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Inteligência de Qualidade: a nova medida de avaliação para contact centers

Estamos em 2025: alguns contact centers já contam com tecnologias avançadas de análise da experiência do cliente (CX, na sigla em inglês) e processos para analisar a Voz do Cliente (VoC) – entretanto, esses dados, que são bastante ricos, são pouco usados para avaliar o desempenho da operação. Ao invés disso, ainda estamos usando métricas tradicionais de garantia de qualidade para essa mensuração.

Tradicionalmente, os contact centers mensuram a garantia de qualidade por meio de métricas como velocidade média de resposta, tempo médio de atendimento, taxa de resolução na primeira chamada, possibilidade de o cliente recomendar o serviço, e a pontuação de esforço do cliente em ser atendido. Dados relevantes podem ser extraídos da análise da CX não têm sido usados para avaliar a qualidade do serviço. Por quê?

Porque mesmo com tantas informações, sem uma solução, visão e estratégia adequados, os contact centers acabam se tornando um “buraco negro” de dados.

Sem o tratamento adequado, os dados permanecem fragmentados em silos, dificultando a visão holística do desempenho e da experiência do cliente.

Dados provenientes de diversos canais, como chamadas telefônicas, e-mails, chats e redes sociais, muitas vezes não são correlacionados de maneira eficaz, resultando em análises superficiais e desconexas. Além disso, a falta de padronização na coleta e no tratamento desses dados pode gerar inconsistências e prejudicar a qualidade das informações utilizadas nas avaliações.

De acordo com a Associação Brasileira de Telesserviços (ABT), o mercado nacional de contact center emprega milhões de pessoas e movimenta cifras consideráveis, especialmente após o crescimento do comércio eletrônico e da digitalização de processos de relacionamento com o consumidor. Nessa realidade complexa, a busca por eficiência já não se limita a reduzir custos de operação, mas a assegurar uma experiência mais satisfatória ao cliente e a coletar insights valiosos para a tomada de decisão estratégica.

Inteligência de Qualidade: como mensurar?

Em junho passado, um relatório analítico da Gartner propôs uma medida de mensuração completamente nova para os contact centers: a Inteligência de Qualidade.

O relatório elaborado pela empresa traz alguns insights interessantes, resultado de uma pesquisa feita pela Gartner com líderes de serviços de suporte e contact center. O primeiro ponto é que apenas 19% dos entrevistados consideram o desempenho do agente como o principal vetor de garantia de qualidade do serviço, enquanto 52% destacam a CX e a VoC como medidas essenciais.

Além disso, os processos de mensuração de qualidade hoje acabam se concentrando na análise dos canais de voz, deixando interações digitais de lado. Para completar esse cenário, ao menos 85% dos líderes contam apenas com avaliações manuais.

Fundamentalmente, a mensuração da Inteligência de Qualidade no contact center reúne três fluxos principais de informação: os dados tradicionais de análise de qualidade; dados de Speech Analytics, que trazem a análise de sentimentos, identifica o tom emocional das conversas, e permite às empresas entenderem melhor as reações dos clientes; e os dados VoC, que representam o feedback fornecido diretamente pelo cliente.

Neste sentido, a Inteligência de Qualidade é uma abordagem inovadora que integra tecnologias avançadas e estratégias holísticas, transformando o vasto volume de dados do contact center em insights acionáveis – e isso ocorre porque essa metodologia analítica não apenas consolida os dados provenientes de diferentes canais de comunicação, mas também aplica análises avançadas para identificar padrões e tendências que podem melhorar significativamente o desempenho do serviço como um todo.

Além disso, a Inteligência de Qualidade possibilita correlacionar dados de diversas fontes, como chamadas telefônicas, e-mails, chats e interações em redes sociais. Ao unificar essas informações, é possível obter uma visão mais completa e precisa da experiência do cliente, permitindo que as empresas adotem ações proativas para resolver problemas e melhorar a satisfação do cliente. Essa unificação é possível pela melhor padronização na coleta e tratamento de dados, com o estabelecimento de critérios uniformes para a captura e análise de informações, eliminando consistências e garantindo que todos os dados sejam considerados nas avaliações.

Como uma plataforma de CX pode contribuir no processo

É possível notar que a abordagem de Inteligência de Qualidade tem raízes em avanços tecnológicos que viabilizam a análise de grandes massas de dados de maneira ágil.

Enquanto no passado era comum avaliar os agentes de atendimento por meio de amostragens modestas de ligações ou interações, hoje há ferramentas que realizam análise de 100% dos contatos, sejam eles por voz, chat, e-mail ou redes sociais.

As plataformas mais atuais de CX oferecem ferramentas robustas para a coleta, integração e análise de dados provenientes de múltiplos canais de comunicação. A utilização de uma plataforma inteligente de gestão da experiência do cliente permite que os contact centers estabeleçam critérios uniformes e otimizem seus processos, resultando em uma experiência do cliente mais coesa e satisfatória.

Em geral, soluções mais robustas de CX contam com as soluções de Speech Analytics já integradas – e análise de discurso e sentimento podem, por exemplo, prever quais clientes têm maior tendência a cancelar um serviço ou qual tipo de agente gera maior satisfação no público que entra em contato. Se um determinado padrão de conversa ou abordagem se mostra mais eficiente, esses insights podem ser aproveitados para treinar toda a equipe, elevando o nível geral de performance.

Assim, a Inteligência de Qualidade não só mensura o que aconteceu, mas indica quais ações podem ser implementadas para resultados melhores. Esse tipo de intervenção é fundamental para gestores que precisam tomar decisões de alto impacto em ambientes competitivos. No cenário brasileiro, em que a rotatividade de profissionais é notoriamente alta, esse tipo de insight fornece subsídios para estratégias de retenção, treinamento e seleção de pessoal mais apuradas.

Com todas essas considerações, é possível concluir que a Inteligência de Qualidade representa uma evolução significativa no modo como se enxerga a performance de contact centers.

A análise não se concentra mais em avaliar apenas métricas de produtividade, mas em compreender fatores emocionais, contextuais e estratégicos presentes no relacionamento entre empresas e clientes. Esse entendimento mais amplo e profundo tem potencial de impactar diretamente os resultados financeiros, a satisfação do consumidor e a imagem institucional.

Apesar do esforço inicial para migrar de um modelo meramente quantitativo para uma avaliação integrada de dados e comportamentos, os benefícios são expressivos e dão suporte a decisões embasadas e assertivas. Dessa forma, a Inteligência de Qualidade tende a se consolidar como uma referência para gestores que veem no atendimento ao cliente um pilar de diferenciação e valor agregado, muito além dos tradicionais indicadores operacionais que outrora guiavam as estratégias do setor.

No Dia Mundial do Livro, conheça os títulos que moldaram a visão de C-levels

Celebrado em 23 de abril, o Dia Mundial do Livro é mais do que uma homenagem à literatura, é um convite à reflexão sobre o poder transformador da leitura. No âmbito corporativo, ela se torna uma aliada estratégica, ajudando líderes a tomarem decisões mais assertivas, estimularem a criatividade e construírem visões de negócios mais inovadoras.

Para muitos executivos, a leitura faz parte da rotina de desenvolvimento contínuo, como é o caso de Bill Gates, que já declarou ler cerca de 50 livros por ano, hábito que considera essencial para seu crescimento pessoal e profissional. Nesta data especial, reunimos os títulos que moldaram a forma de pensar, liderar e empreender de grandes nomes do mercado. São obras que ultrapassam a teoria e oferecem lições práticas sobre gestão, comportamento organizacional, inovação e liderança com propósito. Confira as recomendações:

João Victorino é fundador do canal A Hora do Dinheiro, administrador de empresas, professor de MBA do Ibmec e educador financeiro

“O livro Rápido e devagar: duas formas de pensar, escrito por Daniel Kahneman, me abriu a consciência do quanto temos momentos em que as nossas decisões sofrem influências externas e poderiam ser melhores. Derruba a crença de que o ser humano é um animal racional. Às vezes, pequenas situações conseguem criar vieses que nos impactam de maneira profunda.”

Maria Fernanda Antunes Junqueira é fundadora do CUPONATION, maior plataforma de ofertas, economia e inspirações de compras do Brasil

“O livro O Poder do Hábito, de Charles Duhigg, me marcou profundamente por mostrar como pequenas escolhas diárias moldam grandes resultados — tanto na vida pessoal quanto profissional. Como líder de uma empresa, mulher e mãe, tenho uma rotina intensa e cheia de demandas. Aprendi que criar bons hábitos e rotinas consistentes é a chave para conseguir equilibrar prioridades, liderar com foco e ainda ter espaço para o que mais importa. O livro me ajudou a entender que a mudança real acontece nos detalhes do dia a dia – e é isso que busco aplicar na minha forma de liderar.”

Pedro Signorelli é fundador da Pragmática e um dos maiores especialistas do Brasil em gestão, com ênfase em OKRs.

“Um livro que mudou a minha visão foi o Sete Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes, de Stephen Covey, que li em 2001 quando estava no último ano da faculdade. Tem um capítulo que aborda as esferas de controle, ou seja, o que está dentro e o que está fora do seu controle, o que você pode ou não influenciar, e o nível de preocupação que você coloca em cada um desses temas. Isso para mim foi muito importante! E já sugeri para várias pessoas que também ponderassem sobre esses temas, pois ajudaria muito”.

Rafael Rojas é cofundador e CTO da Budz, uma pet tech brasileira que utiliza inteligência artificial para empoderar tutores de pets.

“O livro Skin in the Game, do Nassim Nicholas Taleb, explora a importância de assumir riscos reais ao tomar decisões que afetam outras pessoas. Na minha visão, isso significa que não basta liderar, é preciso estar exposto às consequências das próprias escolhas. Ter ‘pele em jogo’ alinha interesses, gera mais responsabilidade e fortalece a visão de longo prazo da empresa. Essa leitura me ajudou a construir essa visão sobre negócios: quem lidera precisa estar disposto a se comprometer de verdade com o impacto das decisões estratégicas”.

Rodrigo Vitor é fundador e CEO da Fito, agência especializada em eventos e live marketing

“Escolhi o livro Reinventando as Organizações, de Frederic Laloux, porque ele apresenta uma abordagem profundamente inovadora sobre como as empresas podem ser mais humanas, evolutivas e movidas por propósito. Em um momento em que a Fito vive um ciclo de expansão e consolidação, os aprendizados da obra ressoam diretamente com o que buscamos construir: uma organização colaborativa, com times autônomos e uma cultura forte. A leitura me fez repensar o papel da liderança, mais como facilitadora do que diretiva e reforçou a importância da escuta ativa, do senso de dono e da liberdade com responsabilidade. Desde então, decisões estratégicas têm sido pautadas por esse olhar mais orgânico, conectado com a essência do que somos: uma marca que cria experiências memoráveis com significado.”

Red Hat é nomeada para lista anual da Fast Company das Empresas Mais Inovadoras do Mundo de 2025

Na última semana  a Red Hat foi indicada para a prestigiosa lista da Fast Company que aponta as Empresas Mais Inovadoras do Mundo de 2025. A relação deste ano reconhece 609 organizações em 58 setores que estão moldando a indústria e a cultura por meio de inovações que estabelecem novos padrões e alcançam marcos notáveis em todos os setores da economia. Para Brendan Vaughan, editor-chefe da publicação, o guia auxilia os consumidores a entender o atual contexto tecnológico. 

“Nossa lista das Empresas Mais Inovadoras oferece tanto uma visão abrangente sobre a inovação atual como um guia para o futuro. Este ano, reconhecemos empresas que estão fazendo uso da IA de maneiras profundas e significativas, marcas que estão convertendo clientes em superfãs ao superarem suas expectativas, e modelos de negócios emergentes (challengers) que estão introduzindo ideias ousadas e uma vital competição para seus setores. Em um momento em que o mundo está mudando rapidamente, essas empresas estão traçando o caminho a  seguir.”

Tudo começou com a promoção do Linux que se tornou a base e o motor da inovação em datacenters, depois veio o domínio das tecnologias de código aberto na computação em nuvem, desde aplicativos nativos da nuvem e Kubernetes até alternativas de virtualização open source e ferramentas para desenvolvedores. Agora, o  foco da empresa está direcionado para a próxima área de inovação aberta: a IA.

Fast Company reconheceu a Red Hat pelo esforço de torna IA mais acessível a um público mais amplo de usuários, principalmente por meio do projeto InstructLab. A iniciativa derruba barreiras de adesão ao permitir a contribuição de habilidades e conhecimentos a modelos de IA, estendendo esse acesso não apenas a cientistas de dados, mas também a desenvolvedores, equipes de operações de TI e outros especialistas de domínio.

A comunidade por trás do InstructLab também é um grande componente do sucesso dos produtos Red Hat Enterprise Linux AI (RHEL AI) e Red Hat OpenShift AI. A colaboração constante de desenvolvedores e colaboradores proporciona uma versão com suporte e pronta para o uso empresarial dentro do projeto, facilitando a rota para organizações que desejam explorar e implementar estratégias de IA em ambientes seguros e produtivos na nuvem híbrida, enquanto utilizam as ferramentas do Linux e Kubernetes com as quais já estão familiarizadas.

A Red Hat está honrada que essa jornada a tenha levado a figurar como uma das Empresas Mais Inovadoras do Mundo de 2025. Na avaliação da organização, a IA não pode ter sucesso sem o open source e a nuvem híbrida, e se compromete a entregar inovações que permitam aos seus clientes não apenas ter sucesso com suas estratégias de IA, mas também prosperar.

A lista completa das Empresas Mais Inovadoras do Mundo da Fast Company pode ser acessada em fastcompany.com

International Workplace Group inaugura unidade Regus em Porto Alegre, com alta demanda por trabalho híbrido

O International Workplace Group (IWG), a principal fornecedora mundial de soluções de trabalho híbrido, dona das marcas Spaces, Regus e HQ, inaugurou uma nova unidade da bandeira Regus em Porto Alegre (RS). Diante da intensa migração para formas mais flexíveis de trabalho e na esteira da retomada da economia gaúcha, especialmente no mercado imobiliário, após o período de alagamentos que impactou o Estado do Rio Grande do Sul, o IWG está expandindo sua rede para acompanhar a crescente demanda por espaços de trabalho flexíveis no Brasil.

A abertura do mais recente centro do International Workplace Group ocorre após a empresa registrar em 2024 o maior crescimento anual de receita, fluxo de caixa e lucros de sua história, além de alcançar um rápido crescimento de sua rede global de espaços de trabalho. No ano passado, o grupo assinou 899 novos centros e abriu 624 novas unidades.

Situado na avenida Carlos Gomes, no bairro Três Figueiras, na zona leste da capital gaúcha, o novo centro também faz parte de um movimento local do International Workplace Group para atender à crescente demanda por espaços de trabalho flexíveis de alto nível na região Sul do Brasil. A abertura também reflete o período de reconstrução do Rio Grande do Sul, não apenas no setor imobiliário – que tem registrado aumento gradual no volume de negócios após as inundações que acometeram o Estado em 2024 – mas também com iniciativas para estimular o comércio, a indústria e o turismo. Um exemplo é a realização de eventos de grande porte como o South Summit 2025, que contou com a participação do International Workplace Group em painel sobre o crescimento dos nômades digitais.

Alta demanda por flexibilidade no trabalho

Já aberta ao público, a nova unidade possui dois andares e oferece espaços para empresas estabelecidas e startups de diversos setores tradicionais na região metropolitana de Porto Alegre, incluindo tecnologia, inovação, automobilístico, metalúrgico, calçadista, química e petroquímica, assim como as indústrias alimentícia, de papel e celulose e têxtil. Ao mesmo tempo, por meio do serviço Design Your Own Office do International Workplace Group, as empresas podem personalizar seu espaço de trabalho de acordo com suas necessidades. O novo local da bandeira Regus conta com instalações completas, incluindo escritórios particulares, salas de reunião e espaços de trabalho compartilhados e criativos.

Os proprietários do edifício investiram na plataforma do IWG para maximizar o retorno do empreendimento, capitalizando a demanda em rápida expansão por trabalho híbrido.

Pesquisas recentes apontaram que a flexibilidade nos locais e na rotina de trabalho oferece uma série de benefícios para os funcionários, incluindo maior equilíbrio entre vida pessoal e profissional, economia financeira e benefícios para a saúde. Os empregadores também colhem os frutos do modelo híbrido com o aumento da produtividade da empresa e da economia de custos, além de uma força de trabalho mais eficiente e engajada.

Com o crescimento explosivo do mercado de coworking, à medida que empresas de todos os portes adotam o trabalho híbrido para o longo prazo, prevê-se que 30% de todos os imóveis comerciais se tornarão espaços de trabalho flexíveis até 2030. Com o apoio do International Workplace Group, os parceiros podem capitalizar esse setor em rápido crescimento, ao mesmo tempo em que contam com o apoio da experiência inigualável do grupo. O trabalho híbrido oferece às empresas uma base de custos significativamente menor, com uma economia média de US$ 11.000 por funcionário.

“A inauguração da unidade Regus Três Figueiras é um marco importante para a nossa expansão no País, especialmente no Sul, onde o mercado tem mostrado uma crescente demanda por soluções de trabalho flexíveis. Porto Alegre, com seu dinamismo econômico e o forte setor empresarial, representa uma excelente oportunidade para oferecer espaços de trabalho inovadores que atendem tanto empresas consolidadas quanto startups”, diz Tiago Alves, CEO Brasil do International Workplace Group. “Com esta nova unidade, reforçamos nosso compromisso com o crescimento sustentável e a adaptação às novas necessidades do mercado, proporcionando aos nossos clientes a flexibilidade e a infraestrutura necessária para prosperar em um ambiente de trabalho híbrido”, complementa.

O International Workplace Group é líder global em trabalho híbrido, com milhares de locais espalhados por mais de 120 países. Empresas que integram a carteira de clientes do grupo podem acessar todos os locais e serviços comerciais por meio do aplicativo do IWG.

Dado que a mudança contínua em direção ao trabalho híbrido se acelera, o potencial de crescimento do setor de coworking é exponencial, com uma estimativa de 1,2 bilhão de trabalhadores de escritório em todo o mundo e um mercado total endereçável de mais de US$ 2 trilhões. Já considerando os 899 novos parceiros adicionados em 2024, o International Workplace Group conta hoje com 83% das empresas da Fortune 500 em sua base de clientes.

“Estamos estabelecendo uma presença mais forte e muito necessária na região Sul do Brasil com essa mais recente inauguração. Como um importante centro de negócios, Porto Alegre é um lugar fantástico para impulsionar nossos planos de expansão. Estamos muito satisfeitos em trabalhar em parceria com o Edifício Eólis para desenvolver a marca Regus sob um contrato de gerenciamento que adicionará um espaço de trabalho de ponta ao seu edifício”, comentou Mark Dixon, CEO e fundador do International Workplace Group PLC.

“Nossa inauguração em mais uma importante capital brasileira ocorre em um momento em que cada vez mais empresas estão descobrindo que o trabalho flexível é incrivelmente popular entre os funcionários, melhorando a satisfação e o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, além de proporcionar inúmeros benefícios às empresas. Nosso modelo de local de trabalho comprovadamente aumenta a produtividade e permite que uma empresa aumente ou diminua seus custos de forma significativa, além de fornecer acesso a milhares de espaços de trabalho”, complementou o executivo.

Páscoa 2025 é oportunidade dourada para varejistas

Uma das datas mais esperadas pelos consumidores se aproxima, a Páscoa de 2025 promete trazer um mar de oportunidades para o varejo. Afinal, além dos chocolates, os brasileiros também investem em presentes, decoração e procuram criar momentos mágicos para as crianças. Para se destacar, é essencial entender as tendências de consumo e integrar tecnologias inovadoras.

O que esperar do consumo na Páscoa 2025?

O mercado de chocolates enfrenta desafios com a alta dos insumos, mas a demanda continua forte. A Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab) estima a produção de 45 milhões de ovos de Páscoa, com 94 novos lançamentos em 2025. Esses dados “brilham os olhos” dos varejistas por trazer novidades para o público. 

Além dos tradicionais ovos, os consumidores buscam alternativas como barras e bombons. Ademais, o setor de alimentos premium, como vinhos e bacalhau, também ganha força. Outra tendência marcante é o preparo de refeições especiais em casa, com 55% dos entrevistados planejando cozinhar para a data, conforme levantamento da Suprimaxxi.

“Os lojistas precisam aproveitar a oportunidade sazonal para entregar o melhor suporte ao cliente, contando com tecnologia de ponta como aliada”, comenta Carlos H. Mencaci, CEO da Total IP+IA. Segundo dados levantados pelo estudo “Inteligência Artificial no Varejo”, 47% dos varejistas já utilizavam IA (Inteligência Artificial), enquanto 53% ainda não a implementaram, mas pensavam nessa possibilidade.

Varejo inteligente: a IA multiplica os lucros na Páscoa 2025

Para atender às expectativas dos clientes e otimizar operações, contar com inovação é essencial. Nessa realidade, Total IP+IA oferece duas ferramentas para transformar o negócio e aproveitar cada oportunidade:

  • Total Chat Center: centraliza o atendimento, especialmente via WhatsApp, agilizando a comunicação e organizando a carteira de clientes.
  • Inteligência Artificial: automatiza a gestão de estoque, análise de vendas e envio de avisos, garantindo eficiência e precisão.

A implementação dessas soluções proporciona um atendimento mais ágil, campanhas de marketing assertivas e insights valiosos sobre o comportamento do consumidor. “A busca por qualidade e diferenciação impulsiona o setor e proporciona resultados duradouros”, aconselha Mencaci. Apostar na exclusividade, embalagens sustentáveis e experiências digitais pode ser o grande diferencial neste ano.

A Inteligência Artificial Generativa e a transformação da propaganda digital

A Inteligência Artificial Generativa está mudando radicalmente o jeito que se faz propaganda digital. No dia a dia, percebo que essa tecnologia transformou cada etapa do processo criativo, desde o primeiro insight até a validação final das campanhas.

Na fase de ideação, ferramentas de geração de texto oferecem brainstormings instantâneos, dando sugestões rápidas e criativas de slogans, roteiros ou conceitos visuais. Isso amplia e acelera muito o processo criativo, permitindo explorar milhares de ideias em poucos minutos, sem depender exclusivamente da inspiração pessoal.

Durante a criação do conteúdo, a mudança fica ainda mais evidente. Existem ferramentas avançadas que geram anúncios completos, desde textos bem elaborados até imagens personalizadas para diferentes tipos de público. A IA finalmente entregou algo que o mercado buscava há muito tempo: a hiperpersonalização em escala. Isso permite entregar a mensagem certa, no momento certo e para a pessoa certa com uma eficiência que seria impossível manualmente.

Esses avanços não significam apenas ganhos de eficiência, mas também um salto quantitativo nas campanhas. Anúncios que antes levavam semanas para serem lançados agora ficam prontos em dias ou até horas. Grandes anunciantes já perceberam isso, destacando que a IA generativa reduziu muito o tempo necessário para produção criativa, liberando mais tempo para a equipe focar em decisões estratégicas.

Além disso, a qualidade dos anúncios aumentou porque algoritmos inteligentes analisam comportamentos anteriores e otimizam cada detalhe, desde títulos até imagens e chamadas para ação, aumentando o engajamento geral. Na prática, muitas empresas de alto desempenho já estão adotando essas tecnologias.

Outro ponto interessante é que essa revolução não se limita apenas à criação dos anúncios. Na etapa de distribuição e veiculação, plataformas como o AI Sandbox do Meta já usam a IA para ajustar dinamicamente os conteúdos com base nas reações do público em tempo real, gerando diversas versões adaptadas automaticamente para cada canal. Mas para aproveitar tudo isso, é essencial ter uma base sólida de conhecimento. As empresas devem estruturar cuidadosamente suas informações internas – desde guias de estilo, históricos de campanhas anteriores e catálogos de produtos até interações de clientes em redes sociais, avaliações e pesquisas de mercado. Tudo isso funciona como combustível para a IA, permitindo que ela crie conteúdos mais precisos e alinhados à identidade da marca.

Hoje já existem plataformas e tecnologias como o Retrieval Augmented Generation (RAG), que conseguem acessar rapidamente essa base de dados e gerar conteúdos coerentes e personalizados. Empresas líderes, como a Coca-Cola, já mostraram o potencial dessa abordagem ao combinar modelos como GPT-4 e DALL-E com seu próprio acervo, garantindo que a IA capture e reproduza o verdadeiro espírito da marca. Conectada a uma boa base de dados, a IA generativa também vira uma máquina poderosa de insights. Ela analisa volumes gigantescos de informações para identificar tendências e oportunidades que muitas vezes passariam despercebidas. Um exemplo é como grandes marcas conseguem prever tendências de consumo analisando milhões de interações online, gerando insights úteis para campanhas muito mais eficientes.

Em seguida, a IA entra em cena produzindo conteúdos altamente personalizados. Os resultados são impressionantes: textos e imagens gerados instantaneamente e adaptados a diferentes perfis de público, aumentando drasticamente a eficácia das campanhas. Um exemplo claro é o da Michaels Stores, que alcançou níveis de personalização quase totais em suas comunicações, melhorando significativamente seus resultados.

A criatividade também ganha novos horizontes com a IA permitindo até mesmo cocriações entre marcas e consumidores. A campanha “Create Real Magic” da Coca-Cola é um ótimo exemplo, com consumidores usando a IA para gerar artes únicas, alcançando níveis altíssimos de engajamento.

Vale reforçar que, mesmo com toda essa automação, o fator humano continua essencial. O papel dos profissionais passa a ser de curadoria e refinamento, selecionando e aprimorando as ideias que a IA gera, garantindo alinhamento estratégico e emocional das campanhas. Outro ganho importante é a validação prévia de ideias. Hoje, modelos de IA simulam o desempenho das campanhas antes delas irem ao ar, ajudando a identificar rapidamente o que funciona melhor e reduzindo muito o risco. Empresas como a Kantar já fazem isso em minutos, prevendo o impacto real dos anúncios antes mesmo de serem lançados.

Essas simulações vão além dos números, fornecendo também insights qualitativos que ajudam a entender como diferentes públicos podem reagir a uma campanha, funcionando como verdadeiros grupos focais virtuais.

A chave para tudo isso funcionar bem são os dados corretos. Dados proprietários, mídias sociais, relatórios de mercado, conversas de atendimento e conteúdo produzido anteriormente são fundamentais para que a IA entregue resultados realmente personalizados e eficazes.

Essa transformação chegou para ficar. Hoje é possível fazer muito mais com menos, lançando campanhas mais assertivas, rápidas e com alto potencial de retorno. Claro, desafios existem, como garantir ética e qualidade, mas o caminho já está claro: a propaganda digital será cada vez mais guiada pela Inteligência Artificial, e o profissional de marketing terá um papel estratégico fundamental em pilotar e refinar esses resultados.

Segurança e facilidade de uso lideram a escolha de plataformas de apostas no Brasil

Uma pesquisa recente realizada pela idwall sobre o comportamento de apostadores no Brasil revela os principais fatores que influenciam a escolha das plataformas de apostas e destaca os desafios enfrentados pelos usuários. O estudo, que abrange participantes de diferentes faixas etárias e classes sociais, indica que a falta de segurança é o principal motivo para a troca de plataformas, com 50,7% dos apostadores apontando esse fator como crítico. Além disso, 50,6% mencionaram dificuldades no saque, e 44,5% citaram o histórico de golpes ou práticas desleais como razões para buscar outras plataformas.

Fatores decisivos na escolha da plataforma

Ao escolher a plataforma de apostas, os entrevistados priorizam três critérios: facilidade de uso (39,5%), facilidade de aporte e resgate (39,2%) e reputação da plataforma (38,8%). Esses aspectos demonstram a preferência dos apostadores por ambientes intuitivos e com processos rápidos e transparentes. Além disso, 62,1% afirmaram já ter recomendado as plataformas que utilizam, destacando a experiência pessoal positiva e a possibilidade de bônus como as principais razões para as recomendações.

Embora promoções atrativas também influenciem na escolha, a segurança se mantém como o fator primordial. A pesquisa revelou que 46,2% dos apostadores consideram o histórico sem problemas da plataforma como decisivo, enquanto 36,4% priorizam a sensação de segurança durante as transações.

Desafios enfrentados pelos usuários

Cerca de 41,5% dos apostadores relataram que não concluem o cadastro devido à falta de confiança na segurança da navegação no site ou aplicativo. Além disso, 38,9% apontaram que o processo de cadastro é considerado demorado ou complexo. Tais dificuldades levam a uma taxa significativa de desistência, com quase metade dos entrevistados não completando o registro nas plataformas. Portanto, fica evidente a necessidade de melhorias na experiência do usuário para aumentar a adesão e a confiança nas plataformas de apostas.

Golpes e medidas de segurança

O estudo também revelou dados alarmantes sobre fraudes no setor: dois em cada 10 apostadores já foram vítimas de fraudes, enquanto 10% relataram ter suas contas invadidas em algum momento. Os números ressaltam a urgência de aprimorar as medidas de proteção digital para garantir a segurança dos usuários em um mercado em forte expansão.

De acordo com o CEO e fundador da idwall, Lincoln Ando, é preciso que as plataformas adotem soluções robustas de verificação de identidade e monitoramento contínuo, garantindo uma experiência sem riscos para os usuários. “A confiança dos apostadores não depende apenas de bônus atrativos ou odds vantajosas, mas também da certeza de que suas informações estarão protegidas contra fraudes e falhas de segurança. O uso de tecnologias avançadas para autenticação e transparência nas transações é essencial para mitigar esses riscos”, afirma Ando.

Tecnologia inédita no mercado utiliza IA para testes em softwares

Com a digitalização dos últimos anos é cada vez maior o volume de aplicativos e softwares que a sociedade acessa diariamente. Porém, para que esses programas funcionem de forma adequada, inúmeros testes (test case) são realizados desde a criação do aplicativo até o lançamento. Para isso, os profissionais de Tecnologia da Informação precisam acessar cada função dentro do aplicativo e simular as variadas possibilidades de ação dos usuários, a fim de identificar erros e criar as soluções necessárias. Desta forma, os aplicativos chegam ao mercado somente quando estão funcionando corretamente, evitando prejuízos aos desenvolvedores e seus clientes. 

“É uma área muito grande dentro da TI e que demanda muitas horas dos profissionais especializados. Agora, com o apoio da Inteligência Artificial (IA), em poucas horas o desenvolvedor consegue levantar todas as falhas do sistema, o que de forma manual poderia levar dias”, explica o CEO do TestBooster.ai, Juliano Haus, que atua há mais de 20 anos no ramo de tecnologia.

Um dos diferenciais é o uso de Inteligência Artificial, que acelera a execução dos testes de softwares, tornando a ação mais assertiva. Isso porque a própria IA acessa a tela e mapeia todas as variáveis possíveis, realizando as ações de forma automática. 

“Até então, as soluções disponíveis no mercado faziam os testes de forma automática, porém era necessário que o profissional fizesse uma programação prévia dos pontos que gostaria de testar. Com o TestBooster.ai não há necessidade de programação neste processo”, ressalta Juliano Haus. “Sua interface intuitiva permite ainda que qualquer pessoa que conheça bem as regras de negócio de seus sistemas possa criar e realizar os testes, sem depender de um profissional especializado”, complementa.

Com a autonomia da IA, a tecnologia permite que vários testes sejam realizados de forma simultânea e em períodos noturnos, por exemplo, trazendo mais celeridade ao processo e aumentando a produtividade da equipe. Na NextAge, empresa de desenvolvimento de softwares que atua há 17 anos no mercado, o TestBooster.ai acelerou em 40% as atividades nesta fase de execução.

Lançado há 2 meses, o TestBooster.ai já conta com vários clientes em todo o Brasil, principalmente nas áreas financeira, cooperativas e SaaS. A solução pode ser acessada via assinatura, de acordo com a demanda do cliente. “Acreditamos que este é um importante passo para que no futuro tenhamos um sistema capaz de se autorregular, identificando as falhas e promovendo as correções de forma autônoma”, destaca Juliano Haus.

Adobe realiza primeiro Summit no Brasil com foco em IA, personalização e liderança em transformação digital

A Adobe confirmou a primeira edição do Adobe Summit Brasil, marcada para 23 de abril no Teatro Santander, em São Paulo. O evento reforça o peso estratégico do Brasil e da América Latina na operação global da companhia. A iniciativa ocorre poucas semanas após o Adobe Summit reunir 12 mil executivos e líderes de mercado em Las Vegas, entre 17 e 20 de março.

Entre os destaques do evento no Brasil está a participação de Raphael Abreu, vice-presidente global de design da Coca-Cola, que mostrará como a marca aplica inteligência artificial para ampliar criatividade, consistência e impacto em escala global. Ele e a marca, Coca-Cola, estiveram presentes na edição internacional, protagonizando palestras inspiradoras e uma das principais ativações.

“O Brasil vive um momento de forte aceleração digital, e a realização do Adobe Summit no país é uma resposta direta ao avanço na busca por maturidade digital por parte das empresas — além de refletir o enorme potencial do mercado brasileiro”, afirma Mari Pinudo, Country Manager da Adobe no Brasil. “Temos acompanhado essa evolução com uma operação cada vez mais próxima dos nossos clientes e totalmente alinhada aos desafios e oportunidades da região.”

O Adobe Summit, realizado em março, marcou o lançamento de soluções voltadas à personalização e ao uso seguro da inteligência artificial nos fluxos de marketing. Um dos principais anúncios foi o Adobe Experience Platform Agent Orchestrator, que permite às empresas controlarem agentes de IA generativa em larga escala. A Adobe também ampliou os recursos do Firefly, agora integrado ao GenStudio, com foco na otimização da produção de conteúdo e maior eficiência criativa.

Esses avanços estão no centro do Adobe Summit Brasil. Para Camila Miranda, Marketing Leader da Adobe Latam e executiva responsável pelo evento, a iniciativa reforça o compromisso da marca com o mercado brasileiro. “O evento realizado aqui não será apenas uma réplica do que foi feito em Las Vegas. É uma plataforma de troca estratégica com o ecossistema local. Vamos mostrar como IA, criatividade e dados se combinam para criar experiências únicas e resultados concretos”, afirma.

Na edição global, empresas como Delta, General Motors e Marriott apresentaram cases de transformação digital. Duas marcas brasileiras — Vivo e Bradesco — estiveram entre os finalistas do Experience Makers Awards, que reconhece lideranças visionárias e inovação em experiência do cliente. A delegação da América Latina contou com mais de 200 profissionais de 10 países. 

Com a chegada do Adobe Summit ao Brasil, a big tech amplia sua presença no país e posiciona o evento como um catalisador de inovação para empresas que buscam se destacar em um cenário cada vez mais orientado por dados, eficiência e personalização.

Ele criou um software e faturou R$25 milhões vendendo-o para uma gigante do varejo

Johnny Soares pode ser definido como um sonhador movido a determinação. Com resiliência e visão estratégica, ele transformou obstáculos em oportunidades, fundando a Sinctec Sistemas, um empreendimento que mudaria a forma como algumas das maiores empresas de transportes e e-commerce do país gerenciam suas operações logísticas. Seu grande feito? Desenvolver um software inovador que, em pouco tempo, passou a processar milhões de entregas das maiores varejistas do Brasil, otimizando processos, oferecendo visibilidade em tempo real e consolidando-o como um verdadeiro pioneiro no setor.

Empreendedor nato desde os 12 anos, experimentando de tudo: das feiras livres em São Paulo a indústrias, farmácia e até venda de planos funerários. Mas foi na tecnologia que ele se encontrou. “Eu só adquiri meu primeiro PC aos 18 anos. A tecnologia era um luxo que eu não podia ter antes disso”, recorda. Com dedicação e estudo, conquistou uma bolsa para cursar Ciência da Computação e, ainda na faculdade, obteve seu primeiro estágio em desenvolvimento de software, iniciando assim, sua trajetória no setor de tecnologia.

Em 2013, Johnny convidou os amigos Jeihson, Diego e Orlando para se tornarem seus sócios na Sinctec Sistemas. Mesmo enfrentando os desafios comuns de um novo negócio, ele mantinha firme sua visão de construir algo realmente transformador para os clientes. Em pouco tempo, o time cresceu e, com apenas um ano de operação, a empresa já contava com 12 colaboradores e começava a despertar o interesse do mercado. No entanto, a crise econômica de 2015 e 2016 trouxe obstáculos significativos. A alta inadimplência e os custos operacionais forçaram Johnny a repensar o modelo de negócio. Foi nesse momento que decidiu apostar em produtos próprios, dando início a uma nova fase, mais madura e estratégica.

O desenvolvimento do software de milhões

Um dos maiores marcos de sua trajetória foi a criação de uma plataforma inovadora de gestão de transporte para e-commerce, lançada em 2017 pela Sinctec Sistemas. Desenvolvida 100% pela equipe, sob sua liderança em todas as etapas, do planejamento à implementação, a solução transformou o controle e a otimização logística de grandes empresas. Ainda naquele ano, os primeiros contratos foram assinados e os resultados não tardaram: a cada ano, milhões de entregas passaram a ser processadas. “É difícil encontrar um brasileiro que não tenha recebido uma encomenda gerenciada por nossa plataforma”, reflete Johnny, com orgulho.

 Grandes varejistas passaram a adotar o software, acompanhando suas operações em tempo real e, satisfeitos com os resultados, começaram a indicá-lo a parceiros. “Foi quando percebi que estávamos transformando a logística do e-commerce no Brasil”, relembra. Em 2019, a plataforma alcançou a marca de 5 milhões de entregas monitoradas, acompanhando milhares de produtos, elevando a eficiência dos clientes e ultrapassando R$ 1 bilhão em valor de mercadorias transportadas. As empresas que adotaram a solução viram seus resultados disparar. Algumas cresceram até 1500% em apenas dois anos. “Ver o quanto isso impactava positivamente o dia a dia das operações era extremamente gratificante”, conta. Os números falam por si. Mais do que crescer, a tecnologia ajudou a redefinir o que significa ter sucesso no setor logístico.

A pandemia

A pandemia de COVID-19, em 2020, trouxe um desafio sem precedentes e uma oportunidade única. Com o boom das compras online, a demanda por logística eficiente disparou e a plataforma da Sinctec se tornou essencial. Empresas de transporte e varejistas recorreram à solução para gerenciar entregas com agilidade e o software deu um salto impressionante: já em 2020, processava 1,5 milhão de entregas por mês, sustentando as operações de grandes marcas em meio ao caos. “A pandemia testou nossa capacidade, mas transformamos o desafio em oportunidade”, pontua.

O desempenho da plataforma logo despertou o interesse do mercado. Ainda naquele ano, começaram a chegar propostas de compra. Depois de um período intenso de negociações, e com apenas 34 anos, o empresário concretizou a venda do software para uma gigante do varejo em uma transação milionária. “Para quem cresceu no fundo da zona leste, é surreal viver algo assim”, confessa. Ele reconhece que o caminho foi cheio de obstáculos, mas destaca o papel fundamental do time que esteve ao seu lado. “Não foi fácil, mas com essa equipe eu sinto que a gente seria capaz de conquistar qualquer coisa”, diz, com orgulho. A jornada que começou entre desafios terminou como um marco de superação e realização.

Os números impressionam: a plataforma ultrapassou 50 milhões de entregas por ano, movimentando mais de 10 bilhões de reais em mercadorias. São resultados que mostram com clareza o tamanho do impacto e a capacidade de crescimento da solução.

Depois de quatro anos à frente do produto vendido para uma gigante do varejo, liderando inovações e transformando a logística da empresa, Johnny Soares decidiu voltar ao universo empreendedor com fôlego renovado. Ao lado de seus sócios e de uma equipe com mais de 30 profissionais talentosos, ele mergulhou em novos projetos. Entre eles está o Associatec, uma solução voltada para o terceiro setor, além de consultorias sob medida e, claro, o desenvolvimento de novas ferramentas para logística.

O próximo capítulo dessa jornada é levar suas soluções para fora do Brasil e seguir apostando em tecnologia de ponta. “Estamos empolgados com essa nova geração de soluções que estamos desenvolvendo”, diz Johnny, com brilho nos olhos.

De um menino que começou a trabalhar ainda muito jovem para ajudar em casa até se tornar o criador de um produto que gerou mais de 25 milhões de reais em faturamento, sua história mostra que inovação e resiliência caminham lado a lado na construção de um negócio sólido e transformador.