e transparentes. “Nosso diferencial está em ouvir o revendedor. Muitos chegam até nós depois de experiências ruins com kits genéricos, sem giro, que só geram prejuízo. A gente entrega o que vende, e ensina como vender. É uma relação de parceria, não de empurro de estoque”.

Esse cenário impulsionado pelo avanço do e-commerce e das redes sociais no comportamento de compra, fortalece o modelo da Empreender Make como uma alternativa inovadora, confiável e lucrativa para quem deseja empreender no setor de beleza. Seu desempenho reforça o papel das plataformas de nicho como facilitadoras do empreendedorismo digital no Brasil, especialmente entre pequenos revendedores e lojistas autônomos.