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VTEX amplia protagonismo na NRF 2026 e debate o futuro do crescimento digital com Mariano Gomide

A VTEX, plataforma global de digital commerce, chega à edição de 2026 da NRF Retail’s Big Show com uma presença estratégica ampliada, posicionando-se no centro das discussões que definirão os rumos do varejo mundial. O evento, organizado pela National Retail Federation, é reconhecido como o encontro mais influente do setor, reunindo as principais marcas e tecnologias para debater a integração entre o físico e o online.

O destaque da participação da companhia neste ano é a presença de Mariano Gomide de Faria, fundador e co-CEO da VTEX, na programação oficial de conteúdo. O executivo integrará um dos painéis principais sobre Digital Growth (Crescimento Digital), compartilhando sua expertise sobre como grandes empresas podem escalar operações em um cenário de comércio cada vez mais complexo.

Além de Gomide, a delegação executiva conta com Daniela Jurado, EVP de Sales & Marketing, e Rafaela Rezende, presidente da VTEX no Brasil. Juntos, eles conduzirão debates sobre transformação omnichannel e inovação estratégica.

O Termômetro do Varejo Global

Para Rafaela Rezende, a NRF funciona como um radar antecipado das tecnologias que dominarão o mercado nos próximos meses.

“O evento é um dos principais termômetros do varejo global, justamente por antecipar tendências como inteligência artificial, integração de canais, experiência do consumidor e até mesmo a retail media, que ganhou força no último ano. Para a VTEX, estar presente de forma ativa nesse ambiente é essencial para conectar nossas soluções às demandas emergentes”, afirma a presidente da operação brasileira.

Networking e Experiências Exclusivas

Além do conteúdo técnico, a VTEX aposta no relacionamento de alto nível. A agenda da empresa em Nova York inclui o “Commerce Wonderland Social Supper Club”, um jantar exclusivo para líderes do setor marcado para o dia 11 de janeiro, e o “NYC Night Out”, uma experiência de networking durante um jogo do New York Rangers, no dia 12 de janeiro.

A empresa também reforça seu apoio ao ecossistema brasileiro de varejo como patrocinadora da delegação da BTR Varese e de eventos de relacionamento promovidos pela Cadastra e CRM Bônus. O braço de publicidade da companhia, VTEX Ads, patrocina ainda a delegação da FFX.

A movimentação intensa da VTEX na NRF 2026 reafirma o compromisso da multinacional em liderar o diálogo internacional sobre a evolução do comércio, conectando inovação tecnológica às necessidades reais de crescimento das marcas globais.

Fortinet apresenta projeções de cibersegurança p/ 2026

O FortiGuard Labs analisa como a tecnologia, a economia e o comportamento humano moldam o risco cibernético global. Em seu novo relatório com as previsões das ameaças cibernéticas de 2026, o laboratório da Fortinet afirma que o cibercrime continuará evoluindo para uma indústria organizada, incorporando automação, especialização e inteligência artificial. Mas, o relatório destaca um ponto de inflexão nessa evolução em 2026. O sucesso – tanto para o ataque quanto para a defesa – será determinado muito mais pela eficiência do que pela inovação: ou seja, a rapidez com que a inteligência pode ser traduzida em ação.

Segundo Derek Manky, vice-presidente Global de Inteligência de Ameaças da Fortinet, a velocidade e a escala definirão a próxima década. O executivo afirma que, até 2027, espera-se que o cibercrime opere em uma escala comparável à de indústrias globais legítimas.

Graças à inteligência artificial, à automação e a uma cadeia de suprimentos do cibercrime muito mais consolidada, o laboratório prevê que as intrusões serão mais fáceis e aceleradas, vão analisar dados roubados e gerenciar as negociações de resgate. Ao mesmo tempo, agentes cibercriminosos autônomos na dark web vão começar a executar fases inteiras de ataques com supervisão humana mínima.

Essas mudanças vão expandir exponencialmente as capacidades dos atacantes. Um grupo de ransomware que antes gerenciava apenas algumas campanhas, em breve, poderá lançar dezenas de campanhas simultaneamente. Além disso, o tempo entre a intrusão e o impacto diminuirá de dias para minutos, tornando a velocidade o fator de risco determinante para as empresas em 2026.

A próxima geração da ofensiva será dos agentes de IA – o laboratório da Fortinet também prevê o surgimento de agentes de IA especializados, projetados para auxiliar operações de cibercriminosos. Embora esses agentes ainda não operem de forma independente, eles começarão a automatizar e otimizar etapas-chave da cadeia de ataque, incluindo roubo de credenciais, movimentação lateral e monetização de dados.

A IA vai acelerar essa monetização de dados, assim que os invasores tiverem acesso a bancos de dados roubados, as ferramentas de IA vão analisar e priorizar instantaneamente, determinando quais vítimas oferecem o maior retorno, gerando mensagens de extorsão personalizadas. Como resultado, os dados se tornarão moeda mais rápido que nunca.

A economia dessa atuação clandestina também se tornará mais estruturada. Os serviços de aluguel de botnets e credenciais serão mais personalizados este ano. O enriquecimento e a automação de dados permitirão que os fornecedores ofereçam pacotes de acesso mais direcionados, com base no setor, na geografia e nos perfis de sistema, substituindo os pacotes genéricos que atualmente dominam os mercados ilegais. O mercado clandestino poderá incluir atendimento ao cliente, gestão de reputação e custódia automatizada. Como resultado dessas inovações, o cibercrime vai acelerar sua evolução rumo à industrialização.

A evolução da defesa deve ser em “velocidade de máquina” – os defensores precisarão responder com a mesma eficiência e coordenação. Em 2026, as operações de segurança estarão muito mais próximas do que o FortiGuard Labs chama de defesa em “velocidade de máquina” – um processo contínuo de inteligência, validação e contenção que reduz os tempos de detecção e resposta de horas para minutos.

Neste ano e nos próximos, será necessário aproveitar estruturas como o Gerenciamento Contínuo de Exposição a Ameaças (CTEM) e o MITRE ATT&CK para que os defensores possam mapear rapidamente as ameaças ativas, identificar exposições e priorizar ações de remediação com base em dados em tempo real. A identidade também deve se tornar a base das operações de segurança, pois as organizações precisarão autenticar não apenas pessoas, mas também agentes automatizados, processos de IA e interações máquina a máquina.

Gerenciar essas identidades não humanas será fundamental para prevenir a escalada de privilégios em larga escala e a exposição de dados.

Programa de recompensas apoia a comunidade global – a industrialização do cibercrime exigirá uma resposta global muito mais coordenada. Iniciativas como a Operação Serengeti 2.0 da INTERPOL, apoiada pela Fortinet e outros parceiros do setor privado, demonstram como a inteligência conjunta, o compartilhamento de dados e a interrupção direcionada podem desmontar a infraestrutura criminosa. Novas iniciativas, como o programa de recompensas por crimes cibernéticos “Fortinet-Crime Stoppers International”, permitirão que comunidades globais denunciem ameaças cibernéticas com segurança, ajudando a ampliar a conscientização e a responsabilização.

O FortiGuard Labs também prevê investimentos contínuos em programas de prevenção e educação voltados para jovens ou populações em situação de vulnerabilidade, que estão sendo atraídas para o cibercrime. Prevenir a próxima geração de cibercriminosos dependerá de redirecioná-los antes que entrem nesse ecossistema.

O cibercrime vai operar em uma escala comparável à de indústrias – o laboratório da Fortinet estima que, por volta de 2027, o cibercrime vai operar em uma escala comparável à de indústrias globais legítimas. O FortiGuard Labs prevê, ainda, mais automação em operações ofensivas por meio de modelos de IA autônomos, nos quais agentes baseados em enxames vão começar a coordenar tarefas de forma semiautônoma e a se adaptar ao comportamento dos defensores, juntamente com ataques cada vez mais sofisticados à cadeia de suprimentos, visando inteligência artificial e sistemas embarcados.

“Velocidade e escala definirão a próxima década. As empresas e organizações que unificarem inteligência, automação e conhecimento humano em um único sistema de resposta vão estar em melhor posição para enfrentar o que está por vir”, afirmou Derek Manky, vice-presidente Global de Inteligência de Ameaças da Fortinet.

Os defensores também vão evoluir, aproveitando inteligência preditiva, automação e gerenciamento de exposição para conter incidentes mais rapidamente e antecipar o comportamento do adversário. O próximo estágio da segurança cibernética dependerá da eficácia com que humanos e máquinas podem operar juntos como sistemas adaptativos.

O relatório completo com as Previsões das Ameaças Cibernéticas de 2026 está disponível neste link e você pode acessá-lo para explorar previsões detalhadas, insights específicos do setor e estratégias para construir resiliência na era do cibercrime industrializado.

IA, influenciadores e desconhecidos: o fim do “decisor único” e a ascensão das Buying Networks

O tradicional funil de vendas B2B — aquela estrutura previsível de atração, qualificação e fechamento — está com os dias contados. É o que aponta o mercado e especialistas do setor, indicando uma mudança sísmica na forma como empresas compram de outras empresas. O modelo linear cedeu lugar às chamadas Buying Networks (Redes de Compra): ecossistemas difusos onde a decisão não está mais nas mãos de um único executivo, mas diluída entre influenciadores, algoritmos de IA e múltiplas gerações de profissionais.

Um relatório recente da Forrester, intitulado Buying Networks: Your Buyers’ New Reality, confirma que a jornada de compra corporativa deixou de ser conduzida por comitês fechados. Agora, consultores, analistas, pares da indústria e até agentes de Inteligência Artificial atuam como formadores de opinião decisivos antes mesmo do primeiro contato com um vendedor.

A Nova Dinâmica de Poder

Para Fernanda Nascimento, CEO da Stratlab e especialista em marketing e vendas B2B, essa transformação exige uma quebra de paradigmas. As empresas precisam abandonar a busca pelo “decisor ideal” e começar a orquestrar conversas com uma rede inteira de stakeholders.

“Hoje, quem decide não é mais uma pessoa, e sim uma rede. Não basta empurrar leads por um funil linear. As empresas precisam orquestrar conversas, construir autoridade e oferecer clareza em diferentes níveis de conhecimento e expectativas”, explica a executiva.

Nesse cenário, táticas que funcionavam na última década — como formulários longos (gatekeepers de conteúdo), SDRs focados puramente em volume de ligações e disparos massivos de e-mail — tornaram-se ineficazes e, muitas vezes, prejudiciais à marca.

O Papel da IA e das Novas Gerações

O fenômeno é impulsionado pela entrada massiva das gerações Millennial e Gen Z em cargos de influência, que trazem consigo hábitos de consumo de informação mais autônomos e digitais. Além disso, a Inteligência Artificial entra como um novo “stakeholder”: agentes de IA são usados para filtrar fornecedores e analisar riscos antes que qualquer humano entre na negociação.

Segundo Nascimento, o vendedor deixa de ser o “guardião da informação” para se tornar um consultor e facilitador. A adaptação, alerta ela, não é opcional:

“Com compradores cada vez mais autônomos, informados e expostos a múltiplas vozes de influência, insistir em táticas tradicionais tende a se tornar irrelevante.”

Como as Empresas Devem Reagir

Para navegar nesta nova realidade das Buying Networks, a recomendação é tratar a mudança não como uma tendência passageira de marketing, mas como uma reestruturação de negócio. Fernanda Nascimento elenca cinco pilares essenciais para lideranças B2B:

  • Reconhecimento da falta de controle: Aceitar que a empresa é apenas uma voz em uma rede complexa e ajustar a governança para influenciar, não controlar.
  • Conteúdo transparente e acessível: Disponibilizar informações claras antes do contato humano. A opacidade gera desconfiança.
  • Investimento em reputação: Focar em thought leadership (liderança de pensamento), relações com influenciadores e presença em comunidades.
  • Agilidade e Empatia: Reestruturar as equipes de vendas para resolver dores reais com rapidez, em vez de seguir roteiros rígidos.
  • IA como suporte, não substituto: Utilizar a automação para potencializar a inteligência humana estratégica.

Para o mercado brasileiro, especialmente nos setores de tecnologia e consultoria, a adoção dessa lógica pode ser o diferencial competitivo do ano. “Ignorar essa transformação pode levar à invisibilidade, queda de conversão e frustração de clientes”, conclui a CEO da Stratlab.

A compra da Manus pela Meta não é sobre IA, é sobre controle de ação

A Meta anunciou, no apagar das luzes de 2025 (29/12), a compra da Manus, startup de Inteligência Artificial (IA) baseada em Singapura, mas criada na China. A operação é estimada entre 2 e 3 bilhões de dólares. No primeiro momento, muitos leram a notícia como “mais um movimento na corrida da Inteligência Artificial”. Uma leitura confortável, mas errada.

A Meta não comprou apenas uma startup de AI. Ela comprou capacidade de ação e está internalizando uma capacidade crítica porque entendeu algo fundamental: o valor da IA não está no insight, está na execução.

Mas por que isso?

O ano de 2026 marcará o momento em que iremos entrar de forma definitiva na era dos agentes: sistemas que vão além dos chatbots, pois respondem perguntas, executam tarefas, tomam decisões assistidas ou não, interagem com sistemas corporativos e geram impacto real no negócio. O chatbot é o novo e-mail, o agente é o novo colaborador digital.

E isso vai mudar a lógica de funcionamento das empresas. Durante os últimos dois anos, o mercado se concentrou obsessivamente na pergunta de qual é o melhor modelo: GPT, Claude, Gemini, Llama?

A aquisição da Manus deixa claro que essa não é mais a pergunta certa. A pergunta correta mudou para quem controla a orquestração, a execução, a governança e a integração com dados e processos desses modelos no contexto real das empresas?

Os modelos se tornaram commodities em aceleração e as empresas estão buscando o valor não em melhores respostas dos modelos, mas sim em decisões mais rápidas, processos automatizados, agentes confiáveis operando dentro de regras claras e com governança, custos controlados e compliance desde o primeiro dia.

Em nossa empresa, essa visão não é nova, ela é fundacional. Criamos uma plataforma (MATH AI Platform) exatamente fruto do entendimento de que o futuro da IA corporativa não seria mono-modelo, mono-cloud ou mono-caso de uso.

Nossa estratégia parte de alguns princípios claros: a IA precisa ser orquestrada, não apenas consumida; agentes precisam operar com fallback, governança e explicabilidade; dados corporativos são o centro da inteligência, não o modelo; e o modelo certo é o que faz sentido para cada contexto, custo e risco

Enquanto o mercado discutia “qual LLM escolher”, nós estávamos construindo fallback entre múltiplos provedores e modelos, agentes especializados por domínio, integração profunda com dados, APIs e processos, e camadas de LLMOps, FinOps e governança. Em outras palavras, uma infraestrutura para a era dos agentes.

A mensagem que a Meta deixou (mesmo sem dizer) é de que a compra da Manus é um sinal claro de que a IA conversacional é apenas uma interface com os usuários, mas o verdadeiro valor vai estar nos agentes, que vão agir de forma autônoma potencializando as operações das empresas .

Quem não dominar orquestração e governança ficara refém de fornecedores e poderá pagar um preço depois.

As Big Techs já entenderam isso. Empresas que ainda tratam IA como funcionalidade ou Prova de Conceito (POC) estão atrasadas. Os líderes não precisam saber como usar, mas quem está no controle da sua IA quando ela começa a agir.

Para nós, em nossos projetos, IA só gera valor quando é governada, integrada e orientada à execução.

Thiago de Morais Dutra, Diretor Executivo de Pesquisa e Desenvolvimento da MATH Group.

E-commerce brasileiro deve movimentar R$ 258 bilhões em 2026 com alta de 10%

O comércio eletrônico no Brasil deve registrar um crescimento robusto de 10% neste ano, alcançando um faturamento de R$ 258,40 bilhões. A projeção é da Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce (Abiacom), que indica ainda um aumento na base de compradores online, chegando a quase 97 milhões de brasileiros (alta de 2,5%).

Os dados revelam um cenário de expansão também na frequência e no valor das compras. A expectativa é que o volume de pedidos cresça 5%, totalizando 457,38 milhões, enquanto o tíquete médio deve subir 4,7%, atingindo o valor de R$ 564,96.

O Domínio dos Marketplaces Paralelamente aos números financeiros, o estudo E-Consumidor 2026 (Nuvemshop e Opinion Box) traçou o perfil deste comprador. Os marketplaces (shoppings virtuais) são a escolha prioritária para 70% dos usuários.

Os principais motivos para essa preferência são a competitividade de preços (57%) e a facilidade de navegação (55,3%). Para os varejistas, o desafio agora é atrair esse tráfego para seus canais proprietários.

“Os estudos mostram que o comprador aprendeu a transitar entre diferentes plataformas. É preciso que os lojistas apostem em estratégias para levar esses clientes às lojas das próprias marcas”, analisa Eduardo Esparza, VP General Manager da Tenerity.

Regulação da IA pode inviabilizar pequenos negócios e frear economia digital, alerta ABIACOM

A Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce (ABIACOM) enviou uma carta aberta ao Congresso Nacional manifestando preocupação com o atual texto do Projeto de Lei 2338/2023, que regulamenta a Inteligência Artificial no Brasil. Para a entidade, a proposta, prestes a ser votada, traz riscos severos para a sobrevivência de Pequenas e Médias Empresas (PMEs) e startups.

O principal ponto de conflito apontado pela associação recai sobre os artigos 35 e 36, que estabelecem responsabilidade solidária entre desenvolvedores e quem utiliza a tecnologia. Segundo Fernando Mansano, presidente da ABIACOM, isso cria uma insegurança jurídica desproporcional.

“Na prática, um pequeno varejista que apenas utiliza uma ferramenta de IA contratada pode ser responsabilizado integralmente por falhas tecnológicas que fogem ao seu controle. Esse risco inviabiliza o uso pelas PMEs e freia contratações”, afirma o executivo.

Além dos riscos legais, a entidade alerta para os custos proibitivos de conformidade, como a exigência de auditorias independentes e avaliações de risco complexas, que, segundo a ABIACOM, seriam suportáveis apenas por grandes corporações internacionais, criando uma espécie de reserva de mercado involuntária.

Gouvêa Experience traz insights da NRF 2026 de Nova York para São Paulo em evento exclusivo

No próximo dia 27 de janeiro, a Gouvêa Experience realizará o Retail Trends Pós-NRF 2026 – A Visão da Gouvêa, considerado um dos encontros de pós-feira mais relevantes do país. O evento, que acontece das 8h às 18h no Teatro Claro MAIS, tem como objetivo decodificar as novidades apresentadas na NRF Retail’s Big Show 2026 — o maior evento de varejo do mundo, realizado anualmente em Nova York — e adaptá-las ao contexto nacional.

Com a curadoria de especialistas que integraram a tradicional delegação da empresa nos EUA, o encontro promete ir além da exposição de tendências. O foco será transformar os aprendizados globais em estratégias acionáveis para líderes e executivos brasileiros. Entre os temas confirmados estão a aplicação prática da inteligência artificial, novos modelos de loja, transformação digital e a evolução da experiência omnichannel.

Marcos Gouvêa, fundador e diretor geral da Gouvêa Ecosystem, destaca a tradição da empresa, que há 37 anos lidera grupos de empresários à feira norte-americana. “Os participantes têm uma imersão incomparável. Nosso objetivo é antecipar cenários e inspirar decisões para fortalecer a competitividade das marcas brasileiras”, afirma.

O evento conta com patrocínio de Méliuz, Unico e Totvs. As inscrições ainda estão abertas através da plataforma Sympla.

As inscrições podem ser feitas pelo link https://www.sympla.com.br/evento/retail-trends-2026-pos-nrf-gouvea/3148475

Comece o ano com o pé direito: 3 dicas para quem quer começar a vender pela internet 

Com um novo ano chegando é comum vir aquele desejo de fazer as coisas de um jeito diferente, especialmente quando o assunto é dinheiro. Em 2025, uma pesquisa do Ipsos/Ipec revelou que 56% dos brasileiros realizaram alguma atividade extra para complementar a renda. Se você está olhando para 2026 e pensando em entrar para essa estatística de uma forma mais estruturada, a internet é um terreno fértil. Mas, por onde começar? 

Mais do que simplesmente anunciar um produto, a chave está em um planejamento sólido para transformar uma ideia em fonte de renda real e sustentável. Confira algumas dicas!

Começando a se planejar 

Antes de qualquer investimento, dedique um tempo para o planejamento inicial. Isso significa ir além da empolgação e responder a perguntas básicas, como: O que você vai vender? Para quem? Como você entrega? Transformar um hobby em um negócio ou monetizar uma habilidade, exige que você tenha clareza dessas respostas. 

“Muitas pessoas têm a tendência de pular essa etapa por estarem movidas pelo entusiasmo, mas acabam se perdendo no caminho, justamente, pela falta de organização. Entender seu público e calcular seus custos mínimos não burocratiza o sonho; pelo contrário, é o que vai permitir que ele dê certo sem sustos financeiros”, comenta Ricardo Malaquias, Diretor de Estratégia, Cobrança e Operações da Simplic – plataforma de empréstimo pessoal 100% online.

Organizando as finanças e investindo no negócio

Manter as finanças pessoais e as do negócio separadas é indispensável para identificar se há lucro real. Crie uma planilha simples para anotar todo dinheiro que entra pelas vendas e, principalmente, todo dinheiro que sai. Registre os custos com matéria-prima, embalagens, taxa da plataforma de vendas e até o valor do deslocamento para os Correios. Assim você saberá o preço real do seu produto e o seu lucro efetivo. Parece óbvio, mas é nesse detalhe que muitos negócios novos tropeçam.

E se, para cobrir esses primeiros custos iniciais de estoque ou material, faltar aquele capital inicial? “Muitos empreendedores usam um empréstimo pessoal bem planejado como um impulso estratégico para esse começo. A chave é tratar esse valor exclusivamente como investimento no negócio, incluindo a parcela no seu planejamento de custos desde o primeiro dia, para garantir que as vendas cubram tudo e ainda sobrem lucro”, orienta o especialista. “O controle financeiro mostra se você está no caminho certo ou se precisa ajustar a rota. Um pequeno investimento em organização no início evita grandes dores de cabeça lá na frente”, reforça.

Explorando as ferramentas digitais para conquistar audiência

A beleza do empreendedorismo digital hoje é que você não precisa de um site caro ou de verba milionária para propaganda. Redes sociais como Instagram e TikTok são vitrines poderosas e gratuitas. Use-as para mostrar o processo de criação, compartilhar depoimentos de clientes e contar a história por trás do seu produto. Plataformas como Mercado Livre, Enjoei ou Shopee permitem que você cadastre seus itens e alcance um público maior sem custo inicial. O investimento aqui é de tempo e criatividade, não de dinheiro. Produza fotos boas com o celular, escreva descrições caprichadas que contem uma história e interaja genuinamente com quem comenta seu perfil.

O caminho para vender online com sucesso é menos sobre uma ideia genial e mais sobre execução consistente e organizada. Comece definindo seu nicho, acompanhe seu fluxo financeiro com planilhas e use as ferramentas gratuitas a seu favor. Aos poucos, o que começou como uma atividade extra pode ganhar corpo e se tornar uma fonte de renda significativa. “Hoje, com planejamento e organização, qualquer pessoa pode transformar sua habilidade em uma oportunidade concreta de ganho. O ano novo é o momento perfeito para dar esse primeiro passo com confiança”, finaliza.

Divibank conecta Banco Safra à Shopify e amplia acesso de lojistas ao e-commerce

A Divibank firma parceria com o Banco Safra, passa a viabilizar que clientes do banco utilizem a plataforma de e-commerce Shopify de forma totalmente integrada. A iniciativa amplia o acesso de lojistas digitais a uma operação financeira completa, permitindo que pagamentos sejam processados diretamente no ambiente da Shopify utilizando contas e estruturas do banco.

A novidade só é possível graças à tecnologia desenvolvida pela fintech, que mantém integração nativa com a Shopify e atua como ponte entre a plataforma e o Banco Safra. O próprio Safra não oferece uma solução que permita aos seus clientes operarem pagamentos dentro da Shopify. É a infraestrutura da Divibank que habilita e automatiza esse fluxo, garantindo segurança, estabilidade e compatibilidade para que os lojistas operem sem fricções.

“A parceria com o Banco Safra reforça a capacidade da Divibank de conectar serviços financeiros a plataformas globais de e-commerce, oferecendo uma operação mais eficiente para lojistas que desejam manter seus fluxos de pagamento no Safra”, afirma Hygor Roque, Head de Marketing.

Com esse ecossistema integrado, a Divibank se consolida como a única solução do mercado capaz de permitir que clientes do Banco Safra utilizem a Shopify com pagamentos totalmente compatíveis. O resultado é uma operação mais ágil, fluida e competitiva para negócios digitais que buscam escalar suas vendas dentro de um dos maiores ambientes de e-commerce do mundo.

O Brasil se consolida como o mercado de maior crescimento em investimentos publicitários para 2026

O Brasil entra em 2026 como o mercado de maior crescimento em investimentos publicitários no mundo. Segundo o Global Ad Spend Forecasts, da Dentsu, o avanço é impulsionado por dois fatores estruturais: a Copa do Mundo da FIFA e as eleições presidenciais. O estudo projeta que os investimentos globais em publicidade cresçam 5,1% este ano e superem US$1 trilhão, enquanto o Brasil se destaca com uma expansão de 9,1%.

O principal vetor desse avanço é a publicidade digital. A projeção indica um crescimento de 6,7% em 2026, concentrando quase 70% de todo o investimento publicitário global. Diante dessa mudança estrutural, a US Media, empresa especializada em publicidade digital, mapeou os movimentos que vão exigir das marcas, já em 2026, uma atuação menos fragmentada e mais integrada entre tecnologia, mensuração avançada e criatividade.

A seguir, as 6 principais tendências destacadas por Bruno Belardo, VP de Vendas da US Media.

1) IA deixa de ser conceito e se torna infraestrutura do marketing

Após um ciclo inicial de experimentação, a inteligência artificial passa a ocupar o centro das operações de marketing. Em 2026, ela permanece como uma das principais prioridades do setor, com 45% dos CMOs investindo em sua adoção para elevar a eficácia e a eficiência das estratégias. 

Para o especialista o impacto recai sobre quatro frentes:

  • Personalização em escala real: experiências e jornadas 100% adaptadas a cada usuário.
  • Modelagem preditiva avançada: mensuração incremental, previsão de demanda e decisões menos baseadas em tentativa e erro.
  • CX automatizada e inteligente: chatbots integrados a CRM, resolvendo ponta a ponta e atuando como extensão natural de marketing e vendas. 

“A maturidade da geração de textos, imagens e vídeos amplia velocidade e escala, mas traz novos desafios éticos como transparência, representatividade e limites de direitos autorais”, comenta o executivo.

2) Retail Media consolida o varejo como plataforma de mídia

O retail media deve crescer 14,1% em 2026, preparando-se para ultrapassar a busca paga até 2028 e se consolidar como a terceira via dominante do digital, ao lado de social e search. O avanço é impulsionado por gigantes como Amazon, Mercado Livre e grandes varejistas regionais, como Cencosud.

Para Belardo, a lógica é simples: “O mercado passa a depender ainda mais de dados first-party para segmentação, mensuração e performance. O varejo vira não só um ponto de venda, mas uma plataforma de mídia completa.”

3) CTV entra na fase da mensuração avançada

A migração da TV linear para o digital se intensifica e coloca  as TVs conectadas entre os segmentos mais aquecidos do próximo ano. Em 2026, o investimento em CTV deve crescer 9,5%, impulsionado pelo aumento do consumo de streaming com publicidade, segundo a Dentsu.

Para o mercado, isso representa a maturidade que faltava para atrair investimentos antes concentrados em TV aberta. Segundo o VP da US Media, o diferencial de 2026 será a capacidade de medir impacto / frequência,  inovação no plano de mídia CTV (usando opcoes mais segmentadas como Vevo) e contribuição real das campanhas veiculadas em ambientes de CTV e streamings.

4) A nova lógica da inovação é pragmática

A era das “inovações brilhantes” perde relevância. A partir de 2026, o que ganha tração são soluções úteis, orientadas a dados e ao comportamento real do consumidor. Belardo elenca três pilares de inovação para o próximo ano: a inovação que resolve problemas concretos, a que transforma dados em ação, não apenas em relatórios, e a que ajuda a simplificar o operacional trazendo vantagem competitiva.“Em um mundo complexo, marcas que simplificam a vida das pessoas vencem”, reforça.

5) Atendimento automatizado evolui para experiências completas

O atendimento automatizado amadurece e deixa de ser apenas triagem. Em 2026, chatbots passam a integrar: histórico de comportamento, CRM e jornadas de ponta a ponta. O desafio, segundo Belardo, será equilibrar tecnologia e sensibilidade humana: “O toque humano continua essencial para gerar confiança. A automação não substitui isso.”

6) GEO redefine a lógica do conteúdo em um mundo guiado por IA

Com a inteligência artificial assumindo um papel central na descoberta e recomendação de informações, surge uma nova prioridade estratégica: GEO (Generative Engine Optimization).

O GEO orienta marcas a estruturarem conteúdos claros, precisos e confiáveis, capazes de serem referenciados por modelos generativos ao responder perguntas dos usuários. Em um cenário de saturação de mensagens e fragmentação da atenção, a visibilidade passa a depender não apenas de SEO, mas da capacidade de construir ecossistemas consistentes, que conectem criatividade, dados e tecnologia.

“Em 2026, GEO torna-se um diferencial competitivo: é a nova fronteira para garantir presença, relevância e continuidade em um ambiente onde a IA mediará cada vez mais as jornadas de informação e consumo”, conclui o executivo.