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Dia dos Namorados exige inteligência de margem e eficiência no e-commerce

O Dia dos Namorados, uma das principais datas do varejo no primeiro semestre, coloca o comércio eletrônico em um período de forte movimentação. Diante de consumidores exigentes por prazos e experiências impecáveis, o desafio das empresas vai além de inflar o volume de vendas: exige precisão logística, controle rigoroso de margens e estratégias de retenção para transformar o pico de demanda em lucratividade real.

Com a pressão por rentabilidade mais evidente, a eficiência passa a ocupar o centro da estratégia. Segundo a McKinsey & Company, iniciativas focadas em eficiência no setor podem elevar a margem operacional em até 3 pontos percentuais ao longo do ano, um ganho relevante em um cenário de custo de aquisição de clientes (CAC) alto e consumidores mais racionais.

Na prática, a priorização de canais próprios, como o e-commerce direto ao consumidor, contribui para a redução de comissões e maior controle da rentabilidade, enquanto o fulfillment regionalizado ajuda a conter o frete, um dos principais custos operacionais. A reorganização logística e a gestão mais precisa de estoques tornam o negócio mais enxuto, liberando capital de giro para o restante do ano.

Para Cristiane Olivieri, COO da Lope Digital Commerce, o Dia dos Namorados representa uma oportunidade estratégica para fortalecer a rentabilidade e o relacionamento com os consumidores. “Muitas empresas concentram seus esforços apenas em impulsionar as vendas durante a data. No entanto, o verdadeiro diferencial está em garantir uma operação eficiente, com estoques bem planejados, logística preparada e uma experiência de compra sem atritos. Quem consegue executar bem esses pilares aumenta as chances de converter compradores ocasionais em clientes recorrentes”, afirma. 

Essa busca por eficiência também impacta a experiência do consumidor. Um estudo da PwC mostra que 29% dos clientes abandonam uma marca após uma única experiência negativa, mesmo que o preço seja competitivo. Isso torna essencial a revisão de prazos de entrega, políticas de troca e atendimento ao cliente ao longo do ano.

“Este ano, a sobrevivência no varejo digital virá do volume de vendas e, principalmente, da inteligência sobre a margem. Um negócio bem ajustado, além de cortar gastos, garante que cada pedido entregue seja rentável e que o cliente tenha motivos para voltar sem que a empresa precise investir em um novo anúncio para isso”, finaliza Olivieri.

Altenburg integra toda a rede de lojas ao e-commerce e as transforma em “hubs logísticos”

A Altenburg, uma das maiores marcas brasileiras do segmento de cama, banho e decoração para o lar, ampliou a conexão entre o varejo físico e o digital ao transformar suas lojas em estruturas logísticas conectadas ao e-commerce da marca. A iniciativa faz parte da estratégia omnichannel da empresa e permite que consumidores realizem compras online com retirada em até duas horas nas lojas, além de contar com envios expressos diretamente a partir das unidades físicas.

Com a conclusão da implementação da estratégia, todas as lojas da rede passaram a operar conectadas ao e-commerce da companhia. Atualmente, 27 operações atuam dentro desse modelo, distribuídas em seis estados brasileiros: Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Bahia. A estrutura permite que os clientes escolham entre diferentes modalidades de entrega e retirada com mais agilidade, conveniência e flexibilidade. As próximas unidades inauguradas pela marca também já serão incorporadas a esse ecossistema desde o início das operações.

A expansão acompanha um momento de forte crescimento digital da companhia. No primeiro quadrimestre de 2026, a Altenburg registrou aumento superior a 50% nas vendas via e-commerce, além de crescimento de mais de 25% no ticket médio do canal no mesmo período.

O avanço ocorre após a empresa registrar, em 2025, um recorde histórico na comercialização de edredons, com quase 400 mil peças vendidas. A expectativa é que a conexão entre os canais contribua para impulsionar resultados ainda mais expressivos nos próximos ciclos.

A estratégia acompanha uma transformação no comportamento do consumidor brasileiro. Segundo pesquisa da CNDL e do SPC Brasil, 95% dos consumidores utilizam canais digitais para realizar compras, mas 82% ainda consideram as lojas físicas fundamentais na experiência de consumo.

Segundo o CEO da Altenburg, Tiago Altenburg, a iniciativa reflete justamente esse novo perfil de cliente, cada vez mais conectado e em busca de jornadas de compra mais rápidas e fluidas. “Estamos investindo continuamente para entregar uma experiência totalmente fluida e que contemple as diferentes necessidades dos clientes. Essa conexão entre os ambientes físico e digital fortalece nossa presença no mercado e nos torna ainda mais competitivos”, afirma.

Lojas físicas ganham papel estratégico

Além de fortalecer o e-commerce, a estratégia amplia a função das lojas dentro da jornada de compra. As unidades passam a atuar também como pontos de retirada, relacionamento e apoio logístico para atendimento dos pedidos realizados online.

“As lojas assumem um papel ainda mais estratégico, não apenas como ponto de venda, mas como espaços de conveniência, atendimento e relacionamento com os clientes. Esse avanço amplia a capacidade da rede de atender o consumidor com mais eficiência e proximidade”, destaca Fabricio Juvêncio, gerente de varejo.

Segundo ele, o novo modelo também contribui para sustentar o crescimento da empresa nos próximos anos. “Além de melhorar a experiência do cliente, essa estrutura amplia nossa capacidade de atender a demanda com mais eficiência e velocidade. Tivemos um desempenho histórico em 2025 e entendemos que essa operação cria uma base ainda mais robusta para sustentar o crescimento da marca nos próximos anos”, complementa.

Estrutura conectada e ganhos operacionais

De acordo com Leandro Harnisch, gerente de e-commerce, a implementação da operação exigiu integração tecnológica, operacional e cultural entre diferentes áreas da companhia. Entre 2024 e 2025, a empresa estruturou um estoque universal para o e-commerce, conectando toda a rede física à operação digital e ampliando a eficiência logística.

A estratégia de ship from store — modalidade em que os pedidos online são enviados diretamente pelas lojas — também trouxe impactos relevantes para a operação, com redução de até 70% no custo médio de frete, além de melhora significativa na taxa de conversão das vendas online. “Mais do que integrar sistemas, estamos conectando canais, pessoas e processos. Nosso foco é garantir uma experiência simples, rápida e consistente para o cliente, independentemente de onde ele escolher comprar”, afirma.

Perspectivas de crescimento

A implementação da estratégia teve início em 2025 e agora alcança toda a rede de lojas da companhia. Com a estrutura consolidada, a expectativa da Altenburg é ampliar gradualmente a participação do digital nos resultados do negócio.

A projeção é encerrar 2026 com o e-commerce representando cerca de 10% das vendas da marca. “Existe uma tendência de avançarmos bastante à medida que conquistamos mais maturidade na operação em toda a rede e ampliamos nossa presença em mercados estratégicos, especialmente em São Paulo. Nossa expectativa é alcançar uma participação próxima de 20% dos resultados por meio do digital em um horizonte de três anos”, reforça Fabricio.

Segundo Leandro, o modelo também contribui para reduzir prazos de entrega e aumentar a eficiência logística em diferentes regiões do país. “O consumidor não enxerga mais barreiras entre o online e o físico. Ele quer rapidez e liberdade para escolher como comprar e receber seus produtos. Nosso desafio é tornar essa jornada cada vez mais simples e conectada”, afirma.

A iniciativa acompanha uma transformação crescente no varejo brasileiro, em que as lojas físicas deixam de atuar apenas como pontos de venda para assumir também funções logísticas e de relacionamento dentro de uma experiência de compra unificada. “Seguiremos acompanhando as novas demandas de consumo para oferecer aos nossos clientes cada vez mais conveniência”, finaliza Leandro.

Com IA, VTEX quer acelerar a evolução do Retail Media e ampliar receitas no e-commerce

A evolução do retail media entra em uma nova fase com o uso de Inteligência Artificial para integrar, de forma mais estratégica, marcas e varejistas. Durante o VTEX Day, a VTEX, empresa global líder em soluções de comércio digital, apresentou os avanços da VTEX Ads Platform, com recursos de “Insights para Marcas”, um conjunto de ferramentas que utiliza IA generativa para destravar eficiência, precisão e novas oportunidades de crescimento dentro dos ecossistemas de varejo.

A proposta parte de um ponto crítico do mercado: a fragmentação de dados, mídia e execução entre marcas e varejistas. Com os lançamentos, a plataforma passa a oferecer uma leitura mais profunda e acionável do negócio, permitindo que anunciantes compreendam sua real participação de mercado, identifiquem oportunidades de crescimento e atuem de forma mais estratégica na alocação de investimentos.

“Nosso objetivo é ir além da mídia como execução e posicionar o e-commerce como um verdadeiro ativo de monetização”, diz João Werner, CEO da VTEX Ads Platform. “Ao incorporar IA em toda a jornada, do planejamento à otimização, estamos criando um novo padrão de eficiência e colaboração no mercado, onde cada interação é uma oportunidade de gerar valor para marcas, varejistas e consumidores”, completa.

No eixo de Dados & Analytics, a IA generativa permite analisar cenários competitivos, identificar oportunidades e orientar decisões de mídia com base em inteligência avançada, ampliando o alcance e a eficiência dentro dos canais de retail media. Já em Dynamic Pricing & Promo Insights, a solução passa a prever a resposta dos consumidores a diferentes estratégias de preço e promoção, permitindo ajustes mais precisos no investimento e garantindo campanhas mais eficazes, com impacto direto em vendas e construção de marca.

Complementando essa visão, a frente de Estratégia de Shopper entrega uma análise 360º do consumidor, revelando perfis detalhados, comportamento de compra e consumo de mídia. Com isso, marcas conseguem desenvolver campanhas altamente segmentadas, mais relevantes e com maior potencial de conversão, otimizando cada real investido.

Além dos insights, a VTEX também reforça sua visão de transformar o e-commerce em um canal direto de monetização. A VTEX Ads Platform amplia o papel dos varejistas, permitindo que seus ambientes digitais se tornem ativos de mídia, gerando novas fontes de receita e incremento de margens.

“Acreditamos que o futuro do retail media passa por uma integração muito mais inteligente entre marcas e varejistas. Com o uso de IA na VTEX Ads Platform, estamos eliminando a complexidade operacional e permitindo que nossos clientes tomem decisões mais rápidas, precisas e orientadas a resultados, transformando dados em crescimento real”, complementa João.

Além do recurso de Insights para Marcas, durante o VTEX DAY, a empresa anunciou outras ferramentas para uma experiência de gestão de campanhas totalmente orientada por IA. Em vez de processos manuais e fragmentados, a plataforma passa a contar com um agente inteligente capaz de interpretar briefings, estruturar campanhas, apoiar a criação e ajuste de criativos, além de realizar validações e otimizações contínuas de performance. O resultado é um fluxo de ponta a ponta mais simples, ágil e eficiente, que reduz a complexidade operacional e eleva o nível estratégico das decisões de mídia dentro do retail media.

Com isso, a VTEX posiciona o Ads Platform não apenas como uma ferramenta de execução, mas como uma camada inteligente de orquestração entre dados, mídia e performance, fortalecendo a colaboração entre marcas e varejistas em um cenário cada vez mais orientado por dados e automação.

Dia dos Namorados: 70% dos usuários do Kwai se sentem atraídos por anúncios com ofertas e promoções

Creators, vídeos de inspiração e promoções estão entre os principais fatores que influenciam o consumo no Dia dos Namorados. É o que aponta uma pesquisa do Kwai for Business, unidade de negócios do Kwai, que mostra que 65% dos usuários já se interessaram por marcas e produtos indicados por criadores de conteúdo, enquanto 70% afirmam se sentir atraídos por anúncios com ofertas e promoções.

Os dados reforçam o papel cada vez mais relevante do conteúdo digital na jornada de compra para a data, especialmente em um contexto em que entretenimento, descoberta e consumo acontecem de forma integrada nas plataformas. A pesquisa também revela uma audiência altamente conectada a formatos interativos e conteúdos de lifestyle. Entre os entrevistados, 55% afirmam gostar muito de vídeos de “arrume-se comigo” e buscam inspirações nas redes.


Já as ações interativas demonstram forte potencial de engajamento: 75% afirmam que participariam de um desafio ou utilizariam um filtro temático de Dia dos Namorados no Kwai. Os resultados mostram ainda que campanhas com linguagem nativa, creators e estímulos diretos à compra tendem a gerar maior conexão com os usuários durante o período.

Compra planejada e foco em praticidade

Entre os usuários que estão em um relacionamento, 90% pretendem comprar presentes para o Dia dos Namorados. A maioria afirma que deve realizar as compras com antecedência, e o preço aparece como principal fator de decisão. Quando pensam em onde comprar, plataformas de e-commerce e marketplace lideram entre os canais mais lembrados pelos entrevistados, enquanto o Pix surge como forma de pagamento preferida para a data.

O levantamento também evidencia oportunidades entre os solteiros. Mais da metade desse grupo (56%) afirma estar em busca de um relacionamento sério, enquanto 49% pretendem comprar algo para si mesmos no período. Perfumes e roupas aparecem entre os itens mais desejados.

Além disso, 45% afirmam que instalariam um aplicativo de relacionamento após verem um criador falando sobre ele, reforçando o impacto da influência digital na construção de interesse e consideração por marcas. Outro dado relevante é o potencial de alcance concentrado da plataforma: 40% dos respondentes afirmam usar exclusivamente o Kwai entre os aplicativos de vídeos curtos.

“Os dados mostram que o Dia dos Namorados deixou de ser apenas uma data de compra para se tornar também um momento de inspiração e descoberta. Hoje, conteúdo, criadores e entretenimento fazem parte da jornada de consumo”, Vitor Yu, gerente geral do Kwai for Business. “No Kwai, vemos uma audiência aberta à interação, interessada em recomendações e conectada a formatos mais autênticos de comunicação. Isso abre espaço para campanhas que combinem relevância cultural, criatividade e performance”.

A pesquisa reforça que o comportamento dos usuários durante o período vai além da lógica tradicional de presentear parceiros. Entre solteiros, há espaço para narrativas ligadas à autocuidado, autoestima e descoberta de novas conexões. Já entre quem está em um relacionamento, predominam buscas por praticidade, ofertas e inspiração para acertar na escolha do presente.

Metodologia – Pesquisa in-app realizada pelo Kwai for Business entre 7 e 11 de abril de 2026, com 11.484 respondentes. A amostra é composta por usuários ativos nos últimos 30 dias, por participação espontânea. A metodologia é não probabilística e de auto-seleção.

Dia dos Namorados impulsiona vendas online com ticket médio maior e avanço do Pix

A reta final para o Dia dos Namorados confirma o aquecimento do comércio eletrônico em 2026. Dados da Nuvemshop mostram que a temporada da data registrou crescimento superior a 20% no volume de pedidos em comparação com o mesmo período do ano passado, acompanhado por um aumento de 7,2% no ticket médio, que passou de R$ 263 para R$ 282.

Os números indicam que, além de comprar mais, os consumidores estão investindo valores mais altos na escolha dos presentes. O movimento foi acompanhado por uma intensificação das estratégias promocionais dos lojistas, com destaque para o crescimento de 42,3% nos pedidos com frete grátis.
 

Entre os segmentos mais procurados pelos consumidores, Moda lidera com 46,77% do faturamento registrado no período. Saúde & Beleza (11,08%), Acessórios de Moda (6,11%), Casa & Jardim (5,67%) e Joias e Bijuterias (4,56%) completam a lista das categorias com maior participação nas vendas.
 

O levantamento também identificou um avanço da categoria Alimentos & Bebidas, impulsionada pela busca por chocolates, vinhos, kits especiais e experiências gastronômicas, ampliando as opções de presentes além dos itens tradicionalmente associados à data.

“O Dia dos Namorados já demonstra um movimento importante de antecipação das compras em 2026, com consumidores planejando melhor seus presentes e aproveitando promoções antes da semana da data. Esse comportamento tem levado os lojistas a iniciarem campanhas com mais antecedência, apostando em benefícios como frete grátis e condições especiais para impulsionar as vendas. Além disso, observamos uma diversificação das intenções de compra, com categorias ligadas ao autocuidado, experiências e momentos compartilhados ganhando espaço ao lado dos segmentos tradicionalmente mais procurados”, afirma Alejandro Vázquez, presidente da Nuvemshop.

No pagamento, o Pix manteve sua liderança entre os consumidores. O método respondeu por 48,3% das transações registradas nas lojas da plataforma durante o período analisado, reforçando sua consolidação como principal forma de pagamento do e-commerce brasileiro.

Copa do Mundo 2026: por que o varejo precisa jogar em dois tempos

Imagine o torcedor diante da TV, celular na mão, decidindo às pressas comprar um produto que viu anunciado entre um lance e outro. Essa cena, antes secundária, virou uma fonte de receita que boa parte do varejo brasileiro ainda não sabe atender. E ela representa o segundo dos dois tempos de consumo que a Copa do Mundo de 2026 vai impor às marcas.

Um levantamento recente da Rakuten Advertising mostra que 91% dos brasileiros pretendem comprar algum produto ou serviço motivados pela competição. O número é alto, mas engana quem o lê como uma demanda única. Ele se parte em dois comportamentos distintos, e é justamente essa divisão que cobra das empresas um planejamento mais fino de estoque, tecnologia e entrega ao longo de todo o torneio.

A maior parte do mercado, 63% dos consumidores, vai antecipar as compras para as semanas e meses anteriores ao apito inicial. É o consumo planejado, voltado a bens de maior valor — televisores, eletrodomésticos, itens de decoração para receber em casa. Aqui o comprador tem tempo e realiza pesquisa, compara preços e percorre um caminho previsível. As marcas conseguem trabalhar com marketing de conteúdo e atração de tráfego de longo prazo, como sempre fizeram.

O desafio real está nos outros 16%, que só vão decidir o que levar com os jogos rolando. Esse público responde a impulso, acionado por um gol, um meme ou uma promoção que aparece na tela naquele instante. Para ele, o intervalo entre perceber o desejo e fechar o pedido encolhe de dias para poucos minutos.

É no smartphone que essa venda se ganha ou se perde. O torcedor acompanha a partida na televisão com o aparelho ao lado, e é por ali que decide. Uma página que demora a carregar e um checkout em várias etapas são, hoje, o motivo direto de um carrinho abandonado no intervalo da partida, e não mais uma simples questão de usabilidade.

E nada disso se sustenta sem entrega. Em uma competição com partidas espalhadas por semanas, uma promoção de poucos minutos perde o sentido se o prazo não acompanha a pressa do consumidor. Same-day delivery, envio no dia seguinte e click and collect são hoje argumentos de venda que de fato convertem e fidelizam. A logística passou a integrar o funil, não a sucedê-lo.

Para captar esse público de última hora, os marketplaces tendem a dominar. Eles reúnem variedade, preço competitivo e prazos curtos em um só lugar, onde o cliente normalmente já tem cadastro e cartão salvos. Para a indústria e o lojista, estar bem posicionado e com estoque integrado nessas plataformas será decisivo, afinal, a busca por um item de última hora quase nunca começa no canal próprio da marca.

A Copa de 2026 deve repetir, no varejo, uma maturidade que a Black Friday já cobrou: grandes datas já não se resolvem só no marketing; dependem da sincronia entre tecnologia, canais e operação. Quem chegou ao torneio achando que a mídia bastava vai descobrir o gargalo na entrega e no checkout. Sai na frente quem entendeu que, neste Mundial, a preferência do cliente se redefine a cada apito.

*Alexandre Mendes é Sócio-CMO da Lope Digital Commerce, empresa integrante do Grupo TTX especializada em transformação digital, com uma gestão completa e integrada de toda a operação. A partir do planejamento estratégico, desenvolve ecossistemas digitais com tecnologias (proprietárias e convencionais), gestão de canais, operações logísticas, atendimento ao cliente e inteligência de mercado.

Amazon ultrapassa R$ 75 bilhões em investimentos no Brasil após aporte de mais de R$ 19 bilhões no último ano 

Completando 15 anos desde sua chegada ao Brasil, a Amazon registrou um investimento recorde de mais de R$ 19 bilhões em infraestrutura, tecnologia e em pessoas em todas as regiões do país em 2025 — o equivalente a mais de R$ 52 milhões por dia ao longo do ano. Esse montante supera em quase 5 vezes a média anual de investimentos desde 2011, evidenciando a aceleração da atuação e o desenvolvimento das suas diversas operações no Brasil, considerado uma das prioridades nos planos de expansão global. 

Desde sua chegada ao país com a AWS em 2011, a Amazon tem demonstrado compromisso crescente com o desenvolvimento do Brasil. Com mais de R$ 75 bilhões investidos em logística, entretenimento, desenvolvimento local de tecnologia, serviços de nuvem, geração e qualificação profissional, a Amazon também fomenta o empreendedorismo e iniciativas voltadas às comunidades locais. Desse investimento, mais de R$ 65 bilhões contribuíram para o PIB nacional, segundo a consultoria Keystone.

Este crescimento tem um impacto direto na geração de oportunidades de trabalho. A Amazon gera mais de 55 mil empregos diretos e indiretos por meio de suas atividades de negócios no Brasil — mais que triplicando desde 2024 e representando um crescimento de mais de 50% em relação ao ano passado. 

Ao celebrar 15 anos de dedicação ao Brasil e um investimento acumulado de R$ 75 bilhões, reafirmamos não apenas nosso compromisso de longo prazo com o país, mas também a recepção positiva dos consumidores e o crescimento exponencial dos nossos negócios ao longo dos anos”, afirma Juliana Sztrajtman, presidente da Amazon Brasil. “O que mais me anima é que, nesse período, a cada ano geramos mais empregos, impulsionamos o empreendedorismo e promovemos inovação em todos os estados brasileiros, ao mesmo tempo em que elevamos a experiência de entregas de milhões de consumidores, oferecendo a opção de entrega mais rápida entre os e-commerces do Brasil. Cada investimento é pensado para fortalecer a economia e transformar a vida das comunidades brasileiras, onde quer que estejam.” 

Hoje, existem mais de 300 centros logísticos operados com tecnologia Amazon no Brasil, distribuídos por todos os 26 estados e o Distrito Federal — mais de 100 dos quais foram inaugurados somente em 2025. Nesse mesmo ano, a empresa gerou uma contribuição de mais de R$ 16 bilhões para o PIB do Brasil, segundo a Keystone.

Em 2026, esse ritmo se intensificou, com uma média de três novos centros inaugurados por semana. Essa evolução já se reflete em benefícios diretos para os consumidores. A Amazon encerrou 2025 com as velocidades de entrega mais rápidas de sua história no Brasil: mais de 50 milhões de itens foram entregues aos membros Prime no mesmo dia ou no dia seguinte. A rede logística da Amazon conecta consumidores de todas as regiões — das favelas de São Paulo e Rio de Janeiro às comunidades ribeirinhas da Amazônia — democratizando o acesso ao e-commerce em todo o território nacional. 

A presença da Amazon no Brasil vai além de uma única vertical de negócios, integrando-se à vida diária dos consumidores brasileiros. Seja pela conveniência do varejo com Amazon Prime — que integra compras, economia e entretenimento em uma única assinatura com Prime Video, Amazon Music Prime, Audible e Amazon Luna —, pela infraestrutura da AWS, pelos dispositivos Echo e Kindle, ou pelas soluções de Amazon Ads, que impulsionam o crescimento de negócios de todos os portes, a Amazon se posiciona como uma das empresas mais integradas do país. Essa abordagem combina a credibilidade global de uma marca inovadora com um profundo enraizamento local, construído ao longo de 15 anos de investimento e impacto direto nas comunidades e na economia brasileira. 

A lição mais importante desses 15 anos é que, quando você remove barreiras tecnológicas e oferece as ferramentas certas, a criatividade e a capacidade de inovação brasileiras não ficam atrás de nenhum mercado do mundo“, destaca Cleber Morais, diretor-geral da Amazon Web Services (AWS) no Brasil. Nesse período, a AWS deixou de ser apenas a provedora pioneira de infraestrutura de nuvem para se tornar a mais completa parceira estratégica na transformação digital no Brasil. Nosso papel é continuar ampliando esse acesso — com nuvem, com IA e com constante investimento em capacitação profissional.”

Dia dos Namorados: 6 estratégias para impulsionar as vendas e apoiar empresas na data

Segundo projeções da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP), o Dia dos Namorados, em 2026, deve trazer um crescimento de 4,8% nas vendas, com destaque para vestuário e acessórios. Em 2025, a data movimentou R$ 8 bilhões, alta de 15,1% em relação ao ano anterior, de acordo com dados da Neotrust Confi em parceria com o E-Commerce Brasil.

Pensando nisso, empresas investem em soluções e estratégias que impulsionam o comércio e apoiam outras organizações a vender mais e de forma mais estratégica na data. Seguem abaixo:

  • Integração logística através da tecnologia:

Apoiando empresas de variados setores, desde varejo e indústria até bens de consumo e e-commerce, a tese da nstech, maior empresa de software para supply chain da América Latina, está fundamentada na integração de todo o ecossistema logístico. Pensando nisso, a empresa criou a Transportation Network System (TNS), uma categoria de rede logística integrada que conecta, de forma fluida e inteligente, empresas e diferentes elos da cadeia por meio de uma única plataforma para resolver dores como redução de custo e ganho de eficiência, adequação ao compliance e aumento de nível de serviço nas operações logísticas de embarcadores e transportadores de diferentes setores.

  • Relacionamento e fidelização para além da sazonalidade

Para um dos principais polos de comércio popular do país, o Circuito de Compras, transformar vendas sazonais em relacionamento de longo prazo se tornou uma estratégia essencial para aumentar a recorrência. A aposta está na construção de conexões contínuas com os consumidores desde o primeiro contato, utilizando atendimento, pós-venda e comunicação direta como ferramentas para fortalecer a fidelização e estimular novas compras ao longo do ano. A data é usada como ponto de partida para geração de base de clientes. O foco está em captar esse consumidor no atendimento, no pagamento ou no pós-venda e garantir que esse contato não se perca. A partir disso, o trabalho é manter essa relação ativa com frequência, criando novos motivos para o retorno, seja por meio de ofertas, condições diferenciadas ou comunicação direta.

  • Inteligência de dados para impulsionar decisões estratégicas

Com consumidores cada vez mais exigentes e um mercado em constante transformação, empresas têm investido no uso estratégico de dados para impulsionar resultados no varejo. A análise de informações em tempo real permite identificar padrões de comportamento, antecipar tendências de consumo e direcionar decisões com mais precisão, desde ações promocionais até estratégias de posicionamento e precificação. Nesse cenário, o PiniOn, empresa de pesquisa de mercado especializada em dados competitivos e comportamentais, atua na otimização de resultados em todas as etapas da jornada de compra por meio da inteligência de dados. A proposta é transformar grandes volumes de informação em direcionamentos claros e acionáveis, permitindo decisões mais rápidas, redução de riscos e maior eficiência estratégica no varejo.

  • IA e automação para aumentar conversões em datas sazonais

De olho no aumento da demanda durante o Dia dos Namorados, a Loopia aposta em inteligência artificial e automação para apoiar empresas na escalabilidade do atendimento e no aumento das vendas. Por meio de agentes de IA integrados ao WhatsApp, e-commerce e marketplaces, a empresa ajuda marcas a oferecerem respostas rápidas, personalização na comunicação e suporte contínuo ao consumidor durante toda a jornada de compra. A estratégia busca otimizar a experiência do cliente em períodos de grande movimentação no varejo, contribuindo para maior conversão, agilidade operacional e fortalecimento do relacionamento com o público.

  • Inteligência de dados para reduzir falsos positivos e garantir conversões

Com a proximidade do Dia dos Namorados e o aumento das compras online, a datatech Quod oferece soluções para resolver um dos principais gargalos desse canal e que causa o abandono das compras: o falso positivo, quando os sistemas de segurança bloqueiam, por engano, clientes legítimos. A diferença da empresa não está apenas no volume de informações, mas na inteligência analítica aplicada sobre os dados para extrair sinais comportamentais em tempo real. Essa capacidade preditiva permite bloquear o falso positivo em milissegundos durante os picos transacionais da data, eliminando o atrito no pagamento e garantindo aprovações ágeis que blindam o faturamento do varejo sem abrir mão do controle de riscos.

  • Histórico de consumo ajuda no planejamento

Olhar para o que já aconteceu é um bom ponto de partida para planejar a data. O Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) registrou que, no Dia dos Namorados de 2025, as vendas no varejo cresceram 4,9% ante 2024, com o e-commerce à frente do varejo presencial. Chama atenção o contraste entre setores: Supermercados e Hipermercados lideraram, com alta de 8,4%, enquanto Bares e Restaurantes recuaram 1,4%, sinal de que muitos casais trocaram o jantar fora pela comemoração em casa. “No varejo, decidir no escuro custa caro”, afirma Carlos Alves, vice-presidente de Tecnologia e Negócios da Cielo. “Quanto mais o lojista entende em quais categorias e regiões a demanda se concentrou no ano anterior, mais acerta na hora de comprar, montar o mix e atender.” Acompanhar os próprios dados é o que permite ao comércio decidir com mais previsibilidade e menos risco.

Com Copa do Mundo, vendas de moda crescem 35% e eletrônicos avançam 25% no canal de afiliados

A Copa do Mundo de 2026 já começou a movimentar o consumo no Brasil e deve aquecer o varejo nos próximos meses. Uma pesquisa da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e do SPC Brasil, em parceria com a Offerwise, aponta que cerca de 99,2 milhões de consumidores pretendem comprar produtos ou serviços relacionados ao torneio. Segundo o levantamento, 60% dos brasileiros devem gastar durante a competição, principalmente com bebidas não alcoólicas (68%), petiscos (62%), carnes para churrasco (60%) e cerveja (59%). Camisas da seleção brasileira e itens ligados à torcida também aparecem entre os produtos mais procurados.

Esse movimento já começa a refletir no ambiente digital. Dados exclusivos da Awin mostram que categorias diretamente ligadas ao evento, como moda esportiva, fashion temático e eletrônicos, vêm acelerando acima da média do varejo dentro do canal de afiliados. As vendas de moda e sportswear cresceram 35% em relação ao ano passado, enquanto telas e eletrônicos avançaram cerca de 25% em 2026, movimento impulsionado principalmente por creators, cashback e campanhas promocionais ligadas ao torneio.

Segundo a Awin, o marketing de afiliados tem papel importante nesse aquecimento do consumo ao conectar promoções, creators e conteúdo relevante ao momento cultural da Copa. O canal potencializa a descoberta de produtos, aumenta o alcance de campanhas promocionais e ajuda consumidores a encontrarem ofertas de maneira mais econômica e personalizada. “O consumidor está mais atento a preço, benefício e oportunidade. E a Copa cria um ambiente emocional muito forte para acelerar essas decisões de compra, principalmente em categorias relacionadas a entretenimento, moda e experiência”, afirma Rodrigo Genoveze, diretor regional da Awin para a América Latina.

Moda entra no clima da Copa e vendas disparam

O maior destaque aparece no setor de moda e sportswear. Segundo a Awin, o segmento já registra crescimento de 35% no volume de vendas em comparação com o ano anterior, impulsionado tanto por marcas esportivas quanto por varejistas de fashion que passaram a explorar coleções temáticas ligadas ao Brasil e às cores da bandeira.

A movimentação chama atenção porque supera em muito a expectativa de crescimento natural do setor para 2026, estimada em cerca de 5%. Na prática, o canal de afiliados conseguiu acelerar esse avanço em até sete vezes por meio de estratégias de conteúdo, creators e cashback. “O diferencial está na comunicação contextualizada. Não é apenas vender um produto verde e amarelo, mas conectar o consumidor ao momento cultural e emocional da Copa. Quando creators, afiliados e publishers conseguem transformar isso em conteúdo relevante, o impacto em conversão cresce muito”, explica Genoveze.
 

Segundo a Awin, creators de conteúdo e parceiros de cashback têm sido fundamentais nesse movimento, especialmente em plataformas como TikTok, Instagram e canais especializados em promoções e “achadinhos”. O formato aproxima a experiência da recomendação pessoal e aumenta a percepção de oportunidade para o consumidor.

Afiliados ganham espaço durante grandes eventos

O avanço das vendas durante a Copa reforça uma transformação mais ampla no comportamento de consumo digital. Cada vez mais, consumidores chegam aos produtos por meio de recomendações, reviews, creators e conteúdos de descoberta, e não apenas por anúncios tradicionais. Nesse cenário, o marketing de afiliados ganha relevância por conectar marcas a publishers, influenciadores e plataformas de conteúdo que atuam diretamente na jornada de decisão de compra.

Além do alcance, o modelo também chama atenção pela lógica de performance: marcas remuneram parceiros apenas quando uma ação concreta acontece, como uma venda ou conversão. “O canal de afiliados consegue unir contexto, recomendação e performance ao mesmo tempo. Em eventos como a Copa, isso faz muita diferença porque o consumidor está mais engajado, buscando ofertas e disposto a interagir com conteúdos relacionados ao tema”, afirma Genoveze.

Startup brasileira transforma vídeos em canais diretos de venda e redefine a forma de comprar e vender via e-commerce

Em um cenário em que a atenção do consumidor dura poucos segundos, depender de cliques e redirecionamentos para páginas externas pode ser o maior gargalo de um e-commerce. Foi pensando em eliminar essa fricção que nasceu a LIS Play. Lançada em 2024, a startup brasileira utiliza tecnologia 100% nacional desenvolvida por seu time técnico. Neste meio tempo, já está entre as 1000 startups mais inovadoras do Brasil. Sua atuação se dá de forma disruptiva, ao transformar vídeos em plataformas interativas de venda, permitindo que compras sejam realizadas à medida em que os produtos aparecem, sem que o consumidor seja direcionado para sites ou plataformas externas.

Além disso, a LIS evoluiu seu modelo e hoje também opera como um marketplace de video commerce, integrando não apenas a experiência de compra, mas toda a infraestrutura de transação. A empresa oferece soluções completas que incluem meios de pagamento e logística própria, com operação de full fulfillment e entregas rápidas, consolidando um ecossistema end-to-end para marcas e consumidores.

“O resultado disso é uma jornada mais fluida, com impacto positivo nas taxas de conversão. A lógica do e-commerce tradicional, que utiliza vídeos como ferramenta de apoio, ainda é baseada em interrupção. Isso significa que o consumidor precisa deixar de assistir para acessar o link da plataforma de venda, seja ela qual for. No caso da LIS, nós invertemos isso: a compra acontece dentro da experiência, tornando-a completa. Assim, aproveitamos o impulso do momento”, explica Ana Medici, CEO e fundadora da LIS Play.

Ela ainda complementa: “O consumidor não quer mais apenas comprar, mas sim entender, interagir e decidir com agilidade. Nesse contexto, o vídeo deixa de ser apenas uma ferramenta de comunicação e passa a ser um canal direto de conversão. A jornada, antes fragmentada, se torna contínua. Para as empresas, isso significa mais eficiência e melhores resultados. Para o consumidor, uma experiência mais intuitiva e sem interrupções. A decisão de compra hoje acontece no momento da conexão. Quando você quebra esse fluxo, perde a venda. Nosso papel é garantir que isso não aconteça mais”.

Democratização da ferramenta: do conteúdo à conversão, sem fricção

Segundo Ana, a LIS nasceu pensando nos negócios de pequeno e médio porte que dispõem de pouca verba para publicidade e que apostam nas redes sociais como principal ferramenta de marketing. No entanto, a empresa vem ganhando escala também entre grandes marcas — especialmente com a evolução para um modelo mais completo de infraestrutura de vendas.

“Temos pacotes de diferentes valores e a ferramenta é simples e intuitiva. Os clientes fazem login na nossa plataforma, sobem os vídeos, cadastram os produtos e geram um link que pode ser distribuído nas redes sociais ou por WhatsApp, por exemplo. Além disso, com nosso modelo de marketplace, conseguimos oferecer uma solução completa, com checkout, meios de pagamento e logística integrados, incluindo nossa operação de full fulfillment. Com isso, os vídeos se transformam em infraestruturas completas de vendas, conectando conteúdo, dados e transação em um único fluxo”, explica.

Outro ponto importante é que, além da interatividade, as soluções da LIS entregam inteligência em tempo real sobre o comportamento do consumidor, permitindo que as empresas entendam como, quando e por que seus clientes decidem comprar. Esse modelo responde diretamente a desafios históricos do varejo digital, como abandono de carrinho, baixa conversão e falta de visibilidade sobre a jornada do usuário.

A partir de 2026, a empresa inicia uma nova fase estratégica com foco em um modelo AI First, utilizando inteligência artificial para aprofundar a leitura do comportamento audiovisual, personalizar experiências e otimizar decisões de compra em tempo real. Mesmo recente, a startup já apresenta sinais consistentes de crescimento. Desde o lançamento, 35 clientes já utilizaram a plataforma, e a expectativa é escalar rapidamente nos próximos anos.