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Gartner prevê que mais de 40% dos projetos de IA agêntica serão cancelados até o final de 2027

Mais de 40% dos projetos de IA agêntica serão cancelados até o final de 2027, devido ao aumento dos custos, valor pouco claro para os negócios ou controles de risco inadequados, de acordo com o Gartner, Inc.  

“A maioria dos projetos de IA agêntica no momento são experimentos em estágio inicial ou provas de conceitos que são impulsionados principalmente pelo hype e muitas vezes são mal aplicados”, diz Anushree Verma, Diretora Analista Sênior do Gartner. “Isso pode cegar as empresas para o custo real e a complexidade da implementação de agentes de IA em escala, impedindo que os projetos entrem em produção. Elas precisam superar o hype para tomar decisões estratégicas e cuidadosas sobre onde e como aplicar essa tecnologia emergente.” 

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Gartner em janeiro de 2025 com 3.412 participantes de um webinar, 19% disseram que suas companhias fizeram investimentos significativos em IA agêntica, 42% fizeram aportes conservadores, 8% não fizeram investimentos, e os 31% restantes estão adotando uma abordagem de esperar para ver ou estão inseguros. 

Muitos fornecedores estão contribuindo para o hype ao se envolverem na “lavagem de agentes” (agent washing) – o rebranding de produtos existentes, como assistentes de IA, automação robótica de processos (RPA) e chatbots, sem recursos agênticos substanciais. O Gartner estima que apenas cerca de 130 dos milhares de fornecedores de IA agêntica são reais.  

“A maioria das propostas de IA agêntica carece de valor significativo ou retorno sobre o investimento (ROI), pois os modelos atuais não têm a maturidade e a capacidade de atingir metas de negócios complexas de forma autônoma ou seguir instruções diferenciadas ao longo do tempo”, diz Verma. “Muitos casos de uso posicionados como agênticos hoje não exigem implementações agênticas.” 

Entregado valor para o negócio 

Apesar desses desafios iniciais, a tendência em direção à IA agêntica representa um salto nas capacidades da IA e oportunidades de mercado. A IA agêntica fornecerá novos meios para aprimorar a eficiência de recursos, automatizar tarefas complexas e introduzir inovações de negócios, indo além das capacidades de bots de automação com script e assistentes virtuais. 

O Gartner prevê que pelo menos 15% das decisões do dia a dia no trabalho serão tomadas de forma autônoma por meio da IA ​​agêntica até 2028, em comparação com 0% em 2024. Além disso, 33% das aplicações de software corporativas incluirão IA agêntica até 2028, ante menos de 1% em 2024. 

Neste estágio inicial, o Gartner recomenda que a IA agêntica seja adotada apenas onde houver entrega clara de valor ou ROI. Integrar agentes em sistemas legados pode ser tecnicamente complexo, frequentemente interrompendo fluxos de trabalho e exigindo modificações dispendiosas. Em muitos casos, repensar os fluxos de trabalho com IA agêntica desde o início é o caminho ideal para uma implementação bem-sucedida. 

“Para obter valor real da IA ​​agêntica, as empresas devem se concentrar na produtividade da companhia, em vez de apenas na melhoria de tarefas individuais”, afirma Verma. “Elas podem começar usando agentes de IA quando decisões são necessárias, para automação para fluxos de trabalho de rotina e assistentes para recuperação simples. Trata-se de gerar valor para o negócio por meio de custo, qualidade, velocidade e escala.” 

Os clientes do Gartner podem ler mais no relatório Emerging Tech: Avoid Agentic AI Failure: Build Success Using Right Use Cases. 

Tecnologia transforma em texto os principais insights de reuniões

Você já perdeu tempo ouvindo áudios intermináveis no WhatsApp tentando encontrar “aquele detalhe” da conversa com um cliente? Pois agora isso é passado. A Poli Digital, empresa goiana que automatiza canais de atendimento para pequenos e médios negócios, acaba de lançar uma funcionalidade que promete dar um basta nos áudios longos e mudar a rotina de quem vende pela internet.

A nova tecnologia transcreve automaticamente áudios extensos enviados por clientes e, de quebra, ainda resume os principais pontos da conversa com o apoio de inteligência artificial. É como se o vendedor tivesse um assistente pessoal, pronto para entregar a versão em texto e os highlights da conversa em segundos.

E o ganho de tempo é real: enquanto uma transcrição manual de um áudio de 3 minutos leva, em média, oito minutos, a IA da Poli faz o mesmo serviço em cerca de 15 segundos. 

A novidade surge em um cenário de rápido crescimento global. Estimativas do mercado de softwares apontam que serviços de transcrição com inteligência artificial deve saltar de US$ 10 bilhões em 2023 para US$ 30 bilhões até 2031, com crescimento médio de 14,7% ao ano. No Brasil, o segmento de reconhecimento de voz, que inclui tecnologias como speech-to-text, deve movimentar US$ 172 milhões em 2025, podendo chegar a US$ 319 milhões até 2030.

“A gente buscou uma solução real para quem empreende e precisa de produtividade. Nosso foco é fazer com que gestores tenham mais controle, mais velocidade e mais resultado com menos esforço”, reforça o CEO da empresa, Alberto Filho. 

A solução centraliza o atendimento em múltiplos canais — WhatsApp, Instagram, Facebook Messenger e sites — com recursos como chatbots, disparador de mensagens em massa, sistema de ligações, criação de catálogos, links de pagamento e carrinho de compras seguro. “Com a nova IA de transcrição e resumo de áudios, reforçamos nossa proposta de entregar ferramentas que unem eficiência, inteligência e praticidade para o dia a dia do empreendedor”, conclui.

Ortobom amplia presença digital e estreia no marketplace da Shopee

A Ortobom, maior fabricante de colchões da América Latina, continua acelerando sua expansão no e-commerce e anuncia sua entrada oficial na Shopee, uma das plataformas de maior crescimento no varejo digital brasileiro.

Com forte atuação em canais como Mercado Livre, Magazine Luiza, Via e Americanas — por meio da loja própria Ortoclass e de uma rede estruturada de revendedores parceiros —, a empresa vem colhendo resultados expressivos. Só em 2025, o crescimento acumulado nas vendas por marketplaces já chega a 43%.

“Seguimos firmes no propósito de tornar a Ortobom cada vez mais acessível, digital e conectada com o consumidor brasileiro. Expandir a operação para a Shopee é mais do que abrir um novo canal: é reforçar nosso compromisso com inovação, escala e conveniência.”, afirmou Bruno Machado, Gerente Nacional de Vendas Web da Ortobom.

A estreia na Shopee marca mais um passo estratégico no processo de digitalização e omnicanalidade da marca, reforçando o foco em conveniência, capilaridade e na excelência da experiência do consumidor.

Adtech & Branding: faltam poucos dias para o fim da pré-venda com desconto do maior evento de publicidade digital do país

Faltam poucos dias para o fim da pré-venda com desconto da edição 2025 do Adtech & Branding, principal evento do ecossistema de publicidade digital do Brasil. Promovido pelo IAB Brasil, o evento acontecerá nos dias 9 e 10 de setembro, no Teatro Santander, em São Paulo (SP).

A pré-venda vai até o dia 6 de julho, com valores promocionais de R$ 850 para associados e R$ 1.275 para não associados. 

O Adtech & Branding 2025 reunirá grandes nomes da indústria para discutir os temas mais relevantes da publicidade digital — da inteligência de dados à construção de marcas em um ambiente cada vez mais automatizado, conectado e dinâmico. 

Na edição de 2024, o evento reuniu mais de 1.400 participantes ao longo de dois dias de conteúdo e relacionamento, reforçando sua posição como espaço estratégico de troca entre marcas e o mercado.

Mercado de mídia digital atinge R$ 37,9 bi: veja 8 dicas para não ficar para trás ainda em 2025

O mercado de publicidade digital no Brasil continua em forte expansão. Segundo o mais recente estudo Digital AdSpend 2025, realizado pelo IAB Brasil em parceria com a Kantar Ibope Media, os investimentos em mídia digital alcançaram R$ 37,9 bilhões em 2024, um crescimento de 8% em relação ao ano anterior e um aumento de 60% desde 2020.

As redes sociais seguem como principal destino dos investimentos, com 53% do total, seguidas por anúncios em ferramentas de busca (28%) e portais (19%). O segmento de comércio liderou o aporte com quase 20% do total, seguido por serviços ao consumidor (10,9%) e eletrônicos/informática (6,7%).

Outro indicativo de transformação no ecossistema digital foi a chegada do TikTok Shop ao Brasil, em maio de 2025. A novidade permite compras integradas aos vídeos da plataforma e já reúne cerca de mil vendedores no país desde o lançamento. Analistas estimam que o TikTok Shop pode alcançar entre 5% e 9% do e‑commerce brasileiro até 2028, com um volume de vendas entre R$ 25 e R$ 39 bilhões.

Essa combinação de crescimento de investimento e revolução nas plataformas torna o ambiente digital altamente competitivo. Nesse contexto, Rafael Magdalena, diretor da US Media Performance, listou 8 dicas essenciais — sendo 4 para anunciantes e 4 para agências — para navegar com mais eficiência e gerar impacto real no digital.

Para anunciantes

1) Orçamento inteligente

Definir o orçamento ideal passa por ter um modelo de atribuição ajustado à realidade do anunciante, considerando diferentes formas como last clickmulti touch e marketing mix modeling, modelos de atribuição usados para entender o impacto dos canais na conversão Isso permitirá entender o ponto de saturação e a representatividade de cada um, além de abrir espaço para experimentação. A sinergia entre estratégias de awareness e performance também deve ser considerada para maximizar o ROI e evitar distorções na análise.

2) Vídeo engajador

A criação de vídeos eficazes depende da adequação do formato, mensagem e dinâmica ao público e à plataforma. “Vídeos em redes sociais têm comportamento de consumo distinto de formatos como pre-roll ou mid-roll, exigindo roteirizações específicas para conteúdos com ou sem opção de skip. Não existe receita de bolo: vídeos longos ou curtos podem ter desempenhos variados, e o sucesso depende de estratégia, canal e experimentação”, afirma Magdalena.

3) Mensuração eficaz

A métrica deve refletir o objetivo principal da empresa. Para conhecimento de marca, CAC (custo de aquisição de cliente), ROI (retorno sobre o investimento) e ROAS (retorno sobre o investimento em mídia) não são os mais indicados. Já para vendas, CAC por canal e ROAS são prioridades no dia a dia. A incrementação é importante em testes e experimentação, mas exige modelos de atribuição bem definidos para evitar resultados distorcidos, já que um canal pode impactar o desempenho mesmo sem gerar conversão direta (last click, último clique).

4) Integração multicanal

Unificar a experiência é um grande desafio, que deve começar no anunciante; sem isso, a jornada dificilmente será fluida. O uso do ROX (retorno sobre a experiência) — mais holístico que o ROI (retorno sobre o investimento) — permite avaliar o impacto multicanal (online, físico, atendimento, financeiro), ajudando a reter clientes, aumentar receita e reduzir o CAC (custo de aquisição de cliente). Não adianta ter uma campanha premiada se a experiência for ruim e o churn (perda de clientes) alto.

Para agências

1) Diferenciação no mercado

Destacar-se exige alinhar a proposta de valor da empresa às necessidades específicas do contratante. “É necessário encontrar o equilíbrio entre especialização e oferta ampla de serviços, contando com consultorias, parceiros e bureaus para complementar a entrega e evitar limitações em desafios pontuais”, complementa o especialista.

2) Dados e inteligência competitiva

Com a inteligência artificial facilitando automações, compilar dados e monitorar a concorrência (clipping, RI — relações institucionais) ficou mais ágil, porém, é preciso ter uma equipe que conheça o negócio e o mercado. Não basta um time de BI (business intelligence) com domínio técnico; é preciso entendimento do cliente e do contexto. 

Dados e inteligência competitiva devem estar integrados em todas as áreas — mídia, planejamento e criação — já que essas frentes impactam diretamente os resultados. O uso de testes A/B, neurociência e IA para otimizar criativos é cada vez mais comum, e o profissional de mídia precisa retomar seu papel analítico para evitar planejamentos enviesados.

3) Criatividade e inovação em vídeo

Não adianta investir em alta tecnologia se o público ou o meio não comportam. Muitas vezes, o menos é mais. Soluções imersivas ou interativas podem gerar maior retenção em experiências como in-gaming, enquanto pre-rolls e mid-rolls exigem foco em captar a atenção sem exageros, para não parecer forçado. O público está mais cético, e o excesso pode afastar ao invés de engajar.

4) Parcerias estratégicas

Parcerias estratégicas são ainda mais importantes hoje, diante da complexidade do mercado e da diversidade de canais e soluções. “Parceiros ajudam a enfrentar desafios, recuperar a atenção do público e escolher o melhor canal para a mensagem. Agências devem diversificar, testar novos meios e evitar soluções únicas, pois o cliente buscará alternativas se o plano de mídia for simplório em um cenário onde o processo criativo e de implementação está cada vez mais automatizado”, finaliza o diretor da US Media Performance.

Como sustentar o crescimento na era da evolução do E-commerce?

Nos últimos anos, o comércio eletrônico deixou de ser uma alternativa complementar para se consolidar como um dos principais canais de venda no Brasil e no mundo. A pandemia de COVID-19 acelerou esse movimento de forma significativa, impulsionando consumidores a adotarem o digital como principal forma de consumo. O que antes era uma tendência, tornou-se uma necessidade e, agora, um hábito consolidado.

O e-commerce brasileiro vem registrando um crescimento anual. Segundo dados da ABComm, o setor cresceu 10,5% em 2024, registrando um faturamento de R$ 204,3 bilhões. O resultado é reflexo de um consumidor mais habituado ao digital, do avanço da logística e do surgimento de novos players no mercado.

Além disso, o crescimento não se limitou ao varejo tradicional. Nichos como alimentos, bebidas, petshops, medicamentos e até veículos passaram a ganhar protagonismo online. O mobile commerce (m-commerce), por exemplo, responde hoje por mais de 70% das transações, impulsionado por apps mais leves e intuitivos.

Atualmente, o foco do e-commerce está em proporcionar uma experiência de compra cada vez mais fluida, personalizada e integrada entre canais físicos e digitais. Termos como omnicanalidade, entrega expressa, chatbots com IA e recompra automatizada fazem parte da estratégia das empresas que desejam se manter competitivas.

Outro grande diferencial competitivo tem sido o uso inteligente dos dados. Comportamentos de navegação, históricos de compra e preferências do consumidor são constantemente analisados para campanhas personalizadas e estoques mais assertivos. Isso exige uma estrutura tecnológica cada vez mais conectada entre os sistemas front-end (loja virtual) e a retaguarda (backoffice).

As projeções para os próximos anos indicam uma evolução ainda mais tecnológica e centrada no consumidor. A expectativa, ainda segundo a ABComm, é que o e-commerce brasileiro ultrapasse a marca de R$ 250 bilhões em faturamento até 2027, impulsionado por ações, como: integração com marketplaces globais; uso intensivo de Inteligência Artificial e Realidade Aumentada; pagamentos instantâneos via pix e carteiras digitais; avanços logísticos com drone e lockers inteligentes; e a expansão do social commerce (vendas em redes sociais).

Dessa forma, empresas que não se adaptarem rapidamente às novas tecnologias e ao comportamento do consumidor correm o risco de se tornarem obsoletas. Com toda essa complexidade e escalabilidade, torna-se evidente que um sistema de retaguarda robusto não é mais opcional — é essencial. Ele é responsável por garantir que toda a operação ocorra com eficiência, previsibilidade e segurança.

Além disso, o ERP permite gerenciar estoques em tempo real em múltiplos canais, automatizar o controle de pedidos, notas fiscais, entregas e devoluções, integrar-se a CRMs, marketplaces e plataformas logísticas, bem como oferece dashboards com dados estratégicos para a tomada de decisão. Todos esses aspectos contribuem para manter a conformidade fiscal e regulatória – aspecto essencial para um crescimento sustentável.

A expansão do e-commerce é um fenômeno irreversível e em constante transformação. Se o futuro do varejo é digital, o sucesso dessa jornada está diretamente ligado à inteligência operacional por trás das telas. Investir em um sistema de retaguarda robusto, integrado e escalável é garantir que a promessa feita ao consumidor na vitrine seja cumprida com excelência na entrega.

Networking: muito se fala, pouco se entende

Se tem uma palavra que circula livremente no ambiente corporativo, mas raramente é compreendida em profundidade, é networking. Repetida à exaustão em eventos, palestras e manuais de carreira, a expressão muitas vezes ganha tons genéricos, quase vazios.

Na prática, saber cultivar uma boa rede de conexões pode ser a diferença entre crescer ou estagnar no mercado. “Networking não é sobre ter contatos. É sobre ter conexões que fazem sentido, que somam reputações, que se lembram de você quando surge uma boa oportunidade”, afirma Paulo Motta, empresário e fundador da The Networkers, que conecta lideranças de diferentes setores e movimenta mais de R$ 500 milhões por ano em negócios.

De acordo com a consultoria The Adler Group, cerca de 85% das vagas de emprego hoje são preenchidas por meio de networking e não por anúncios públicos. Um levantamento da Harvard Business Review reforça o impacto dessas conexões: profissionais com redes de relacionamento ativas têm 42% mais chances de conquistar uma promoção. Além de acelerar o crescimento na carreira, o networking também amplia o acesso a oportunidades, informações estratégicas e contribui para o desenvolvimento de habilidades interpessoais, segundo dados do Global Mentoring Group.

O empresário observa que o desafio está justamente no excesso de informação rasa sobre o tema: “As pessoas confundem networking com socialização. Acham que é só trocar cartões ou ter muitos seguidores. E não é. Trata-se de um processo de construção que exige entrega, escuta e clareza sobre o que você representa”.

Paulo, sócio de Marcos Koenigkan nos eventos do Mercado & Opinião em São Paulo, que reúnem lideranças do alto escalão corporativo responsável por 35% do PIB nacional, também está à frente de negócios como a IMvester, a Agência Blays e o Roga Village. Com trajetória marcada por atuação direta em redes de influência e geração de negócios, ele acumula vivência prática no tema. “O que aprendi nesses anos é que gente boa atrai gente boa. Mas, para isso, é preciso ter consistência e intenção. Você não atrai boas conexões se sua presença no mercado é superficial”, afirma.

Na visão dele, o networking eficaz acontece em três camadas:

Visibilidade com propósito: Não basta aparecer. É preciso ser lembrado pelo que você entrega. Em um mercado saturado de informações e promessas vazias, destacar-se não significa ser o mais visto, mas o mais relevante. Visibilidade com propósito envolve consistência, coerência e uma identidade profissional bem definida. É estar nos lugares certos, com o conteúdo certo e pelas razões certas.

Reputação compartilhada: Quem te apresenta diz muito sobre você. E vice-versa. Neste nível, o networking deixa de ser individual e passa a ser coletivo. A força da rede está na confiança que se constrói e se empresta. Quando uma conexão é feita, as reputações se entrelaçam. Por isso, a importância de estar cercado por pessoas que compartilham valores semelhantes e atuam com credibilidade, o que potencializa não apenas o alcance, mas também o peso das oportunidades que chegam.

Reciprocidade ativa: Networking não é sobre pedir. É sobre oferecer antes de esperar retorno.  Aqui, o foco está na generosidade estratégica. Em vez de acionar a rede apenas quando se precisa de algo, o verdadeiro valor está em ser útil, abrir portas, compartilhar contatos e contribuir com inteligência. Essa postura cria um ambiente de confiança e reconhecimento mútuo, onde os laços se fortalecem com base na troca genuína e não na cobrança silenciosa.

Ao contrário do que muitos pensam, networking não exige grandes palcos. Pode começar com pequenos gestos, desde que haja intenção real. “Às vezes, uma mensagem bem colocada, uma ponte feita com generosidade ou um feedback sincero abrem portas que nenhum pitch de venda conseguiria”, afirma.

Com linguagem direta e foco em relações que geram valor real, Paulo defende que o networking bem feito vai além de acelerar negócios: ele reposiciona pessoas e marcas no mapa das decisões relevantes. Em um mercado cada vez mais competitivo, essa pode ser a diferença entre estar à margem ou ocupar o centro das conversas que movem oportunidades. O alerta, segundo ele, não deixa espaço para dúvida. “Networking não é opcional, hoje, visibilidade é poder. Se você não constrói pontes, está aceitando ser invisível para as melhores oportunidades do mercado”, conclui.

E-commerce em alta: cinco apostas para crescer mais em 2025

O crescimento do e-commerce já é uma realidade. Até porque, se antes o público tinha preferência por fazer compras nas lojas físicas, hoje essa realidade é confrontada com a maior preferência pelos canais online. Não à toa, de acordo com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), o segmento cresceu 10,5% em 2024, registrando um faturamento de R$ 204,3 bilhões. Tendo em vista tamanha representatividade, é essencial que a vertical invista nas estratégias corretas para apoiar o seu desempenho.

Há anos, estamos presenciando a força e expansão do comércio eletrônico. Esse movimento ganhou ainda mais representatividade, principalmente durante a pandemia, quando os negócios tiveram que se adaptar ao período de isolamento social e migrar para plataformas que auxiliassem no atendimento às demandas do público.

Mas, se para alguns comerciantes essa era uma medida “provisória”, atualmente, esse argumento é refutado, considerando a grande aderência dos clientes à prática online. Isto é, cada vez mais as pessoas estão conectadas e utilizando ferramentas que colaboram para a agilidade e comodidade na hora das compras. Além disso, o cliente atual está mais exigente e observador, o que demanda um rigoroso cuidado.

Ou seja, mais do que apenas garantir que haja produtos para suprir a demanda, é essencial que as organizações que atuam no e-commerce e querem potencializar o seu alcance se atentem a cinco aspectos primordiais:

#1 Experiência do cliente: o atendimento ao cliente deve ser fluido e integrado em todos os canais. Ou seja, é essencial garantir um atendimento personalizado que ofereça suporte, independentemente do meio digital em que o cliente esteja navegando. Essa ação é o que assegura a conversão para a compra e, consequentemente, sua fidelização.

#2 Omnicanalidade: complementando o tópico anterior, é essencial que as empresas definam como integrar os canais de atendimento. Seja no ambiente físico ou digital, o consumidor precisa sentir o mesmo cuidado e respaldo, desde a escolha do produto até a apresentação dos meios de pagamento.

#3 Logística: se o cliente não quer mais sair, a mercadoria tem que chegar até ele – mas de forma ágil. Essa é uma estratégia eficiente que vem sendo adotada por grandes players, como, por exemplo, o Mercado Livre. Desse modo, a organização precisa traçar um planejamento logístico para cumprir os prazos e atender às expectativas do cliente.

#4 Gestão de estoque: de nada adianta comercializar sem ter a garantia de que há o produto. Ou seja, é primordial integrar dados e informações de estoque para um melhor controle das operações, sejam elas físicas ou digitais, para que não haja rupturas.

#5 Inteligência Artificial: para garantir a execução das tendências anteriores de forma eficaz, é essencial contar com o apoio da tecnologia. Nesse contexto, a IA desponta como uma forte tendência, devido à sua versatilidade em apoiar tarefas que vão desde a automatização de funções, como atendimento ao cliente, análises de padrões e dados, até a definição de estratégias como controle operacional, segurança e compliance.

Todas as tendências têm em comum o fato de que reforçam a importância da estruturação das operações. Quanto a isso, contar com o apoio de soluções robustas e especializadas nesse tipo de comercialização é imprescindível, uma vez que apoiam todo o gerenciamento, controle e, sobretudo, garantem mais eficiência e qualidade.

Mesmo o e-commerce tendo tido um crescimento explosivo — e, para muitas organizações, de forma desestruturada —, essa é uma modalidade que continuará se expandindo, considerando os atuais comportamentos e preferências do público. Como prova disso, ainda de acordo com a ABComm, este ano a vertical deve atingir um faturamento de R$ 224,7 bilhões, expandindo mais 10% em relação a 2024.

Por isso, para aqueles que ainda não investiram em criar presença no ambiente digital ou que não buscam implementar estratégias de alcance, certamente, ficarão para trás. Sendo assim, além de contar com os recursos corretos, ter o auxílio de uma consultoria especializada é um excelente passo para definir qual o melhor caminho a seguir.

Vivemos a era digital. Se antes ter uma loja situada em um ponto estratégico era o que garantia o sucesso de vendas, agora, além disso, é preciso estar nas redes. À medida que a tecnologia favorece o acesso, é primordial que os comerciantes busquem acompanhar esse movimento em prol de melhores resultados. Afinal, o futuro não é “só vender online”, mas oferecer uma experiência fluida, inteligente e integrada ao consumidor, o varejista que não se adaptar, provavelmente perderá espaço.

Hack ao Banco Central expõe fragilidade bancária e mostra como blockchain pode proteger o sistema financeiro

Na madrugada do dia 30 de junho, às 00h18, Rocelo Lopes, CEO da SmartPay e criador da carteira de autocustódia Truther, detectou movimentos atípicos nas plataformas da empresa e elevou imediatamente os filtros de validação nas compras de USDT e Bitcoin. A ação rápida permitiu reter grandes somas de dinheiro e iniciar de forma imediata a devolução dos valores às instituições envolvidas.

“Foram mais de 30 tentativas de transações, preferimos não divulgar os valores para preservar as empresas, mas nos colocamos totalmente à disposição das autoridades e instituições para apoiar operações envolvendo criptoativos. Nos últimos anos, adquirimos muita experiência em monitorar transações suspeitas com cripto, através de ferramentas e processos que criamos, alinhados ao conhecimento profundo do mercado e da tecnologia blockchain. Acredito que podemos ajudar muito nesse incidente”, afirma Rocelo Lopes.

Para o CEO da SmartPay, o incidente evidencia que o sistema financeiro precisa evoluir, saindo de uma estrutura centralizada vulnerável para mecanismos capazes de rastrear transações e travar valores suspeitos em tempo real. “Preocuparam-se em monitorar clientes e instituições, mas esqueceram do que acontece depois das instituições. A estrutura privada está ok, mas o que passa depois disso não está”, avalia.

Rocelo destaca que a blockchain poderia ter mitigado ou até evitado parte do prejuízo, permitindo rastrear transações desde a origem, usando “carimbos digitais” imutáveis que facilitariam o bloqueio imediato de valores suspeitos via smart contracts. “Se detecta uma fraude, o sistema trava a transação automaticamente e solicita esclarecimentos de quem recebeu. E podemos embutir na transação dados criptografados, como geolocalização, IP e identificação do usuário”, explica.

Além de rastreabilidade, a blockchain oferece privacidade e segurança ao usuário, transferindo a custódia das chaves de transação para o cliente e descentralizando riscos. “Quando centralizado, o ponto de ataque é mais fácil. Quando descentralizado, nem os saldos são visíveis para ataque. O usuário passa a ser responsável pela própria chave, como já fazemos na Truther”, pontua.

Para Rocelo, blockchains públicas, e não privadas, são o caminho real para modernizar o sistema financeiro, tirando das instituições o peso de custodiar os recursos de milhões de clientes, ao mesmo tempo em que oferecem transparência e segurança ao ecossistema.

A tokenização de ativos também é apontada como solução para isolar riscos e blindar operações contra fraudes, por meio de contratos inteligentes auditáveis e rastreáveis em tempo real, com possibilidade de recolher impostos automaticamente, reduzindo custos operacionais e burocracias.

Apesar dos desafios de escalabilidade, o mercado já testa soluções, como o uso de biometria para recuperação de chaves privadas e blockchains de segunda camada, como Liquid e Rails. “Estamos testando no Brasil a recuperação de chave via palma da mão, garantindo segurança mesmo em caso de perda de dispositivos”, revela Rocelo.

Para o CEO, blockchain não é apenas uma camada extra de segurança, mas um caminho real para modernizar o sistema financeiro nacional, melhorar rastreabilidade, reduzir fraudes e diminuir custos de compliance. “Blockchain é a forma mais rápida de rastrear e tirar o dinheiro de circulação em transações suspeitas, enquanto combate lavagem de dinheiro e evasão de divisas”, afirma.

Experiências internacionais reforçam essa visão, como o uso de stablecoins e blockchain em pagamentos na Suíça e na Argentina, onde brasileiros já podem pagar via PIX, convertido instantaneamente em USDT, com registros completos da transação.

Rocelo destaca que o Brasil poderia liderar essa transformação se o Banco Central e os reguladores apoiassem startups e empresas que desenvolvem essas soluções. “O hack bilionário é um alerta de que precisamos evoluir, e rápido. Blockchain, monitoramento inteligente e cooperação entre as partes são essenciais para blindar o sistema financeiro e evitar novos prejuízos em larga escala”, finaliza.

Levantamento aponta ascensão da cultura oriental no consumo digital dos brasileiros

A cultura oriental já faz parte do cotidiano dos brasileiros, conquistando públicos de todas as idades e gêneros por meio de suas produções audiovisuais. Fenômenos como os K-dramas (séries sul-coreanas) e os doramas (novelas e séries japonesas) têm ganhado cada vez mais espaço nas plataformas digitais. De olho nessa tendência, a Winnin, plataforma de inteligência artificial que identifica tendências culturais com base no consumo de vídeos, realizou um estudo aprofundado sobre como esse tipo de conteúdo vem dominando as conversas nas redes sociais.

A expansão global dessas produções está diretamente ligada à popularização das plataformas de streaming. Nos últimos 12 meses, foram produzidos cerca de 50 mil vídeos relacionados ao tema, que juntos somaram quase 12 milhões de visualizações e 185 mil interações, evidenciando o forte engajamento do público brasileiro com esse tipo de conteúdo.

O levantamento mostra ainda que a audiência é majoritariamente feminina, representando cerca de 80% do total, com maior concentração na faixa etária de 18 a 25 anos. Já entre os homens, que compõem os 20% restantes, a maior parte do engajamento vem da faixa entre 34 e 44 anos.

Além das séries, a cultura oriental também influencia outros segmentos, como gastronomia, moda e estilo de vida. A culinária asiática – com destaque para a coreana – aparece entre os tópicos mais populares entre os consumidores desse tipo de conteúdo.

A análise da Winnin também revelou diferenças regionais na forma como esses temas são abordados. No Brasil, por exemplo, o foco ainda está na repercussão e no consumo de conteúdos estrangeiros, já que a produção nacional nesse gênero é incipiente. No entanto, o país desempenha um papel relevante na amplificação dessas produções nas redes sociais. Esse cenário, porém, começa a mudar, à medida que alguns players nacionais já se movimentam para desenvolver melodramas inspirados nos doramas, de olho no interesse crescente do público.

Entre os conteúdos relacionados a doramas e K-dramas, a Coreia do Sul se destaca: 56,6% dos vídeos e 60% das interações referem-se a produções coreanas. O humor, em especial, tem forte apelo entre os brasileiros. Cerca de 49,8% das visualizações estão relacionadas a vídeos que tratam os doramas de forma cômica ou satírica, reforçando uma característica nacional de transformar diversos assuntos em conteúdos humorísticos.

“Na Winnin, identificamos uma excelente oportunidade para as marcas explorarem essa ascensão da cultura coreana, que se consolidou como um fenômeno entre os brasileiros. O público não apenas consome, mas repercute com entusiasmo e engajamento nas redes sociais – o que representa uma chance valiosa para as marcas se inserirem nessas conversas”, afirma Gian Martinez, CEO e cofundador da Winnin.

O crescimento do interesse por K-dramasdoramas e K-pop abriu portas para a cultura sul-coreana no Brasil. O sucesso é tão expressivo que uma das maiores plataformas de streaming do mundo anunciou um investimento de US$2,5 bilhões em produções coreanas até 2027, reforçando a força global desse mercado.