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Guia de CRM ajuda empresas a se comunicar com clientes via WhatsApp

Um sistema de gerenciamento do relacionamento com o cliente, mais conhecido pela sigla CRM no marketing digital, é uma tecnologia que reúne informações relevantes sobre leads em potencial e clientes ativos de uma empresa.

Atualmente, uma das principais formas de utilizar o CRM para vendas é por meio da integração com o WhatsApp Business. Segundo a RD Station, esse tipo de extensão chegou a registrar um crescimento de 90% recentemente.

Diante desse cenário, a Kommo, especialista em CRM para mensagens, produziu um guia para auxiliar empresas na comunicação com clientes via WhatsApp.

WhatsApp é o principal canal de comunicação no Brasil

Atualmente, dados indicam que 99% dos dispositivos móveis em uso no Brasil possuem o WhatsApp instalado. A interface intuitiva da plataforma contribuiu para sua adoção em larga escala no país.

Com um grande potencial de alcance, o WhatsApp ganhou espaço como uma ferramenta essencial para estratégias de marketing, aumentando a busca por soluções de CRM voltadas para vendas no aplicativo.

O que é CRM para WhatsApp e como funciona?

O CRM para WhatsApp é uma integração que centraliza todas as interações entre empresas e usuários, sejam leads ou clientes fidelizados, em um único painel de gerenciamento.

Embora a API do WhatsApp Business ofereça recursos avançados, ela não possui uma interface própria. Por isso, o uso de um CRM é essencial, principalmente para empresas de médio e grande porte que precisam gerenciar um grande volume de interações.

Geralmente, essa integração é realizada por meio de uma empresa terceirizada, responsável por desenvolver a plataforma. Com isso, o WhatsApp pode ser utilizado de maneira mais profissional, facilitando a gestão das atividades comerciais.

Suporte é essencial na escolha de um CRM

Ao selecionar um CRM para WhatsApp, o suporte oferecido pela plataforma é um fator essencial. Um atendimento eficiente garante respostas rápidas e precisas para os usuários, melhorando a experiência do cliente.

Além disso, um CRM eficaz possibilita a personalização do atendimento com base em interações anteriores, além de permitir acompanhar o histórico das conversas e o envio de diversos tipos de mídia, como imagens, vídeos e documentos.

Kommo é alternativa para integrar WhatsApp com CRM

Entre as opções disponíveis no mercado, a Kommo se destaca como uma das parceiras oficiais da Meta, oferecendo recursos avançados para otimizar as vendas através do WhatsApp, como:

  • Captação de Leads pelo WhatsApp: a plataforma disponibiliza links, QR codes, widgets e formulários personalizados para facilitar o contato direto com os clientes.
  • Caixa de Entrada Unificada: centraliza mensagens de diferentes canais, como WhatsApp, redes sociais e e-mail, facilitando o gerenciamento e tornando o atendimento mais eficiente.
  • Transmissão de Mensagens no WhatsApp: permite o envio segmentado de promoções e comunicados para diferentes grupos de clientes, utilizando modelos prontos para campanhas estratégicas.
  • Chatbot para Automação de Engajamento: chatbots personalizados garantem respostas automáticas e interações ágeis, respeitando a opção do usuário de receber ou não mensagens promocionais.
  • Painel de Análise de Desempenho: acompanhamento de métricas essenciais, como tempo de resposta e volume de vendas, fornecendo insights para otimizar estratégias.
  • Funil de Vendas: estrutura a jornada do cliente, organizando leads em diferentes etapas para facilitar a conversão.
  • Gerenciamento de Leads: armazena e analisa informações estratégicas para aumentar a taxa de conversão.
  • Atendimento Personalizado: possibilita a vinculação de múltiplos números de WhatsApp a uma única conta, permitindo que diversos membros da equipe interajam com os clientes de forma individualizada.
  • Modelos de Mensagens Personalizadas: respostas pré-configuradas agilizam a comunicação e garantem conformidade com as diretrizes do WhatsApp Business.
  • Automação de Tarefas: ferramentas automatizadas otimizam processos repetitivos, como o envio de propostas e documentos, aumentando a produtividade.

Como integrar o WhatsApp com um CRM?

O processo de integração pode variar conforme o provedor. No caso da Kommo, existem duas principais opções:

  • WhatsApp Lite: versão gratuita voltada para pequenas empresas, que conecta o WhatsApp Business ao CRM por meio de um QR Code.
  • WhatsApp Cloud API: alternativa mais avançada, recomendada pela Meta para médias e grandes empresas, substituindo a API do WhatsApp Business para garantir um gerenciamento escalável dos clientes.

Em um cenário comercial cada vez mais dinâmico, investir em soluções que tornem a comunicação com os clientes mais ágil e eficiente é essencial para o sucesso das estratégias de marketing digital.

Bitso Business cria nova empresa Juno e lança stablecoin MXNB para facilitar pagamentos na América Latina

Bitso Business –  segmento B2B da Bitso, que fornece a infraestrutura para pagamentos transfronteiriços eficientes e transparentes – anunciou hoje a criação da Juno, sua subsidiária dedicada à emissão e gestão de ativos virtuais. Como primeiro lançamento, a Juno anuncia o token MXNB na rede Arbitrum, uma stablecoin atrelada ao valor do peso mexicano, com paridade de 1:1 garantida por reservas fiduciárias. Devido à sua alta segurança, escalabilidade, velocidade e crescente ecossistema na América Latina, a Arbitrum é a blockchain de base e a rede inicial onde o crescimento do MXNB será impulsionado.

O setor de stablecoins vem crescendo rapidamente, atingindo uma capitalização superior a  230 bilhões de dólares em março de 2025, e movimentando trilhões em volume de transação anualmente. A expectativa do mercado é de que as stablecoins aprimorem ainda mais a infraestrutura financeira, cujo processo de inovação em relação às moedas fiduciárias tem sido lento, em áreas como pagamentos e transferências internacionais. Um estudo recente da Bitso Business, conduzido pela PCMI, revelou que a tecnologia blockchain e as stablecoins estão se tornando o método preferido para transferências globais, pela sua capacidade de eliminar intermediários, cortar custos e aumentar a velocidade nas transações.

Diante desse cenário promissor e o crescente número de projetos relacionados a stablecoins em desenvolvimento, a Bitso Business nomeou recentemente Ben Reid como o novo Head de Stablecoins. Ele liderará a estratégia da empresa para acelerar a adoção global desses ativos em mercados emergentes, oferecendo às empresas e consumidores maior eficiência nos pagamentos, inclusão financeira e acesso ampliado aos mercados financeiros.

“As empresas globais enfrentam desafios monetários significativos para atender clientes em novos mercados e realizar pagamentos transfronteiriços, como altos custos e tempos de transação ineficientes. As stablecoins oferecem uma alternativa rápida, econômica e transparente atrelada a uma moeda fiduciária, e têm sido fundamentais para expandir o acesso a mercados estrangeiros e transformar os pagamentos em todo o mundo. A MXNB permite que empresas globais façam negócios na América Latina de uma maneira mais eficiente, e a Juno será um player essencial na emissão e troca de tokens digitais, ajudando a impulsionar as oportunidades na região”, disse Ben Reid, Head de Stablecoins da Bitso Business.

Para impulsionar a distribuição e crescimento da MXNB em um ecossistema vibrante e influente, com projetos ativos em pagamentos, remessas, gestão de patrimônio, DeFi e gaming, entre outros, a Juno firmou uma parceria com a Arbitrum, uma das soluções de escalabilidade Layer 2 (L2) mais adotadas no Ethereum. Essa tecnologia foi projetada para aumentar a velocidade das transações e reduzir os custos, mantendo a segurança e descentralização do Ethereum.

“Atuar em conjunto com a Bitso Business e a Juno com o MXNB permite que a Arbitrum participe de um projeto altamente significativo para a indústria de pagamentos digitais transfronteiriços”, disse Austin Ballard, Gerente de Parcerias da Offchain Labs. “A escolha da Arbitrum como blockchain nativa para a implementação da MXNB aproveita a expertise e as capacidades do ecossistema Arbitrum no México e demais mercados, além de conectar-se à comunidades de desenvolvedores consolidadas na América Latina e a uma rede de parceiros em serviços financeiros e fintechs. Isso impulsionará o desenvolvimento de produtos para esse token em uma região onde empresas locais e globais estão ávidas por soluções como essa”.

Como parte do grupo Bitso, a Juno operará de forma independente para gerenciar operações de stablecoins, incluindo a MXNB, garantindo aderência aos mais altos padrões de custódia segregada, gestão e transparência para fundos tanto em moedas fiduciárias quanto em cripto.

A MXNB combina as vantagens da tecnologia blockchain — como transparência, velocidade de transação e acessibilidade global — com estabilidade assegurada por rigorosos mecanismos de controle operacional. Ela é totalmente lastreada pelo valor equivalente em pesos mexicanos, e as reservas são auditadas regularmente por terceiros para garantir transparência e confiança.

stablecoin MXNB atenderá a diversos casos de uso institucionais, incluindo:

  • Pagamentos transfronteiriços: Com o MXNB, as empresas poderão converter fundos entre outras stablecoins atreladas à sua moeda local. A Juno permite que as empresas convertam stablecoins lastreadas em dólares a MXNB, para que possam realizar  transferência rápida de valores para outras instituições, seja por meio de transferências de criptomoedas ou de pesos mexicanos, facilitadas pelo sistema SPEI.
  • Fintechs e carteiras digitais: Infraestrutura que expande o acesso ao mercado para entidades estrangeiras e locais por meio de ativos digitais, abrindo oportunidades de expansão regional com custos reduzidos.
  • Pagamentos digitais: Provedores de serviços de pagamento podem expandir suas ofertas integrando a MXNB em suas soluções, permitindo liquidações mais rápidas e taxas de transação menores para indivíduos e comerciantes.
  • Remessadoras de dinheiro: Empresas de remessas podem utilizar a MXNB para  realizar pagamentos mais rápidos e com menores custos aos destinatários.

Para facilitar o acesso corporativo à MXNB, a Juno desenvolveu a Juno Mint Platform, que oferece operação via navegador, além de um conjunto completo de APIs. Essas ferramentas possibilitam aos clientes o acesso a serviços como de emissão e resgate de tokens, envio e recebimento de pagamentos de moeda fiduciária a MXNB por meio de infraestruturas de pagamento locais e conversões entre stablecoins.

Aumento da fiscalização da ANPD coloca empresas na parede

Mesmo após tantos anos desde a implementação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) no Brasil, muitas empresas continuam descumprindo a norma. A LGPD, que entrou em vigor em setembro de 2020, foi criada com o objetivo de proteger os dados pessoais dos cidadãos brasileiros, estabelecendo regras claras sobre como as empresas devem coletar, armazenar e tratar essas informações. No entanto, apesar do tempo decorrido, muitas empresas avançaram pouco na implementação da norma.

Recentemente, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) intensificou a fiscalização sobre as empresas que não possuem um encarregado de dados, também conhecido como Data Protection Officer (DPO). A falta de um DPO é uma das principais infrações identificadas, já que este profissional é essencial para garantir que a empresa esteja em conformidade com a LGPD. O DPO atua como um intermediário entre a empresa, os titulares dos dados e a ANPD, sendo responsável por monitorar o cumprimento das políticas de proteção de dados e por orientar a organização sobre as melhores práticas.

E esses dados podem ser apenas a “ponta do iceberg”. Na realidade, ninguém sabe qual é o número de empresas que ainda não aderiram à norma. Não há um levantamento oficial único que consolide os números exatos de todas as empresas não aderentes à LGPD Pesquisas independentes apontam que, em termos gerais, o percentual pode variar entre 60% e 70% das empresas brasileiras, especialmente entre as de pequeno e médio porte. No caso das grandes, o número é ainda maior, podendo chegar a 80%.  

Por que a falta de um DPO faz diferença

Em 2024, seguramente o Brasil ultrapassou o número de 700 milhões de ataques de cibercriminosos. Estima-se que ocorram quase 1.400 golpes por minuto e, claro, as empresas são os principais alvos dos criminosos. Crimes como o ransomware – no qual geralmente os dados se tornam “reféns” e que, para que não sejam publicados online, as empresas precisam pagar uma enorme soma financeira, se tornaram corriqueiros. Mas até quando o sistema – as vítimas e as seguradoras – vão suportar tamanho volume de ataques?

Não há como responder essa pergunta de maneira apropriada, ainda mais quando as próprias vítimas deixam de tomar as ações necessárias para a proteção das informações. A falta de um profissional focado na proteção de dados ou, em algumas situações, quando o suposto responsável pela área acumula tantas funções que não consegue desempenhar essa atividade de forma satisfatória, agrava ainda mais essa situação.  

É claro que a designação de um encarregado, por si só, não resolve todos os desafios de adequação, mas mostra que a empresa está empenhada em estruturar um conjunto de práticas coerentes com a LGPD. Entretanto, essa falta de priorização não reflete apenas em possibilidade de sanções, mas também em riscos reais de incidentes de segurança, que vão gerar um prejuízo considerável. As multas aplicáveis pela ANPD são apenas uma parte do problema, pois as perdas intangíveis, como a confiança do mercado, podem ser ainda mais dolorosas. Nesse panorama, a fiscalização mais intensa é vista como uma ação necessária para reforçar os mecanismos de cumprimento da legislação e incentivar as organizações a colocarem a privacidade dos titulares em pauta.  

Contratar um DPO ou terceirizar?

Contratar um DPO em tempo integral pode ser uma tarefa complicada, pois nem sempre há a demanda ou interesse em se alocar recursos internos para essa demanda.  

Neste sentido, a terceirização vem sendo apontada como uma solução para empresas que desejam cumprir a legislação de forma efetiva, mas não dispõem de uma grande estrutura ou de recursos para manter um time multidisciplinar voltado à proteção de dados. Quando se recorre a um prestador de serviços especializado, a empresa ganha acesso a profissionais que têm mais experiência para lidar com os requisitos da LGPD em diferentes setores do mercado. Além disso, com um responsável externo a empresa passa a encarar a proteção de dados como algo integrado à estratégia, em vez de um problema pontual que só recebe atenção quando chega uma notificação ou quando ocorre algum vazamento.  

Isso contribui para a criação de processos robustos sem que seja necessário um investimento volumoso em recrutamento, treinamento e retenção de talentos. A terceirização do encarregado de dados vai além de simplesmente nomear uma pessoa de fora. O prestador costuma fornecer consultoria contínua, realizando atividades de mapeamento e análise de risco, auxiliando na elaboração de políticas internas, conduzindo treinamentos para as equipes e acompanhando a evolução da legislação e das normativas da ANPD.  

Além disso, há a vantagem de se contar com uma equipe que já possui vivência em casos práticos, o que reduz a curva de aprendizado e ajuda a prevenir incidentes que poderiam gerar multas ou danos à reputação.  

Até onde vai a responsabilidade do DPO terceirizado

É importante destacar que a terceirização não exime a organização de suas responsabilidades legais. A ideia é que a empresa mantenha o compromisso de garantir a segurança dos dados que coleta e trata, pois a legislação brasileira deixa claro que a responsabilidade sobre incidentes não recai apenas sobre o encarregado, mas sobre a instituição como um todo.  

O que a terceirização faz é oferecer um suporte profissionalizado, que entende os caminhos necessários para manter a organização em linha com a LGPD. A prática de delegar esse tipo de tarefa para um parceiro externo já é adotada em outros países, onde a proteção de dados se tornou um ponto crítico de gestão de riscos e governança corporativa. A União Europeia, por exemplo, com o Regulamento Geral de Proteção de Dados, exige que muitas empresas nomeiem um encarregado de proteção de dados. Lá, diversas empresas optaram pela terceirização do serviço com a contratação de consultorias especializadas, trazendo a expertise para “dentro de casa”, sem precisar criar todo um departamento para isso.  

O encarregado, de acordo com a legislação, precisa ter autonomia para reportar falhas e propor melhorias, e parte das diretrizes internacionais sugere que o profissional deva estar livre de pressões internas que limitem sua capacidade de fiscalização. As consultorias que oferecem esse serviço desenvolvem contratos e metodologias de trabalho que asseguram esse tipo de independência, mantendo uma comunicação transparente com os gestores e estabelecendo critérios claros de governança.  

Esse mecanismo protege tanto a empresa quanto o próprio profissional, que precisa ter a liberdade de indicar vulnerabilidades mesmo que isso vá contra práticas consolidadas dentro de determinado setor ou departamento.  

A intensificação da fiscalização da ANPD é um sinal de que o cenário de tolerância está dando lugar a uma postura mais firme, e quem optar por não tratar desse problema agora poderá enfrentar consequências mais pesadas em um futuro não muito distante.  

Para as empresas que desejam um caminho mais seguro, a terceirização é uma escolha capaz de equilibrar custo, eficiência e confiabilidade. Com esse tipo de parceria, é possível corrigir lacunas no ambiente interno e estruturar uma rotina de compliance que irá proteger a empresa tanto das sanções quanto dos riscos associados à falta de transparência e de segurança em relação aos dados pessoais que estão sob sua responsabilidade.

WhatsApp e a Nova Era da Inteligência Artificial

Em 2020, durante uma entrevista, afirmei: ‘Quem não se preparou para o WhatsApp comeu bola’. Naquele momento, já era evidente que o aplicativo se tornaria indispensável no dia a dia dos brasileiros, dado que o tempo médio de uso diário do aplicativo se aproximava de uma hora e meia. Hoje, essa previsão se concretizou: o WhatsApp não é apenas um meio de comunicação, mas um espaço híbrido que mistura interações pessoais e profissionais. Essa fusão entre vida pessoal e trabalho reflete um comportamento único do mercado brasileiro, criando um ambiente ideal para inovação financeira.

Nós estamos entre os maiores mercados do aplicativo no mundo, ao lado de Índia e Indonésia. O WhatsApp já se tornou uma tecnologia essencial para milhões de brasileiros. Mais do que um aplicativo de mensagens, ele se transformou em um sistema operacional do dia a dia, onde negócios são fechados, clientes são atendidos e transações acontecem. Por isso, acredito que um assistente financeiro inteligente deve estar exatamente onde as pessoas já estão.

Vivemos um momento único no setor financeiro. Estamos testemunhando uma mudança de era, onde a inteligência artificial (IA) não é mais uma promessa distante, mas uma ferramenta prática e acessível, capaz de transformar a maneira como gerenciamos nossas finanças.

Ao longo das últimas décadas, testemunhamos diversas transformações tecnológicas: a era da internet (1995-2000), a era da computação em nuvem, a era mobile e, agora, a era da IA. Na transição da era mobile, onde usabilidade e design predominavam, para a era da IA, estamos migrando de um modelo apenas focado na experiência do usuário para um também centrado na execução de tarefas. O Google foi pioneiro ao integrar machine learning em suas buscas, mas a OpenAI revolucionou ao transformar “search” em “answer”.

A maneira como interagimos com serviços financeiros está mudando. Bancos tradicionais ainda impõem burocracias e processos demorados. As fintechs trouxeram inovação, mas muitas mantêm modelos de monetização que não fazem sentido para o pequeno empreendedor, com tarifas, assinaturas mensais e excesso de funcionalidades que acabam sendo subutilizadas. 

O que os empreendedores realmente precisam não é de uma solução repleta de recursos técnicos, mas de um serviço intuitivo, eficiente e, principalmente, acessível. Em vez de navegar por menus complexos ou preencher múltiplos formulários, um usuário deveria resolver sua necessidade financeira por meio de um simples comando de voz ou mensagem de texto.

A próxima evolução das plataformas conversacionais no setor financeiro não se limita apenas à automação do atendimento, mas sim à criação de experiências contínuas e integradas. Isso significa que um usuário pode iniciar uma transação em um aplicativo de mensagens, continuar no navegador e concluir a operação em outro dispositivo sem perder o fluxo da interação.

Essa conectividade omnicanal, aliada à IA, tornará a experiência mais fluida e eficiente, permitindo que empreendedores e consumidores ganhem tempo, eliminem burocracias e reduzam custos operacionais.

O crescimento das plataformas conversacionais no setor financeiro demonstra que o futuro pertencerá às soluções que reduzem complexidade, otimizam processos e colocam a tecnologia para trabalhar a favor dos usuários. A tendência é clara: o dinheiro e os serviços financeiros estarão cada vez mais acessíveis dentro das plataformas de comunicação que já fazem parte do dia a dia da população.

À medida que novas tecnologias emergem, a expectativa é que essas soluções não se limitem apenas a operações bancárias, mas integrem pagamentos, análise financeira, concessão de crédito e investimentos de maneira simples e eficiente.

Os bancos tradicionais precisarão se reinventar. As fintechs que não priorizarem a experiência intuitiva perderão espaço. A verdadeira inovação estará nas soluções que realmente empoderam o usuário, tornando as finanças mais acessíveis, ágeis e conectadas ao mundo real.

O futuro já começou – e ele será conversacional.

90% dos prestadores de serviços de TI terão aumento de receita com cibersegurança gerenciada até 2027

À medida que as empresas enfrentam ameaças cibernéticas crescentes e requisitos de conformidade rigorosos, se torna cada vez mais imprescindível, para o mercado, o suporte de prestadores de serviços de TI (MSPs) que sejam capazes de garantir a segurança gerenciada de seus dados e operações. Essa é a aposta da grande maioria dos dirigentes deste tipo de empresa ao redor do mundo, segundo o estudo The MSP Horizons Report 2025. O relatório mostra que 90% dos executivos que participaram da pesquisa preveem um aumento na receita de seus serviços de cibersegurança nos próximos três anos. Esse cenário significa um aumento de dez pontos percentuais em relação aos 80% registrados no ano passado. O trabalho foi desenvolvido pela N-able, fornecedora líder de soluções de software baseadas em nuvem para provedores de serviços gerenciados.

A expectativa de ampliação nos ganhos com serviços de proteção cibernética é compartilhada por empresas brasileiras como a ADDEE, maior referência nacional no fornecimento de soluções de gerenciamento, monitoramento, proteção de dados e segurança para prestadores de Serviços de TI. Segundo o CEO e fundador da companhia, Rodrigo Gazola, neste ano a ADDEE direcionará esforços estratégicos para potencializar ainda mais sua atuação em segurança, em parceria com a própria N-able, de quem ela é representante exclusiva no Brasil. 

“Soluções como EDR, MDR, Backup e DNS Filtering estarão no foco da comunicação e das campanhas, acompanhadas de um reforço no suporte técnico e na capacitação dos prestadores”, disse.

Backup SaaS avança e exige adaptação

Uma das áreas de crescimento mais destacadas pelos entrevistados no MSP Horizons Report foi o chamado Backup SaaS, referente, por exemplo, a aplicativos como Microsoft 365, Google Workspace ou Salesforce. Entre os executivos entrevistados, 53% disseram que adicionarão essa prática no futuro.

Com base nas respostas, os responsáveis pela pesquisa avaliam que o futuro do backup e recuperação de desastres está sendo moldado por uma grande movimentação nesta indústria. Eles afirmam que os fornecedores de RMM (Monitoramento e Gerenciamento Remoto) estão adquirindo ou construindo tecnologias de backup, assim como os fornecedores corporativos estão adquirindo players focados em pequenas e médias empresas (PMEs) e vice-versa. Neste cenário a percepção é de que o backup também oferece aos MSPs a oportunidade de aumentar seus mercados endereçáveis totais devido ao seu forte movimento de revenda potencial.

Gazola explica que, no Brasil, o RMM foi o catalisador da mudança operacional dos prestadores de serviços gerenciados de TI, permitindo o monitoramento e a gestão remota de ambientes, o que transformou a prestação de serviços de TI.

“Essas soluções seguem sendo estratégicas para a ADDEE, pois representam a base para que os MSPs entreguem valor agregado aos clientes. Há 15 anos atrás, essas soluções eram escassas ou caras, dentro do mercado nacional e nós pudemos trazer uma transformação na forma que as empresas enxergavam suas operações e serviços. Ainda hoje continuamos a fazer esse trabalho”, afirma.

Para a realização do MSP Horizons Report, mais de 450 MSPs de todos os continentes foram solicitados a fornecer feedback por meio de um questionário online distribuído pela própria N-Able e pela Canalys, por meio de seu site Candefero. Os contatos foram feitos entre outubro e novembro de 2024 sendo que a Canalys ainda entrevistou 16 empresas do setor durante o processo, o que proporcionou feedback qualitativo sobre os principais tópicos e tendências no mercado de TI.

Como a falta de um CRM prejudica as vendas?

“Não estou vendo resultados”. Essa é uma frase muito comum no mercado dita por clientes que buscam dar seus primeiros passos no mundo do marketing digital, mas sem a preparação inicial que serve como base para demonstrar, perfeitamente, a entrega de resultados do trabalho dos profissionais dessa área, torna-se difícil a confecção de relatórios.

Conquistar esses resultados eficazes em si não é algo complexo, o problema, de fato, reside na coleta de dados para apresentação de números que podem embasar a percepção do trabalho, o que não é algo simples e demanda o investimento em uma ferramenta que será a peça-chave para esses objetivos: o CRM (Client Relationship Management).

Apesar de ainda ser muito associado à essa conquista de metas, muitos esquecem ou não compreendem que o marketing pode ter múltiplos objetivos, sendo, como exemplo, ser comumente utilizado por pequenas e médias empresas apenas para a geração de leads. Porém, quando este processo é conduzido diretamente em certas plataformas sem o apoio de ferramentas robustas que controlem a chegada dos leads e os conduzam em uma jornada aderente a seu perfil, há um grande risco de perda de dados referentes ao motivo de saída, bem como a falta de controle sobre o desempenho da equipe de vendas.

Evitando esses prejuízos, com a aplicação das ferramentas disponibilizadas pelo sistema de gerenciamento de clientes, como é conhecido o CRM, as empresas têm a possibilidade de trabalhar com o marketing conversacional, buscando adotar conversas em tempo real como estratégia central para engajar seus leads e guiá-los em cada etapa da jornada de compra. Assim, a empresa e sua equipe podem criar experiências genuínas e envolventes, com um toque empático e próximo, fortalecendo conexões com seus consumidores.

Essa necessidade vem sendo percebida no mercado desde o século XX, quando os CRMs foram primeiramente implementados manualmente através do Rolodex, uma lista de contatos em papel. Em 1987, no entanto, o primeiro software similar aos CRMs que são disponibilizados atualmente entrou no mercado, nomeado “ACT!”. O ponto a ser evidenciado aqui é a necessidade observada de tal artifício dentro da área digital desde o século passado.

Hoje, segundo uma pesquisa realizada pela Nucleus Research, que busca prover pesquisas relacionadas ao ROI (Retorno Sobre Investimento), foi constatado que, para cada dólar investido em um CRM, oito são retornados para a empresa. Estamos falando de um retorno de 800% – ou seja, o dinheiro aplicado para a contratação de um desses aplicativos se paga e, adicionalmente, traz lucros para a companhia.

Contudo, mesmo diante de um dado incontestável e de tantos empreendimentos internacionais que já incorporam o CRM em suas rotinas, muitas empresas ainda estão relutantes em apostar em uma ferramenta que já está no mercado há quase quatro décadas e, com isso, além de perderem possíveis clientes, também perderão dados relacionados ao tratamento desses leads, bem como seus motivos de desistência.

Um cliente satisfeito não é tenderá a se tornar fiel à marca, como também recomendá-la organicamente a muitas outras pessoas. E, se a sua empresa não quer perder espaço para a concorrência e compreender, exatamente, a jornada de seus consumidores para convertê-los em uma experiência memorável, recorrer ao CRM não representará mais um custo tecnológico, mas sim um investimento a longo prazo que será essencial para potencializar, constantemente, suas vendas, lucratividade e destaque no setor.

Como usar a IA do WhatsApp com segurança e responsabilidade

A Meta, empresa detentora do Facebook, Instagram e WhatsApp, implementou sua inteligência artificial (IA) no mensageiro instantâneo, ampliando as funcionalidades do aplicativo. A tecnologia, que já estava disponível em outros países desde abril de 2024, demorou um pouco mais para chegar ao Brasil devido a imposições da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

A IA do WhatsApp tem como base modelos de linguagem avançados, como o LLaMA (sigla para Large Language Model Meta AI), treinados com grandes quantidades de dados textuais para entender e gerar linguagem natural de maneira eficaz. “A IA da Meta é capaz de responder a perguntas, dar recomendações, pesquisar notícias sobre assuntos do nosso interesse na web sem sair do app e gerar imagens e pequenos gifs para compartilhamento”, explica Pierre dos Santos, Analista de IA da Leste Telecom.

“Porém, a ferramenta ainda está em fase Beta, por isso contém muitos erros em sua utilização. Isso será aprimorado com o tempo, e a IA poderá até ter seu modo de utilização revisto, pois possui muitas oportunidades para adição de novos serviços, inclusive os relacionados à acessibilidade”, complementa.

Mocinha ou vilã? Depende do uso

Com tantos debates sobre o uso de inteligência artificial, que já foi comprovada estar por trás de práticas como fake news e deepfake, muitas pessoas ficam receosas ao ter a IA da Meta disponível no WhatsApp, sem ao menos a possibilidade de desativar o recurso. “A Meta informou que o conteúdo das conversas com a IA poderá ser utilizado para treinar os algoritmos de inteligência artificial, mas não associa esse conteúdo a informações pessoais dos usuários”, tranquiliza Pierre.

Apesar de não ter divulgado publicamente como os dados serão utilizados para a segmentação de anúncios, além do foco no treinamento da IA, pode ser que o uso contínuo da ferramenta gere impacto no recebimento de anúncios e publicidades a longo prazo. A coleta dos dados, que é uma prática comum no mercado de tecnologia, pode ser usada para personalização de anúncios, segmentação de público e previsão de comportamento, por exemplo.

“No entanto, minha expectativa é que a Meta priorize a privacidade e o consentimento do usuário, utilizando a IA de forma ética e transparente para beneficiar tanto os usuários quanto os anunciantes em consonância com a nossa legislação”, opina o analista.

Mesmo que a tecnologia não tenha acesso a conversas particulares no WhatsApp e os dados dos usuários continuem protegidos pela criptografia do mensageiro, de acordo com a documentação da IA, as mensagens compartilhadas com a ferramenta podem ser usadas para fornecer respostas relevantes para você ou para melhorar essa tecnologia. “Portanto, não envie mensagens contendo informações que você não quer compartilhar com a IA. Ao menos, podemos deletar as mensagens enviadas para a IA digitando /reset-all-ais na conversa”, adverte.

Use com parcimônia

Pierre também diz que a IA é uma ferramenta poderosa que pode ser útil em vários contextos. No entanto, é essencial usar com responsabilidade e cuidado, sempre pensando na segurança e privacidade dos dados pessoais. Para isso, ele compartilha algumas dicas básicas, porém valiosas:

  • Use a IA como uma ferramenta auxiliar, não como um substituto para o pensamento crítico;
  • Utilize a IA para tarefas que você considera seguras e sem risco à sua privacidade, evitando compartilhar informações pessoais ou confidenciais com a IA na conversa;
  • Evite usar a IA para tomar decisões importantes;
  • Pesquise apenas sobre temas de interesse geral, evitando assuntos sensíveis ou controversos.

“É verdade que, a cada dia, está cada vez mais difícil identificar se um conteúdo foi gerado por IA, mas existem alguns sinais que podem te ajudar a desconfiar: fonte desconhecida ou duvidosa; conteúdo muito bom para ser verdade; ausência de informações sobre a autoria; linguagem artificial; conteúdo genérico e sem originalidade; e falta de emoção e subjetividade”, conclui o especialista.

Marcas investem no varejo hiperlocal para atrair e fidelizar clientes

O brasileiro tem vivido mudanças em seu estilo de vida nos últimos anos, entre elas o “êxodo urbano”, que é a troca das grandes capitais por cidades menores em busca, principalmente, de qualidade de vida. Esse movimento tem remodelado o mercado do varejo, criando uma demanda por soluções que sejam próximas, ágeis e acessíveis. Tudo alinhado ao estilo e às expectativas desse novo público.

O varejo hiperlocal, como foi intitulado esse fenômeno, parte da premissa de que tanto consumidores quanto empresas olham para o que está próximo, pensando localmente e priorizando a conveniência e as oportunidades, respectivamente.

Exemplos não faltam. Grandes redes como o Grupo Pão de Açúcar e Carrefour já estão investindo em formatos menores e mais próximos das comunidades, como o Minuto Pão de Açúcar e o Carrefour Express. Já startups como a sueca Lifvs, com lojas autônomas e disponíveis 24 horas, ou a brasileira Ame Go, que automatiza compras com IA e wi-fi, mostram como a conveniência está transformando o varejo.

“O futuro do varejo será cada vez mais descentralizado e conectado. As lojas não precisam ser grandes, mas sim ágeis, convenientes e adaptadas às necessidades locais”, ressalta César Baleco, CEO da IRRAH, grupo de tecnologia especializado em soluções para o setor varejista.

Além das grandes redes que têm investido nos comércios locais, o varejo hiperlocal também está alinhado ao crescimento dos pequenos negócios no Brasil, que representam a maioria das empresas abertas recentemente. Em setembro de 2024, foram registrados 349,5 mil novos pequenos negócios, 96% do total de CNPJ s criados no período, segundo levantamento do Sebrae com dados da Receita Federal. No acumulado do ano, 3,3 milhões de novas empresas foram abertas, sendo aproximadamente 3,2 milhões, compostas por MEIs, micro e pequenas empresas.

Segundo Baleco, essa transformação tende a ficar ainda mais acentuada. Durante a pandemia, 72% dos brasileiros passaram a priorizar pequenos negócios, e 80% afirmaram que continuarão incentivando estabelecimentos locais, segundo a Accenture. 

“O futuro do varejo está em ser próximo, ágil e, acima de tudo, conectado”, afirma ele, ressaltando que a tecnologia deixa de ser apenas um facilitador para se tornar um diferencial estratégico para quem busca se destacar nesse novo formato de mercado.

E as formas de utilizar esse diferencial são inúmeras. “Não podemos esquecer que o consumidor está próximo, mas também está conectado, e, apesar de mais propício a comprar do que está próximo, enfrenta uma concorrência muitas vezes esmagadora no universo virtual. Diante disso, é necessário que os comerciantes locais lancem mão das tecnologias existentes hoje para se sobressair”, diz o CEO da IRRAH. Ele cita exemplos emblemáticos, como o caso da varejista sueca Lifvs, por exemplo, que, escolheu a zona rural como destino de suas lojas automatizadas, oferecendo mais opções a comunidades sem acesso a supermercados. A rede abriu 19 em formato de contêiner são transportadas até o local de funcionamento, sendo destravadas via um aplicativo.

Mas, os negócios locais não precisam lançar mão de estratégias tão ousadas para cativar o seu público e vencer a concorrência no mundo tecnológico. Segundo Baleco, existem ferramentas acessíveis hoje no meerado que, por exemplo, automatizam campanhas e atendimentos e, que, com um pouco de criatividade, podem fazer a diferença e garantir uma experiência inesquecível aos clientes.

“Imagine lançar uma campanha digital para atrair pessoas que ainda não conhecem sua loja. Você pode oferecer descontos exclusivos para que essas pessoas venham até o seu estabelecimento, criando uma oportunidade de conquistá-las. Para os clientes que já frequentam o local, a campanha pode incentivá-los a se inscrever em seu canal online para receber novidades, promoções e atualizações, estimulando compras mais frequentes. As possibilidades para aumentar o engajamento e as vendas são inúmeras!”, explica.

Baleco conta que o Grupo IRRAH está presente em mais de 70 países, impulsionando o conceito de varejo hiperlocal. A empresa tem ajudado negócios a automatizar o atendimento e a conectar consumidores a empresas. Entre as soluções inovadoras estão o GTP Maker, que utiliza IA para criar assistentes virtuais; a Dispara Aí, que desenvolve campanhas que impulsionam as vendas; o E-vendi, um e-commerce otimizado para WhatsApp, e o KIGI, um ERP estratégico que transforma a gestão varejista em um ecossistema totalmente integrado.

“Essas tecnologias não só otimizam as operações, como também tornaram o varejo mais dinâmico e competitivo. A integração entre inovação e proximidade é, sem dúvida, a chave para o sucesso neste novo cenário”, conclui César Baleco.

Digitalização de processos: será que já chegamos nessa fase?

Nos últimos anos, as discussões sobre transformação digital ocuparam um lugar de destaque em praticamente todos os setores, desde pequenas empresas familiares até grandes corporações multinacionais. Fala-se em automação, em inteligência artificial, na adoção de plataformas em nuvem e em modelos de negócio disruptivos que priorizam o uso de dados.

Contudo, quando olhamos mais de perto, percebemos que muitas dessas iniciativas, embora importantes, acabam sendo implantadas de forma compartimentada, ou seja, cada departamento tenta resolver suas próprias demandas de maneira isolada. Isso levanta uma questão fundamental: será que podemos considerar que já chegamos à era em que todos os processos corporativos são efetivamente digitalizados?

Para entender melhor o cenário atual, é preciso diferenciar a transformação digital propriamente dita da digitalização de processos de ponta a ponta. A primeira está ligada à adoção de tecnologias que, de certa forma, modernizam a organização e trazem melhorias significativas, como a automatização de marketing ou o uso de ferramentas para análise de dados. A segunda, por sua vez, exige uma visão sistêmica, capaz de unir os fluxos de trabalho entre diferentes setores e criar uma cadeia de processos coesa e 100% digital.

A grande questão aqui é que, muitas vezes, a transformação digital em si é encarada como um grande guarda-chuva, mas, se não houver esforço para integrar essas soluções, o resultado pode ser apenas uma coleção de “silos digitais”, onde cada departamento opera com ferramentas isoladas, sem qualquer comunicação contínua com o restante da empresa. Dessa forma, a digitalização de processos – entendida como a capacidade de substituir fluxos manuais, papéis, retrabalhos e lacunas de informação por rotinas digitais seguras e confiáveis – ainda está longe de ser uma realidade para muitas organizações.

Transformação digital em silos

Há quem argumente que a transformação digital em silos seja apenas uma etapa inicial. Ou seja, é normal que departamentos como vendas, marketing ou TI sejam os primeiros a adotar soluções avançadas, já que a demanda por tecnologia nesses setores costuma ser mais urgente. Contudo, o problema surge quando essas iniciativas não se comunicam e não seguem um roteiro estratégico de crescimento. É como ter um motor de última geração num carro cujos pneus estão carecas: a parte mais moderna não garante que o veículo inteiro funcionará bem, pois há componentes críticos que não receberam a devida atenção.

É muito comum, por exemplo, vermos empresas investindo pesado em plataformas de CRM para melhorar o relacionamento com o cliente e, ao mesmo tempo, manter processos de pagamento, faturamento ou mesmo recursos humanos de forma manual e desconexa. Essas disparidades geram gargalos que, no fim do dia, podem inviabilizar a efetividade daquela ferramenta de CRM, porque os dados acabam não sendo sincronizados com a área financeira ou com a área operacional. Assim, a organização não consegue ter uma visão única do cliente ou dos processos, e o uso de dados para a tomada de decisão fica prejudicado.

Digitalização de processos e integração: por que isso é importante?

Imagine uma empresa que ainda lide com uma infinidade de documentos em papel, exigindo que cada um seja assinado manualmente por diversas instâncias, depois digitalizado e arquivado em sistemas diferentes. Agora, contraste essa realidade com outra, na qual os documentos já nascem digitais e transitam por um fluxo de aprovação automatizado, notificando automaticamente os responsáveis a cada etapa, armazenando versões anteriores e permitindo assinaturas eletrônicas com validade legal. Nesse segundo cenário, não apenas o tempo de processamento é reduzido drasticamente, mas também se ganha em segurança, rastreabilidade e conformidade regulatória.

O grande diferencial de digitalizar processos de ponta a ponta não está apenas na redução de custos operacionais – embora esse seja um fator relevante –, mas sim na criação de um ecossistema integrado que permite uma tomada de decisão mais ágil e baseada em dados confiáveis. Se cada departamento utiliza ferramentas isoladas, fica muito mais difícil compilar as informações para gerar insights sobre o desempenho do negócio como um todo. Já quando os processos são unificados, os dados podem ser coletados, tratados e analisados em tempo real, abrindo espaço para análises preditivas que ajudam a antecipar problemas e identificar oportunidades.

Outra grande vantagem é a mitigação de riscos, especialmente em um cenário em que a segurança da informação e a privacidade de dados são cada vez mais reguladas por legislações como a LGPD no Brasil e o GDPR na Europa. Quando um processo é digitalizado, fica mais fácil implementar políticas de criptografia, backup automático e controle de acessos. Isso reduz consideravelmente a probabilidade de vazamentos, perda de documentos e fraudes. Além disso, a conformidade legal torna-se mais simples de ser demonstrada perante órgãos fiscalizadores, já que todas as interações ficam registradas e auditáveis.

Não podemos esquecer o impacto na experiência do cliente, tanto interno quanto externo. Clientes finais tendem a valorizar empresas que oferecem interações rápidas e eficientes, sem exigir que eles preencham formulários em papel ou façam ligações intermináveis para resolver pendências. Por outro lado, os colaboradores também se beneficiam de fluxos de trabalho mais leves, que eliminam retrabalhos e manuseio de documentos físicos. Isso melhora a satisfação interna, a produtividade e até mesmo a retenção de talentos, pois profissionais que trabalham com tecnologias atualizadas têm a sensação de fazer parte de uma organização inovadora.

Caminhos para a digitalização efetiva e as perspectivas futuras

Uma maneira de encarar esse cenário é entender que a digitalização de processos deve ser um projeto corporativo de abrangência total, que envolva todas as lideranças e, idealmente, tenha apoio direto do C-level (como CEOs, CFOs e CIOs).

Isso garante que a migração do analógico para o digital seja conduzida não apenas pela vontade de um ou outro departamento, mas sim como um valor estratégico que perpassa toda a organização. Da mesma forma, esse apoio top-down ajuda a vencer eventuais resistências e a priorizar investimentos de maneira mais consistente, o que facilita muito a adoção de novas plataformas e metodologias.

Uma vez que o processo de digitalização esteja na estratégia do negócio, é hora de colocar o plano em prática. O primeiro passo rumo a uma digitalização efetiva é mapear toda a cadeia de processos, identificando gargalos, redundâncias e oportunidades de automação. Isso requer um trabalho de consultoria ou de equipes internas que conheçam profundamente cada etapa do negócio. Sem esse diagnóstico, corre-se o risco de investir em ferramentas que não dialogam com as reais necessidades da organização. Em seguida, é fundamental priorizar os processos que geram mais valor ou que têm maior impacto na satisfação do cliente. Essa priorização ajuda a demonstrar resultados mais rápidos, criando uma cultura de confiança e engajamento em torno da digitalização.

Outro aspecto importante é a escolha de tecnologias escaláveis. Optar por soluções que ofereçam integração via APIs, por exemplo, permite que as empresas adicionem novos módulos e funcionalidades conforme a demanda cresça. Dessa forma, evita-se o problema de criar novas “ilhas digitais” que, mais uma vez, não conversam entre si. Além disso, é preciso olhar com atenção para a arquitetura de dados, garantindo que existam padrões para armazenamento e governança das informações. Sem esses cuidados, a empresa pode acabar com um volume gigantesco de dados que não traz qualquer inteligência ao negócio.

A mudança cultural também não pode ser deixada de lado. A digitalização efetiva exige que gestores e colaboradores compreendam os benefícios dessa transformação, abandonem a mentalidade de “sempre fizemos assim” e estejam dispostos a aprender continuamente. Investir em programas de treinamento, workshops e comunicação interna é essencial para quebrar barreiras e promover a adesão. Além disso, é recomendado que haja um acompanhamento constante de métricas que demonstrem o valor das mudanças, como a redução de tempo em determinados processos, a economia de recursos e o aumento na satisfação dos clientes. Esses indicadores fornecem provas concretas de que o caminho adotado faz sentido.

Quanto às perspectivas futuras, vale considerar que a digitalização de processos é apenas a base para inovações ainda mais transformadoras. Uma vez que a empresa conta com fluxos totalmente digitais, pode explorar soluções de inteligência artificial, automação robótica de processos (RPA) e análise preditiva. Com a IA, por exemplo, é possível automatizar tarefas complexas e até mesmo criar sistemas capazes de tomar decisões baseadas em algoritmos de aprendizado de máquina. A RPA, por sua vez, pode lidar com grandes volumes de tarefas repetitivas, liberando os colaboradores para funções mais estratégicas. Já a análise preditiva permite antecipar tendências e comportamentos, possibilitando que a empresa seja proativa em vez de reativa.

A digitalização completa de processos também abre caminho para novos modelos de negócio. Empresas que antes dependiam de processos manuais para interagir com clientes e fornecedores podem, ao se digitalizar, criar produtos e serviços completamente novos, voltados a experiências digitais. Isso gera diferenciais competitivos e pode até mesmo permitir a entrada em mercados globais, especialmente quando a infraestrutura tecnológica está preparada para escalar e atender demandas de diferentes regiões. Por exemplo, o comércio eletrônico explodiu nos últimos anos exatamente porque as cadeias de valor se digitalizaram em grande parte, indo muito além de apenas criar um site para vendas: envolve integrações com sistemas de logística, pagamento, análise de dados, marketing automatizado e suporte ao cliente.

Em síntese, a resposta para a pergunta “será que já chegamos nessa fase de digitalização de processos?” ainda é “depende”. Existem empresas que já deram saltos significativos e podem se orgulhar de ter uma cadeia praticamente toda integrada. Outras ainda estão engatinhando, presas a rotinas fragmentadas e silos departamentais. O fator comum, porém, é a consciência de que o mercado não vai aguardar quem está atrasado. A competitividade, a eficiência e até mesmo a sustentabilidade de um negócio caminham lado a lado com a capacidade de digitalizar processos de forma abrangente e integrada. Assim, mais do que uma tendência, a digitalização deixa de ser uma escolha e se torna uma obrigação para quem deseja prosperar em um mundo cada vez mais marcado pela inovação e pela velocidade das mudanças.

78% dos brasileiros já deixaram de usar aplicativos móveis por preocupações com segurança

As marcas de dispositivos móveis que reforçaram a transparência e a proteção de dados durante a Semana do Consumidor tiveram mais chances de atrair e reter clientes. Dados coletados pela Appdome, líder em proteção de experiências móveis, destacam o impacto digital desse período entre os brasileiros que utilizam apps de lojas online. O levantamento mostra que 84,5% dos consumidores preferem usar aplicativos móveis para fazer compras, um índice 53% superior à média global.

Os dados são da pesquisa Consumer Expectations on Mobile Application Security, que destaca a crescente importância dos apps no varejo digital. Durante a Semana do Consumidor 2024, houve um aumento significativo nas transações online no Brasil. Segundo a Visa Consulting & Analytics, o volume de transações realizadas com credenciais Visa cresceu 15% em relação ao mesmo período de 2023. Os segmentos de vestuário e lojas de departamento se destacaram, com um crescimento de 20% nas transações.

No e-commerce, o número de compras também registrou forte alta: as transações cresceram 20% em relação ao ano anterior, enquanto os setores de vestuário e lojas de departamento tiveram um aumento de 30% nas compras online. Pequenas e médias empresas de varejo digital movimentaram R$88 milhões, um crescimento de 44% em comparação a 2023. O ticket médio foi de R$244, com os cartões de crédito representando 49% das transações e o PIX aumentando sua participação de 34% para 42,5%.

As tendências indicam que esses números continuarão crescendo em 2025, especialmente nas compras via aplicativos de lojas. Um estudo da CNDL e SPC Brasil revelou que 86% dos internautas compraram por meio de apps no último ano, um aumento de 7 pontos percentuais em relação a 2021. Com a desconfiança em grandes plataformas e o excesso de informações enganosas, os consumidores estão migrando para experiências mais controladas e personalizadas, reforçando que o futuro do e-commerce está nos aplicativos de marca e nos marketplaces fechados.

Aplicativos móveis ultrapassaram sites tradicionais no varejo digital

“Nos últimos três anos, os aplicativos móveis superaram os sites online, tornando inegável que os apps substituíram os sites tradicionais como o principal canal de compras no Brasil”, afirma Chris Roeckl, Diretor de Produto da Appdome.

A experiência do cliente se tornou um fator decisivo para o futuro do varejo digital. Um aplicativo bem projetado oferece conveniência, personalização e segurança, elementos essenciais para fidelizar consumidores e incentivar compras recorrentes. Recursos como navegação intuitiva, recomendações personalizadas por inteligência artificial e opções de pagamento facilitadas ajudam a eliminar barreiras na jornada de compra, aumentando as taxas de conversão e reduzindo o abandono de carrinhos. Essa tendência é reforçada por uma pesquisa da Akamai, que revelou que 77% dos brasileiros desistem de compras online devido a uma experiência insatisfatória no site ou app, especialmente em transações entre R$101 e R$200.

Segurança e privacidade serão fundamentais para o sucesso no e-commerce

O futuro do e-commerce será dominado por marcas que garantirem um ambiente digital seguro e uma excelente experiência ao usuário. Entre os principais receios dos consumidores ao comprar via apps móveis, hackers e fraudes digitais lideram com 61,3% e 54,5%, respectivamente. O relatório da Appdome indica que 78% dos entrevistados já apagaram ou cancelaram aplicativos móveis por preocupações com privacidade e segurança.

Para as empresas, isso significa que investir em cibersegurança, transparência no uso de dados e medidas como autenticação avançada e experiência livre de falhas são estratégias essenciais para fortalecer a credibilidade e confiança do consumidor.

“Aplicativos móveis que demonstram compromisso com segurança e experiência do usuário conquistam maior fidelidade dos clientes, reduzem taxas de abandono e, consequentemente, geram mais lucros no longo prazo”, explica Roeckl.

Nesse cenário, fica claro que os aplicativos móveis não são apenas o futuro do e-commerce, mas também a chave para construir relacionamentos duradouros entre marcas e consumidores. No entanto, essa preferência vem acompanhada de uma demanda crescente por segurança e privacidade, tornando essencial que as empresas invistam em tecnologias robustas para proteger seus usuários enquanto oferecem uma experiência excepcional.

“Aqueles que proporcionarem uma experiência fluida, personalizada e, acima de tudo, confiável terão uma vantagem competitiva significativa, garantindo maior engajamento, lealdade e crescimento sustentável no mercado digital”, conclui o especialista da Appdome.